Questões comentadas de Concursos para Motorista Socorrista Edital nº 2

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Analise as afirmativas a seguir, considerando a norma culta da língua portuguesa e os fundamentos gramaticais do uso do acento indicativo da crase no trecho "em ideia contrária à sogra". Assinale a alternativa correta quanto à justificativa normativa do uso da crase nesse contexto.

  • A A crase em "à sogra" está corretamente empregada, pois resulta da fusão entre a preposição exigida pela locução adverbial "em ideia contrária" e o pronome oblíquo referente a "sogra".
  • B O uso da crase em "à sogra" está justificado porque o termo "contrária" exige complemento preposicionado e o substantivo "sogra" está determinado, admitindo o artigo definido feminino, o que configura o fenômeno da crase.
  • C O uso da crase está incorreto, pois a palavra "sogra" já traz um valor definido por si só, dispensando o uso de artigo definido que justifique a fusão com a preposição exigida pelo adjetivo "contrária".
  • D A presença do acento grave indicativo da crase em "à sogra" é facultativa, uma vez que se trata de nome de pessoa, podendo haver ou não o uso do artigo definido, conforme a ênfase pretendida pelo enunciador.
  • E O uso da crase está incorreto porque o vocábulo "contrária" exige uma preposição, mas o termo "sogra" está no plural subentendido e, por isso, deveria ser grafado como "às sogras", com pluralidade expressa.

A respeito da colocação pronominal na oração "não podemos deixar isso nos desaminar", assinale a alternativa que apresenta a análise correta, com base na norma-padrão da Língua Portuguesa.

  • A O pronome "nos" deveria ser deslocado para após o verbo "desanimar", formando a ênclise "desanimar-nos", visto que a partícula atrativa "não" incide apenas sobre o verbo auxiliar "deixar" e não interfere na colocação do pronome diante do infinitivo.
  • B O uso da próclise em "nos desaminar" está incorreto, pois o verbo "desanimar", ao se apresentar no infinitivo, exige ênclise do pronome oblíquo, independentemente de palavras atrativas na oração.
  • C A posição do pronome "nos" caracteriza mesóclise irregular, pois, ao estar entre o verbo "deixar" e o infinitivo "desanimar", infringe a regra que determina que mesóclises só ocorrem com formas verbais do futuro do presente ou do pretérito.
  • D A colocação do pronome "nos" é inadequada nesse contexto, pois a presença do demonstrativo "isso" impede a anteposição do pronome oblíquo, uma vez que pronomes demonstrativos não possuem função atrativa no sistema de colocação pronominal.
  • E O pronome "nos" está corretamente anteposto ao verbo "desanimar", pois o pronome demonstrativo "isso" funciona como fator de atração, legitimando o uso da próclise, mesmo com o verbo no infinitivo.

No âmbito da análise linguística voltada ao uso adequado da língua padrão, especialmente no que diz respeito às relações de dependência estabelecidas entre verbos, nomes e seus complementos, assinale a alternativa em que ocorre emprego de regência verbal ou nominal em desacordo com as normas da gramática tradicional.

  • A Quase todos os dias, após o trabalho, Robert chega em casa estressado e angustiado, por essa razão acabam desabafando com a esposa.
  • B Daqui a um pouquinho, após o jantar, temos de fazer um bolo juntos, conforme prometemos ontem aos nossos seguidores.
  • C Robert e Julia formam um belo casal, segundo os comentários dos amigos nas fotos publicadas em suas redes sociais.
  • D Há meses venho sentindo algo estranho dentro de mim que eu não consigo expressar.
  • E Olhe à sua volta, assista os videozinhos das redes sociais, leia aqueles livros sobre como ganhar dinheiro; afinal de contas...

A respeito do uso das vírgulas no trecho "Daqui a um pouquinho, após o jantar, temos de fazer um bolo juntos, conforme prometemos ontem aos nossos seguidores", pode-se afirmar que:

  • A As vírgulas que separam os termos "Daqui a um pouquinho" e "após o jantar" funcionam para marcar a intercalação de adjuntos adverbiais de tempo e mantêm-se dentro dos limites da norma culta.
  • B O uso de vírgula antes da oração "conforme prometemos ontem aos nossos seguidores" está em desacordo com a norma padrão, pois a conjunção "conforme" exige continuidade direta com o verbo principal.
  • C Todas as vírgulas do trecho são facultativas, pois não há alteração de sentido ou ambiguidade com sua supressão, sendo utilizadas apenas como marcas estilísticas opcionais.
  • D A vírgula antes de "conforme prometemos ontem aos nossos seguidores" é facultativa, pois introduz uma oração adverbial causal de curta extensão e pouco impacto informacional no enunciado.
  • E As vírgulas que isolam os segmentos "Daqui a um pouquinho" e "após o jantar" são incorretas, pois introduzem adjuntos adverbiais curtos que, pela regra, não devem ser separados do restante da oração.

Com base na leitura atenta do texto apresentado, julgue a alternativa correta quanto à interpretação e aos efeitos discursivos construídos pelas personagens no diálogo apresentado.

  • A A resposta de Júlia representa um esforço empático de encorajamento, pois evidencia preocupação com o bem-estar de Robert e reforça a importância da realização de atividades prazerosas como forma de superação emocional.
  • B A recusa de Júlia em considerar a hipótese de um acompanhamento psicológico demonstra uma tentativa de preservação da harmonia conjugal, ainda que incorra em uma estratégia de deslegitimação do sofrimento alheio sob a ótica de uma positividade compulsória.
  • C A referência ao signo zodiacal e aos "videozinhos" funciona como recurso linguístico de coesão textual, desprovido de função argumentativa, voltado exclusivamente à caracterização do humor leve e despretensioso da personagem.
  • D A metáfora do "macarrão instantâneo" estabelece um paralelo entre a efemeridade da vida e a rapidez da tecnologia moderna, gerando um efeito retórico que intensifica o clamor de Júlia por uma existência mais introspectiva e analítica.
  • E A fala de Júlia revela um conflito de expectativas entre os interlocutores, manifestando-se como uma resposta assertiva e funcional diante do sofrimento do parceiro, que é relativizado por meio de comparações humorísticas e projeções simbólicas.