Questões comentadas de Concursos para Auxiliar de Serviços Educacionais Habilitado 30H

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O texto “A covardia do cotidiano” utiliza metáforas recorrentes (cachoeira, sol, trilha, amor) para representar posturas humanas diante da vida. Essas imagens, além do valor poético, funcionam como uma crítica à paralisia emocional contemporânea. Nesse sentido, o autor atribui sentido simbólico ao medo da água fria, comparando-o a:

  • A uma recusa simbólica à liberdade e ao risco necessários para viver intensamente.
  • B uma limitação física que impede o ser humano de se relacionar com a natureza.
  • C um simples desconforto passageiro, natural às experiências corporais.
  • D um sinal de prudência e cuidado diante dos perigos do mundo moderno.

Ao longo do texto, o autor menciona filósofos e escritores (Kierkegaard, Galeano, Nietzsche, Sabato, Kundera) como forma de reforçar suas reflexões. Considerando o contexto das citações, é correto afirmar que todas essas referências convergem para a ideia de que:

  • A a existência humana se torna mais autêntica quando mediada pela razão científica e pela tecnologia.
  • B a plenitude e o sentido da vida residem na experiência do risco, do silêncio e da entrega emocional.
  • C a vida moderna é repleta de distrações que impedem o homem de alcançar o sucesso material.
  • D o isolamento social é necessário para evitar o sofrimento e a vulnerabilidade emocional.

No trecho final, o autor afirma: “E é aí que mora a tragédia: não é o medo que mata. O que mata é o tédio disfarçado de prudência.” A oposição construída entre “medo” e “tédio” expressa, no contexto do texto, uma crítica à:

  • A alienação provocada pela rotina previsível e pela falsa sensação de segurança.
  • B busca incessante pela liberdade individual em detrimento das normas sociais.
  • C banalização da dor humana e à ausência de empatia nas relações sociais.
  • D superficialidade dos discursos filosóficos sobre coragem e existência.

No trecho “O sujeito que evita a cachoeira, na verdade, não foge da água, mas da liberdade que ela representa”, o autor estrutura o período de modo a expressar contraste e subjetividade. Observe as assertivas a seguir sobre seus aspectos linguísticos:

I. A conjunção “mas” introduz uma ideia de oposição, funcionando como conjunção coordenativa adversativa, ao contrapor “água” e “liberdade”.
II. A oração iniciada por “que” em “que evita a cachoeira” é subordinada adjetiva restritiva, pois especifica o termo “sujeito”, delimitando-lhe o sentido.
III. O sujeito da oração principal é simples, sendo o núcleo representado pela palavra “sujeito”.

Das assertivas acima, pode-se afirmar que:

  • A Apenas I está correta.
  • B Apenas II está correta.
  • C Apenas II e III estão corretas.
  • D I, II e III estão corretas.

No texto “A covardia do cotidiano”, aparecem palavras que, embora simples na escrita, apresentam particularidades na contagem de fonemas, resultantes da correspondência entre letras e sons. Analise as palavras a seguir e assinale a alternativa INCORRETA quanto ao número de fonemas e dígrafos.

  • A “manso” → possui 5 fonemas e nenhum dígrafo.
  • B “hienas” → possui 5 fonemas e nenhum dígrafo.
  • C “censura” → apresenta 6 fonemas e 1 dígrafo.
  • D “trilhas” → contém 6 fonemas e 1 dígrafo.