Questão 3 Comentada - Prefeitura de Vista Alegre do Prata-2 - Agente Comunitário de Saúde - OBJETIVA (2025)

O que fazer em viagens longas?

As redes sociais não entregam mais nada interessante, as paisagens ficaram ___________ e o sono não vem. Ainda faltam horas para o destino, e a mente e o corpo imploram por atividade, mas o que fazer nesse espaço apertado? Como lidar com os pensamentos que insistem em correr?

Segundo a psicóloga e professora Júlia Murta, o desafio começa porque nos desacostumamos a lidar com o tempo livre. “A rotina atual exige produtividade constante. Quando o tempo se alonga, como em uma viagem, somos convidados a encarar um tipo de silêncio interno e externo que normalmente abafamos”, explica.

Júlia destaca que a associação entre tédio e negatividade é fruto de um mal-estar contemporâneo: “O tédio pode ser um sintoma da dependência de produtividade para nos sentirmos válidos. Ele incomoda, mas também pode ser revelador”.

Para ela, o tédio não surge da falta de estímulos, mas do enfrentamento do vazio — e viajar também é autodescoberta. Encarar o tempo livre como autocuidado, porém, requer processo.

“Leituras leves, anotações pessoais, escutar músicas ou podcasts com temas subjetivos podem ajudar a atravessar o tempo sem cair na aceleração compulsiva da mente. Não se trata de preencher, mas de sustentar a presença”.

Além do cuidado com a mente, o corpo também precisa de atenção: passar horas na mesma posição é prejudicial em qualquer lugar, especialmente em viagens, quando o espaço é limitado.

A especialista também diferencia as dores comuns das que são um alerta — de acordo com ela, desconfortos no pescoço, na lombar e nas pernas são normais, afinal, a coluna é sobrecarregada ao se posicionar sentado.

No entanto, dores musculares e articulares, formigamentos e dormência são indícios de risco para o corpo.

Fonte: Revista Bom Voyage. Adaptado.


“[...] Ainda faltam horas para o destino, (1) e a mente e o corpo imploram por atividade, (2) mas o que fazer nesse espaço apertado? [...]” (1º parágrafo).
Observe as vírgulas empregadas nas duas situações apontadas no segmento acima. Sobre o uso da pontuação, é CORRETO afirmar que:

  • A A vírgula está correta e obrigatoriamente empregada nas duas ocasiões.
  • B A vírgula é obrigatória em (1), mas desnecessária em (2).
  • C A vírgula é facultativa em (1), mas obrigatória em (2).
  • D A vírgula está inadequadamente empregada nas duas ocasiões.

Gabarito comentado da Questão 3 - Prefeitura de Vista Alegre do Prata-2 - Agente Comunitário de Saúde - OBJETIVA (2025)

Análise Técnica: 1. Vírgula (1): A vírgula está correta e é obrigatória. Ela separa orações coordenadas sindéticas aditivas iniciadas pela conjunção "e", quando há sujeitos diferentes ("a mente e o corpo" e o sujeito da oração anterior, que é oculto "você/eu"). Segundo a norma-padrão, a vírgula é usada antes de "e" quando os sujeitos são diferentes. 2. Vírgula (2): A vírgula está correta e é obrigatória. Ela separa orações coordenadas sindéticas adversativas, introduzidas pela conjunção "ma...

Somente usuários Premium podem acessar aos comentários dos nossos especialistas...

Que tal assinar um dos nossos planos e ter acesso ilimitado a todas as resoluções de questões e ainda resolver a todas as questões de forma ilimitada?

São milhares de questões resolvidas!

Assine qualquer plano e tenha acesso a todas as vantagens de ser Premium