Resolver o Simulado Prefeitura de Itapoá SC Professor de Português - CONSULPLAN - Nível Superior

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Português

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        A partir da metade da década de 1990, o termo meio ambiente passou a ter destaque em razão da sua importância para a sobrevivência e evolução das espécies, tanto da fauna quanto da flora. A sociedade não se sustenta sem as condições equilibradas da natureza, como água potável, ar puro, solo fértil e clima agradável. Com a preocupação crescente da sociedade em relação ao meio ambiente, as empresas mais conscientes passaram também a se preocupar e tratar esta área, como, por exemplo, por meio da aplicação de esforços em sustentabilidade e esforços para a destinação correta de resíduos. Da mesma forma que outras áreas de uma organização, como produção, insumos, maquinários, entre outros, os impactos ambientais gerados pelo processo produtivo também podem ser calculados, passando a fazer parte do sistema contábil da empresa, e, assim, surge a contabilidade ambiental. Um sistema contábil ambiental é uma importante ferramenta para o fornecimento de informações aos usuários internos e também aos externos da organização; por meio dessas informações, ele auxilia a tomada de decisões e a fixação de políticas ambientais. Este trabalho está focado no desenvolvimento sustentável, na sustentabilidade econômica, social e ambiental, bem como na contabilidade ambiental e seus respectivos grupos contábeis, como ativos, passivos, custos, despesas e receitas ambientais, e nos sistemas de informações contábeis. Objetiva-se apresentar as vantagens que a contabilidade ambiental pode proporcionar para as organizações e para a sociedade em geral. A contabilidade é um dos principais sistemas de informação de uma empresa. Ela também deve evidenciar monetariamente os resultados alcançados no processo de proteção e preservação do meio ambiente. No passado as organizações se preocupavam apenas com a eficiência dos sistemas produtivos, porém atualmente, com o aumento da concorrência e das dificuldades no mercado, há um crescimento da contabilidade ambiental em suas estratégias.

(Francielle Both. Augusto Fischer. Unoesc & Ciência – ACSA v. 8 n. 1, 2017. Disponível em: https://periodicos.unoesc.edu.br/acsa/article/view/12599. Fragmento.)
“No passado as organizações se preocupavam apenas com a eficiência dos sistemas produtivos, porém atualmente, com o aumento da concorrência e das dificuldades no mercado, há um crescimento da contabilidade ambiental em suas estratégias.” Em relação ao período anterior, pode-se afirmar que a mensagem essencial apresentada em seu enunciado não teria o seu sentido original modificado caso fosse reescrito como indicado em:
  • A Nos dias atuais, a contabilidade ambiental – em sua atuação – tem crescido consideravelmente. No passado, a eficiência dos sistemas produtivos era a única preocupação das organizações.
  • B No passado, a eficiência dos sistemas produtivos era vista com grande preocupação, e atualmente, com o aumento da concorrência e das dificuldades no mercado, há um crescimento da contabilidade ambiental em suas estratégias.
  • C Em outros tempos, havia grande relevância para a eficiência dos sistemas produtivos; atualmente, com o aumento da concorrência e das dificuldades no mercado, a preocupação passa a ser com a contabilidade ambiental em suas estratégias.
  • D No passado, de certo modo, as organizações se preocupavam exclusivamente com a eficiência dos sistemas produtivos, porém, atualmente, com o aumento da concorrência e das dificuldades no mercado, tem havido um crescimento da contabilidade ambiental em suas estratégias.
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        A partir da metade da década de 1990, o termo meio ambiente passou a ter destaque em razão da sua importância para a sobrevivência e evolução das espécies, tanto da fauna quanto da flora. A sociedade não se sustenta sem as condições equilibradas da natureza, como água potável, ar puro, solo fértil e clima agradável. Com a preocupação crescente da sociedade em relação ao meio ambiente, as empresas mais conscientes passaram também a se preocupar e tratar esta área, como, por exemplo, por meio da aplicação de esforços em sustentabilidade e esforços para a destinação correta de resíduos. Da mesma forma que outras áreas de uma organização, como produção, insumos, maquinários, entre outros, os impactos ambientais gerados pelo processo produtivo também podem ser calculados, passando a fazer parte do sistema contábil da empresa, e, assim, surge a contabilidade ambiental. Um sistema contábil ambiental é uma importante ferramenta para o fornecimento de informações aos usuários internos e também aos externos da organização; por meio dessas informações, ele auxilia a tomada de decisões e a fixação de políticas ambientais. Este trabalho está focado no desenvolvimento sustentável, na sustentabilidade econômica, social e ambiental, bem como na contabilidade ambiental e seus respectivos grupos contábeis, como ativos, passivos, custos, despesas e receitas ambientais, e nos sistemas de informações contábeis. Objetiva-se apresentar as vantagens que a contabilidade ambiental pode proporcionar para as organizações e para a sociedade em geral. A contabilidade é um dos principais sistemas de informação de uma empresa. Ela também deve evidenciar monetariamente os resultados alcançados no processo de proteção e preservação do meio ambiente. No passado as organizações se preocupavam apenas com a eficiência dos sistemas produtivos, porém atualmente, com o aumento da concorrência e das dificuldades no mercado, há um crescimento da contabilidade ambiental em suas estratégias.

(Francielle Both. Augusto Fischer. Unoesc & Ciência – ACSA v. 8 n. 1, 2017. Disponível em: https://periodicos.unoesc.edu.br/acsa/article/view/12599. Fragmento.)
Considerando as informações e ideias apresentadas no texto, pode-se afirmar que:
  • A Fatores externos às organizações são reconhecidos como elementos de contribuição para mudança de atuação e estratégias incluindo questões relacionadas ao meio ambiente
  • B A necessidade do estabelecimento de uma relação direta entre a contabilidade e o meio ambiente surge a partir do momento que empresas passam a se interessar por tal aspecto de sua produção.
  • C A partir de um marcador temporal, a importância do assunto meio ambiente é evidenciada na sociedade, demonstrando a evolução e o desenvolvimento dos ideais determinada pela evolução de aspecto histórico.
  • D Políticas ambientais bem definidas, objetivas e precisas são capazes de contribuir de fato para que um sistema contábil ambiental alcance outras áreas da organização, contribuindo positivamente de forma a extrapolar o objetivo inicial.
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Desumanidade

Esse artigo bem que poderia ser chamado Lágrimas por Bucha. O que aconteceu na cidade situada nos arredores de Kiev é inominável. Quando as tropas russas abandonaram a região ao norte da capital ucraniana, deixaram evidências de crimes de guerra. E um rastro de dor e de horror que provocará traumas profundos na sociedade da ex-república soviética. As imagens que chegaram de Bucha causaram comoção e revolta em todo o mundo. Civis executados com tiros na cabeça; os corpos com as mãos amarradas às costas, além de sinais de tortura, abandonados pelas ruas. Um homem sem vida ao lado da bicicleta, no meio da estrada. Uma cova coletiva com 57 cadáveres nos arredores da cidade. Em Bucha e em localidades vizinhas, a Procuradoria-Geral da Ucrânia informou terem sido encontrados 410 civis mortos.

Guerras, por mais que sejam desprovidas de sentido e de lógica, precisam seguir regras de conduta. Uma delas é jamais atingir a população civil. Os alvos têm que se resumir aos objetivos militares. Recebi várias imagens de Bucha. Os cidadãos foram subjugados, provavelmente torturados e humilhados, antes de serem assassinados friamente. O Tribunal Penal Internacional precisa investigar a matança e punir de forma exemplar todos os responsáveis pelas atrocidades, do mais baixo ao mais alto escalão militar e de poder. A comunidade internacional tem a obrigação moral de reforçar as sanções contra Vladimir Putin e sua autocracia.

Não se trata mais de Putin sentir-se ameaçado pela expansão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) rumo ao Leste da Europa. O que está em questão aqui é a existência de provas cabais de crimes de guerra e de crimes contra a humanidade. A guerra que muitos querem justificar como legítima está assassinando civis, que nada têm a ver com pretensões políticas ou militares de Putin e do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. São pais, mães, filhos, executados a sangue frio e sem piedade.

O único legado da guerra de Putin será a dor. A Ucrânia precisará se reerguer das ruínas, e seus cidadãos terão que aprender a conviver com o luto e com o trauma. A Rússia será relegada ao status de pária, e seus líderes deverão prestar contas à Corte de Haia. Soldados russos conviverão com a pecha de assassinos e com as memórias de quando escolheram a desumanização. Minhas lágrimas por Bucha.

(Rodrigo Craveiro. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2022/04/4998550-rodrigo-craveiro-desumanidade.html – Em: julho de 2022.)
A frase com a qual o texto é finalizado: “Minhas lágrimas por Bucha” pode ser considerada uma reescrita que mantém a correção gramatical e o sentido original para a opção de título sugerido no início do texto? Assinale a alternativa que apresenta a resposta correta para a pergunta anterior.
  • A Não, não há qualquer relação de sentido entre as estruturas linguísticas referidas no enunciado.
  • B Sim, o trecho destacado seria uma terceira opção para o título do texto já que se trata de uma reescrita da opção apresentada cujo sentido original está plenamente mantido.
  • C Não, apesar de haver uma relação em referência ao conteúdo, a finalização do texto tem sentido diferente do indicado no título sugerido quando torna o discurso pessoal, particular.
  • D Não, ainda que o conteúdo da frase final do texto esteja relacionado à sugestão do título apresentado na introdução, o título de um texto como o do gênero textual em análise não pode apresentar qualquer tipo de parcialidade.
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Desumanidade

Esse artigo bem que poderia ser chamado Lágrimas por Bucha. O que aconteceu na cidade situada nos arredores de Kiev é inominável. Quando as tropas russas abandonaram a região ao norte da capital ucraniana, deixaram evidências de crimes de guerra. E um rastro de dor e de horror que provocará traumas profundos na sociedade da ex-república soviética. As imagens que chegaram de Bucha causaram comoção e revolta em todo o mundo. Civis executados com tiros na cabeça; os corpos com as mãos amarradas às costas, além de sinais de tortura, abandonados pelas ruas. Um homem sem vida ao lado da bicicleta, no meio da estrada. Uma cova coletiva com 57 cadáveres nos arredores da cidade. Em Bucha e em localidades vizinhas, a Procuradoria-Geral da Ucrânia informou terem sido encontrados 410 civis mortos.

Guerras, por mais que sejam desprovidas de sentido e de lógica, precisam seguir regras de conduta. Uma delas é jamais atingir a população civil. Os alvos têm que se resumir aos objetivos militares. Recebi várias imagens de Bucha. Os cidadãos foram subjugados, provavelmente torturados e humilhados, antes de serem assassinados friamente. O Tribunal Penal Internacional precisa investigar a matança e punir de forma exemplar todos os responsáveis pelas atrocidades, do mais baixo ao mais alto escalão militar e de poder. A comunidade internacional tem a obrigação moral de reforçar as sanções contra Vladimir Putin e sua autocracia.

Não se trata mais de Putin sentir-se ameaçado pela expansão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) rumo ao Leste da Europa. O que está em questão aqui é a existência de provas cabais de crimes de guerra e de crimes contra a humanidade. A guerra que muitos querem justificar como legítima está assassinando civis, que nada têm a ver com pretensões políticas ou militares de Putin e do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. São pais, mães, filhos, executados a sangue frio e sem piedade.

O único legado da guerra de Putin será a dor. A Ucrânia precisará se reerguer das ruínas, e seus cidadãos terão que aprender a conviver com o luto e com o trauma. A Rússia será relegada ao status de pária, e seus líderes deverão prestar contas à Corte de Haia. Soldados russos conviverão com a pecha de assassinos e com as memórias de quando escolheram a desumanização. Minhas lágrimas por Bucha.

(Rodrigo Craveiro. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2022/04/4998550-rodrigo-craveiro-desumanidade.html – Em: julho de 2022.)
A respeito da expressão das intenções e pontos de vista do enunciador, pode-se afirmar que em “Os cidadãos foram subjugados, provavelmente torturados e humilhados, antes de serem assassinados friamente.” (2º§) é possível reconhecer tal procedimento e sentido que expressa em relação ao exposto:
  • A Anterioridade e provocação.
  • B Ceticismo e obrigatoriedade.
  • C Possibilidade e temporalidade.
  • D Duplicidade, certeza e comprovação.
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Desumanidade

Esse artigo bem que poderia ser chamado Lágrimas por Bucha. O que aconteceu na cidade situada nos arredores de Kiev é inominável. Quando as tropas russas abandonaram a região ao norte da capital ucraniana, deixaram evidências de crimes de guerra. E um rastro de dor e de horror que provocará traumas profundos na sociedade da ex-república soviética. As imagens que chegaram de Bucha causaram comoção e revolta em todo o mundo. Civis executados com tiros na cabeça; os corpos com as mãos amarradas às costas, além de sinais de tortura, abandonados pelas ruas. Um homem sem vida ao lado da bicicleta, no meio da estrada. Uma cova coletiva com 57 cadáveres nos arredores da cidade. Em Bucha e em localidades vizinhas, a Procuradoria-Geral da Ucrânia informou terem sido encontrados 410 civis mortos.

Guerras, por mais que sejam desprovidas de sentido e de lógica, precisam seguir regras de conduta. Uma delas é jamais atingir a população civil. Os alvos têm que se resumir aos objetivos militares. Recebi várias imagens de Bucha. Os cidadãos foram subjugados, provavelmente torturados e humilhados, antes de serem assassinados friamente. O Tribunal Penal Internacional precisa investigar a matança e punir de forma exemplar todos os responsáveis pelas atrocidades, do mais baixo ao mais alto escalão militar e de poder. A comunidade internacional tem a obrigação moral de reforçar as sanções contra Vladimir Putin e sua autocracia.

Não se trata mais de Putin sentir-se ameaçado pela expansão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) rumo ao Leste da Europa. O que está em questão aqui é a existência de provas cabais de crimes de guerra e de crimes contra a humanidade. A guerra que muitos querem justificar como legítima está assassinando civis, que nada têm a ver com pretensões políticas ou militares de Putin e do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. São pais, mães, filhos, executados a sangue frio e sem piedade.

O único legado da guerra de Putin será a dor. A Ucrânia precisará se reerguer das ruínas, e seus cidadãos terão que aprender a conviver com o luto e com o trauma. A Rússia será relegada ao status de pária, e seus líderes deverão prestar contas à Corte de Haia. Soldados russos conviverão com a pecha de assassinos e com as memórias de quando escolheram a desumanização. Minhas lágrimas por Bucha.

(Rodrigo Craveiro. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2022/04/4998550-rodrigo-craveiro-desumanidade.html – Em: julho de 2022.)
As vírgulas que separam o segmento “por mais que sejam desprovidas de sentido e de lógica”: 
  • A Podem ser substituídas pelo duplo travessão.
  • B Promovem o emprego de uma linguagem erudita.
  • C Foram empregadas em função de destacar o termo “Guerras”.
  • D Não são obrigatórias, neste caso, de acordo com a norma padrão da língua.
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Esse artigo bem que poderia ser chamado Lágrimas por Bucha. O que aconteceu na cidade situada nos arredores de Kiev é inominável. Quando as tropas russas abandonaram a região ao norte da capital ucraniana, deixaram evidências de crimes de guerra. E um rastro de dor e de horror que provocará traumas profundos na sociedade da ex-república soviética. As imagens que chegaram de Bucha causaram comoção e revolta em todo o mundo. Civis executados com tiros na cabeça; os corpos com as mãos amarradas às costas, além de sinais de tortura, abandonados pelas ruas. Um homem sem vida ao lado da bicicleta, no meio da estrada. Uma cova coletiva com 57 cadáveres nos arredores da cidade. Em Bucha e em localidades vizinhas, a Procuradoria-Geral da Ucrânia informou terem sido encontrados 410 civis mortos.

Guerras, por mais que sejam desprovidas de sentido e de lógica, precisam seguir regras de conduta. Uma delas é jamais atingir a população civil. Os alvos têm que se resumir aos objetivos militares. Recebi várias imagens de Bucha. Os cidadãos foram subjugados, provavelmente torturados e humilhados, antes de serem assassinados friamente. O Tribunal Penal Internacional precisa investigar a matança e punir de forma exemplar todos os responsáveis pelas atrocidades, do mais baixo ao mais alto escalão militar e de poder. A comunidade internacional tem a obrigação moral de reforçar as sanções contra Vladimir Putin e sua autocracia.

Não se trata mais de Putin sentir-se ameaçado pela expansão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) rumo ao Leste da Europa. O que está em questão aqui é a existência de provas cabais de crimes de guerra e de crimes contra a humanidade. A guerra que muitos querem justificar como legítima está assassinando civis, que nada têm a ver com pretensões políticas ou militares de Putin e do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. São pais, mães, filhos, executados a sangue frio e sem piedade.

O único legado da guerra de Putin será a dor. A Ucrânia precisará se reerguer das ruínas, e seus cidadãos terão que aprender a conviver com o luto e com o trauma. A Rússia será relegada ao status de pária, e seus líderes deverão prestar contas à Corte de Haia. Soldados russos conviverão com a pecha de assassinos e com as memórias de quando escolheram a desumanização. Minhas lágrimas por Bucha.

(Rodrigo Craveiro. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2022/04/4998550-rodrigo-craveiro-desumanidade.html – Em: julho de 2022.)
Estabelecendo-se uma relação entre o título atribuído ao texto e o título sugerido opcionalmente pelo próprio autor no início do texto, pode-se afirmar que:
  • A Demonstra que o assunto apresenta questões polêmicas e controversas.
  • B Tem como objetivo provocar o interlocutor quanto à relevância de tal escolha.
  • C Trata-se de uma estratégia argumentativa para sustentar a tese apresentada e defendida no texto.
  • D A aparente dúvida do autor quanto ao título textual tem sua justificativa apresentada no próprio texto.
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Esse artigo bem que poderia ser chamado Lágrimas por Bucha. O que aconteceu na cidade situada nos arredores de Kiev é inominável. Quando as tropas russas abandonaram a região ao norte da capital ucraniana, deixaram evidências de crimes de guerra. E um rastro de dor e de horror que provocará traumas profundos na sociedade da ex-república soviética. As imagens que chegaram de Bucha causaram comoção e revolta em todo o mundo. Civis executados com tiros na cabeça; os corpos com as mãos amarradas às costas, além de sinais de tortura, abandonados pelas ruas. Um homem sem vida ao lado da bicicleta, no meio da estrada. Uma cova coletiva com 57 cadáveres nos arredores da cidade. Em Bucha e em localidades vizinhas, a Procuradoria-Geral da Ucrânia informou terem sido encontrados 410 civis mortos.

Guerras, por mais que sejam desprovidas de sentido e de lógica, precisam seguir regras de conduta. Uma delas é jamais atingir a população civil. Os alvos têm que se resumir aos objetivos militares. Recebi várias imagens de Bucha. Os cidadãos foram subjugados, provavelmente torturados e humilhados, antes de serem assassinados friamente. O Tribunal Penal Internacional precisa investigar a matança e punir de forma exemplar todos os responsáveis pelas atrocidades, do mais baixo ao mais alto escalão militar e de poder. A comunidade internacional tem a obrigação moral de reforçar as sanções contra Vladimir Putin e sua autocracia.

Não se trata mais de Putin sentir-se ameaçado pela expansão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) rumo ao Leste da Europa. O que está em questão aqui é a existência de provas cabais de crimes de guerra e de crimes contra a humanidade. A guerra que muitos querem justificar como legítima está assassinando civis, que nada têm a ver com pretensões políticas ou militares de Putin e do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. São pais, mães, filhos, executados a sangue frio e sem piedade.

O único legado da guerra de Putin será a dor. A Ucrânia precisará se reerguer das ruínas, e seus cidadãos terão que aprender a conviver com o luto e com o trauma. A Rússia será relegada ao status de pária, e seus líderes deverão prestar contas à Corte de Haia. Soldados russos conviverão com a pecha de assassinos e com as memórias de quando escolheram a desumanização. Minhas lágrimas por Bucha.

(Rodrigo Craveiro. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2022/04/4998550-rodrigo-craveiro-desumanidade.html – Em: julho de 2022.)
Em relação à linguagem utilizada no texto, pode-se afirmar que:
  • A A variedade linguística aplicada caracteriza o emprego da linguagem técnica como estratégia para atrair a atenção do leitor.
  • B O grau de formalidade está relacionado ao conteúdo trazido ao texto, não podendo tal conteúdo ser referenciado de outra forma.
  • C Considerando o suporte textual empregado, a adequação quanto à linguagem faz referência ao uso da linguagem informal de forma predominante com objetivo de atrair o interlocutor.
  • D A linguagem padrão foi adequadamente empregada de acordo com o gênero textual apresentado, sendo essa uma de suas características quanto à estrutura linguística do gênero textual apresentado.
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Esse artigo bem que poderia ser chamado Lágrimas por Bucha. O que aconteceu na cidade situada nos arredores de Kiev é inominável. Quando as tropas russas abandonaram a região ao norte da capital ucraniana, deixaram evidências de crimes de guerra. E um rastro de dor e de horror que provocará traumas profundos na sociedade da ex-república soviética. As imagens que chegaram de Bucha causaram comoção e revolta em todo o mundo. Civis executados com tiros na cabeça; os corpos com as mãos amarradas às costas, além de sinais de tortura, abandonados pelas ruas. Um homem sem vida ao lado da bicicleta, no meio da estrada. Uma cova coletiva com 57 cadáveres nos arredores da cidade. Em Bucha e em localidades vizinhas, a Procuradoria-Geral da Ucrânia informou terem sido encontrados 410 civis mortos.

Guerras, por mais que sejam desprovidas de sentido e de lógica, precisam seguir regras de conduta. Uma delas é jamais atingir a população civil. Os alvos têm que se resumir aos objetivos militares. Recebi várias imagens de Bucha. Os cidadãos foram subjugados, provavelmente torturados e humilhados, antes de serem assassinados friamente. O Tribunal Penal Internacional precisa investigar a matança e punir de forma exemplar todos os responsáveis pelas atrocidades, do mais baixo ao mais alto escalão militar e de poder. A comunidade internacional tem a obrigação moral de reforçar as sanções contra Vladimir Putin e sua autocracia.

Não se trata mais de Putin sentir-se ameaçado pela expansão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) rumo ao Leste da Europa. O que está em questão aqui é a existência de provas cabais de crimes de guerra e de crimes contra a humanidade. A guerra que muitos querem justificar como legítima está assassinando civis, que nada têm a ver com pretensões políticas ou militares de Putin e do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. São pais, mães, filhos, executados a sangue frio e sem piedade.

O único legado da guerra de Putin será a dor. A Ucrânia precisará se reerguer das ruínas, e seus cidadãos terão que aprender a conviver com o luto e com o trauma. A Rússia será relegada ao status de pária, e seus líderes deverão prestar contas à Corte de Haia. Soldados russos conviverão com a pecha de assassinos e com as memórias de quando escolheram a desumanização. Minhas lágrimas por Bucha.

(Rodrigo Craveiro. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2022/04/4998550-rodrigo-craveiro-desumanidade.html – Em: julho de 2022.)
A forma verbal “poderia” em “Esse artigo bem que poderia ser chamado Lágrimas por Bucha. O que aconteceu na cidade situada nos arredores de Kiev é inominável.”(1º§) representa um fato não concluído assim como ocorre com a forma verbal destacada em:
  • A Tu foste feliz em uma época distante.
  • B O diretor disse que renunciaria ao cargo ontem.
  • C Ele estivera naquela região, lembro-me perfeitamente.
  • D Amara tão intensamente que sua saúde ficou comprometida.
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Esse artigo bem que poderia ser chamado Lágrimas por Bucha. O que aconteceu na cidade situada nos arredores de Kiev é inominável. Quando as tropas russas abandonaram a região ao norte da capital ucraniana, deixaram evidências de crimes de guerra. E um rastro de dor e de horror que provocará traumas profundos na sociedade da ex-república soviética. As imagens que chegaram de Bucha causaram comoção e revolta em todo o mundo. Civis executados com tiros na cabeça; os corpos com as mãos amarradas às costas, além de sinais de tortura, abandonados pelas ruas. Um homem sem vida ao lado da bicicleta, no meio da estrada. Uma cova coletiva com 57 cadáveres nos arredores da cidade. Em Bucha e em localidades vizinhas, a Procuradoria-Geral da Ucrânia informou terem sido encontrados 410 civis mortos.

Guerras, por mais que sejam desprovidas de sentido e de lógica, precisam seguir regras de conduta. Uma delas é jamais atingir a população civil. Os alvos têm que se resumir aos objetivos militares. Recebi várias imagens de Bucha. Os cidadãos foram subjugados, provavelmente torturados e humilhados, antes de serem assassinados friamente. O Tribunal Penal Internacional precisa investigar a matança e punir de forma exemplar todos os responsáveis pelas atrocidades, do mais baixo ao mais alto escalão militar e de poder. A comunidade internacional tem a obrigação moral de reforçar as sanções contra Vladimir Putin e sua autocracia.

Não se trata mais de Putin sentir-se ameaçado pela expansão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) rumo ao Leste da Europa. O que está em questão aqui é a existência de provas cabais de crimes de guerra e de crimes contra a humanidade. A guerra que muitos querem justificar como legítima está assassinando civis, que nada têm a ver com pretensões políticas ou militares de Putin e do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. São pais, mães, filhos, executados a sangue frio e sem piedade.

O único legado da guerra de Putin será a dor. A Ucrânia precisará se reerguer das ruínas, e seus cidadãos terão que aprender a conviver com o luto e com o trauma. A Rússia será relegada ao status de pária, e seus líderes deverão prestar contas à Corte de Haia. Soldados russos conviverão com a pecha de assassinos e com as memórias de quando escolheram a desumanização. Minhas lágrimas por Bucha.

(Rodrigo Craveiro. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2022/04/4998550-rodrigo-craveiro-desumanidade.html – Em: julho de 2022.)
As imagens que chegaram de Bucha causaram comoção e revolta em todo o mundo. Civis executados com tiros na cabeça; os corpos com as mãos amarradas às costas, além de sinais de tortura, abandonados pelas ruas. Um homem sem vida ao lado da bicicleta, no meio da estrada. Uma cova coletiva com 57 cadáveres nos arredores da cidade.” (1º§)
Considerando-se as variadas características de tipos textuais diferentes, em relação ao trecho destacado anteriormente, pode-se afirmar que: 
  • A O enunciador se concentra no tema do discurso.
  • B O enunciador designa no discurso, as variáveis do contexto verbal.
  • C Há relação de anterioridade e posterioridade entre os fatos relatados.
  • D A sequenciação da enunciação das imagens apresentadas não pode ser alterada.
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Esse artigo bem que poderia ser chamado Lágrimas por Bucha. O que aconteceu na cidade situada nos arredores de Kiev é inominável. Quando as tropas russas abandonaram a região ao norte da capital ucraniana, deixaram evidências de crimes de guerra. E um rastro de dor e de horror que provocará traumas profundos na sociedade da ex-república soviética. As imagens que chegaram de Bucha causaram comoção e revolta em todo o mundo. Civis executados com tiros na cabeça; os corpos com as mãos amarradas às costas, além de sinais de tortura, abandonados pelas ruas. Um homem sem vida ao lado da bicicleta, no meio da estrada. Uma cova coletiva com 57 cadáveres nos arredores da cidade. Em Bucha e em localidades vizinhas, a Procuradoria-Geral da Ucrânia informou terem sido encontrados 410 civis mortos.

Guerras, por mais que sejam desprovidas de sentido e de lógica, precisam seguir regras de conduta. Uma delas é jamais atingir a população civil. Os alvos têm que se resumir aos objetivos militares. Recebi várias imagens de Bucha. Os cidadãos foram subjugados, provavelmente torturados e humilhados, antes de serem assassinados friamente. O Tribunal Penal Internacional precisa investigar a matança e punir de forma exemplar todos os responsáveis pelas atrocidades, do mais baixo ao mais alto escalão militar e de poder. A comunidade internacional tem a obrigação moral de reforçar as sanções contra Vladimir Putin e sua autocracia.

Não se trata mais de Putin sentir-se ameaçado pela expansão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) rumo ao Leste da Europa. O que está em questão aqui é a existência de provas cabais de crimes de guerra e de crimes contra a humanidade. A guerra que muitos querem justificar como legítima está assassinando civis, que nada têm a ver com pretensões políticas ou militares de Putin e do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. São pais, mães, filhos, executados a sangue frio e sem piedade.

O único legado da guerra de Putin será a dor. A Ucrânia precisará se reerguer das ruínas, e seus cidadãos terão que aprender a conviver com o luto e com o trauma. A Rússia será relegada ao status de pária, e seus líderes deverão prestar contas à Corte de Haia. Soldados russos conviverão com a pecha de assassinos e com as memórias de quando escolheram a desumanização. Minhas lágrimas por Bucha.

(Rodrigo Craveiro. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2022/04/4998550-rodrigo-craveiro-desumanidade.html – Em: julho de 2022.)
De acordo com o último parágrafo do texto, pode-se afirmar que:
  • A Há um contraste entre as ações propostas pelos envolvidos no conflito e as ações por eles realizadas.
  • B São apresentadas propostas de intervenção para o assunto tratado, mas apenas um agente para sua realização.
  • C O autor é categórico em suas afirmações acerca das situações futuras envolvendo adversários em situação de conflito.
  • D A partir de uma sequência de possibilidades, o autor demonstra sua preocupação com a atual situação dos países envolvidos no cenário por ele retratado.
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Guerras, por mais que sejam desprovidas de sentido e de lógica, precisam seguir regras de conduta. Uma delas é jamais atingir a população civil. Os alvos têm que se resumir aos objetivos militares. Recebi várias imagens de Bucha. Os cidadãos foram subjugados, provavelmente torturados e humilhados, antes de serem assassinados friamente. O Tribunal Penal Internacional precisa investigar a matança e punir de forma exemplar todos os responsáveis pelas atrocidades, do mais baixo ao mais alto escalão militar e de poder. A comunidade internacional tem a obrigação moral de reforçar as sanções contra Vladimir Putin e sua autocracia.

Não se trata mais de Putin sentir-se ameaçado pela expansão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) rumo ao Leste da Europa. O que está em questão aqui é a existência de provas cabais de crimes de guerra e de crimes contra a humanidade. A guerra que muitos querem justificar como legítima está assassinando civis, que nada têm a ver com pretensões políticas ou militares de Putin e do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. São pais, mães, filhos, executados a sangue frio e sem piedade.

O único legado da guerra de Putin será a dor. A Ucrânia precisará se reerguer das ruínas, e seus cidadãos terão que aprender a conviver com o luto e com o trauma. A Rússia será relegada ao status de pária, e seus líderes deverão prestar contas à Corte de Haia. Soldados russos conviverão com a pecha de assassinos e com as memórias de quando escolheram a desumanização. Minhas lágrimas por Bucha.

(Rodrigo Craveiro. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2022/04/4998550-rodrigo-craveiro-desumanidade.html – Em: julho de 2022.)
Em “Esse artigo bem que poderia ser chamado Lágrimas por Bucha. O que aconteceu na cidade situada nos arredores de Kiev é inominável.”(1º§) o uso da letra maiúscula pode ser indicado como: 
  • A Parcialmente correto.
  • B Completamente correto.
  • C Completamente incorreto.
  • D Facultativo em todas as ocorrências.
12
Desumanidade

Esse artigo bem que poderia ser chamado Lágrimas por Bucha. O que aconteceu na cidade situada nos arredores de Kiev é inominável. Quando as tropas russas abandonaram a região ao norte da capital ucraniana, deixaram evidências de crimes de guerra. E um rastro de dor e de horror que provocará traumas profundos na sociedade da ex-república soviética. As imagens que chegaram de Bucha causaram comoção e revolta em todo o mundo. Civis executados com tiros na cabeça; os corpos com as mãos amarradas às costas, além de sinais de tortura, abandonados pelas ruas. Um homem sem vida ao lado da bicicleta, no meio da estrada. Uma cova coletiva com 57 cadáveres nos arredores da cidade. Em Bucha e em localidades vizinhas, a Procuradoria-Geral da Ucrânia informou terem sido encontrados 410 civis mortos.

Guerras, por mais que sejam desprovidas de sentido e de lógica, precisam seguir regras de conduta. Uma delas é jamais atingir a população civil. Os alvos têm que se resumir aos objetivos militares. Recebi várias imagens de Bucha. Os cidadãos foram subjugados, provavelmente torturados e humilhados, antes de serem assassinados friamente. O Tribunal Penal Internacional precisa investigar a matança e punir de forma exemplar todos os responsáveis pelas atrocidades, do mais baixo ao mais alto escalão militar e de poder. A comunidade internacional tem a obrigação moral de reforçar as sanções contra Vladimir Putin e sua autocracia.

Não se trata mais de Putin sentir-se ameaçado pela expansão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) rumo ao Leste da Europa. O que está em questão aqui é a existência de provas cabais de crimes de guerra e de crimes contra a humanidade. A guerra que muitos querem justificar como legítima está assassinando civis, que nada têm a ver com pretensões políticas ou militares de Putin e do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. São pais, mães, filhos, executados a sangue frio e sem piedade.

O único legado da guerra de Putin será a dor. A Ucrânia precisará se reerguer das ruínas, e seus cidadãos terão que aprender a conviver com o luto e com o trauma. A Rússia será relegada ao status de pária, e seus líderes deverão prestar contas à Corte de Haia. Soldados russos conviverão com a pecha de assassinos e com as memórias de quando escolheram a desumanização. Minhas lágrimas por Bucha.

(Rodrigo Craveiro. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2022/04/4998550-rodrigo-craveiro-desumanidade.html – Em: julho de 2022.)
É possível afirmar, a partir da leitura do texto, que:
  • A O afastamento da comunidade internacional provoca o fortalecimento de ações de guerra em que civis são afetados.
  • B As reações aos fatos mencionados perpassam por uma trajetória temporal que vai do presente a uma projeção para o futuro.
  • C Embora haja regras seguidas no contexto apresentado, tal conduta não pôde minimizar os efeitos negativos inerentes às ações executadas.
  • D Os sentimentos provocados pelos horrores da guerra mencionados no texto demonstram, apesar de toda comoção, acomodamento como resultado de um sentimento de incapacidade.
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Confusões cronológicas

   Rigorosamente, quando o amável leitor e a encantadora leitora lerem no jornal de hoje que algum fato se dará amanhã, estarão lendo uma mentira, não importa a veracidade da notícia. A mentira se encontra na feitura da matéria, porque o redator a escreve, por exemplo, na quinta, para que ela seja publicada na sexta. Portanto, para ele é quinta, mas, como o jornal sai na sexta, escreve “amanhã”, referindo-se ao sábado. Quando eu escrevo “hoje” aqui, claro que não é o hoje do dia em que escrevi, mas o hoje de hoje, domingo. Parece, e é simples, mas, pelo menos no tempo em que não havia escolas de comunicação e a profissão se aprendia no tapa, sob a orientação nem sempre carinhosa de veteranos, muitos focas – ou seja, calouros – caíam nessa. Eu mesmo, vergonha mate-me, caí e acho que o trauma da gozação subsequente nunca foi inteiramente superado. Minha matéria tinha um “realizou-se hoje”, ou equivalente, mas, para os leitores, seria “realizou-se ontem”.
   Outro dia, esteve um técnico aqui em casa, para resolver uns probleminhas de televisão. Muito simpático, fez questão de cumprimentar-me com efusão. Pessoalmente, não era dado à leitura, mas na família dele havia vários fãs meus, tinha realmente grande prazer em me conhecer, era uma honra. E aí, com boa vontade e competência, ajeitou todos os pepinos encontrados. Muito grato, resolvi pegar dois livros meus que estavam por aqui à toa, para dar de presente a ele. Ele ficou comovido, pediu dedicatórias para o pessoal da família. Enquanto eu fazia as dedicatórias, me perguntou, com admiração:
    – O senhor leva mais de um dia para fazer um livro destes, não é, não?
    – Levo, levo – disse eu.
   Portanto, concluo que haverá quem pense que, minutos antes do fechamento da edição, me dirijo a este computador, encaro o teclado como um pianista virtuose iniciando um concerto e, em poucos instantes, dedilho um texto prontinho para ser publicado. Ai de mim, já se disse mais de uma vez que escritor escreve com dificuldade, quem escreve com facilidade é orador. Além disso, o fato de eu ser acadêmico me rende uma fiscalização zelosa e irritadiça. Um dia, em 2012, eu me distraí e escrevi “asterisco” em vez de “apóstrofo” e até hoje padeço por isso. Mas, mesmo que não fosse assim e eu fosse o Flash, a triste situação em que me meteram os fados cruéis não seria resolvida.
   O primeiro clichê do jornal de domingo, como sabem os mais impacientes, começa a chegar às bancas no fim da tarde do sábado. Ou seja, praticamente tudo já estará pronto, quando acabar o jogo de ontem. Vejam que frase esquisita acabo de escrever: quando acabar o jogo de ontem, estranhíssima contradição em termos, pois é óbvio que o jogo de ontem só pode ter acabado, tudo de ontem já acabou. [...]


(RIBEIRO, João Ubaldo. Confusões cronológicas. O Estado de S. Paulo, São Paulo, ano 135, nº 44.084, 29/jun. 2014. Caderno 2, p. C4.)
Sobre o uso da vírgula, analise as afirmativas a seguir.

I. Em “Ele ficou comovido, pediu dedicatórias para o pessoal da família.”, (2º§) a vírgula, de acordo com a gramática tradicional, deveria ser substituída pelo conectivo “e”, já que foi usada para separar duas orações coordenadas cujo sujeito é o mesmo.
II. Quando se usa certas expressões para explicar, retificar/corrigir, continuar ou concluir o que está sendo dito, elas devem ser isoladas por vírgulas, como ocorre, corretamente, no seguinte trecho transcrito do texto: “porque o redator a escreve, por exemplo, na quinta, [...]”. (1º§)
III. O emprego da vírgula com expressões adverbiais não se subordina a critérios nitidamente estabelecidos pelos gramáticos. Ainda assim, em: “Outro dia, esteve um técnico aqui em casa, [...].”, (2º§) a supressão da vírgula nesse trecho implica em desvio da norma padrão, uma vez que os sintagmas da oração não estão combinados na ordem direta.

Está correto o que se afirma em 
  • A I, II e III.
  • B I e II, apenas.
  • C I e III, apenas.
  • D II e III, apenas.
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Confusões cronológicas

   Rigorosamente, quando o amável leitor e a encantadora leitora lerem no jornal de hoje que algum fato se dará amanhã, estarão lendo uma mentira, não importa a veracidade da notícia. A mentira se encontra na feitura da matéria, porque o redator a escreve, por exemplo, na quinta, para que ela seja publicada na sexta. Portanto, para ele é quinta, mas, como o jornal sai na sexta, escreve “amanhã”, referindo-se ao sábado. Quando eu escrevo “hoje” aqui, claro que não é o hoje do dia em que escrevi, mas o hoje de hoje, domingo. Parece, e é simples, mas, pelo menos no tempo em que não havia escolas de comunicação e a profissão se aprendia no tapa, sob a orientação nem sempre carinhosa de veteranos, muitos focas – ou seja, calouros – caíam nessa. Eu mesmo, vergonha mate-me, caí e acho que o trauma da gozação subsequente nunca foi inteiramente superado. Minha matéria tinha um “realizou-se hoje”, ou equivalente, mas, para os leitores, seria “realizou-se ontem”.
   Outro dia, esteve um técnico aqui em casa, para resolver uns probleminhas de televisão. Muito simpático, fez questão de cumprimentar-me com efusão. Pessoalmente, não era dado à leitura, mas na família dele havia vários fãs meus, tinha realmente grande prazer em me conhecer, era uma honra. E aí, com boa vontade e competência, ajeitou todos os pepinos encontrados. Muito grato, resolvi pegar dois livros meus que estavam por aqui à toa, para dar de presente a ele. Ele ficou comovido, pediu dedicatórias para o pessoal da família. Enquanto eu fazia as dedicatórias, me perguntou, com admiração:
    – O senhor leva mais de um dia para fazer um livro destes, não é, não?
    – Levo, levo – disse eu.
   Portanto, concluo que haverá quem pense que, minutos antes do fechamento da edição, me dirijo a este computador, encaro o teclado como um pianista virtuose iniciando um concerto e, em poucos instantes, dedilho um texto prontinho para ser publicado. Ai de mim, já se disse mais de uma vez que escritor escreve com dificuldade, quem escreve com facilidade é orador. Além disso, o fato de eu ser acadêmico me rende uma fiscalização zelosa e irritadiça. Um dia, em 2012, eu me distraí e escrevi “asterisco” em vez de “apóstrofo” e até hoje padeço por isso. Mas, mesmo que não fosse assim e eu fosse o Flash, a triste situação em que me meteram os fados cruéis não seria resolvida.
   O primeiro clichê do jornal de domingo, como sabem os mais impacientes, começa a chegar às bancas no fim da tarde do sábado. Ou seja, praticamente tudo já estará pronto, quando acabar o jogo de ontem. Vejam que frase esquisita acabo de escrever: quando acabar o jogo de ontem, estranhíssima contradição em termos, pois é óbvio que o jogo de ontem só pode ter acabado, tudo de ontem já acabou. [...]


(RIBEIRO, João Ubaldo. Confusões cronológicas. O Estado de S. Paulo, São Paulo, ano 135, nº 44.084, 29/jun. 2014. Caderno 2, p. C4.)
Considerando o que se afirma sobre a estrutura morfossintática e semântica dos trechos a seguir, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

( ) Em “[...] concluo que haverá quem pense que, minutos antes do fechamento da edição, [...]”, (5º§) a palavra “que”, nos dois casos, desempenha a mesma função sintática e é classificada, morfologicamente, como conjunção integrante.
( ) Em “[...] pelo menos no tempo em que não havia escolas de comunicação [...].”, (1º§) o verbo “haver” deveria estar flexionado no plural, para concordar com o sintagma “escolas de comunicação”, o qual desempenha a função sintática de sujeito.
( ) Em “Além disso, o fato de eu ser acadêmico me rende uma fiscalização zelosa e irritadiça.”, (5º§) o conectivo “além disso” explicita uma relação semântica de adição em relação à informação que o antecede, portanto, poderia ser substituído por “isto é”, sem provocar prejuízo semântico.
( ) Em “Vejam que frase esquisita acabo de escrever: quando acabar o jogo de ontem, estranhíssima contradição em termos, pois é óbvio que o jogo de ontem só pode ter acabado, [...].”, (6º§) a contradição a que o cronista se refere é de natureza semântica, provocada pelo uso de verbo do futuro do subjuntivo, associado a um advérbio que indica tempo passado.

A sequência correta está em 
  • A V, F, F, V.
  • B F, V, F, V.
  • C F, V, V, F.
  • D V, F, V, V.
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Confusões cronológicas

   Rigorosamente, quando o amável leitor e a encantadora leitora lerem no jornal de hoje que algum fato se dará amanhã, estarão lendo uma mentira, não importa a veracidade da notícia. A mentira se encontra na feitura da matéria, porque o redator a escreve, por exemplo, na quinta, para que ela seja publicada na sexta. Portanto, para ele é quinta, mas, como o jornal sai na sexta, escreve “amanhã”, referindo-se ao sábado. Quando eu escrevo “hoje” aqui, claro que não é o hoje do dia em que escrevi, mas o hoje de hoje, domingo. Parece, e é simples, mas, pelo menos no tempo em que não havia escolas de comunicação e a profissão se aprendia no tapa, sob a orientação nem sempre carinhosa de veteranos, muitos focas – ou seja, calouros – caíam nessa. Eu mesmo, vergonha mate-me, caí e acho que o trauma da gozação subsequente nunca foi inteiramente superado. Minha matéria tinha um “realizou-se hoje”, ou equivalente, mas, para os leitores, seria “realizou-se ontem”.
   Outro dia, esteve um técnico aqui em casa, para resolver uns probleminhas de televisão. Muito simpático, fez questão de cumprimentar-me com efusão. Pessoalmente, não era dado à leitura, mas na família dele havia vários fãs meus, tinha realmente grande prazer em me conhecer, era uma honra. E aí, com boa vontade e competência, ajeitou todos os pepinos encontrados. Muito grato, resolvi pegar dois livros meus que estavam por aqui à toa, para dar de presente a ele. Ele ficou comovido, pediu dedicatórias para o pessoal da família. Enquanto eu fazia as dedicatórias, me perguntou, com admiração:
    – O senhor leva mais de um dia para fazer um livro destes, não é, não?
    – Levo, levo – disse eu.
   Portanto, concluo que haverá quem pense que, minutos antes do fechamento da edição, me dirijo a este computador, encaro o teclado como um pianista virtuose iniciando um concerto e, em poucos instantes, dedilho um texto prontinho para ser publicado. Ai de mim, já se disse mais de uma vez que escritor escreve com dificuldade, quem escreve com facilidade é orador. Além disso, o fato de eu ser acadêmico me rende uma fiscalização zelosa e irritadiça. Um dia, em 2012, eu me distraí e escrevi “asterisco” em vez de “apóstrofo” e até hoje padeço por isso. Mas, mesmo que não fosse assim e eu fosse o Flash, a triste situação em que me meteram os fados cruéis não seria resolvida.
   O primeiro clichê do jornal de domingo, como sabem os mais impacientes, começa a chegar às bancas no fim da tarde do sábado. Ou seja, praticamente tudo já estará pronto, quando acabar o jogo de ontem. Vejam que frase esquisita acabo de escrever: quando acabar o jogo de ontem, estranhíssima contradição em termos, pois é óbvio que o jogo de ontem só pode ter acabado, tudo de ontem já acabou. [...]


(RIBEIRO, João Ubaldo. Confusões cronológicas. O Estado de S. Paulo, São Paulo, ano 135, nº 44.084, 29/jun. 2014. Caderno 2, p. C4.)
A substituição do sintagma destacado pelo sugerido entre parênteses implica desvio de concordância apenas em:
  • AEnquanto eu fazia as dedicatórias, [...].” (2º§) (a inscrição afetuosa)
  • B “[...] tudo de ontem já acabou.” (6º§) (a totalidade dos fatos passados)
  • C “[…] na família dele havia vários fãs meus, […].” (2º§) (uma grande fã do meu trabalho)
  • D “[…] o trauma da gozação subsequente nunca foi inteiramente superado.” (1º§) (o trauma e a gozação)
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Confusões cronológicas

   Rigorosamente, quando o amável leitor e a encantadora leitora lerem no jornal de hoje que algum fato se dará amanhã, estarão lendo uma mentira, não importa a veracidade da notícia. A mentira se encontra na feitura da matéria, porque o redator a escreve, por exemplo, na quinta, para que ela seja publicada na sexta. Portanto, para ele é quinta, mas, como o jornal sai na sexta, escreve “amanhã”, referindo-se ao sábado. Quando eu escrevo “hoje” aqui, claro que não é o hoje do dia em que escrevi, mas o hoje de hoje, domingo. Parece, e é simples, mas, pelo menos no tempo em que não havia escolas de comunicação e a profissão se aprendia no tapa, sob a orientação nem sempre carinhosa de veteranos, muitos focas – ou seja, calouros – caíam nessa. Eu mesmo, vergonha mate-me, caí e acho que o trauma da gozação subsequente nunca foi inteiramente superado. Minha matéria tinha um “realizou-se hoje”, ou equivalente, mas, para os leitores, seria “realizou-se ontem”.
   Outro dia, esteve um técnico aqui em casa, para resolver uns probleminhas de televisão. Muito simpático, fez questão de cumprimentar-me com efusão. Pessoalmente, não era dado à leitura, mas na família dele havia vários fãs meus, tinha realmente grande prazer em me conhecer, era uma honra. E aí, com boa vontade e competência, ajeitou todos os pepinos encontrados. Muito grato, resolvi pegar dois livros meus que estavam por aqui à toa, para dar de presente a ele. Ele ficou comovido, pediu dedicatórias para o pessoal da família. Enquanto eu fazia as dedicatórias, me perguntou, com admiração:
    – O senhor leva mais de um dia para fazer um livro destes, não é, não?
    – Levo, levo – disse eu.
   Portanto, concluo que haverá quem pense que, minutos antes do fechamento da edição, me dirijo a este computador, encaro o teclado como um pianista virtuose iniciando um concerto e, em poucos instantes, dedilho um texto prontinho para ser publicado. Ai de mim, já se disse mais de uma vez que escritor escreve com dificuldade, quem escreve com facilidade é orador. Além disso, o fato de eu ser acadêmico me rende uma fiscalização zelosa e irritadiça. Um dia, em 2012, eu me distraí e escrevi “asterisco” em vez de “apóstrofo” e até hoje padeço por isso. Mas, mesmo que não fosse assim e eu fosse o Flash, a triste situação em que me meteram os fados cruéis não seria resolvida.
   O primeiro clichê do jornal de domingo, como sabem os mais impacientes, começa a chegar às bancas no fim da tarde do sábado. Ou seja, praticamente tudo já estará pronto, quando acabar o jogo de ontem. Vejam que frase esquisita acabo de escrever: quando acabar o jogo de ontem, estranhíssima contradição em termos, pois é óbvio que o jogo de ontem só pode ter acabado, tudo de ontem já acabou. [...]


(RIBEIRO, João Ubaldo. Confusões cronológicas. O Estado de S. Paulo, São Paulo, ano 135, nº 44.084, 29/jun. 2014. Caderno 2, p. C4.)
Identifica-se, correta e respectivamente, as relações lógico-discursivas destacadas em: 
  • AOu seja, praticamente tudo já estará pronto, quando acabar o jogo de ontem.” (6º§) (explicação e comparação.)
  • BOutro dia, esteve um técnico aqui em casa, para resolver uns probleminhas de televisão.” (2º§) (consequência e finalidade.)
  • CPortanto, para ele é quinta, mas, como o jornal sai na sexta, escreve ‘amanhã’, referindo-se ao sábado.” (1º§) (conclusão e oposição.)
  • DQuando escrevo ‘hoje’ aqui, claro que não é o hoje do dia em que escrevei, mas o hoje de hoje, domingo.” (1º§) (temporalidade e adição.)
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Confusões cronológicas

   Rigorosamente, quando o amável leitor e a encantadora leitora lerem no jornal de hoje que algum fato se dará amanhã, estarão lendo uma mentira, não importa a veracidade da notícia. A mentira se encontra na feitura da matéria, porque o redator a escreve, por exemplo, na quinta, para que ela seja publicada na sexta. Portanto, para ele é quinta, mas, como o jornal sai na sexta, escreve “amanhã”, referindo-se ao sábado. Quando eu escrevo “hoje” aqui, claro que não é o hoje do dia em que escrevi, mas o hoje de hoje, domingo. Parece, e é simples, mas, pelo menos no tempo em que não havia escolas de comunicação e a profissão se aprendia no tapa, sob a orientação nem sempre carinhosa de veteranos, muitos focas – ou seja, calouros – caíam nessa. Eu mesmo, vergonha mate-me, caí e acho que o trauma da gozação subsequente nunca foi inteiramente superado. Minha matéria tinha um “realizou-se hoje”, ou equivalente, mas, para os leitores, seria “realizou-se ontem”.
   Outro dia, esteve um técnico aqui em casa, para resolver uns probleminhas de televisão. Muito simpático, fez questão de cumprimentar-me com efusão. Pessoalmente, não era dado à leitura, mas na família dele havia vários fãs meus, tinha realmente grande prazer em me conhecer, era uma honra. E aí, com boa vontade e competência, ajeitou todos os pepinos encontrados. Muito grato, resolvi pegar dois livros meus que estavam por aqui à toa, para dar de presente a ele. Ele ficou comovido, pediu dedicatórias para o pessoal da família. Enquanto eu fazia as dedicatórias, me perguntou, com admiração:
    – O senhor leva mais de um dia para fazer um livro destes, não é, não?
    – Levo, levo – disse eu.
   Portanto, concluo que haverá quem pense que, minutos antes do fechamento da edição, me dirijo a este computador, encaro o teclado como um pianista virtuose iniciando um concerto e, em poucos instantes, dedilho um texto prontinho para ser publicado. Ai de mim, já se disse mais de uma vez que escritor escreve com dificuldade, quem escreve com facilidade é orador. Além disso, o fato de eu ser acadêmico me rende uma fiscalização zelosa e irritadiça. Um dia, em 2012, eu me distraí e escrevi “asterisco” em vez de “apóstrofo” e até hoje padeço por isso. Mas, mesmo que não fosse assim e eu fosse o Flash, a triste situação em que me meteram os fados cruéis não seria resolvida.
   O primeiro clichê do jornal de domingo, como sabem os mais impacientes, começa a chegar às bancas no fim da tarde do sábado. Ou seja, praticamente tudo já estará pronto, quando acabar o jogo de ontem. Vejam que frase esquisita acabo de escrever: quando acabar o jogo de ontem, estranhíssima contradição em termos, pois é óbvio que o jogo de ontem só pode ter acabado, tudo de ontem já acabou. [...]


(RIBEIRO, João Ubaldo. Confusões cronológicas. O Estado de S. Paulo, São Paulo, ano 135, nº 44.084, 29/jun. 2014. Caderno 2, p. C4.)
O referente sugerido entre parênteses para o elemento coesivo destacado está INCORRETO em:
  • A “[…] o redator a escreve, por exemplo, na quinta […].” (1º§) (a matéria)
  • BMas, mesmo que não fosse assim e eu fosse o Flash [...]” (5º§) (com facilidade)
  • C “[…] muitos focas – ou seja, calouros – caíam nessa.” (1º§) (na confusão cronológica)
  • D “[...] e até hoje padeço por isso.” (5º§) (por ter escrito “asterisco” em vez de “apóstrofo”)
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Confusões cronológicas

   Rigorosamente, quando o amável leitor e a encantadora leitora lerem no jornal de hoje que algum fato se dará amanhã, estarão lendo uma mentira, não importa a veracidade da notícia. A mentira se encontra na feitura da matéria, porque o redator a escreve, por exemplo, na quinta, para que ela seja publicada na sexta. Portanto, para ele é quinta, mas, como o jornal sai na sexta, escreve “amanhã”, referindo-se ao sábado. Quando eu escrevo “hoje” aqui, claro que não é o hoje do dia em que escrevi, mas o hoje de hoje, domingo. Parece, e é simples, mas, pelo menos no tempo em que não havia escolas de comunicação e a profissão se aprendia no tapa, sob a orientação nem sempre carinhosa de veteranos, muitos focas – ou seja, calouros – caíam nessa. Eu mesmo, vergonha mate-me, caí e acho que o trauma da gozação subsequente nunca foi inteiramente superado. Minha matéria tinha um “realizou-se hoje”, ou equivalente, mas, para os leitores, seria “realizou-se ontem”.
   Outro dia, esteve um técnico aqui em casa, para resolver uns probleminhas de televisão. Muito simpático, fez questão de cumprimentar-me com efusão. Pessoalmente, não era dado à leitura, mas na família dele havia vários fãs meus, tinha realmente grande prazer em me conhecer, era uma honra. E aí, com boa vontade e competência, ajeitou todos os pepinos encontrados. Muito grato, resolvi pegar dois livros meus que estavam por aqui à toa, para dar de presente a ele. Ele ficou comovido, pediu dedicatórias para o pessoal da família. Enquanto eu fazia as dedicatórias, me perguntou, com admiração:
    – O senhor leva mais de um dia para fazer um livro destes, não é, não?
    – Levo, levo – disse eu.
   Portanto, concluo que haverá quem pense que, minutos antes do fechamento da edição, me dirijo a este computador, encaro o teclado como um pianista virtuose iniciando um concerto e, em poucos instantes, dedilho um texto prontinho para ser publicado. Ai de mim, já se disse mais de uma vez que escritor escreve com dificuldade, quem escreve com facilidade é orador. Além disso, o fato de eu ser acadêmico me rende uma fiscalização zelosa e irritadiça. Um dia, em 2012, eu me distraí e escrevi “asterisco” em vez de “apóstrofo” e até hoje padeço por isso. Mas, mesmo que não fosse assim e eu fosse o Flash, a triste situação em que me meteram os fados cruéis não seria resolvida.
   O primeiro clichê do jornal de domingo, como sabem os mais impacientes, começa a chegar às bancas no fim da tarde do sábado. Ou seja, praticamente tudo já estará pronto, quando acabar o jogo de ontem. Vejam que frase esquisita acabo de escrever: quando acabar o jogo de ontem, estranhíssima contradição em termos, pois é óbvio que o jogo de ontem só pode ter acabado, tudo de ontem já acabou. [...]


(RIBEIRO, João Ubaldo. Confusões cronológicas. O Estado de S. Paulo, São Paulo, ano 135, nº 44.084, 29/jun. 2014. Caderno 2, p. C4.)
Considerando o contexto, traduz-se corretamente o sentido do trecho transcrito do texto em:
  • AMuito simpático, fez questão de cumprimentar-me com efusão […].” (2º§) = como já nos conhecíamos, saudou-me com alegria.
  • B “[...] acho que o trauma da gozação subsequente nunca foi inteiramente superado.” (1º§) = superei a vergonha com as lesões que viriam em seguida.
  • C “[…] a triste situação em que me meteram os fados cruéis não seria resolvida.” (5º§) = os terríveis fatos me colocaram numa condição que se resolvera.
  • DO primeiro clichê dos jornais de domingo [...] começa a chegar às bancas no fim da tarde do sábado.” (6º§) = no sábado, as primeiras impressões do jornal de domingo já estão nas bancas.
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Confusões cronológicas

   Rigorosamente, quando o amável leitor e a encantadora leitora lerem no jornal de hoje que algum fato se dará amanhã, estarão lendo uma mentira, não importa a veracidade da notícia. A mentira se encontra na feitura da matéria, porque o redator a escreve, por exemplo, na quinta, para que ela seja publicada na sexta. Portanto, para ele é quinta, mas, como o jornal sai na sexta, escreve “amanhã”, referindo-se ao sábado. Quando eu escrevo “hoje” aqui, claro que não é o hoje do dia em que escrevi, mas o hoje de hoje, domingo. Parece, e é simples, mas, pelo menos no tempo em que não havia escolas de comunicação e a profissão se aprendia no tapa, sob a orientação nem sempre carinhosa de veteranos, muitos focas – ou seja, calouros – caíam nessa. Eu mesmo, vergonha mate-me, caí e acho que o trauma da gozação subsequente nunca foi inteiramente superado. Minha matéria tinha um “realizou-se hoje”, ou equivalente, mas, para os leitores, seria “realizou-se ontem”.
   Outro dia, esteve um técnico aqui em casa, para resolver uns probleminhas de televisão. Muito simpático, fez questão de cumprimentar-me com efusão. Pessoalmente, não era dado à leitura, mas na família dele havia vários fãs meus, tinha realmente grande prazer em me conhecer, era uma honra. E aí, com boa vontade e competência, ajeitou todos os pepinos encontrados. Muito grato, resolvi pegar dois livros meus que estavam por aqui à toa, para dar de presente a ele. Ele ficou comovido, pediu dedicatórias para o pessoal da família. Enquanto eu fazia as dedicatórias, me perguntou, com admiração:
    – O senhor leva mais de um dia para fazer um livro destes, não é, não?
    – Levo, levo – disse eu.
   Portanto, concluo que haverá quem pense que, minutos antes do fechamento da edição, me dirijo a este computador, encaro o teclado como um pianista virtuose iniciando um concerto e, em poucos instantes, dedilho um texto prontinho para ser publicado. Ai de mim, já se disse mais de uma vez que escritor escreve com dificuldade, quem escreve com facilidade é orador. Além disso, o fato de eu ser acadêmico me rende uma fiscalização zelosa e irritadiça. Um dia, em 2012, eu me distraí e escrevi “asterisco” em vez de “apóstrofo” e até hoje padeço por isso. Mas, mesmo que não fosse assim e eu fosse o Flash, a triste situação em que me meteram os fados cruéis não seria resolvida.
   O primeiro clichê do jornal de domingo, como sabem os mais impacientes, começa a chegar às bancas no fim da tarde do sábado. Ou seja, praticamente tudo já estará pronto, quando acabar o jogo de ontem. Vejam que frase esquisita acabo de escrever: quando acabar o jogo de ontem, estranhíssima contradição em termos, pois é óbvio que o jogo de ontem só pode ter acabado, tudo de ontem já acabou. [...]


(RIBEIRO, João Ubaldo. Confusões cronológicas. O Estado de S. Paulo, São Paulo, ano 135, nº 44.084, 29/jun. 2014. Caderno 2, p. C4.)
O trecho transcrito do texto que NÃO apresenta sentido metafórico é:
  • A “[…] a profissão se aprendia no tapa […]” (1º §)
  • B “[…] ajeitou todos os pepinos encontrados […]” (2º §)
  • C “[...] encaro o teclado como um pianista virtuose [...]” (5º §)
  • D “[...] em poucos instantes, dedilho um texto prontinho para ser publicado. [...]” (5º §)
20
Confusões cronológicas

   Rigorosamente, quando o amável leitor e a encantadora leitora lerem no jornal de hoje que algum fato se dará amanhã, estarão lendo uma mentira, não importa a veracidade da notícia. A mentira se encontra na feitura da matéria, porque o redator a escreve, por exemplo, na quinta, para que ela seja publicada na sexta. Portanto, para ele é quinta, mas, como o jornal sai na sexta, escreve “amanhã”, referindo-se ao sábado. Quando eu escrevo “hoje” aqui, claro que não é o hoje do dia em que escrevi, mas o hoje de hoje, domingo. Parece, e é simples, mas, pelo menos no tempo em que não havia escolas de comunicação e a profissão se aprendia no tapa, sob a orientação nem sempre carinhosa de veteranos, muitos focas – ou seja, calouros – caíam nessa. Eu mesmo, vergonha mate-me, caí e acho que o trauma da gozação subsequente nunca foi inteiramente superado. Minha matéria tinha um “realizou-se hoje”, ou equivalente, mas, para os leitores, seria “realizou-se ontem”.
   Outro dia, esteve um técnico aqui em casa, para resolver uns probleminhas de televisão. Muito simpático, fez questão de cumprimentar-me com efusão. Pessoalmente, não era dado à leitura, mas na família dele havia vários fãs meus, tinha realmente grande prazer em me conhecer, era uma honra. E aí, com boa vontade e competência, ajeitou todos os pepinos encontrados. Muito grato, resolvi pegar dois livros meus que estavam por aqui à toa, para dar de presente a ele. Ele ficou comovido, pediu dedicatórias para o pessoal da família. Enquanto eu fazia as dedicatórias, me perguntou, com admiração:
    – O senhor leva mais de um dia para fazer um livro destes, não é, não?
    – Levo, levo – disse eu.
   Portanto, concluo que haverá quem pense que, minutos antes do fechamento da edição, me dirijo a este computador, encaro o teclado como um pianista virtuose iniciando um concerto e, em poucos instantes, dedilho um texto prontinho para ser publicado. Ai de mim, já se disse mais de uma vez que escritor escreve com dificuldade, quem escreve com facilidade é orador. Além disso, o fato de eu ser acadêmico me rende uma fiscalização zelosa e irritadiça. Um dia, em 2012, eu me distraí e escrevi “asterisco” em vez de “apóstrofo” e até hoje padeço por isso. Mas, mesmo que não fosse assim e eu fosse o Flash, a triste situação em que me meteram os fados cruéis não seria resolvida.
   O primeiro clichê do jornal de domingo, como sabem os mais impacientes, começa a chegar às bancas no fim da tarde do sábado. Ou seja, praticamente tudo já estará pronto, quando acabar o jogo de ontem. Vejam que frase esquisita acabo de escrever: quando acabar o jogo de ontem, estranhíssima contradição em termos, pois é óbvio que o jogo de ontem só pode ter acabado, tudo de ontem já acabou. [...]


(RIBEIRO, João Ubaldo. Confusões cronológicas. O Estado de S. Paulo, São Paulo, ano 135, nº 44.084, 29/jun. 2014. Caderno 2, p. C4.)
De acordo com o texto, é correto afirmar que o redator de jornal impresso: 
  • A Aprende a profissão com redatores mais experientes, por isso, não comete erros ou equívocos.
  • B Domina a habilidade da escrita, logo, escreve com agilidade as matérias, pouco antes da impressão dos jornais.
  • C É impossibilitado de noticiar fatos verdadeiros, tendo em vista a necessidade de produzir, com antecedência, as matérias.
  • D Carece do domínio de expressões temporais, para que não haja contradição entre o contexto de produção da matéria e o contexto de recepção dela pelos leitores.

Noções de Informática

21
O Framework Apache CXF possui cinco diferentes abordagens para construção de consumidores de Web services. A abordagem presente no JAX-WS, que permite que serviços sejam invocados dinamicamente sem a necessidade de criar um cliente para isso é:
  • A WSDL2java
  • B API Dispatch
  • C JAX-WS Proxy
  • D Front-end Simple
22
Quanto ao desenvolvimento para dispositivos móveis, a usabilidade é aplicada na característica de qualidade de software, que define como o produto do software é entendido, usado e aprendido pelo ponto de vista do usuário. Pode ser definida com base em alguns fundamentos; assinale-os.
  • A Eficiência; baixa taxa de erros; e, segurança.
  • B Baixa taxa de erros; satisfação; e, segurança.
  • C Facilidade de aprendizagem; eficiência; e, memorização.
  • D Facilidade de aprendizagem; memorização; e, quantidade de recursos.
23
No CSS3, são utilizadas diretrizes para criar regras de estilo para as propriedades do Box Model, as quais servem para determinar a criação do box de um elemento da marcação. A propriedade que define a espessura do enchimento de um box é:
  • A height
  • B border
  • C margin
  • D padding
24
Em JavaScript, os operadores lógicos efetuam álgebra booleana e são frequentemente usados em conjunto com os operadores relacionais para combinar duas expressões relacionais em outra mais complexa. Considerando o uso de operadores, em relação ao código a seguir, assinale a afirmativa correta. 
if ( x == y ) stop () ; ( x == y ) && stop () ;
  • A As duas linhas do código têm efeitos distintos.
  • B As duas linhas do código têm efeitos equivalentes.
  • C Na linha 1, o operador == não pode ser usado em uma estrutura condicional. O correto é usar o operador =.
  • D Na linha 2, o operador && foi inserido em uma posição incorreta, pois ele não pode avaliar o operando de seu lado direito, apenas do seu lado esquerdo.
25
Sobre aspectos técnico, doutrinário, processual e operacional: perícia judicial e extrajudicial – competência técnico-profissional e disposições legais aplicáveis à Perícia Contábil – considere a situação hipotética descrita a seguir:
Arthur – estudante de Ciências Contábeis e estagiário em um órgão público federal, no setor responsável pela elaboração de perícias contábeis, econômicas e financeiras – solicitou ao coordenador de seu estágio, que o indicasse como assistente técnico, pois já estava familiarizado com as demandas e conhecia muito bem o trabalho a ser feito e, portanto, seria produtivo e interessante que ele já começasse a trabalhar como perito.
Diante da solicitação do estudante e ciente de que o papel de um coordenador de estágio é, também, assegurar que o estagiário refine, na prática, os conhecimentos adquiridos na faculdade, foram prestados os esclarecimentos dispostos a seguir:
I. A indicação não seria possível por não ser o rito processual adequado e, também, pelo fato de o estagiário ainda não ser portador de diploma de curso superior.
II. Para exercer atribuições de assistente técnico, o profissional deverá ser legalmente habilitado.
III. Assistente técnico e perito não são profissionais cujas atribuições devem ser entendidas como sinônimas. O assistente técnico atuará a partir de sua admissão pelo Juiz e após a conclusão dos exames e elaboração do laudo pelos peritos oficiais.
IV. A nomeação de um profissional como perito, por livre escolha pelo Juiz, deverá recair sobre profissional comprovadamente detentor do conhecimento necessário à realização da perícia, quando na localidade não existir inscritos em cadastro disponibilizado pelo Tribunal.
Está correto o que se afirma em
  • A I, II, III e IV.
  • B I e III, apenas.
  • C III, e IV, apenas.
  • D I, II e IV, apenas.
26
Uma sociedade empresária brasileira, cuja moeda funcional é o Real (R$), realizou um empréstimo no valor de £ 50.000 em uma instituição financeira localizada na Europa, cuja moeda funcional é o Euro (£), em 31/03/2021, e o pagamento ocorreu em 30/04/2021, um mês após a contratação em uma única parcela. Nesse período, considere que a cotação foi a seguinte:

Imagem relacionada à questão do Questões Estratégicas

Para registrar a operação desde a contratação até a sua liquidação foram realizados os seguintes lançamentos:

D – Bancos c/ Movimento R$ 330.230,00
C – Empréstimos em Moeda Estrangeira R$ 330.230,00

D – Empréstimos em Moeda Estrangeira R$ 3.545,00
C – Variação Cambial Ativa R$ 3.545,00

D – Empréstimos em Moeda Estrangeira R$ 326.685,00
C – Bancos c/ Movimento R$ 326.685,00

Considerando exclusivamente as informações apresentadas e o disposto na NBC TG 02 (R3) – Efeitos das mudanças das taxas de câmbio e conversão das demonstrações contábeis, é correto afirmar que os lançamentos estão
  • A incorretos, pois a diferença cambial foi apropriada ao valor dos empréstimos.
  • B corretos, porque demonstram com fidedignidade os efeitos econômicos da transação.
  • C incorretos, já que o valor em Euros pago foi menor do que o valor tomado emprestado.
  • D corretos, pois foram considerados os valores em Euro, que é a moeda funcional brasileira para a transação.
27
O novo sistema operacional da Microsoft, o Windows 10, trouxe diversas novidades, uma nova interface e o retorno do menu iniciar. Muitos atalhos presentes em versões anteriores foram mantidos e outros adicionados, facilitando sua utilização pelos usuários. Uma nova janela foi adicionada: as configurações do sistema que se pode acionar pelo Menu Iniciar e clicar em ícone, parecendo uma engrenagem, ou utilizar uma combinação de teclas. “Tomando como base o Windows 10, Configuração Local, Idioma Português-Brasil, torna-se necessário modificar diversas configurações do sistema.” Assinale a alternativa que apresenta corretamente a sequência de teclas que aciona a janela Configurações.
  • A <WIN> + <I>.
  • B <WIN> + <J>.
  • C <WIN> + <E>.
  • D <WIN> + <G>.
28

Analise a seguinte planilha, construída com o LibreOffice Calc, versão 5.4.2.2, Configuração Local, Idioma Padrão-Português.


Imagem relacionada à questão do Questões Estratégicas


Na célula L3, sabe-se que o usuário digitou a seguinte fórmula: =CONT.SE($B$3:$K$3;"F"), clicou e a arrastou até a célula L12. Assinale, a seguir, o valor que aparecerá na célula L10.

  • A 0.
  • B 1.
  • C 2.
  • D 8.
29
Ao editar um documento, utilizando o LibreOffice Writer, versão 5.4.2.2, Configuração Local, Idioma Padrão-Português, acidentalmente apertou-se a tecla F10. É correto afirmar que essa ação:
  • A Fecha o arquivo exibido.
  • B Chama a caixa de diálogo Localiza e substituir.
  • C Abre a caixa de diálogos Modelos e documentos.
  • D Ativa o foco na barra de menus começando pelo menu Arquivo.
30
Na ferramenta Microsoft Office Word 2007 (Configuração Padrão – Idioma Português do Brasil), as teclas de atalho Ctrl+T e F7 são utilizadas, respectivamente, para:
  • A Verificar a ortografia e a gramática do texto no documento / Imprimir o documento.
  • B Selecionar todo o texto / Verificar a ortografia e a gramática do texto no documento.
  • C Imprimir o documento / Proteger o documento contra a edição de usuários não autorizados.
  • D Alinhar todos os documentos de forma justificada / Verificar as regras de hifenização do texto.
31

Na célula A1 de uma planilha produzida com a ferramenta Microsoft Office Excel 2007 (configuração padrão), foi digitada a seguinte fórmula:


=SE(NÚM.CARACT(EXT.TEXTO("MINAS GERAIS";2;4))>=4;"ERRO";"OK")


Pode-se afirmar que o resultado da função será:

  • A 2.
  • B 4.
  • C OK.
  • D ERRO.
32
Na ferramenta Microsoft Office Excel 2007 (configuração padrão), a função EXT.TEXTO é utilizada para retornar os caracteres do meio de uma sequência de caracteres de texto, tendo a posição e o comprimento especificados. São parâmetros dessa função, EXCETO:
  • A Texto.
  • B Núm_final.
  • C Núm_inicial.
  • D Núm_caract.
33
“No Sistema Operacional Microsoft Windows 8.1 (configuração padrão), o recurso de ‘ativar ou desativar recursos do Windows’ está disponível na opção ____________________ do painel de controle (modo de exibição: ícones pequenos).” Assinale a alternativa que completa corretamente a afirmativa anterior.
  • A Personalização
  • B Programas padrão
  • C Programas e recursos
  • D Ferramentas administrativas
34
Malware é a combinação das palavras inglesas malicious e software, ou seja, programas maliciosos. É um termo genérico que abrange todos os tipos de programa desenvolvidos com o intuito de executar ações danosas e atividades maliciosas em um computador. Os códigos maliciosos podem causar danos como alterações e roubo de informações do usuário infectado; são muitas vezes usados como intermediários para a prática de golpes aos usuários desavisados. De acordo com o exposto, relacione adequadamente as definições ao respectivo malware.

I. Não se replica ao infectar computadores, executa as funções para as quais foi aparentemente projetado, ficando oculto do usuário, executando funções maliciosas como: furto de senhas, modificação e destruição de arquivos. Necessita ser executado para infectar o computador.
II. Utiliza-se de uma rede para propagar-se por vários computadores sem que o usuário realize qualquer ação, sua propagação acontece pela exploração de vulnerabilidades existentes na configuração de softwares instalados, tornando o computador infectado vulnerável a outros ataques.
III. É um programa malicioso que infecta a máquina hospedeira anexando uma cópia de si mesmo aos arquivos ou programas, para que o computador seja infectado é necessário que um dos programas infectados seja previamente executado, de modo que o usuário ao utilizar o arquivo ou aplicativo execute o malware dando continuidade ao processo de infecção.
IV. Esta técnica consiste na troca do endereço de IP original por um outro, utilizando endereços de remetentes falsificados, podendo, assim, se passar por um outro host. O ataque ocorre quando é feito um pedido de conexão para o servidor da vítima com pacotes que carregam endereços falsificados de IP da fonte, o que representa uma séria ameaça para os sistemas baseados em autenticação pelo endereço IP. 
A sequência está correta em
  • A I. Worms II. Vírus III. Cavalo de Troia IV. Spoofing.
  • B I. Cavalo de Troia II. Worms III. Vírus IV. Spoofing.
  • C I. Worms II. Vírus III. Spoofing IV. Cavalo de Troia.
  • D I. Vírus II. Cavalo de Troia III. Worms IV. Spoofing.
35

As figuras a seguir ilustram cinco funções do AutoCAD.

                                      Imagem relacionada à questão do Questões Estratégicas

Elas correspondem, respectivamente:

  • A 1. Filet 2. Offset 3. Polyline 4. Break 5. Trim.
  • B 1. Trim 2. Offset 3. Filet 4. Break 5. Polyline.
  • C 1. Trim 2. Break 3. Filet 4. Offset 5. Polyline.
  • D 1. Break 2. Offset 3. Polyline 4. Trim 5. Filet.
36

“O certificado digital ICP-Brasil funciona como uma identidade virtual que permite a identificação segura e inequívoca do autor de uma mensagem ou transação feita em meios eletrônicos, como a web.”

(Sítio do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação. Disponível em: http://www.iti.gov.br/certificacao-digital/o-que-e.)

Referente à certificação digital, assinale a alternativa correta.

  • A A Autoridade Certificadora Raiz é quem emite os certificados para o usuário final.
  • B A criptografia simétrica utiliza duas chaves distintas: chave privada e chave pública.
  • C A Autoridade Certificadora é a primeira autoridade da cadeia de certificação da ICP-Brasil.
  • D O Instituto Nacional de Tecnologia da Informação é a Autoridade Certificadora Raiz da Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.
37
Analise as afirmativas a seguir sobre processadores.

I. É um chip normalmente produzido com silício que tem a função de responder pela execução de tarefas de um computador.
II. Ao ocorrer o “pulso de clock”, os dispositivos executam suas tarefas, param e vão para o próximo ciclo de clock. Esse mecanismo é coordenado pelo clock interno.
III. A memória ROM consiste de uma pequena quantidade de memória SRAM embutida no processador.

Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s)
  • A I.
  • B II.
  • C III.
  • D I e II.
38
Considere a planilha produzida com a ferramenta Microsoft Office Excel 2007 (Configuração Padrão):
Imagem relacionada à questão do Questões Estratégicas

Se na célula C6 for inserida a fórmula =SE(B4=A6;SOMA(C2:C5);SOMA(C3:C4)), o resultado será:
  • A 100.
  • B 110.
  • C 200.
  • D 230.
39
Se na célula de uma planilha produzida com a ferramenta Microsoft Office Excel 2007 (Configuração Padrão) for adicionada a fórmula =ARRED(3,156478;2) + 0,03, o resultado será:
  • A 3,15.
  • B 3,16.
  • C 3,18.
  • D 3,19.
40
No laboratório de informática de uma instituição de ensino é utilizado o Sistema Operacional Microsoft Windows 7 (Configuração Padrão). Em um determinado computador, foi detectado pelo usuário que todos os ícones estavam ocultados. O procedimento para exibir estes ícones novamente é:
  • A Clicar com o botão direito do mouse na área de trabalho, apontar para Exibir e clicar em Mostrar ícones da área de trabalho.
  • B Clicar com o botão direito do mouse na área de trabalho, apontar para Ícones e clicar em Exibir ícones da área de trabalho
  • C Clicar com o botão esquerdo do mouse na área de trabalho, apontar para Ícones e clicar em Mostrar ícones da área de trabalho.
  • D Clicar com o botão esquerdo do mouse na área de trabalho, apontar para Exibir e clicar em Visualizar ícones da área de trabalho.

Pedagogia

41

Embora a elaboração do Projeto Político-Pedagógico (PPP) se configure como uma exigência legal, vale reafirmar que a instituição de ensino não deve produzir apenas para atender a legislação educacional. Para além da exigência legal, a elaboração do PPP se configura como um importante instrumento para a organização do trabalho pedagógico diante dos anseios da comunidade escolar. No processo de (re)construção do PPP, é importante observar algumas características e dimensões que organizam o trabalho pedagógico e orientam a escola no cumprimento de sua função social, buscando assegurar o sucesso da aprendizagem do aluno. Sobre as características do PPP, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.


( ) A participação é coletiva, devendo primar pelo envolvimento efetivo dos vários segmentos que compõem a escola.


( ) Possui abrangência global que abarca outros projetos de ação capaz de possibilitar a unidade e a organicidade das atividades desenvolvidas na escola.


( ) O marco situacional e o marco operacional devem ser revisitados no início de cada ano letivo. O marco conceitual, por ser composto de concepções, apresenta uma duração maior e não exige revisão, podendo manter-se o mesmo por vários anos letivos.


( ) A concretização processual não se esgota na elaboração do documento, ou na realização de uma ação. Baseia-se no exercício constante de avaliação e articulação entre ação-reflexão-ação.


A sequência está correta em 

  • A F, F, F, V.
  • B F, V, V, F.
  • C V, V, F, V.
  • D F, F, V, F.
  • E V, V, V, V.
42

O desafio atual está em encontrar novos modelos de organização escolar que sejam compatíveis com os avanços nos campos da ciência e da cultura, procurando caminhos que tirem, afinal, o ensino escolar das amarras estabelecidas no século XIX. Seguramente não é um trabalho fácil, mas precisa ser enfrentado, se quisermos que nossos filhos e filhas, alunos e alunas, tenham uma formação intelectual e ética de acordo com as necessidades da sociedade na qual terão de viver (e que não sabemos qual será).

(Araújo, 2003, p. 72.)


A proposta de ensino transversal concebida por Araújo (2003) conduz a necessidade de repensar as bases metodológicas e epistemológicas da escola. A reorganização da estrutura do ensino proposta pelo autor tem como objetivo a construção de um novo modelo de organização escolar coerente com os atuais avanços científicos e culturais. Segundo Araújo, para pôr em prática tal reorganização, a escola precisa romper com:


I. A democracia nas relações escolares.

II. A fragmentação radical dos conhecimentos.

III. Certas hierarquias estabelecidas no currículo.

IV. A visão intervencionista e mediadora do professor.

V. A descontextualização entre os conteúdos científicos e os saberes populares.


Está correto o que se afirma apenas em 

  • A II e IV.
  • B III e IV.
  • C I, IV e V.
  • D I, III e V.
  • E II, III e V.
43

A tarefa de ensinar a ler e a escrever um texto de história é do professor de história e não do professor de português. A tarefa de ensinar a ler e a escrever um texto de ciências é do professor de ciências e não do professor de português. A tarefa de ensinar a ler e a escrever um texto de matemática é do professor de matemática e não do professor de português. A tarefa de ensinar a ler e a escrever um texto de geografia é do professor de geografia e não do professor de português. A tarefa de ensinar a ler e a escrever um texto de educação física é do professor de educação física e não do professor de português. A tarefa do professor de português é ensinar a ler a literatura brasileira.

(NEVES, et al. 2007. Disponível em https://pt.scribd.com/document/496351796/Ler-e-escrever-compromisso-de-todas-as-areas. Adaptado.)


Considerando o exposto, sobre ler e escrever, analise as afirmativas a seguir.


I. É centrar a leitura e a escrita na decodificação das palavras e não na construção de significado.

II. Trata-se, fundamentalmente, de exercitar e praticar a decodificação; é alfabetizar. É levar o aluno ao domínio do código da escrita.

III. São questões para todas as áreas, uma vez que são habilidades indispensáveis para a formação do aluno, que é responsabilidade de toda a escola.

IV. O aluno deve se tornar capaz de apropriar-se do conhecimento acumulado que está escrito em livros, revistas, jornais, relatórios, poemas, gráficos etc.


Está correto o que se afirma apenas em

  • A I e III.
  • B II e IV.
  • C III e IV.
  • D I, III e IV.
  • E II, III e IV.
44

As explicações dadas à questão do fracasso escolar da escola pública brasileira, segundo estudos de Patto (1999), foram baseadas, em um primeiro momento, nas teorias racistas, por volta do ano de 1870, quando os colonizadores tinham os colonizados como seres inferiores intelectualmente e, como tais, incapazes de aprender. O auge destas ideias racistas foi o período de 1850 a 1930, em que os intelectuais brasileiros começaram a atentar para as questões da escola e da aprendizagem escolar sob a influência da filosofia e da ciência francesas. Considerando as informações anteriores, bem como a autora, nos anos 70 do século anterior, houve um predomínio de novas explicações sobre as causas do fracasso escolar; analise-as.


I. É tido como produto de professores mal qualificados; é um problema técnico: culpabilização do professor.


II. É considerado como culpa do aluno e de sua família, de problemas emocionais, orgânicos e neurológicos.


III. Apontam as causas das dificuldades de aprendizagem não no indivíduo mas, sim, nos métodos, que deveriam ser determinados pela observação do indivíduo.


IV. Ocorre em função das características biológicas, psicológicas e sociais dos alunos, em detrimento à explicação que considerava os aspectos estruturais e funcionais do sistema de ensino como determinante desse fracasso.


V. Passou a ser explicado pela teoria da carência cultural, por meio do qual se afirmava que as deficiências do ambiente cultural das chamadas classes baixas produziam a deficiência no desenvolvimento psicológico infantil.


Está correto o que se afirma apenas em

  • A II e III.
  • B IV e V.
  • C I, II e III.
  • D III, IV e V.
  • E I, II, III e IV.
45

[...] Também a relação com os conteúdos aprendidos no curso de formação é mutável. Mais do que conceitos específicos a serem aprendidos, o curso deveria visar ao letramento do professor para o local do trabalho, entendendo, assim, a escrita como um elemento identitário da sua formação (Kleiman, 2001). [...] Isso significa que, mais do que a aprendizagem de determinados conceitos e procedimentos analítico-teóricos, que mudam com as mudanças das teorias linguísticas e pedagógicas, interessa instrumentalizar o professor para ele continuar aprendendo ao longo de sua vida e, dessa forma, acompanhar as transformações científicas que tratam de sua disciplina e dos modos de ensiná-la.

(Disponível em: https://online.unisc.br/seer/index.php/signo/article/view/242Signo. Santa Cruz do Sul, v. 32 n 53, p. 1-25, dez, 2007. Adaptado.)


Na perspectiva de uma prática social do letramento, podemos afirmar que está INCORRETO quando o professor: 

  • A Abandona o currículo usado como “camisa de força” do trabalho escolar e passa a vê-lo como uma organização dinâmica de conteúdos, que consideram a realidade local, seja ela da turma, da escola, ou da comunidade, e que se estruturam segundo a prática social.
  • B Predomina a concepção da leitura e da escrita como conjunto de competências, concebendo a atividade de ler e escrever como um conjunto de habilidades progressivamente desenvolvidas, até se chegar a uma competência leitora e escritora ideal, a do usuário proficiente da língua escrita.
  • C Constitui o conteúdo como o elemento estruturante do currículo, e tendo conhecimento pleno dos conteúdos do ciclo e ciente de sua importância no processo escolar, tendo a noção exata da importância e ordem sócio-histórica e cultural e quais são os textos significativos para o aluno e sua comunidade.
  • D Envolve o uso da língua escrita na situação comunicativa, focalizando de forma sistemática algum conteúdo. Nesse caso, o movimento será da prática social para o “conteúdo” (procedimento, comportamento e conceito) a ser mobilizado para poder participar da situação; nunca o contrário, se o letramento do aluno for o objetivo estruturante do ensino.
  • E Contrasta essa concepção com a que subjaz às práticas de uso da escrita dentro da escola que, em geral, envolvem a demonstração da capacidade do indivíduo para realizar todos os aspectos de determinados eventos de letramento escolar, sejam eles soletrar, ler em voz alta, responder a perguntas oralmente ou por escrito, escrever uma redação, ou fazer um ditado.
46

A educação em ciência enquanto área emergente do saber em estreita conexão com a ciência necessita da epistemologia para uma fundamentação da orientação, devendo ser, ainda, um referencial seguro para uma mais adequada construção das suas análises. A epistemologia, ao pretender saber das características do que é ou não é específico da cientificidade e tendo como objeto de estudo a reflexão sobre a produção da ciência, sobre os seus fundamentos e métodos, sobre o seu crescimento, sobre os contextos de descoberta, não constitui uma construção racional isolada. [...] o conhecimento de epistemologia torna os professores capazes de melhor compreender qual ciência estão a ensinar, ajuda-os na preparação e na orientação, bem como dar às suas aulas um significado mais claro e credível às suas propostas. Tal conhecimento ajuda, e também obriga, os professores a explicitarem os seus pontos de vista, designadamente sobre quais as teses epistemológicas subjacentes à construção do conhecimento científico, sobre o papel da teoria, da sua relação com a observação, da hipótese, da experimentação, sobre o método e, ainda, aspectos ligados à validade e legitimidade dos seus resultados, sobre o papel da comunidade científica e suas relações com a sociedade.

(Fernández, 2000; Gil-Pérez et al., 2001. Disponível em: htts://docplayer.com.br/49116310-A-necessaria-renovacao-do-ensino-das-ciencias.html. Adaptado.)


Considerando os dois grandes ramos da “árvore epistemológica”, as epistemologias empiristas e racionalistas em suas muitas e variadas matizes (clássicas e contemporâneas), assinale o atributo da tendência racionalista na construção do conhecimento científico. 

  • A A evolução da ciência é acumulativa.
  • B O desenvolvimento da ciência dá-se por acumulação e justaposição de conhecimentos.
  • C Os discursos científicos aparecem como verdades absolutas e libertos de toda a contingência.
  • D Nasce da crítica e da reformulação de hipóteses, partindo de situações não explicadas pela teoria.
  • E As experiências e as observações são valorizadas como elementos independentes da diretriz da teoria.
47
A organização do Projeto Político-Pedagógico (PPP) pelas escolas teve seu início com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB (Lei nº 9.394/1996) que, em seu Art. 12, antecipa que “os estabelecimentos de ensino, respeitadas as normas comuns e as do seu sistema de ensino, terão a incumbência de elaborar e executar sua proposta pedagógica”. Em seu Art. 13, inciso primeiro, é determinado que “os docentes incumbir-se-ão de participar da elaboração da proposta pedagógica do estabelecimento de ensino”. Sobre o PPP, assinale a afirmativa INCORRETA.
  • A Ser “pedagógico” é estabelecer as ações educativas e as particularidades necessárias às escolas de desempenharem suas deliberações e suas finalidades.
  • B Ser “político” é estar ligado ao bem comum e ter um comprometimento com a efetivação da cidadania, para que este se insira de maneira adequada ao meio social.  
  • C Para construí-lo é necessário, primeiramente, que se atente aos princípios de igualdade, qualidade, liberdade, gestão democrática e valorização do trabalho docente.
  • D  A escola é composta basicamente por duas estruturas: administrativas e pedagógicas. A administrativa é responsável pela locação e condução de recursos humanos, da estrutura física e financeira. A pedagógica está relacionada ao ensino-aprendizagem, às políticas da escola e ao currículo; portanto, é na estrutura pedagógica que se encontra todo o trabalho pedagógico, cabendo a ela a elaboração do PPP. 
  • E Quando se trata de “político-pedagógico” há um significado inseparável, que deve discorrer sobre o Projeto Político- -Pedagógico como um processamento definitivo de pensamento e debate dos desafios que a escola passa, na tentativa de requerer meios cabíveis à efetivação de sua intencionalidade. Em contrapartida concede a experiência democrática fundamental para a interação de todos da comunidade escolar e a prática da cidadania.
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[...] fica explícito que a escola é, por excelência, o locus da produção de conhecimentos. Isso requer dos professores e coordenadores sua afirmação como sujeitos competentes técnica e politicamente (Saviani, 2003), para construírem saberes com base na reflexão sobre a própria prática e, por consequência, capazes de assumir o papel de transformar a realidade educacional, combatendo a escola dualista e classista ainda presente na sociedade brasileira.

(Disponível em: Rev. Bras. De Estudos Pedagógicos. Brasília, v. 95, n. 241, 2014. http://rbep.inep.gov.br/ojs3/index.php/rbep/issue/view/282/20. Adaptado.)


NÃO é considerada uma competência do coordenador pedagógico:

  • A Atuar predominantemente com ações voltadas à resolução de problemas de ordem disciplinar, inibindo, assim, a indisciplina e a violência escolar. 
  • B Entender que a discussão teórica não deve ser compreendida como uma exigência ocasional, pois se constitui elemento catalisador da atuação pedagógica. 
  • C Mediar a proposta de formação docente em seu contexto, de modo a promover reflexão sistemática sobre o trabalho desenvolvido no cotidiano da sala de aula. 
  • D Ter a sensibilidade para aprender, ouvir e mediar os atores da escola, a fim de que o tempo vivido seja de discussões fecundas e todos possam se manifestar e vivê-lo como um tempo pedagógico. 
  • E Criar condições favoráveis que possibilitem aos professores relacionar criticamente suas experiências com os saberes acadêmicos, em um espaço de problematizações consequentes e interlocuções democráticas.
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A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) de 1996 e as Diretrizes Curriculares Nacionais do Conselho Nacional de Educação de 1997 e 1998 — desestabilizaram de forma significativa a presença da Educação Física na escola, naquilo que apontam para a autonomia das instituições escolares na organização de seus Projetos Político-Pedagógicos. Não se trata de um “fim de sua obrigatoriedade” conforme tem sido anunciado na mídia educativa ou por segmentos corporativistas. Mas a exigência posta desde então é a de que a presença da Educação Física na escola precisa ser qualificada, sistematizada e realizada como parte indissociável da escolarização básica, considerando-se, aí, que “a escola tem uma dinâmica cultural específica e é nela que a educação física é constituída como disciplina”.

(Vago, 1999b, p. 24. Disponível em: https://www.revistas.ufg.br/fef/article/view/48/2699. Adaptado.)


Diante do exposto, refere-se a um princípio orientador da prática da educação física na educação básica: 

  • A O tempo de descanso e de recomposição para novos trabalhos sérios em sala de aula.
  • B A demanda escolar e social por uma educação física considerada como sinônimo de disciplinarização e adestramento dos corpos.
  • C O reforço nas práticas escolares da dualidade corpo-mente, materializado no isolamento pedagógico, espacial e temporal da disciplina.
  • D A qualificação permanente para reconstituir uma ação educativa, apresentando uma estratégia de superação das fragmentações presentes na história da educação física. 
  • E A interpretação do conhecimento atinente à educação física como “um saber escolar da quadra”, considerando, portanto, como “de fora” da escola, ou como “saber escolar realizado no pátio”. 
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O Conselho de Classe é um órgão colegiado, presente na organização da escola, que reúne, periodicamente, os vários professores das diversas disciplinas, juntamente com os coordenadores pedagógicos, supervisores e orientadores educacionais, para refletirem conjuntamente e avaliarem o desempenho pedagógico dos alunos das diversas turmas, séries ou ciclos. Há algumas características básicas que o tornam diferente dos demais órgãos colegiados, conferindo-lhe especial importância no que tange ao desenvolvimento do projeto pedagógico da escola. São elas: “a forma de participação direta, efetiva e entrelaçada dos profissionais que atuam no processo pedagógico”; e, “a organização interdisciplinar”; “a centralidade da avaliação escolar como foco de trabalho da instância”.

(Dalben, 2006. Adaptado.)


A centralidade conferida aos objetivos de ensino e aprendizagem nos trabalhos do Conselho de Classe é uma característica que o coloca em evidência em relação às demais instâncias colegiadas da escola. As reuniões do Conselho de Classe estruturam-se a partir de objetivos organizados em função das necessidades emergentes e serão tais objetivos que irão definir o tipo de organização mais adequado às reuniões, especialmente quanto à escolha dos participantes. Considerando o objetivo: “identificar alunos com dificuldades específicas de aprendizagem”, assinale a estrutura que deverá compor a reunião do Conselho de Classe, segundo a autora evidenciada.

  • A Um professor, toda a turma de alunos ou grupo de turmas de alunos e diretor.
  • B Todos os professores de uma turma ou grupo de turmas e representante de pais.
  • C Um professor por turma, um representante da equipe técnico-pedagógica e alunos.
  • D Todos os professores de uma turma ou grupo de turmas; equipe técnico-pedagógica e diretor.
  • E Todos os professores de uma turma ou grupo de turmas; equipe técnico-pedagógica; alunos das respectivas turmas ou grupo de representantes que poderão contar com a participação dos pais.
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De acordo com Araújo (2003), o objetivo da educação gira em torno de dois eixos: a “instrução” e a “formação”. A instrução refere-se à transmissão dos conhecimentos historicamente acumulados pela humanidade e representados, na escola, pelos conteúdos disciplinares; a formação volta-se para a ética e a cidadania, que pressupõem a construção de uma sociedade que garanta vida digna para todos os seres humanos, compreendendo o desenvolvimento de aspectos que deem, aos alunos, certas “[...] condições físicas, psíquicas, cognitivas e culturais necessárias para uma vida pessoal digna e saudável e para poderem exercer e participar efetivamente da vida política e pública da sociedade, de forma crítica e autônoma”. Considerando o exposto, bem como os eixos instrução e formação, o autor apresenta uma proposta de trabalho pedagógico pautada nos princípios da transversalidade e da estratégia de projetos. Diante disso, analise as afirmativas a seguir.


I. A articulação entre a transversalidade e a estratégia de projetos pauta-se em um trabalho interdisciplinar, em que os conhecimentos são vistos como uma rede de relações, em um percurso não linear, permeado por incertezas.


II. Para a construção de um projeto, a temática é escolhida pelo docente diante do currículo de formação. Em seguida, poderá ser apresentada aos alunos, para que informem suas curiosidades e interesses a respeito do tema a ser abordado.


III. O foco do projeto deverá estar relacionado, por exemplo, aos direitos humanos, à afetividade, aos problemas sociais, à resolução de conflitos etc. Tal temática articula-se aos conteúdos escolares.


IV. Ao longo do projeto, as disciplinas escolares vão sendo contempladas e passam a oferecer suporte na busca por respostas às questões levantadas pelo grupo. O planejamento dos conteúdos disciplinares a ser ensinado e aprendido, assim como as estratégias metodológicas das aulas, é elaborado pelo docente, considerando o currículo referente à idade/série.


Está correto o que se afirma apenas em 

  • A I e III.
  • B II e III.
  • C III e IV.
  • D I, III e IV.
  • E II, III e IV.
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Compete ao coordenador pedagógico (CP) [...] “em seu papel formador, oferecer condições ao professor para que aprofunde sua área específica e trabalhe bem com ela, ou seja, transforme o seu conhecimento específico em ensino”. Importa, então, destacar dois dos principais compromissos do CP: com uma formação que represente o projeto escolar [...] e com a promoção do desenvolvimento dos professores. Imbricados no papel formativo, estão os papéis de articulador e transformador.

(Placco; Almeida; Souza, 2011. Adaptado.)


Considerando a promoção do desenvolvimento do professor, o coordenador pedagógico poderá utilizar estratégias complementares de trabalho; marque V, para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.


( ) Reduzir o burocrático ao mínimo, para não comprometer o fundamental do trabalho educativo.


( ) Ter uma visão estratégica, identificando, no grupo, quem está apto para mudanças, reconhecê-lo para fortalecê-lo; isso facilita um trabalho inicial.


( ) Conferir e assinar documentos escolares, encaminhar processos ou correspondências da escola, de comum acordo com a secretaria escolar.


( ) Acompanhar a aula é um poderoso recurso para a formação do professor. A aula deverá ser assistida, e, no momento oportuno, o coordenador fará uma devolutiva. Ainda, a aula poderá ser filmada e discutida, posteriormente, em grupo.


( ) Recorrer a análise de casos concretos para estudo é um bom método de aprendizagem para a inovação, ou seja, toma-se uma situação objetivamente transformada e estuda-se seu processo, tentando descobrir os determinantes da mudança.


A sequência está correta em 

  • A F, V, V, F, V.
  • B F, V, V, V, F.
  • C V, F, F, V, F.
  • D V, F, V, F, V.
  • E V, V, F, V, V.
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Freire defende que o coordenador pedagógico é, primeiramente, um educador e como tal deve estar atento ao caráter pedagógico das relações de aprendizagem no interior da escola; ele leva os professores a analisarem suas práticas, resgatando a autonomia docente sem desconsiderar a importância do trabalho coletivo, agindo como um parceiro do professor. O coordenador vai transformando a prática pedagógica. Diante do exposto, pode-se afirmar que essa práxis é composta pelas seguintes dimensões:


I. Reflexiva: auxilia na compreensão dos processos de aprendizagem.

II. Fiscalizadora: avalia e mensura o trabalho dos diversos atores escolares.

III. Conectiva: possibilita inter-relação entre professores, gestores, funcionários, pais e alunos.

IV. Interventiva: modifica algumas práticas arraigadas que não traduzem mais o ideal de escola.

V. Avaliativa: estabelece a necessidade de repensar o processo educativo em busca de melhorias.


Estão corretas apenas as dimensões 

  • A II e III.
  • B IV e V.
  • C I, II e III.
  • D I, III, IV e V.
  • E II, III, IV e V.
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As teorias curriculares nos auxiliam a compreender a realidade curricular na medida em que analisam, interpretam e criam novas acepções sobre o currículo. No decorrer da história da educação, foram sistematizadas três teorias sobre o currículo: teorias tradicionais, teorias críticas e teorias pós-críticas. Cada teoria, diferentemente, tem contribuído para a discussão, a produção e o desenvolvimento curricular, em determinado contexto histórico.” 


O foco de estudo das teorias curriculares pós-críticas centra-se nas seguintes categorias, EXCETO: 

  • A Raça
  • B Etnia.
  • C Gênero
  • D Identidade.
  • E Metodologia.
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As teorias curriculares nos auxiliam a compreender a realidade curricular na medida em que analisam, interpretam e criam novas acepções sobre o currículo. No decorrer da história da educação, foram sistematizadas três teorias sobre o currículo: teorias tradicionais, teorias críticas e teorias pós-críticas. Cada teoria, diferentemente, tem contribuído para a discussão, a produção e o desenvolvimento curricular, em determinado contexto histórico.” 


Considerando o exposto, relacione as teorias às características indicadas a seguir. (Um número poderá se repetir.)


1. Tradicionais.

2. Críticas.

3. Pós-críticas.


( ) O currículo é concebido como uma questão técnica, com função burocrática e organizativa, cujo planejamento deveria alcançar a eficácia na mudança de comportamento do aluno.


( ) Não se preocupam em estabelecer modelos ou técnicas de organização do currículo, mas em questionar e desenvolver conceitos que levem à compreensão sobre o que o currículo faz com as pessoas. Analisa a relação entre ideologia e currículo a partir do cotidiano escolar.


( ) O currículo deve ser pensado e estruturado a partir dos princípios do pensamento educacional moderno, tais como: racionalidade; neutralidade; disciplinarização; unidade; centralidade; verdade; linearidade; dentre outros. O currículo deve ser como uma rede complexa que contemple as diferentes dimensões afetiva; cognitiva; social; e, ética dos sujeitos.


( ) O sistema educacional deveria ser tão eficiente quanto uma empresa desse setor, desenvolvendo as capacidades necessárias aos indivíduos para atuarem no mundo produtivo, devendo o currículo especificar os objetivos e os resultados pretendidos, estabelecer métodos e formas de avaliação para controle do processo educativo, assim como a indústria faz em seu processo de produção.


A sequência está correta em 

  • A 1, 2, 3, 3.
  • B 1, 2, 3, 1.
  • C 2, 1, 2, 3.
  • D 3, 2, 2, 1.
  • E 2, 2, 3, 1.
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O plano de aula é um instrumento que sistematiza os conhecimentos, as atividades e os procedimentos que se pretende realizar em uma determinada aula, tendo em vista o que se espera alcançar como objetivos junto aos alunos. Ele é um detalhamento do plano de curso, devido à sistematização que faz das unidades deste plano, criando uma situação didática concreta de aula. Os objetivos de um plano de aula podem ser “gerais” ou “específicos”. Trata-se de objetivo geral:
  • A Inferir com base no conceito.
  • B Descrever o conceito com suas palavras.
  • C Resolver problemas com base no conceito.
  • D Estabelecer a distinção entre dois conceitos.
  • E Compreender conceitos, princípios e esquemas conceituais.
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A especificidade da atuação do coordenador pedagógico, segundo Vasconcelos (2002), refere-se aos processos de aprendizagem, onde quer que ocorram, e para que este papel possa se efetivar na instituição de ensino, e o Coordenador Pedagógico possa ajudar a produzir as mudanças indispensáveis nas práticas de ensino são necessárias as condições “objetivas” e “subjetivas”.


Sobre as dimensões objetivas para a ação do coordenador pedagógico, assinale a afirmativa INCORRETA. 

  • A Colocar-se em efetiva atitude de escuta diante da queixa do professor.
  • B Organizar grupos de estudos e formação entre colegas e profissionais afins.
  • C Ter espaço para fazer acompanhamento individual (ou em grupo pequeno) e sistemático.
  • D Ter presente que o trabalho coletivo pode ocorrer em diferentes e articulados níveis de participação: na escola; na comunidade; e, entre escolas.
  • E Comprometer-se com a busca de melhores condições de trabalho na escola, tanto do ponto de vista pedagógico e administrativo quanto comunitário. 
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A especificidade da atuação do coordenador pedagógico, segundo Vasconcelos (2002), refere-se aos processos de aprendizagem, onde quer que ocorram, e para que este papel possa se efetivar na instituição de ensino, e o Coordenador Pedagógico possa ajudar a produzir as mudanças indispensáveis nas práticas de ensino são necessárias as condições “objetivas” e “subjetivas”.


Quando se fala de mudança da prática de sala de aula para educadores, não há uma adesão imediata; ao contrário, manifesta-se amiúde uma certa resistência, comentários que deixam transparecer nas entrelinhas descrença ou desânimo [...]. Para dar conta deste desafio, a coordenação pedagógica deverá ser capacitada nas dimensões básicas da formação humana: as condições subjetivas. Sobre as condições subjetivas visando à ação do coordenador pedagógico, infere-se que se tratam das seguintes dimensões:

  • A Técnica; habilidade; e, procedimento.
  • B Conceitual; procedimental; e, técnica.
  • C Procedimental; técnica; e, historicidade.
  • D Conceitual; procedimental; e, atitudinal.
  • E Procedimental; historicidade; e, atitudinal.
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Quando analisamos a função social da escola na educação através do ensino, nos damos conta que a atuação da Coordenação Pedagógica será no campo da mediação, pois quem está diretamente vinculado à tarefa do ensino stricto sensu é o professor. O supervisor-coordenador relaciona-se com o professor, visando sua relação – diferenciada, qualificada – com os alunos; neste contexto, é preciso atentar para a necessária articulação entre pedagogia da sala de aula e pedagogia institucional, uma vez que, no fundo, o que está em questão é a mesma tarefa: a formação humana [...].

(Vasconcelos, 2002. Adaptado.)


Considerando que quem pratica, quem gere a prática pedagógica é o professor, e quando a coordenação pedagógica não estabelece uma dinâmica de interação que facilite o avanço na sala de aula, é possível inferir que ocorre: 

  • A Trabalho com ideias e projetos de transformação.
  • B Acolhida do professor em sua realidade, em suas angústias.
  • C Busca de caminhos alternativos, fornecendo novos materiais, provando o avanço.
  • D Uma fonte inesgotável de técnicas e receitas para os problemas existentes e produção de relatórios e gráficos para seus projetos.
  • E Crítica dos acontecimentos, que ajudam a compreender a própria participação do professor nos problemas, compreendendo, assim, as suas contradições.
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Segundo Weiss(et al. 2009), “o professor precisa compreender o caminho de aprendizagem que o aluno está percorrendo e, em função disso, identificar as atividades que farão seu avanço”. Para a autora, não é o processo de aprendizagem que deve se adaptar ao do ensino; mas, sim, o processo de ensino se adaptar ao da aprendizagem, ou melhor, “o processo de ensino deve dialogar com o da aprendizagem”. Para tanto, boas situações de aprendizagem, de acordo com o exposto, são aquelas que garantem que, EXCETO:
  • A A organização de tarefas pelo professor deve atestar a máxima informação possível.
  • B Os alunos têm problemas a resolver e decisões a tomar em função do que se propõem produzir.
  • C Os alunos precisam pôr em jogo tudo o que sabem e pensam sobre o conteúdo que se quer ensinar/aprender.
  • D O professor tem como tarefa transmitir os conteúdos, fazendo com que os seus alunos aprendam o que lhes foi informado.
  • E O conteúdo trabalhado mantém suas características de objeto sociocultural real, sem se transformar em objeto escolar vazio de significado social.