Texto 1
Leia o poema de Adélia Prado:
Domingo
Na minha cidade, nos domingos de tarde,
as pessoas se põem na sombra com faca e laranjas.
Tomam a fresca e riem do rapaz de bicicleta,
a campainha desatada, o aro enfeitado de laranjas:
‘Eh bobagem!’
Daqui a muito progresso tecno-ilógico, quando for impossível detectar o domingo pelo sumo das laranjas no ar e bicicletas, em meu país de memória e sentimento, basta fechar os olhos:
é domingo, é domingo, é domingo
SÁLVA, Camila; DIEDRICH, Andressa. O cotidiano nos versos de Adélia Prado. Instituto Ling, 31 jul. 2020. Disponível em: https://institutoling.org.br/explore/o-cotidiano-nos-versos-deadelia-prado. Acessado em: 12/11/2025.
Ainda sobre o poema de Adélia Prado (Texto 1), no trecho:
“Na minha cidade, nos domingos de tarde,
as pessoas se põem na sombra com faca e laranjas.
Tomam a fresca e riem do rapaz de bicicleta,
a campainha desatada, o aro enfeitado de laranjas:
‘Eh bobagem!’”
o que acontece com o sujeito da oração destacada?
- A O sujeito é oracional, pois, nessa hipótese, a oração inteira desempenharia o papel de sujeito de outra ação.
- B O sujeito é indeterminado, pois não há referência a respeito de quem realiza as ações, sendo impossível identificar o agente.
- C O sujeito é elíptico (oculto), pois retoma o termo “as pessoas” da oração anterior, que é o agente das duas ações expressas pelos verbos “tomar” e “rir”.
- D O sujeito é composto, já que haveria, segundo essa leitura, dois agentes distintos — um que “toma a fresca” e outro que “ri do rapaz de bicicleta”
- E O sujeito é inexistente, porque, de acordo com essa leitura os verbos “tomar” e “rir” seriam impessoais e não exigiriam sujeito.