Prova da Prefeitura de Navegantes-2 - Professor - Inglês - Instituto Access (2025) - Questões Comentadas

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Com base na análise sintática e semântica, assinale a alternativa que classifica corretamente a oração subordinada "se a mesa é para um", presente no período "O garçom pergunta se a mesa é para um", considerando sua função em relação à oração principal.

  • A A oração é subordinada substantiva completiva nominal, pois completa o sentido do substantivo "pergunta", que se encontra subentendido na oração principal, funcionando como termo regido.
  • B A oração exerce a função de objeto direto da oração principal e é classificada como subordinada substantiva objetiva direta, introduzida por conjunção integrante, sem valor condicional.
  • C Trata-se de uma oração subordinada adverbial condicional, introduzida por "se", que expressa hipótese dependente do verbo "perguntar", com valor semântico de possibilidade.
  • D A oração introduzida por "se" constitui oração subordinada substantiva subjetiva, pois é o conteúdo da pergunta que exerce o papel de sujeito da oração principal, com sentido de indagação impessoal.

Com base nos princípios da regência verbal na norma culta da língua portuguesa, analise as proposições e assinale a alternativa que apresenta a interpretação correta da estrutura sintática e do uso do verbo "lembrar" no contexto no trecho "Lembro-me da primeira vez que fui ao cinema sozinha".

  • A A ocorrência da preposição "de" antes do complemento está vinculada à transitividade indireta do verbo "lembrar", cuja forma pronominal exige, na norma culta, o uso do pronome oblíquo átono e a introdução do objeto com preposição.
  • B O emprego da forma "lembro-me" está incorreto no padrão culto da língua, pois o verbo "lembrar" só admite uso pronominal quando está conjugado com o sentido de advertência ou aviso, não quando indica rememoração pessoal.
  • C O uso da forma pronominal "me" com o verbo "lembrar" é facultativo, uma vez que o complemento "da primeira vez que fui ao cinema sozinha" está introduzido por preposição, e, portanto, admite tanto a forma pronominal quanto a não pronominal.
  • D A construção apresentada viola a regência tradicional do verbo "lembrar", pois, ao ser usado com sentido de recordar, ele deveria ser transitivo direto e não pronominal, eliminando, nesse caso, tanto o pronome quanto a preposição.

Com base na análise sintático-semântica do trecho "Quando o filme terminou, percebi que tudo bem não ter companhia às vezes" e nos fundamentos normativos da gramática tradicional, assinale a alternativa que apresenta a justificativa correta para o emprego do acento indicativo da crase na locução "às vezes".

  • A O uso do acento grave é obrigatório porque ocorre a fusão da preposição exigida pelo verbo "ter" com o artigo definido feminino plural que acompanha o substantivo "vezes", caracterizando a presença da crase.
  • B O emprego da crase em "às vezes" configura um erro gramatical, pois a preposição "a" exigida pela locução verbal "ter companhia" não admite a fusão com o artigo plural, tratando-se, portanto, de mero arcaísmo estilístico.
  • C Não se aplica o acento grave nesse caso, pois a locução adverbial "às vezes" funciona como expressão idiomática fixa e, por isso, a norma culta dispensa a indicação da crase para preservar a fluidez da construção.
  • D A expressão "às vezes" é uma locução adverbial de tempo feminina, razão pela qual exige o uso do acento grave indicativo da crase, dado que há contração entre a preposição "a" e o artigo definido plural "as".

Com base na leitura crítica e interpretativa do texto apresentado, identifique a alternativa que expressa uma conclusão condizente com a estrutura argumentativa do texto, respeitando seus mecanismos discursivos e os efeitos de sentido por ele construídos.

  • A O discurso constrói a imagem da solidão como sinal de resistência social, ainda que se reconheçam os efeitos psicológicos do isolamento e os perigos reais da exposição nos espaços urbanos cotidianos.
  • B A reflexão centra-se na crítica à superficialidade dos vínculos sociais contemporâneos, os quais impõem a presença do outro como forma de validação, anulando o valor subjetivo do silêncio e da introspecção.
  • C A autora propõe que a solidão voluntária, apesar de gerar desconforto momentâneo, pode revelar um processo de autovalorização, mesmo diante de uma cultura que associa estar só a uma ausência social.
  • D A narrativa descreve o sentimento de estar só em lugares públicos como uma condição sustentada por convenções culturais que negam a existência plena do indivíduo fora de relações interpessoais constantes.

Considerando o trecho "Lembro-me da primeira vez que fui ao cinema sozinha: comprei meu ingresso, esperei a sessão e me sentei com meu balde de pipoca, sem ninguém ao lado. Durante o filme, ria e chorava, sempre conferindo a cadeira vazia e olhando para trás, como se precisasse garantir que ninguém reparasse na minha solidão momentânea", em relação à tipologia e ao gênero textual, é correto afirmar que:

  • A O excerto revela predomínio da tipologia narrativa, com traços de subjetividade que aproximam o texto do gênero crônica pessoal, caracterizado por marcas de oralidade, foco na experiência individual e sequência temporal de eventos.
  • B O fragmento apresenta traços típicos do gênero narrativo pessoal, com predomínio da tipologia injuntiva, marcada pelo emprego de verbos no infinitivo e construção de uma sequência de ações com finalidade prescritiva.
  • C O fragmento é uma manifestação da tipologia dissertativa-argumentativa, dado que a autora defende uma tese sobre a importância de estar só, estruturando seu raciocínio por meio de encadeamento lógico e uso de operadores argumentativos.
  • D O trecho é representativo da tipologia descritiva, uma vez que o foco recai sobre a caracterização subjetiva de um ambiente, com destaque para enumeração de estados emocionais e uso predominante de adjetivos qualificativos.