Questões de Paleontologia (Geologia)

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Os feldspatos são os minerais abundantes em rochas ígneas e metamórficas. Quando estes sofrem processos de alteração eles podem evoluir para a formação de diferentes minerais secundários, os quais são determinados, principalmente em função do clima. Sobre os processos de alteração dos minerais silicatados em regiões temperadas acima de 30 graus de latitude, há um predominante de alteração pedogenética em superfície que caracteriza a formação destes solos. Quanto ao processo intempérico que ocorre nestas áreas, assinale a alternativa correta.
  • A Em regiões de clima subtropical temos o predomínio da bissialitização. Onde a partir do ortoclásio por exemplo, formam-se minerais argilosos de tipo 2/1 (illita, ou em áreas de drenagem insuficiente, esmectitas e montmorillonitas)
  • B Já em regiões com clima subtropical, as rochas são submetidas a processos de monossialitização, ou caulinização, onde ocorre uma lixiviação maior do silício e total do potássio, com produção de minerais argilosos de tipo 1/1 (Caulinitas)
  • C Em regiões subtropicais, predominam os processos de alitização ou laterização, onde todo o silício é lixiviado. Resta apenas um hidróxido de alumínio, a Gibssita, na qual razão Si/Al é nula
  • D Em regiões de clima subtropical temos o predomínio da bissialitização. Onde a partir do ortoclásio por exemplo, formam-se minerais argilosos de tipo 1/1 (illita, ou em áreas de drenagem insuficiente, esmectitas e montmorillonitas)
Sobre as Eras Geocronoestratigráficas e sua história paleontológica e geológica, assinale a alternativa correta.
  • A O Pré-Cambriano é marcado pelo surgimento e grande diversificação dos invertebrados, fenômeno conhecido como explosão do Cambriano
  • B O paleozoico é marcado pelo surgimento dos peixes e repteis, neste período foram formados ainda grandes depósitos de combustíveis fósseis durante o período conhecido como Carbonífero
  • C Cenozoico é marcado pelo domínio dos dinossauros, e pela abertura do Oceano Atlântico devido à separação das placas tectônicas da África e da América do Sul
  • D Mesozóico é marcado pelo surgimento e domínio dos mamíferos, assim como pelo surgimento das primeiras plantas com flores

Carbonatos microbiais são produzidos pela interação entre crescimento microbial, metabolismo, características superficiais das células e com substâncias extracelulares poliméricas (EPS).


Os microbialitos são depósitos

  • A microbiais bentônicos laminados.
  • B microbiais bentônicos não laminados, caracterizados por uma enigmática fábrica macroscópica coagulada.
  • C microbiais planctônicos laminados, caracterizados por uma enigmática fábrica macroscópica coagulada e ligada por partículas minerais.
  • D organosedimentares, que são acrescidos como um resultado da ação de uma comunidade microbiana bentônica que apreende e liga partículas sedimentares detríticas e/ou promove a precipitação química mineral.
  • E orgânicos, que são acrescidos como um resultado da ação de uma comunidade microbiana planctônica que apreende e liga partículas sedimentares e químicas e/ou promove a decantação mineral.

A seção esquemática abaixo ilustra um ambiente litorâneo, composto por sucessivas ilhas-barreira, formadas durante um rebaixamento relativo do nível do mar. Essas barreiras possibilitaram a deposição de sedimentos lacustres, isolados da influência marinha.


Com base no conhecimento de assembleias de microfósseis, os organismos que serão esperados nas camadas I, II e III, são, respectivamente,


     

SCOTT, D.B.; et al. Monitoring coastal environmente using Foraminifera and Thecamoebian indicators. Cambridge University Press. 2004. p. 41. Adaptado. 

  • A I - Cytheridea – uma espécie de ostracode II - Limnocythere troelseni – um tipo de foraminífero bentônico marinhoIII - Ilyocypris troelseni – uma espécie de thecamoeba marinha planctônica
  • B I - Centropyxis aculeata – uma espécie de thecamoeba II - Elphidium excavatum – um tipo de foraminífero bentônico marinhoIII - Buccella frigida – uma espécie de foraminífero bentônico marinho
  • C I - Rhizopoda – uma espécie de radiolário lacustre II - Actinopoda – um tipo de ostracode bentônico marinhoIII - Zoomastigophora – uma espécie de foraminífero planctônico marinho
  • D I - Actinopoda – uma espécie de radiolário lacustre II - Rhizopoda – um tipo de ostracode bentônico marinhoIII - Zoomastigophora – uma espécie de foraminífero planctônico marinho
  • E I - Centropyxis aculeata – uma espécie de radiolário lacustre II - Limnocythere troelseni – um tipo de ostracode planctônico marinhoIII - Actinopoda – uma espécie de foraminífero planctônico marinho

A imagem abaixo foi obtida através de um microscópio eletrônico de varredura e mostra a presença de Opala-CT preenchendo espaços porosos em sedimentos do Eoceno, aflorantes nas porções distais da Bacia do Espírito Santo, elevados ao fundo do mar devido à tectônica salífera.


                     

FREIRE, A.F.M.; et al. A Giant oil seep at a salt-induced escarpment of the São Paulo Plateau, Espírito Santo Basin, off Brazil: Host rock characteristics and geochemistry. Deep-Sea Research II, v.146, 2017. p. 51.


A presença desses cristais de Opala-CT no espaço poroso sugere que houve

  • A percolação de fluidos hidrotermais cretáceos, gerados em grandes profundidades e mobilizados por zonas de falhamentos normais.
  • B decantação de aragonita microcristalina espática, causada pelo evento oceânico anóxico PETM.
  • C dispersão na coluna d’água e decantação no fundo oceânico de fluidos vulcânicos ricos em sílica, emanados durante o evento magmático de Abrolhos, ocorrido entre 62-37 Ma.
  • D dissolução de cristais de silvinita e carnalita, gerada através do contato dos diápiros de sal com a coluna d’água e com fluidos intersticiais.
  • E substituição de sílica por calcita microcristalina, devido à alteração de carapaças de organismos bentônicos.