Resumo de História - Pigmeus

Conhecidos por sua baixa estatura, os pigmeus são povos nômades que vivem em pequenos grupos divididos principalmente entre as florestas tropicais da África e a Ásia. Eles também são conhecidos como “povos da floresta” ou “filhos da selva”.

Os pigmeus vivem da pesca, caça de animais e coleta de frutos e raízes, porém eles também vivem uma relação de muito respeito com a natureza e não aceitam a utilização dos elementos naturais para o desperdício ou para outra função que não seja a alimentação.

Por algum tempo estudiosos consideravam o termo “pigmeu” preconceituoso, pois geralmente muitas pessoas usavam a palavra com uma conotação negativa. Mas depois alguns grupos de indígenas e de ativistas deram um significado identitário ao termo, fazendo com que ele continuasse sendo usado.

Existem vários grupos de pigmeus como, por exemplo, os Twa, Baka, Aka, Mbuti, entre os outros. Cada grupo desse tem sua própria forma de se desenvolver, sua própria forma de comunicação, suas próprias crenças e tradições.

Segundo alguns estudiosos, ainda existem alguns grupos ativos desses povos na Bolívia, na Uganda, na República Democrática do Congo, na Ruanda, na Oceania e até mesmo no Brasil.

Essas comunidades sofrem muitos problemas para continuarem vivendo, como o racismo, a exploração sexual das mulheres e meninas da tribo, a exploração do trabalho, a escravidão, as ameaças de morte e até mesmo os assassinatos. 

Ritual da caça

O momento da caça é muito especial para os pigmeus e onde é possível enxergar, de uma forma mais clara, seus costumes e crenças. Toda estrutura do processo, desde a preparação para iniciar a caça, até o momento do consumo do que foi conseguido, é muito bem organizado.

No dia da caça, os pigmeus não podem ter nenhum contato sexual entre si, pois consideram isso uma forma de desrespeito com a natureza e com o processo que eles consideram mágico. No início do dia, eles também cantam e batucam antes de saírem da aldeia.

Antes de começarem de fato a caça, os homens participam de uma espécie de cerimônia de purificação, momento em que colocam fogo em alguns ramos de folha enquanto fazem orações pedindo permissão para entrar na floresta e pedindo também que a caça seja produtiva.

Depois disso, eles usam os ramos de folha para benzer o corpo ao mesmo tempo que entoam orações. Uma vez que o fogo se apaga, os pigmeus utilizam as cinzas que sobraram para se pintarem, fechando a prática que antecede a caça.

Após concluído esse ritual, os pigmeus posicionam as redes e lanças que eles mesmo confeccionaram e começam a produzir barulhos específicos para que os animais possam se dispersar dos seus grupos, caindo assim nas redes.

Os pigmeus se alimentam de tudo que se move. Geralmente, capturaram antílopes, macacos, porcos espinhos, entre outros animais.

O momento da caça é feito apenas pelos homens. As mulheres são apenas autorizadas a coletar algumas raízes e insetos que os pigmeus usam como uma espécie de tempero. Do contrário, elas ficam nas aldeias, cuidando das crianças e apenas são autorizadas a tratar dos animais que vêm da caça.

Quando chegam na aldeia, os pigmeus são recebidos com grande festa, já que para eles o que foi conseguido na caça é uma espécie de presente. Depois de consumirem o que conseguiram caçar, os pigmeus dançam e cantam até a madrugada para celebrar e agradecer o alimento conquistado.

Adoração à vida e à floresta

Os pigmeus vivem em uma conexão muito íntima com a natureza. Eles têm uma tradição de adoração e proteção a tudo que vem da floresta e a respeitam da mesma forma que respeitam suas próprias vidas.

Todo sustento e abrigo dessa comunidade vem da natureza, por isso eles entendem tudo que vem do meio ambiente de forma muito divina e espiritual. Eles acreditam que tudo que lhes é dado é através de um Ser Supremo e que merece muito respeito.

Os homens e mulheres desta comunidade não fazem uso dos bens da natureza de forma descontrolada, em razão disso não acumulam nenhum animal ou raiz para o consumo posterior. Eles só caçam o que precisam para o momento do consumo, pois acreditam que a natureza sempre lhes dará sustento.

Dança e outros costumes e crenças

Para os pigmeus, tudo é motivo de celebração e alegria. Eles sempre se reúnem com todos os membros do grupo para dançar e cantar como forma de agradecimento por tudo de bom que acontecem em suas vidas.

Os pigmeus também têm o costume de se reunirem à noite para contar histórias e lendas, e se socializarem. Os momentos de reunião entre eles também são muitos respeitados e todos devem participar, sem nenhuma exceção.

Esses povos também acreditam que todo aquele que respeita e ama a natureza tem a sua alma purificada pelo Ser Supremo. Os pigmeus acreditam que as almas boas são convertidas em estrelas no firmamento e as ruins são condenadas a viver vagando sem rumo pela floresta. Eles também acreditam que almas ruins são as responsáveis por dar origem às doenças.

Problemas enfrentados pelos Pigmeus

Um dos principais problemas enfrentados pelos pigmeus é a falta de reconhecimento e validação da sua forma de existência. As grandes instituições e grandes governos não costumam respeitar o direito que esses povos têm de ocupar os territórios onde vivem, tornando a existência deles muito difícil.

Muitos grupos passam por desapropriações, perdendo a sua forma de vida tradicionais. Eles também passam por uma forte discriminação, quando não têm os seus direitos preservados.

O preconceito e o genocídio também são outros graves problemas que os pigmeus têm que enfrentar. Eles são constantemente violentados, escravizados e mortos, tanto por grandes organizações que estão interessadas nas suas terras, como por outros grupos étnicos.

Outro aspecto em que esses povos são bem afetados é a sua saúde. O que acontece é que quando eles perdem suas terras, perdem não só o seu lar, mas também a forma como curam suas doenças.

Ainda temo os casos de estupro das mulheres e crianças, que muitas vezes são contaminadas com doenças sexualmente transmissíveis que não existiam nas suas aldeias.

Confira no vídeo abaixo uma reportagem sobre a vida dos pigmeus:

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