Resolver o Simulado Secretaria Municipal de Educação - São Luís - MA (SEMED-MA) - Agente Administrativo - Assistente Administrativo - CONSULPLAN - Nível Médio

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Português

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Leia o texto a seguir para responder à questão:

Vá cuidar da sua vida
Compositor: Geraldo Filme

Imagem relacionada à questão do Questões Estratégicas

(Rodney William. Apropriação cultural. Adaptado.)

O trecho da canção aponta para

  • A a inexistência de rimas nas letras dos sambas.
  • B o desalinhamento do samba com a cultura erudita.
  • C a restrição da cultura do samba ao ambiente dos morros.
  • D a falta de qualidade musical do samba.
  • E a criminalização da cultura negra.
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Uma obra corresponde _______ uma criação autoral, podendo ser inédita ou não, mas, quando ela é muito similar _______de outro autor, considera-se que há plágio, crime sujeito _________ punições severas, como prisão, caso se conclua que o suposto autor infringiu _______ lei.

As lacunas do texto são preenchidas, correta e respectivamente, por:

  • A a … a … a … à
  • B a … à … a … a
  • C à … a … à … a
  • D à … a … às … à
  • E à … à … as … a
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Leia o texto a seguir para responder à questão:


Jean Cocteau aconselhava aos jovens escritores que fizessem a seguinte invocação: livrai-me, Senhor, de escrever o livro esperado.

Na verdade, o livro esperado é uma tentação muito veemente. Há um estilo esperado, há um ritmo esperado, há imagens esperadas, adjetivos esperados. Há sobretudo ideias, sentimentos e emoções ansiosamente esperados. Em resumo, quer nos círculos em que os best-sellers triunfam, quer nas rodas intelectuais mais requintadas, há, em cada época, um conjunto de necessidades ideais ou estilísticas que configuram as obras antes que elas sejam escritas. Escrevê-las, o que é um certo modo plagiá-las, é tornar-se imediatamente um contemporâneo. O contemporâneo não precisa entregar-se ao hábito de pensar: tudo está pensado para ele. Não precisa encontrar a sua forma, o seu estilo: ambos estão feitos. O contemporâneo, entretanto, é um ser de excepcional habilidade: tem um invejável faro, um instinto apurado. Ele equaciona o seu problema pessoal nos seguintes termos: produzir a obra que não seja uma cópia de outra qualquer, mas que obtenha resultados idênticos àqueles conseguidos por este ou aquele livro já consagrado manifestamente.

Outra questão se coloca diante do contemporâneo: para acertar mais de cheio no alvo, ele deve distinguir o seu público. E ele o escolhe entre a meia dúzia de grupos que reconhece, separadamente, a meia dúzia de escritores mais expressivos ou mais aclamados. Em outras palavras, o contemporâneo visa penetrar clandestinamente numa freguesia alheia, obtendo para si um pouco dos aplausos que um escritor mais antigo monopoliza totalmente. Sendo esperto, ele consegue imediatamente atrair a simpatia de um grupo, um grupo inexoravelmente convicto de suas ideias morais, estéticas e políticas.


(Paulo Mendes Campos, “Os contemporâneos”, 27.10.1946. Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br. Adaptado)

É possível substituir o vocábulo destacado pelo que está entre colchetes, mantendo-se o sentido e a norma-padrão de concordância, na frase:

  • A Há sobretudo ideias, sentimentos e emoções ansiosamente esperados [aguardadas]. (2° parágrafo)
  • B Em resumo, quer nos círculos em que os best- -sellers triunfam, quer nas rodas intelectuais mais requintadas [refinados]... (2° parágrafo)
  • C [existem], em cada época, um conjunto de necessidades ideais ou estilísticas que configuram as obras antes que elas sejam escritas. (2° parágrafo)
  • D … produzir a obra que não seja uma cópia de outra qualquer, mas que obtenha [angariem] resultados idênticos… (2° parágrafo)
  • E … obtendo para si um pouco dos aplausos que um escritor mais antigo monopoliza [detêm] totalmente. (3° parágrafo)
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Leia o texto a seguir para responder à questão:


Jean Cocteau aconselhava aos jovens escritores que fizessem a seguinte invocação: livrai-me, Senhor, de escrever o livro esperado.

Na verdade, o livro esperado é uma tentação muito veemente. Há um estilo esperado, há um ritmo esperado, há imagens esperadas, adjetivos esperados. Há sobretudo ideias, sentimentos e emoções ansiosamente esperados. Em resumo, quer nos círculos em que os best-sellers triunfam, quer nas rodas intelectuais mais requintadas, há, em cada época, um conjunto de necessidades ideais ou estilísticas que configuram as obras antes que elas sejam escritas. Escrevê-las, o que é um certo modo plagiá-las, é tornar-se imediatamente um contemporâneo. O contemporâneo não precisa entregar-se ao hábito de pensar: tudo está pensado para ele. Não precisa encontrar a sua forma, o seu estilo: ambos estão feitos. O contemporâneo, entretanto, é um ser de excepcional habilidade: tem um invejável faro, um instinto apurado. Ele equaciona o seu problema pessoal nos seguintes termos: produzir a obra que não seja uma cópia de outra qualquer, mas que obtenha resultados idênticos àqueles conseguidos por este ou aquele livro já consagrado manifestamente.

Outra questão se coloca diante do contemporâneo: para acertar mais de cheio no alvo, ele deve distinguir o seu público. E ele o escolhe entre a meia dúzia de grupos que reconhece, separadamente, a meia dúzia de escritores mais expressivos ou mais aclamados. Em outras palavras, o contemporâneo visa penetrar clandestinamente numa freguesia alheia, obtendo para si um pouco dos aplausos que um escritor mais antigo monopoliza totalmente. Sendo esperto, ele consegue imediatamente atrair a simpatia de um grupo, um grupo inexoravelmente convicto de suas ideias morais, estéticas e políticas.


(Paulo Mendes Campos, “Os contemporâneos”, 27.10.1946. Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br. Adaptado)

Assinale a alternativa em que o vocábulo em destaque pode ser substituído por firmemente, mantendo-se o sentido do trecho.

  • A Há sobretudo ideias, sentimentos e emoções ansiosamente esperados. (2° parágrafo)
  • B Escrevê-las, o que é um certo modo plagiá-las, é tornar-se imediatamente um contemporâneo. (2° parágrafo)
  • C … resultados idênticos àqueles conseguidos por este ou aquele livro já consagrado manifestamente. (2° parágrafo)
  • D … o contemporâneo visa penetrar clandestinamente numa freguesia alheia… (3° parágrafo)
  • E … um grupo inexoravelmente convicto de suas ideias morais, estéticas e políticas. (3° parágrafo)
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Leia o texto a seguir para responder à questão:


Jean Cocteau aconselhava aos jovens escritores que fizessem a seguinte invocação: livrai-me, Senhor, de escrever o livro esperado.

Na verdade, o livro esperado é uma tentação muito veemente. Há um estilo esperado, há um ritmo esperado, há imagens esperadas, adjetivos esperados. Há sobretudo ideias, sentimentos e emoções ansiosamente esperados. Em resumo, quer nos círculos em que os best-sellers triunfam, quer nas rodas intelectuais mais requintadas, há, em cada época, um conjunto de necessidades ideais ou estilísticas que configuram as obras antes que elas sejam escritas. Escrevê-las, o que é um certo modo plagiá-las, é tornar-se imediatamente um contemporâneo. O contemporâneo não precisa entregar-se ao hábito de pensar: tudo está pensado para ele. Não precisa encontrar a sua forma, o seu estilo: ambos estão feitos. O contemporâneo, entretanto, é um ser de excepcional habilidade: tem um invejável faro, um instinto apurado. Ele equaciona o seu problema pessoal nos seguintes termos: produzir a obra que não seja uma cópia de outra qualquer, mas que obtenha resultados idênticos àqueles conseguidos por este ou aquele livro já consagrado manifestamente.

Outra questão se coloca diante do contemporâneo: para acertar mais de cheio no alvo, ele deve distinguir o seu público. E ele o escolhe entre a meia dúzia de grupos que reconhece, separadamente, a meia dúzia de escritores mais expressivos ou mais aclamados. Em outras palavras, o contemporâneo visa penetrar clandestinamente numa freguesia alheia, obtendo para si um pouco dos aplausos que um escritor mais antigo monopoliza totalmente. Sendo esperto, ele consegue imediatamente atrair a simpatia de um grupo, um grupo inexoravelmente convicto de suas ideias morais, estéticas e políticas.


(Paulo Mendes Campos, “Os contemporâneos”, 27.10.1946. Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br. Adaptado)

Está em conformidade com o que foi afirmado no texto e com a norma-padrão de pontuação a frase:

  • A O autor do texto considera que, há expectativas em torno de um livro, as quais devem ser evitadas pelo bom escritor.
  • B A adequação a um determinado padrão de escrita – ansiada pelos mais jovens –, é uma exigência para um livro vender bem.
  • C O autor dito contemporâneo equilibra bem sua obra, para que não seja um plágio evidente nem um fracasso de vendas.
  • D Os escritores mais velhos conseguem escapar, mais facilmente da tentação de usurparem o que é uma produção alheia.
  • E A expectativa gerada em torno de um livro tem mais a ver com um desejo do mercado; do que com o ideal literário.
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Está em conformidade com a norma-padrão de regência verbal e nominal a frase:

  • A Muitos entram nas universidades, mas poucos chegam formar-se em um curso de nível superior.
  • B Jovens que aspiram a um diploma buscam uma forma de consegui-lo no ensino público ou privado.
  • C O êxito profissional a que muitos almejam não é garantido pela formação universitária, mas é facilitado por ela.
  • D Independentemente do país observado, é evidente de que estudar mais permite ter salários melhores.
  • E O investimento com a própria educação tem mostrado um retorno mais garantido do que com certos negócios.
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Leia o texto a seguir para responder à questão:


“Passou em Engenharia na Federal. Está com a vida feita.” “Coitado, entrou numa faculdade caça-níqueis. Vai enriquecer um ‘tubarão do ensino’ e vai se dar mal.”

Essas frases são fictícias, mas representam percepções entranhadas no nosso imaginário. A primeira descreve o caminho incensado e vitorioso de um jovem bem-nascido. A segunda refere-se aos milhões de criaturas, bem mais modestas, que precisam trabalhar para pagar uma faculdade noturna de duvidosa reputação. Dinheiro perdido, pois ficarão infelizes, subempregados ou desempregados.

Sobre sua infelicidade não me arrisco a especular. Porém, sucesso ou fracasso profissional se mede. E temos os números. A partir dos anos 60, alastra-se uma sequência de estudos tentando medir os rendimentos daqueles que cursaram este ou aquele nível de educação. Pelo mundo afora, ficou claro: quem tem mais escolaridade ganha mais. Aplicando aos gastos com educação o mesmo que se faz com capital físico, podemos calcular as taxas de retorno. Demonstrou-se que são maiores do que aquelas de investimentos em negócios. E, a despeito do rápido crescimento do ensino superior, esse diploma continua sendo um excelente investimento.

Tais resultados progressivamente se tornaram conhecidos. Porém, como nosso modelo de universidade pública é extravagante e caro, não houve e não haverá recursos para ser replicado. Daí a expansão fenomenal da rede privada, matriculando hoje 80% dos alunos.

Salário futuro tem algo de loteria, um diploma nunca produz 100% de vencedores. Sorte e geografia contam, bem como outros fatores. De fato, fracassam até mesmo alguns dos mais brilhantes graduados das mais celebradas universidades. Não obstante, mostram os números, quem passou quatro anos numa faculdade, mesmo que não seja das melhores, tem uma probabilidade elevada de sucesso.

Portanto, está equivocado quem proclama ser má ideia entrar numa faculdade, ainda que seja fraca. Na loteria do destino, as cartas estão marcadas, favorecendo quem decidiu passar mais tempo estudando, não importa onde.

Tenho sérias críticas quanto ao que se ensina e como se ensina na maioria dessas faculdades. Sobretudo porque há desencontro com o perfil dos seus alunos. Sem custar mais, poderiam ser muito melhores. Ainda assim, estão oferecendo um poderoso canal de mobilidade ascendente. São muitos os vitoriosos e poucos os fracassados.


(Claudio de Moura Castro, “Coitado, entrou numa faculdade ruim”, 03.08.2025. Disponível em: www.estadao.com.br. Adaptado)

Assinale a alternativa em que a expressão em destaque pode ser substituída pelo que está entre colchetes, mantendo-se a norma-padrão de colocação pronominal.

  • A Sobre sua infelicidade não me arrisco [arrisco-me] a especular. (3° parágrafo)
  • B Porém, sucesso ou fracasso profissional se mede [mede-se]. (3° parágrafo)
  • C Demonstrou-se [Se demonstrou] que são maiores do que aquelas de investimentos em negócios. (3° parágrafo)
  • D Tais resultados progressivamente se tornaram [tornaram-se] conhecidos. (4° parágrafo)
  • E Tenho sérias críticas quanto ao que se ensina [ensina-se] e como se ensina… (7° parágrafo)
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Leia o texto a seguir para responder à questão:


“Passou em Engenharia na Federal. Está com a vida feita.” “Coitado, entrou numa faculdade caça-níqueis. Vai enriquecer um ‘tubarão do ensino’ e vai se dar mal.”

Essas frases são fictícias, mas representam percepções entranhadas no nosso imaginário. A primeira descreve o caminho incensado e vitorioso de um jovem bem-nascido. A segunda refere-se aos milhões de criaturas, bem mais modestas, que precisam trabalhar para pagar uma faculdade noturna de duvidosa reputação. Dinheiro perdido, pois ficarão infelizes, subempregados ou desempregados.

Sobre sua infelicidade não me arrisco a especular. Porém, sucesso ou fracasso profissional se mede. E temos os números. A partir dos anos 60, alastra-se uma sequência de estudos tentando medir os rendimentos daqueles que cursaram este ou aquele nível de educação. Pelo mundo afora, ficou claro: quem tem mais escolaridade ganha mais. Aplicando aos gastos com educação o mesmo que se faz com capital físico, podemos calcular as taxas de retorno. Demonstrou-se que são maiores do que aquelas de investimentos em negócios. E, a despeito do rápido crescimento do ensino superior, esse diploma continua sendo um excelente investimento.

Tais resultados progressivamente se tornaram conhecidos. Porém, como nosso modelo de universidade pública é extravagante e caro, não houve e não haverá recursos para ser replicado. Daí a expansão fenomenal da rede privada, matriculando hoje 80% dos alunos.

Salário futuro tem algo de loteria, um diploma nunca produz 100% de vencedores. Sorte e geografia contam, bem como outros fatores. De fato, fracassam até mesmo alguns dos mais brilhantes graduados das mais celebradas universidades. Não obstante, mostram os números, quem passou quatro anos numa faculdade, mesmo que não seja das melhores, tem uma probabilidade elevada de sucesso.

Portanto, está equivocado quem proclama ser má ideia entrar numa faculdade, ainda que seja fraca. Na loteria do destino, as cartas estão marcadas, favorecendo quem decidiu passar mais tempo estudando, não importa onde.

Tenho sérias críticas quanto ao que se ensina e como se ensina na maioria dessas faculdades. Sobretudo porque há desencontro com o perfil dos seus alunos. Sem custar mais, poderiam ser muito melhores. Ainda assim, estão oferecendo um poderoso canal de mobilidade ascendente. São muitos os vitoriosos e poucos os fracassados.


(Claudio de Moura Castro, “Coitado, entrou numa faculdade ruim”, 03.08.2025. Disponível em: www.estadao.com.br. Adaptado)

No trecho “Não obstante, mostram os números, quem passou quatro anos numa faculdade, mesmo que não seja das melhores, tem uma probabilidade elevada de sucesso.” (5° parágrafo), pode-se afirmar sobre as expressões em destaque que

  • A a primeira estabelece relação de sentido de oposição; enquanto a segunda, de comparação.
  • B a primeira estabelece relação de sentido de concessão; enquanto a segunda, de causa.
  • C a primeira estabelece relação de sentido de conclusão; enquanto a segunda, de comparação.
  • D ambas estabelecem relação de sentido de concessão.
  • E ambas estabelecem relação de sentido de causa.
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Leia o texto a seguir para responder à questão:


“Passou em Engenharia na Federal. Está com a vida feita.” “Coitado, entrou numa faculdade caça-níqueis. Vai enriquecer um ‘tubarão do ensino’ e vai se dar mal.”

Essas frases são fictícias, mas representam percepções entranhadas no nosso imaginário. A primeira descreve o caminho incensado e vitorioso de um jovem bem-nascido. A segunda refere-se aos milhões de criaturas, bem mais modestas, que precisam trabalhar para pagar uma faculdade noturna de duvidosa reputação. Dinheiro perdido, pois ficarão infelizes, subempregados ou desempregados.

Sobre sua infelicidade não me arrisco a especular. Porém, sucesso ou fracasso profissional se mede. E temos os números. A partir dos anos 60, alastra-se uma sequência de estudos tentando medir os rendimentos daqueles que cursaram este ou aquele nível de educação. Pelo mundo afora, ficou claro: quem tem mais escolaridade ganha mais. Aplicando aos gastos com educação o mesmo que se faz com capital físico, podemos calcular as taxas de retorno. Demonstrou-se que são maiores do que aquelas de investimentos em negócios. E, a despeito do rápido crescimento do ensino superior, esse diploma continua sendo um excelente investimento.

Tais resultados progressivamente se tornaram conhecidos. Porém, como nosso modelo de universidade pública é extravagante e caro, não houve e não haverá recursos para ser replicado. Daí a expansão fenomenal da rede privada, matriculando hoje 80% dos alunos.

Salário futuro tem algo de loteria, um diploma nunca produz 100% de vencedores. Sorte e geografia contam, bem como outros fatores. De fato, fracassam até mesmo alguns dos mais brilhantes graduados das mais celebradas universidades. Não obstante, mostram os números, quem passou quatro anos numa faculdade, mesmo que não seja das melhores, tem uma probabilidade elevada de sucesso.

Portanto, está equivocado quem proclama ser má ideia entrar numa faculdade, ainda que seja fraca. Na loteria do destino, as cartas estão marcadas, favorecendo quem decidiu passar mais tempo estudando, não importa onde.

Tenho sérias críticas quanto ao que se ensina e como se ensina na maioria dessas faculdades. Sobretudo porque há desencontro com o perfil dos seus alunos. Sem custar mais, poderiam ser muito melhores. Ainda assim, estão oferecendo um poderoso canal de mobilidade ascendente. São muitos os vitoriosos e poucos os fracassados.


(Claudio de Moura Castro, “Coitado, entrou numa faculdade ruim”, 03.08.2025. Disponível em: www.estadao.com.br. Adaptado)

Assinale a alternativa em que o vocábulo em destaque foi empregado em sentido próprio.

  • A “Coitado, entrou numa faculdade caça-níqueis. Vai enriquecer um ‘tubarão do ensino’ e vai se dar mal.” (1° parágrafo)
  • B Essas frases são fictícias, mas representam percepções entranhadas no nosso imaginário. (2° parágrafo)
  • C A primeira descreve o caminho incensado e vitorioso de um jovem bem-nascido. (2° parágrafo)
  • D De fato, fracassam até mesmo alguns dos mais brilhantes graduados das mais celebradas universidades. (5° parágrafo)
  • E Portanto, está equivocado quem proclama ser má ideia entrar numa faculdade, ainda que seja fraca. (6° parágrafo)
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Leia o texto a seguir para responder à questão:


“Passou em Engenharia na Federal. Está com a vida feita.” “Coitado, entrou numa faculdade caça-níqueis. Vai enriquecer um ‘tubarão do ensino’ e vai se dar mal.”

Essas frases são fictícias, mas representam percepções entranhadas no nosso imaginário. A primeira descreve o caminho incensado e vitorioso de um jovem bem-nascido. A segunda refere-se aos milhões de criaturas, bem mais modestas, que precisam trabalhar para pagar uma faculdade noturna de duvidosa reputação. Dinheiro perdido, pois ficarão infelizes, subempregados ou desempregados.

Sobre sua infelicidade não me arrisco a especular. Porém, sucesso ou fracasso profissional se mede. E temos os números. A partir dos anos 60, alastra-se uma sequência de estudos tentando medir os rendimentos daqueles que cursaram este ou aquele nível de educação. Pelo mundo afora, ficou claro: quem tem mais escolaridade ganha mais. Aplicando aos gastos com educação o mesmo que se faz com capital físico, podemos calcular as taxas de retorno. Demonstrou-se que são maiores do que aquelas de investimentos em negócios. E, a despeito do rápido crescimento do ensino superior, esse diploma continua sendo um excelente investimento.

Tais resultados progressivamente se tornaram conhecidos. Porém, como nosso modelo de universidade pública é extravagante e caro, não houve e não haverá recursos para ser replicado. Daí a expansão fenomenal da rede privada, matriculando hoje 80% dos alunos.

Salário futuro tem algo de loteria, um diploma nunca produz 100% de vencedores. Sorte e geografia contam, bem como outros fatores. De fato, fracassam até mesmo alguns dos mais brilhantes graduados das mais celebradas universidades. Não obstante, mostram os números, quem passou quatro anos numa faculdade, mesmo que não seja das melhores, tem uma probabilidade elevada de sucesso.

Portanto, está equivocado quem proclama ser má ideia entrar numa faculdade, ainda que seja fraca. Na loteria do destino, as cartas estão marcadas, favorecendo quem decidiu passar mais tempo estudando, não importa onde.

Tenho sérias críticas quanto ao que se ensina e como se ensina na maioria dessas faculdades. Sobretudo porque há desencontro com o perfil dos seus alunos. Sem custar mais, poderiam ser muito melhores. Ainda assim, estão oferecendo um poderoso canal de mobilidade ascendente. São muitos os vitoriosos e poucos os fracassados.


(Claudio de Moura Castro, “Coitado, entrou numa faculdade ruim”, 03.08.2025. Disponível em: www.estadao.com.br. Adaptado)

As frases apresentadas no 1° parágrafo do texto dizem respeito a

  • A uma imaginação verossímil calcada em concepções populares sobre o ensino superior.
  • B um estereótipo resultante do comportamento de jovens que ingressam na graduação.
  • C um preconceito infundado de que faculdades particulares descuidam de seus clientes.
  • D uma idealização que tem correspondência fidedigna com a formação universitária.
  • E uma construção fantasiosa para ilustrar a homogeneidade do ensino superior brasileiro.

Administração Pública

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O Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac) é composto pelos seguintes três mecanismos:

  • A Incentivo a Projetos Culturais; Fundo Nacional da Cultura (FNC); Fundos de Investimento Cultural e Artístico (Ficart).
  • B Lei de Incentivo à Cultura; Fundo Municipal de Cultura e Sistema Municipal de Cultura.
  • C Fomento CultSP; ProAC; Lei Aldir Blanc.
  • D Condephaat; ProAC ICMS; Vitrine de Projetos.
  • E Fundo Municipal de Cultura; Pronatec, Inventário Cultural.
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Leia o texto a seguir para responder à questão:

A Política Nacional de Cultura Viva (PNCV), Lei n° 13.018, de 22.07.2014, tem se consolidado como uma importante ferramenta de apoio à diversidade cultural, que inclui: mulheres e população LGBTI+; povos indígenas, quilombolas, povos de terreiro, povos ciganos, outros povos e comunidades tradicionais e minorias étnicas; mestres e mestras, praticantes, brincantes e grupos das culturas populares, urbanas e rurais; artistas e grupos artísticos; crianças, adolescentes, jovens, idosos e pessoas com deficiência.
(Centro de Diversidade Cultural do Mercosul. Caderno da diversidade cultural: Diversidade e gênero, v. 2. Disponível em: https://www.gov.br. Adaptado)

Um dos principais instrumentos da política de que trata o texto

  • A são os Centros Culturais.
  • B é a Secretaria da Cultura, Economia e Indústrias Criativas (SCEIC).
  • C é a Fundação Padre Anchieta.
  • D são as Casas de Cultura.
  • E são os Pontos de Cultura.
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A inscrição de um projeto na Lei Rouanet, por meio do mecanismo de incentivo fiscal, deve ser feita

  • A na página web da Secretaria da Fazenda e Planejamento.
  • B na plataforma digital Mapa da Cultura.
  • C no sistema Prosas de gestão de editais.
  • D pelo Portal de Entrada da Cultura.
  • E pelo Sistema de Apoio às Leis de Incentivo à Cultura.
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No início da década de 1990, a área da cultura sofreu-grande impacto em sua estrutura de apoio e de financiamento, quando, em 12 de abril de 1990, foram promulgadas as Leis n° 8.028 e n° 8.029, que tratavam, respectivamente,

  • A da criação do Ministério da Educação e Saúde e da extinção do Departamento Administrativo do Serviço Público, que deixou de investir na formação dos quadros públicos.
  • B da instauração do Serviço do Patrimonio Histórico e Artístico Nacional e do Departamento de Imprensa e Propaganda, em nível federal, com finalidades de censura.
  • C oficialização do Instituto Nacional de Cinema Educativo e do Serviço Nacional de Teatro.
  • D de transformar o Ministério da Cultura em Secretaria e da extinção e dissolução de entidades culturais da administração pública.
  • E da implementação do Plano de Ação Cultural e da Campanha de Defesa do Folclore Brasileiro, desestimulando o acesso à cultura internacional.
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Considere que Juliano, assistente de suporte acadêmico, exerce suas atividades junto à Comissão Permanente de Avaliação (CPA) e está conversando com Mariana, que deseja entender melhor como funciona a estrutura e o funcionamento do órgão.

Com base no Regimento Geral da Unesp, Juliano poderá afirmar corretamente que

  • A a CPA consiste em um órgão vinculado diretamente ao reitor, composto de onze membros, indicados dentre os docentes da Unesp, em exercício.
  • B cabe à CPA decidir sobre a forma de aplicação dos regimes especiais de trabalho dos docentes, bem como sobre o regime de trabalho dos pesquisadores, seguidas as orientações do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária.
  • C cabe à CPA, entre outras atribuições, baixar normas sobre trancamento e cancelamento de matrícula, bem como assessorar o reitor sobre assuntos referentes a propriedade intelectual e inovação.
  • D o quadro de pessoal técnico e administrativo vinculado à CPA está, também, integrado à estrutura administrativa do Conselho Universitário e ambos os órgãos são vinculados diretamente ao reitor.
  • E a CPA é um órgão vinculado à Congregação e tem por atribuição opinar sobre propostas de admissão, transferência, dispensa ou renovação de contrato de pessoal docente, ouvido o departamento interessado.
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De acordo com a Resolução Unesp n° 50, de 29.07.2024, a Representação Visual do Diploma Digital (RVDD)

  • A deve respeitar a legislação vigente, sendo vedado utilizar o modelo adotado pela Unesp para diploma em meio físico.
  • B é a interface para visualização dos dados sigilosos presentes no XML do diploma digital.
  • C não pode conter as imagens das assinaturas físicas, mas apenas as assinaturas digitais emitidas pelo padrão ICP-Brasil.
  • D e sua eventual impressão não substitui o diploma digital no padrão XML e não deve ser confundida com ele.
  • E deverá conter um código de validação, posicionado no seu verso, ao lado da margem vertical esquerda.
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Suponha que Maria, servidora docente que integra a Câmara Central de Pós-graduação da Unesp, está em gozo de licença-prêmio, mas ela gostaria de participar de uma reunião do colegiado a que pertence.

Com base na situação apresentada e no disposto na Portaria Unesp n° 27/2025, é correto afirmar que

  • A Maria só poderia participar da reunião se estivesse em férias, não se admitindo a interrupção de licença- -prêmio.
  • B Maria deverá comunicar a interrupção da licença- -prêmio, devidamente justificada, com antecedência mínima de 24 (vinte e quatro) horas da data da reunião, à autoridade administrativa competente.
  • C se efetivada a interrupção da licença-prêmio, o número de dias correspondentes não poderá ser mais usufruído.
  • D é vedada a interrupção de férias ou de licença-prêmio para participar de reunião de colegiado, exceto se o Reitor da Unesp realizar a convocação do docente.
  • E a interrupção da licença-prêmio é admitida e, para tanto, é suficiente que Maria compareça à reunião e registre sua presença.
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Suponha que está ocorrendo as eleições para representantes junto às Câmaras Centrais de Graduação (CCG), e Luísa e Fernando estão empatados no segmento docente.

De acordo com a Resolução Unesp n° 35, de 19.09.2011, a escolha recairá, pela ordem,

  • A em Luísa, por ser mulher.
  • B em quem tiver mais filhos.
  • C em quem tiver mais artigos publicados.
  • D em quem tiver obtido o título de pós-doutor há mais tempo.
  • E no candidato que tiver o cargo ou função docente mais elevado.
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Imagine que é a primeira vez que Luiz Alberto será Relator em uma sessão da Câmara Central de Extensão Universitária (CCEU), e, pela falta de experiência, está inseguro sobre o procedimento de discussão e votação da Ordem do Dia.

Com base na situação apresentada e no disposto na Resolução Unesp n° 02, de 06 de janeiro de 2000, pode-se afirmar corretamente a Luiz Alberto que

  • A uma vez encerrado o Expediente e iniciada a Ordem do Dia, não poderá mais ser solicitado o adiamento da discussão ou votação.
  • B é vedada a apresentação de emendas durante a discussão, visando dar concretude ao princípio da duração razoável do procedimento.
  • C será considerada aprovada a matéria que obtiver votos favoráveis de mais de um terço dos Membros presentes.
  • D ele terá 15 (quinze) minutos para debate, e os demais membros terão, cada, 5 (cinco) minutos, os quais poderão ser duplicados pelo Presidente.
  • E o Membro que se declarar impedido não terá sua presença computada para efeito de “quórum”.
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Considere que Juliano, assistente de suporte acadêmico, exerce suas atividades junto à Comissão Permanente de Avaliação (CPA) e está conversando com Mariana, que deseja entender melhor como funciona a estrutura e o funcionamento do órgão.


Com base no Regimento Geral da Unesp, Juliano poderá afirmar corretamente que

  • A a CPA consiste em um órgão vinculado diretamente ao reitor, composto de onze membros, indicados dentre os docentes da Unesp, em exercício.
  • B cabe à CPA decidir sobre a forma de aplicação dos regimes especiais de trabalho dos docentes, bem como sobre o regime de trabalho dos pesquisadores, seguidas as orientações do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária.
  • C cabe à CPA, entre outras atribuições, baixar normas sobre trancamento e cancelamento de matrícula, bem como assessorar o reitor sobre assuntos referentes a propriedade intelectual e inovação.
  • D o quadro de pessoal técnico e administrativo vinculado à CPA está, também, integrado à estrutura administrativa do Conselho Universitário e ambos os órgãos são vinculados diretamente ao reitor.
  • E a CPA é um órgão vinculado à Congregação e tem por atribuição opinar sobre propostas de admissão, transferência, dispensa ou renovação de contrato de pessoal docente, ouvido o departamento interessado.