Prova da Prefeitura de Morro da Fumaça-2 - Atendente de Farmácia Edital nº 2 - Unesc (2025) - Questões Comentadas

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A respeito do uso das vírgulas no trecho "Daqui a um pouquinho, após o jantar, temos de fazer um bolo juntos, conforme prometemos ontem aos nossos seguidores", pode-se afirmar que:

  • A Todas as vírgulas do trecho são facultativas, pois não há alteração de sentido ou ambiguidade com sua supressão, sendo utilizadas apenas como marcas estilísticas opcionais.
  • B As vírgulas que isolam os segmentos "Daqui a um pouquinho" e "após o jantar" são incorretas, pois introduzem adjuntos adverbiais curtos que, pela regra, não devem ser separados do restante da oração.
  • C A vírgula antes de "conforme prometemos ontem aos nossos seguidores" é facultativa, pois introduz uma oração adverbial causal de curta extensão e pouco impacto informacional no enunciado.
  • D As vírgulas que separam os termos "Daqui a um pouquinho" e "após o jantar" funcionam para marcar a intercalação de adjuntos adverbiais de tempo e mantêm-se dentro dos limites da norma culta.
  • E O uso de vírgula antes da oração "conforme prometemos ontem aos nossos seguidores" está em desacordo com a norma padrão, pois a conjunção "conforme" exige continuidade direta com o verbo principal.

Com base na leitura atenta do texto apresentado, julgue a alternativa correta quanto à interpretação e aos efeitos discursivos construídos pelas personagens no diálogo apresentado.

  • A A referência ao signo zodiacal e aos "videozinhos" funciona como recurso linguístico de coesão textual, desprovido de função argumentativa, voltado exclusivamente à caracterização do humor leve e despretensioso da personagem.
  • B A fala de Júlia revela um conflito de expectativas entre os interlocutores, manifestando-se como uma resposta assertiva e funcional diante do sofrimento do parceiro, que é relativizado por meio de comparações humorísticas e projeções simbólicas.
  • C A metáfora do "macarrão instantâneo" estabelece um paralelo entre a efemeridade da vida e a rapidez da tecnologia moderna, gerando um efeito retórico que intensifica o clamor de Júlia por uma existência mais introspectiva e analítica.
  • D A recusa de Júlia em considerar a hipótese de um acompanhamento psicológico demonstra uma tentativa de preservação da harmonia conjugal, ainda que incorra em uma estratégia de deslegitimação do sofrimento alheio sob a ótica de uma positividade compulsória.
  • E A resposta de Júlia representa um esforço empático de encorajamento, pois evidencia preocupação com o bem-estar de Robert e reforça a importância da realização de atividades prazerosas como forma de superação emocional.

No âmbito da análise linguística voltada ao uso adequado da língua padrão, especialmente no que diz respeito às relações de dependência estabelecidas entre verbos, nomes e seus complementos, assinale a alternativa em que ocorre emprego de regência verbal ou nominal em desacordo com as normas da gramática tradicional.

  • A Há meses venho sentindo algo estranho dentro de mim que eu não consigo expressar.
  • B Daqui a um pouquinho, após o jantar, temos de fazer um bolo juntos, conforme prometemos ontem aos nossos seguidores.
  • C Quase todos os dias, após o trabalho, Robert chega em casa estressado e angustiado, por essa razão acabam desabafando com a esposa.
  • D Robert e Julia formam um belo casal, segundo os comentários dos amigos nas fotos publicadas em suas redes sociais.
  • E Olhe à sua volta, assista os videozinhos das redes sociais, leia aqueles livros sobre como ganhar dinheiro; afinal de contas...

Analise as afirmativas a seguir, considerando a norma culta da língua portuguesa e os fundamentos gramaticais do uso do acento indicativo da crase no trecho "em ideia contrária à sogra". Assinale a alternativa correta quanto à justificativa normativa do uso da crase nesse contexto.

  • A A crase em "à sogra" está corretamente empregada, pois resulta da fusão entre a preposição exigida pela locução adverbial "em ideia contrária" e o pronome oblíquo referente a "sogra".
  • B A presença do acento grave indicativo da crase em "à sogra" é facultativa, uma vez que se trata de nome de pessoa, podendo haver ou não o uso do artigo definido, conforme a ênfase pretendida pelo enunciador.
  • C O uso da crase em "à sogra" está justificado porque o termo "contrária" exige complemento preposicionado e o substantivo "sogra" está determinado, admitindo o artigo definido feminino, o que configura o fenômeno da crase.
  • D O uso da crase está incorreto, pois a palavra "sogra" já traz um valor definido por si só, dispensando o uso de artigo definido que justifique a fusão com a preposição exigida pelo adjetivo "contrária".
  • E O uso da crase está incorreto porque o vocábulo "contrária" exige uma preposição, mas o termo "sogra" está no plural subentendido e, por isso, deveria ser grafado como "às sogras", com pluralidade expressa.

A respeito da colocação pronominal na oração "não podemos deixar isso nos desaminar", assinale a alternativa que apresenta a análise correta, com base na norma-padrão da Língua Portuguesa.

  • A O uso da próclise em "nos desaminar" está incorreto, pois o verbo "desanimar", ao se apresentar no infinitivo, exige ênclise do pronome oblíquo, independentemente de palavras atrativas na oração.
  • B A posição do pronome "nos" caracteriza mesóclise irregular, pois, ao estar entre o verbo "deixar" e o infinitivo "desanimar", infringe a regra que determina que mesóclises só ocorrem com formas verbais do futuro do presente ou do pretérito.
  • C O pronome "nos" deveria ser deslocado para após o verbo "desanimar", formando a ênclise "desanimar-nos", visto que a partícula atrativa "não" incide apenas sobre o verbo auxiliar "deixar" e não interfere na colocação do pronome diante do infinitivo.
  • D O pronome "nos" está corretamente anteposto ao verbo "desanimar", pois o pronome demonstrativo "isso" funciona como fator de atração, legitimando o uso da próclise, mesmo com o verbo no infinitivo.
  • E A colocação do pronome "nos" é inadequada nesse contexto, pois a presença do demonstrativo "isso" impede a anteposição do pronome oblíquo, uma vez que pronomes demonstrativos não possuem função atrativa no sistema de colocação pronominal.