Prova da Prefeitura de Navegantes-2 - Professor - Matemática - Instituto Access (2025) - Questões Comentadas

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Com base na análise sintático-semântica do trecho "Quando o filme terminou, percebi que tudo bem não ter companhia às vezes" e nos fundamentos normativos da gramática tradicional, assinale a alternativa que apresenta a justificativa correta para o emprego do acento indicativo da crase na locução "às vezes".

  • A Não se aplica o acento grave nesse caso, pois a locução adverbial "às vezes" funciona como expressão idiomática fixa e, por isso, a norma culta dispensa a indicação da crase para preservar a fluidez da construção.
  • B O uso do acento grave é obrigatório porque ocorre a fusão da preposição exigida pelo verbo "ter" com o artigo definido feminino plural que acompanha o substantivo "vezes", caracterizando a presença da crase.
  • C A expressão "às vezes" é uma locução adverbial de tempo feminina, razão pela qual exige o uso do acento grave indicativo da crase, dado que há contração entre a preposição "a" e o artigo definido plural "as".
  • D O emprego da crase em "às vezes" configura um erro gramatical, pois a preposição "a" exigida pela locução verbal "ter companhia" não admite a fusão com o artigo plural, tratando-se, portanto, de mero arcaísmo estilístico.

No excerto "Em lugares públicos, os olhares continuam esbarrando, e o celular vira escudo para amenizar o incômodo causado pelo olhar alheio" autora mobiliza escolhas lexicais que produzem efeitos de sentido específicos, articulando percepção subjetiva, introspecção e crítica social. Portanto, complementa-se essa informação considerando que:

  • A O uso da palavra "escudo" sugere proteção física objetiva, desprovida de valor simbólico, o que torna o uso do celular no trecho exclusivamente funcional, destinado à distração e não à defesa subjetiva contra a presença do outro.
  • B A combinação "incômodo causado pelo olhar alheio" recorre a uma metonímia que representa o olhar como mero índice sensorial, afastando qualquer associação ao julgamento ou à expectativa de controle social.
  • C A expressão "olhares continuam esbarrando" explicita uma metáfora visual que reforça a neutralidade do contato social rotineiro, descrevendo situações de convivência urbana sem carga valorativa ou julgamento.
  • D A escolha do termo "esbarrando" intensifica a sensação de violência simbólica, ao evocar um movimento involuntário, desconfortável e repetido, o que amplia o efeito de vigilância e exposição indesejada experimentado pela narradora.

Com base na análise sintática e semântica, assinale a alternativa que classifica corretamente a oração subordinada "se a mesa é para um", presente no período "O garçom pergunta se a mesa é para um", considerando sua função em relação à oração principal.

  • A Trata-se de uma oração subordinada adverbial condicional, introduzida por "se", que expressa hipótese dependente do verbo "perguntar", com valor semântico de possibilidade.
  • B A oração é subordinada substantiva completiva nominal, pois completa o sentido do substantivo "pergunta", que se encontra subentendido na oração principal, funcionando como termo regido.
  • C A oração introduzida por "se" constitui oração subordinada substantiva subjetiva, pois é o conteúdo da pergunta que exerce o papel de sujeito da oração principal, com sentido de indagação impessoal.
  • D A oração exerce a função de objeto direto da oração principal e é classificada como subordinada substantiva objetiva direta, introduzida por conjunção integrante, sem valor condicional.

Com base na análise sintática e semântica da pontuação presente no trecho "O alerta sempre vai existir — o medo de abordagens ou de olhares julgadores, mas nada disso deve impedir que você escolha a si mesma", pode-se afirmar que:

  • A O uso do travessão é inadequado nesse contexto, pois ele rompe a fluidez sintática do enunciado, sendo preferível o emprego de dois-pontos para introduzir enumeração, e a vírgula após "julgadores" representa erro de pontuação, por romper unidade semântica.
  • B O travessão introduz um aposto explicativo que detalha o substantivo "alerta", podendo ser substituído por vírgula ou parênteses, enquanto a vírgula após "julgadores" separa orações coordenadas, sendo obrigatória pela estrutura composta.
  • C O travessão funciona como marcador de tópico discursivo, deslocando o foco para uma ideia acessória, o que torna seu uso estilisticamente justificável, embora normativamente questionável; a vírgula, por sua vez, introduz oração explicativa.
  • D O trecho emprega o travessão com valor de interrupção parentética e a vírgula antes da conjunção "mas" introduz uma quebra indevida, sendo desnecessária, já que as orações estão unidas por conjunção adversativa e não exigem marcação.

Com base na leitura crítica e interpretativa do texto apresentado, identifique a alternativa que expressa uma conclusão condizente com a estrutura argumentativa do texto, respeitando seus mecanismos discursivos e os efeitos de sentido por ele construídos.

  • A A autora propõe que a solidão voluntária, apesar de gerar desconforto momentâneo, pode revelar um processo de autovalorização, mesmo diante de uma cultura que associa estar só a uma ausência social.
  • B A narrativa descreve o sentimento de estar só em lugares públicos como uma condição sustentada por convenções culturais que negam a existência plena do indivíduo fora de relações interpessoais constantes.
  • C O discurso constrói a imagem da solidão como sinal de resistência social, ainda que se reconheçam os efeitos psicológicos do isolamento e os perigos reais da exposição nos espaços urbanos cotidianos.
  • D A reflexão centra-se na crítica à superficialidade dos vínculos sociais contemporâneos, os quais impõem a presença do outro como forma de validação, anulando o valor subjetivo do silêncio e da introspecção.