Resolver o Simulado IBAM - Nível Médio

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Português

1

Texto 2

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Em relação aos gêneros textuais da narrativa, é possível afirmar que:

  • A tanto o texto 1 quanto o texto 2 têm como base o tipo textual narrativo
  • B o único elemento que diferencia o texto 1 do texto 2 são as imagens, que só aparecem no texto 2
  • C não é possível perceber no texto 2 os elementos da narrativa, o contrário do que acontece no texto 1
  • D a presença do discurso direto nos dois textos é o que garante que os dois são textos de base narrativa
2

Texto 2

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Ao compararmos o texto 1 e o texto 2, é possível afirmar que:

  • A nos dois textos, a apreciação sobre o sorvete é a mesma
  • B os personagens do texto 1 apresentam oposição na opinião que têm sobre o sorvete em relação ao personagem do texto 2
  • C nos dois textos, não está óbvio o juízo de valor que os personagens fazem do sorvete
  • D somente pelas expressões do personagem do texto 2 é possível afirmar que ele aprecia o sorvete, enquanto não é possível perceber, no texto 1, a opinião dos personagens sobre o sorvete porque não há descrições do estado de espírito deles
3

Texto 2

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No primeiro quadrinho do texto 2, em “E o sorvete é considerado um alimento perfeito”, é possível afirmar que:

  • A a frase está na voz reflexiva, sem um agente da passiva expresso
  • B a frase está na voz ativa e o sujeito é “o sorvete”
  • C a frase está na voz passiva e o agente da passiva é “alimento perfeito”
  • D a frase está na voz passiva e o sujeito é “o sorvete”
4

Texto 2

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Armandinho usa, como estratégia de convencimento para que o deixem saborear o sorvete, a omissão de um termo sintático. O termo omitido é:

  • A sujeito
  • B vocativo
  • C predicativo
  • D agente da passiva
5

Texto 1: O SORVETE (trecho)

Estávamos absortos na contemplação ritual, misto de atenção a formas simbólicas, e de sonho em torno de ideias complexas que elas sugeriam – ali, diante daqueles pudins e daqueles roxos, amarelos, solferinos, verdes e róseos montículos de açúcar, geleia, ovo, frutas cristalizadas e invisível manteiga, quando um objeto vulgar, mas insólito no lugar onde se achava, me captou o interesse. Encostado a uma das três portas da confeitaria, do lado da calçada, um quadro-negro propunha-nos os seguintes dizeres em giz branco:

Hoje

Delicioso sorvete de

ABACAXI

Especialidade da casa

Hoje!

A inscrição emocionou-me intensamente, e dei conta a Joel da minha perturbação.

– Você está vendo?

Aparentemente, Joel não se deixara invadir pelo sortilégio das palavras. Sua superioridade!

– “Delicioso sorvete de abacaxi...” Nunca tomei disso.

– Eu também não, respondeu o fortíssimo Joel. Deve ser porcaria.

(...)

Fomos à confeitaria, templo misterioso onde se ocultava, na parte dos fundos, vedada por uma portinha de vidro opaco, a essência imanente à coisa ou palavra sorvete, e que meus pobres sentidos se aguçavam para interpretar.

O garçom depositou cuidadosamente sobre a toalhinha alva dois copos cheios de água, dois guardanapos de papel, com florzinhas pálidas, e duas tacinhas de vidro, contendo, cada uma delas, meia esfera de uma substância alva e brilhante... Crianças de cinco anos desprezarão minha narrativa; e já ouço um leitor maduro, que me interrompe: “Afinal este sujeito quer transformar o ato de tomar sorvete numa cena histórica?”. Leitor irritado, não é bem isso. Peço apenas que te debruces sobre esta mesa a cuja roda há dois meninos do mais longe sertão. Eles nunca haviam sentido na boca o frio de uma pedra de gelo, e, como todos os meninos de todos os países, se travavam conhecimento com uma coisa de que só conhecessem antes a representação gráfica ou oral, dela se aproximavam não raro atribuindo-lhe um valor mágico, às vezes divino, às vezes cruel, em desproporção com a realidade e mesmo fora dela; um valor independente da coisa e diretamente ligado a sugestões de som, cor, forma, calor, densidade, que as palavras despertam em nosso espírito maleável... Como posso reconstituir agora tudo o que nós criáramos, para nosso próprio uso, em torno da palavra sorvete, representativa de uma espécie rara de refresco, que às pequenas cidades não era dado conhecer; e cruzada bruscamente com a nossa velha e querida palavra abacaxi, ambas como que envoltas, por uma astúcia do gerente da confeitaria, na seda fina e lisa da palavra “delicioso”?

A carga de simpatia e sensualidade com que me atirei – nos atiramos – às meias esferas trazia talvez em si o germe da decepção que logo nos assaltou. O sorvete era detestável, de um frio doloroso, do qual se excluía toda lembrança de abacaxi, para só ficar a ideia de uma coisa ao mesmo tempo pétrea e frágil, agressiva aos dentes, e, mais para além deles, a uma região íntima do ser em que está o núcleo da personalidade, sua mais profunda capacidade de gozar e sofrer. Era uma dor universal o que ele espalhava, e tão rápida e difundida como se invadisse no mesmo segundo, por mil filamentos, toda a rede nervosa... Lágrimas subiram-me aos olhos. No rosto de Joel, também o sofrimento se desenhava.

ANDRADE, Carlos Drummond. Contos de aprendiz. São Paulo: Companhia das Letras, 2012

A carga de simpatia e sensualidade com que me atirei – nos atiramos – às meias esferas trazia talvez em si o germe da decepção que logo nos assaltou. (10º parágrafo) O sujeito do verbo sublinhado acima pode ser classificado como:
  • A indeterminado
  • B simples
  • C composto
  • D desinencial
6

Texto 1: O SORVETE (trecho)

Estávamos absortos na contemplação ritual, misto de atenção a formas simbólicas, e de sonho em torno de ideias complexas que elas sugeriam – ali, diante daqueles pudins e daqueles roxos, amarelos, solferinos, verdes e róseos montículos de açúcar, geleia, ovo, frutas cristalizadas e invisível manteiga, quando um objeto vulgar, mas insólito no lugar onde se achava, me captou o interesse. Encostado a uma das três portas da confeitaria, do lado da calçada, um quadro-negro propunha-nos os seguintes dizeres em giz branco:

Hoje

Delicioso sorvete de

ABACAXI

Especialidade da casa

Hoje!

A inscrição emocionou-me intensamente, e dei conta a Joel da minha perturbação.

– Você está vendo?

Aparentemente, Joel não se deixara invadir pelo sortilégio das palavras. Sua superioridade!

– “Delicioso sorvete de abacaxi...” Nunca tomei disso.

– Eu também não, respondeu o fortíssimo Joel. Deve ser porcaria.

(...)

Fomos à confeitaria, templo misterioso onde se ocultava, na parte dos fundos, vedada por uma portinha de vidro opaco, a essência imanente à coisa ou palavra sorvete, e que meus pobres sentidos se aguçavam para interpretar.

O garçom depositou cuidadosamente sobre a toalhinha alva dois copos cheios de água, dois guardanapos de papel, com florzinhas pálidas, e duas tacinhas de vidro, contendo, cada uma delas, meia esfera de uma substância alva e brilhante... Crianças de cinco anos desprezarão minha narrativa; e já ouço um leitor maduro, que me interrompe: “Afinal este sujeito quer transformar o ato de tomar sorvete numa cena histórica?”. Leitor irritado, não é bem isso. Peço apenas que te debruces sobre esta mesa a cuja roda há dois meninos do mais longe sertão. Eles nunca haviam sentido na boca o frio de uma pedra de gelo, e, como todos os meninos de todos os países, se travavam conhecimento com uma coisa de que só conhecessem antes a representação gráfica ou oral, dela se aproximavam não raro atribuindo-lhe um valor mágico, às vezes divino, às vezes cruel, em desproporção com a realidade e mesmo fora dela; um valor independente da coisa e diretamente ligado a sugestões de som, cor, forma, calor, densidade, que as palavras despertam em nosso espírito maleável... Como posso reconstituir agora tudo o que nós criáramos, para nosso próprio uso, em torno da palavra sorvete, representativa de uma espécie rara de refresco, que às pequenas cidades não era dado conhecer; e cruzada bruscamente com a nossa velha e querida palavra abacaxi, ambas como que envoltas, por uma astúcia do gerente da confeitaria, na seda fina e lisa da palavra “delicioso”?

A carga de simpatia e sensualidade com que me atirei – nos atiramos – às meias esferas trazia talvez em si o germe da decepção que logo nos assaltou. O sorvete era detestável, de um frio doloroso, do qual se excluía toda lembrança de abacaxi, para só ficar a ideia de uma coisa ao mesmo tempo pétrea e frágil, agressiva aos dentes, e, mais para além deles, a uma região íntima do ser em que está o núcleo da personalidade, sua mais profunda capacidade de gozar e sofrer. Era uma dor universal o que ele espalhava, e tão rápida e difundida como se invadisse no mesmo segundo, por mil filamentos, toda a rede nervosa... Lágrimas subiram-me aos olhos. No rosto de Joel, também o sofrimento se desenhava.

ANDRADE, Carlos Drummond. Contos de aprendiz. São Paulo: Companhia das Letras, 2012

Estávamos absortos na contemplação ritual (1º parágrafo) A alternativa que contém um verbo conjugado nos mesmos tempo e modo do verbo do trecho acima é:
  • A A inscrição emocionou-me intensamente
  • B Aparentemente, Joel não se deixara invadir pelo sortilégio das palavras
  • C e que meus pobres sentidos se aguçavam para interpretar
  • D Fomos à confeitaria
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Texto 1: O SORVETE (trecho)

Estávamos absortos na contemplação ritual, misto de atenção a formas simbólicas, e de sonho em torno de ideias complexas que elas sugeriam – ali, diante daqueles pudins e daqueles roxos, amarelos, solferinos, verdes e róseos montículos de açúcar, geleia, ovo, frutas cristalizadas e invisível manteiga, quando um objeto vulgar, mas insólito no lugar onde se achava, me captou o interesse. Encostado a uma das três portas da confeitaria, do lado da calçada, um quadro-negro propunha-nos os seguintes dizeres em giz branco:

Hoje

Delicioso sorvete de

ABACAXI

Especialidade da casa

Hoje!

A inscrição emocionou-me intensamente, e dei conta a Joel da minha perturbação.

– Você está vendo?

Aparentemente, Joel não se deixara invadir pelo sortilégio das palavras. Sua superioridade!

– “Delicioso sorvete de abacaxi...” Nunca tomei disso.

– Eu também não, respondeu o fortíssimo Joel. Deve ser porcaria.

(...)

Fomos à confeitaria, templo misterioso onde se ocultava, na parte dos fundos, vedada por uma portinha de vidro opaco, a essência imanente à coisa ou palavra sorvete, e que meus pobres sentidos se aguçavam para interpretar.

O garçom depositou cuidadosamente sobre a toalhinha alva dois copos cheios de água, dois guardanapos de papel, com florzinhas pálidas, e duas tacinhas de vidro, contendo, cada uma delas, meia esfera de uma substância alva e brilhante... Crianças de cinco anos desprezarão minha narrativa; e já ouço um leitor maduro, que me interrompe: “Afinal este sujeito quer transformar o ato de tomar sorvete numa cena histórica?”. Leitor irritado, não é bem isso. Peço apenas que te debruces sobre esta mesa a cuja roda há dois meninos do mais longe sertão. Eles nunca haviam sentido na boca o frio de uma pedra de gelo, e, como todos os meninos de todos os países, se travavam conhecimento com uma coisa de que só conhecessem antes a representação gráfica ou oral, dela se aproximavam não raro atribuindo-lhe um valor mágico, às vezes divino, às vezes cruel, em desproporção com a realidade e mesmo fora dela; um valor independente da coisa e diretamente ligado a sugestões de som, cor, forma, calor, densidade, que as palavras despertam em nosso espírito maleável... Como posso reconstituir agora tudo o que nós criáramos, para nosso próprio uso, em torno da palavra sorvete, representativa de uma espécie rara de refresco, que às pequenas cidades não era dado conhecer; e cruzada bruscamente com a nossa velha e querida palavra abacaxi, ambas como que envoltas, por uma astúcia do gerente da confeitaria, na seda fina e lisa da palavra “delicioso”?

A carga de simpatia e sensualidade com que me atirei – nos atiramos – às meias esferas trazia talvez em si o germe da decepção que logo nos assaltou. O sorvete era detestável, de um frio doloroso, do qual se excluía toda lembrança de abacaxi, para só ficar a ideia de uma coisa ao mesmo tempo pétrea e frágil, agressiva aos dentes, e, mais para além deles, a uma região íntima do ser em que está o núcleo da personalidade, sua mais profunda capacidade de gozar e sofrer. Era uma dor universal o que ele espalhava, e tão rápida e difundida como se invadisse no mesmo segundo, por mil filamentos, toda a rede nervosa... Lágrimas subiram-me aos olhos. No rosto de Joel, também o sofrimento se desenhava.

ANDRADE, Carlos Drummond. Contos de aprendiz. São Paulo: Companhia das Letras, 2012

Leitor irritado, não é bem isso. (9º parágrafo)

A função sintática do termo sublinhado é:

  • A vocativo
  • B sujeito
  • C predicativo do sujeito
  • D agente da passiva
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Texto 1: O SORVETE (trecho)

Estávamos absortos na contemplação ritual, misto de atenção a formas simbólicas, e de sonho em torno de ideias complexas que elas sugeriam – ali, diante daqueles pudins e daqueles roxos, amarelos, solferinos, verdes e róseos montículos de açúcar, geleia, ovo, frutas cristalizadas e invisível manteiga, quando um objeto vulgar, mas insólito no lugar onde se achava, me captou o interesse. Encostado a uma das três portas da confeitaria, do lado da calçada, um quadro-negro propunha-nos os seguintes dizeres em giz branco:

Hoje

Delicioso sorvete de

ABACAXI

Especialidade da casa

Hoje!

A inscrição emocionou-me intensamente, e dei conta a Joel da minha perturbação.

– Você está vendo?

Aparentemente, Joel não se deixara invadir pelo sortilégio das palavras. Sua superioridade!

– “Delicioso sorvete de abacaxi...” Nunca tomei disso.

– Eu também não, respondeu o fortíssimo Joel. Deve ser porcaria.

(...)

Fomos à confeitaria, templo misterioso onde se ocultava, na parte dos fundos, vedada por uma portinha de vidro opaco, a essência imanente à coisa ou palavra sorvete, e que meus pobres sentidos se aguçavam para interpretar.

O garçom depositou cuidadosamente sobre a toalhinha alva dois copos cheios de água, dois guardanapos de papel, com florzinhas pálidas, e duas tacinhas de vidro, contendo, cada uma delas, meia esfera de uma substância alva e brilhante... Crianças de cinco anos desprezarão minha narrativa; e já ouço um leitor maduro, que me interrompe: “Afinal este sujeito quer transformar o ato de tomar sorvete numa cena histórica?”. Leitor irritado, não é bem isso. Peço apenas que te debruces sobre esta mesa a cuja roda há dois meninos do mais longe sertão. Eles nunca haviam sentido na boca o frio de uma pedra de gelo, e, como todos os meninos de todos os países, se travavam conhecimento com uma coisa de que só conhecessem antes a representação gráfica ou oral, dela se aproximavam não raro atribuindo-lhe um valor mágico, às vezes divino, às vezes cruel, em desproporção com a realidade e mesmo fora dela; um valor independente da coisa e diretamente ligado a sugestões de som, cor, forma, calor, densidade, que as palavras despertam em nosso espírito maleável... Como posso reconstituir agora tudo o que nós criáramos, para nosso próprio uso, em torno da palavra sorvete, representativa de uma espécie rara de refresco, que às pequenas cidades não era dado conhecer; e cruzada bruscamente com a nossa velha e querida palavra abacaxi, ambas como que envoltas, por uma astúcia do gerente da confeitaria, na seda fina e lisa da palavra “delicioso”?

A carga de simpatia e sensualidade com que me atirei – nos atiramos – às meias esferas trazia talvez em si o germe da decepção que logo nos assaltou. O sorvete era detestável, de um frio doloroso, do qual se excluía toda lembrança de abacaxi, para só ficar a ideia de uma coisa ao mesmo tempo pétrea e frágil, agressiva aos dentes, e, mais para além deles, a uma região íntima do ser em que está o núcleo da personalidade, sua mais profunda capacidade de gozar e sofrer. Era uma dor universal o que ele espalhava, e tão rápida e difundida como se invadisse no mesmo segundo, por mil filamentos, toda a rede nervosa... Lágrimas subiram-me aos olhos. No rosto de Joel, também o sofrimento se desenhava.

ANDRADE, Carlos Drummond. Contos de aprendiz. São Paulo: Companhia das Letras, 2012

No último parágrafo do texto 1, há palavras e expressões que formam um paradoxo, que pode ser visto em:

  • A simpatia e sensualidade
  • B frio doloroso
  • C pétrea e frágil
  • D rápida e difundida
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Texto 1: O SORVETE (trecho)

Estávamos absortos na contemplação ritual, misto de atenção a formas simbólicas, e de sonho em torno de ideias complexas que elas sugeriam – ali, diante daqueles pudins e daqueles roxos, amarelos, solferinos, verdes e róseos montículos de açúcar, geleia, ovo, frutas cristalizadas e invisível manteiga, quando um objeto vulgar, mas insólito no lugar onde se achava, me captou o interesse. Encostado a uma das três portas da confeitaria, do lado da calçada, um quadro-negro propunha-nos os seguintes dizeres em giz branco:

Hoje

Delicioso sorvete de

ABACAXI

Especialidade da casa

Hoje!

A inscrição emocionou-me intensamente, e dei conta a Joel da minha perturbação.

– Você está vendo?

Aparentemente, Joel não se deixara invadir pelo sortilégio das palavras. Sua superioridade!

– “Delicioso sorvete de abacaxi...” Nunca tomei disso.

– Eu também não, respondeu o fortíssimo Joel. Deve ser porcaria.

(...)

Fomos à confeitaria, templo misterioso onde se ocultava, na parte dos fundos, vedada por uma portinha de vidro opaco, a essência imanente à coisa ou palavra sorvete, e que meus pobres sentidos se aguçavam para interpretar.

O garçom depositou cuidadosamente sobre a toalhinha alva dois copos cheios de água, dois guardanapos de papel, com florzinhas pálidas, e duas tacinhas de vidro, contendo, cada uma delas, meia esfera de uma substância alva e brilhante... Crianças de cinco anos desprezarão minha narrativa; e já ouço um leitor maduro, que me interrompe: “Afinal este sujeito quer transformar o ato de tomar sorvete numa cena histórica?”. Leitor irritado, não é bem isso. Peço apenas que te debruces sobre esta mesa a cuja roda há dois meninos do mais longe sertão. Eles nunca haviam sentido na boca o frio de uma pedra de gelo, e, como todos os meninos de todos os países, se travavam conhecimento com uma coisa de que só conhecessem antes a representação gráfica ou oral, dela se aproximavam não raro atribuindo-lhe um valor mágico, às vezes divino, às vezes cruel, em desproporção com a realidade e mesmo fora dela; um valor independente da coisa e diretamente ligado a sugestões de som, cor, forma, calor, densidade, que as palavras despertam em nosso espírito maleável... Como posso reconstituir agora tudo o que nós criáramos, para nosso próprio uso, em torno da palavra sorvete, representativa de uma espécie rara de refresco, que às pequenas cidades não era dado conhecer; e cruzada bruscamente com a nossa velha e querida palavra abacaxi, ambas como que envoltas, por uma astúcia do gerente da confeitaria, na seda fina e lisa da palavra “delicioso”?

A carga de simpatia e sensualidade com que me atirei – nos atiramos – às meias esferas trazia talvez em si o germe da decepção que logo nos assaltou. O sorvete era detestável, de um frio doloroso, do qual se excluía toda lembrança de abacaxi, para só ficar a ideia de uma coisa ao mesmo tempo pétrea e frágil, agressiva aos dentes, e, mais para além deles, a uma região íntima do ser em que está o núcleo da personalidade, sua mais profunda capacidade de gozar e sofrer. Era uma dor universal o que ele espalhava, e tão rápida e difundida como se invadisse no mesmo segundo, por mil filamentos, toda a rede nervosa... Lágrimas subiram-me aos olhos. No rosto de Joel, também o sofrimento se desenhava.

ANDRADE, Carlos Drummond. Contos de aprendiz. São Paulo: Companhia das Letras, 2012

O garçom depositou cuidadosamente sobre a toalhinha alva dois copos cheios de água, dois guardanapos de papel, com florzinhas pálidas, e duas tacinhas de vidro (9º parágrafo)
O uso do diminutivo nas palavras acima sublinhadas tem o objetivo de:
  • A denotar o tamanho dos objetos cujos nomes estão no diminutivo
  • B expressar afeto e carinho
  • C fazer uma ironia
  • D dar ênfase ao trecho todo
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Texto 1: O SORVETE (trecho)

Estávamos absortos na contemplação ritual, misto de atenção a formas simbólicas, e de sonho em torno de ideias complexas que elas sugeriam – ali, diante daqueles pudins e daqueles roxos, amarelos, solferinos, verdes e róseos montículos de açúcar, geleia, ovo, frutas cristalizadas e invisível manteiga, quando um objeto vulgar, mas insólito no lugar onde se achava, me captou o interesse. Encostado a uma das três portas da confeitaria, do lado da calçada, um quadro-negro propunha-nos os seguintes dizeres em giz branco:

Hoje

Delicioso sorvete de

ABACAXI

Especialidade da casa

Hoje!

A inscrição emocionou-me intensamente, e dei conta a Joel da minha perturbação.

– Você está vendo?

Aparentemente, Joel não se deixara invadir pelo sortilégio das palavras. Sua superioridade!

– “Delicioso sorvete de abacaxi...” Nunca tomei disso.

– Eu também não, respondeu o fortíssimo Joel. Deve ser porcaria.

(...)

Fomos à confeitaria, templo misterioso onde se ocultava, na parte dos fundos, vedada por uma portinha de vidro opaco, a essência imanente à coisa ou palavra sorvete, e que meus pobres sentidos se aguçavam para interpretar.

O garçom depositou cuidadosamente sobre a toalhinha alva dois copos cheios de água, dois guardanapos de papel, com florzinhas pálidas, e duas tacinhas de vidro, contendo, cada uma delas, meia esfera de uma substância alva e brilhante... Crianças de cinco anos desprezarão minha narrativa; e já ouço um leitor maduro, que me interrompe: “Afinal este sujeito quer transformar o ato de tomar sorvete numa cena histórica?”. Leitor irritado, não é bem isso. Peço apenas que te debruces sobre esta mesa a cuja roda há dois meninos do mais longe sertão. Eles nunca haviam sentido na boca o frio de uma pedra de gelo, e, como todos os meninos de todos os países, se travavam conhecimento com uma coisa de que só conhecessem antes a representação gráfica ou oral, dela se aproximavam não raro atribuindo-lhe um valor mágico, às vezes divino, às vezes cruel, em desproporção com a realidade e mesmo fora dela; um valor independente da coisa e diretamente ligado a sugestões de som, cor, forma, calor, densidade, que as palavras despertam em nosso espírito maleável... Como posso reconstituir agora tudo o que nós criáramos, para nosso próprio uso, em torno da palavra sorvete, representativa de uma espécie rara de refresco, que às pequenas cidades não era dado conhecer; e cruzada bruscamente com a nossa velha e querida palavra abacaxi, ambas como que envoltas, por uma astúcia do gerente da confeitaria, na seda fina e lisa da palavra “delicioso”?

A carga de simpatia e sensualidade com que me atirei – nos atiramos – às meias esferas trazia talvez em si o germe da decepção que logo nos assaltou. O sorvete era detestável, de um frio doloroso, do qual se excluía toda lembrança de abacaxi, para só ficar a ideia de uma coisa ao mesmo tempo pétrea e frágil, agressiva aos dentes, e, mais para além deles, a uma região íntima do ser em que está o núcleo da personalidade, sua mais profunda capacidade de gozar e sofrer. Era uma dor universal o que ele espalhava, e tão rápida e difundida como se invadisse no mesmo segundo, por mil filamentos, toda a rede nervosa... Lágrimas subiram-me aos olhos. No rosto de Joel, também o sofrimento se desenhava.

ANDRADE, Carlos Drummond. Contos de aprendiz. São Paulo: Companhia das Letras, 2012

O narrador do texto pode ser classificado como narrador personagem, o que está textualmente evidenciado em:

  • A O garçom depositou cuidadosamente sobre a toalhinha alva dois copos cheios de água
  • B Eles nunca haviam sentido na boca o frio de uma pedra de gelo
  • C O sorvete era detestável
  • D Crianças de cinco anos desprezarão minha narrativa

Matemática

11

Um suplemento alimentar infantil é fornecido em embalagens de 125 mL. Para obter 3,9 litros desse suplemento é necessário ter um número, dessas embalagens, de no mínimo

  • A 32.
  • B 31.
  • C 30.
  • D 29.
  • E 28.
12

Em um mutirão para limpar um terreno, 5 homens capinaram durante 3 horas e limparam 480 m2 do terreno. Supondo que todos os homens trabalhem com a mesma produtividade, o tempo necessário para que 3 desses homens limpem os 360 m2 restantes será de

  • A 3 horas e 50 minutos.
  • B 3 horas e 45 minutos.
  • C 3 horas e 40 minutos.
  • D 3 horas e 30 minutos.
  • E 3 horas e 20 minutos.
13

O desconto de R$ 68,00 obtido na compra de um produto equivale a 17% do preço original. Quanto foi pago por esse produto?

  • A R$ 316,00
  • B R$ 320,00
  • C R$ 324,00
  • D R$ 328,00
  • E R$ 332,00
14

Na primeira semana de trabalho em uma campanha, Rute visitou a quarta parte dos domicílios previstos na campanha. Na segunda semana de trabalho, ela visitou a quinta parte do que restava visitar. Os 144 domicílios que ainda faltavam foram visitados por outros agentes.

Qual foi o número de domicílios que Rute visitou?

  • A 84
  • B 90
  • C 96
  • D 102
  • E 108
15

Camila está analisando o projeto de divisão de uma região triangular ABC, que será dividida em três partes triangulares menores (AFD, DBE e EGC) e um trapézio (EGFD), conforme representado na figura a seguir:
Imagem relacionada à questão do Questões Estratégicas
Foi solicitado a Camila que calculasse a área do trapézio EGFD.
Sobre esse projeto, sabe-se que AB, BC e AF medem, respectivamente, 9 m, 12 m e 3 m; que os triângulos ABC, AFD, DBE e EGC são retângulos; que o triângulo DBE é retângulo e isósceles, com DB = BE, e que sua área mede 8 m²; e que o lado GF do trapézio EGFD corresponde à altura desse trapézio.
Além de outras etapas de sua análise, Camila percebeu que os triângulos EGC e ABC são semelhantes, o que significa que:
Imagem relacionada à questão do Questões Estratégicas
Calculando, ao fim, a área do trapézio EGFD, expressa em m2, Camila obteve, corretamente,

  • A 24,64.
  • B 26,88.
  • C 28,00.
  • D 49,28.
  • E 53,76.
16

A figura a seguir representa a planta do apartamento de João, na escala 1 : 50 (isto é, 1 cm da planta corresponde a 50 cm da medida real do apartamento). As medidas estão expressas em centímetros.
Imagem relacionada à questão do Questões Estratégicas
João contratará uma empresa para fazer o polimento e restauração do piso dos cômodos destacados, em cinza, na figura. Se o valor cobrado pela empresa para fazer esse serviço é de R$ 150,00 por metro quadrado, o valor a ser pago por João pelo serviço será de

  • A R$ 1.800,00.
  • B R$ 2.100,00.
  • C R$ 2.250,00.
  • D R$ 2.325,00.
  • E R$ 2.475,00.
17

Suponha que a resolução de um problema envolvendo equações químicas envolva a solução do seguinte sistema de equações do 1o grau, composto das equações (I), (II) e (III):

(I)  x – 2y + 4z = 60
(II)  2x + 3y – z = 28
(III)  6x + 2y + 5z = 158

Considerando a solução desse sistema, é correto afirmar que o valor de y – x é

  • A 2.
  • B 4.
  • C 6.
  • D 8.
  • E 10.
18

Durante a campanha de vendas de uma empresa, para incentivar os vendedores, ficou estabelecido que, quanto mais clientes novos fossem trazidos por um vendedor, maior seria a premiação desse vendedor por cliente novo trazido, de acordo com a seguinte regra: se um vendedor trouxer X clientes novos, ele ganhará, por cliente novo, um valor de (10X + 30) reais. No mês passado, Giovana conseguiu trazer certa quantidade de novos clientes para sua empresa e, como premiação, recebeu o valor total de R$ 700,00.

Se Giovana tivesse trazido 2 clientes a mais, sua premiação teria sido no valor total de

  • A R$ 1.000,00.
  • B R$ 1.040,00.
  • C R$ 1.060,00.
  • D R$ 1.080,00.
  • E R$ 2.000,00.
19

Certo produto custava, inicialmente, R$ 128,00. Esse R ascunho preço aumentou 15%, depois, foi diminuído em R$ 35,20, e, por fim, em relação a esse último preço, aumentou 20%. O preço final do produto, depois de todas essas alterações, quando comparado com seu preço inicial, corresponde a um aumento de

  • A 10%
  • B 9%
  • C 8%
  • D 6%
  • E 5%
20

No contexto do estudo de estruturas moleculares, por meio de modelos geométricos, um químico precisará determinar as dimensões de um cubo de maneira que uma região espacial, delimitada por um paralelepípedo retângulo, possa ser subdividida em cubos, todos com as mesmas dimensões desse cubo, sem que fique sobrando nenhum espaço. As dimensões dessa região espacial são de 8,4 cm de largura, 7,0 cm de altura e 11,2 cm de comprimento. Supondo que esse cubo deva ser o maior possível, é correto afirmar que a medida de sua aresta, em milímetros, é um número cuja soma de seus algarismos é igual a

  • A 8.
  • B 7.
  • C 6.
  • D 5.
  • E 4.

Noções de Informática

21

No que se refere às ferramentas Google, ao usar o Gmail para enviar e receber mensagens, pode-se anexar arquivos com limite de tamanho em bytes. Se o arquivo exceder o limite, o Gmail possibilita adicionar automaticamente um link do Google Drive ao e-mail, em vez de incluí-lo como um anexo. Nesse contexto, o limite para o tamanho do arquivo a ser anexado é de:

  • A 25 GB
  • B 25 MB
  • C 100 GB
  • D 100 MB
22

Computação em nuvem consiste em um ambiente que permite oferecer recursos e realizar serviços de qualquer lugar e a qualquer momento, de maneira facilitada, com acesso à internet a recursos computacionais, de forma rápida e sem esforços em conjunto a um fornecedor de serviços. Entre os tipos de computação em nuvem, três são descritos a seguir.


I. oferece as licenças de software, infraestrutura, manutenção, sistemas de comunicação e tudo o mais necessário para disponibilizar um aplicativo ou site.


II. o fornecedor do software se responsabiliza por toda a estrutura necessária para a disponibilização do sistema (servidores, conectividade, cuidados com segurança da informação) e o cliente utiliza o software via internet.


III. encarrega-se de disponibilizar toda a infraestrutura necessária com o principal objetivo de tornar mais fácil e acessível o fornecimento de recursos, tais como servidores, rede, armazenamento e outros recursos de computação essenciais para construir um ambiente sob demanda, podendo incorporar sistemas operacionais e aplicativos.


Os tipos descritos em I, II e III são conhecidos, respectivamente, pelas siglas:

  • A PaaS, SaaS e IaaS
  • B PaaS, IaaS e SaaS
  • C SaaS, PaaS e IaaS
  • D SaaS, IaaS e PaaS
23

O Microsoft 365 é um serviço de assinatura que oferece acesso aos aplicativos do Office e outros serviços baseados na nuvem. Um desses recursos representa um novo paradigma no trabalho, em que os funcionários colaboram com a IA para aumentar a produtividade, resolvendo o desafio moderno em que o ritmo do trabalho vem sobrecarregando a capacidade de acompanhar as mudanças. É um serviço que foi projetado para transformar como se deve trabalhar na era digital, tendo como objetivo impulsionar a criatividade, aumentar a produtividade e promover novas habilidades. É uma ferramenta inovadora que se integra perfeitamente ao pacote de aplicativos do Microsoft 365, incluindo Teams, Word, Outlook, PowerPoint, Excel, para elevar a produtividade e a criatividade no local de trabalho. Esse recurso é conhecido como:

  • A Copilot
  • B StarryAI
  • C ChatGPT
  • D Text Cortex IA
24

No uso dos recursos do PowerPoint do pacote MS Office 2019 BR, em um microcomputador Intel, com Windows 10 BR (x64), um funcionário da Prefeitura de Arraial do Cabo pressionou um ícone existente na Faixa de Opções, dentre os visualizados quando se aciona uma das guias na Barra de Menu. Como resultado, foi exibida a figura na tela do monitor de vídeo.


Imagem relacionada à questão do Questões Estratégicas


Nesse contexto, o ícone pressionado e a guia da Barra de Menu estão indicados, respectivamente, na seguinte alternativa:

  • A Imagem relacionada à questão do Questões Estratégicas e Design
  • B Imagem relacionada à questão do Questões Estratégicas e Design
  • C Imagem relacionada à questão do Questões Estratégicas e Inserir
  • D Imagem relacionada à questão do Questões Estratégicas e Inserir
25

Observe as planilhas (a) e (b), que fazem parte do arquivo CONTROLE.XLSX, criado no Excel 2019 BR.


Imagem relacionada à questão do Questões Estratégicas


Nas planilhas, foram realizados os procedimentos descritos a seguir.


• Em D5 da planilha LAGOS_1, foi inserida a fórmula =MED(A3:F3).


• Em D7 da planilha LAGOS_1, foi inserida a fórmula =SE(MOD(C3;5)=0;"ARRAIAL";"CABO").


• Em F4 da planilha LAGOS_2, foi inserida uma fórmula que transfere o valor 19 mostrado na célula E3 de LAGOS_1 para F4 de LAGOS_2.


Nessas condições, os conteúdos mostrados nas células D5 e D7 de LAGOS_1 e a fórmula inserida em F4 de LAGOS_2 são, respectivamente:

  • A 23, CABO e =LAGOS_2!F4
  • B 26, CABO e =LAGOS_2$F4
  • C 23, ARRAIAL e =LAGOS_2&F4
  • D 26, ARRAIAL e =LAGOS_2%F4
26

Entre as características e funcionalidades do editor Word do pacote MS Office 2019 BR, em um notebook com Windows 11 BR (x64), duas são descritas a seguir.
I. Um ícone existente na Faixa de Opções tem por objetivo inserir imagens em um texto.
II. A execução de um atalho de teclado possibilita inserir uma Imagem relacionada à questão do Questões Estratégicasa um texto em digitação.
O ícone e o atalho de teclado são, respectivamente:

  • A Imagem relacionada à questão do Questões Estratégicas e Ctrl + Return
  • B Imagem relacionada à questão do Questões Estratégicas e Ctrl + Return
  • C Imagem relacionada à questão do Questões Estratégicas e Ctrl + Backspace
  • D Imagem relacionada à questão do Questões Estratégicas e Ctrl + Backspace
27

Ao redigir uma mensagem no chat utilizando o Microsoft Teams, em sua configuração padrão, um usuário devidamente autorizado pode defini-la como “Urgente”, fazendo com que os destinatários sejam notificados a cada 2 minutos por 20 minutos. Essa funcionalidade é encontrada na opção:

  • A Componentes do Loop.
  • B Workflows.
  • C Agendar reunião.
  • D Agendar mensagem.
  • E Definir opções de entrega.
28

Durante a criação de uma apresentação com 5 slides não ocultos no PowerPoint 2016, em sua configuração original, um agente sanitário inseriu no slide 3 um botão de ação cujo ícone é formado por uma barra vertical seguida por um triângulo virado para a esquerda.

Ao clicar nesse botão, será apresentado o slide

  • A 1.
  • B 2.
  • C 3.
  • D 4.
  • E 5.
29

Observe o conteúdo da planilha Google a seguir, que está em elaboração no aplicativo Planilhas do Google Workspace:
Imagem relacionada à questão do Questões Estratégicas
Ao clicar com o botão direito do mouse sobre a coluna B e selecionar a opção “Classificar página Z a A”, no menu que é apresentado, o cargo mostrado na célula A5 será:

  • A químico.
  • B biólogo.
  • C agente de saneamento.
  • D agente escolar.
  • E agente comunitário de saúde.
30

No Microsoft Word 2016, é possível inserir campos predefinidos que exibem informações dinâmicas no documento. Um desses campos pode ser configurado para mostrar a data atual, atualizando-se automaticamente conforme o dia de abertura ou impressão. Qual campo realiza essa função?

  • A FileName.
  • B SaveDate.
  • C CreateDate.
  • D Date.
  • E EditTime.

Direito Constitucional

31

É correto afirmar, de acordo com o inciso I do artigo 213 da Constituição Federal, que o uso de recursos públicos em escolas comunitárias, confessionais e filantrópicas é

  • A proibido, pois escolas comunitárias, confessionais e filantrópicas são impedidas de receber recursos públicos.
  • B permitido, desde que comprovem finalidade não-lucrativa e apliquem seus excedentes financeiros em educação.
  • C admitido, desde que apliquem um mínimo de 50% dos seus lucros financeiros em educação.
  • D aceito somente para escolas comunitárias e filantrópicas e inadmitidos para escolas confessionais, por sua vertente religiosa.
  • E permitido apenas para escolas comunitárias de ensino fundamental em zonas rurais que não forem atendidas por alguma rede pública.
32

Suponha que Marcos e Alice acabaram de ser admitidos, por meio de processo seletivo público, como agente comunitário de saúde e agente de combate às endemias, respectivamente.

Considerando o relato e o disposto na Constituição Federal, é correto afirmar que

  • A o vencimento de Marcos não poderá ser inferior a dois salários mínimos, enquanto o de Alice deverá ser de um salário mínimo.
  • B tanto Marcos quanto Alice terão aposentadoria especial e, somado aos seus vencimentos, adicional de insalubridade.
  • C Marcos terá direito à aposentadoria especial, mas somente Alice receberá mensalmente adicional de insalubridade e ambos receberão, pelo menos, três salários mínimos.
  • D os vencimentos de Marcos e Alice serão pagos com recursos consignados no orçamento geral do Estado, com dotação própria, mas não exclusiva.
  • E tanto Marcos quanto Alice terão direito à aposentadoria especial e vencimentos que correspondem a, pelo menos, cinco salários mínimos, mas não receberão adicional de insalubridade.
33

Suponha que o Estado X deixou de entregar, aos Municípios, receitas tributárias fixadas na Constituição, dentro dos prazos estabelecidos em lei, bem como suspendeu o pagamento da dívida fundada por três anos consecutivos, sem se verificar qualquer motivo de força maior.

Com relação ao disposto na Constituição Federal, é correto afirmar que a União

  • A tem o dever de decretar a intervenção federal, a qual depende de provimento pelo Supremo Tribunal Federal e de representação formulada pelo Procurador-Geral da República.
  • B poderá decretar a intervenção federal e, cessados os motivos da intervenção, as autoridades afastadas de seus cargos a estes voltarão, salvo impedimento legal.
  • C não poderá decretar a intervenção federal, pois a intervenção é possível após a suspensão do pagamento da dívida fundada por pelo menos cinco anos consecutivos.
  • D poderá decretar a intervenção federal, desde que tenha havido requerimento de pelo menos um terço dos municípios atingidos pelas medidas.
  • E deverá decretar a intervenção federal e, se o Congresso Nacional não estiver funcionando, far-se-á convocação extraordinária, no prazo de quarenta e oito horas.
34

Considere que John é inglês e Maria é brasileira, que são casados e moraram em São Paulo durante dez anos. No entanto, mudaram-se para Londres, na Inglaterra, e lá tiveram uma filha, Rose, que não foi registrada em repartição brasileira. Após completar 18 (dezoito) anos, Rose se mudou para o Brasil com o fim de empreender e agora, passados cinco anos de residência ininterrupta no Município de Ilha Solteira, deseja concorrer ao cargo de prefeita no referido município.

Com base na situação hipotética apresentada e no disposto na Constituição Federal, é correto afirmar:

  • A se John não tiver nenhuma condenação penal, ele deve ser considerado como brasileiro naturalizado.
  • B Rose será considerada brasileira naturalizada após comprovar residência ininterrupta no Brasil por dez anos e fluência na língua portuguesa.
  • C se o casamento de John e Maria tiver ocorrido no Brasil e houver comprovação de que John possui fluência na língua portuguesa, ele deve ser considerado como brasileiro naturalizado.
  • D se Rose optar pela nacionalidade brasileira, ela será considerada como brasileira nata, podendo concorrer ao cargo de prefeita, se preenchidos os demais requisitos.
  • E como é brasileira naturalizada, Rose poderá concorrer ao cargo de Prefeita de Ilha Solteira, desde que tenha vinte e cinco anos completos e preencha os demais requisitos.
35

A respeito da ordem social, com base na Constituição Federal, assinale a alternativa correta.

  • A A assistência social será oferecida a quem dela demonstrar necessidade, desde que haja comprovação do pagamento de contribuição à seguridade social.
  • B A saúde é direito de todos e dever do Estado, que a promoverá mediante a realização de políticas que restrinjam o acesso a tratamentos médicos aos que demonstrem incapacidade financeira de arcar com seus custos com recursos próprios.
  • C A assistência à saúde é livre à iniciativa privada, e as empresas poderão atuar de maneira complementar ao Sistema Único de Saúde, desde que tenham caráter filantrópico.
  • D As universidades gozam de autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial e podem admitir professores, técnicos e cientistas estrangeiros, na forma da lei.
  • E Os Estados e o Distrito Federal devem vincular cinco por cento de sua receita tributária líquida para o financiamento de programas e projetos culturais.
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Com base na Constituição Federal, a respeito dos servidores públicos, assinale a alternativa correta.

  • A Em caso de prática de improbidade administrativa, o agente será preso, perderá a função pública, terá seus direitos públicos suspensos e deverá ressarcir o erário.
  • B Não serão computados no limite remuneratório constitucional as parcelas de caráter indenizatório expressamente previstas em lei ordinária, aprovada pelo Congresso Nacional, de caráter nacional, aplicada a todos os Poderes e órgãos constitucionalmente autônomos.
  • C A aposentadoria concedida com a utilização de tempo de contribuição decorrente de cargo, emprego ou função pública acarretará o rompimento do vínculo que gerou o referido tempo de contribuição, salvo para os agentes vinculados ao Regime Geral de Previdência Social.
  • D As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão, em qualquer hipótese, pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, vedado o exercício do direito de regresso contra o responsável em caso de culpa.
  • E O servidor público da administração direta, autárquica e fundacional, no exercício de mandato eletivo, investido no mandato de prefeito ou vereador, será automaticamente afastado do cargo, emprego ou função, sendo-lhe facultado optar pela sua remuneração.
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A respeito da ordem social, com base na Constituição Federal, assinale a alternativa correta.

  • A A assistência social será oferecida a quem dela demonstrar necessidade, desde que haja comprovação do pagamento de contribuição à seguridade social.
  • B A saúde é direito de todos e dever do Estado, que a promoverá mediante a realização de políticas que restrinjam o acesso a tratamentos médicos aos que demonstrem incapacidade financeira de arcar com seus custos com recursos próprios.
  • C A assistência à saúde é livre à iniciativa privada, e as empresas poderão atuar de maneira complementar ao Sistema Único de Saúde, desde que tenham caráter filantrópico.
  • D As universidades gozam de autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial e podem admitir professores, técnicos e cientistas estrangeiros, na forma da lei.
  • E Os Estados e o Distrito Federal devem vincular cinco por cento de sua receita tributária líquida para o financiamento de programas e projetos culturais.
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Com base na Constituição Federal, a respeito dos servidores públicos, assinale a alternativa correta.

  • A Em caso de prática de improbidade administrativa, o agente será preso, perderá a função pública, terá seus direitos públicos suspensos e deverá ressarcir o erário.
  • B Não serão computados no limite remuneratório constitucional as parcelas de caráter indenizatório expressamente previstas em lei ordinária, aprovada pelo Congresso Nacional, de caráter nacional, aplicada a todos os Poderes e órgãos constitucionalmente autônomos.
  • C A aposentadoria concedida com a utilização de tempo de contribuição decorrente de cargo, emprego ou função pública acarretará o rompimento do vínculo que gerou o referido tempo de contribuição, salvo para os agentes vinculados ao Regime Geral de Previdência Social.
  • D As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão, em qualquer hipótese, pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, vedado o exercício do direito de regresso contra o responsável em caso de culpa.
  • E O servidor público da administração direta, autárquica e fundacional, no exercício de mandato eletivo, investido no mandato de prefeito ou vereador, será automaticamente afastado do cargo, emprego ou função, sendo-lhe facultado optar pela sua remuneração.
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Antônia é estudante universitária e, em visita à biblioteca da universidade pública a que é vinculada, pediu aos servidores públicos presentes no local acesso às informações sobre a aquisição de obras literárias integrantes do acervo especial da biblioteca, bem como à relação dos periódicos científicos internacionais dos quais a instituição possui assinatura. O acesso a essas informações foi negado de maneira simples e sem maiores explicações, mesmo após a insistência de Antônia.

Com base na situação hipotética e no disposto na Constituição Federal, é correto afirmar que Antônia

  • A não pode adotar providências judiciais ou administrativas, pois é constitucionalmente assegurado o sigilo das informações pertencentes à administração.
  • B somente teria acesso às informações caso se referissem a dados relativos a sua própria pessoa.
  • C precisará ajuizar uma ação popular para assegurar o conhecimento de informações constantes dos registros.
  • D tem o direito de formalizar o pedido administrativamente no exercício do direito de petição, independentemente do pagamento de taxas.
  • E deve propor mandado de injunção para obter o acesso às informações, desde que exponha as razões que justificam o interesse nesses dados.
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Suponha que o Estado X deixou de entregar, aos Municípios, receitas tributárias fixadas na Constituição, dentro dos prazos estabelecidos em lei, bem como suspendeu o pagamento da dívida fundada por três anos consecutivos, sem se verificar qualquer motivo de força maior.

Com relação ao disposto na Constituição Federal, é correto afirmar que a União

  • A tem o dever de decretar a intervenção federal, a qual depende de provimento pelo Supremo Tribunal Federal e de representação formulada pelo Procurador-Geral da República.
  • B poderá decretar a intervenção federal e, cessados os motivos da intervenção, as autoridades afastadas de seus cargos a estes voltarão, salvo impedimento legal.
  • C não poderá decretar a intervenção federal, pois a intervenção é possível após a suspensão do pagamento da dívida fundada por pelo menos cinco anos consecutivos.
  • D poderá decretar a intervenção federal, desde que tenha havido requerimento de pelo menos um terço dos municípios atingidos pelas medidas.
  • E deverá decretar a intervenção federal e, se o Congresso Nacional não estiver funcionando, far-se-á convocação extraordinária, no prazo de quarenta e oito horas.

Direito Administrativo

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Thiago, agente de saneamento do Município X, está realizando fiscalizações de rotina no bairro do Limoeiro com o objetivo de apurar potenciais práticas de infração à legislação, em função do uso indevido de fossas sépticas para o descarte de resíduos. No curso de uma diligência, enquanto tentava descobrir os danos causados pelo uso indevido de uma fossa clandestina, o agente de saneamento atingiu a estrutura da rede de água, deixando parte dos moradores do bairro sem abastecimento de água por dois dias.

Com base na situação hipotética e no disposto na Constituição Federal, é correto afirmar que Thiago

  • A responderá pessoalmente pelos danos causados às pessoas, independentemente de culpa.
  • B não responde pelos danos causados, salvo se for comprovada a sua intenção de danificar a rede de água.
  • C responderá, independentemente de culpa ou dolo, perante o Município X pelos prejuízos causados, caso este venha a ser condenado pelos danos que foram causados aos moradores.
  • D não pode ser responsabilizado pelos danos causados, pois o interesse público prevalece sobre o interesse dos particulares.
  • E será responsabilizado se agiu com dolo ou culpa, de forma regressiva, pelo Município X, caso este seja condenado pelos danos causados aos moradores.
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Durante uma inspeção sanitária, um agente de saneamento constatou que um restaurante mantinha alimentos vencidos armazenados junto com produtos destinados ao preparo das refeições. Diante do risco iminente à saúde pública, a equipe da vigilância sanitária decidiu por interditar a cozinha do estabelecimento até a regularização da situação.

Essa medida é um exemplo de

  • A atuação discricionária do gestor municipal, sem respaldo legal.
  • B ação da polícia judiciária, restrita a casos criminais.
  • C exercício do poder de polícia administrativa, limitando direitos individuais em favor da saúde coletiva.
  • D medida punitiva que depende exclusivamente de decisão judicial para ser aplicada.
  • E ato de responsabilidade do Ministério Público, e não da Vigilância Sanitária.
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Antônia é estudante universitária e, em visita à biblioteca da universidade pública a que é vinculada, pediu aos servidores públicos presentes no local acesso às informações sobre a aquisição de obras literárias integrantes do acervo especial da biblioteca, bem como à relação dos periódicos científicos internacionais dos quais a instituição possui assinatura. O acesso a essas informações foi negado de maneira simples e sem maiores explicações, mesmo após a insistência de Antônia.

Com base na situação hipotética e no disposto na Constituição Federal, é correto afirmar que Antônia

  • A não pode adotar providências judiciais ou administrativas, pois é constitucionalmente assegurado o sigilo das informações pertencentes à administração.
  • B somente teria acesso às informações caso se referissem a dados relativos a sua própria pessoa.
  • C precisará ajuizar uma ação popular para assegurar o conhecimento de informações constantes dos registros.
  • D tem o direito de formalizar o pedido administrativamente no exercício do direito de petição, independentemente do pagamento de taxas.
  • E deve propor mandado de injunção para obter o acesso às informações, desde que exponha as razões que justificam o interesse nesses dados.
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Suponha que Marcos e Alice acabaram de ser admitidos, por meio de processo seletivo público, como agente comunitário de saúde e agente de combate às endemias, respectivamente.

Considerando o relato e o disposto na Constituição Federal, é correto afirmar que

  • A o vencimento de Marcos não poderá ser inferior a dois salários mínimos, enquanto o de Alice deverá ser de um salário mínimo.
  • B tanto Marcos quanto Alice terão aposentadoria especial e, somado aos seus vencimentos, adicional de insalubridade.
  • C Marcos terá direito à aposentadoria especial, mas somente Alice receberá mensalmente adicional de insalubridade e ambos receberão, pelo menos, três salários mínimos.
  • D os vencimentos de Marcos e Alice serão pagos com recursos consignados no orçamento geral do Estado, com dotação própria, mas não exclusiva.
  • E tanto Marcos quanto Alice terão direito à aposentadoria especial e vencimentos que correspondem a, pelo menos, cinco salários mínimos, mas não receberão adicional de insalubridade.
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Suponha que Abigail protocolou no setor competente da Unesp pedido de revalidação de diploma de graduação obtido em instituição de ensino estrangeira, o qual terá tramitação simplificada.

De acordo com a Resolução Unesp n° 5, de 16.01.2018, a Unesp deverá concluir o processo de Abigail em até

  • A 10 (dez) dias, contados a partir da data do protocolo de recebimento do pedido.
  • B 15 (quinze) dias, contados a partir do parecer do CADE.
  • C 30 (trinta) dias, contados a partir da data da ciência do Reitor.
  • D 90 (noventa) dias, contados a partir da data do protocolo de recebimento do pedido.
  • E 180 (cento e oitenta) dias, contados a partir da data da ciência do Reitor.
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Suponha que durante sessão ordinária do Conselho de Ensino Pesquisa e Extensão (CEPE), Paulo, Conselheiro, por meio de solicitação verbal, requereu vista de matéria em regime de urgência constante na Ordem do Dia.

Com base na situação hipotética e no disposto na Resolução Unesp n° 10 de 28.02.1994, é correto afirmar que

  • A só será concedida vista a Paulo se 1/3 (um terço) dos Conselheiros presentes assim aprovar.
  • B não será concedida vista de matéria em regime de urgência.
  • C a matéria retirada da Ordem do Dia em virtude do pedido de vista de Paulo deverá ser devolvida em até 48 (quarenta e oito) horas, em virtude da urgência.
  • D não será concedida vista a Paulo, pois o requerimento deve ser escrito.
  • E a concessão de vista a Paulo depende de aprovação do Presidente do CEPE.
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Antônia é estudante universitária e, em visita à biblioteca da universidade pública a que é vinculada, pediu aos servidores públicos presentes no local acesso às informações sobre a aquisição de obras literárias integrantes do acervo especial da biblioteca, bem como à relação dos periódicos científicos internacionais dos quais a instituição possui assinatura. O acesso a essas informações foi negado de maneira simples e sem maiores explicações, mesmo após a insistência de Antônia.


Com base na situação hipotética e no disposto na Constituição Federal, é correto afirmar que Antônia

  • A não pode adotar providências judiciais ou administrativas, pois é constitucionalmente assegurado o sigilo das informações pertencentes à administração.
  • B somente teria acesso às informações caso se referissem a dados relativos a sua própria pessoa.
  • C precisará ajuizar uma ação popular para assegurar o conhecimento de informações constantes dos registros.
  • D tem o direito de formalizar o pedido administrativamente no exercício do direito de petição, independentemente do pagamento de taxas.
  • E deve propor mandado de injunção para obter o acesso às informações, desde que exponha as razões que justificam o interesse nesses dados.
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Antônia é estudante universitária e, em visita à biblioteca da universidade pública a que é vinculada, pediu aos servidores públicos presentes no local acesso às informações sobre a aquisição de obras literárias integrantes do acervo especial da biblioteca, bem como à relação dos periódicos científicos internacionais dos quais a instituição possui assinatura. O acesso a essas informações foi negado de maneira simples e sem maiores explicações, mesmo após a insistência de Antônia.

Com base na situação hipotética e no disposto na Constituição Federal, é correto afirmar que Antônia

  • A não pode adotar providências judiciais ou administrativas, pois é constitucionalmente assegurado o sigilo das informações pertencentes à administração.
  • B somente teria acesso às informações caso se referissem a dados relativos a sua própria pessoa.
  • C precisará ajuizar uma ação popular para assegurar o conhecimento de informações constantes dos registros.
  • D tem o direito de formalizar o pedido administrativamente no exercício do direito de petição, independentemente do pagamento de taxas.
  • E deve propor mandado de injunção para obter o acesso às informações, desde que exponha as razões que justificam o interesse nesses dados.
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A Lei no 13.019/2014 adotou uma série de medidas que buscam contribuir para moralizar as parcerias com entidades do terceiro setor e corrigir abusos que antes se verificavam. Dentre elas, pode-se mencionar:

  • A Imposição de medidas garantidoras de transparência, seja para exigir divulgação por meio eletrônico da relação das parcerias celebradas e respectivos planos de trabalho, seja para divulgação pela Internet dos meios para apresentação de denúncia sobre a aplicação irregular dos recursos envolvidos na parceria.
  • B Maiores exigências para que as chamadas organizações da sociedade civil possam celebrar parcerias com o poder público, especialmente o requisito de quatro anos de existência e de experiência da entidade, e ficha limpa para a entidade, embora não extensivo a seus dirigentes.
  • C Impossibilidade de a Administração Pública retomar os bens públicos em poder da organização da sociedade civil ou mesmo de assumir a responsabilidade pela execução do restante do objeto previsto no plano de trabalho, fazendo cessar a execução do objeto da parceria.
  • D Previsão de penalidades pela execução da parceria em desacordo com o plano de trabalho e com as normas da Lei no13.019/2014, como a prisão civil e a suspensão dos direitos políticos dos dirigentes das entidades envolvidas.
  • E Exigência de licitação, na modalidade de diálogo competitivo, para seleção da entidade parceira.
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Sobre o início do processo administrativo, previsto na Lei no 9.784/1999, é correto afirmar que

  • A o processo administrativo se inicia somente após provocação do interessado.
  • B o requerimento inicial do interessado deve ser formulado apenas por escrito.
  • C a Administração tem o dever de explicitamente emitir decisão nos processos administrativos.
  • D é proibido à Administração elaborar modelos ou formulários padronizados no atendimento ao público, ainda que para subsidiar assuntos que importem pretensões equivalentes.
  • E é vedada à Administração a recusa imotivada de recebimento de documentos, devendo o servidor orientar o interessado quanto ao suprimento de eventuais falhas.