Uma das frases mais ouvidas na Cúpula dos Povos [Rio+20] era, justamente, que resta agora a Rio+40. Para os movimentos e entidades, de 1992 até hoje, não houve muitos avanços concretos na política ambiental. “Há 20 anos, o Fórum Global, também realizado no Aterro do Flamengo, denunciou os riscos que a humanidade e a natureza corriam, com a privatização e o neoliberalismo. Hoje afirmamos que, além de confirmar nossa análise, ocorreram retrocessos significativos em relação aos direitos humanos já reconhecidos. A Rio+20 repete o falido roteiro de falsas soluções defendidas pelos mesmos atores que provocaram a crise global. À medida que essa crise se aprofunda, mais as corporações avançam contra os direitos dos povos, a democracia e a natureza, sequestrando os bens comuns da humanidade para salvar o sistema econômico-financeiro”, denuncia a declaração final da Cúpula. (UMA DAS..., 2012, p. 15).
A Rio+20 (Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável) envolveu uma série de conclusões, entre elas,
- A o fato de a temática da conferência ser restrita aos aspectos exclusivamente ambientais.
- B a de uma avaliação positiva, pelos ambientalistas, das mudanças ocorridas desde a Eco-92 e das resoluções da Rio+20.
- C a da constatação de que a ampliação dos direitos humanos tem impactado, de forma negativa, o ambiente e os direitos dos animais.
- D a de que o excesso das privatizações e o neoliberalismo são os responsáveis pelas catástrofes naturais e pelas mudanças climáticas.
- E a de que os interesses econômicos e financeiros das grandes corporações têm sido um obstáculo para a adoção de medidas eficazes para se alcançar um equilíbrio socioambiental