No livro: PSICOLOGIA DAS INSTITUIÇÕES, BLEGER, José. Higiene e Psicologia Institucional. Porto Alegre: Artmed, 1984, o autor define psico-higiene, e este considera que nesta perspectiva o psicólogo deve:
- A Não se limitar apenas ao que sentimos individualmente. O autor acredita que o bem-estar de uma pessoa não depende apenas do aspecto psicológico e emocional, mas também de condições fundamentais da psico-higiene, que compreende fatores como: saúde física, apoio social, condições de vida.
- B Gerar impulsos positivos para a mente de seus clientes, para ele transformar criativamente sua realidade e tirar lições positivas. Assim como precisamos cuidar do nosso corpo, precisamos também cuidar da nossa psicohigiene para mantermos um melhor equilíbrio e qualidade de vida.
- C Passar da atividade psicoterápica (doente e cura) para a atividade da psico-higiene (população sadia e promoção da saúde), saindo do enfoque individual e indo para o social. Para tanto, ele precisa desenvolver novos instrumentos de trabalho, junto à população, na prática do dia a dia. Os problemas a serem resolvidos devem ser retirados da prática. O psicólogo é investigador e deve ver o ser humano total extraído do contexto social.
- D Compreender o ser humano de forma mais abrangente, considerando a historicidade, multidimensionalidade e a processualidade de sua existência. A historicidade diz respeito à influência do contexto sociocultural sobre a definição de práticas ditas saudáveis ou não. Dessa forma, a psico-higiene deixa de ser vista como ausência de doença, ao passo que a compreensão da doença também não fica restrita à alteração/desequilíbrio biológico.