Prova da Prefeitura de Navegantes-2 - Professor de Educação Básica - Instituto Access (2025) - Questões Comentadas

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Com base na análise sintática e semântica, assinale a alternativa que classifica corretamente a oração subordinada "se a mesa é para um", presente no período "O garçom pergunta se a mesa é para um", considerando sua função em relação à oração principal.

  • A A oração é subordinada substantiva completiva nominal, pois completa o sentido do substantivo "pergunta", que se encontra subentendido na oração principal, funcionando como termo regido.
  • B A oração introduzida por "se" constitui oração subordinada substantiva subjetiva, pois é o conteúdo da pergunta que exerce o papel de sujeito da oração principal, com sentido de indagação impessoal.
  • C A oração exerce a função de objeto direto da oração principal e é classificada como subordinada substantiva objetiva direta, introduzida por conjunção integrante, sem valor condicional.
  • D Trata-se de uma oração subordinada adverbial condicional, introduzida por "se", que expressa hipótese dependente do verbo "perguntar", com valor semântico de possibilidade.

No excerto "Em lugares públicos, os olhares continuam esbarrando, e o celular vira escudo para amenizar o incômodo causado pelo olhar alheio" autora mobiliza escolhas lexicais que produzem efeitos de sentido específicos, articulando percepção subjetiva, introspecção e crítica social. Portanto, complementa-se essa informação considerando que:

  • A A expressão "olhares continuam esbarrando" explicita uma metáfora visual que reforça a neutralidade do contato social rotineiro, descrevendo situações de convivência urbana sem carga valorativa ou julgamento.
  • B O uso da palavra "escudo" sugere proteção física objetiva, desprovida de valor simbólico, o que torna o uso do celular no trecho exclusivamente funcional, destinado à distração e não à defesa subjetiva contra a presença do outro.
  • C A escolha do termo "esbarrando" intensifica a sensação de violência simbólica, ao evocar um movimento involuntário, desconfortável e repetido, o que amplia o efeito de vigilância e exposição indesejada experimentado pela narradora.
  • D A combinação "incômodo causado pelo olhar alheio" recorre a uma metonímia que representa o olhar como mero índice sensorial, afastando qualquer associação ao julgamento ou à expectativa de controle social.

Considerando o trecho "Lembro-me da primeira vez que fui ao cinema sozinha: comprei meu ingresso, esperei a sessão e me sentei com meu balde de pipoca, sem ninguém ao lado. Durante o filme, ria e chorava, sempre conferindo a cadeira vazia e olhando para trás, como se precisasse garantir que ninguém reparasse na minha solidão momentânea", em relação à tipologia e ao gênero textual, é correto afirmar que:

  • A O trecho é representativo da tipologia descritiva, uma vez que o foco recai sobre a caracterização subjetiva de um ambiente, com destaque para enumeração de estados emocionais e uso predominante de adjetivos qualificativos.
  • B O excerto revela predomínio da tipologia narrativa, com traços de subjetividade que aproximam o texto do gênero crônica pessoal, caracterizado por marcas de oralidade, foco na experiência individual e sequência temporal de eventos.
  • C O fragmento é uma manifestação da tipologia dissertativa-argumentativa, dado que a autora defende uma tese sobre a importância de estar só, estruturando seu raciocínio por meio de encadeamento lógico e uso de operadores argumentativos.
  • D O fragmento apresenta traços típicos do gênero narrativo pessoal, com predomínio da tipologia injuntiva, marcada pelo emprego de verbos no infinitivo e construção de uma sequência de ações com finalidade prescritiva.

Com base na análise sintática e semântica da pontuação presente no trecho "O alerta sempre vai existir — o medo de abordagens ou de olhares julgadores, mas nada disso deve impedir que você escolha a si mesma", pode-se afirmar que:

  • A O travessão introduz um aposto explicativo que detalha o substantivo "alerta", podendo ser substituído por vírgula ou parênteses, enquanto a vírgula após "julgadores" separa orações coordenadas, sendo obrigatória pela estrutura composta.
  • B O travessão funciona como marcador de tópico discursivo, deslocando o foco para uma ideia acessória, o que torna seu uso estilisticamente justificável, embora normativamente questionável; a vírgula, por sua vez, introduz oração explicativa.
  • C O trecho emprega o travessão com valor de interrupção parentética e a vírgula antes da conjunção "mas" introduz uma quebra indevida, sendo desnecessária, já que as orações estão unidas por conjunção adversativa e não exigem marcação.
  • D O uso do travessão é inadequado nesse contexto, pois ele rompe a fluidez sintática do enunciado, sendo preferível o emprego de dois-pontos para introduzir enumeração, e a vírgula após "julgadores" representa erro de pontuação, por romper unidade semântica.

Com base nos princípios da regência verbal na norma culta da língua portuguesa, analise as proposições e assinale a alternativa que apresenta a interpretação correta da estrutura sintática e do uso do verbo "lembrar" no contexto no trecho "Lembro-me da primeira vez que fui ao cinema sozinha".

  • A A ocorrência da preposição "de" antes do complemento está vinculada à transitividade indireta do verbo "lembrar", cuja forma pronominal exige, na norma culta, o uso do pronome oblíquo átono e a introdução do objeto com preposição.
  • B O uso da forma pronominal "me" com o verbo "lembrar" é facultativo, uma vez que o complemento "da primeira vez que fui ao cinema sozinha" está introduzido por preposição, e, portanto, admite tanto a forma pronominal quanto a não pronominal.
  • C A construção apresentada viola a regência tradicional do verbo "lembrar", pois, ao ser usado com sentido de recordar, ele deveria ser transitivo direto e não pronominal, eliminando, nesse caso, tanto o pronome quanto a preposição.
  • D O emprego da forma "lembro-me" está incorreto no padrão culto da língua, pois o verbo "lembrar" só admite uso pronominal quando está conjugado com o sentido de advertência ou aviso, não quando indica rememoração pessoal.