Um revestimento cerâmico vitrificado do século XIX, assentado com argamassa de cal, areia e barro, possui microalgas localizadas entre o vidrado e a parte cerâmica. O resultado da análise de difração de raios-x indicou, entre outros minerais, a presença de calcita (CaCO3) na sua composição. Como os microrganismos estão localizados em uma região de difícil acesso para a aplicação de biocidas, foi recomendado o tratamento térmico para a remoção deles. Esta é uma situação muito comum ao restaurar o patrimônio azulejar brasileiro. Sobre o restauro de azulejo, é correto afirmar:
- A A presença de calcita não pode ser proveniente da argamassa de assentamento; sua origem é apenas da matéria-prima cerâmica.
- B Recomenda-se que a queima para a remoção de microrganismos seja abaixo de 900ºC, que é a temperatura de quebra da estrutura da calcita, para evitar ao máximo a formação de bolhas do ar durante a queima, deixando marca de vacúolos na camada vitrificada.
- C As alterações provocadas pelo tratamento térmico são temporárias.
- D A liberação de CO2 durante o tratamento térmico em função da quebra da estrutura da calcita não causa alterações na camada vitrificada.
- E A melhor temperatura para realizar o tratamento térmico sem causar nenhuma alteração na camada vitrificada é acima de 1000ºC.