Resumo de Física - Usina Nuclear

Desenvolvida a partir das novas Teorias da Física do início do século XX

Usina Nuclear diz respeito a um complexo fixo industrial que tem como finalidade a produção de eletricidade utilizando como base a energia nuclear.

Essa usina tem como diferencial o uso de materiais radioativos que emitem calor após uma reação nuclear. As centrais nucleares empregam esse calor produzido para provocar vapor., o qual tem a função de movimentar as turbinas e assim gerar energia elétrica.

Em uma usina nuclear existe no mínimo um reator (pode ter mais que um), ambiente impenetrável à radiação. Interiormente, em uma usina, são colocadas barras de domínio ou outras formas geométricas minerais que contenham artefato radioativo, sendo o mais utilizado o Urânio
Nesse procedimento de fissão nuclear, uma sequência de reações é amenizada e balanceada por elementos secundários que dependem do processo empregado.

O poder de uma Usina Nuclear

Para o desenvolvimento de armas nucleares foram estudadas e aplicadas tecnologias diferentes. O conceito do uso da fissão na geração de eletricidade é um exemplo desses estudos básicos.

O reator nuclear - percursor na produção de eletricidade - surgiu do reator fermentador. Esse reator fez parte de uma experiência sem muita tecnologia. Seu layout e funcionalidade foi uma criação da “”, uma corporação americana. A peça começou a funcionar em 1951 e foi ligado em dezembro desse mesmo ano.

Cerca de dois anos à frente, o então presidente Eisenhower indicou o programa "". Com esse programa foi possível direcionar os estudos e gerar eletricidade baseando-se na fissão.

Quando surgiram os primeiros reatores nucleares, a produção de energia era bem inferior ao que foi produzido posteriormente e à atual produção. Era de no máximo 30 MW.

As acomodações de uma Usina Nuclear formam um ambiente altamente complexo. Por esse motivo, a segurança dentro da mesma é amplamente considerada, avaliada e aplicada aos mínimos detalhes. Uma reação nuclear precisa estar em ambiente totalmente controlado, a fim de amenizar o risco que o ambiente naturalmente possui.

Mesmo que, segundo estudos, a probabilidade de um dano ser pequeno, um funcionamento incorreto do reator pode gerar um acidente significativo. É importante salientar que o processo precisa ser controlado. Os reatores ficam com temperaturas elevadíssimas, mas não a ponto de ter vazamentos de material cancerígeno. Um acidente dessa proporção causaria danos irreparáveis para o meio ambiente, comprometendo todo um bioma.

Usina Nuclear no Brasil

No Brasil, existem duas usinas nucleares em pleno funcionamento e uma outra ainda em construção. Esses complexos estão localizados na Praia de Itaorna, no município carioca, Angra dos Reis.

As usinas chamadas de Angra 1, 2 e 3 (essa terceira em construção) compõem a Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto. Essa central faz parte do Programa Nuclear Brasileiro.

Diversos projetos estão em andamento para outras oito novas unidades no território brasileiro. Ainda assim, as usinas do tipo hidrelétricas é que gerem o cenário de energia elétrica do Brasil.


Cinco maiores Usinas Nucleares do mundo
1- Kashiwazaki-Kariwa – Japão (com competência de 7.965 megawatts)
2- Yonggwang - Coréia do Sul (com disposição para produzir 5.875 megawatts)
3- Ulchin – Coréia do Sul (essa possui a aptidão de gerar 5.873 megawatts)
4- Zaporozhe – Ucrânia (com competência para produzir 5.700 megawatts)
5- Gravelines – França (com aptidão para alcançar 5.460 megawatts)

Acidente da Usina Nuclear de Chernobyl

O dia 26 de abril de 1986 fixou uma lembrança triste até hoje muito viva na história. Foi nessa data que o quarto reator da Usina Nuclear de Chernobyl explodiu e espalhou material radioativo no ambiente.

O acidente de Chernobyl  é considerada como a catástrofe nuclear de maior volume da história. A tragédia se deu na Usina V. I. Lenin, que está a 20km da cidade mais atingida. A cidade onde as instalações da usina ficam é a Pripyat, na antiga União Soviética, que agora é jurisdição Ucraniana.

Um número incontável de cidadãos perderam suas vidas nesse episódio, que antecipou o fim da URSS. De acordo com registros, era 1h23min47s da noite de 25 para o dia 26 de abril de 1986 quando o reator 4 da usina de Chernobyl começou a funcionar de forma diferente do habitual. 
Era um teste de segurança que estava sendo elaborado quando, na madrugada, o reator quatro explodiu. Com o impacto da explosão da Usina Nuclear, dois colaboradores morreram imediatamente e o incêndio resultante da explosão seguiu por dias. O reator ficou a mostra e o fogo resultante da explosão lançou na atmosfera demasiada quantidade de maciço radioativo.
Inicialmente foi constatada falha humana. Os funcionários que operavam os reatores não deram atenção aos métodos de segurança de uma Usina Nuclear.

Mas, tempo depois, após perícia técnica, constatou-se que os reatores RBMK (usados em Chernobyl e em outras Usinas Nucleares Soviéticas) tinham um grande erro quando foi feito o esqueleto das instalações, e isso propiciou ainda mais que o desastre ocorresse.

O vento favoreceu que o material de alta radioatividade se espalhasse pelo ambiente. As regiões oeste e norte de Pripyat foram as que receberam maior quantidade de radiação por conta do vento. Em um curto espaço de tempo detectou-se níveis acentuados de radiação na Polônia, Áustria, Suécia, Bielorrússia e até locais mais longínquos, como Reino Unido, Estados Unidos e Canadá.

A pressão em cima do Governo Soviético, afim de que questionamentos fossem esclarecidos, fizeram com que eles admitirem que o acidente tivesse acontecido no dia 28 de abril.

Os suecos foram os primeiros a emitir alertas às outras nações sobre o que havia sobrevindo na União Soviética, com o intuito de evitar que eles continuassem ocultando a tragédia para preservar a imagem que o país tinha.
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