Questões de A Política Grega (A República de Platão e a Política de Aristóteles) (Filosofia)

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Em A República, Platão constrói a sua visão sobre a justiça após assumir os desafios levantados por Trasímaco, no Livro I, e depois por Gláucon e Adimanto, no Livro II.
Em relação à discussão sobre a justiça que Platão desenvolve nessa obra, é correto afirmar que:

  • A Platão defende que a justiça deve ser benéfica para a pessoa justa, tanto em sua relação com a sua cidade quanto em sua relação consigo mesma.
  • B Platão admite que o argumento do Anel de Giges, apresentado por Gláucon, demonstra que a justiça nem sempre é preferível à injustiça.
  • C Platão concorda com seus interlocutores que a origem da justiça reside na cidade, surgindo como um acordo social mutuamente benéfico.
  • D Platão endossa a visão de Trasímaco que a justiça só será benéfica para um indivíduo fraco no contexto de uma cidade justa.

Sócrates ocupa uma posição protagonista na história da filosofia. Ele é saudado como o inaugurador da primeira grande era da filosofia, e, em certa medida, da própria filosofia. No entanto, Sócrates nunca escreveu, e o que sabemos dele foram ideias e anedotas preservadas nas obras de seus admiradores, especialmente Platão.
Entre as ideias abaixo, qual delas NÃO é atribuída a Sócrates nos diálogos de Platão?

  • A Ninguém age mal voluntariamente.
  • B Nenhum mal pode acometer um homem bom.
  • C Uma pessoa que luta por justiça deve levar uma vida pública.
  • D É melhor sofrer do que cometer uma injustiça.
— Se estivesses a organizar, ó Sócrates — interveio ele — uma cidade de porcos, não precisavas de outra forragem para eles.
PLATÃO. A República. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2017.

A fala acima expressa a crítica de Gláucon à primeira cidade idealizada por Sócrates no livro II d’A República. A crítica se deve ao fato de que esta cidade
  • A atende apenas às necessidades básicas e ignora os desejos mais elevados do ser humano.
  • B valoriza excessivamente os bens materiais e a busca pelo luxo e pela ostentação.
  • C depende de uma hierarquia rígida que nega aos indivíduos a participação democrática.
  • D limita-se a uma pequena elite de filósofos e exclui a maioria do seu planejamento.
  • E prioriza a produção de riqueza e comércio e relega a virtude a um papel secundário.

A emergência de um espaço público significa que se criou um domínio público que “pertence a todos” (ta koina). O “público” deixa de ser um assunto “privado” – do rei, dos prelados, da burocracia, dos políticos, dos especialistas, etc. As decisões relativas aos assuntos comuns devem ser tomadas pela comunidade.
(CASTORIADIS, 1987, p. 311.)

Um dos aspectos da polis grega, que se associa ao surgimento e desenvolvimento da política, é:

  • A A indissociável manutenção da ordem aristocrática em todos os espaços e períodos em que a política grega se manifestou.
  • B A abrangência da participação nas decisões políticas a todo público, ou seja, o sentido essencial de uma verdadeira democracia.
  • C A dissociação completa do aspecto hierárquico, característico de sistemas de governos anteriores, que primavam pelo poder meritocrático.
  • D A característica da publicidade, exigida em relação à vida social. Tal comportamento pressupõe a existência de um espaço comum, em oposição ao âmbito do particular.

Com a teoria das Idéias [...] Platão quis dizer o seguinte: o sensível se explica somente com a dimensão do supra-sensível, o corruptível com o ser incorruptível, o móvel com o imóvel, o relativo com o Absoluto, o múltiplo com o Uno.

REALE, G. História da Filosofia Antiga, Vol. II. SP: Loyola. 1994. p. 79.

Conforme verificado no trecho acima, Platão, em sua obra filosófica, afirmou que a

  • A realidade se encerra em relações de imanência.
  • B realidade é composta de instâncias transcendentes e imanentes.
  • C dimensão sensível da realidade é meramente ilusória.
  • D inteligência humana é incapaz de alcançar os princípios últimos da realidade.
  • E inteligência humana inventou noções como as de “absoluto” e “supra-sensível” para tentar dar conta da realidade múltipla e corruptível.