Prova da Prefeitura de Caridade-2 - Professor de Educação Básica - Matemática - CETREDE (2026) - Questões Comentadas

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A partir da leitura global do texto, é possível afirmar que a crônica problematiza, principalmente,

  • A a ineficiência da escola em organizar reuniões em horários compatíveis com a rotina de trabalho dos professores.
  • B a distância emocional entre pais e filhos, que, durante a reunião, quase não trocam palavras ao final do encontro.
  • C a sobrecarga de tempo e responsabilidades sobre famílias e professora, revelando que a parceria escola–família ocorre em meio a agendas exaustas.
  • D o desinteresse dos pais pela vida escolar dos filhos, que se expressa na ausência de qualquer tentativa de comparecer à reunião.
  • E a imposição autoritária da escola, que exige presença sem se preocupar com a participação efetiva dos responsáveis.

No primeiro parágrafo, o contraste entre “Importante, segundo a escola, é toda reunião. Segundo os pais, importante é conseguir chegar” sugere que

  • A escola e famílias compartilham a mesma compreensão de prioridade, variando apenas a forma de convocar os responsáveis.
  • B a escola supervaloriza a reunião, enquanto os pais consideram qualquer atividade escolar como um evento pouco relevante.
  • C tanto escola quanto famílias veem a reunião como dispensável, mas a escola finge atribuir valor simbólico ao encontro.
  • D a escola desconsidera o comparecimento dos pais, priorizando apenas o registro de presença em ata.
  • E a noção de importância desloca-se: para a escola, importa o evento em si; para os pais, importa a viabilidade concreta de participação.

Ao afirmar que, ao avisar sobre a reunião, o filho fala “como se ‘bom’ e ‘possível’ fossem sempre sinônimos”, o narrador

  • A reforça que a criança domina a agenda dos pais, decidindo se eles irão ou não à reunião.
  • B critica implicitamente os pais por tratarem a reunião como algo pouco importante em relação às outras tarefas.
  • C sugere que os pais interpretam qualquer convite escolar como algo ruim, ainda que seja viável estar presente.
  • D revela, com ironia, a distância entre a recomendação escolar (“é bom ir”) e as condições reais para cumprir essa expectativa.
  • E afirma que a criança é a única personagem capaz de avaliar corretamente a importância do encontro.

No desfecho, ao dizer que “Reunião de pais às sete da noite é isso: um encontro rápido no meio de uma correria longa”, o texto

  • A sintetiza a ideia de que a reunião é um recorte breve, mas significativo, em que escola e família lembram da corresponsabilidade na educação dos filhos.
  • B reduz a relevância da reunião, tratando-a como evento desnecessário diante de rotinas tão apertadas.
  • C enfatiza o caráter burocrático da reunião, destacando apenas o preenchimento de listas de presença.
  • D conclui que o horário das sete da noite é inadequado e deve ser abolido das agendas escolares.
  • E indica que a escola deveria substituir as reuniões presenciais por comunicados escritos enviados na mochila.

Em relação à situação comunicativa, pode-se afirmar que o texto

  • A é dirigido, exclusivamente, aos professores, com linguagem técnica e foco em normativa educacional.
  • B dirige-se a um público amplo que reconhece a situação narrada, usando linguagem acessível em registro padrão.
  • C é voltado, apenas, para estudantes, com gírias e marcas fortes de oralidade juvenil.
  • D pressupõe um leitor especializado em políticas públicas de educação, com conhecimento jurídico.
  • E foi construído para circular como documento administrativo interno da escola, com caráter oficial.