Resolver o Simulado Câmara Municipal de São José do Rio Preto - SP - Enfermeiro (40hrs) - VUNESP - Nível Superior

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Enfermagem

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Enfermeiro da Estratégia Saúde da Família (ESF) está acompanhando, em uma comunidade de alta vulnerabilidade social, uma gestante adolescente que manifesta recorrentemente ao profissional seu desejo de não envolver a família na gestação, temendo represálias e violência doméstica. Durante as visitas, a adolescente apresenta sinais de sofrimento psicológico e entrega ao profissional um diário com relatos de experiências sensíveis. O enfermeiro deve tomar uma decisão ética e bioética sobre o sigilo das informações obtidas. Em relação à conduta mais eticamente adequada, o profissional deve

  • A encaminhar o caso para os órgãos de proteção social, especialmente pela gravidade dos relatos, pois a atenção primária deve compartilhar casos potenciais de conflito familiar com a rede de proteção.
  • B revelar integralmente as informações à equipe multiprofissional e aos gestores, priorizando a integralidade do cuidado e o cumprimento das metas do serviço, uma vez que a situação transcende o escopo da ESF.
  • C proceder à quebra do sigilo, comunicando à família, devido ao princípio da autonomia compartilhada que fundamenta a atuação da atenção primária à saúde em cenário de alta vulnerabilidade social.
  • D manter o conteúdo confidencial e compartilhar informações apenas quando indispensáveis à proteção do adolescente e, mesmo assim, buscando o seu consentimento, em respeito à autonomia, sigilo profissional e bioética da proteção.
  • E subordinar a decisão individual à maioria da equipe, acatando a deliberação coletiva, uma vez que o princípio da justiça distributiva se sobrepõe ao sigilo em cenários de vulnerabilidade social.
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No que diz respeito à busca ativa de casos de tuberculose, ao prestar cuidados de enfermagem, o auxiliar de enfermagem deve estar atento ao sintomático respiratório, que, na população geral, caracteriza-se pela queixa de tosse

  • A com qualquer tempo de duração.
  • B por sete dias, acompanhada de febre contínua acima de 38 ºC.
  • C seca, por sete dias, acompanhada de febre contínua acima de 38 ºC.
  • D produtiva, por dez dias.
  • E por três semanas ou mais.
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Enquanto aguardava atendimento, uma gestante com 32 semanas de gestação apresentou perda da consciência, evoluindo rapidamente para parada cardiorrespiratória. Antes de serem iniciados os procedimentos de ressuscitação cardiopulmonar, a gestante deve ser

  • A posicionada em decúbito lateral direito.
  • B colocada em posição supina.
  • C colocada em posição de Fowler.
  • D colocada em posição prona.
  • E colocada em posição de Trendelenburg.
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Em uma unidade de pronto atendimento (UPA), utiliza-se solução de hipoclorito de sódio a 1% para a desinfecção de máscaras para inalação.

Para garantir a segurança e a eficácia desse procedimento, o auxiliar de enfermagem deve, entre outras ações,

  • A preparar e manter a solução em recipiente opaco, não metálico, com tampa e de uso exclusivo, identificado com o tipo de solução, as datas e os horários de seu preparo, a validade e a identificação de quem a preparou.
  • B mergulhar as máscaras na solução desinfetante por cinco minutos, imediatamente após o uso, retirá-las, lavá-las com água e sabão, secá-las e guardá-las em recipiente plástico com tampa.
  • C após higienizar as máscaras com água e detergente, mantê-las totalmente mergulhadas na solução desinfetante por dez minutos, para obter desinfecção de alto nível.
  • D retirar as máscaras da solução desinfetante decorrido o tempo necessário para a desinfecção, enxaguá-las abundantemente com soro fisiológico 0,9% até a retirada total do agente desinfetante, e deixá-las secar naturalmente, sobre compressas ou tecido limpo.
  • E trocar a solução a cada sete dias a contar do início do seu uso; se o uso for intenso, desprezar a solução a cada 24-48 horas ou na presença de matéria orgânica dissolvida no desinfetante.
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Após receber a notificação de um caso suspeito de sarampo em uma escola, a equipe de saúde da família responsável pela área foi solicitada a operacionalizar a vacinação de bloqueio dos comunicantes, e o auxiliar de enfermagem (AE) foi incumbido de organizar as caixas térmicas para o transporte das vacinas que serão aplicadas na escola.

Para tal, entre outras ações, o AE deve

  • A higienizar a parte interna da caixa térmica com compressas embebidas com álcool 70%.
  • B dar preferência ao uso de gelo em escamas para a conservação das vacinas, pois ele se acomoda melhor preenchendo todos os espaços no interior da caixa térmica contendo as vacinas.
  • C dispor as bobinas reutilizáveis congeladas ou uma camada de gelo em escamas no fundo da caixa térmica, sobre estas, as vacinas e, por último, uma camada de bobinas reutilizáveis congeladas ou de gelo em escamas.
  • D posicionar o registrador de temperatura do termômetro no centro da carga, após organizar as vacinas no interior da caixa, para garantir a medição de temperatura precisa dos imunobiológicos, que deve ficar entre +2 e +8 °C.
  • E higienizar novamente as caixas térmicas, após o uso, e guardá-las fechadas, para evitar contaminação interna.
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Acompanhada de sua filha com 1 ano e 3 meses de idade, A.A. compareceu à unidade básica de saúde (UBS) para vacinar a criança. Ao analisar os registros presentes na carteira de vacinas, o auxiliar de enfermagem constatou que o esquema vacinal da criança, aplicado nas idades recomendadas, estava completo e correto.

Assim sendo, de acordo com o estabelecido pelo Programa Nacional de Imunização (PNI), o profissional deve administrar à referida criança

  • A a vacina Difteria, Tétano e Coqueluche (DPT), a dose de reforço da Vacina Inativada Poliomielite (VIP) e as vacinas Hepatite A e Tetraviral (dose única).
  • B a vacina Difteria, Tétano e Coqueluche (DPT), a dose de reforço da Vacina Oral contra a Poliomielite (VOP) e as vacinas Hepatite B e Tríplice (dose única).
  • C a dose de reforço da vacina Pneumocócica 10-valente e Meningo C (conjugada) e a primeira dose da vacina tríplice viral.
  • D a dose de reforço da vacina Pentavalente e as vacinas Hepatite A e Tetraviral (dose única)
  • E a terceira dose da vacina contra covid-19, a dose de reforço da Vacina Inativada Poliomielite (VIP) e a primeira dose da vacina contra febre amarela.
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No que diz respeito à amamentação como medida para redução da dor durante a administração de vacinas injetáveis em crianças em aleitamento materno, o Ministério da Saúde orienta que,

  • A se houver vacinas orais e injetáveis a serem administradas na mesma oportunidade, a mãe deve iniciar a amamentação; em seguida, deve-se realizar a administração das vacinas injetáveis e, somente quinze minutos após finalizada a amamentação, deve-se administrar a vacina oral.
  • B após a administração de todas as vacinas que a criança deverá receber naquela oportunidade, a amamentação poderá ser iniciada, e essa informação deve ser passada às mães.
  • C se houver vacinas orais e injetáveis a serem administradas na mesma oportunidade, a amamentação está contraindicada, pois aumenta a chance de a criança regurgitar ou vomitar a vacina oral.
  • D se houver vacinas orais e injetáveis a serem administradas na mesma oportunidade, deve-se administrar primeiro a vacina oral e, a seguir, proceder a amamentação para que seja realizada a administração das vacinas injetáveis.
  • E por não existirem evidências científicas de que a amamentação promova a redução da dor durante a administração de vacinas injetáveis em crianças em aleitamento materno, trata-se de um mito.
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Em uma unidade básica de saúde (UBS), o auxiliar de enfermagem tem, como uma de suas atribuições, a coleta de amostra de sangue para realização do exame do pezinho. Para executar esse procedimento, ele deve lavar as mãos, calçar as luvas de procedimento e, entre outras ações,

  • A solicitar à mãe ou ao acompanhante da criança que fique em pé, segurando a criança com a cabeça encostada no seu ombro, de modo que o calcanhar dela esteja sempre abaixo do nível do coração.
  • B realizar a antissepsia do calcanhar do bebê com algodão/SWAB umedecido em clorexidina e aguardar que a substância seque.
  • C aplicar compressa fria, por cinco minutos, no calcanhar escolhido para punção, com a finalidade de reduzir a dor e a movimentação da criança, facilitando a coleta.
  • D realizar a punção da face lateral do calcanhar do bebê, utilizando, preferencialmente, agulha hipodérmica de calibre 13 x 0,3.
  • E realizar a “ordenha” do calcanhar puncionado para obter um sangramento abundante, enquanto encosta o papel-filtro no sangramento fazendo movimentos circulares, impedindo que o sangue coagule no calcanhar.
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O tratamento diretamente observado (TDO) é uma das estratégias adotadas para melhorar a adesão do paciente ao tratamento da tuberculose (TB). Para o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) considerar o tratamento como TDO, a ingestão dos medicamentos pela pessoa em tratamento da TB deve ser realizada sob a observação direta de ____________. O TDO deve ser realizado, de preferência, ___________, ____________. O local e o horário devem ser ____________.

Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente a afirmação.

  • A um familiar ou de um amigo … diariamente … em todo o tratamento … acordados entre o paciente e a família ou o amigo
  • B um profissional de saúde ou de um familiar … em dias alternados … nos primeiros dois meses de tratamento … determinados pelo paciente, conforme sua disponibilidade
  • C uma pessoa que more junto com o doente ou de um cuidador … três vezes por semana … em todo o tratamento … definidos pela pessoa que supervisionará a ingestão dos medicamentos, conforme sua disponibilidade
  • D um profissional de saúde ou de outros profissionais capacitados, quando supervisionados por profissionais de saúde … diariamente, de segunda a sexta-feira … em todo o tratamento … acordados entre o paciente e a equipe de saúde
  • E um assistente social capacitado para tal ou de um familiar … diariamente, de segunda a sexta-feira … em todo o tratamento … determinados pelo paciente, conforme sua disponibilidade
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Segundo o Ministério da Saúde, as quedas constituem um sério problema para as pessoas idosas e estão relacionadas a elevados índices de morbimortalidade, redução da capacidade funcional e institucionalização precoce. Assim sendo, as pessoas idosas, seus familiares e cuidadores devem ser orientados quanto à adoção de medidas de prevenção, como

  • A dar preferência aos banhos em banheira, com água morna.
  • B instalar corrimão para apoio em apenas um lado da escada, evitando diminuir a sua largura.
  • C colocar um tapete colorido no início e no fim da escada, facilitando a identificação do primeiro e do último degraus.
  • D instalar iluminação frontal nas escadas para facilitar a identificação dos degraus.
  • E acomodar gêneros alimentícios em locais de fácil acesso, evitando a necessidade de uso de escadas e banquinhos.

Português

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Leia o texto para responder à questão:


Brasil dá importante passo para que todos aprendam matemática


Uma proposta mais do que necessária foi anunciada em 30 de junho pelo ministro da Educação para melhorar a qualidade da aprendizagem na educação básica. Toda Matemática é o nome da nova política do Ministério da Educação, voltada para romper com as tristes estatísticas das quais os estudantes brasileiros fazem parte há muito tempo nas avaliações nacionais e internacionais quando o assunto envolve cálculos, estimativas e números em geral. Já era tempo: a matemática é um desafio na educação brasileira há décadas — 73% dos estudantes na faixa etária de 15 anos não atingiram o mínimo de proficiência no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), na edição mais recente. Segundo dados do Todos pela Educação, 59% dos estudantes terminam o ensino médio em níveis muito abaixo do esperado nessa disciplina, o que significa dizer que não sabem calcular sequer porcentagens e, no pior dos casos, não resolvem problemas com as quatro operações básicas.

Além de não cumprir o dever de garantir o direito à aprendizagem matemática a todos os cidadãos, não estamos evoluindo economicamente como país quanto poderíamos (e precisamos) no que diz respeito à empregabilidade, principalmente porque não damos conta de ensinar (bem). A recém-divulgada pesquisa “As competências matemáticas no mercado de trabalho brasileiro: o papel da escolaridade e implicações para os rendimentos”, publicada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), revela que profissionais em ocupações que exigem maior domínio da matemática podem chegar a ganhar 85% a mais do que aqueles em funções que requerem menos habilidades na área. O pesquisador Maurício Cortez Reis analisou de que maneira a importância atribuída aos conhecimentos em matemática ou à capacidade para trabalhar com números está atrelada aos rendimentos e como a escolaridade pode influenciar esse processo. Além disso, o estudo mostra que a taxa de escolaridade mais elevada facilita o acesso a essas ocupações. E mais: mesmo os menos escolarizados, quando trabalham com números, ganham mais do que se estivessem em ocupações que não valorizam as competências matemáticas.

Se não investirmos na formação adequada dos estudantes, inclusive e especialmente em matemática, fazendo disso um projeto no País, estamos condenando crianças, adolescentes e jovens a serem adultos com subempregos, não formaremos profissionais de diferentes áreas com qualidade e capacidade de absorver demandas do mercado. O Toda Matemática deverá promover nas redes públicas de ensino uma base sólida para alavancar o letramento matemático, contribuindo para diminuir o número de cidadãos que não sabem resolver problemas simples envolvendo uma ou mais das quatro operações básicas: adição, subtração, multiplicação e divisão, e têm baixa compreensão dos números, podendo somente identificar dígitos familiares de alguma maneira.


(Kátia Smole. https://www.estadao.com.br/opiniao/ espaco-aberto, 02.07.2025. Adaptado)

A colocação pronominal está de acordo com a norma-padrão em:

  • A Se anunciou, em 30 de junho, uma proposta mais do que necessária para melhorar a qualidade da aprendizagem na educação básica.
  • B Se não investir-se na formação adequada dos estudantes, crianças, adolescentes e jovens serão adultos com subempregos.
  • C O letramento matemático contribui para diminuir o número de cidadãos que confundem-se para resolver problemas simples.
  • D Há tempos, nas avaliações nacionais e internacionais, os alunos brasileiros têm distanciado-se do resultado esperado em matemática.
  • E O Toda Matemática deverá disseminar-se nas redes públicas de ensino com uma base sólida para alavancar o letramento matemático.
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Leia o texto para responder à questão:


Brasil dá importante passo para que todos aprendam matemática


Uma proposta mais do que necessária foi anunciada em 30 de junho pelo ministro da Educação para melhorar a qualidade da aprendizagem na educação básica. Toda Matemática é o nome da nova política do Ministério da Educação, voltada para romper com as tristes estatísticas das quais os estudantes brasileiros fazem parte há muito tempo nas avaliações nacionais e internacionais quando o assunto envolve cálculos, estimativas e números em geral. Já era tempo: a matemática é um desafio na educação brasileira há décadas — 73% dos estudantes na faixa etária de 15 anos não atingiram o mínimo de proficiência no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), na edição mais recente. Segundo dados do Todos pela Educação, 59% dos estudantes terminam o ensino médio em níveis muito abaixo do esperado nessa disciplina, o que significa dizer que não sabem calcular sequer porcentagens e, no pior dos casos, não resolvem problemas com as quatro operações básicas.

Além de não cumprir o dever de garantir o direito à aprendizagem matemática a todos os cidadãos, não estamos evoluindo economicamente como país quanto poderíamos (e precisamos) no que diz respeito à empregabilidade, principalmente porque não damos conta de ensinar (bem). A recém-divulgada pesquisa “As competências matemáticas no mercado de trabalho brasileiro: o papel da escolaridade e implicações para os rendimentos”, publicada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), revela que profissionais em ocupações que exigem maior domínio da matemática podem chegar a ganhar 85% a mais do que aqueles em funções que requerem menos habilidades na área. O pesquisador Maurício Cortez Reis analisou de que maneira a importância atribuída aos conhecimentos em matemática ou à capacidade para trabalhar com números está atrelada aos rendimentos e como a escolaridade pode influenciar esse processo. Além disso, o estudo mostra que a taxa de escolaridade mais elevada facilita o acesso a essas ocupações. E mais: mesmo os menos escolarizados, quando trabalham com números, ganham mais do que se estivessem em ocupações que não valorizam as competências matemáticas.

Se não investirmos na formação adequada dos estudantes, inclusive e especialmente em matemática, fazendo disso um projeto no País, estamos condenando crianças, adolescentes e jovens a serem adultos com subempregos, não formaremos profissionais de diferentes áreas com qualidade e capacidade de absorver demandas do mercado. O Toda Matemática deverá promover nas redes públicas de ensino uma base sólida para alavancar o letramento matemático, contribuindo para diminuir o número de cidadãos que não sabem resolver problemas simples envolvendo uma ou mais das quatro operações básicas: adição, subtração, multiplicação e divisão, e têm baixa compreensão dos números, podendo somente identificar dígitos familiares de alguma maneira.


(Kátia Smole. https://www.estadao.com.br/opiniao/ espaco-aberto, 02.07.2025. Adaptado)

Assinale a alternativa cuja frase atende à norma-padrão de concordância verbal e de concordância nominal.

  • A Números expressivos de estudantes brasileiros fazem parte há muito tempo das tristes estatísticas nas avaliações nacionais e internacionais, que revelam níveis de desempenho muito abaixo do esperado em matemática.
  • B Já fazem décadas que a matemática é um desafio na educação brasileira — a maioria dos estudantes na faixa etária de 15 anos não atingiu o mínimo de proficiência no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes.
  • C Muitos cidadãos brasileiros não dispõe de conhecimentos matemáticos suficiente para a resolução de problemas simples, os quais envolvem as quatro operações básicas: adição, subtração, multiplicação e divisão.
  • D Os conhecimentos em matemática para o trabalho com números mantém relação com os rendimentos recebidos profissionalmente, segundo a pesquisa publicada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
  • E Se não houver investimento na formação adequada dos estudantes, crianças, adolescentes e jovens estarão condenadas a serem adultos com subempregos, incapaz de absorver demandas do mercado de trabalho.
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Leia o texto para responder à questão:


Brasil dá importante passo para que todos aprendam matemática


Uma proposta mais do que necessária foi anunciada em 30 de junho pelo ministro da Educação para melhorar a qualidade da aprendizagem na educação básica. Toda Matemática é o nome da nova política do Ministério da Educação, voltada para romper com as tristes estatísticas das quais os estudantes brasileiros fazem parte há muito tempo nas avaliações nacionais e internacionais quando o assunto envolve cálculos, estimativas e números em geral. Já era tempo: a matemática é um desafio na educação brasileira há décadas — 73% dos estudantes na faixa etária de 15 anos não atingiram o mínimo de proficiência no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), na edição mais recente. Segundo dados do Todos pela Educação, 59% dos estudantes terminam o ensino médio em níveis muito abaixo do esperado nessa disciplina, o que significa dizer que não sabem calcular sequer porcentagens e, no pior dos casos, não resolvem problemas com as quatro operações básicas.

Além de não cumprir o dever de garantir o direito à aprendizagem matemática a todos os cidadãos, não estamos evoluindo economicamente como país quanto poderíamos (e precisamos) no que diz respeito à empregabilidade, principalmente porque não damos conta de ensinar (bem). A recém-divulgada pesquisa “As competências matemáticas no mercado de trabalho brasileiro: o papel da escolaridade e implicações para os rendimentos”, publicada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), revela que profissionais em ocupações que exigem maior domínio da matemática podem chegar a ganhar 85% a mais do que aqueles em funções que requerem menos habilidades na área. O pesquisador Maurício Cortez Reis analisou de que maneira a importância atribuída aos conhecimentos em matemática ou à capacidade para trabalhar com números está atrelada aos rendimentos e como a escolaridade pode influenciar esse processo. Além disso, o estudo mostra que a taxa de escolaridade mais elevada facilita o acesso a essas ocupações. E mais: mesmo os menos escolarizados, quando trabalham com números, ganham mais do que se estivessem em ocupações que não valorizam as competências matemáticas.

Se não investirmos na formação adequada dos estudantes, inclusive e especialmente em matemática, fazendo disso um projeto no País, estamos condenando crianças, adolescentes e jovens a serem adultos com subempregos, não formaremos profissionais de diferentes áreas com qualidade e capacidade de absorver demandas do mercado. O Toda Matemática deverá promover nas redes públicas de ensino uma base sólida para alavancar o letramento matemático, contribuindo para diminuir o número de cidadãos que não sabem resolver problemas simples envolvendo uma ou mais das quatro operações básicas: adição, subtração, multiplicação e divisão, e têm baixa compreensão dos números, podendo somente identificar dígitos familiares de alguma maneira.


(Kátia Smole. https://www.estadao.com.br/opiniao/ espaco-aberto, 02.07.2025. Adaptado)
Toda Matemática propõe-se       romper com as tristes estatísticas       quais os estudantes brasileiros estão inseridos há muito tempo, com base nos resultados das avaliações nacionais e internacionais, devido       assunto envolvendo estimativas, cálculos e números em geral.

De acordo com a norma-padrão, as lacunas da frase devem ser preenchidas, respectivamente, com:
  • A com ... das ... o
  • B de ... as ... ao
  • C a ... nas ... ao
  • D em ... pelas ... o
  • E por ... sob ... ao
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Leia o texto para responder à questão:


Brasil dá importante passo para que todos aprendam matemática


Uma proposta mais do que necessária foi anunciada em 30 de junho pelo ministro da Educação para melhorar a qualidade da aprendizagem na educação básica. Toda Matemática é o nome da nova política do Ministério da Educação, voltada para romper com as tristes estatísticas das quais os estudantes brasileiros fazem parte há muito tempo nas avaliações nacionais e internacionais quando o assunto envolve cálculos, estimativas e números em geral. Já era tempo: a matemática é um desafio na educação brasileira há décadas — 73% dos estudantes na faixa etária de 15 anos não atingiram o mínimo de proficiência no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), na edição mais recente. Segundo dados do Todos pela Educação, 59% dos estudantes terminam o ensino médio em níveis muito abaixo do esperado nessa disciplina, o que significa dizer que não sabem calcular sequer porcentagens e, no pior dos casos, não resolvem problemas com as quatro operações básicas.

Além de não cumprir o dever de garantir o direito à aprendizagem matemática a todos os cidadãos, não estamos evoluindo economicamente como país quanto poderíamos (e precisamos) no que diz respeito à empregabilidade, principalmente porque não damos conta de ensinar (bem). A recém-divulgada pesquisa “As competências matemáticas no mercado de trabalho brasileiro: o papel da escolaridade e implicações para os rendimentos”, publicada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), revela que profissionais em ocupações que exigem maior domínio da matemática podem chegar a ganhar 85% a mais do que aqueles em funções que requerem menos habilidades na área. O pesquisador Maurício Cortez Reis analisou de que maneira a importância atribuída aos conhecimentos em matemática ou à capacidade para trabalhar com números está atrelada aos rendimentos e como a escolaridade pode influenciar esse processo. Além disso, o estudo mostra que a taxa de escolaridade mais elevada facilita o acesso a essas ocupações. E mais: mesmo os menos escolarizados, quando trabalham com números, ganham mais do que se estivessem em ocupações que não valorizam as competências matemáticas.

Se não investirmos na formação adequada dos estudantes, inclusive e especialmente em matemática, fazendo disso um projeto no País, estamos condenando crianças, adolescentes e jovens a serem adultos com subempregos, não formaremos profissionais de diferentes áreas com qualidade e capacidade de absorver demandas do mercado. O Toda Matemática deverá promover nas redes públicas de ensino uma base sólida para alavancar o letramento matemático, contribuindo para diminuir o número de cidadãos que não sabem resolver problemas simples envolvendo uma ou mais das quatro operações básicas: adição, subtração, multiplicação e divisão, e têm baixa compreensão dos números, podendo somente identificar dígitos familiares de alguma maneira.


(Kátia Smole. https://www.estadao.com.br/opiniao/ espaco-aberto, 02.07.2025. Adaptado)

Considere as passagens:

•  ... não estamos evoluindo economicamente como país quanto poderíamos (e precisamos) no que diz respeito à empregabilidade, principalmente porque não damos conta de ensinar (bem). (2o parágrafo)
•  E mais: mesmo os menos escolarizados, quando trabalham com números, ganham mais do que se estivessem em ocupações que não valorizam as competências matemáticas. (2o parágrafo)

No contexto em que estão empregadas, as expressões destacadas veiculam, correta e respectivamente, sentidos de:

  • A meio; causa; concessão; conclusão.
  • B causa; causa; restrição; comparação.
  • C modo; causa; inclusão; comparação.
  • D modo; explicação; afirmação; consequência.
  • E meio; explicação; afirmação; conclusão.
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Leia o texto para responder à questão:


Brasil dá importante passo para que todos aprendam matemática


Uma proposta mais do que necessária foi anunciada em 30 de junho pelo ministro da Educação para melhorar a qualidade da aprendizagem na educação básica. Toda Matemática é o nome da nova política do Ministério da Educação, voltada para romper com as tristes estatísticas das quais os estudantes brasileiros fazem parte há muito tempo nas avaliações nacionais e internacionais quando o assunto envolve cálculos, estimativas e números em geral. Já era tempo: a matemática é um desafio na educação brasileira há décadas — 73% dos estudantes na faixa etária de 15 anos não atingiram o mínimo de proficiência no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), na edição mais recente. Segundo dados do Todos pela Educação, 59% dos estudantes terminam o ensino médio em níveis muito abaixo do esperado nessa disciplina, o que significa dizer que não sabem calcular sequer porcentagens e, no pior dos casos, não resolvem problemas com as quatro operações básicas.

Além de não cumprir o dever de garantir o direito à aprendizagem matemática a todos os cidadãos, não estamos evoluindo economicamente como país quanto poderíamos (e precisamos) no que diz respeito à empregabilidade, principalmente porque não damos conta de ensinar (bem). A recém-divulgada pesquisa “As competências matemáticas no mercado de trabalho brasileiro: o papel da escolaridade e implicações para os rendimentos”, publicada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), revela que profissionais em ocupações que exigem maior domínio da matemática podem chegar a ganhar 85% a mais do que aqueles em funções que requerem menos habilidades na área. O pesquisador Maurício Cortez Reis analisou de que maneira a importância atribuída aos conhecimentos em matemática ou à capacidade para trabalhar com números está atrelada aos rendimentos e como a escolaridade pode influenciar esse processo. Além disso, o estudo mostra que a taxa de escolaridade mais elevada facilita o acesso a essas ocupações. E mais: mesmo os menos escolarizados, quando trabalham com números, ganham mais do que se estivessem em ocupações que não valorizam as competências matemáticas.

Se não investirmos na formação adequada dos estudantes, inclusive e especialmente em matemática, fazendo disso um projeto no País, estamos condenando crianças, adolescentes e jovens a serem adultos com subempregos, não formaremos profissionais de diferentes áreas com qualidade e capacidade de absorver demandas do mercado. O Toda Matemática deverá promover nas redes públicas de ensino uma base sólida para alavancar o letramento matemático, contribuindo para diminuir o número de cidadãos que não sabem resolver problemas simples envolvendo uma ou mais das quatro operações básicas: adição, subtração, multiplicação e divisão, e têm baixa compreensão dos números, podendo somente identificar dígitos familiares de alguma maneira.


(Kátia Smole. https://www.estadao.com.br/opiniao/ espaco-aberto, 02.07.2025. Adaptado)

O termo destacado está empregado sem sentido figurado em:

  • A ... para romper com as tristes estatísticas das quais os estudantes brasileiros fazem parte há muito tempo... (1o parágrafo)
  • B ... 59% dos estudantes terminam o ensino médio em níveis muito abaixo do esperado nessa disciplina... (1o parágrafo)
  • C Além de não cumprir o dever de garantir o direito à aprendizagem matemática a todos os cidadãos... (2o parágrafo)
  • D ... estamos condenando crianças, adolescentes e jovens a serem adultos com subempregos... (3o parágrafo)
  • E ... contribuindo para diminuir o número de cidadãos que não sabem resolver problemas simples... (3o parágrafo)
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Leia o texto para responder à questão:


Brasil dá importante passo para que todos aprendam matemática


Uma proposta mais do que necessária foi anunciada em 30 de junho pelo ministro da Educação para melhorar a qualidade da aprendizagem na educação básica. Toda Matemática é o nome da nova política do Ministério da Educação, voltada para romper com as tristes estatísticas das quais os estudantes brasileiros fazem parte há muito tempo nas avaliações nacionais e internacionais quando o assunto envolve cálculos, estimativas e números em geral. Já era tempo: a matemática é um desafio na educação brasileira há décadas — 73% dos estudantes na faixa etária de 15 anos não atingiram o mínimo de proficiência no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), na edição mais recente. Segundo dados do Todos pela Educação, 59% dos estudantes terminam o ensino médio em níveis muito abaixo do esperado nessa disciplina, o que significa dizer que não sabem calcular sequer porcentagens e, no pior dos casos, não resolvem problemas com as quatro operações básicas.

Além de não cumprir o dever de garantir o direito à aprendizagem matemática a todos os cidadãos, não estamos evoluindo economicamente como país quanto poderíamos (e precisamos) no que diz respeito à empregabilidade, principalmente porque não damos conta de ensinar (bem). A recém-divulgada pesquisa “As competências matemáticas no mercado de trabalho brasileiro: o papel da escolaridade e implicações para os rendimentos”, publicada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), revela que profissionais em ocupações que exigem maior domínio da matemática podem chegar a ganhar 85% a mais do que aqueles em funções que requerem menos habilidades na área. O pesquisador Maurício Cortez Reis analisou de que maneira a importância atribuída aos conhecimentos em matemática ou à capacidade para trabalhar com números está atrelada aos rendimentos e como a escolaridade pode influenciar esse processo. Além disso, o estudo mostra que a taxa de escolaridade mais elevada facilita o acesso a essas ocupações. E mais: mesmo os menos escolarizados, quando trabalham com números, ganham mais do que se estivessem em ocupações que não valorizam as competências matemáticas.

Se não investirmos na formação adequada dos estudantes, inclusive e especialmente em matemática, fazendo disso um projeto no País, estamos condenando crianças, adolescentes e jovens a serem adultos com subempregos, não formaremos profissionais de diferentes áreas com qualidade e capacidade de absorver demandas do mercado. O Toda Matemática deverá promover nas redes públicas de ensino uma base sólida para alavancar o letramento matemático, contribuindo para diminuir o número de cidadãos que não sabem resolver problemas simples envolvendo uma ou mais das quatro operações básicas: adição, subtração, multiplicação e divisão, e têm baixa compreensão dos números, podendo somente identificar dígitos familiares de alguma maneira.


(Kátia Smole. https://www.estadao.com.br/opiniao/ espaco-aberto, 02.07.2025. Adaptado)

Considere as passagens:

•  Toda Matemática é o nome da nova política do Ministério da Educação, voltada para romper com as tristes estatísticas das quais os estudantes brasileiros fazem parte há muito tempo... (1o parágrafo)
•  ... 73% dos estudantes na faixa etária de 15 anos não atingiram o mínimo de proficiência no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), na edição mais recente. (1o parágrafo)
•  O Toda Matemática deverá promover nas redes públicas de ensino uma base sólida para alavancar o letramento matemático... (3o parágrafo)

No contexto em que estão empregados, os termos destacados significam, correta e respectivamente:

  • A acometer; desempenho; explicitar.
  • B eliminar; aproveitamento; fomentar.
  • C irromper; resultado; estruturar.
  • D corroborar; compreensão; melhorar.
  • E terminar; conhecimento; mudar.
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Leia o texto para responder à questão:


Brasil dá importante passo para que todos aprendam matemática


Uma proposta mais do que necessária foi anunciada em 30 de junho pelo ministro da Educação para melhorar a qualidade da aprendizagem na educação básica. Toda Matemática é o nome da nova política do Ministério da Educação, voltada para romper com as tristes estatísticas das quais os estudantes brasileiros fazem parte há muito tempo nas avaliações nacionais e internacionais quando o assunto envolve cálculos, estimativas e números em geral. Já era tempo: a matemática é um desafio na educação brasileira há décadas — 73% dos estudantes na faixa etária de 15 anos não atingiram o mínimo de proficiência no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), na edição mais recente. Segundo dados do Todos pela Educação, 59% dos estudantes terminam o ensino médio em níveis muito abaixo do esperado nessa disciplina, o que significa dizer que não sabem calcular sequer porcentagens e, no pior dos casos, não resolvem problemas com as quatro operações básicas.

Além de não cumprir o dever de garantir o direito à aprendizagem matemática a todos os cidadãos, não estamos evoluindo economicamente como país quanto poderíamos (e precisamos) no que diz respeito à empregabilidade, principalmente porque não damos conta de ensinar (bem). A recém-divulgada pesquisa “As competências matemáticas no mercado de trabalho brasileiro: o papel da escolaridade e implicações para os rendimentos”, publicada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), revela que profissionais em ocupações que exigem maior domínio da matemática podem chegar a ganhar 85% a mais do que aqueles em funções que requerem menos habilidades na área. O pesquisador Maurício Cortez Reis analisou de que maneira a importância atribuída aos conhecimentos em matemática ou à capacidade para trabalhar com números está atrelada aos rendimentos e como a escolaridade pode influenciar esse processo. Além disso, o estudo mostra que a taxa de escolaridade mais elevada facilita o acesso a essas ocupações. E mais: mesmo os menos escolarizados, quando trabalham com números, ganham mais do que se estivessem em ocupações que não valorizam as competências matemáticas.

Se não investirmos na formação adequada dos estudantes, inclusive e especialmente em matemática, fazendo disso um projeto no País, estamos condenando crianças, adolescentes e jovens a serem adultos com subempregos, não formaremos profissionais de diferentes áreas com qualidade e capacidade de absorver demandas do mercado. O Toda Matemática deverá promover nas redes públicas de ensino uma base sólida para alavancar o letramento matemático, contribuindo para diminuir o número de cidadãos que não sabem resolver problemas simples envolvendo uma ou mais das quatro operações básicas: adição, subtração, multiplicação e divisão, e têm baixa compreensão dos números, podendo somente identificar dígitos familiares de alguma maneira.


(Kátia Smole. https://www.estadao.com.br/opiniao/ espaco-aberto, 02.07.2025. Adaptado)

Quando se comparam a compreensão da matemática e a formação profissional dos cidadãos, conclui-se corretamente que

  • A os estudos de matemática desenvolvidos na escola são suficientes para a garantia de bons salários.
  • B os melhores salários são pagos aos profissionais que se propõem a ensinar o letramento matemático.
  • C a capacidade de trabalhar com números não tem relação com a perspectiva de melhores salários.
  • D os conhecimentos em matemática estão vinculados a uma perspectiva melhor de retorno salarial.
  • E a perspectiva de bons salários independe da escolaridade e dos conhecimentos básicos em matemática.
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Leia o texto para responder à questão:


Brasil dá importante passo para que todos aprendam matemática


Uma proposta mais do que necessária foi anunciada em 30 de junho pelo ministro da Educação para melhorar a qualidade da aprendizagem na educação básica. Toda Matemática é o nome da nova política do Ministério da Educação, voltada para romper com as tristes estatísticas das quais os estudantes brasileiros fazem parte há muito tempo nas avaliações nacionais e internacionais quando o assunto envolve cálculos, estimativas e números em geral. Já era tempo: a matemática é um desafio na educação brasileira há décadas — 73% dos estudantes na faixa etária de 15 anos não atingiram o mínimo de proficiência no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), na edição mais recente. Segundo dados do Todos pela Educação, 59% dos estudantes terminam o ensino médio em níveis muito abaixo do esperado nessa disciplina, o que significa dizer que não sabem calcular sequer porcentagens e, no pior dos casos, não resolvem problemas com as quatro operações básicas.

Além de não cumprir o dever de garantir o direito à aprendizagem matemática a todos os cidadãos, não estamos evoluindo economicamente como país quanto poderíamos (e precisamos) no que diz respeito à empregabilidade, principalmente porque não damos conta de ensinar (bem). A recém-divulgada pesquisa “As competências matemáticas no mercado de trabalho brasileiro: o papel da escolaridade e implicações para os rendimentos”, publicada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), revela que profissionais em ocupações que exigem maior domínio da matemática podem chegar a ganhar 85% a mais do que aqueles em funções que requerem menos habilidades na área. O pesquisador Maurício Cortez Reis analisou de que maneira a importância atribuída aos conhecimentos em matemática ou à capacidade para trabalhar com números está atrelada aos rendimentos e como a escolaridade pode influenciar esse processo. Além disso, o estudo mostra que a taxa de escolaridade mais elevada facilita o acesso a essas ocupações. E mais: mesmo os menos escolarizados, quando trabalham com números, ganham mais do que se estivessem em ocupações que não valorizam as competências matemáticas.

Se não investirmos na formação adequada dos estudantes, inclusive e especialmente em matemática, fazendo disso um projeto no País, estamos condenando crianças, adolescentes e jovens a serem adultos com subempregos, não formaremos profissionais de diferentes áreas com qualidade e capacidade de absorver demandas do mercado. O Toda Matemática deverá promover nas redes públicas de ensino uma base sólida para alavancar o letramento matemático, contribuindo para diminuir o número de cidadãos que não sabem resolver problemas simples envolvendo uma ou mais das quatro operações básicas: adição, subtração, multiplicação e divisão, e têm baixa compreensão dos números, podendo somente identificar dígitos familiares de alguma maneira.


(Kátia Smole. https://www.estadao.com.br/opiniao/ espaco-aberto, 02.07.2025. Adaptado)

Ao discorrer sobre a nova política do Ministério da Educação, a autora deixa claro que se trata de uma ação

  • A relevante para o contexto atual da educação matemática, quando se consideram os pífios resultados obtidos pelos alunos nas avaliações nacionais e internacionais.
  • B irrelevante para o letramento matemático dos alunos brasileiros, uma vez que eles conseguem resolver problemas simples envolvendo as quatro operações básicas.
  • C oportuno para a formação matemática e cidadã dos alunos, cujas dificuldades para a compreensão dos números têm sido vencidas com muita dedicação e estudo.
  • D desnecessária para a maioria dos alunos, já que um número pouco expressivo deles tem baixa compreensão dos números e dificuldades para resolver problemas.
  • E prescindível para a educação matemática, uma vez que a área carece de dados sólidos e inquestionáveis que permitam identificar os reais problemas dos alunos.
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Leia recorte de artigo a seguir publicado na revista Super Interessante, em agosto de 2025:

Resistência ______dor.
Ossos mais duros que o normal.
Músculos que crescem sem parar.
primeira vista, isso soa como a descrição de um super-herói. Mas não é bem assim.
seguir, conheça condições raras que podem ajudar (ou atrapalhar bastante a vida de quem as tem).

Com base na norma-padrão do emprego do acento indicativo de crase, as lacunas das frases devem ser preenchidas com:

  • A à ... À ... A
  • B à ... À ... À
  • C a ... A ... À
  • D a ... A ... A
  • E à ... A ... À
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Leia o texto a seguir para responder à questão:


Um rei seguia pela estrada com sua comitiva, quando viu um homem velho plantando uma arvorezinha.

Achou aquela atitude muito estranha, já que a árvore demoraria em crescer e, quando pudesse dar frutos, o velho, na certa, não estaria mais lá para aproveitar.

E então, o rei perguntou ao velho plantador de árvores por que insistia numa tarefa tão inútil. Ao que o homem respondeu:

– Fico feliz em plantar, mesmo não sendo eu quem vai colher. Não estamos aproveitando hoje as árvores que foram plantadas há muitos anos? Plantar é o que importa. Não o colher.

O rei considerou sábia a atitude do homem e, comovido, entregou um saco com muitas moedas de ouro como prêmio à sabedoria do plantador de árvores.

E ele agradeceu dizendo:

– Viu como são as coisas?


(Disponível em: http://www.meusonhonaotemfim.org.br/ reflexoes_view.asp?editid1=249, 04.08.2025. Adaptado)

De acordo com a norma-padrão de emprego do pronome e sua colocação, a expressão em destaque na frase está corretamente substituída na alternativa:

  • A Um rei seguia pela estrada com sua comitiva, quando viu um homem velho... – viu-lhe – (1o parágrafo)
  • B ... viu um homem velho plantando uma arvorezinha... – plantando-lhe – (1o parágrafo)
  • C ... a árvore demoraria em crescer e, quando pudesse dar frutos... – pudesse dar-los – (2o parágrafo)
  • D E então, o rei perguntou ao velho plantador de árvores... – perguntou-lhe – (3o parágrafo)
  • E ... comovido, entregou um saco com muitas moedas de ouro... – entregou-lo – (5o parágrafo)

Saúde Pública

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O registro de estudos intervencionais e observacionais realizados em seres humanos e conduzidos em território nacional por pesquisadores brasileiros e estrangeiros permite a constituição de uma sólida base de dados sobre pesquisa clínica no país.

Para cumprir essa finalidade principal, a plataforma virtual em que tais estudos devem ser submetidos é:

  • A Plataforma Brasil.
  • B REDCap.
  • C ReBEC.
  • D Sistema CEP/CONEP
  • E ClinicalTrials.gov.
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Assinale a alternativa que corretamente identifica o tipo de estudo observacional em que os participantes são acompanhados ao longo do tempo para observar o desenvolvimento de desfechos.

  • A Estudo de caso-controle.
  • B Estudos descritivos.
  • C Estudo de coorte prospectivo.
  • D Ensaio clínico randomizado.
  • E Estudo transversal.
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Um epidemiologista está engajado no estudo de um aumento de doenças respiratórias crônicas em uma comunidade ribeirinha, apesar da aparente melhoria na qualidade do ar local. A investigação revela que a construção de uma nova usina hidrelétrica, que deslocou famílias e alterou padrões de trabalho e alimentação, coincidiu com o recrudescimento dos casos. Muitos moradores, agora dependentes de trabalho sazonal na construção civil e com acesso limitado a alimentos frescos, relatam estresse crônico e dificuldade de acesso a serviços de saúde especializados, que se tornaram mais distantes. Considerando o conceito de Determinação Social do Processo Saúde-Doença, qual a interpretação mais abrangente para a dinâmica observada?

  • A A elevação das doenças respiratórias decorre primariamente da predisposição genética dos indivíduos, que aumenta a suscetibilidade individual, sendo as mudanças ambientais um gatilho secundário.
  • B A prevalência das patologias respiratórias está diretamente ligada à poluição atmosférica residual da usina associada à piora na qualidade da alimentação, indicando falhas na fiscalização ambiental.
  • C A maior incidência dessas doenças reflete o componente econômico e social, em que a ineficácia das campanhas de vacinação e o insuficiente investimento em infraestrutura hospitalar na região penalizam comunidades vulneráveis.
  • D A saúde da comunidade é moldada por uma interação complexa de fatores econômicos, sociais, culturais e ambientais que transcendem a mera exposição a patógenos ou fatores de risco individuais.
  • E Os problemas de saúde são uma consequência direta da baixa adesão da população aos programas de prevenção, reforçando a importância da responsabilidade individual na gestão da saúde.
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Uma coordenadora de saúde pública planeja implementar um programa de rastreamento populacional para detectar uma condição crônica que apresenta prevalência de 2% na população-alvo, com mortalidade de 15% quando não ocorre em fase precose. O teste de triagem proposto possui sensibilidade de 85% e especificidade de 92%. Aplicando critérios universais sobre rastreamento e conceitos da medicina baseada em evidências, considerando as implicações de valores preditivos, qualidade da evidência e potencial de sobrediagnóstico, qual avaliação é mais apropriada para orientar a implementação deste programa?

  • A A prevalência relativamente baixa da condição associada às características operacionais do teste resultará em valor preditivo positivo de aproximadamente 19%, gerando elevado número de falsos positivos, exigindo avaliação criteriosa de custos, benefícios e possíveis danos psicológicos antes da implementação.
  • B A sensibilidade de 85% é adequada para rastreamento populacional, garantindo a detecção da maioria dos casos verdadeiros, sendo a especificidade secundária na avaliação da previsão programática, priorizando-se a cobertura populacional ampla para maximizar o impacto.
  • C O programa atende parcialmente aos critérios clássicos de rastreamento, mas requer evidências adicionais de ensaios clínicos disponíveis demonstrando efetividade na redução de morbimortalidade, além de análises de custo-efetividade e estudos de aceitabilidade.
  • D Os indicadores de desempenho do teste superam os padrões mínimos recomendados internacionalmente, justificando a implementação baseada principalmente na disponibilidade de recursos humanos e na infraestrutura técnica do sistema de saúde local.
  • E O teste demonstra acurácia diagnóstica adequada, com baixo risco de resultados falsos positivos devido à alta especificidade, recomendando-se implementação imediata do programa considerando a gravidade da condição e benefícios epidemiológicos inesperados para a população.
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Qual procedimento é recomendado pela Secretaria Municipal de Saúde de Presidente Prudente para higienização das mãos?

  • A Enxaguar as mãos, retirando os resíduos de sabonete, no sentido do punho para os dedos.
  • B Enxaguar as mãos, retirando os resíduos de sabonete, no sentido dos dedos para os punhos.
  • C Ensaboar os espaços interdigitais.
  • D Ensaboar as polpas digitais e unhas da mão esquerda contra a palma da mão direita.
  • E Ensaboar as mãos, especificamente a região da palma, no sentido horário e anti-horário.
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Assinale a alternativa que apresenta corretamente doenças e/ou agravos e/ou eventos de saúde pública que devem ser notificados à Secretaria Municipal de Saúde (SMS) em até 24 horas.

  • A Violência doméstica, rubéola e óbito infantil.
  • B Dermatose ocupacional, perda auditiva relacionada ao trabalho e câncer ocupacional.
  • C Leptospirose, tétano acidental e acidente por animal peçonhento.
  • D Toxoplasmose gestacional, sífilis e infecção pelo vírus da imunodeficiência humana.
  • E Acidente de trabalho com exposição a material biológico, casos de dengue e hanseníase.
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As doenças relacionadas ao saneamento básico inadequado são um grave problema de saúde pública, especialmente em regiões tropicais e subtropicais. Com base no conhecimento sobre os agentes etiológicos, modos de transmissão e características epidemiológicas, assinale a alternativa correta.

  • A A cólera, causada pela bactéria Vibrio cholerae, é transmitida por meio do contato com vetores biológicos como o mosquito Aedes aegypti, sendo restrita a áreas alagadas.
  • B A esquistossomose é provocada por um helminto que utiliza caramujos como hospedeiros intermediários, e sua transmissão ocorre, principalmente, pelo contato da pele com água doce contaminada por cercárias liberadas por esses caramujos.
  • C A hepatite A é uma doença viral grave transmitida exclusivamente por transfusão sanguínea, sendo rara sua disseminação por via oral-fecal.
  • D A malária é causada por um protozoário do gênero Plasmodium, e sua transmissão ocorre diretamente pela ingestão de água contaminada por ovos do parasita, sendo comum em áreas com esgoto a céu aberto.
  • E A presença de esgotos em áreas urbanas não afeta significativamente a incidência de doenças como a cólera e a esquistossomose, pois essas doenças dependem apenas de fatores climáticos e não de condições sanitárias.
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Durante uma reunião de planejamento da equipe da Atenção Básica, discutem-se estratégias para fortalecer a participação social no território.

Considerando os princípios do controle social e da participação comunitária no SUS, assinale a alternativa que apresenta uma ação compatível com o controle social autêntico e eficaz.

  • A Criar espaços de escuta e diálogo com a comunidade, incluindo representantes de usuários nos processos decisórios, mesmo que suas opiniões sejam divergentes das propostas da equipe técnica.
  • B Estabelecer reuniões trimestrais com lideranças comunitárias apenas para repassar informações previamente decididas pela gestão.
  • C Implantar um conselho local de saúde com membros indicados pela equipe da UBS, garantindo que sejam pessoas alinhadas com os objetivos técnicos da unidade.
  • D Definir as pautas das reuniões com a comunidade exclusivamente com base nas diretrizes técnicas do Ministério da Saúde, evitando discussões com base em percepções subjetivas da população.
  • E Organizar fóruns comunitários apenas com os profissionais de saúde, para evitar a interferência de pessoas sem formação técnica na tomada de decisões sobre as ações em saúde.
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O Sistema de Informação em Saúde para a Atenção Básica (SISAB) é uma ferramenta estratégica vinculada ao processo de cadastramento familiar e territorial realizado pelas equipes de Atenção Primária.

Nesse contexto, assinale a alternativa que indica corretamente a principal finalidade do SISAB.

  • A Servir como ferramenta para realizar a gestão do controle de estoque de medicamentos e vacinas nas farmácias das UBS.
  • B Realizar o agendamento direto de consulta de pacientes nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).
  • C Emitir carteirinhas de vacinação e prontuários médios para os usuários do SUS.
  • D Servir como um gerenciador das metas de trabalho dos agentes comunitários em saúde e demais membros da equipe de saúde da família de cada região.
  • E Consolidar, processar e disponibilizar os dados coletados para análise e planejamento em diferentes níveis de gestão.
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Considere que em uma comunidade, um agente comunitário de saúde (ACS) juntamente com a equipe de saúde local resolvem fazer um ciclo de palestras e rodas de conversa para tratar de assuntos relacionados às doenças mais comuns que têm afligido a comunidade local. Durante o curso desses eventos, o ACS e a equipe de saúde devem ao máximo tentar prender a atenção da população local para que a ação tenha o efeito desejado.

Sendo assim, assinale a alternativa que apresenta um exemplo de uma abordagem adequada e que pode ser empregada nessas situações.

  • A Usar cartilhas impressas pelo Ministério da Saúde, sendo que o palestrante deve objetivar a apresentação do conteúdo da cartilha na íntegra, sempre utilizando linguagem técnica para evitar mal-entendidos durante a palestra.
  • B A equipe organiza uma oficina em que os participantes cozinham juntos, utilizando alimentos acessíveis e discutem sobre hábitos alimentares que podem promover melhoras no quadro de saúde dos moradores.
  • C Sempre que possível, a equipe de saúde deve marcar as palestras e rodas de conversa em horário comercial, visto que isto pode ser um incentivo à participação, já que os membros da comunidade que possuem trabalho formal podem solicitar a liberação do trabalho e apresentar um certificado de participação.
  • D Durante a palestra, um profissional tenta convencer os moradores a mudar seus hábitos alimentares mostrando imagens impactantes, contudo as orientações relacionadas ao tema ficam em segundo plano.
  • E A equipe de saúde organiza uma ação educativa sobre a prevenção de arboviroses, e para isso, avisa as lideranças locais e moradores mais antigos para ajudar na divulgação, no entanto, deixa claro que durante a ação, esses moradores devem evitar intervir, pois se trata de um assunto técnico.