Questão 1 Comentada - Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) - Analista em Ciência e Tecnologia - Ciências Contábeis - CESPE/CEBRASPE (2006)


O Brasil tem uma grande contribuição a dar ao novo ano. A diplomacia e a sociedade brasileira devem por em marcha uma estratégia internacional de associação crescente às forças que se organizam em torno da remodelação dos termos da inserção desigual. O exemplo do G-20, como também a via do aprofundamento da construção de uma grande área de entendimento na América do Sul, entre outras iniciativas, permitem cimentar caminhos plausíveis, realistas e coerentes, ante os tempos difíceis que seguirão se avizinhando.

Aqui, no extremo Ocidente, em uma região relativamente alheia ao foco do terrorismo internacional islâmico, há condições plenas para se viabilizar práticas democráticas que não signifiquem apenas a adoção pouco crítica do jargão formal das eleições perpetuadoras de modelos econômicos que ampliam a vulnerabilidade social da região. O Brasil poderá ser um exemplo no futuro. Para tal, o país terá que melhorar sua imagem externa. Sem um novo ciclo virtuoso na política, sem uma profunda reorientação nas formas de exercê-la e sem uma reversão dos dados pífios da curva de desaquecimento econômico que tivemos em 2005, não poderemos reivindicar o papel de construtores do futuro. O mundo não poderá confiar em nós.



Com base no texto acima, assinale a opção incorreta, acerca da contribuição que o Brasil pode dar ao entendimento político e diplomático na região sul-americana.

  • A O Brasil, por ser a economia mais avançada tecnologicamente na região, pode agir como alavanca para atração de investimentos em plataformas tecnológicas de aproveitamento comum no entorno sul-americano.
  • B Apesar de ser a economia que menos cresceu em 2005 na região sul-americana, o grau de industrialização da economia nacional ainda é um ponto relevante para a implementação de estratégias de integração na América do Sul.
  • C Os eixos diplomáticos e políticos que vêm se criando entre o Brasil e seus dois parceiros estratégicos da região, a Argentina e a Venezuela, ambientam iniciativas como a de um imenso gasoduto ligando o norte ao sul da América do Sul.
  • D A integração na região sul-americana, tanto nos foros internacionais econômicos como a OMC, quanto nos foros políticos multilaterais, foi iniciada pelo presidente Fernando Henrique e aprofundada pelo governo Lula e permite preparar a região para os desafios internacionais que se avizinham.
  • E A chegada ao poder de presidentes como Evo Morales, na Bolívia, e de Michelle Bachelet, no Chile, representa óbice ao processo de integração sul-americano que o Brasil vem sutilmente estimulando e encabeçando.