Na classificação vocal mais estrita, as vozes são divididas em seis categorias, três para as vozes femininas (soprano, mezzo-soprano e contralto) e três para as masculinas (tenor, barítono e baixo). Ao entrar em um coro, no entanto, os cantores são reagrupados em apenas quatro naipes, levando muitos deles a cantarem partes mais altas ou mais baixas do que a sua tessitura média “verdadeira”. Isso ocorre porque a divisão tradicional dos naipes, na música coral,
- A acontece muito antes que os cantores atinjam a maturidade musical necessária para escolher, de forma consciente, sua identidade vocal definitiva.
- B considera primariamente o timbre de cada voz individual, sem levar em conta suas tessituras, já que estas são maleáveis e podem mudar ao longo da vida.
- C é um aspecto secundário da formação do conjunto, que prioriza a construção de uma coletividade sólida baseada em códigos e funções sociais bem definidos.
- D obedece critérios que podem variar muito em função de fatores como localização geográfica, nível profissional dos membros do coro e repertório a ser trabalhado.
- E baseia-se apenas no registro que cada naipe ocupa na condução de vozes tradicional, sem considerar as especificidades técnicas e sonoras das vozes individuais.