Um paciente de 65 anos apresenta dispneia progressiva, tosse persistente e fadiga, com histórico de tabagismo por 40 anos. A avaliação médica sugere um comprometimento pulmonar significativo, com alterações irreversíveis na arquitetura dos alvéolos. A compreensão detalhada das doenças obstrutivas crônicas do sistema respiratório é fundamental para o diagnóstico, manejo e prognóstico de quadros clínicos complexos, dada a natureza insidiosa de sua progressão e o impacto multifacetado na qualidade de vida do indivíduo.
- A Caracterizar a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) envolve a presença de limitação crônica do fluxo aéreo, geralmente progressiva e associada a uma resposta inflamatória anômala das vias aéreas e do parênquima pulmonar à inalação de partículas ou gases nocivos, como a fumaça do tabaco.
- B Considerar a asma brônquica como uma forma de DPOC é clinicamente aceitável, visto que ambas as condições compartilham mecanismos imunológicos idênticos e apresentam reversibilidade completa da obstrução das vias aéreas com a administração de broncodilatadores.
- C Monitorar a saturação periférica de oxigênio (SpO2) em pacientes com DPOC é o único critério para avaliar a necessidade de oxigenoterapia suplementar, desconsiderando a pressão parcial de oxigênio no sangue arterial (PaO2) e a sintomatologia clínica do paciente.
- D Distinguir entre bronquite crônica e enfisema pulmonar, ambas componentes da DPOC, revela que a bronquite crônica é definida exclusivamente por alterações estruturais na membrana alvéolo-capilar, enquanto o enfisema se caracteriza pela hipersecreção crônica de muco.