Resumo de Astronomia - Planeta Mercúrio

Primeiro astro do Sistema Solar 


O planeta Mercúrio encontra-se mais perto do Sol e é considerado o menor do Sistema Solar, isso depois de Plutão ser rebaixado à categoria de planeta anão. A sua superfície é parecida com a da lua: rochosa e repleta de crateras formadas pelos impactos de meteoritos. Com a falta de agentes erosivos – responsáveis pelas modificações no relevo – essas crateras permanecem intactas. 
Mercúrio é o mais rápido do Sistema Solar, percorrendo aproximadamente 47,87 quilômetros por segundos em torno do Sol. Isso resulta em um movimento de translação de 88 dias terrestres. Devido a essa velocidade, foi batizado pelos romanos com o mesmo nome do deus mensageiro. Graças também à sua proximidade em relação ao Sol, pode ser visto da Terra a olho nu. No entanto, apenas é possível antes do amanhecer e pouco depois do entardecer. 

Principais características do planeta Mercúrio

A atmosfera do planeta Mercúrio é praticamente inexistente, porém em sua superfície há potássio, sódio, hélio, oxigênio, nitrogênio, dióxido de carbono, entre outros. Com a falta de atmosfera, a radiação solar acaba fazendo com que o planeta tenha baixa proteção diante dos choques com os meteoritos e pouca capacidade de conservação térmica. Por causa disso, as temperaturas variam drasticamente: entre 450°C a -170°C. 
Apesar dessa grande elevação, especialmente quando a superfície está voltada para o Sol, Mercúrio não é o mais quente. Quem assume esse posto é o planeta Vênus, pois a sua atmosfera é bastante densa e absorve muito calor. 
Mesmo com o diâmetro de 4.879 quilômetros, bem menor que os 12.742 da Terra, ele não é tão rápido no momento de girar em torno do seu próprio eixo. O seu movimento de rotação, que determina o tempo necessário para a volta, leva aproximadamente 176 dias terrestres. 
Já quando o assunto é densidade, o planeta Mercúrio ocupa a primeira posição no Sistema Solar, e com um núcleo repleto de ferro (partes líquidas e sólidas). Estima-se que essa parte metálica tenha mais de 3 mil quilômetros de largura, o que corresponde a mais de 70% do diâmetro total. 
Embora tenham semelhanças, a superfície desse pequeno planeta parece ser mais escura que a da lua, refletindo apenas dois terços de luz. Os cientistas ainda não sabem ao certo o porquê de tamanha escuridão, mas suspeitam que o solo esteja coberto por grafite – uma das quatro formas assumidas pelo carbono - ou seja, em consequência da retenção de calor que “queima” os elementos da superfície e afeta a sua coloração.


Exploração do planeta

Acredita-se que as primeiras observações do planeta Mercúrio ocorreram no século XIV a.C, durante a civilização Assíria. No entanto, foi o físico, matemático e astrônomo Galileu Galilei que conseguiu visualizá-lo através de um aparelho chamado de periscópio, já no século XVII. Ainda neste mesmo período, o astrônomo alemão Johann Franz Encke estipulou a sua massa e analisou o efeito da gravidade a partir do atrito do cometa Encke. 
Anos mais tarde, em 1974, a Nasa enviou a sonda Mariner 10 rumo a Mercúrio. Mas, devido às altas temperaturas e sua posição no momento, não foi possível mapeá-lo totalmente, apenas 45%. A sonda realizou – depois de viajar cerca de 91 milhões de quilômetros – 3 aproximações, no qual foram registradas imagens e dados sobre o campo magnético. 
Após a desativação da Mariner 10, em 2005 os Estados Unidos lançaram outra sonda, a Messenger. Em razão da distância, ela só chegou no planeta Mercúrio em 2008. Já em 2017, a Agência Espacial Europeia – em parceria com o Japão – mandou a BepiColombo. Como ainda não alcançou o seu destino, estima-se que trará novas informações somente em 2024. 

Curiosidades

  • Mesmo com a proximidade em relação ao Sol, foram encontrados indícios de gelo no planeta Mercúrio. Além disso, materiais orgânicos congelados no seu lado norte – parte que não recebe luz solar. Os pesquisadores da Nasa afirmam que, tanto o gelo como as formas orgânicas, são restos de cometas ou asteroides que teriam se chocado milhões de anos atrás. 
  • Mercúrio já foi batizado com dois nomes: estrela da manhã e estrela da noite. Isso porque, como pode ser visto pela manhã e início da noite, os primeiros povos que o avistaram pensaram que eram dois planetas diferentes. 
  • A cada 100 anos, o pequeno planeta pode ser visto a olho nu 13 vezes. Esse fenômeno é conhecido como trânsito, pois é o período em que o astro passa em frente ao Sol. 
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