Resolver o Simulado Professor com Licenciatura Plena em Pedagogia (Ensino Fundamental Anos Iniciais) - CONSULPAM

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Pedagogia

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O trabalho tem passado por transformações ao longo do tempo, à medida que novos empreendimentos vão requerendo novas formas de produção humana. Tendo por base os conhecimentos produzidos na área do teletrabalho, é CORRETO afirmar que:

  • A É visto como uma inovação organizacional que dissolve o espaço e o tempo, deixando fluidos os limites geográficos das organizações e demandando ajustes em inúmeros aspectos das práticas administrativas.
  • B A legislação brasileira estabelece que os empregadores devem dar prioridade em vagas para atividades que possam ser efetuadas por meio do teletrabalho, aos empregados com filhos ou crianças sob guarda judicial até os 8 (oito) anos de idade.
  • C Oferecer a opção de teletrabalho não significa, em hipótese alguma, aumentar a atratividade e a retenção de funcionários, o que se configura como uma desvantagem da flexibilização do trabalho.
  • D A flexibilidade organizacional cria o ambiente propício para o teletrabalho prosperar, porém o teletrabalho, por sua vez, não consegue impulsionar a organização a se tornar mais flexível em diversas dimensões.
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Considere as lacunas do seguinte enunciado:

A gamificação é uma das _________ para desenvolvimento de pessoas. Ela parte da _________ da adoção da _________, das regras e do _________ de _________ no processo de ensino e aprendizagem.

Assinale a alternativa que CORRETAMENTE preenche as lacunas.

  • A Técnicas, ideia, memorização, debate, conceitos.
  • B Metodologias, premissa, lógica, design, jogos.
  • C Práticas, vertente, escrita, trabalho, colaboradores.
  • D Teorias, defesa, tecnologia, contato, alunos.
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O objetivo principal de uma Universidade Corporativa (UC) é desenvolver e instalar as competências empresariais e humanas consideradas essenciais para a viabilização das estratégias de negociação. Dentre as forças que impulsionam o avanço das Universidades Corporativas, estão:

  • A A emergência da organização não-hierárquica, enxuta e flexível, e o advento e a consolidação da economia do conhecimento.
  • B A ampliação do prazo da validade do conhecimento e o foco na meta de um emprego para toda a vida.
  • C Estabilidade no mercado da educação global e limitação no processo de avaliação.
  • D Orçamento e recursos limitados e imprecisão quanto ao impacto direto da Universidade nos resultados financeiros da organização.
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Quanto à educação a distância regulamentada, assinale a alternativa CORRETA.

  • A A criação, a organização, a oferta e o desenvolvimento de cursos à distância observarão a legislação em vigor e as normas específicas expedidas pelo Ministério da Educação (MEC).
  • B É uma modalidade de ensino não estruturada, com versões online simplificadas do ensino presencial.
  • C Na educação a distância, as atividades presenciais, previstas nos projetos pedagógicos ou de desenvolvimento da instituição de ensino e do curso, serão realizadas exclusivamente nos polos de educação a distância.
  • D Compete unicamente às autoridades dos sistemas de ensino estaduais autorizar os cursos e o funcionamento de instituições de educação na modalidade a distância.
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A capacitação em serviço é uma forma de treinamento que ocorre no local de trabalho, onde os colaboradores aprendem as habilidades e conhecimentos necessários para realizar suas funções. Nessa perspectiva:

I- Os colaboradores aprendem, teorizando e simulando os conhecimentos em situações hipotéticas de trabalho.
II- As necessidades específicas do colaborador e da empresa são adaptadas permitindo ajustes.
III- Os colegas de trabalho mais experientes, supervisores ou mentores, geralmente, conduzem a capacitação em serviço.
IV- Torna-se mais onerosa do que outros métodos de treinamento, por utilizar recursos externos à empresa.
V- Não é um evento isolado, mas sim um processo contínuo de aprendizagem.

Assinale a alternativa CORRETA.

  • A Apenas as sentenças II, III e V são corretas.
  • B Apenas as sentenças I e IV são corretas.
  • C Apenas a sentenças III é incorreta.
  • D Apenas a sentença IV é correta.
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Em relação às grandes competências que um pedagogo precisa desenvolver em uma empresa, examine as lacunas da sentença a seguir:

Saber discernir os ________, trabalhar _________, participar de uma cultura de ________ combater ________ e ________.

Assinale a alternativa que CORRETAMENTE preenche as lacunas.

  • A Líderes, em equipe, valorização, impedimentos, frustrações.
  • B Problemas, em equipe, cooperação, resistências, obstáculos.
  • C Problemas, em grupo, formação, estrelismos, desperdícios.
  • D Líderes, individualmente, cooperação, personalismos, bloqueios.
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Considerando os fatores que contribuem para a melhoria da qualidade de vida no trabalho, observe as lacunas do enunciado a seguir:
Para melhorar a qualidade de vida no trabalho, faz-se necessário focar na gestão da ________, contar com o ________ dos ________, promover um ambiente de trabalho positivo, incentivar o desenvolvimento ________e estar aberto à ________ e a mudanças.

Assinale a alternativa que CORRETAMENTE preenche as lacunas.

  • A Qualidade, apoio, familiares, pessoal, crítica.
  • B Empresa, interesse, colaboradores, empresarial, crítica.
  • C Organização, apoio, interessados, tecnológico, cooperação.
  • D Qualidade, engajamento, colaboradores, profissional, inovação.
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Ao avaliar um profissional antes e depois de um programa de treinamento, cumpre ter como objetivos:

I- Identificar lacunas e necessidades.
II- Alinhar conteúdo e métodos com objetivos.
III- Definir objetivos de aprendizagem claros e realistas.
IV- Avaliar até que ponto os objetivos foram alcançados.
V- Ajustar o programa para melhor atender às necessidades.

Assinale a alternativa CORRETA.

  • A Apenas as sentenças I e IV são corretas.
  • B Apenas as sentenças III e V são corretas.
  • C Apenas a sentença II é incorreta.
  • D Todas as sentenças são corretas.
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Pela busca da melhoria contínua e vantagem competitiva no mercado de trabalho, as organizações precisam de pessoas cada vez mais preparadas, ágeis, empreendedoras, responsáveis e visionárias, dispostas a assumir riscos. São as pessoas que transformam toda teoria na prática e, para isso, é imprescindível o treinamento e o desenvolvimento de cada uma delas. Faz-se necessário, então, investir:

  • A No desenvolvimento pessoal dos colaboradores, contribuindo para o bem-estar geral de todos a partir da minimização do estresse que permeia o dia a dia da empresa.
  • B Na certeza de que o desenvolvimento pessoal não é um processo pleno para todos, requerendo, por isso, na maioria dos casos, esforços voltados especificamente para a superação de deficiências da área profissional.
  • C Na realização de cursos que contribuam para a superação de limites na área profissional daqueles colaboradores que têm necessidades pessoais comprometedoras em outras áreas da vida, mas não as admitem.
  • D Em programas de autoconhecimento dos colaboradores da empresa, compreendendo esse autoconhecimento como a base do desenvolvimento pessoal, cujo foco decisivo é a identificação dos pontos fracos desses colaboradores.
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Em um mundo em constante evolução, a capacidade de se adaptar a novas situações e desafios é crucial. Cumpre, portanto, a compreensão de que a adaptabilidade é a capacidade de:

  • A Criar um ambiente de trabalho agradável e produtivo.
  • B Ajustar atitudes e comportamentos para lidar com mudanças e desafios.
  • C Fazer acontecer a gestão da mudança e a evolução do pensamento crítico.
  • D Estudar as causas e consequências do modo de agir pessoal em grupos de trabalho.
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O desenvolvimento pessoal é o processo pelo qual o ser humano se torna a melhor versão de si mesmo, alcançando todo o seu potencial. Um dos pilares fundamentais desse tipo de desenvolvimento é a clareza do propósito de vida. Nessa perspectiva, é essencial dispor de motivação pessoal:

  • A Variável em função da meta.
  • B Plural e diversa.
  • C Adequada aos desejos.
  • D Forte e difusa.
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Sobre o Censo Escolar, está INCORRETO:

  • A A pesquisa estatística é dividida em duas etapas: a primeira coleta informações sobre os estabelecimentos de ensino, gestores, turmas, alunos e profissionais escolares em sala de aula, enquanto a segunda coleta informações sobre o movimento e o rendimento escolar dos alunos ao final do ano letivo.
  • B O Censo Escolar é conduzido apenas pelas secretarias estaduais e municipais de educação, sem a participação do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
  • C O Censo Escolar é realizado anualmente e a declaração é obrigatória para todas as escolas públicas e privadas do país.
  • D O Censo Escolar é uma pesquisa com caráter declaratório e é regulamentado por instrumentos normativos que instituem a obrigatoriedade, os prazos, os responsáveis e suas responsabilidades, bem como os procedimentos para a realização de todo o processo de coleta de dados.
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NÃO é a principal razão pela qual as instituições educacionais devem manter seus documentos escolares devidamente arquivados e organizados:

  • A Garantir que todos os documentos estejam disponíveis para inspeções regulatórias.
  • B Preservar a história e a trajetória da escola ao longo do tempo.
  • C Minimizar o custo de manutenção do espaço de armazenamento.
  • D Facilitar a busca rápida de informações pelos alunos.
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Sobre o Censo Escolar, assinale CORRETAMENTE:

  • A O Censo Escolar abrange diferentes etapas e modalidades da educação básica e profissional.
  • B O Censo Escolar é conduzido apenas pelo Ministério da Educação.
  • C A pesquisa estatística do Censo Escolar não abrange a Educação de Jovens e Adultos (EJA).
  • D O Censo Escolar é realizado, exclusivamente, em escolas públicas
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A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), que define e regulariza a organização da educação no Brasil, aponta os critérios para a verificação do rendimento escolar. Analise esses critérios logo abaixo e assinale a alternativa CORRETA.

I- Obrigatoriedade de estudos de recuperação, de preferência paralelos ao período letivo, para os casos de baixo rendimento escolar, a serem disciplinados pelas instituições de ensino em seus regimentos.
II- Avaliação contínua e cumulativa do desempenho do aluno, com prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos, e dos resultados ao longo do período sobre os de eventuais provas finais.
III- Possibilidade de aceleração de estudos para alunos com atraso escolar.

Estão CORRETOS:

  • A Apenas os critérios I e II.
  • B Apenas os critérios II e III.
  • C Apenas os critérios I e III.
  • D Todos os critérios.
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NÃO é considerado essencial para constar em um certificado:

  • A Nome da instituição.
  • B Assinatura do aluno.
  • C Nomes dos professores.
  • D Nome do curso.
17

NÃO está relacionado às práticas eficazes de controle de documentos:

  • A Utilização de um sistema que bloqueia informações erradas durante a geração de documentos.
  • B Armazenamento dos documentos de forma digital para facilitar o acesso e protegê-los de danos físicos.
  • C Armazenamento físico dos documentos como preferência, devido à sua maior durabilidade e segurança em comparação com o armazenamento digital.
  • D Definição de níveis de permissões para garantir que apenas pessoas autorizadas acessem documentos sigilosos.
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Sobre o controle de documentos, está INCORRETO:

  • A O armazenamento físico dos documentos é preferível ao armazenamento digital, pois os documentos físicos estão menos sujeitos a danos e desgastes ao longo do tempo.
  • B O primeiro passo para um bom controle de documentos é sua geração correta e confiável, garantindo que informações erradas sejam bloqueadas durante o processo de criação.
  • C Armazenar documentos de forma segura e de fácil acesso é essencial para garantir que a equipe possa acessá-los sempre que necessário, especialmente quando armazenados digitalmente.
  • D O uso de um sistema de controle de documentos permite definir níveis de permissões, garantindo que apenas pessoas autorizadas possam acessar documentos sigilosos.
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Sobre a importância do acompanhamento do rendimento escolar, é CORRETO afirmar:

  • A O acompanhamento do rendimento escolar ajuda a identificar particularidades dos alunos.
  • B O acompanhamento do rendimento escolar não está diretamente relacionado à identificação de problemas mais profundos.
  • C O rendimento escolar é uma ferramenta exclusiva para os alunos melhorarem suas notas.
  • D O acompanhamento do rendimento escolar não contribui para otimizar o desempenho da escola.
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Sobre o funcionamento e logística na escola regular, assinale a alternativa INCORRETA.

  • A Gerenciamento de matrículas e registros de alunos é uma atividade comum no funcionamento administrativo da escola regular, garantindo dados precisos sobre a população estudantil.
  • B Coleta e análise de dados relacionados ao desempenho dos alunos não são atividades comuns no funcionamento e logística da escola regular, pois geralmente são conduzidas por órgãos educacionais externos.
  • C Coordenação de serviços de alimentação escolar é uma parte importante da logística da escola regular, garantindo que os alunos tenham acesso a refeições nutritivas durante o dia letivo.
  • D A organização de transporte escolar é uma responsabilidade da escola regular apenas se aplicável, dependendo da localização e das necessidades dos alunos.

Português

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TEXTO I


A aprovação do III Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Plansan) 2025- 2027, principal instrumento da política brasileira de Segurança Alimentar e Nutricional, foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira, 5 de março. O III Plansan reforça o compromisso do Governo Federal de retirar o Brasil do Mapa da Fome até 2026.

A decisão pela aprovação unânime foi tomada pelo Pleno Ministerial da Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan), ainda na segunda quinzena de fevereiro. O documento estabelece 18 estratégias intersetoriais e 219 iniciativas voltadas à segurança alimentar e nutricional e considera desafios como aumento dos preços de alimentos, fome em territórios específicos (Amazônia, povos indígenas e população em situação de rua) e impactos das mudanças do clima.
“É um marco no processo de reconstrução das políticas públicas de segurança alimentar e nutricional, e parte do esforço do governo brasileiro de erradicar novamente a fome e garantir o direito humano à alimentação adequada da população brasileira”, pontuou o ministro Wellington Dias (Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome).

Disponível em: <https://www.gov.br/secom/ptbr/assuntos/noticias/2025/03/plano-de-seguranca-alimentar-enutricional-projeta-que-brasil-saira-do-mapa-da-fome-ate2026>. Adaptado. Acesso em: 20 de maio de 2025.


TEXTO II

A CASA QUE A FOME MORA
(...)

Eu pensava que a fome
Fosse magricela e feia,
Mas era uma sereia
De corpo espetacular
E quem iria culpar
Aquela linda princesa
De tirar o pão da mesa

Dos subúrbios da cidade
Ou pisar sem piedade
Numa criança indefesa?

Engoli três vezes nada
E perguntei o seu nome
Respondeu-me: sou a fome
Que assola a humanidade,
Ataco vila e cidade,
Deixo o campo moribundo,
Eu não descanso um segundo
Atrofiando e matando,
Me escondendo e zombando
Dos governantes do mundo.

Me alimento das obras
Que são superfaturadas,
Das verbas que são guiadas
Pro bolsos dos marajás
E me escondo por trás
Da fumaça do canhão,
Dos supérfluos da mansão,
Da soma dos desperdícios,
Da queima dos artifícios
Que cega a população

(...)

Se vocês continuarem
Me caçando nas favelas,
Nos lamaçais das vielas,
Nunca vão me encontrar,
Eu vou continuar
Usando o terno xadrez,
Metendo a bola da vez,
Atrofiando e matando,
Me escondendo e zombando
Da burrice de vocês.

Fonte: Melo, Antônio Francisco Teixeira. A casa que a fome
mora. Fortaleza: Imeph, 2016. p. 8.


TEXTO III


Imagem relacionada à questão do Questões Estratégicas


Fonte: Portal DCM, Diário do Centro do Mundo. Disponível em:<https://shre.ink/eFqT>. A imagem mostra um homem com roupas remendadas e duas moedas na mão diante de um local com placa “ossougue”, onde estão expostos ossos. Acesso: 07 de junho de 2025.

Considerando o fragmento adaptado do Texto I, “O III Plansan reforça o compromisso do Governo Federal de retirar o Brasil do Mapa da Fome até 2026, por meio de estratégias voltadas à erradicação da pobreza extrema e à segurança alimentar e nutricional.”, assinale a alternativa que melhor explica os efeitos de sentido gerados pelo uso da crase.

  • A O emprego da crase marca um distanciamento temporal em relação aos objetivos traçados pelo III Plansan, reforçando uma expectativa futura.
  • B A presença da crase sugere uma ideia de generalização dos conceitos de erradicação da pobreza e segurança alimentar, ampliando o escopo das estratégias mencionadas.
  • C A marcação da crase nos dois termos destaca uma hierarquia de importância entre “erradicação da pobreza extrema” e “segurança alimentar e nutricional”, sugerindo que a primeira é prioritária no plano estratégico.
  • D O uso da crase nesses contextos evidencia uma relação de especificidade e direcionamento das estratégias, reforçando que as ações são voltadas diretamente para a erradicação e para a segurança alimentar.
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TEXTO I


A aprovação do III Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Plansan) 2025- 2027, principal instrumento da política brasileira de Segurança Alimentar e Nutricional, foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira, 5 de março. O III Plansan reforça o compromisso do Governo Federal de retirar o Brasil do Mapa da Fome até 2026.

A decisão pela aprovação unânime foi tomada pelo Pleno Ministerial da Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan), ainda na segunda quinzena de fevereiro. O documento estabelece 18 estratégias intersetoriais e 219 iniciativas voltadas à segurança alimentar e nutricional e considera desafios como aumento dos preços de alimentos, fome em territórios específicos (Amazônia, povos indígenas e população em situação de rua) e impactos das mudanças do clima.
“É um marco no processo de reconstrução das políticas públicas de segurança alimentar e nutricional, e parte do esforço do governo brasileiro de erradicar novamente a fome e garantir o direito humano à alimentação adequada da população brasileira”, pontuou o ministro Wellington Dias (Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome).

Disponível em: <https://www.gov.br/secom/ptbr/assuntos/noticias/2025/03/plano-de-seguranca-alimentar-enutricional-projeta-que-brasil-saira-do-mapa-da-fome-ate2026>. Adaptado. Acesso em: 20 de maio de 2025.


TEXTO II

A CASA QUE A FOME MORA
(...)

Eu pensava que a fome
Fosse magricela e feia,
Mas era uma sereia
De corpo espetacular
E quem iria culpar
Aquela linda princesa
De tirar o pão da mesa

Dos subúrbios da cidade
Ou pisar sem piedade
Numa criança indefesa?

Engoli três vezes nada
E perguntei o seu nome
Respondeu-me: sou a fome
Que assola a humanidade,
Ataco vila e cidade,
Deixo o campo moribundo,
Eu não descanso um segundo
Atrofiando e matando,
Me escondendo e zombando
Dos governantes do mundo.

Me alimento das obras
Que são superfaturadas,
Das verbas que são guiadas
Pro bolsos dos marajás
E me escondo por trás
Da fumaça do canhão,
Dos supérfluos da mansão,
Da soma dos desperdícios,
Da queima dos artifícios
Que cega a população

(...)

Se vocês continuarem
Me caçando nas favelas,
Nos lamaçais das vielas,
Nunca vão me encontrar,
Eu vou continuar
Usando o terno xadrez,
Metendo a bola da vez,
Atrofiando e matando,
Me escondendo e zombando
Da burrice de vocês.

Fonte: Melo, Antônio Francisco Teixeira. A casa que a fome
mora. Fortaleza: Imeph, 2016. p. 8.


TEXTO III


Imagem relacionada à questão do Questões Estratégicas


Fonte: Portal DCM, Diário do Centro do Mundo. Disponível em:<https://shre.ink/eFqT>. A imagem mostra um homem com roupas remendadas e duas moedas na mão diante de um local com placa “ossougue”, onde estão expostos ossos. Acesso: 07 de junho de 2025.

No enunciado “A decisão pela aprovação unânime foi tomada pelo Pleno Ministerial da Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan), ainda na segunda quinzena de fevereiro.”, o operador argumentativo “ainda” manifesta uma relação temporal específica em relação ao processo decisório.
Assinale a alternativa que melhor explica o uso insólito desse operador no contexto do enunciado, considerando o mês de publicação da notícia, março de 2025.

  • A O termo “ainda” indica uma antecipação temporal, sugerindo que a decisão foi tomada antes do esperado, denotando agilidade no processo.
  • B O operador “ainda” expressa continuidade no tempo, indicando que a decisão do Pleno Ministerial permanece válida até o momento atual.
  • C O uso de “ainda” manifesta um distanciamento temporal em relação ao presente, sugerindo que a decisão já estava consolidada desde fevereiro.
  • D O operador “ainda” marca uma relação de contraste com outros processos decisórios, destacando a excepcionalidade da decisão em fevereiro.
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TEXTO I


A aprovação do III Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Plansan) 2025- 2027, principal instrumento da política brasileira de Segurança Alimentar e Nutricional, foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira, 5 de março. O III Plansan reforça o compromisso do Governo Federal de retirar o Brasil do Mapa da Fome até 2026.

A decisão pela aprovação unânime foi tomada pelo Pleno Ministerial da Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan), ainda na segunda quinzena de fevereiro. O documento estabelece 18 estratégias intersetoriais e 219 iniciativas voltadas à segurança alimentar e nutricional e considera desafios como aumento dos preços de alimentos, fome em territórios específicos (Amazônia, povos indígenas e população em situação de rua) e impactos das mudanças do clima.
“É um marco no processo de reconstrução das políticas públicas de segurança alimentar e nutricional, e parte do esforço do governo brasileiro de erradicar novamente a fome e garantir o direito humano à alimentação adequada da população brasileira”, pontuou o ministro Wellington Dias (Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome).

Disponível em: <https://www.gov.br/secom/ptbr/assuntos/noticias/2025/03/plano-de-seguranca-alimentar-enutricional-projeta-que-brasil-saira-do-mapa-da-fome-ate2026>. Adaptado. Acesso em: 20 de maio de 2025.


TEXTO II

A CASA QUE A FOME MORA
(...)

Eu pensava que a fome
Fosse magricela e feia,
Mas era uma sereia
De corpo espetacular
E quem iria culpar
Aquela linda princesa
De tirar o pão da mesa

Dos subúrbios da cidade
Ou pisar sem piedade
Numa criança indefesa?

Engoli três vezes nada
E perguntei o seu nome
Respondeu-me: sou a fome
Que assola a humanidade,
Ataco vila e cidade,
Deixo o campo moribundo,
Eu não descanso um segundo
Atrofiando e matando,
Me escondendo e zombando
Dos governantes do mundo.

Me alimento das obras
Que são superfaturadas,
Das verbas que são guiadas
Pro bolsos dos marajás
E me escondo por trás
Da fumaça do canhão,
Dos supérfluos da mansão,
Da soma dos desperdícios,
Da queima dos artifícios
Que cega a população

(...)

Se vocês continuarem
Me caçando nas favelas,
Nos lamaçais das vielas,
Nunca vão me encontrar,
Eu vou continuar
Usando o terno xadrez,
Metendo a bola da vez,
Atrofiando e matando,
Me escondendo e zombando
Da burrice de vocês.

Fonte: Melo, Antônio Francisco Teixeira. A casa que a fome
mora. Fortaleza: Imeph, 2016. p. 8.


TEXTO III


Imagem relacionada à questão do Questões Estratégicas


Fonte: Portal DCM, Diário do Centro do Mundo. Disponível em:<https://shre.ink/eFqT>. A imagem mostra um homem com roupas remendadas e duas moedas na mão diante de um local com placa “ossougue”, onde estão expostos ossos. Acesso: 07 de junho de 2025.

Com base na estrofe do Texto II a seguir, assinale a alternativa que melhor explica a distribuição de responsabilidade no texto.
“Se vocês continuarem / Me caçando nas favelas, / Nos lamaçais das vielas, / Nunca vão me encontrar, / Eu vou continuar / Usando o terno xadrez, / Metendo a bola da vez, / Atrofiando e matando, / Me escondendo e zombando / Da burrice de vocês.”

  • A O eu lírico assume a culpa pelos efeitos da fome, destacando que ela se perpetua por sua própria força.
  • B O enunciador responsabiliza as pessoas que buscam a fome nos lugares errados, enquanto ela se esconde em espaços simbolizados pelo “terno xadrez”.
  • C A responsabilidade é atribuída aos moradores das favelas e vielas, que convivem com a fome diariamente.
  • D A estrofe demonstra que a fome é inevitável e que ninguém é realmente responsável por ela.
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TEXTO I


A aprovação do III Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Plansan) 2025- 2027, principal instrumento da política brasileira de Segurança Alimentar e Nutricional, foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira, 5 de março. O III Plansan reforça o compromisso do Governo Federal de retirar o Brasil do Mapa da Fome até 2026.

A decisão pela aprovação unânime foi tomada pelo Pleno Ministerial da Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan), ainda na segunda quinzena de fevereiro. O documento estabelece 18 estratégias intersetoriais e 219 iniciativas voltadas à segurança alimentar e nutricional e considera desafios como aumento dos preços de alimentos, fome em territórios específicos (Amazônia, povos indígenas e população em situação de rua) e impactos das mudanças do clima.
“É um marco no processo de reconstrução das políticas públicas de segurança alimentar e nutricional, e parte do esforço do governo brasileiro de erradicar novamente a fome e garantir o direito humano à alimentação adequada da população brasileira”, pontuou o ministro Wellington Dias (Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome).

Disponível em: <https://www.gov.br/secom/ptbr/assuntos/noticias/2025/03/plano-de-seguranca-alimentar-enutricional-projeta-que-brasil-saira-do-mapa-da-fome-ate2026>. Adaptado. Acesso em: 20 de maio de 2025.


TEXTO II

A CASA QUE A FOME MORA
(...)

Eu pensava que a fome
Fosse magricela e feia,
Mas era uma sereia
De corpo espetacular
E quem iria culpar
Aquela linda princesa
De tirar o pão da mesa

Dos subúrbios da cidade
Ou pisar sem piedade
Numa criança indefesa?

Engoli três vezes nada
E perguntei o seu nome
Respondeu-me: sou a fome
Que assola a humanidade,
Ataco vila e cidade,
Deixo o campo moribundo,
Eu não descanso um segundo
Atrofiando e matando,
Me escondendo e zombando
Dos governantes do mundo.

Me alimento das obras
Que são superfaturadas,
Das verbas que são guiadas
Pro bolsos dos marajás
E me escondo por trás
Da fumaça do canhão,
Dos supérfluos da mansão,
Da soma dos desperdícios,
Da queima dos artifícios
Que cega a população

(...)

Se vocês continuarem
Me caçando nas favelas,
Nos lamaçais das vielas,
Nunca vão me encontrar,
Eu vou continuar
Usando o terno xadrez,
Metendo a bola da vez,
Atrofiando e matando,
Me escondendo e zombando
Da burrice de vocês.

Fonte: Melo, Antônio Francisco Teixeira. A casa que a fome
mora. Fortaleza: Imeph, 2016. p. 8.


TEXTO III


Imagem relacionada à questão do Questões Estratégicas


Fonte: Portal DCM, Diário do Centro do Mundo. Disponível em:<https://shre.ink/eFqT>. A imagem mostra um homem com roupas remendadas e duas moedas na mão diante de um local com placa “ossougue”, onde estão expostos ossos. Acesso: 07 de junho de 2025.

Considere o trecho a seguir:
“O documento estabelece 18 estratégias intersetoriais e 219 iniciativas voltadas à segurança alimentar e nutricional e considera desafios como aumento dos preços de alimentos, fome em territórios específicos (Amazônia, povos indígenas e população em situação de rua) e impactos das mudanças do clima.”.

Assinale a alternativa que melhor descreve a função do termo entre parênteses no enunciado apresentado.

  • A Predicativo do objeto, dado que o termo entre parênteses atribui uma condição ao objeto “territórios específicos”.
  • B Adjunto adnominal, visto que os elementos dentro dos parênteses qualificam “territórios específicos”, atribuindo-lhes características de localização geográfica.
  • C Aposto explicativo, pois o termo entre parênteses amplia e esclarece o significado do sintagma “territórios específicos”, estabelecendo uma relação de equivalência semântica.
  • D Adjunto adverbial de lugar, já que os parênteses indicam a localização das populações afetadas, caracterizando espacialmente a fome.
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TEXTO I


A aprovação do III Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Plansan) 2025- 2027, principal instrumento da política brasileira de Segurança Alimentar e Nutricional, foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira, 5 de março. O III Plansan reforça o compromisso do Governo Federal de retirar o Brasil do Mapa da Fome até 2026.

A decisão pela aprovação unânime foi tomada pelo Pleno Ministerial da Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan), ainda na segunda quinzena de fevereiro. O documento estabelece 18 estratégias intersetoriais e 219 iniciativas voltadas à segurança alimentar e nutricional e considera desafios como aumento dos preços de alimentos, fome em territórios específicos (Amazônia, povos indígenas e população em situação de rua) e impactos das mudanças do clima.
“É um marco no processo de reconstrução das políticas públicas de segurança alimentar e nutricional, e parte do esforço do governo brasileiro de erradicar novamente a fome e garantir o direito humano à alimentação adequada da população brasileira”, pontuou o ministro Wellington Dias (Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome).

Disponível em: <https://www.gov.br/secom/ptbr/assuntos/noticias/2025/03/plano-de-seguranca-alimentar-enutricional-projeta-que-brasil-saira-do-mapa-da-fome-ate2026>. Adaptado. Acesso em: 20 de maio de 2025.


TEXTO II

A CASA QUE A FOME MORA
(...)

Eu pensava que a fome
Fosse magricela e feia,
Mas era uma sereia
De corpo espetacular
E quem iria culpar
Aquela linda princesa
De tirar o pão da mesa

Dos subúrbios da cidade
Ou pisar sem piedade
Numa criança indefesa?

Engoli três vezes nada
E perguntei o seu nome
Respondeu-me: sou a fome
Que assola a humanidade,
Ataco vila e cidade,
Deixo o campo moribundo,
Eu não descanso um segundo
Atrofiando e matando,
Me escondendo e zombando
Dos governantes do mundo.

Me alimento das obras
Que são superfaturadas,
Das verbas que são guiadas
Pro bolsos dos marajás
E me escondo por trás
Da fumaça do canhão,
Dos supérfluos da mansão,
Da soma dos desperdícios,
Da queima dos artifícios
Que cega a população

(...)

Se vocês continuarem
Me caçando nas favelas,
Nos lamaçais das vielas,
Nunca vão me encontrar,
Eu vou continuar
Usando o terno xadrez,
Metendo a bola da vez,
Atrofiando e matando,
Me escondendo e zombando
Da burrice de vocês.

Fonte: Melo, Antônio Francisco Teixeira. A casa que a fome
mora. Fortaleza: Imeph, 2016. p. 8.


TEXTO III


Imagem relacionada à questão do Questões Estratégicas


Fonte: Portal DCM, Diário do Centro do Mundo. Disponível em:<https://shre.ink/eFqT>. A imagem mostra um homem com roupas remendadas e duas moedas na mão diante de um local com placa “ossougue”, onde estão expostos ossos. Acesso: 07 de junho de 2025.

Assinale a alternativa que justifica o emprego não culto da vírgula no enunciado do Texto I: “É um marco no processo de reconstrução das políticas públicas de segurança alimentar e nutricional, e parte do esforço do governo brasileiro de erradicar novamente a fome (...).”.

  • A A vírgula é empregada para separar dois elementos coordenados de grande extensão, tendo em vista descongestionar sintaticamente o período.
  • B O uso da vírgula se justifica pela intenção de destacar a expressão “parte do esforço do governo brasileiro”, conferindo-lhe maior relevância discursiva no enunciado.
  • C A pontuação é necessária para evidenciar uma relação adversativa implícita entre “marco no processo de reconstrução” e “parte do esforço do governo brasileiro”.
  • D A vírgula sinaliza um processo de elipse do verbo “é”, indicando que a estrutura do período não está completa semanticamente sem essa pausa.
26
TEXTO I


A aprovação do III Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Plansan) 2025- 2027, principal instrumento da política brasileira de Segurança Alimentar e Nutricional, foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira, 5 de março. O III Plansan reforça o compromisso do Governo Federal de retirar o Brasil do Mapa da Fome até 2026.

A decisão pela aprovação unânime foi tomada pelo Pleno Ministerial da Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan), ainda na segunda quinzena de fevereiro. O documento estabelece 18 estratégias intersetoriais e 219 iniciativas voltadas à segurança alimentar e nutricional e considera desafios como aumento dos preços de alimentos, fome em territórios específicos (Amazônia, povos indígenas e população em situação de rua) e impactos das mudanças do clima.
“É um marco no processo de reconstrução das políticas públicas de segurança alimentar e nutricional, e parte do esforço do governo brasileiro de erradicar novamente a fome e garantir o direito humano à alimentação adequada da população brasileira”, pontuou o ministro Wellington Dias (Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome).

Disponível em: <https://www.gov.br/secom/ptbr/assuntos/noticias/2025/03/plano-de-seguranca-alimentar-enutricional-projeta-que-brasil-saira-do-mapa-da-fome-ate2026>. Adaptado. Acesso em: 20 de maio de 2025.


TEXTO II

A CASA QUE A FOME MORA
(...)

Eu pensava que a fome
Fosse magricela e feia,
Mas era uma sereia
De corpo espetacular
E quem iria culpar
Aquela linda princesa
De tirar o pão da mesa

Dos subúrbios da cidade
Ou pisar sem piedade
Numa criança indefesa?

Engoli três vezes nada
E perguntei o seu nome
Respondeu-me: sou a fome
Que assola a humanidade,
Ataco vila e cidade,
Deixo o campo moribundo,
Eu não descanso um segundo
Atrofiando e matando,
Me escondendo e zombando
Dos governantes do mundo.

Me alimento das obras
Que são superfaturadas,
Das verbas que são guiadas
Pro bolsos dos marajás
E me escondo por trás
Da fumaça do canhão,
Dos supérfluos da mansão,
Da soma dos desperdícios,
Da queima dos artifícios
Que cega a população

(...)

Se vocês continuarem
Me caçando nas favelas,
Nos lamaçais das vielas,
Nunca vão me encontrar,
Eu vou continuar
Usando o terno xadrez,
Metendo a bola da vez,
Atrofiando e matando,
Me escondendo e zombando
Da burrice de vocês.

Fonte: Melo, Antônio Francisco Teixeira. A casa que a fome
mora. Fortaleza: Imeph, 2016. p. 8.


TEXTO III


Imagem relacionada à questão do Questões Estratégicas


Fonte: Portal DCM, Diário do Centro do Mundo. Disponível em:<https://shre.ink/eFqT>. A imagem mostra um homem com roupas remendadas e duas moedas na mão diante de um local com placa “ossougue”, onde estão expostos ossos. Acesso: 07 de junho de 2025.

Analisando o Texto III e a charge do cartunista Duke, com base nos processos de formação das palavras “ossougue” e “agrotóxico” e em suas implicações discursivas, assinale a alternativa CORRETA.

  • A A formação de “ossougue” estabelece uma crítica interdiscursiva que reflete a carestia da carne, utilizando o neologismo para intensificar a denúncia social.
  • B Em “ossougue”, a fusão semântica dos radicais revela um processo de derivação imprópria, uma vez que altera a classe gramatical original das palavras envolvidas.
  • C A presença do prefixo “agro-”, em “agrotóxico”, é um exemplo de derivação regressiva, em que o radical é encurtado para gerar novas palavras.
  • D Em “agrotóxico”, a justaposição dos elementos “agro-” e “tóxico” atenua o efeito de periculosidade, destacando o uso agrícola como essencial para a produção.
27
TEXTO I


A aprovação do III Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Plansan) 2025- 2027, principal instrumento da política brasileira de Segurança Alimentar e Nutricional, foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira, 5 de março. O III Plansan reforça o compromisso do Governo Federal de retirar o Brasil do Mapa da Fome até 2026.

A decisão pela aprovação unânime foi tomada pelo Pleno Ministerial da Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan), ainda na segunda quinzena de fevereiro. O documento estabelece 18 estratégias intersetoriais e 219 iniciativas voltadas à segurança alimentar e nutricional e considera desafios como aumento dos preços de alimentos, fome em territórios específicos (Amazônia, povos indígenas e população em situação de rua) e impactos das mudanças do clima.
“É um marco no processo de reconstrução das políticas públicas de segurança alimentar e nutricional, e parte do esforço do governo brasileiro de erradicar novamente a fome e garantir o direito humano à alimentação adequada da população brasileira”, pontuou o ministro Wellington Dias (Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome).

Disponível em: <https://www.gov.br/secom/ptbr/assuntos/noticias/2025/03/plano-de-seguranca-alimentar-enutricional-projeta-que-brasil-saira-do-mapa-da-fome-ate2026>. Adaptado. Acesso em: 20 de maio de 2025.


TEXTO II

A CASA QUE A FOME MORA
(...)

Eu pensava que a fome
Fosse magricela e feia,
Mas era uma sereia
De corpo espetacular
E quem iria culpar
Aquela linda princesa
De tirar o pão da mesa

Dos subúrbios da cidade
Ou pisar sem piedade
Numa criança indefesa?

Engoli três vezes nada
E perguntei o seu nome
Respondeu-me: sou a fome
Que assola a humanidade,
Ataco vila e cidade,
Deixo o campo moribundo,
Eu não descanso um segundo
Atrofiando e matando,
Me escondendo e zombando
Dos governantes do mundo.

Me alimento das obras
Que são superfaturadas,
Das verbas que são guiadas
Pro bolsos dos marajás
E me escondo por trás
Da fumaça do canhão,
Dos supérfluos da mansão,
Da soma dos desperdícios,
Da queima dos artifícios
Que cega a população

(...)

Se vocês continuarem
Me caçando nas favelas,
Nos lamaçais das vielas,
Nunca vão me encontrar,
Eu vou continuar
Usando o terno xadrez,
Metendo a bola da vez,
Atrofiando e matando,
Me escondendo e zombando
Da burrice de vocês.

Fonte: Melo, Antônio Francisco Teixeira. A casa que a fome
mora. Fortaleza: Imeph, 2016. p. 8.


TEXTO III


Imagem relacionada à questão do Questões Estratégicas


Fonte: Portal DCM, Diário do Centro do Mundo. Disponível em:<https://shre.ink/eFqT>. A imagem mostra um homem com roupas remendadas e duas moedas na mão diante de um local com placa “ossougue”, onde estão expostos ossos. Acesso: 07 de junho de 2025.

Considere a seguinte charge:


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Bons tempos aqueles em que nossa preocupação era que nossos filhos não mexessem com tóxico em vez de agrotóxico! Charge: Duke (domtotal.com)


Na charge de Duke, a relação entre os termos “tóxico” e “agrotóxico” estabelece um processo de gradação de significado que transcende a composição morfológica. Dessa forma, assinale a alternativa que melhor explica essa gradação semântica no contexto discursivo da charge.

  • A A passagem de “tóxico” para “agrotóxico” representa uma expansão semântica restrita ao campo da agricultura, sem implicações sociopolíticas ou críticas sociais no discurso da charge.
  • B A gradação ocorre pela ampliação de um efeito semântico negativo, “tóxico”, que refere-se a drogas em geral, enquanto “agrotóxico” amplifica essa nocividade no contexto da produção alimentar, sugerindo um envenenamento sistêmico.
  • C O termo “agrotóxico” carrega um distanciamento discursivo em relação a “tóxico”, por perder o sentido de substância venenosa e atualizar um sentido de impacto ambiental e social associado ao modelo agrícola contemporâneo.
  • D No contexto discursivo da charge, “tóxico” e “agrotóxico” são empregados como sinônimos intercambiáveis, reforçando uma crítica genérica ao uso de substâncias químicas em alimentos.
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TEXTO I


A aprovação do III Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Plansan) 2025- 2027, principal instrumento da política brasileira de Segurança Alimentar e Nutricional, foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira, 5 de março. O III Plansan reforça o compromisso do Governo Federal de retirar o Brasil do Mapa da Fome até 2026.

A decisão pela aprovação unânime foi tomada pelo Pleno Ministerial da Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan), ainda na segunda quinzena de fevereiro. O documento estabelece 18 estratégias intersetoriais e 219 iniciativas voltadas à segurança alimentar e nutricional e considera desafios como aumento dos preços de alimentos, fome em territórios específicos (Amazônia, povos indígenas e população em situação de rua) e impactos das mudanças do clima.
“É um marco no processo de reconstrução das políticas públicas de segurança alimentar e nutricional, e parte do esforço do governo brasileiro de erradicar novamente a fome e garantir o direito humano à alimentação adequada da população brasileira”, pontuou o ministro Wellington Dias (Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome).

Disponível em: <https://www.gov.br/secom/ptbr/assuntos/noticias/2025/03/plano-de-seguranca-alimentar-enutricional-projeta-que-brasil-saira-do-mapa-da-fome-ate2026>. Adaptado. Acesso em: 20 de maio de 2025.


TEXTO II

A CASA QUE A FOME MORA
(...)

Eu pensava que a fome
Fosse magricela e feia,
Mas era uma sereia
De corpo espetacular
E quem iria culpar
Aquela linda princesa
De tirar o pão da mesa

Dos subúrbios da cidade
Ou pisar sem piedade
Numa criança indefesa?

Engoli três vezes nada
E perguntei o seu nome
Respondeu-me: sou a fome
Que assola a humanidade,
Ataco vila e cidade,
Deixo o campo moribundo,
Eu não descanso um segundo
Atrofiando e matando,
Me escondendo e zombando
Dos governantes do mundo.

Me alimento das obras
Que são superfaturadas,
Das verbas que são guiadas
Pro bolsos dos marajás
E me escondo por trás
Da fumaça do canhão,
Dos supérfluos da mansão,
Da soma dos desperdícios,
Da queima dos artifícios
Que cega a população

(...)

Se vocês continuarem
Me caçando nas favelas,
Nos lamaçais das vielas,
Nunca vão me encontrar,
Eu vou continuar
Usando o terno xadrez,
Metendo a bola da vez,
Atrofiando e matando,
Me escondendo e zombando
Da burrice de vocês.

Fonte: Melo, Antônio Francisco Teixeira. A casa que a fome
mora. Fortaleza: Imeph, 2016. p. 8.


TEXTO III


Imagem relacionada à questão do Questões Estratégicas


Fonte: Portal DCM, Diário do Centro do Mundo. Disponível em:<https://shre.ink/eFqT>. A imagem mostra um homem com roupas remendadas e duas moedas na mão diante de um local com placa “ossougue”, onde estão expostos ossos. Acesso: 07 de junho de 2025.

Considere o verso do Texto II: “Me escondendo e zombando / Dos governantes do mundo”. A respeito dos aspectos morfossintáticos e semânticos, os verbos “escondendo” e “zombando”:

  • A Expressam processos circunstanciais de modo, indicando a forma como a fome se perpetua.
  • B Estabelecem relações de causalidade semântica com o substantivo “governantes”.
  • C Operam sob um aspecto de duração e evidenciam a natureza contínua das consequências sociais.
  • D Funcionam como predicativos do sujeito implícito “fome”, estabelecendo uma relação de atribuição.
29
TEXTO I


A aprovação do III Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Plansan) 2025- 2027, principal instrumento da política brasileira de Segurança Alimentar e Nutricional, foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira, 5 de março. O III Plansan reforça o compromisso do Governo Federal de retirar o Brasil do Mapa da Fome até 2026.

A decisão pela aprovação unânime foi tomada pelo Pleno Ministerial da Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan), ainda na segunda quinzena de fevereiro. O documento estabelece 18 estratégias intersetoriais e 219 iniciativas voltadas à segurança alimentar e nutricional e considera desafios como aumento dos preços de alimentos, fome em territórios específicos (Amazônia, povos indígenas e população em situação de rua) e impactos das mudanças do clima.
“É um marco no processo de reconstrução das políticas públicas de segurança alimentar e nutricional, e parte do esforço do governo brasileiro de erradicar novamente a fome e garantir o direito humano à alimentação adequada da população brasileira”, pontuou o ministro Wellington Dias (Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome).

Disponível em: <https://www.gov.br/secom/ptbr/assuntos/noticias/2025/03/plano-de-seguranca-alimentar-enutricional-projeta-que-brasil-saira-do-mapa-da-fome-ate2026>. Adaptado. Acesso em: 20 de maio de 2025.


TEXTO II

A CASA QUE A FOME MORA
(...)

Eu pensava que a fome
Fosse magricela e feia,
Mas era uma sereia
De corpo espetacular
E quem iria culpar
Aquela linda princesa
De tirar o pão da mesa

Dos subúrbios da cidade
Ou pisar sem piedade
Numa criança indefesa?

Engoli três vezes nada
E perguntei o seu nome
Respondeu-me: sou a fome
Que assola a humanidade,
Ataco vila e cidade,
Deixo o campo moribundo,
Eu não descanso um segundo
Atrofiando e matando,
Me escondendo e zombando
Dos governantes do mundo.

Me alimento das obras
Que são superfaturadas,
Das verbas que são guiadas
Pro bolsos dos marajás
E me escondo por trás
Da fumaça do canhão,
Dos supérfluos da mansão,
Da soma dos desperdícios,
Da queima dos artifícios
Que cega a população

(...)

Se vocês continuarem
Me caçando nas favelas,
Nos lamaçais das vielas,
Nunca vão me encontrar,
Eu vou continuar
Usando o terno xadrez,
Metendo a bola da vez,
Atrofiando e matando,
Me escondendo e zombando
Da burrice de vocês.

Fonte: Melo, Antônio Francisco Teixeira. A casa que a fome
mora. Fortaleza: Imeph, 2016. p. 8.


TEXTO III


Imagem relacionada à questão do Questões Estratégicas


Fonte: Portal DCM, Diário do Centro do Mundo. Disponível em:<https://shre.ink/eFqT>. A imagem mostra um homem com roupas remendadas e duas moedas na mão diante de um local com placa “ossougue”, onde estão expostos ossos. Acesso: 07 de junho de 2025.

O texto III estabelece um diálogo interdiscursivo com o discurso sobre segurança alimentar presente no Texto I. A expressão “Ossougue”, neologismo presente na imagem, pode ser interpretada como:

  • A Um tipo de sequência narrativa que evidencia múltiplas vozes sociais marginalizadas.
  • B Um índice de intertextualidade que conecta o discurso político ao discurso popular sobre a fome.
  • C Uma metáfora que reforça o argumento da segurança alimentar como direito constitucional.
  • D Uma forma de ironia visual que denuncia a precarização do acesso à alimentação digna.
30
TEXTO I


A aprovação do III Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Plansan) 2025- 2027, principal instrumento da política brasileira de Segurança Alimentar e Nutricional, foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira, 5 de março. O III Plansan reforça o compromisso do Governo Federal de retirar o Brasil do Mapa da Fome até 2026.

A decisão pela aprovação unânime foi tomada pelo Pleno Ministerial da Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan), ainda na segunda quinzena de fevereiro. O documento estabelece 18 estratégias intersetoriais e 219 iniciativas voltadas à segurança alimentar e nutricional e considera desafios como aumento dos preços de alimentos, fome em territórios específicos (Amazônia, povos indígenas e população em situação de rua) e impactos das mudanças do clima.
“É um marco no processo de reconstrução das políticas públicas de segurança alimentar e nutricional, e parte do esforço do governo brasileiro de erradicar novamente a fome e garantir o direito humano à alimentação adequada da população brasileira”, pontuou o ministro Wellington Dias (Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome).

Disponível em: <https://www.gov.br/secom/ptbr/assuntos/noticias/2025/03/plano-de-seguranca-alimentar-enutricional-projeta-que-brasil-saira-do-mapa-da-fome-ate2026>. Adaptado. Acesso em: 20 de maio de 2025.


TEXTO II

A CASA QUE A FOME MORA
(...)

Eu pensava que a fome
Fosse magricela e feia,
Mas era uma sereia
De corpo espetacular
E quem iria culpar
Aquela linda princesa
De tirar o pão da mesa

Dos subúrbios da cidade
Ou pisar sem piedade
Numa criança indefesa?

Engoli três vezes nada
E perguntei o seu nome
Respondeu-me: sou a fome
Que assola a humanidade,
Ataco vila e cidade,
Deixo o campo moribundo,
Eu não descanso um segundo
Atrofiando e matando,
Me escondendo e zombando
Dos governantes do mundo.

Me alimento das obras
Que são superfaturadas,
Das verbas que são guiadas
Pro bolsos dos marajás
E me escondo por trás
Da fumaça do canhão,
Dos supérfluos da mansão,
Da soma dos desperdícios,
Da queima dos artifícios
Que cega a população

(...)

Se vocês continuarem
Me caçando nas favelas,
Nos lamaçais das vielas,
Nunca vão me encontrar,
Eu vou continuar
Usando o terno xadrez,
Metendo a bola da vez,
Atrofiando e matando,
Me escondendo e zombando
Da burrice de vocês.

Fonte: Melo, Antônio Francisco Teixeira. A casa que a fome
mora. Fortaleza: Imeph, 2016. p. 8.


TEXTO III


Imagem relacionada à questão do Questões Estratégicas


Fonte: Portal DCM, Diário do Centro do Mundo. Disponível em:<https://shre.ink/eFqT>. A imagem mostra um homem com roupas remendadas e duas moedas na mão diante de um local com placa “ossougue”, onde estão expostos ossos. Acesso: 07 de junho de 2025.

Em “Me alimento das obras / Que são superfaturadas, / Das verbas que são guiadas / Pro bolsos dos marajás”, os períodos subordinados expressam:

  • A Causa.
  • B Restrição.
  • C Consequência.
  • D Finalidade.

Acessibilidade

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A Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência introduziu importantes inovações no ordenamento jurídico brasileiro, adotando a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (CDPD) como referência normativa. Com base nos princípios e dispositivos da LBI, analise as sentenças a seguir:

I- A LBI adota o modelo social da deficiência, reconhecendo que as barreiras sociais e ambientais são tão determinantes quanto as limitações individuais.
II- A curatela passou a ter caráter extraordinário e proporcional, sendo aplicada somente quando houver comprovação de absoluta incapacidade civil.
III- A existência de deficiência não afeta a plena capacidade civil da pessoa, inclusive no exercício de direitos como casar, votar e exercer atividade profissional.
IV- A acessibilidade atitudinal, prevista na LBI, refere-se à eliminação de barreiras físicas e tecnológicas por meio de adaptações no ambiente.


Assinale a alternativa CORRETA.

  • A Apenas as sentenças I, II e III estão corretas.
  • B Apenas as sentenças II e IV estão corretas.
  • C Apenas as sentenças I e IV estão corretas.
  • D Todas as sentenças estão corretas.
32

O acesso ao mercado de trabalho é um direito da pessoa com deficiência previsto no Decreto nº 3.298/99. De acordo com o Decreto, é CORRETO afirmar:

  • A A empresa com cem empregados não está obrigada a preencher de dois a cinco por cento de seus cargos com beneficiários da Previdência Social reabilitados ou com pessoa com deficiência habilitada.
  • B A empresa com cinquenta ou mais empregados está obrigada a preencher de dois a cinco por cento de seus cargos com beneficiários da Previdência Social reabilitados ou com pessoa com deficiência habilitada.
  • C A empresa com quatrocentos empregados está obrigada a preencher de três por cento de seus cargos com beneficiários da Previdência Social reabilitados ou com pessoa com deficiência habilitada.
  • D Toda empresa, independente da quantidade de empregados, está obrigada a preencher de dois a cinco por cento de seus cargos com beneficiários da Previdência Social reabilitados ou com pessoa com deficiência habilitada.