Resolver o Simulado Prefeitura Municipal de Francisco Morato - CONSULPAM - Nível Superior

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Odontologia

1

A educação em saúde bucal deve basear-se em fatores como:

I- A associação do conhecimento científico com a sabedoria popular e os valores sociais.
II- A identificação dos principais problemas bucais e as prioridades da comunidade.
III- A garantia de recursos materiais e humanos para a implementação, desenvolvimento e manutenção das ações planejadas.

Assinale a alternativa CORRETA:

  • A I, II e III estão corretas.
  • B Apenas I e III estão corretas.
  • C Apenas II e III estão corretas.
  • D Apenas I e II estão corretas.
2

O bochecho de clorexidina é eficiente para o controle químico da placa bacteriana, devendo ser usado:

  • A 4 vezes ao dia, com 10 mL de uma solução aquosa de digluconato de clorexidina a 0,8%.
  • B 2 vezes ao dia, com 10 mL de uma solução aquosa de digluconato de clorexidina a 0,2%.
  • C 2 vezes ao dia, com 20 mL de uma solução aquosa de digluconato de clorexidina a 1%.
  • D 3 vezes ao dia, com 10 mL de uma solução aquosa de digluconato de clorexidina a 0,5%.
3

As atividades de educação em saúde bucal realizadas em grupos, sendo voltadas para gestante, adolescentes ou idosos, devem focar na realidade local e nos principais problemas de saúde que atingem essas populações. A educação em saúde deve ser planejada de maneira interprofissional e realizada de forma verticalizada, pois os profissionais são detentores do saber científico, que deve ser repassado aos participantes do grupo, sempre dentro de uma linguagem apropriada. Ademais, as atividades devem ser constantemente avaliadas, para que sejam aperfeiçoadas as ações exitosas, bem como modificadas àquelas que não alcançaram os objetivos desejados.

  • A Está parcialmente incorreta, pois as atividades de educação em saúde devem focar apenas nos problemas de saúde abordados nas grandes campanhas do Ministério da Saúde.
  • B Está parcialmente incorreta, pois as ações de educação em saúde devem ser realizadas de forma horizontalizada, visando o compartilhamento de saberes.
  • C Está parcialmente incorreta, pois a avaliação das atividades educativas é realizada apenas para avaliar as ações não exitosas.
  • D Está totalmente correta.
4

Sobre a aplicação tópica de flúor em pacientes com alta suscetibilidade à cárie, analise e julgue as sentenças a seguir:

I- Inicialmente, realiza-se uma série de quatro aplicações tópicas de flúor em intervalos de 2 a 4 semanas, enquanto são realizados o controle de placa bacteriana e a orientação da dieta.
II- Após a série inicial, devem ser feitas aplicações únicas em intervalos de 3, 6 ou 12 meses.
III- As aplicações de flúor nas lesões de manchas brancas e no esmalte desmineralizado são eficazes apenas para crianças até os 12 anos.

Assinale a alternativa CORRETA:

  • A Apenas I e III estão corretas.
  • B Apenas II e III estão corretas.
  • C Apenas I e II estão corretas.
  • D Todas estão corretas.
5

A ficha clínica é um documento muito importante dentro de um consultório odontológico, pois contém tanto o estado atual de saúde bucal do paciente, como seu histórico de procedimentos realizados anteriormente. Podem estar anexos a ela exames radiológicos e laboratoriais, devidamente identificados.
Segundo o Conselho Federal de Odontologia, as fichas clínicas devem ser guardadas por, no mínimo, dez anos após o último atendimento do paciente. Desse modo, esta afirmação:

  • A Está incorreta, pois segundo o Conselho Federal de Odontologia, as fichas clínicas devem ser guardadas por, no mínimo, trinta anos.
  • B Está incorreta, pois apenas os exames radiológicos podem ser guardados em anexo com as fichas clínicas.
  • C Está incorreta, pois as fichas clínicas não precisam conter o histórico bucal dos pacientes, apenas a situação atual é suficiente.
  • D Está totalmente correta.
6

São atribuições do Auxiliar em Saúde Bucal, sempre sob a supervisão do cirurgião-dentista ou do técnico em saúde bucal, com EXCEÇÃO de:

  • A Processar filme radiográfico.
  • B Auxiliar e instrumentar os profissionais nas intervenções clínicas, exceto em ambientes hospitalares.
  • C Selecionar moldeiras e preparar modelos em gesso.
  • D Aplicar medidas de biossegurança no armazenamento, transporte, manuseio e descarte de produtos e resíduos odontológicos.
7

Analise o trecho a seguir, observando as lacunas existentes:

O tempo para vazamento dos moldes, na clínica de prótese, varia de acordo com o material de moldagem escolhido. O tempo de vazamento para o hidrocolóide reversível é ____________, para o polisulfeto é ______________ e para a silicona de adição é ________________.

Assinale a alternativa que preenche a afirmativa acima, na sequência CORRETA.

  • A Imediato – 1 hora – após 1 hora até 7 dias.
  • B 1 hora – imediato – após 1 hora até 7 dias.
  • C Até 7 dias – imediato – imediato.
  • D Após 1 hora até 7 dias – 1 hora – imediato.
8

Sobre as recomendações específicas que devem ser seguidas durante a realização de procedimentos que envolvam a manipulação de material perfurocortante, é CORRETO afirmar que:

  • A Sempre que necessário, utilizar o dedo como anteparo durante a realização de procedimentos que envolvam materiais perfurocortantes.
  • B Os recipientes específicos para descarte de material não devem ser preenchidos acima do limite de 1/3 de sua capacidade total.
  • C Todo material perfurocortante, mesmo que estéril, deve ser desprezado em recipientes resistentes à perfuração com tampa e o símbolo de infectante.
  • D Os recipientes específicos para descarte de material não devem ser colocados em local reservado com menor circulação de pessoas.
9

Sobre a montagem do ambiente de trabalho clínico, assinale a alternativa CORRETA.

  • A Durante o atendimento clínico, não é permitido ao auxiliar de saúde bucal desencapar a agulha e ajudar na sua montagem. Sendo esta tarefa privativa do técnico em saúde bucal.
  • B Após a organização dos instrumentais, o auxiliar de saúde bucal deve ausentar-se da sala durante o andamento do atendimento clínico.
  • C Não há necessidade de separação por contato de artigos contaminados e artigos estéreis.
  • D O auxiliar deve estar atento para a organização dos instrumentais, evitando o contato de artigos contaminados com os estéreis e removendo lixos, gazes sujas ou demais resíduos.
10

Assinale a alternativa que menciona qual substância é classificada como base anestésica, usada na odontologia:

  • A Felipressina.
  • B Lidocaína.
  • C Adrenalina.
  • D Noradrenalina.

Raciocínio Lógico

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Uma comissão de 5 pessoas deve ser formada a partir de 8 homens e 6 mulheres. A comissão precisa ter pelo menos 2 mulheres. A quantidade de formações distintas que podem ser feitas é:

  • A 1346.
  • B 1420.
  • C 1526.
  • D 1600.
  • E 1652.
12

Em uma rua existem quatro casas alinhadas, numeradas de 1 a 4, em cada uma das quais mora uma pessoa: Carlos, Beatriz, Fernando e Ana. Cada pessoa possui um animal de estimação diferente: gato, cachorro, peixe e coelho, mas não necessariamente nessa ordem. Logo, considere as informações a seguir:

• O dono do cachorro mora imediatamente ao lado de quem tem um coelho.
• Carlos não mora na Casa 1 e é vizinho de quem tem um peixe.
• Beatriz mora na Casa 4 e não tem um cachorro.
• Fernando mora na Casa 3 e não tem um coelho.

Com base nessas informações, é CORRETO afirmar que:

  • A Carlos mora na Casa 2 e tem um cachorro.
  • B Ana mora na Casa 1 e tem um cachorro.
  • C Fernando mora na Casa 3 e tem um peixe.
  • D Beatriz mora na Casa 4 e tem um coelho.
  • E O dono do coelho mora na Casa 2.
13

A quantidade de números naturais com cinco algarismos (na base 10) que são menores do que 50.000 e divisíveis por cinco, que se pode formar com os algarismos 1, 2, 3, 4 e 5, é igual a:

  • A 650.
  • B 600.
  • C 550.
  • D 500.
14

No universo dos números inteiros positivos, considere os conjuntos a seguir:


U = {1, 2, 3, .....,99, 100}.

P = {números primos pertencentes a U}.

M = {números múltiplos (ou compostos)

pertencentes a U}.

S = {1, 11, 22, 33, 44, ......., 88, 99}.


Sabendo que o número 1 não é primo, que ∪ e são os símbolos que identificam a união e a interseção de conjuntos, e que Φ representa o conjunto vazio, analise as sentenças a seguir:


I- P S possui dois números primos.

II- P ∪ S = M.

III- M S possui oito elementos.

IV- P S ≠ Φ .

V- P ∪ M = U.


A quantidade de sentenças CORRETAS é:

  • A Uma.
  • B Duas.
  • C Três.
  • D Quatro.
15

Considere as informações a seguir sobre a construção de tabelas-verdade:
•As letras maiúsculas P, Q, R, T, S representam proposições, cada uma delas podendo ser verdadeira (V) ou falsa (F), mas nenhuma delas simultaneamente verdadeira e falsa.
•Os símbolos * , ʌ, v , → são operadores (ou conectivos) lógicos, com os quais podem ser construídas novas proposições e significam não, e, ou, se, então, respectivamente.
•Parênteses e colchetes são sinais (ou símbolos) de associação de proposições.
Analise as seguintes sentenças:
I- Se P, Q e R são verdadeiras, então R ʌ [ * (P v Q)] é falsa.
II- Se P, Q, R e S são todas verdadeiras, então (P ʌ Q) v [ * (R ʌ S)] é verdadeira.
III- * (P ʌ Q) e ( * P) ʌ ( * Q) são idênticas.
IV- * [ * (P ʌ Q)] e P v Q são idênticas.
V- Se P, Q e T são falsas, então [ * (P ʌ Q)] → T também é falsa.

O número de sentenças CORRETAS é:

  • A Uma.
  • B Duas.
  • C Três.
  • D Quatro.
16

Em um torneio de bilas, também chamadas de “bolas de gude”, quatro crianças, Adriano, Bruno, César e Daniel, vão brincar apostando cada um dez bilas. Sabe-se que Adriano é um dos que mais brincam, o que lhe garante três vezes mais chances de ganhar do Bruno. Ao mesmo tempo, é duas vezes mais provável que Bruno ganhe de César e três vezes mais provável que César ganhe de Daniel. Logo, a probabilidade de César ganhar é:

  • A 3 / 28.
  • B 4 / 28.
  • C 5 / 28.
  • D 6 / 28.
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Os números inteiros apresentados a seguir, linha após linha, foram escolhidos e organizados seguindo uma lógica estrutural própria.

L1: 1. L2: 3, 5. L3: 5, 7, 9. L4: 7, 9, 11, 13. L5: 9, 11, 13, 15, 17.

Considerando o padrão estabelecido e os números centrais, como, por exemplo, o número 13 de L5, o número central de L99 é:

  • A 295.
  • B 297.
  • C 299.
  • D 301.
18

Um escritório de consultoria conta com n profissionais de nível superior: bacharéis em Economia, em Direito e em Ciências Contábeis. Sabe-se que 13 profissionais não são Contadores, 14 não são economistas, 14 possuem somente uma graduação, 15 possuem exatamente duas graduações, nenhum profissional possui as três graduações e exatamente 6 são bacharéis apenas em Direito. Nesse sentido, o número de profissionais que são graduados em Economia e Ciências Contábeis simultaneamente é igual a:

  • A 6.
  • B 7.
  • C 8.
  • D 9.
19

Em uma pesquisa sobre o tempo de resposta de 11 clientes a uma nova funcionalidade de um aplicativo, foram registrados os seguintes tempos (em segundos):


10, 14, 18, 12, 20, 22, 16, 15, 19, 17, 13.


Assinale a alternativa que apresenta CORRETAMENTE a mediana dos tempos registrados.

  • A 22.
  • B 20.
  • C 18.
  • D 16.
20

Em uma caixa há 18 bolas numeradas de 1 a 18. Retirando-se uma bola ao acaso, indique a alternativa que conste a probabilidade de se obter um múltiplo de 3.

  • A 21,2%.
  • B 22,2%.
  • C 23,2%.
  • D 24,2%.

Português

21
TEXTO III

CASAIS COSTUMAM COMPARTILHAR TRANSTORNOS MENTAIS, DIZ ESTUDO


Alguns têm necessidade de lavar as mãos 20 vezes por dia. Outros mal conseguem sair da cama por conta de quadros depressivos. Para outros, ainda, é difícil domar os pensamentos, que voam rapidamente pela cabeça. De acordo com Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de um bilhão de pessoas sofrem de algum transtorno mental. Ao mesmo tempo em que o número soa elevado, o dado indica que a maioria das pessoas no mundo é saudável.

Um estudo publicado no final de agosto pela revista especializada Nature Human Behaviour mostrou que pessoas que apresentam transtornos mentais tendem a se relacionar com outras que têm o mesmo caso clínico. Para o estudo, os pesquisadores colheram dados de 15 milhões de pessoas. Eles analisaram amostras de nove quadros clínicos: esquizofrenia, transtorno bipolar, depressão, ansiedade, transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), autismo, transtornos obsessivo-compulsivos, abuso de substâncias e anorexia.

Quando um parceiro era diagnosticado com um dos nove transtornos, a probabilidade de o outro também ter um transtorno era muito maior. Muitas vezes, a doença era a mesma. “Presumíamos que, quando alguém sofre de ansiedade ou depressão, essa pessoa procura um parceiro que transmitisse estabilidade e segurança”, diz Robert Plomin, professor de genética comportamental no King’s College de Londres, que não participou do estudo. “Mas acontece exatamente o contrário.”

Uma limitação da pesquisa, segundo Plomin, é que é preciso procurar no anexo do estudo para descobrir o quão forte é a correlação acima. Para ele, isso é incomum e um pouco desonesto. Apesar disso, o efeito é consistente e o número de pessoas analisadas – 15 milhões – dá peso ao resultado.

Os primeiros indícios de que pessoas com transtornos mentais tendem a se relacionar com outras que também apresentam quadros similares surgiram na década de 1960. No entanto, os estudos realizados naquela época eram geralmente pequenos. Foi apenas há cerca de dez anos que surgiu a primeira pesquisa de maior escala, mas que considerou apenas pacientes do norte da Europa.

No estudo atual, a equipe liderada pelo pesquisador em genética populacional Chun Chieh Fan, do Laureate Institute for Brain Research, em Oklahoma, quis descobrir se o padrão de escolha de parceiros se mantém em diferentes culturas. Com esse objetivo, eles coletaram dados em três países: Dinamarca, Suécia e Taiwan. “O surpreendente foi que o padrão de similaridade entre culturas era quase idêntico”, diz o autor do estudo. Apenas em casos de transtornos obsessivos, transtorno bipolar e anorexia foram observadas diferenças. Em Taiwan, por exemplo, parceiros casados sofriam com mais frequência de transtornos obsessivos do que no norte da Europa.

Outra constatação: para a maioria dos transtornos, a probabilidade de os parceiros receberem o mesmo diagnóstico permaneceu estável ao longo das décadas. Isso é evidenciado pelos dados de Taiwan, que foram coletados ao longo de mais de 50 anos. No caso de consumo de substâncias, essa probabilidade até ficou mais elevada. Apenas no caso de transtornos obsessivos ela diminuiu. “E isso apesar de o sistema de saúde, a política e a sociedade taiwanesa terem mudado bastante nesse período”, afirma Chun Chieh Fan.

Mas por que pessoas com doenças mentais tendem a se relacionar com outras que sofrem de problemas semelhantes? Há três explicações possíveis. Primeiro, as pessoas procuram alguém com quem se identificam. Segundo, um ambiente compartilhado pode adoecer de forma semelhante. Ou terceiro, o estigma associado à doença mental condiciona a escolha dos parceiros.

De acordo com o autor do estudo, há algum tempo se acredita que é a primeira opção que explica essa tendência. Seguindo essa lógica, a escolha de parceiros com características semelhantes é chamada, na linguagem técnica, de “escolha assortativa de parceiros”. Os possíveis motivos podem ser o fato de que a outra pessoa tem uma melhor compreensão da doença ou que características positivas semelhantes unem o casal – por exemplo, ambos serem mais criativos do que outras pessoas.

O estudo não consegue responder, porém, o que estava lá primeiro: a relação ou o transtorno mental? Para entender isso, uma observação de longo prazo seria interessante, diz Robert Plomin. Além disso, permanece incerto se esses casais convivem em harmonia no casamento. Apresentar um quadro psicológico semelhante seria a receita para uma relação compreensiva? Ou apenas piora ainda mais o transtorno? Também faltam estudos de longo prazo para responder a essas questões.

Resumindo: não é possível tirar recomendações sobre escolhas de parceiros por meio do estudo. Em um ponto, o estudo é ainda mais claro sobre o que ocorre em longo prazo: os pesquisadores descobriram que crianças, cujos pais sofrem do mesmo transtorno, apresentam o dobro de chance de desenvolver transtornos mentais em relação a outras crianças em que só um dos pais é afetado.

“A transmissão de um transtorno mental se intensifica por meio da escolha do parceiro”, diz Fan.

O efeito foi especialmente forte em casos de esquizofrenia, depressão, transtorno bipolar ou dependência. Para médicos e terapeutas, isso significa que o tratamento deve considerar também a família. Com frequência, parceiros e filhos de afetados também podem se beneficiar da terapia e acompanhamento psicológico.

Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/casaiscompartilham-transtornos-mentais-revela-estudo/a-74022892>. Adaptado. Acesso em: 30 de setembro de 2025.

No trecho “há algum tempo se acredita que é a primeira opção que explica essa tendência”, as palavras destacadas são classificadas, respectivamente, como:

  • A Pronome reflexivo, pronome relativo e pronome relativo.
  • B Pronome pessoal, conjunção integrante e conjunção integrante.
  • C Índice de indeterminação do sujeito, pronome relativo e conjunção integrante.
  • D Índice de indeterminação do sujeito, conjunção integrante e pronome relativo.
  • E Pronome reflexivo, preposição e conjunção integrante.
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TEXTO III

CASAIS COSTUMAM COMPARTILHAR TRANSTORNOS MENTAIS, DIZ ESTUDO


Alguns têm necessidade de lavar as mãos 20 vezes por dia. Outros mal conseguem sair da cama por conta de quadros depressivos. Para outros, ainda, é difícil domar os pensamentos, que voam rapidamente pela cabeça. De acordo com Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de um bilhão de pessoas sofrem de algum transtorno mental. Ao mesmo tempo em que o número soa elevado, o dado indica que a maioria das pessoas no mundo é saudável.

Um estudo publicado no final de agosto pela revista especializada Nature Human Behaviour mostrou que pessoas que apresentam transtornos mentais tendem a se relacionar com outras que têm o mesmo caso clínico. Para o estudo, os pesquisadores colheram dados de 15 milhões de pessoas. Eles analisaram amostras de nove quadros clínicos: esquizofrenia, transtorno bipolar, depressão, ansiedade, transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), autismo, transtornos obsessivo-compulsivos, abuso de substâncias e anorexia.

Quando um parceiro era diagnosticado com um dos nove transtornos, a probabilidade de o outro também ter um transtorno era muito maior. Muitas vezes, a doença era a mesma. “Presumíamos que, quando alguém sofre de ansiedade ou depressão, essa pessoa procura um parceiro que transmitisse estabilidade e segurança”, diz Robert Plomin, professor de genética comportamental no King’s College de Londres, que não participou do estudo. “Mas acontece exatamente o contrário.”

Uma limitação da pesquisa, segundo Plomin, é que é preciso procurar no anexo do estudo para descobrir o quão forte é a correlação acima. Para ele, isso é incomum e um pouco desonesto. Apesar disso, o efeito é consistente e o número de pessoas analisadas – 15 milhões – dá peso ao resultado.

Os primeiros indícios de que pessoas com transtornos mentais tendem a se relacionar com outras que também apresentam quadros similares surgiram na década de 1960. No entanto, os estudos realizados naquela época eram geralmente pequenos. Foi apenas há cerca de dez anos que surgiu a primeira pesquisa de maior escala, mas que considerou apenas pacientes do norte da Europa.

No estudo atual, a equipe liderada pelo pesquisador em genética populacional Chun Chieh Fan, do Laureate Institute for Brain Research, em Oklahoma, quis descobrir se o padrão de escolha de parceiros se mantém em diferentes culturas. Com esse objetivo, eles coletaram dados em três países: Dinamarca, Suécia e Taiwan. “O surpreendente foi que o padrão de similaridade entre culturas era quase idêntico”, diz o autor do estudo. Apenas em casos de transtornos obsessivos, transtorno bipolar e anorexia foram observadas diferenças. Em Taiwan, por exemplo, parceiros casados sofriam com mais frequência de transtornos obsessivos do que no norte da Europa.

Outra constatação: para a maioria dos transtornos, a probabilidade de os parceiros receberem o mesmo diagnóstico permaneceu estável ao longo das décadas. Isso é evidenciado pelos dados de Taiwan, que foram coletados ao longo de mais de 50 anos. No caso de consumo de substâncias, essa probabilidade até ficou mais elevada. Apenas no caso de transtornos obsessivos ela diminuiu. “E isso apesar de o sistema de saúde, a política e a sociedade taiwanesa terem mudado bastante nesse período”, afirma Chun Chieh Fan.

Mas por que pessoas com doenças mentais tendem a se relacionar com outras que sofrem de problemas semelhantes? Há três explicações possíveis. Primeiro, as pessoas procuram alguém com quem se identificam. Segundo, um ambiente compartilhado pode adoecer de forma semelhante. Ou terceiro, o estigma associado à doença mental condiciona a escolha dos parceiros.

De acordo com o autor do estudo, há algum tempo se acredita que é a primeira opção que explica essa tendência. Seguindo essa lógica, a escolha de parceiros com características semelhantes é chamada, na linguagem técnica, de “escolha assortativa de parceiros”. Os possíveis motivos podem ser o fato de que a outra pessoa tem uma melhor compreensão da doença ou que características positivas semelhantes unem o casal – por exemplo, ambos serem mais criativos do que outras pessoas.

O estudo não consegue responder, porém, o que estava lá primeiro: a relação ou o transtorno mental? Para entender isso, uma observação de longo prazo seria interessante, diz Robert Plomin. Além disso, permanece incerto se esses casais convivem em harmonia no casamento. Apresentar um quadro psicológico semelhante seria a receita para uma relação compreensiva? Ou apenas piora ainda mais o transtorno? Também faltam estudos de longo prazo para responder a essas questões.

Resumindo: não é possível tirar recomendações sobre escolhas de parceiros por meio do estudo. Em um ponto, o estudo é ainda mais claro sobre o que ocorre em longo prazo: os pesquisadores descobriram que crianças, cujos pais sofrem do mesmo transtorno, apresentam o dobro de chance de desenvolver transtornos mentais em relação a outras crianças em que só um dos pais é afetado.

“A transmissão de um transtorno mental se intensifica por meio da escolha do parceiro”, diz Fan.

O efeito foi especialmente forte em casos de esquizofrenia, depressão, transtorno bipolar ou dependência. Para médicos e terapeutas, isso significa que o tratamento deve considerar também a família. Com frequência, parceiros e filhos de afetados também podem se beneficiar da terapia e acompanhamento psicológico.

Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/casaiscompartilham-transtornos-mentais-revela-estudo/a-74022892>. Adaptado. Acesso em: 30 de setembro de 2025.

No trecho “O surpreendente foi que o padrão de similaridade entre culturas era quase idêntico”, o termo destacado deve ser classificada como:

  • A Preposição essencial.
  • B Preposição acidental.
  • C Pronome relativo.
  • D Partícula expletiva.
  • E Conjunção integrante.
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TEXTO III

CASAIS COSTUMAM COMPARTILHAR TRANSTORNOS MENTAIS, DIZ ESTUDO


Alguns têm necessidade de lavar as mãos 20 vezes por dia. Outros mal conseguem sair da cama por conta de quadros depressivos. Para outros, ainda, é difícil domar os pensamentos, que voam rapidamente pela cabeça. De acordo com Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de um bilhão de pessoas sofrem de algum transtorno mental. Ao mesmo tempo em que o número soa elevado, o dado indica que a maioria das pessoas no mundo é saudável.

Um estudo publicado no final de agosto pela revista especializada Nature Human Behaviour mostrou que pessoas que apresentam transtornos mentais tendem a se relacionar com outras que têm o mesmo caso clínico. Para o estudo, os pesquisadores colheram dados de 15 milhões de pessoas. Eles analisaram amostras de nove quadros clínicos: esquizofrenia, transtorno bipolar, depressão, ansiedade, transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), autismo, transtornos obsessivo-compulsivos, abuso de substâncias e anorexia.

Quando um parceiro era diagnosticado com um dos nove transtornos, a probabilidade de o outro também ter um transtorno era muito maior. Muitas vezes, a doença era a mesma. “Presumíamos que, quando alguém sofre de ansiedade ou depressão, essa pessoa procura um parceiro que transmitisse estabilidade e segurança”, diz Robert Plomin, professor de genética comportamental no King’s College de Londres, que não participou do estudo. “Mas acontece exatamente o contrário.”

Uma limitação da pesquisa, segundo Plomin, é que é preciso procurar no anexo do estudo para descobrir o quão forte é a correlação acima. Para ele, isso é incomum e um pouco desonesto. Apesar disso, o efeito é consistente e o número de pessoas analisadas – 15 milhões – dá peso ao resultado.

Os primeiros indícios de que pessoas com transtornos mentais tendem a se relacionar com outras que também apresentam quadros similares surgiram na década de 1960. No entanto, os estudos realizados naquela época eram geralmente pequenos. Foi apenas há cerca de dez anos que surgiu a primeira pesquisa de maior escala, mas que considerou apenas pacientes do norte da Europa.

No estudo atual, a equipe liderada pelo pesquisador em genética populacional Chun Chieh Fan, do Laureate Institute for Brain Research, em Oklahoma, quis descobrir se o padrão de escolha de parceiros se mantém em diferentes culturas. Com esse objetivo, eles coletaram dados em três países: Dinamarca, Suécia e Taiwan. “O surpreendente foi que o padrão de similaridade entre culturas era quase idêntico”, diz o autor do estudo. Apenas em casos de transtornos obsessivos, transtorno bipolar e anorexia foram observadas diferenças. Em Taiwan, por exemplo, parceiros casados sofriam com mais frequência de transtornos obsessivos do que no norte da Europa.

Outra constatação: para a maioria dos transtornos, a probabilidade de os parceiros receberem o mesmo diagnóstico permaneceu estável ao longo das décadas. Isso é evidenciado pelos dados de Taiwan, que foram coletados ao longo de mais de 50 anos. No caso de consumo de substâncias, essa probabilidade até ficou mais elevada. Apenas no caso de transtornos obsessivos ela diminuiu. “E isso apesar de o sistema de saúde, a política e a sociedade taiwanesa terem mudado bastante nesse período”, afirma Chun Chieh Fan.

Mas por que pessoas com doenças mentais tendem a se relacionar com outras que sofrem de problemas semelhantes? Há três explicações possíveis. Primeiro, as pessoas procuram alguém com quem se identificam. Segundo, um ambiente compartilhado pode adoecer de forma semelhante. Ou terceiro, o estigma associado à doença mental condiciona a escolha dos parceiros.

De acordo com o autor do estudo, há algum tempo se acredita que é a primeira opção que explica essa tendência. Seguindo essa lógica, a escolha de parceiros com características semelhantes é chamada, na linguagem técnica, de “escolha assortativa de parceiros”. Os possíveis motivos podem ser o fato de que a outra pessoa tem uma melhor compreensão da doença ou que características positivas semelhantes unem o casal – por exemplo, ambos serem mais criativos do que outras pessoas.

O estudo não consegue responder, porém, o que estava lá primeiro: a relação ou o transtorno mental? Para entender isso, uma observação de longo prazo seria interessante, diz Robert Plomin. Além disso, permanece incerto se esses casais convivem em harmonia no casamento. Apresentar um quadro psicológico semelhante seria a receita para uma relação compreensiva? Ou apenas piora ainda mais o transtorno? Também faltam estudos de longo prazo para responder a essas questões.

Resumindo: não é possível tirar recomendações sobre escolhas de parceiros por meio do estudo. Em um ponto, o estudo é ainda mais claro sobre o que ocorre em longo prazo: os pesquisadores descobriram que crianças, cujos pais sofrem do mesmo transtorno, apresentam o dobro de chance de desenvolver transtornos mentais em relação a outras crianças em que só um dos pais é afetado.

“A transmissão de um transtorno mental se intensifica por meio da escolha do parceiro”, diz Fan.

O efeito foi especialmente forte em casos de esquizofrenia, depressão, transtorno bipolar ou dependência. Para médicos e terapeutas, isso significa que o tratamento deve considerar também a família. Com frequência, parceiros e filhos de afetados também podem se beneficiar da terapia e acompanhamento psicológico.

Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/casaiscompartilham-transtornos-mentais-revela-estudo/a-74022892>. Adaptado. Acesso em: 30 de setembro de 2025.

Assinale a alternativa que classifica CORRETAMENTE a oração destacada no trecho: “Para outros, ainda, é difícil domar os pensamentos”.

  • A Oração subordinada substantiva objetiva direta.
  • B Oração subordinada substantiva subjetiva.
  • C Oração subordinada adjetiva explicativa.
  • D Oração subordinada adjetiva restritiva.
  • E Oração subordinada substantiva predicativa.
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TEXTO III

CASAIS COSTUMAM COMPARTILHAR TRANSTORNOS MENTAIS, DIZ ESTUDO


Alguns têm necessidade de lavar as mãos 20 vezes por dia. Outros mal conseguem sair da cama por conta de quadros depressivos. Para outros, ainda, é difícil domar os pensamentos, que voam rapidamente pela cabeça. De acordo com Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de um bilhão de pessoas sofrem de algum transtorno mental. Ao mesmo tempo em que o número soa elevado, o dado indica que a maioria das pessoas no mundo é saudável.

Um estudo publicado no final de agosto pela revista especializada Nature Human Behaviour mostrou que pessoas que apresentam transtornos mentais tendem a se relacionar com outras que têm o mesmo caso clínico. Para o estudo, os pesquisadores colheram dados de 15 milhões de pessoas. Eles analisaram amostras de nove quadros clínicos: esquizofrenia, transtorno bipolar, depressão, ansiedade, transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), autismo, transtornos obsessivo-compulsivos, abuso de substâncias e anorexia.

Quando um parceiro era diagnosticado com um dos nove transtornos, a probabilidade de o outro também ter um transtorno era muito maior. Muitas vezes, a doença era a mesma. “Presumíamos que, quando alguém sofre de ansiedade ou depressão, essa pessoa procura um parceiro que transmitisse estabilidade e segurança”, diz Robert Plomin, professor de genética comportamental no King’s College de Londres, que não participou do estudo. “Mas acontece exatamente o contrário.”

Uma limitação da pesquisa, segundo Plomin, é que é preciso procurar no anexo do estudo para descobrir o quão forte é a correlação acima. Para ele, isso é incomum e um pouco desonesto. Apesar disso, o efeito é consistente e o número de pessoas analisadas – 15 milhões – dá peso ao resultado.

Os primeiros indícios de que pessoas com transtornos mentais tendem a se relacionar com outras que também apresentam quadros similares surgiram na década de 1960. No entanto, os estudos realizados naquela época eram geralmente pequenos. Foi apenas há cerca de dez anos que surgiu a primeira pesquisa de maior escala, mas que considerou apenas pacientes do norte da Europa.

No estudo atual, a equipe liderada pelo pesquisador em genética populacional Chun Chieh Fan, do Laureate Institute for Brain Research, em Oklahoma, quis descobrir se o padrão de escolha de parceiros se mantém em diferentes culturas. Com esse objetivo, eles coletaram dados em três países: Dinamarca, Suécia e Taiwan. “O surpreendente foi que o padrão de similaridade entre culturas era quase idêntico”, diz o autor do estudo. Apenas em casos de transtornos obsessivos, transtorno bipolar e anorexia foram observadas diferenças. Em Taiwan, por exemplo, parceiros casados sofriam com mais frequência de transtornos obsessivos do que no norte da Europa.

Outra constatação: para a maioria dos transtornos, a probabilidade de os parceiros receberem o mesmo diagnóstico permaneceu estável ao longo das décadas. Isso é evidenciado pelos dados de Taiwan, que foram coletados ao longo de mais de 50 anos. No caso de consumo de substâncias, essa probabilidade até ficou mais elevada. Apenas no caso de transtornos obsessivos ela diminuiu. “E isso apesar de o sistema de saúde, a política e a sociedade taiwanesa terem mudado bastante nesse período”, afirma Chun Chieh Fan.

Mas por que pessoas com doenças mentais tendem a se relacionar com outras que sofrem de problemas semelhantes? Há três explicações possíveis. Primeiro, as pessoas procuram alguém com quem se identificam. Segundo, um ambiente compartilhado pode adoecer de forma semelhante. Ou terceiro, o estigma associado à doença mental condiciona a escolha dos parceiros.

De acordo com o autor do estudo, há algum tempo se acredita que é a primeira opção que explica essa tendência. Seguindo essa lógica, a escolha de parceiros com características semelhantes é chamada, na linguagem técnica, de “escolha assortativa de parceiros”. Os possíveis motivos podem ser o fato de que a outra pessoa tem uma melhor compreensão da doença ou que características positivas semelhantes unem o casal – por exemplo, ambos serem mais criativos do que outras pessoas.

O estudo não consegue responder, porém, o que estava lá primeiro: a relação ou o transtorno mental? Para entender isso, uma observação de longo prazo seria interessante, diz Robert Plomin. Além disso, permanece incerto se esses casais convivem em harmonia no casamento. Apresentar um quadro psicológico semelhante seria a receita para uma relação compreensiva? Ou apenas piora ainda mais o transtorno? Também faltam estudos de longo prazo para responder a essas questões.

Resumindo: não é possível tirar recomendações sobre escolhas de parceiros por meio do estudo. Em um ponto, o estudo é ainda mais claro sobre o que ocorre em longo prazo: os pesquisadores descobriram que crianças, cujos pais sofrem do mesmo transtorno, apresentam o dobro de chance de desenvolver transtornos mentais em relação a outras crianças em que só um dos pais é afetado.

“A transmissão de um transtorno mental se intensifica por meio da escolha do parceiro”, diz Fan.

O efeito foi especialmente forte em casos de esquizofrenia, depressão, transtorno bipolar ou dependência. Para médicos e terapeutas, isso significa que o tratamento deve considerar também a família. Com frequência, parceiros e filhos de afetados também podem se beneficiar da terapia e acompanhamento psicológico.

Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/casaiscompartilham-transtornos-mentais-revela-estudo/a-74022892>. Adaptado. Acesso em: 30 de setembro de 2025.

Assinale a alternativa que apresenta a interpretação mais precisa sobre os resultados e implicações do estudo descrito no texto.

  • A O estudo prova que a escolha de parceiro é determinada exclusivamente por fatores genéticos.
  • B A tendência de parceiros com transtornos mentais compartilharem o mesmo diagnóstico foi constatada apenas nos últimos dez anos.
  • C O estudo confirma que a terapia de casal elimina por completo os efeitos dos transtornos mentais.
  • D O estudo demonstra que todas as diferenças culturais deixam de existir quando se trata da escolha de parceiros com transtornos mentais.
  • E A pesquisa indica que a escolha de parceiros com transtornos semelhantes pode influenciar diretamente a saúde mental da prole.
25
TEXTO III

CASAIS COSTUMAM COMPARTILHAR TRANSTORNOS MENTAIS, DIZ ESTUDO


Alguns têm necessidade de lavar as mãos 20 vezes por dia. Outros mal conseguem sair da cama por conta de quadros depressivos. Para outros, ainda, é difícil domar os pensamentos, que voam rapidamente pela cabeça. De acordo com Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de um bilhão de pessoas sofrem de algum transtorno mental. Ao mesmo tempo em que o número soa elevado, o dado indica que a maioria das pessoas no mundo é saudável.

Um estudo publicado no final de agosto pela revista especializada Nature Human Behaviour mostrou que pessoas que apresentam transtornos mentais tendem a se relacionar com outras que têm o mesmo caso clínico. Para o estudo, os pesquisadores colheram dados de 15 milhões de pessoas. Eles analisaram amostras de nove quadros clínicos: esquizofrenia, transtorno bipolar, depressão, ansiedade, transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), autismo, transtornos obsessivo-compulsivos, abuso de substâncias e anorexia.

Quando um parceiro era diagnosticado com um dos nove transtornos, a probabilidade de o outro também ter um transtorno era muito maior. Muitas vezes, a doença era a mesma. “Presumíamos que, quando alguém sofre de ansiedade ou depressão, essa pessoa procura um parceiro que transmitisse estabilidade e segurança”, diz Robert Plomin, professor de genética comportamental no King’s College de Londres, que não participou do estudo. “Mas acontece exatamente o contrário.”

Uma limitação da pesquisa, segundo Plomin, é que é preciso procurar no anexo do estudo para descobrir o quão forte é a correlação acima. Para ele, isso é incomum e um pouco desonesto. Apesar disso, o efeito é consistente e o número de pessoas analisadas – 15 milhões – dá peso ao resultado.

Os primeiros indícios de que pessoas com transtornos mentais tendem a se relacionar com outras que também apresentam quadros similares surgiram na década de 1960. No entanto, os estudos realizados naquela época eram geralmente pequenos. Foi apenas há cerca de dez anos que surgiu a primeira pesquisa de maior escala, mas que considerou apenas pacientes do norte da Europa.

No estudo atual, a equipe liderada pelo pesquisador em genética populacional Chun Chieh Fan, do Laureate Institute for Brain Research, em Oklahoma, quis descobrir se o padrão de escolha de parceiros se mantém em diferentes culturas. Com esse objetivo, eles coletaram dados em três países: Dinamarca, Suécia e Taiwan. “O surpreendente foi que o padrão de similaridade entre culturas era quase idêntico”, diz o autor do estudo. Apenas em casos de transtornos obsessivos, transtorno bipolar e anorexia foram observadas diferenças. Em Taiwan, por exemplo, parceiros casados sofriam com mais frequência de transtornos obsessivos do que no norte da Europa.

Outra constatação: para a maioria dos transtornos, a probabilidade de os parceiros receberem o mesmo diagnóstico permaneceu estável ao longo das décadas. Isso é evidenciado pelos dados de Taiwan, que foram coletados ao longo de mais de 50 anos. No caso de consumo de substâncias, essa probabilidade até ficou mais elevada. Apenas no caso de transtornos obsessivos ela diminuiu. “E isso apesar de o sistema de saúde, a política e a sociedade taiwanesa terem mudado bastante nesse período”, afirma Chun Chieh Fan.

Mas por que pessoas com doenças mentais tendem a se relacionar com outras que sofrem de problemas semelhantes? Há três explicações possíveis. Primeiro, as pessoas procuram alguém com quem se identificam. Segundo, um ambiente compartilhado pode adoecer de forma semelhante. Ou terceiro, o estigma associado à doença mental condiciona a escolha dos parceiros.

De acordo com o autor do estudo, há algum tempo se acredita que é a primeira opção que explica essa tendência. Seguindo essa lógica, a escolha de parceiros com características semelhantes é chamada, na linguagem técnica, de “escolha assortativa de parceiros”. Os possíveis motivos podem ser o fato de que a outra pessoa tem uma melhor compreensão da doença ou que características positivas semelhantes unem o casal – por exemplo, ambos serem mais criativos do que outras pessoas.

O estudo não consegue responder, porém, o que estava lá primeiro: a relação ou o transtorno mental? Para entender isso, uma observação de longo prazo seria interessante, diz Robert Plomin. Além disso, permanece incerto se esses casais convivem em harmonia no casamento. Apresentar um quadro psicológico semelhante seria a receita para uma relação compreensiva? Ou apenas piora ainda mais o transtorno? Também faltam estudos de longo prazo para responder a essas questões.

Resumindo: não é possível tirar recomendações sobre escolhas de parceiros por meio do estudo. Em um ponto, o estudo é ainda mais claro sobre o que ocorre em longo prazo: os pesquisadores descobriram que crianças, cujos pais sofrem do mesmo transtorno, apresentam o dobro de chance de desenvolver transtornos mentais em relação a outras crianças em que só um dos pais é afetado.

“A transmissão de um transtorno mental se intensifica por meio da escolha do parceiro”, diz Fan.

O efeito foi especialmente forte em casos de esquizofrenia, depressão, transtorno bipolar ou dependência. Para médicos e terapeutas, isso significa que o tratamento deve considerar também a família. Com frequência, parceiros e filhos de afetados também podem se beneficiar da terapia e acompanhamento psicológico.

Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/casaiscompartilham-transtornos-mentais-revela-estudo/a-74022892>. Adaptado. Acesso em: 30 de setembro de 2025.

Assinale a alternativa que apresenta CORRETAMENTE uma característica do estudo descrito no texto.

  • A O estudo concluiu que indivíduos com transtornos mentais sempre procuram parceiros sem qualquer histórico de transtorno, buscando estabilidade emocional.
  • B A similaridade entre parceiros quanto a transtornos mentais foi verificada apenas em populações europeias, sem validade em outras culturas.
  • C A chamada “escolha assortativa de parceiros” é apresentada como uma possível explicação para a tendência observada, mas não como uma conclusão definitiva.
  • D O estudo conseguiu determinar com clareza que o transtorno mental sempre precede a escolha do parceiro.
  • E O estudo comprovou que casais em que ambos têm transtornos mentais vivem em harmonia mais frequentemente do que casais sem esse fator.
26
TEXTO I

A “ECONOMIA DA ATENÇÃO” E A CAPTURA DA VIDA

Como as coisas mudam rápido. Sempre tivemos fofocas de família, trabalho e vizinhança, e a missa dominical para nos manter na linha. Depois surgiram as falas dos governantes no rádio, uma forma de comunicação em massa. Mais tarde, a TV, a internet, e depois a bagunça global: “Se perguntarmos ao ChatGPT sobre as principais tecnologias que impulsionam essa revolução, ele mencionará Inteligência Artificial(IA) e aprendizado de máquina; robótica e automação; Internet das Coisas; impressão 3D; blockchain; realidade virtual e aumentada; redes 5G; computação quântica; big data e cibersegurança.”

Dizer que tudo isso é de tirar o fôlego é um comentário preciso. Nossa atenção é invadida por todos os sentidos, estamos grudados em todos os tipos de telas. Posso tentar ler um artigo sensato sobre um assunto que me interessa, mas vou ter pequenas telas aparecendo, estorvando meus esforços para me concentrar. Não são interesses econômicos tentando chamar minha atenção para coisas úteis: é a batalha econômica pelo meu tempo. E não é apenas a Revolução Industrial 4.0, é outro sistema. A conectividade em massa e global está gerando uma nova civilização. Não são General Motors ou Toyota que estão no centro das corporações mais valiosas do mundo: Apple, Microsoft, Alphabet, Amazon e algumas outras gerenciam o que ouvimos e vemos. Estão criando, com informações privadas invasivas, uma nova economia de atenção.

(...)

Não devemos subestimar a absorção do tempo de nossas vidas – é nosso ativo não renovável mais importante – pelos videogames. Bilhões de usuários, entretenimento móvel, atingindo diferentes gerações (a idade média é de 38 anos) predominantemente masculino (59%), o setor realmente nos pega pelos olhos. Aqui novamente encontramos Amazon, Apple, Google, mas também Tencent e outros na Ásia. O uso se tornou obsessivo para tantos, nos afastando da cultura, da arte, da criatividade e do tempo livre para deixar nossa atenção vaguear.

Esta breve visão geral visa chamar nossa atenção precisamente para a questão-chave: estamos perdendo o controle sobre nossa atenção, e isso significa o tempo e o sentido de nossas vidas. Max Fisher, em seu livro The Chaos Machine: how the social media rewired our minds and our world [“A máquina do caos: como as redes sociais reconfiguraram nossas mentes e o nosso mundo”], trouxe uma descrição detalhada do grau de controle que o sistema permite: “O fato de eles terem conseguido analisar e organizar bilhões de horas de vídeo em tempo real, e depois direcionar bilhões de usuários pela rede, com esse nível de precisão e consistência, foi incrível para a tecnologia e demonstrou a sofisticação e poder dos algoritmos.”

O progresso tecnológico é positivo em si mesmo. A revolução digital abre enormes oportunidades para a humanidade, mas não nas mãos das gigantes corporativas. A atenção é o elementochave do que somos, do que escolhemos ser. Gosto de deixar minha mente vagar um pouco, e um sistema global que direciona nossas mentes de acordo com os interesses globais se tornou um enorme desafio a enfrentar.


Disponível em:<https://editoraelefante.com.br/a-economia-da-atencao-e-a-captura-da-vida/?srsltid=AfmBOooMzzcbLB_Uj-FEU8U5j2hVMOVPMvbwfNNYDqMRMcRjmM8A_tlB)\> .

Adaptado. Acesso em: 29 de setembro de 2025.


TEXTO II

Imagem relacionada à questão do Questões Estratégicas
Fonte: <https://www.collater.al/en/pawel-kuczynski-satiricalillustrations/>

Sobre a correlação de tempos verbais no texto, é CORRETO afirmar que:

  • A O uso de presente do indicativo confere caráter de verdade atemporal.
  • B O imperfeito do subjuntivo domina e marca traços hipotéticos.
  • C O futuro do pretérito é predominante, indicando intenção frustrada.
  • D O pretérito perfeito prevalece, ao narrar fatos concluídos.
  • E O futuro simples é hegemônico no texto, revelando projeções.
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TEXTO I

A “ECONOMIA DA ATENÇÃO” E A CAPTURA DA VIDA

Como as coisas mudam rápido. Sempre tivemos fofocas de família, trabalho e vizinhança, e a missa dominical para nos manter na linha. Depois surgiram as falas dos governantes no rádio, uma forma de comunicação em massa. Mais tarde, a TV, a internet, e depois a bagunça global: “Se perguntarmos ao ChatGPT sobre as principais tecnologias que impulsionam essa revolução, ele mencionará Inteligência Artificial(IA) e aprendizado de máquina; robótica e automação; Internet das Coisas; impressão 3D; blockchain; realidade virtual e aumentada; redes 5G; computação quântica; big data e cibersegurança.”

Dizer que tudo isso é de tirar o fôlego é um comentário preciso. Nossa atenção é invadida por todos os sentidos, estamos grudados em todos os tipos de telas. Posso tentar ler um artigo sensato sobre um assunto que me interessa, mas vou ter pequenas telas aparecendo, estorvando meus esforços para me concentrar. Não são interesses econômicos tentando chamar minha atenção para coisas úteis: é a batalha econômica pelo meu tempo. E não é apenas a Revolução Industrial 4.0, é outro sistema. A conectividade em massa e global está gerando uma nova civilização. Não são General Motors ou Toyota que estão no centro das corporações mais valiosas do mundo: Apple, Microsoft, Alphabet, Amazon e algumas outras gerenciam o que ouvimos e vemos. Estão criando, com informações privadas invasivas, uma nova economia de atenção.

(...)

Não devemos subestimar a absorção do tempo de nossas vidas – é nosso ativo não renovável mais importante – pelos videogames. Bilhões de usuários, entretenimento móvel, atingindo diferentes gerações (a idade média é de 38 anos) predominantemente masculino (59%), o setor realmente nos pega pelos olhos. Aqui novamente encontramos Amazon, Apple, Google, mas também Tencent e outros na Ásia. O uso se tornou obsessivo para tantos, nos afastando da cultura, da arte, da criatividade e do tempo livre para deixar nossa atenção vaguear.

Esta breve visão geral visa chamar nossa atenção precisamente para a questão-chave: estamos perdendo o controle sobre nossa atenção, e isso significa o tempo e o sentido de nossas vidas. Max Fisher, em seu livro The Chaos Machine: how the social media rewired our minds and our world [“A máquina do caos: como as redes sociais reconfiguraram nossas mentes e o nosso mundo”], trouxe uma descrição detalhada do grau de controle que o sistema permite: “O fato de eles terem conseguido analisar e organizar bilhões de horas de vídeo em tempo real, e depois direcionar bilhões de usuários pela rede, com esse nível de precisão e consistência, foi incrível para a tecnologia e demonstrou a sofisticação e poder dos algoritmos.”

O progresso tecnológico é positivo em si mesmo. A revolução digital abre enormes oportunidades para a humanidade, mas não nas mãos das gigantes corporativas. A atenção é o elementochave do que somos, do que escolhemos ser. Gosto de deixar minha mente vagar um pouco, e um sistema global que direciona nossas mentes de acordo com os interesses globais se tornou um enorme desafio a enfrentar.


Disponível em:<https://editoraelefante.com.br/a-economia-da-atencao-e-a-captura-da-vida/?srsltid=AfmBOooMzzcbLB_Uj-FEU8U5j2hVMOVPMvbwfNNYDqMRMcRjmM8A_tlB)\> .

Adaptado. Acesso em: 29 de setembro de 2025.


TEXTO II

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Quanto à organização sintática, o período “Posso tentar ler um artigo sensato sobre um assunto que me interessa, mas vou ter pequenas telas aparecendo, estorvando meus esforços para me concentrar” contém:

  • A Duas orações principais coordenadas e uma subordinada relativa.
  • B Uma oração principal com quatro subordinadas substantivas.
  • C Uma oração principal e duas orações subordinadas adverbiais.
  • D Apenas orações coordenadas assindéticas.
  • E Uma oração semântica incompleta, caracterizando fragmento.
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TEXTO I

A “ECONOMIA DA ATENÇÃO” E A CAPTURA DA VIDA

Como as coisas mudam rápido. Sempre tivemos fofocas de família, trabalho e vizinhança, e a missa dominical para nos manter na linha. Depois surgiram as falas dos governantes no rádio, uma forma de comunicação em massa. Mais tarde, a TV, a internet, e depois a bagunça global: “Se perguntarmos ao ChatGPT sobre as principais tecnologias que impulsionam essa revolução, ele mencionará Inteligência Artificial(IA) e aprendizado de máquina; robótica e automação; Internet das Coisas; impressão 3D; blockchain; realidade virtual e aumentada; redes 5G; computação quântica; big data e cibersegurança.”

Dizer que tudo isso é de tirar o fôlego é um comentário preciso. Nossa atenção é invadida por todos os sentidos, estamos grudados em todos os tipos de telas. Posso tentar ler um artigo sensato sobre um assunto que me interessa, mas vou ter pequenas telas aparecendo, estorvando meus esforços para me concentrar. Não são interesses econômicos tentando chamar minha atenção para coisas úteis: é a batalha econômica pelo meu tempo. E não é apenas a Revolução Industrial 4.0, é outro sistema. A conectividade em massa e global está gerando uma nova civilização. Não são General Motors ou Toyota que estão no centro das corporações mais valiosas do mundo: Apple, Microsoft, Alphabet, Amazon e algumas outras gerenciam o que ouvimos e vemos. Estão criando, com informações privadas invasivas, uma nova economia de atenção.

(...)

Não devemos subestimar a absorção do tempo de nossas vidas – é nosso ativo não renovável mais importante – pelos videogames. Bilhões de usuários, entretenimento móvel, atingindo diferentes gerações (a idade média é de 38 anos) predominantemente masculino (59%), o setor realmente nos pega pelos olhos. Aqui novamente encontramos Amazon, Apple, Google, mas também Tencent e outros na Ásia. O uso se tornou obsessivo para tantos, nos afastando da cultura, da arte, da criatividade e do tempo livre para deixar nossa atenção vaguear.

Esta breve visão geral visa chamar nossa atenção precisamente para a questão-chave: estamos perdendo o controle sobre nossa atenção, e isso significa o tempo e o sentido de nossas vidas. Max Fisher, em seu livro The Chaos Machine: how the social media rewired our minds and our world [“A máquina do caos: como as redes sociais reconfiguraram nossas mentes e o nosso mundo”], trouxe uma descrição detalhada do grau de controle que o sistema permite: “O fato de eles terem conseguido analisar e organizar bilhões de horas de vídeo em tempo real, e depois direcionar bilhões de usuários pela rede, com esse nível de precisão e consistência, foi incrível para a tecnologia e demonstrou a sofisticação e poder dos algoritmos.”

O progresso tecnológico é positivo em si mesmo. A revolução digital abre enormes oportunidades para a humanidade, mas não nas mãos das gigantes corporativas. A atenção é o elementochave do que somos, do que escolhemos ser. Gosto de deixar minha mente vagar um pouco, e um sistema global que direciona nossas mentes de acordo com os interesses globais se tornou um enorme desafio a enfrentar.


Disponível em:<https://editoraelefante.com.br/a-economia-da-atencao-e-a-captura-da-vida/?srsltid=AfmBOooMzzcbLB_Uj-FEU8U5j2hVMOVPMvbwfNNYDqMRMcRjmM8A_tlB)\> .

Adaptado. Acesso em: 29 de setembro de 2025.


TEXTO II

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No trecho “Não são interesses econômicos tentando chamar minha atenção para coisas úteis: é a batalha econômica pelo meu tempo.”, o autor estabelece uma clara distinção entre:

  • A Consumo e produtividade, argumentando que a internet é inútil.
  • B O entretenimento pessoal e o entretenimento global, que são de naturezas distintas.
  • C O valor das mercadorias e o valor do tempo, que ele considera um ativo não renovável.
  • D Publicidade tradicional e a nova economia de atenção, na medida em que busca o controle do tempo de vida.
  • E As empresas de tecnologia e as empresas de mídia social, que operam de formas diferentes.
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TEXTO I

A “ECONOMIA DA ATENÇÃO” E A CAPTURA DA VIDA

Como as coisas mudam rápido. Sempre tivemos fofocas de família, trabalho e vizinhança, e a missa dominical para nos manter na linha. Depois surgiram as falas dos governantes no rádio, uma forma de comunicação em massa. Mais tarde, a TV, a internet, e depois a bagunça global: “Se perguntarmos ao ChatGPT sobre as principais tecnologias que impulsionam essa revolução, ele mencionará Inteligência Artificial(IA) e aprendizado de máquina; robótica e automação; Internet das Coisas; impressão 3D; blockchain; realidade virtual e aumentada; redes 5G; computação quântica; big data e cibersegurança.”

Dizer que tudo isso é de tirar o fôlego é um comentário preciso. Nossa atenção é invadida por todos os sentidos, estamos grudados em todos os tipos de telas. Posso tentar ler um artigo sensato sobre um assunto que me interessa, mas vou ter pequenas telas aparecendo, estorvando meus esforços para me concentrar. Não são interesses econômicos tentando chamar minha atenção para coisas úteis: é a batalha econômica pelo meu tempo. E não é apenas a Revolução Industrial 4.0, é outro sistema. A conectividade em massa e global está gerando uma nova civilização. Não são General Motors ou Toyota que estão no centro das corporações mais valiosas do mundo: Apple, Microsoft, Alphabet, Amazon e algumas outras gerenciam o que ouvimos e vemos. Estão criando, com informações privadas invasivas, uma nova economia de atenção.

(...)

Não devemos subestimar a absorção do tempo de nossas vidas – é nosso ativo não renovável mais importante – pelos videogames. Bilhões de usuários, entretenimento móvel, atingindo diferentes gerações (a idade média é de 38 anos) predominantemente masculino (59%), o setor realmente nos pega pelos olhos. Aqui novamente encontramos Amazon, Apple, Google, mas também Tencent e outros na Ásia. O uso se tornou obsessivo para tantos, nos afastando da cultura, da arte, da criatividade e do tempo livre para deixar nossa atenção vaguear.

Esta breve visão geral visa chamar nossa atenção precisamente para a questão-chave: estamos perdendo o controle sobre nossa atenção, e isso significa o tempo e o sentido de nossas vidas. Max Fisher, em seu livro The Chaos Machine: how the social media rewired our minds and our world [“A máquina do caos: como as redes sociais reconfiguraram nossas mentes e o nosso mundo”], trouxe uma descrição detalhada do grau de controle que o sistema permite: “O fato de eles terem conseguido analisar e organizar bilhões de horas de vídeo em tempo real, e depois direcionar bilhões de usuários pela rede, com esse nível de precisão e consistência, foi incrível para a tecnologia e demonstrou a sofisticação e poder dos algoritmos.”

O progresso tecnológico é positivo em si mesmo. A revolução digital abre enormes oportunidades para a humanidade, mas não nas mãos das gigantes corporativas. A atenção é o elementochave do que somos, do que escolhemos ser. Gosto de deixar minha mente vagar um pouco, e um sistema global que direciona nossas mentes de acordo com os interesses globais se tornou um enorme desafio a enfrentar.


Disponível em:<https://editoraelefante.com.br/a-economia-da-atencao-e-a-captura-da-vida/?srsltid=AfmBOooMzzcbLB_Uj-FEU8U5j2hVMOVPMvbwfNNYDqMRMcRjmM8A_tlB)\> .

Adaptado. Acesso em: 29 de setembro de 2025.


TEXTO II

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A ilustração (Texto II) em que uma multidão de indivíduos absortos em seus celulares está quase totalmente submersa em solo, enquanto apenas poucos se destacam, e um cortador de grama atua no plano de fundo, dialoga com o texto numa relação a qual a imagem funciona como metáfora visual para o argumento do autor de que:

  • A As ferramentas tecnológicas servem para descentralizar o pensamento e o comportamento das pessoas, que se tornam uma massa homogênea.
  • B As empresas gerenciam o que “ouvimos e vemos”, transformando a sociedade em um novo sistema econômico que enterra as relações sociais e os valores humanos do passado.
  • C O uso excessivo dos videogames e da internet faz com que a sociedade perca o tempo livre para o autoconhecimento, levando a um estado de inércia e passividade.
  • D A Revolução Digital, embora positiva em si mesma, tem o potencial de afastar a humanidade de suas raízes culturais e da natureza, simbolizadas pela terra na qual a massa está enterrada.
  • E A batalha econômica pela atenção e a invasão da vida pelas gigantes corporativas resultam em uma alienação e submissão massiva, das quais apenas por meio do pensamento crítico se consegue libertar.
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TEXTO I

A “ECONOMIA DA ATENÇÃO” E A CAPTURA DA VIDA

Como as coisas mudam rápido. Sempre tivemos fofocas de família, trabalho e vizinhança, e a missa dominical para nos manter na linha. Depois surgiram as falas dos governantes no rádio, uma forma de comunicação em massa. Mais tarde, a TV, a internet, e depois a bagunça global: “Se perguntarmos ao ChatGPT sobre as principais tecnologias que impulsionam essa revolução, ele mencionará Inteligência Artificial(IA) e aprendizado de máquina; robótica e automação; Internet das Coisas; impressão 3D; blockchain; realidade virtual e aumentada; redes 5G; computação quântica; big data e cibersegurança.”

Dizer que tudo isso é de tirar o fôlego é um comentário preciso. Nossa atenção é invadida por todos os sentidos, estamos grudados em todos os tipos de telas. Posso tentar ler um artigo sensato sobre um assunto que me interessa, mas vou ter pequenas telas aparecendo, estorvando meus esforços para me concentrar. Não são interesses econômicos tentando chamar minha atenção para coisas úteis: é a batalha econômica pelo meu tempo. E não é apenas a Revolução Industrial 4.0, é outro sistema. A conectividade em massa e global está gerando uma nova civilização. Não são General Motors ou Toyota que estão no centro das corporações mais valiosas do mundo: Apple, Microsoft, Alphabet, Amazon e algumas outras gerenciam o que ouvimos e vemos. Estão criando, com informações privadas invasivas, uma nova economia de atenção.

(...)

Não devemos subestimar a absorção do tempo de nossas vidas – é nosso ativo não renovável mais importante – pelos videogames. Bilhões de usuários, entretenimento móvel, atingindo diferentes gerações (a idade média é de 38 anos) predominantemente masculino (59%), o setor realmente nos pega pelos olhos. Aqui novamente encontramos Amazon, Apple, Google, mas também Tencent e outros na Ásia. O uso se tornou obsessivo para tantos, nos afastando da cultura, da arte, da criatividade e do tempo livre para deixar nossa atenção vaguear.

Esta breve visão geral visa chamar nossa atenção precisamente para a questão-chave: estamos perdendo o controle sobre nossa atenção, e isso significa o tempo e o sentido de nossas vidas. Max Fisher, em seu livro The Chaos Machine: how the social media rewired our minds and our world [“A máquina do caos: como as redes sociais reconfiguraram nossas mentes e o nosso mundo”], trouxe uma descrição detalhada do grau de controle que o sistema permite: “O fato de eles terem conseguido analisar e organizar bilhões de horas de vídeo em tempo real, e depois direcionar bilhões de usuários pela rede, com esse nível de precisão e consistência, foi incrível para a tecnologia e demonstrou a sofisticação e poder dos algoritmos.”

O progresso tecnológico é positivo em si mesmo. A revolução digital abre enormes oportunidades para a humanidade, mas não nas mãos das gigantes corporativas. A atenção é o elementochave do que somos, do que escolhemos ser. Gosto de deixar minha mente vagar um pouco, e um sistema global que direciona nossas mentes de acordo com os interesses globais se tornou um enorme desafio a enfrentar.


Disponível em:<https://editoraelefante.com.br/a-economia-da-atencao-e-a-captura-da-vida/?srsltid=AfmBOooMzzcbLB_Uj-FEU8U5j2hVMOVPMvbwfNNYDqMRMcRjmM8A_tlB)\> .

Adaptado. Acesso em: 29 de setembro de 2025.


TEXTO II

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A expressão “bagunça global” utilizada no texto, em oposição a “fofocas de família”, “missa dominical” e “falas dos governantes no rádio”, evidencia que o autor considera a evolução da comunicação como um processo de:

  • A Avanço tecnológico desorganizado e sem regras claras.
  • B Democratização gradual das informações, apesar dos desafios iniciais.
  • C Perda de controle e invasão da esfera privada por um sistema opressor.
  • D Fragmentação da atenção em que a mídia tradicional perdeu seu espaço.
  • E Crescimento desenfreado da indústria do entretenimento sem uma finalidade clara.

Noções de Informática

31

Analise as afirmativas a seguir sobre navegadores de Internet e determine V para verdadeiras ou F para falsas.

(__) Os navegadores são programas usados para acessar páginas e conteúdos disponíveis na Internet.

(__) É possível instalar extensões em navegadores para adicionar funcionalidades extras, como bloqueio de anúncios ou tradutores automáticos.

(__) Os navegadores mantêm um histórico de navegação e podem armazenar senhas, se o usuário permitir.

(__) Dentre os navegadores mais utilizados atualmente estão Google Chrome, Mozilla Firefox e Microsoft Word.

A sequência CORRETA das afirmativas é:

  • A F-V-F-F.
  • B V-F-F-V.
  • C V-V-V-F.
  • D F-F-V-F.
32

Considere o exemplo a seguir:
Em uma organização, um funcionário está usando uma versão recente do Microsoft Excel em português para criar uma planilha que calcula o volume de uma pirâmide de base quadrada. Para isso, a seguinte fórmula é empregada:
v = l x l x h / 3
Sabe-se que“v” é o volume do objeto, “l” a medida do lado da base quadrada e “h” a altura da pirâmide. Nesse contexto, o usuário criou uma planilha, informando os valores para “l” e “h” e inserindo a fórmula na célula D2, conforme ilustrado a seguir:

Imagem relacionada à questão do Questões Estratégicas

Assinale a alternativa que apresenta uma possível fórmula empregada pelo usuário na célula D2 para gerar o cálculo desejado no Microsoft Excel.

  • A =B2xB2xC2/3.
  • B =POTÊNCIA(B2,2)*C2/3.
  • C =POTÊNCIA(B2;B2)*C2/3.
  • D =1/3*POTÊNCIA(B2;2)*C2.
33

Examine o enunciado a seguir:
Um usuário está utilizando uma versão recente do Microsoft Word em português para construir um discurso. Após a criação das primeiras páginas, esse usuário deseja ouvir o texto digitado para analisar o discurso escrito até o momento.
Diante do exposto, assinale a alternativa que traz o nome do recurso e sua respectiva localização na faixa de opções do Microsoft Word para realizar a ação desejada.

  • A Ler em Voz Alta – Faixa de Opções “Revisão”.
  • B Reproduzir em Áudio – Faixa de Opções “Multimídia”.
  • C Converter Texto em Áudio – Faixa de Opções “Inserir”.
  • D Sonorização do Texto – Faixa de Opções “Página Inicial”.
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Considere um usuário que utiliza o Microsoft Windows 11 em um computador. Após algumas horas de trabalho, ele decide sair para almoçar, deixando alguns aplicativos abertos. A fim de manter os aplicativos em execução, mas impedir o acesso de terceiros à sua sessão no computador, o usuário precisa:

  • A Usar o atalho tecla do Windows + B no teclado do computador.
  • B Usar o atalho tecla do Windows + L no teclado do computador.
  • C Acessar o Menu Iniciar, clicar no ícone de energia e selecionar a opção “Sair”.
  • D Acessar o Menu Iniciar, clicar no ícone do usuário e selecionar a opção “Pausar”.
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O Zabbix oferece uma API que permite automatizar tarefas, integrar sistemas externos e gerenciar configurações via programação. Nesse contexto, considere um profissional de TI que precisa criar um novo host Zabbix. Diante do exposto, assinale a alternativa que traz o nome do comando e o(s) parâmetro(s) obrigatório(s) para executar a operação desejada pelo profissional.
  • A Método host.add – Parâmetro host.
  • B Método host.create – Parâmetro host.
  • C Método host.add – Parâmetros host e groups.
  • D Método host.create – Parâmetros host e groups.
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O Bacula é um sistema de backup de código aberto amplamente utilizado para gerenciar cópias de segurança, restauração e arquivamento de dados em ambientes corporativos. Diante do exposto, assinale a alternativa CORRETA.

  • A O Bacula Director é responsável por armazenar os backups, garantindo que os dados sejam preservados, conforme as regras definidas pelo administrador.
  • B O Bacula File Daemon é o componente que coordena todas as operações de backup e restauração, controlando os agendamentos e as execuções das tarefas.
  • C O Bacula Director gerencia e coordena todas as operações de backup, incluindo gestão de agendamento e controle da execução.
  • D O Bacula Storage Daemon é o único componente necessário para a operação do Bacula, pois ele gerencia diretamente os backups e as restaurações.
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Considere um profissional que está utilizando o Ansible para gerenciamento de configuração, implantação de aplicações, e orquestração de tarefas em um ambiente corporativo. Em determinado momento, ele constrói o seguinte playbook:

Imagem relacionada à questão do Questões Estratégicas

O inventário de servidores é o seguinte:



Imagem relacionada à questão do Questões Estratégicas
Imagem relacionada à questão do Questões Estratégicas



Diante do exposto, assinale a alternativa que traz o valor de “{{ ansible_play_hosts }}” durante a execução da tarefa "ActiveHosts” , quando o playbook é executado com “--limit='w*[1-2]'”.

  • A ['web1', 'web2'].
  • B ['wan1', 'wan2'].
  • C ['web1', 'web2', 'wan1', 'wan2'].
  • D ['wan1', 'wan2', 'web1', 'web2'].
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Os sistemas que empregam o Aprendizado de Máquina promovem funcionalidades inteligentes para seus usuários. Nesse contexto, existem diferentes tipos de aprendizado. Diante do exposto, assinale a alternativa CORRETA.

  • A O aprendizado por rotulação caracteriza-se por treinar com entradas que possuem saídas conhecidas.
  • B O aprendizado semi-supervisionado é conhecido por receber dados sem rótulos e buscar um equilíbrio ao tentar descobrir padrões ou estruturas ocultas por conta própria.
  • C O aprendizado por reconhecimento é conhecido por aprender a partir de tentativa e erro, interagindo com um ambiente e recebendo recompensas ou punições com base em suas ações.
  • D O aprendizado por transferência caracteriza-se pelo reaproveitamento do conhecimento adquirido em uma tarefa em outra tarefa relacionada, sendo empregado quando há poucos dados disponíveis para o novo problema.
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Em uma organização, um funcionário está usando uma versão recente do Microsoft Excel em português para criar uma planilha que calcula raízes de equações de segundo grau. Para calcular uma das raízes, a fórmula Bhaskara é empregada:

Imagem relacionada à questão do Questões Estratégicas

Sabe-se que x representa a raiz, enquanto a, b e c são os coeficientes da equação. Nesse contexto, o usuário criou uma planilha, na qual colocou os valores para a, b e c, além de inserir a fórmula de Bhaskara na célula E2, conforme ilustrado a seguir:

Imagem relacionada à questão do Questões Estratégicas


Assinale a alternativa que apresenta uma possível fórmula empregada pelo usuário na célula E2 para gerar o cálculo desejado no Microsoft Excel.

  • A =(-C2+RAIZ(C2^2-4*B2*D2)/2*B2).
  • B =(-C2+(C2^2-4*B2*D2)^(1/2))/(2*B2).
  • C =(-C2+RAIZ(C2^2-4*B2*D2;2))/(2*B2).
  • D =(-C2+RAIZ(2;C2^2-4*B2*D2))/(2*B2).
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Um usuário está utilizando uma versão recente do Microsoft Word em português para construir um discurso. Para isso, ele decide utilizar um Suplemento COM para auxiliar na formatação do documento. Após alguns minutos, com esse suplemento habilitado, o usuário percebe uma lentidão no funcionamento do Word. Ele decide então desabilitar esse suplemento. Assinale a alternativa que indica uma forma válida de se realizar essa ação.

  • A Acessar o menu “Exibir”, acessar a opção “Macros” e clicar no botão “Gerenciar Macros”.
  • B Acessar o menu “Exibir”, acessar a opção “Avançada” e clicar no botão “Suplementos COM”.
  • C Acessar o menu “Arquivo”, acessar a opção “Conta” e clicar no botão “Gerenciar Suplementos COM”.
  • D Acessar o menu “Arquivo”, acessar a opção “Informações” e clicar no botão “Gerenciar Suplementos COM”.