Resumo de História - Bandeirantes

Bandeirantes foram os sertanistas do período colonial os quais adentraram o interior do Brasil, no século XVI, em busca de escravos fugidos, riquezas como ouro e pedras preciosas, e índios para escravizar.

Contribuíram para a expansão territorial do Brasil mais adiante do imposto pelo Tratado de Tordesilhas ocupando, inclusive, a Região Centro-Oeste e Sul do Brasil. Descobriram ouro no estado de Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás.

Introdução a história dos bandeirantes

Parte dos bandeirantes descendiam de portugueses em São Paulo, sendo os capitães das bandeiras de origens europeias. Porém, não haviam somente descendentes dos portugueses, ainda haviam os mamelucos, índios, entre outros povos.

Os bandeirantes falavam também a língua tupi que era utilizava no dia a dia, além do português. Com esses termos tupis eles nomearam vários lugares por onde andaram, dando origem a nomes de cidades como Taubaté, Tatuapé, Sorocaba, Jundiaí, Guaratinguetá.

Foram responsáveis pela escravização e extermínio de milhares de indígenas e quilombos. Inclusive o Quilombo dos Palmares foi destruído por Domingos Jorge Velho.

Apesar de tudo, no século XIX, a figura do bandeirante foi reconstruída positivamente como forma da elite paulista afirmar seu poder em um contexto de enfraquecimento político, sobretudo nas décadas de 1920 e 1930.

Os bandeirantes tinham como ponto de partida as cidades de São Vicente, no litoral paulista, e São Paulo. Seguiam o curso dos rios para desbravar as cidades, um exemplo é o rio Tietê.

As expedições conhecidas como bandeiras eram organizadas por particulares e se direcionavam para Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso, principalmente nas localidades que tinham aldeias indígenas, com intuito de capturá-los. As expedições organizadas pela coroa portuguesa, eram conhecidas como entradas.

O advento das Bandeiras

Conforme mandato real do ano de 1750, a Lei das Ordenanças, ao invés da Companhia de Ordenanças, nas zonas rurais, organizava-se uma bandeira que tinha formação semelhante ao de uma companhia, dos quais seus componentes se dividiam em esquadras e reuniam todos que estavam até uma légua distantes da sede do capitão-mor.

Essa foi a origem das bandeiras que percorreram o território brasileiro. Era também uma maneira de proteger contra os ataques indígenas. Durante a início da colonização os interesses de Portugal eram voltados para o litoral e suas proximidades, já que neles se localizavam o plantio da cana-de-açúcar e a extração do pau-brasil.

Um fator que desmotivava os colonizadores era a geografia do Brasil, pois temiam adentrar o novo continente devido às matas fechadas.

Porém, no ano de 1585, a corte proibiu a escravização dos gentios. Já no século XVII, com o controle dos mercados africanos pelos holandeses, a mão de obra ficou escassa e viram a necessidade da escravização dos índios.

Dessa forma, os paulistas atacaram as missões jesuítas por muitas décadas e capturaram índios domesticados para o trabalho e catequizados.

Com esse propósito a bandeira concebida por Dom Francisco de Sousa no ano de 1605 partiu em busca de indígenas.

Já no ano de 1628 uma expedição de bandeirantes afugenta absolutamente todos os jesuítas e aprisionam os índios das missões. Essa ocorrência se repete no ano de 1632 com a prisão de índios guaranis no Espírito Santo.

Findada a União Ibérica, em meados de 1640, os bandeirantes apoiam na exclusão dos holandeses do Brasil e em 1660 foram para a região do Tocantins, do Mato Grosso, do Goiás, do Piauí, do Uruguai, do Paraguai e da Bolívia, além da descoberta do ouro em Minas em 1690.  

No ano de 1695 o bandeirante, Domingos Jorge Velho, destruiu o Quilombo dos Palmares, que se tornou o mais importante por suas lutas no Brasil inteiro. Após alguns anos, mais precisamente em 1707, eles se envolveram na Guerra dos Emboabas a qual foram derrotados por migrantes de outros territórios e portugueses.

Depois se estabeleceram nas capitanias de Santa Catarina, Goiás e Mato Grosso, e seus descendentes se firmaram em territórios conquistados, o movimento entra em declínio cessando suas atividades exploradoras.

Quilombo dos Palmares

O Quilombo dos Palmares se localizava na Serra da Barriga, na capitania de Pernambuco, região que atualmente pertence ao município de União dos Palmares, no estado de Alagoas. Os quilombos eram uma rebelião contra a escravidão e os serviços forçados, já que trabalhavam de forma desumana e sem remuneração.

Formado no período colonial, esse quilombo é considerado de maior representatividade devido a sua resistência por mais de um século,  tendo Zumbi dos Palmares como líder transformado-se em símbolo.

Apesar de não ter a confirmação da quantidade de habitantes no Quilombo dos Palmares, alguns historiadores estimam a existência de cerca de 20 mil pessoas, no ano de 1670.

Devido as invasões holandesas foi registrado nos quilombos um crescimento populacional que passou a formar os mocambos, que eram núcleos de povoamento. Entre os principais estão:

  • Cerca Real do Macaco: maior centro político do quilombo;
  • Dandara: liderado pela esposa de Zumbi dos Palmares;
  • Subupira: com atividades militares;
  • Zumbi: que era o líder e se tornou símbolo da luta contra a escravidão.

Eles sobreviviam da caça, pesca, agricultura, coleta de frutas, prática de artesanato. O que sobrava era comercializado pela vizinhança a ponto de alguns colonos alugarem terras do plantio quilombola e trocar alimentos por munição.

Com a expulsão dos holandeses, a necessidade de mão de obra e o desejo dos portugueses pela recaptura dos antigos escravizados, aumentaram os ataques ao quilombo.

Por outro lado, a prosperidade desse quilombo amedrontava o governo colonialista que decidiu tomar o poder da região. Foram necessárias dezoito expedições para erradicar definitivamente o Quilombo dos Palmares, fato esse consumado com a expedição do bandeirante Domingos Jorge Velho.

Bandeirantes de destaque

  • Antônio Raposo Tavares;
  • Bartolomeu Bueno da Veiga;
  • Domingo Jorge Velho;
  • Fernão Dias Pais;
  • Jerônimo Leitão;
  • Manuel Borba gato.

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