Resolver o Simulado Educador Infantil (20h e 40h) - CONSULPAM

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Pedagogia

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O trabalho tem passado por transformações ao longo do tempo, à medida que novos empreendimentos vão requerendo novas formas de produção humana. Tendo por base os conhecimentos produzidos na área do teletrabalho, é CORRETO afirmar que:

  • A É visto como uma inovação organizacional que dissolve o espaço e o tempo, deixando fluidos os limites geográficos das organizações e demandando ajustes em inúmeros aspectos das práticas administrativas.
  • B A legislação brasileira estabelece que os empregadores devem dar prioridade em vagas para atividades que possam ser efetuadas por meio do teletrabalho, aos empregados com filhos ou crianças sob guarda judicial até os 8 (oito) anos de idade.
  • C Oferecer a opção de teletrabalho não significa, em hipótese alguma, aumentar a atratividade e a retenção de funcionários, o que se configura como uma desvantagem da flexibilização do trabalho.
  • D A flexibilidade organizacional cria o ambiente propício para o teletrabalho prosperar, porém o teletrabalho, por sua vez, não consegue impulsionar a organização a se tornar mais flexível em diversas dimensões.
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Considere as lacunas do seguinte enunciado:

A gamificação é uma das _________ para desenvolvimento de pessoas. Ela parte da _________ da adoção da _________, das regras e do _________ de _________ no processo de ensino e aprendizagem.

Assinale a alternativa que CORRETAMENTE preenche as lacunas.

  • A Técnicas, ideia, memorização, debate, conceitos.
  • B Metodologias, premissa, lógica, design, jogos.
  • C Práticas, vertente, escrita, trabalho, colaboradores.
  • D Teorias, defesa, tecnologia, contato, alunos.
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O objetivo principal de uma Universidade Corporativa (UC) é desenvolver e instalar as competências empresariais e humanas consideradas essenciais para a viabilização das estratégias de negociação. Dentre as forças que impulsionam o avanço das Universidades Corporativas, estão:

  • A A emergência da organização não-hierárquica, enxuta e flexível, e o advento e a consolidação da economia do conhecimento.
  • B A ampliação do prazo da validade do conhecimento e o foco na meta de um emprego para toda a vida.
  • C Estabilidade no mercado da educação global e limitação no processo de avaliação.
  • D Orçamento e recursos limitados e imprecisão quanto ao impacto direto da Universidade nos resultados financeiros da organização.
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Quanto à educação a distância regulamentada, assinale a alternativa CORRETA.

  • A A criação, a organização, a oferta e o desenvolvimento de cursos à distância observarão a legislação em vigor e as normas específicas expedidas pelo Ministério da Educação (MEC).
  • B É uma modalidade de ensino não estruturada, com versões online simplificadas do ensino presencial.
  • C Na educação a distância, as atividades presenciais, previstas nos projetos pedagógicos ou de desenvolvimento da instituição de ensino e do curso, serão realizadas exclusivamente nos polos de educação a distância.
  • D Compete unicamente às autoridades dos sistemas de ensino estaduais autorizar os cursos e o funcionamento de instituições de educação na modalidade a distância.
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A capacitação em serviço é uma forma de treinamento que ocorre no local de trabalho, onde os colaboradores aprendem as habilidades e conhecimentos necessários para realizar suas funções. Nessa perspectiva:

I- Os colaboradores aprendem, teorizando e simulando os conhecimentos em situações hipotéticas de trabalho.
II- As necessidades específicas do colaborador e da empresa são adaptadas permitindo ajustes.
III- Os colegas de trabalho mais experientes, supervisores ou mentores, geralmente, conduzem a capacitação em serviço.
IV- Torna-se mais onerosa do que outros métodos de treinamento, por utilizar recursos externos à empresa.
V- Não é um evento isolado, mas sim um processo contínuo de aprendizagem.

Assinale a alternativa CORRETA.

  • A Apenas as sentenças II, III e V são corretas.
  • B Apenas as sentenças I e IV são corretas.
  • C Apenas a sentenças III é incorreta.
  • D Apenas a sentença IV é correta.
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Em relação às grandes competências que um pedagogo precisa desenvolver em uma empresa, examine as lacunas da sentença a seguir:

Saber discernir os ________, trabalhar _________, participar de uma cultura de ________ combater ________ e ________.

Assinale a alternativa que CORRETAMENTE preenche as lacunas.

  • A Líderes, em equipe, valorização, impedimentos, frustrações.
  • B Problemas, em equipe, cooperação, resistências, obstáculos.
  • C Problemas, em grupo, formação, estrelismos, desperdícios.
  • D Líderes, individualmente, cooperação, personalismos, bloqueios.
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Considerando os fatores que contribuem para a melhoria da qualidade de vida no trabalho, observe as lacunas do enunciado a seguir:
Para melhorar a qualidade de vida no trabalho, faz-se necessário focar na gestão da ________, contar com o ________ dos ________, promover um ambiente de trabalho positivo, incentivar o desenvolvimento ________e estar aberto à ________ e a mudanças.

Assinale a alternativa que CORRETAMENTE preenche as lacunas.

  • A Qualidade, apoio, familiares, pessoal, crítica.
  • B Empresa, interesse, colaboradores, empresarial, crítica.
  • C Organização, apoio, interessados, tecnológico, cooperação.
  • D Qualidade, engajamento, colaboradores, profissional, inovação.
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Ao avaliar um profissional antes e depois de um programa de treinamento, cumpre ter como objetivos:

I- Identificar lacunas e necessidades.
II- Alinhar conteúdo e métodos com objetivos.
III- Definir objetivos de aprendizagem claros e realistas.
IV- Avaliar até que ponto os objetivos foram alcançados.
V- Ajustar o programa para melhor atender às necessidades.

Assinale a alternativa CORRETA.

  • A Apenas as sentenças I e IV são corretas.
  • B Apenas as sentenças III e V são corretas.
  • C Apenas a sentença II é incorreta.
  • D Todas as sentenças são corretas.
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Pela busca da melhoria contínua e vantagem competitiva no mercado de trabalho, as organizações precisam de pessoas cada vez mais preparadas, ágeis, empreendedoras, responsáveis e visionárias, dispostas a assumir riscos. São as pessoas que transformam toda teoria na prática e, para isso, é imprescindível o treinamento e o desenvolvimento de cada uma delas. Faz-se necessário, então, investir:

  • A No desenvolvimento pessoal dos colaboradores, contribuindo para o bem-estar geral de todos a partir da minimização do estresse que permeia o dia a dia da empresa.
  • B Na certeza de que o desenvolvimento pessoal não é um processo pleno para todos, requerendo, por isso, na maioria dos casos, esforços voltados especificamente para a superação de deficiências da área profissional.
  • C Na realização de cursos que contribuam para a superação de limites na área profissional daqueles colaboradores que têm necessidades pessoais comprometedoras em outras áreas da vida, mas não as admitem.
  • D Em programas de autoconhecimento dos colaboradores da empresa, compreendendo esse autoconhecimento como a base do desenvolvimento pessoal, cujo foco decisivo é a identificação dos pontos fracos desses colaboradores.
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Em um mundo em constante evolução, a capacidade de se adaptar a novas situações e desafios é crucial. Cumpre, portanto, a compreensão de que a adaptabilidade é a capacidade de:

  • A Criar um ambiente de trabalho agradável e produtivo.
  • B Ajustar atitudes e comportamentos para lidar com mudanças e desafios.
  • C Fazer acontecer a gestão da mudança e a evolução do pensamento crítico.
  • D Estudar as causas e consequências do modo de agir pessoal em grupos de trabalho.

Português

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TEXTO III

CASAIS COSTUMAM COMPARTILHAR TRANSTORNOS MENTAIS, DIZ ESTUDO


Alguns têm necessidade de lavar as mãos 20 vezes por dia. Outros mal conseguem sair da cama por conta de quadros depressivos. Para outros, ainda, é difícil domar os pensamentos, que voam rapidamente pela cabeça. De acordo com Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de um bilhão de pessoas sofrem de algum transtorno mental. Ao mesmo tempo em que o número soa elevado, o dado indica que a maioria das pessoas no mundo é saudável.

Um estudo publicado no final de agosto pela revista especializada Nature Human Behaviour mostrou que pessoas que apresentam transtornos mentais tendem a se relacionar com outras que têm o mesmo caso clínico. Para o estudo, os pesquisadores colheram dados de 15 milhões de pessoas. Eles analisaram amostras de nove quadros clínicos: esquizofrenia, transtorno bipolar, depressão, ansiedade, transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), autismo, transtornos obsessivo-compulsivos, abuso de substâncias e anorexia.

Quando um parceiro era diagnosticado com um dos nove transtornos, a probabilidade de o outro também ter um transtorno era muito maior. Muitas vezes, a doença era a mesma. “Presumíamos que, quando alguém sofre de ansiedade ou depressão, essa pessoa procura um parceiro que transmitisse estabilidade e segurança”, diz Robert Plomin, professor de genética comportamental no King’s College de Londres, que não participou do estudo. “Mas acontece exatamente o contrário.”

Uma limitação da pesquisa, segundo Plomin, é que é preciso procurar no anexo do estudo para descobrir o quão forte é a correlação acima. Para ele, isso é incomum e um pouco desonesto. Apesar disso, o efeito é consistente e o número de pessoas analisadas – 15 milhões – dá peso ao resultado.

Os primeiros indícios de que pessoas com transtornos mentais tendem a se relacionar com outras que também apresentam quadros similares surgiram na década de 1960. No entanto, os estudos realizados naquela época eram geralmente pequenos. Foi apenas há cerca de dez anos que surgiu a primeira pesquisa de maior escala, mas que considerou apenas pacientes do norte da Europa.

No estudo atual, a equipe liderada pelo pesquisador em genética populacional Chun Chieh Fan, do Laureate Institute for Brain Research, em Oklahoma, quis descobrir se o padrão de escolha de parceiros se mantém em diferentes culturas. Com esse objetivo, eles coletaram dados em três países: Dinamarca, Suécia e Taiwan. “O surpreendente foi que o padrão de similaridade entre culturas era quase idêntico”, diz o autor do estudo. Apenas em casos de transtornos obsessivos, transtorno bipolar e anorexia foram observadas diferenças. Em Taiwan, por exemplo, parceiros casados sofriam com mais frequência de transtornos obsessivos do que no norte da Europa.

Outra constatação: para a maioria dos transtornos, a probabilidade de os parceiros receberem o mesmo diagnóstico permaneceu estável ao longo das décadas. Isso é evidenciado pelos dados de Taiwan, que foram coletados ao longo de mais de 50 anos. No caso de consumo de substâncias, essa probabilidade até ficou mais elevada. Apenas no caso de transtornos obsessivos ela diminuiu. “E isso apesar de o sistema de saúde, a política e a sociedade taiwanesa terem mudado bastante nesse período”, afirma Chun Chieh Fan.

Mas por que pessoas com doenças mentais tendem a se relacionar com outras que sofrem de problemas semelhantes? Há três explicações possíveis. Primeiro, as pessoas procuram alguém com quem se identificam. Segundo, um ambiente compartilhado pode adoecer de forma semelhante. Ou terceiro, o estigma associado à doença mental condiciona a escolha dos parceiros.

De acordo com o autor do estudo, há algum tempo se acredita que é a primeira opção que explica essa tendência. Seguindo essa lógica, a escolha de parceiros com características semelhantes é chamada, na linguagem técnica, de “escolha assortativa de parceiros”. Os possíveis motivos podem ser o fato de que a outra pessoa tem uma melhor compreensão da doença ou que características positivas semelhantes unem o casal – por exemplo, ambos serem mais criativos do que outras pessoas.

O estudo não consegue responder, porém, o que estava lá primeiro: a relação ou o transtorno mental? Para entender isso, uma observação de longo prazo seria interessante, diz Robert Plomin. Além disso, permanece incerto se esses casais convivem em harmonia no casamento. Apresentar um quadro psicológico semelhante seria a receita para uma relação compreensiva? Ou apenas piora ainda mais o transtorno? Também faltam estudos de longo prazo para responder a essas questões.

Resumindo: não é possível tirar recomendações sobre escolhas de parceiros por meio do estudo. Em um ponto, o estudo é ainda mais claro sobre o que ocorre em longo prazo: os pesquisadores descobriram que crianças, cujos pais sofrem do mesmo transtorno, apresentam o dobro de chance de desenvolver transtornos mentais em relação a outras crianças em que só um dos pais é afetado.

“A transmissão de um transtorno mental se intensifica por meio da escolha do parceiro”, diz Fan.

O efeito foi especialmente forte em casos de esquizofrenia, depressão, transtorno bipolar ou dependência. Para médicos e terapeutas, isso significa que o tratamento deve considerar também a família. Com frequência, parceiros e filhos de afetados também podem se beneficiar da terapia e acompanhamento psicológico.

Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/casaiscompartilham-transtornos-mentais-revela-estudo/a-74022892>. Adaptado. Acesso em: 30 de setembro de 2025.

No trecho “há algum tempo se acredita que é a primeira opção que explica essa tendência”, as palavras destacadas são classificadas, respectivamente, como:

  • A Pronome reflexivo, pronome relativo e pronome relativo.
  • B Pronome pessoal, conjunção integrante e conjunção integrante.
  • C Índice de indeterminação do sujeito, pronome relativo e conjunção integrante.
  • D Índice de indeterminação do sujeito, conjunção integrante e pronome relativo.
  • E Pronome reflexivo, preposição e conjunção integrante.
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TEXTO III

CASAIS COSTUMAM COMPARTILHAR TRANSTORNOS MENTAIS, DIZ ESTUDO


Alguns têm necessidade de lavar as mãos 20 vezes por dia. Outros mal conseguem sair da cama por conta de quadros depressivos. Para outros, ainda, é difícil domar os pensamentos, que voam rapidamente pela cabeça. De acordo com Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de um bilhão de pessoas sofrem de algum transtorno mental. Ao mesmo tempo em que o número soa elevado, o dado indica que a maioria das pessoas no mundo é saudável.

Um estudo publicado no final de agosto pela revista especializada Nature Human Behaviour mostrou que pessoas que apresentam transtornos mentais tendem a se relacionar com outras que têm o mesmo caso clínico. Para o estudo, os pesquisadores colheram dados de 15 milhões de pessoas. Eles analisaram amostras de nove quadros clínicos: esquizofrenia, transtorno bipolar, depressão, ansiedade, transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), autismo, transtornos obsessivo-compulsivos, abuso de substâncias e anorexia.

Quando um parceiro era diagnosticado com um dos nove transtornos, a probabilidade de o outro também ter um transtorno era muito maior. Muitas vezes, a doença era a mesma. “Presumíamos que, quando alguém sofre de ansiedade ou depressão, essa pessoa procura um parceiro que transmitisse estabilidade e segurança”, diz Robert Plomin, professor de genética comportamental no King’s College de Londres, que não participou do estudo. “Mas acontece exatamente o contrário.”

Uma limitação da pesquisa, segundo Plomin, é que é preciso procurar no anexo do estudo para descobrir o quão forte é a correlação acima. Para ele, isso é incomum e um pouco desonesto. Apesar disso, o efeito é consistente e o número de pessoas analisadas – 15 milhões – dá peso ao resultado.

Os primeiros indícios de que pessoas com transtornos mentais tendem a se relacionar com outras que também apresentam quadros similares surgiram na década de 1960. No entanto, os estudos realizados naquela época eram geralmente pequenos. Foi apenas há cerca de dez anos que surgiu a primeira pesquisa de maior escala, mas que considerou apenas pacientes do norte da Europa.

No estudo atual, a equipe liderada pelo pesquisador em genética populacional Chun Chieh Fan, do Laureate Institute for Brain Research, em Oklahoma, quis descobrir se o padrão de escolha de parceiros se mantém em diferentes culturas. Com esse objetivo, eles coletaram dados em três países: Dinamarca, Suécia e Taiwan. “O surpreendente foi que o padrão de similaridade entre culturas era quase idêntico”, diz o autor do estudo. Apenas em casos de transtornos obsessivos, transtorno bipolar e anorexia foram observadas diferenças. Em Taiwan, por exemplo, parceiros casados sofriam com mais frequência de transtornos obsessivos do que no norte da Europa.

Outra constatação: para a maioria dos transtornos, a probabilidade de os parceiros receberem o mesmo diagnóstico permaneceu estável ao longo das décadas. Isso é evidenciado pelos dados de Taiwan, que foram coletados ao longo de mais de 50 anos. No caso de consumo de substâncias, essa probabilidade até ficou mais elevada. Apenas no caso de transtornos obsessivos ela diminuiu. “E isso apesar de o sistema de saúde, a política e a sociedade taiwanesa terem mudado bastante nesse período”, afirma Chun Chieh Fan.

Mas por que pessoas com doenças mentais tendem a se relacionar com outras que sofrem de problemas semelhantes? Há três explicações possíveis. Primeiro, as pessoas procuram alguém com quem se identificam. Segundo, um ambiente compartilhado pode adoecer de forma semelhante. Ou terceiro, o estigma associado à doença mental condiciona a escolha dos parceiros.

De acordo com o autor do estudo, há algum tempo se acredita que é a primeira opção que explica essa tendência. Seguindo essa lógica, a escolha de parceiros com características semelhantes é chamada, na linguagem técnica, de “escolha assortativa de parceiros”. Os possíveis motivos podem ser o fato de que a outra pessoa tem uma melhor compreensão da doença ou que características positivas semelhantes unem o casal – por exemplo, ambos serem mais criativos do que outras pessoas.

O estudo não consegue responder, porém, o que estava lá primeiro: a relação ou o transtorno mental? Para entender isso, uma observação de longo prazo seria interessante, diz Robert Plomin. Além disso, permanece incerto se esses casais convivem em harmonia no casamento. Apresentar um quadro psicológico semelhante seria a receita para uma relação compreensiva? Ou apenas piora ainda mais o transtorno? Também faltam estudos de longo prazo para responder a essas questões.

Resumindo: não é possível tirar recomendações sobre escolhas de parceiros por meio do estudo. Em um ponto, o estudo é ainda mais claro sobre o que ocorre em longo prazo: os pesquisadores descobriram que crianças, cujos pais sofrem do mesmo transtorno, apresentam o dobro de chance de desenvolver transtornos mentais em relação a outras crianças em que só um dos pais é afetado.

“A transmissão de um transtorno mental se intensifica por meio da escolha do parceiro”, diz Fan.

O efeito foi especialmente forte em casos de esquizofrenia, depressão, transtorno bipolar ou dependência. Para médicos e terapeutas, isso significa que o tratamento deve considerar também a família. Com frequência, parceiros e filhos de afetados também podem se beneficiar da terapia e acompanhamento psicológico.

Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/casaiscompartilham-transtornos-mentais-revela-estudo/a-74022892>. Adaptado. Acesso em: 30 de setembro de 2025.

No trecho “O surpreendente foi que o padrão de similaridade entre culturas era quase idêntico”, o termo destacado deve ser classificada como:

  • A Preposição essencial.
  • B Preposição acidental.
  • C Pronome relativo.
  • D Partícula expletiva.
  • E Conjunção integrante.
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TEXTO III

CASAIS COSTUMAM COMPARTILHAR TRANSTORNOS MENTAIS, DIZ ESTUDO


Alguns têm necessidade de lavar as mãos 20 vezes por dia. Outros mal conseguem sair da cama por conta de quadros depressivos. Para outros, ainda, é difícil domar os pensamentos, que voam rapidamente pela cabeça. De acordo com Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de um bilhão de pessoas sofrem de algum transtorno mental. Ao mesmo tempo em que o número soa elevado, o dado indica que a maioria das pessoas no mundo é saudável.

Um estudo publicado no final de agosto pela revista especializada Nature Human Behaviour mostrou que pessoas que apresentam transtornos mentais tendem a se relacionar com outras que têm o mesmo caso clínico. Para o estudo, os pesquisadores colheram dados de 15 milhões de pessoas. Eles analisaram amostras de nove quadros clínicos: esquizofrenia, transtorno bipolar, depressão, ansiedade, transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), autismo, transtornos obsessivo-compulsivos, abuso de substâncias e anorexia.

Quando um parceiro era diagnosticado com um dos nove transtornos, a probabilidade de o outro também ter um transtorno era muito maior. Muitas vezes, a doença era a mesma. “Presumíamos que, quando alguém sofre de ansiedade ou depressão, essa pessoa procura um parceiro que transmitisse estabilidade e segurança”, diz Robert Plomin, professor de genética comportamental no King’s College de Londres, que não participou do estudo. “Mas acontece exatamente o contrário.”

Uma limitação da pesquisa, segundo Plomin, é que é preciso procurar no anexo do estudo para descobrir o quão forte é a correlação acima. Para ele, isso é incomum e um pouco desonesto. Apesar disso, o efeito é consistente e o número de pessoas analisadas – 15 milhões – dá peso ao resultado.

Os primeiros indícios de que pessoas com transtornos mentais tendem a se relacionar com outras que também apresentam quadros similares surgiram na década de 1960. No entanto, os estudos realizados naquela época eram geralmente pequenos. Foi apenas há cerca de dez anos que surgiu a primeira pesquisa de maior escala, mas que considerou apenas pacientes do norte da Europa.

No estudo atual, a equipe liderada pelo pesquisador em genética populacional Chun Chieh Fan, do Laureate Institute for Brain Research, em Oklahoma, quis descobrir se o padrão de escolha de parceiros se mantém em diferentes culturas. Com esse objetivo, eles coletaram dados em três países: Dinamarca, Suécia e Taiwan. “O surpreendente foi que o padrão de similaridade entre culturas era quase idêntico”, diz o autor do estudo. Apenas em casos de transtornos obsessivos, transtorno bipolar e anorexia foram observadas diferenças. Em Taiwan, por exemplo, parceiros casados sofriam com mais frequência de transtornos obsessivos do que no norte da Europa.

Outra constatação: para a maioria dos transtornos, a probabilidade de os parceiros receberem o mesmo diagnóstico permaneceu estável ao longo das décadas. Isso é evidenciado pelos dados de Taiwan, que foram coletados ao longo de mais de 50 anos. No caso de consumo de substâncias, essa probabilidade até ficou mais elevada. Apenas no caso de transtornos obsessivos ela diminuiu. “E isso apesar de o sistema de saúde, a política e a sociedade taiwanesa terem mudado bastante nesse período”, afirma Chun Chieh Fan.

Mas por que pessoas com doenças mentais tendem a se relacionar com outras que sofrem de problemas semelhantes? Há três explicações possíveis. Primeiro, as pessoas procuram alguém com quem se identificam. Segundo, um ambiente compartilhado pode adoecer de forma semelhante. Ou terceiro, o estigma associado à doença mental condiciona a escolha dos parceiros.

De acordo com o autor do estudo, há algum tempo se acredita que é a primeira opção que explica essa tendência. Seguindo essa lógica, a escolha de parceiros com características semelhantes é chamada, na linguagem técnica, de “escolha assortativa de parceiros”. Os possíveis motivos podem ser o fato de que a outra pessoa tem uma melhor compreensão da doença ou que características positivas semelhantes unem o casal – por exemplo, ambos serem mais criativos do que outras pessoas.

O estudo não consegue responder, porém, o que estava lá primeiro: a relação ou o transtorno mental? Para entender isso, uma observação de longo prazo seria interessante, diz Robert Plomin. Além disso, permanece incerto se esses casais convivem em harmonia no casamento. Apresentar um quadro psicológico semelhante seria a receita para uma relação compreensiva? Ou apenas piora ainda mais o transtorno? Também faltam estudos de longo prazo para responder a essas questões.

Resumindo: não é possível tirar recomendações sobre escolhas de parceiros por meio do estudo. Em um ponto, o estudo é ainda mais claro sobre o que ocorre em longo prazo: os pesquisadores descobriram que crianças, cujos pais sofrem do mesmo transtorno, apresentam o dobro de chance de desenvolver transtornos mentais em relação a outras crianças em que só um dos pais é afetado.

“A transmissão de um transtorno mental se intensifica por meio da escolha do parceiro”, diz Fan.

O efeito foi especialmente forte em casos de esquizofrenia, depressão, transtorno bipolar ou dependência. Para médicos e terapeutas, isso significa que o tratamento deve considerar também a família. Com frequência, parceiros e filhos de afetados também podem se beneficiar da terapia e acompanhamento psicológico.

Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/casaiscompartilham-transtornos-mentais-revela-estudo/a-74022892>. Adaptado. Acesso em: 30 de setembro de 2025.

Assinale a alternativa que classifica CORRETAMENTE a oração destacada no trecho: “Para outros, ainda, é difícil domar os pensamentos”.

  • A Oração subordinada substantiva objetiva direta.
  • B Oração subordinada substantiva subjetiva.
  • C Oração subordinada adjetiva explicativa.
  • D Oração subordinada adjetiva restritiva.
  • E Oração subordinada substantiva predicativa.
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TEXTO III

CASAIS COSTUMAM COMPARTILHAR TRANSTORNOS MENTAIS, DIZ ESTUDO


Alguns têm necessidade de lavar as mãos 20 vezes por dia. Outros mal conseguem sair da cama por conta de quadros depressivos. Para outros, ainda, é difícil domar os pensamentos, que voam rapidamente pela cabeça. De acordo com Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de um bilhão de pessoas sofrem de algum transtorno mental. Ao mesmo tempo em que o número soa elevado, o dado indica que a maioria das pessoas no mundo é saudável.

Um estudo publicado no final de agosto pela revista especializada Nature Human Behaviour mostrou que pessoas que apresentam transtornos mentais tendem a se relacionar com outras que têm o mesmo caso clínico. Para o estudo, os pesquisadores colheram dados de 15 milhões de pessoas. Eles analisaram amostras de nove quadros clínicos: esquizofrenia, transtorno bipolar, depressão, ansiedade, transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), autismo, transtornos obsessivo-compulsivos, abuso de substâncias e anorexia.

Quando um parceiro era diagnosticado com um dos nove transtornos, a probabilidade de o outro também ter um transtorno era muito maior. Muitas vezes, a doença era a mesma. “Presumíamos que, quando alguém sofre de ansiedade ou depressão, essa pessoa procura um parceiro que transmitisse estabilidade e segurança”, diz Robert Plomin, professor de genética comportamental no King’s College de Londres, que não participou do estudo. “Mas acontece exatamente o contrário.”

Uma limitação da pesquisa, segundo Plomin, é que é preciso procurar no anexo do estudo para descobrir o quão forte é a correlação acima. Para ele, isso é incomum e um pouco desonesto. Apesar disso, o efeito é consistente e o número de pessoas analisadas – 15 milhões – dá peso ao resultado.

Os primeiros indícios de que pessoas com transtornos mentais tendem a se relacionar com outras que também apresentam quadros similares surgiram na década de 1960. No entanto, os estudos realizados naquela época eram geralmente pequenos. Foi apenas há cerca de dez anos que surgiu a primeira pesquisa de maior escala, mas que considerou apenas pacientes do norte da Europa.

No estudo atual, a equipe liderada pelo pesquisador em genética populacional Chun Chieh Fan, do Laureate Institute for Brain Research, em Oklahoma, quis descobrir se o padrão de escolha de parceiros se mantém em diferentes culturas. Com esse objetivo, eles coletaram dados em três países: Dinamarca, Suécia e Taiwan. “O surpreendente foi que o padrão de similaridade entre culturas era quase idêntico”, diz o autor do estudo. Apenas em casos de transtornos obsessivos, transtorno bipolar e anorexia foram observadas diferenças. Em Taiwan, por exemplo, parceiros casados sofriam com mais frequência de transtornos obsessivos do que no norte da Europa.

Outra constatação: para a maioria dos transtornos, a probabilidade de os parceiros receberem o mesmo diagnóstico permaneceu estável ao longo das décadas. Isso é evidenciado pelos dados de Taiwan, que foram coletados ao longo de mais de 50 anos. No caso de consumo de substâncias, essa probabilidade até ficou mais elevada. Apenas no caso de transtornos obsessivos ela diminuiu. “E isso apesar de o sistema de saúde, a política e a sociedade taiwanesa terem mudado bastante nesse período”, afirma Chun Chieh Fan.

Mas por que pessoas com doenças mentais tendem a se relacionar com outras que sofrem de problemas semelhantes? Há três explicações possíveis. Primeiro, as pessoas procuram alguém com quem se identificam. Segundo, um ambiente compartilhado pode adoecer de forma semelhante. Ou terceiro, o estigma associado à doença mental condiciona a escolha dos parceiros.

De acordo com o autor do estudo, há algum tempo se acredita que é a primeira opção que explica essa tendência. Seguindo essa lógica, a escolha de parceiros com características semelhantes é chamada, na linguagem técnica, de “escolha assortativa de parceiros”. Os possíveis motivos podem ser o fato de que a outra pessoa tem uma melhor compreensão da doença ou que características positivas semelhantes unem o casal – por exemplo, ambos serem mais criativos do que outras pessoas.

O estudo não consegue responder, porém, o que estava lá primeiro: a relação ou o transtorno mental? Para entender isso, uma observação de longo prazo seria interessante, diz Robert Plomin. Além disso, permanece incerto se esses casais convivem em harmonia no casamento. Apresentar um quadro psicológico semelhante seria a receita para uma relação compreensiva? Ou apenas piora ainda mais o transtorno? Também faltam estudos de longo prazo para responder a essas questões.

Resumindo: não é possível tirar recomendações sobre escolhas de parceiros por meio do estudo. Em um ponto, o estudo é ainda mais claro sobre o que ocorre em longo prazo: os pesquisadores descobriram que crianças, cujos pais sofrem do mesmo transtorno, apresentam o dobro de chance de desenvolver transtornos mentais em relação a outras crianças em que só um dos pais é afetado.

“A transmissão de um transtorno mental se intensifica por meio da escolha do parceiro”, diz Fan.

O efeito foi especialmente forte em casos de esquizofrenia, depressão, transtorno bipolar ou dependência. Para médicos e terapeutas, isso significa que o tratamento deve considerar também a família. Com frequência, parceiros e filhos de afetados também podem se beneficiar da terapia e acompanhamento psicológico.

Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/casaiscompartilham-transtornos-mentais-revela-estudo/a-74022892>. Adaptado. Acesso em: 30 de setembro de 2025.

Assinale a alternativa que apresenta a interpretação mais precisa sobre os resultados e implicações do estudo descrito no texto.

  • A O estudo prova que a escolha de parceiro é determinada exclusivamente por fatores genéticos.
  • B A tendência de parceiros com transtornos mentais compartilharem o mesmo diagnóstico foi constatada apenas nos últimos dez anos.
  • C O estudo confirma que a terapia de casal elimina por completo os efeitos dos transtornos mentais.
  • D O estudo demonstra que todas as diferenças culturais deixam de existir quando se trata da escolha de parceiros com transtornos mentais.
  • E A pesquisa indica que a escolha de parceiros com transtornos semelhantes pode influenciar diretamente a saúde mental da prole.
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TEXTO III

CASAIS COSTUMAM COMPARTILHAR TRANSTORNOS MENTAIS, DIZ ESTUDO


Alguns têm necessidade de lavar as mãos 20 vezes por dia. Outros mal conseguem sair da cama por conta de quadros depressivos. Para outros, ainda, é difícil domar os pensamentos, que voam rapidamente pela cabeça. De acordo com Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de um bilhão de pessoas sofrem de algum transtorno mental. Ao mesmo tempo em que o número soa elevado, o dado indica que a maioria das pessoas no mundo é saudável.

Um estudo publicado no final de agosto pela revista especializada Nature Human Behaviour mostrou que pessoas que apresentam transtornos mentais tendem a se relacionar com outras que têm o mesmo caso clínico. Para o estudo, os pesquisadores colheram dados de 15 milhões de pessoas. Eles analisaram amostras de nove quadros clínicos: esquizofrenia, transtorno bipolar, depressão, ansiedade, transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), autismo, transtornos obsessivo-compulsivos, abuso de substâncias e anorexia.

Quando um parceiro era diagnosticado com um dos nove transtornos, a probabilidade de o outro também ter um transtorno era muito maior. Muitas vezes, a doença era a mesma. “Presumíamos que, quando alguém sofre de ansiedade ou depressão, essa pessoa procura um parceiro que transmitisse estabilidade e segurança”, diz Robert Plomin, professor de genética comportamental no King’s College de Londres, que não participou do estudo. “Mas acontece exatamente o contrário.”

Uma limitação da pesquisa, segundo Plomin, é que é preciso procurar no anexo do estudo para descobrir o quão forte é a correlação acima. Para ele, isso é incomum e um pouco desonesto. Apesar disso, o efeito é consistente e o número de pessoas analisadas – 15 milhões – dá peso ao resultado.

Os primeiros indícios de que pessoas com transtornos mentais tendem a se relacionar com outras que também apresentam quadros similares surgiram na década de 1960. No entanto, os estudos realizados naquela época eram geralmente pequenos. Foi apenas há cerca de dez anos que surgiu a primeira pesquisa de maior escala, mas que considerou apenas pacientes do norte da Europa.

No estudo atual, a equipe liderada pelo pesquisador em genética populacional Chun Chieh Fan, do Laureate Institute for Brain Research, em Oklahoma, quis descobrir se o padrão de escolha de parceiros se mantém em diferentes culturas. Com esse objetivo, eles coletaram dados em três países: Dinamarca, Suécia e Taiwan. “O surpreendente foi que o padrão de similaridade entre culturas era quase idêntico”, diz o autor do estudo. Apenas em casos de transtornos obsessivos, transtorno bipolar e anorexia foram observadas diferenças. Em Taiwan, por exemplo, parceiros casados sofriam com mais frequência de transtornos obsessivos do que no norte da Europa.

Outra constatação: para a maioria dos transtornos, a probabilidade de os parceiros receberem o mesmo diagnóstico permaneceu estável ao longo das décadas. Isso é evidenciado pelos dados de Taiwan, que foram coletados ao longo de mais de 50 anos. No caso de consumo de substâncias, essa probabilidade até ficou mais elevada. Apenas no caso de transtornos obsessivos ela diminuiu. “E isso apesar de o sistema de saúde, a política e a sociedade taiwanesa terem mudado bastante nesse período”, afirma Chun Chieh Fan.

Mas por que pessoas com doenças mentais tendem a se relacionar com outras que sofrem de problemas semelhantes? Há três explicações possíveis. Primeiro, as pessoas procuram alguém com quem se identificam. Segundo, um ambiente compartilhado pode adoecer de forma semelhante. Ou terceiro, o estigma associado à doença mental condiciona a escolha dos parceiros.

De acordo com o autor do estudo, há algum tempo se acredita que é a primeira opção que explica essa tendência. Seguindo essa lógica, a escolha de parceiros com características semelhantes é chamada, na linguagem técnica, de “escolha assortativa de parceiros”. Os possíveis motivos podem ser o fato de que a outra pessoa tem uma melhor compreensão da doença ou que características positivas semelhantes unem o casal – por exemplo, ambos serem mais criativos do que outras pessoas.

O estudo não consegue responder, porém, o que estava lá primeiro: a relação ou o transtorno mental? Para entender isso, uma observação de longo prazo seria interessante, diz Robert Plomin. Além disso, permanece incerto se esses casais convivem em harmonia no casamento. Apresentar um quadro psicológico semelhante seria a receita para uma relação compreensiva? Ou apenas piora ainda mais o transtorno? Também faltam estudos de longo prazo para responder a essas questões.

Resumindo: não é possível tirar recomendações sobre escolhas de parceiros por meio do estudo. Em um ponto, o estudo é ainda mais claro sobre o que ocorre em longo prazo: os pesquisadores descobriram que crianças, cujos pais sofrem do mesmo transtorno, apresentam o dobro de chance de desenvolver transtornos mentais em relação a outras crianças em que só um dos pais é afetado.

“A transmissão de um transtorno mental se intensifica por meio da escolha do parceiro”, diz Fan.

O efeito foi especialmente forte em casos de esquizofrenia, depressão, transtorno bipolar ou dependência. Para médicos e terapeutas, isso significa que o tratamento deve considerar também a família. Com frequência, parceiros e filhos de afetados também podem se beneficiar da terapia e acompanhamento psicológico.

Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/casaiscompartilham-transtornos-mentais-revela-estudo/a-74022892>. Adaptado. Acesso em: 30 de setembro de 2025.

Assinale a alternativa que apresenta CORRETAMENTE uma característica do estudo descrito no texto.

  • A O estudo concluiu que indivíduos com transtornos mentais sempre procuram parceiros sem qualquer histórico de transtorno, buscando estabilidade emocional.
  • B A similaridade entre parceiros quanto a transtornos mentais foi verificada apenas em populações europeias, sem validade em outras culturas.
  • C A chamada “escolha assortativa de parceiros” é apresentada como uma possível explicação para a tendência observada, mas não como uma conclusão definitiva.
  • D O estudo conseguiu determinar com clareza que o transtorno mental sempre precede a escolha do parceiro.
  • E O estudo comprovou que casais em que ambos têm transtornos mentais vivem em harmonia mais frequentemente do que casais sem esse fator.
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TEXTO I

A “ECONOMIA DA ATENÇÃO” E A CAPTURA DA VIDA

Como as coisas mudam rápido. Sempre tivemos fofocas de família, trabalho e vizinhança, e a missa dominical para nos manter na linha. Depois surgiram as falas dos governantes no rádio, uma forma de comunicação em massa. Mais tarde, a TV, a internet, e depois a bagunça global: “Se perguntarmos ao ChatGPT sobre as principais tecnologias que impulsionam essa revolução, ele mencionará Inteligência Artificial(IA) e aprendizado de máquina; robótica e automação; Internet das Coisas; impressão 3D; blockchain; realidade virtual e aumentada; redes 5G; computação quântica; big data e cibersegurança.”

Dizer que tudo isso é de tirar o fôlego é um comentário preciso. Nossa atenção é invadida por todos os sentidos, estamos grudados em todos os tipos de telas. Posso tentar ler um artigo sensato sobre um assunto que me interessa, mas vou ter pequenas telas aparecendo, estorvando meus esforços para me concentrar. Não são interesses econômicos tentando chamar minha atenção para coisas úteis: é a batalha econômica pelo meu tempo. E não é apenas a Revolução Industrial 4.0, é outro sistema. A conectividade em massa e global está gerando uma nova civilização. Não são General Motors ou Toyota que estão no centro das corporações mais valiosas do mundo: Apple, Microsoft, Alphabet, Amazon e algumas outras gerenciam o que ouvimos e vemos. Estão criando, com informações privadas invasivas, uma nova economia de atenção.

(...)

Não devemos subestimar a absorção do tempo de nossas vidas – é nosso ativo não renovável mais importante – pelos videogames. Bilhões de usuários, entretenimento móvel, atingindo diferentes gerações (a idade média é de 38 anos) predominantemente masculino (59%), o setor realmente nos pega pelos olhos. Aqui novamente encontramos Amazon, Apple, Google, mas também Tencent e outros na Ásia. O uso se tornou obsessivo para tantos, nos afastando da cultura, da arte, da criatividade e do tempo livre para deixar nossa atenção vaguear.

Esta breve visão geral visa chamar nossa atenção precisamente para a questão-chave: estamos perdendo o controle sobre nossa atenção, e isso significa o tempo e o sentido de nossas vidas. Max Fisher, em seu livro The Chaos Machine: how the social media rewired our minds and our world [“A máquina do caos: como as redes sociais reconfiguraram nossas mentes e o nosso mundo”], trouxe uma descrição detalhada do grau de controle que o sistema permite: “O fato de eles terem conseguido analisar e organizar bilhões de horas de vídeo em tempo real, e depois direcionar bilhões de usuários pela rede, com esse nível de precisão e consistência, foi incrível para a tecnologia e demonstrou a sofisticação e poder dos algoritmos.”

O progresso tecnológico é positivo em si mesmo. A revolução digital abre enormes oportunidades para a humanidade, mas não nas mãos das gigantes corporativas. A atenção é o elementochave do que somos, do que escolhemos ser. Gosto de deixar minha mente vagar um pouco, e um sistema global que direciona nossas mentes de acordo com os interesses globais se tornou um enorme desafio a enfrentar.


Disponível em:<https://editoraelefante.com.br/a-economia-da-atencao-e-a-captura-da-vida/?srsltid=AfmBOooMzzcbLB_Uj-FEU8U5j2hVMOVPMvbwfNNYDqMRMcRjmM8A_tlB)\> .

Adaptado. Acesso em: 29 de setembro de 2025.


TEXTO II

Imagem relacionada à questão do Questões Estratégicas
Fonte: <https://www.collater.al/en/pawel-kuczynski-satiricalillustrations/>

Sobre a correlação de tempos verbais no texto, é CORRETO afirmar que:

  • A O uso de presente do indicativo confere caráter de verdade atemporal.
  • B O imperfeito do subjuntivo domina e marca traços hipotéticos.
  • C O futuro do pretérito é predominante, indicando intenção frustrada.
  • D O pretérito perfeito prevalece, ao narrar fatos concluídos.
  • E O futuro simples é hegemônico no texto, revelando projeções.
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TEXTO I

A “ECONOMIA DA ATENÇÃO” E A CAPTURA DA VIDA

Como as coisas mudam rápido. Sempre tivemos fofocas de família, trabalho e vizinhança, e a missa dominical para nos manter na linha. Depois surgiram as falas dos governantes no rádio, uma forma de comunicação em massa. Mais tarde, a TV, a internet, e depois a bagunça global: “Se perguntarmos ao ChatGPT sobre as principais tecnologias que impulsionam essa revolução, ele mencionará Inteligência Artificial(IA) e aprendizado de máquina; robótica e automação; Internet das Coisas; impressão 3D; blockchain; realidade virtual e aumentada; redes 5G; computação quântica; big data e cibersegurança.”

Dizer que tudo isso é de tirar o fôlego é um comentário preciso. Nossa atenção é invadida por todos os sentidos, estamos grudados em todos os tipos de telas. Posso tentar ler um artigo sensato sobre um assunto que me interessa, mas vou ter pequenas telas aparecendo, estorvando meus esforços para me concentrar. Não são interesses econômicos tentando chamar minha atenção para coisas úteis: é a batalha econômica pelo meu tempo. E não é apenas a Revolução Industrial 4.0, é outro sistema. A conectividade em massa e global está gerando uma nova civilização. Não são General Motors ou Toyota que estão no centro das corporações mais valiosas do mundo: Apple, Microsoft, Alphabet, Amazon e algumas outras gerenciam o que ouvimos e vemos. Estão criando, com informações privadas invasivas, uma nova economia de atenção.

(...)

Não devemos subestimar a absorção do tempo de nossas vidas – é nosso ativo não renovável mais importante – pelos videogames. Bilhões de usuários, entretenimento móvel, atingindo diferentes gerações (a idade média é de 38 anos) predominantemente masculino (59%), o setor realmente nos pega pelos olhos. Aqui novamente encontramos Amazon, Apple, Google, mas também Tencent e outros na Ásia. O uso se tornou obsessivo para tantos, nos afastando da cultura, da arte, da criatividade e do tempo livre para deixar nossa atenção vaguear.

Esta breve visão geral visa chamar nossa atenção precisamente para a questão-chave: estamos perdendo o controle sobre nossa atenção, e isso significa o tempo e o sentido de nossas vidas. Max Fisher, em seu livro The Chaos Machine: how the social media rewired our minds and our world [“A máquina do caos: como as redes sociais reconfiguraram nossas mentes e o nosso mundo”], trouxe uma descrição detalhada do grau de controle que o sistema permite: “O fato de eles terem conseguido analisar e organizar bilhões de horas de vídeo em tempo real, e depois direcionar bilhões de usuários pela rede, com esse nível de precisão e consistência, foi incrível para a tecnologia e demonstrou a sofisticação e poder dos algoritmos.”

O progresso tecnológico é positivo em si mesmo. A revolução digital abre enormes oportunidades para a humanidade, mas não nas mãos das gigantes corporativas. A atenção é o elementochave do que somos, do que escolhemos ser. Gosto de deixar minha mente vagar um pouco, e um sistema global que direciona nossas mentes de acordo com os interesses globais se tornou um enorme desafio a enfrentar.


Disponível em:<https://editoraelefante.com.br/a-economia-da-atencao-e-a-captura-da-vida/?srsltid=AfmBOooMzzcbLB_Uj-FEU8U5j2hVMOVPMvbwfNNYDqMRMcRjmM8A_tlB)\> .

Adaptado. Acesso em: 29 de setembro de 2025.


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Quanto à organização sintática, o período “Posso tentar ler um artigo sensato sobre um assunto que me interessa, mas vou ter pequenas telas aparecendo, estorvando meus esforços para me concentrar” contém:

  • A Duas orações principais coordenadas e uma subordinada relativa.
  • B Uma oração principal com quatro subordinadas substantivas.
  • C Uma oração principal e duas orações subordinadas adverbiais.
  • D Apenas orações coordenadas assindéticas.
  • E Uma oração semântica incompleta, caracterizando fragmento.
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TEXTO I

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Dizer que tudo isso é de tirar o fôlego é um comentário preciso. Nossa atenção é invadida por todos os sentidos, estamos grudados em todos os tipos de telas. Posso tentar ler um artigo sensato sobre um assunto que me interessa, mas vou ter pequenas telas aparecendo, estorvando meus esforços para me concentrar. Não são interesses econômicos tentando chamar minha atenção para coisas úteis: é a batalha econômica pelo meu tempo. E não é apenas a Revolução Industrial 4.0, é outro sistema. A conectividade em massa e global está gerando uma nova civilização. Não são General Motors ou Toyota que estão no centro das corporações mais valiosas do mundo: Apple, Microsoft, Alphabet, Amazon e algumas outras gerenciam o que ouvimos e vemos. Estão criando, com informações privadas invasivas, uma nova economia de atenção.

(...)

Não devemos subestimar a absorção do tempo de nossas vidas – é nosso ativo não renovável mais importante – pelos videogames. Bilhões de usuários, entretenimento móvel, atingindo diferentes gerações (a idade média é de 38 anos) predominantemente masculino (59%), o setor realmente nos pega pelos olhos. Aqui novamente encontramos Amazon, Apple, Google, mas também Tencent e outros na Ásia. O uso se tornou obsessivo para tantos, nos afastando da cultura, da arte, da criatividade e do tempo livre para deixar nossa atenção vaguear.

Esta breve visão geral visa chamar nossa atenção precisamente para a questão-chave: estamos perdendo o controle sobre nossa atenção, e isso significa o tempo e o sentido de nossas vidas. Max Fisher, em seu livro The Chaos Machine: how the social media rewired our minds and our world [“A máquina do caos: como as redes sociais reconfiguraram nossas mentes e o nosso mundo”], trouxe uma descrição detalhada do grau de controle que o sistema permite: “O fato de eles terem conseguido analisar e organizar bilhões de horas de vídeo em tempo real, e depois direcionar bilhões de usuários pela rede, com esse nível de precisão e consistência, foi incrível para a tecnologia e demonstrou a sofisticação e poder dos algoritmos.”

O progresso tecnológico é positivo em si mesmo. A revolução digital abre enormes oportunidades para a humanidade, mas não nas mãos das gigantes corporativas. A atenção é o elementochave do que somos, do que escolhemos ser. Gosto de deixar minha mente vagar um pouco, e um sistema global que direciona nossas mentes de acordo com os interesses globais se tornou um enorme desafio a enfrentar.


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Adaptado. Acesso em: 29 de setembro de 2025.


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No trecho “Não são interesses econômicos tentando chamar minha atenção para coisas úteis: é a batalha econômica pelo meu tempo.”, o autor estabelece uma clara distinção entre:

  • A Consumo e produtividade, argumentando que a internet é inútil.
  • B O entretenimento pessoal e o entretenimento global, que são de naturezas distintas.
  • C O valor das mercadorias e o valor do tempo, que ele considera um ativo não renovável.
  • D Publicidade tradicional e a nova economia de atenção, na medida em que busca o controle do tempo de vida.
  • E As empresas de tecnologia e as empresas de mídia social, que operam de formas diferentes.
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TEXTO I

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Como as coisas mudam rápido. Sempre tivemos fofocas de família, trabalho e vizinhança, e a missa dominical para nos manter na linha. Depois surgiram as falas dos governantes no rádio, uma forma de comunicação em massa. Mais tarde, a TV, a internet, e depois a bagunça global: “Se perguntarmos ao ChatGPT sobre as principais tecnologias que impulsionam essa revolução, ele mencionará Inteligência Artificial(IA) e aprendizado de máquina; robótica e automação; Internet das Coisas; impressão 3D; blockchain; realidade virtual e aumentada; redes 5G; computação quântica; big data e cibersegurança.”

Dizer que tudo isso é de tirar o fôlego é um comentário preciso. Nossa atenção é invadida por todos os sentidos, estamos grudados em todos os tipos de telas. Posso tentar ler um artigo sensato sobre um assunto que me interessa, mas vou ter pequenas telas aparecendo, estorvando meus esforços para me concentrar. Não são interesses econômicos tentando chamar minha atenção para coisas úteis: é a batalha econômica pelo meu tempo. E não é apenas a Revolução Industrial 4.0, é outro sistema. A conectividade em massa e global está gerando uma nova civilização. Não são General Motors ou Toyota que estão no centro das corporações mais valiosas do mundo: Apple, Microsoft, Alphabet, Amazon e algumas outras gerenciam o que ouvimos e vemos. Estão criando, com informações privadas invasivas, uma nova economia de atenção.

(...)

Não devemos subestimar a absorção do tempo de nossas vidas – é nosso ativo não renovável mais importante – pelos videogames. Bilhões de usuários, entretenimento móvel, atingindo diferentes gerações (a idade média é de 38 anos) predominantemente masculino (59%), o setor realmente nos pega pelos olhos. Aqui novamente encontramos Amazon, Apple, Google, mas também Tencent e outros na Ásia. O uso se tornou obsessivo para tantos, nos afastando da cultura, da arte, da criatividade e do tempo livre para deixar nossa atenção vaguear.

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O progresso tecnológico é positivo em si mesmo. A revolução digital abre enormes oportunidades para a humanidade, mas não nas mãos das gigantes corporativas. A atenção é o elementochave do que somos, do que escolhemos ser. Gosto de deixar minha mente vagar um pouco, e um sistema global que direciona nossas mentes de acordo com os interesses globais se tornou um enorme desafio a enfrentar.


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Adaptado. Acesso em: 29 de setembro de 2025.


TEXTO II

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A ilustração (Texto II) em que uma multidão de indivíduos absortos em seus celulares está quase totalmente submersa em solo, enquanto apenas poucos se destacam, e um cortador de grama atua no plano de fundo, dialoga com o texto numa relação a qual a imagem funciona como metáfora visual para o argumento do autor de que:

  • A As ferramentas tecnológicas servem para descentralizar o pensamento e o comportamento das pessoas, que se tornam uma massa homogênea.
  • B As empresas gerenciam o que “ouvimos e vemos”, transformando a sociedade em um novo sistema econômico que enterra as relações sociais e os valores humanos do passado.
  • C O uso excessivo dos videogames e da internet faz com que a sociedade perca o tempo livre para o autoconhecimento, levando a um estado de inércia e passividade.
  • D A Revolução Digital, embora positiva em si mesma, tem o potencial de afastar a humanidade de suas raízes culturais e da natureza, simbolizadas pela terra na qual a massa está enterrada.
  • E A batalha econômica pela atenção e a invasão da vida pelas gigantes corporativas resultam em uma alienação e submissão massiva, das quais apenas por meio do pensamento crítico se consegue libertar.
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TEXTO I

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Dizer que tudo isso é de tirar o fôlego é um comentário preciso. Nossa atenção é invadida por todos os sentidos, estamos grudados em todos os tipos de telas. Posso tentar ler um artigo sensato sobre um assunto que me interessa, mas vou ter pequenas telas aparecendo, estorvando meus esforços para me concentrar. Não são interesses econômicos tentando chamar minha atenção para coisas úteis: é a batalha econômica pelo meu tempo. E não é apenas a Revolução Industrial 4.0, é outro sistema. A conectividade em massa e global está gerando uma nova civilização. Não são General Motors ou Toyota que estão no centro das corporações mais valiosas do mundo: Apple, Microsoft, Alphabet, Amazon e algumas outras gerenciam o que ouvimos e vemos. Estão criando, com informações privadas invasivas, uma nova economia de atenção.

(...)

Não devemos subestimar a absorção do tempo de nossas vidas – é nosso ativo não renovável mais importante – pelos videogames. Bilhões de usuários, entretenimento móvel, atingindo diferentes gerações (a idade média é de 38 anos) predominantemente masculino (59%), o setor realmente nos pega pelos olhos. Aqui novamente encontramos Amazon, Apple, Google, mas também Tencent e outros na Ásia. O uso se tornou obsessivo para tantos, nos afastando da cultura, da arte, da criatividade e do tempo livre para deixar nossa atenção vaguear.

Esta breve visão geral visa chamar nossa atenção precisamente para a questão-chave: estamos perdendo o controle sobre nossa atenção, e isso significa o tempo e o sentido de nossas vidas. Max Fisher, em seu livro The Chaos Machine: how the social media rewired our minds and our world [“A máquina do caos: como as redes sociais reconfiguraram nossas mentes e o nosso mundo”], trouxe uma descrição detalhada do grau de controle que o sistema permite: “O fato de eles terem conseguido analisar e organizar bilhões de horas de vídeo em tempo real, e depois direcionar bilhões de usuários pela rede, com esse nível de precisão e consistência, foi incrível para a tecnologia e demonstrou a sofisticação e poder dos algoritmos.”

O progresso tecnológico é positivo em si mesmo. A revolução digital abre enormes oportunidades para a humanidade, mas não nas mãos das gigantes corporativas. A atenção é o elementochave do que somos, do que escolhemos ser. Gosto de deixar minha mente vagar um pouco, e um sistema global que direciona nossas mentes de acordo com os interesses globais se tornou um enorme desafio a enfrentar.


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Adaptado. Acesso em: 29 de setembro de 2025.


TEXTO II

Imagem relacionada à questão do Questões Estratégicas
Fonte: <https://www.collater.al/en/pawel-kuczynski-satiricalillustrations/>

A expressão “bagunça global” utilizada no texto, em oposição a “fofocas de família”, “missa dominical” e “falas dos governantes no rádio”, evidencia que o autor considera a evolução da comunicação como um processo de:

  • A Avanço tecnológico desorganizado e sem regras claras.
  • B Democratização gradual das informações, apesar dos desafios iniciais.
  • C Perda de controle e invasão da esfera privada por um sistema opressor.
  • D Fragmentação da atenção em que a mídia tradicional perdeu seu espaço.
  • E Crescimento desenfreado da indústria do entretenimento sem uma finalidade clara.

Direito Civil

21

Sobre os contratos em espécie previstos no Código Civil Brasileiro, assinale a alternativa CORRETA.

  • A No contrato de prestação de serviços, a responsabilidade do prestador é sempre objetiva, independentemente da comprovação de culpa.
  • B No contrato de locação, o locador tem o direito de reaver o imóvel antes do término do prazo contratual, desde que notifique o locatário com antecedência mínima de 30 (trinta) dias.
  • C O contrato de compra e venda é considerado bilateral e oneroso, mas pode ser considerado gratuito se houver disposição expressa em contrário.
  • D No contrato de comodato, o comodatário não pode realizar qualquer modificação no bem emprestado, mesmo que seja para sua conservação.
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Analise a situação hipotética a seguir:
Duas empresas celebram um contrato de prestação de serviços. Durante a negociação, a parte contratante baseia sua decisão no entendimento de que o objeto contratado possuía uma qualidade essencial que, de acordo com a manifestação da outra parte, estaria presente. Posteriormente, constata-se que houve um vício na declaração de vontade, pois a parte que ofertou o objeto omitiu, de forma intencional (configurando omissão dolosa, conforme o art. 147), informações relevantes que influenciaram a manifestação de vontade da contratante. Além disso, verifica-se que uma das cláusulas apresentava divergência quanto à quantificação dos custos, situação essa que se trata de mero erro de cálculo (art. 143). Por fim, analisa-se que o vício que incide sobre a essência do objeto configura um erro substancial, conforme os critérios previstos no art. 139. Assinale a alternativa que melhor descreve as consequências jurídicas decorrentes dos vícios evidenciados na formação do negócio jurídico.

  • A O negócio jurídico deverá ser integralmente anulado, pois o erro substancial e a omissão dolosa, ao se combinarem, extinguem completamente os efeitos do contrato, independentemente do erro de cálculo, que, por sua natureza, também implica a nulidade do pacto.
  • B A ocorrência isolada do erro de cálculo justifica a anulação total do contrato, enquanto o erro substancial e a omissão dolosa não atingem a declaração de vontade de forma que permita a anulação dos demais termos contratuais.
  • C O erro substancial, relativo à qualidade essencial do objeto, bem como a omissão dolosa que influenciou a manifestação de vontade, autorizam a anulação do contrato; entretanto, o erro de cálculo meramente autoriza a retificação da cláusula equivocada, sem prejuízo da validade do negócio na sua totalidade.
  • D Independentemente da natureza dos vícios, a simples presença de dolo – mesmo que acidental – implica a anulação automática do contrato, não sendo admitida a coexistência de correção por meio de retificação de cláusulas eventualmente afetadas por erro de cálculo.
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Considerando a expressão latina pacta sunt servanda e sua interpretação jurídica no âmbito dos contratos, conforme os ensinamentos de juristas clássicos e contemporâneos, assinale a alternativa CORRETA.

  • A O princípio pacta sunt servanda exige o cumprimento estrito dos termos contratuais mesmo diante de acontecimentos imprevistos e extraordinários, de modo que nenhuma alteração no equilíbrio contratual pode justificar a revisão ou a rescisão do contrato.
  • B Ainda que o pacta sunt servanda afirme o imperativo de cumprir os pactos assumidos, essa máxima é interpretada conjuntamente com o dever de boa-fé e a necessidade de preservar o equilíbrio contratual, admitindo, em situações excepcionais, a revisão das cláusulas para evitar desequilíbrios excessivos que comprometam a função econômica do contrato.
  • C A literalidade do texto contratual, fundamentada em pacta sunt servanda, deve ser priorizada de forma exclusiva, afastando a possibilidade de incorporar outros princípios, como a teoria da imprevisão, uma vez que o compromisso assumido pelo contratante não admite flexibilização, independentemente das circunstâncias supervenientes.
  • D A aplicação de pacta sunt servanda, no mundo dos contratos, condiciona a autonomia privada a um sistema normativo que se submete integralmente à função social do contrato, de forma que o princípio perde relevância frente à imposição de limites estatais sobre a liberdade contratual.
24

A respeito das normas que versam sobre a temática do condomínio em multipropriedade no âmbito da legislação civilista, analise as sentenças a seguir e, em seguida, assinale a alternativa CORRETA:

I- O condomínio edilício em que tenha sido instituído o regime de multipropriedade, em parte ou na totalidade de suas unidades autônomas, terá necessariamente um administrador profissional.
II- Cada fração de tempo é indivisível.
III- A transferência do direito de multipropriedade, e a sua produção de efeitos perante terceiros, dar-se-ão na forma da lei civil e não dependerão da anuência ou cientificação dos demais multiproprietários.

  • A Apenas a sentença III está correta.
  • B Apenas as sentenças I e II estão corretas.
  • C Apenas a sentença I está correta.
  • D Todas as sentenças estão corretas.
25

Considere a situação hipotética a seguir:

A “Fazenda Água Limpa” não possui acesso direto a uma fonte de água perene, essencial para sua atividade pecuária, mas sua vizinha, “Fazenda Boa Sorte”, é atravessada por um rio. Para solucionar a questão, os proprietários celebram um contrato formal, devidamente registrado no Cartório de Registro de Imóveis (CRI), estabelecendo uma espécie de direito real por meio do qual a “Fazenda Boa Sorte” se obriga a tolerar a passagem de uma canalização subterrânea em uma faixa específica de seu terreno, permitindo que a “Fazenda Água Limpa” capte e conduza a água do rio até sua propriedade.

Esse direito de usar a propriedade alheia para um fim específico em benefício da outra, é um exemplo clássico de direito real de:

  • A Servidão.
  • B Superfície.
  • C Usufruto.
  • D Anticrese.
26

Quanto à temática da prescrição e da decadência, assinale a alternativa que se apresenta CORRETAMENTE alinhada às normas civilistas brasileiras.

  • A Não corre a prescrição entre os cônjuges, após o fim da sociedade conjugal.
  • B Quando a ação se originar de fato que deva ser apurado no juízo criminal, não correrá a prescrição antes da respectiva sentença definitiva.
  • C Suspensa a prescrição em favor de um dos credores solidários, somente aproveitam os outros se a obrigação for divisível.
  • D Salvo disposição legal em contrário, aplicam-se à decadência as normas que impedem, suspendem ou interrompem a prescrição.
27

De acordo com as previsões insculpidas no Código Civil (CC) que versam sobre as pessoas naturais e jurídicas, analise as sentenças a seguir e assinale a alternativa CORRETA.

I- São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil os menores de 14 (quatorze) anos.
II- A capacidade dos indígenas segue a mesma sistemática prevista na legislação comum.
III- Com exceção dos casos previstos em lei, os direitos da personalidade são intransmissíveis e irrenunciáveis, não podendo o seu exercício sofrer limitação voluntária.
IV- O pseudônimo adotado para atividades lícitas goza da proteção que se dá ao nome.

  • A Apenas as sentenças I e II estão corretas.
  • B Apenas as sentenças II e III estão corretas.
  • C Apenas as sentenças III e IV estão corretas.
  • D Todas as sentenças estão incorretas.
28

A cláusula penal é um dispositivo contratual que estabelece uma multa ou uma forma de indenização por descumprimento ou atraso no cumprimento da obrigação pactuada. Ela tem como objetivo principal prever, de antemão, as consequências financeiras que serão aplicadas, proporcionando maior segurança jurídica às partes. Dentre as alternativas abaixo, assinale a que indica corretamente a limitação estabelecida pelo Código Civil Brasileiro para o valor da cominação imposta na cláusula penal:

  • A O valor da cominação na cláusula penal pode exceder o da obrigação principal, desde que as partes concordem.
  • B O valor da cominação na cláusula penal não pode ser inferior ao da obrigação principal.
  • C O valor da cominação na cláusula penal não pode exceder o da obrigação principal.
  • D O valor da cominação na cláusula penal deve ser sempre o dobro do valor da obrigação principal.
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Considere o seguinte caso hipotético e, em seguida, responda ao que se pede. Carlos, com dezesseis anos completos, deseja emancipar-se para adquirir a capacidade plena para a prática de todos os atos da vida civil. Assinale, dentre as alternativas abaixo, a que apresenta uma forma não válida de emancipação, de acordo com o Código Civil Brasileiro:

  • A Emancipação por estabelecimento de domicílio em local distinto do domicílio dos pais, mantendo-se a dependência econômica destes.
  • B Emancipação pelo estabelecimento civil ou comercial, desde que o menor com dezesseis anos completos tenha economia própria.
  • C Emancipação pelo exercício de emprego público efetivo.
  • D Emancipação pela concessão de ambos os pais, ou de um deles na falta do outro, mediante instrumento público, independentemente de homologação judicial, ou por sentença do juiz, ouvido o tutor, se o menor tiver dezesseis anos completos.
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No âmbito do Direito Civil, uma pessoa natural, também conhecida como pessoa física, refere-se a um indivíduo humano, ou seja, uma pessoa real, com existência física, que possui direitos e obrigações perante a lei. As pessoas naturais têm capacidade jurídica para adquirir direitos e contrair obrigações. Com base no art. 4º, do Código Civil Brasileiro, que trata da capacidade civil das pessoas naturais, marque a alternativa que apresenta uma afirmação correta sobre os incapazes:

  • A Os maiores de dezesseis anos e menores de dezoito anos são incapazes apenas para atos relacionados à aquisição de bens imóveis.
  • B Os ébrios habituais são considerados incapazes de exercer qualquer ato da vida civil.
  • C Aqueles que não puderem exprimir sua vontade devido a causa transitória ou permanente são considerados incapazes, exceto se estiverem acompanhados por um curador.
  • D Os pródigos são considerados incapazes somente para a prática de atos relacionados a direitos reais.