Resumo de História - Brexit

É denominada de Brexit a saída do Reino Unido da União Europeia. O processo começou a ser discutido em junho de 2016, ainda durante o governo do primeiro Ministro David Cameron, e tinha o limite de dois anos para a conclusão. 

Em um referendo realizado em 2016, a população do Reino Unido decidiu pelo afastamento, mas a falta de acordo nas negociações e as derrotas no parlamento adiou a separação por duas vezes e, atualmente, tem até o dia de 31 de outubro para a finalização.

Motivos para o Brexit 

Defensores do Brexit argumentam que a permanência na União Europeia diminui a soberania nacional, além de trazer déficits para a economia, pois os países ficam submetidos às regras do bloco como, por exemplo, as contribuições anuais obrigatórias de 10.574,98 Milhões de euros (mais de R$ 4 bilhões).

Outros motivos para a saída são:

Controle da Imigração

De acordo com os grupos conservadores, a entrada de imigrantes gera maiores gastos com serviços públicos, emprego e habitação. Desta forma, a retirada dos países e controle da imigração traria uma economia de bilhões para os cofres estatais.

Dinheiro para aplicar na saúde

O Reino Unido paga bilhões para continuar na União Europeia. Para os apoiadores da separação, esse dinheiro poderia ser usado para realizar investimentos em serviços de saúde pública e áreas que estão em riscos na região.

Liberdade de negociação

Os apoiadores do Brexit também argumentam que a retirada do Reino Unido da União Europeia vai permitir maior liberdade de negociação com outros países. Atualmente, as negociações econômicas são realizadas por meio do Mercado Comum Europeu (sistema de leis que regulam os estados membros).

Referendos do Brexit

Desde 1975 que o Reino Unido ameaça deixar o bloco econômico europeu. Alguns referendos que perguntavam se os eleitores desejavam continuar na União Europeia foram realizados. Cada um deles tiveram resultados diferentes:

Votações de 1975

O primeiro referendo para saber se a população era favorável à permanência no bloco europeu foi realizado no dia 5 de junho de 1975. A votação contou com a participação massiva nas urnas e, apesar de conhecerem as implicações para a soberania da região, os eleitores decidiram por continuar na comunidade econômica com mais 67% dos votos (dois terços dos votos válidos).

Votações de 2016

O primeiro ministro britânico, David Cameron, aliou-se ao UKIPO (partido nacionalista) para conquistar a reeleição. Em troca do apoio, Cameron se disponibilizou a convocar um segundo referendo para ser realizado em 23 de junho de 2016.

A população decidiu por sair do bloco (51% dos votos). Desta vez, no entanto, os resultados mostravam uma divisão de opiniões entre os países que pertencem ao Reino Unido. A Escócia, Irlanda do Norte e a cidade de Londres votaram pela permanência no bloco, enquanto o resto da Inglaterra e País de Gales desejavam sair. Venceu a saída.

Prazos para a saída

Em março de 2017 (nove meses após a realização do referendo), o Reino Unido notificou a União Europeia sobre o Brexit. Segundo o artigo 50 do Tratado de Lisboa, depois da comunicação, um país membro do bloco tem até dois anos para efetivar o desmembramento. Com isso, a saída definitiva ficou programada para ser realizada até março de 2019.

Mas, por causa das derrotas nas negociações, o Reino Unido pediu adiamento da sua retirada. Ficou a saída, então, planejada para acontecer até o final de 2019. Confira o vídeo abaixo e entenda as consequências dessa decisão:

Acordo

Os países que desejam sair da União Europeia têm dois anos, a partir da comunicação, para completar o processo de retirada. Durante esse tempo, um projeto de acordo é elaborado e, posteriormente, votado pelos membros da UE. Para finalizar o divórcio, o parlamento britânico precisa votar e aprovar o projeto de retirada.

O documento em questão esboça as futuras relações entre as partes, o futuro dos cidadãos britânicos que moram ou trabalham em outros países do bloco, além da multa que devem pagar pelo término da parceria.

Consequências do Brexit

Diversas implicações, tanto internas quanto externas, podem ocorrer com o Brexit. Entre as quais:

  • Perda do mercado europeu, principal de exportações europeu do Reino Unido;
  • Queda na economia entre 4% a 9%;
  • Leis europeias que estão em vigência vão perder validade no Reino Unido;
  • Deslocamento se tornará mais complicado na Europa;
  • Bancos já mostraram a pretensão de retirar ativos e operações de Londres;
  • Problemas na economia mundial.

União Europeia

O bloco é uma união política e econômica composta por 28 Estados-membros situados na Europa. Criado em 1957, como Comunidade Econômica Europeia, o bloco tem como objetivo realizar uma aberta negociação e movimentação de mercadorias entre os integrantes. A livre circulação de pessoas para trabalho ou moradia é outra característica da UE.

O euro é a moeda adotada pela maioria dos países que pertence ao bloco. O Reino Unido, no entanto, não adotou  como moeda oficial e manteve a libra esterlina. Por causa disso, o país não faz parte da Zona do Euro (união monetária da União Europeia).

Reino Unido

O Reino Unido é uma união política formada pela Inglaterra, Escócia, Irlanda do Norte e País de Gales. A região é uma monarquia constitucional e tem a Rainha Elizabeth II como chefe de estado. O parlamentarismo  é o sistema de governo e tem Theresa May como a atual primeira-ministra.

David Cameron 

David Cameron foi o primeiro-ministro britânico de 2010 até 2016. Ele permitiu a realização de um segundo referendo em 2016, que perguntou a população se desejavam sair da União.

Apesar de ser Líder do Partido Conservador na Inglaterra, David Cameron fez intensa campanha contra o Brexit e renunciou ao mandato após ser derrotado nas votações.

Atualmente é a primeira-ministra Theresa May quem está a frente das negociações do Brexit e tem enfrentado grandes dificuldades para aprovar a proposta no parlamento britânico.

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