Resolver o Simulado Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) - Educador de Creche - CONSESP - Nível Fundamental

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Matemática

1

Uma residência teve como medição do consumo de água no mês de abril o número 1.256,15. No mês de maio, foi feita a leitura de 1.301,30. Diante dos valores apresentados, o leiturista emitirá uma conta de água, cujo consumo será de

  • A 45,15 m3.
  • B –45,15 m3.
  • C 45,00 m3.
  • D –45,00 m3.
  • E –45,51 m3.
2

O hidrômetro de uma casa marca 2.538 m3. No mês seguinte, marca 2.614 m3. Quantos metros cúbicos de água foram consumidos nesse período?

  • A 76.
  • B 86.
  • C 96.
  • D 106.
  • E 116.
3

Em um salão retangular, a medida da largura é igual a 3/5 da medida do comprimento, conforme a imagem a seguir:

Imagem relacionada à questão do Questões Estratégicas

Se o perímetro desse salão é de 48 metros, a medida, em metros, do menor lado dele é

  • A 6.
  • B 8.
  • C 9.
  • D 10.
  • E 12.
4

Um pátio retangular, com 20 metros de comprimento por 12 metros de largura, teve 2/3 de sua área revestida com um piso.

Se o preço do metro quadrado do piso, já colocado, custou R$ 52,00, o valor gasto na colocação desse piso foi

  • A R$ 8.150,00.
  • B R$ 8.230,00.
  • C R$ 8.280,00.
  • D R$ 8.300,00.
  • E R$ 8.320,00.
5

Para tratar a água de uma piscina, foi utilizado cloro líquido na seguinte proporção: 15 mililitros de cloro líquido para 1.000 litros de água.

Sabendo que essa piscina tem 25.000 litros de água, a quantidade de cloro líquido, em mililitros, utilizada para o tratamento da água foi

  • A 375.
  • B 325.
  • C 255.
  • D 165.
  • E 125.
6

Um reservatório com capacidade máxima para 2.520 litros estava vazio. Para encher esse reservatório, sem transbordar, foi utilizada uma bomba hidráulica, trabalhando sem interrupções, que despejava 50 litros por minuto.

Nessas condições, o tempo que essa bomba trabalhou até encher o reservatório foi

  • A 51 minutos e 8 segundos.
  • B 50 minutos e 40 segundos.
  • C 50 minutos e 36 segundos.
  • D 50 minutos e 24 segundos.
  • E 50 minutos e 12 segundos.
7

Um recipiente contém 3,8 litros de água. Desse recipiente, foram retiradas 5 canecas de água, cada uma delas com a mesma quantidade, e ainda restou 0,5 litro dentro do recipiente.

A quantidade de água, em mililitros, retirada por cada caneca foi

  • A 650.
  • B 660.
  • C 680.
  • D 700.
  • E 710.
8

Uma torneira, totalmente aberta, despeja 2 litros de água em 25 segundos.

Se essa torneira permanecer totalmente aberta por 2 minutos, o número de litros de água despejados será

  • A 10.
  • B 9,8.
  • C 9,6.
  • D 9,2.
  • E 9.
9

Uma pesquisa feita com um grupo de pessoas revelou que a razão do número de pessoas que estavam em dia com o pagamento da conta de água para o número de pessoas que estavam com o pagamento atrasado era 2/3.

Se, nesse grupo, 40 pessoas estavam com o pagamento da conta de água em dia, o número total de pessoas do grupo era

  • A 100.
  • B 90.
  • C 80.
  • D 70.
  • E 60.
10

Em um lote de 400 hidrômetros, somente 3% apresentaram defeitos.

Assim, o número de hidrômetros desse lote que não apresentaram defeitos foi

  • A 397.
  • B 395.
  • C 393.
  • D 390.
  • E 388.

Português

11

“O leiturista deve visitar cada imóvel mensalmente, observando o número no hidrômetro e registrando com exatidão o consumo.”

Assinale a alternativa que melhor descreve o que significa a frase “registrando com exatidão”.

  • A Anotar os detalhes do imóvel.
  • B Escrever no local exato em frente ao hidrômetro.
  • C Fazer o registro correto, sem erros.
  • D Perguntar ao morador o total consumido.
  • E Estar no horário exato no local da medição.
12

Leia a tira a seguir:

Imagem relacionada à questão do Questões Estratégicas

(Charle M. Schulz, Minduim. Disponível em: www.estadao.com.br)

As lacunas do 1º e 2º quadros da tira devem ser preenchidas, corretamente e na ordem em que aparecem, por:

  • A a … a … quem
  • B a … à … de que
  • C à … à … que
  • D à … à … à quem
  • E à … a … a quem
13

Assinale a alternativa em que a expressão destacada pode ser substituída pelo termo entre colchetes, respeitando-se a norma-padrão.

  • A Antigamente havia brincadeiras, e a gente sempre queria bolar brincadeiras [bola-as].
  • B A OMS redigiu um documento convocando crianças a brincar mais, lançando o documento [lançando-lo] na mídia.
  • C A OMS traçou diretrizes, mas ainda precisa atualizar as diretrizes [atualizá-las].
  • D As pessoas precisavam saber dos danos, e a OMS levou as pessoas [levou-nas] a verem o que acontecia.
  • E A entidade convocava as crianças a brincar, com o objetivo de afastar as crianças [afastar-las] das telas.
14
Leia o texto para responder à questão:


Em um passado não tão distante, os mais novos se divertiam correndo em casa, na escola e na praça, e davam asas à imaginação para bolar brincadeiras com os amigos de carne e osso. No avançar da segunda década do século 21, no entanto, crianças e adolescentes estão cada vez mais hipnotizados pelas telas dos celulares, tornando-se indiferentes à vida real.
Com o aumento do acesso à internet, a grande quantidade de jogos on-line e as horas ininterruptas de programação infantojuvenil na TV nas últimas décadas, pais, cuidadores e escolas puderam observar que as atividades dinâmicas e de interação social passaram a ser substituídas pela onipresença das telas, agora representadas pelos populares tablets e smartphones. Atentas ao fenômeno, as entidades de pediatria no Brasil e nos demais países começaram a alertar para os danos ao desenvolvimento socioemocional e, em 2019, a Organização Mundial da Saúde (OMS) atualizou suas diretrizes e lançou um documento no qual convocava crianças a sentar menos e brincar mais.


(Paula Felix, “Novos estudos revelam os graves impactos do uso de celulares por crianças”, 03.06.2024. Disponível em: https://veja.abril.com.br. Adaptado)

Assinale a alternativa em que o trecho do texto está corretamente reescrito, respeitando a norma-padrão de concordância verbal e nominal.

  • A As diretrizes da OMS convida os pequenos a fazerem mais brincadeiras.
  • B O aumento das horas em jogos on-line mudaram os hábitos das crianças.
  • C As telas dos celulares têm um efeito hipnótico sobre crianças e adolescentes.
  • D A indiferença pela vida real está se tornando mais comuns na década atual.
  • E Há alertas feitas por entidades de pediatria sobre o tempo de tela das crianças.
15
Leia o texto para responder à questão:


Em um passado não tão distante, os mais novos se divertiam correndo em casa, na escola e na praça, e davam asas à imaginação para bolar brincadeiras com os amigos de carne e osso. No avançar da segunda década do século 21, no entanto, crianças e adolescentes estão cada vez mais hipnotizados pelas telas dos celulares, tornando-se indiferentes à vida real.
Com o aumento do acesso à internet, a grande quantidade de jogos on-line e as horas ininterruptas de programação infantojuvenil na TV nas últimas décadas, pais, cuidadores e escolas puderam observar que as atividades dinâmicas e de interação social passaram a ser substituídas pela onipresença das telas, agora representadas pelos populares tablets e smartphones. Atentas ao fenômeno, as entidades de pediatria no Brasil e nos demais países começaram a alertar para os danos ao desenvolvimento socioemocional e, em 2019, a Organização Mundial da Saúde (OMS) atualizou suas diretrizes e lançou um documento no qual convocava crianças a sentar menos e brincar mais.


(Paula Felix, “Novos estudos revelam os graves impactos do uso de celulares por crianças”, 03.06.2024. Disponível em: https://veja.abril.com.br. Adaptado)

Assinale a alternativa em que a adição de uma vírgula ao trecho do último parágrafo manteve a norma-padrão de pontuação.

  • A … a Organização Mundial da Saúde (OMS), atualizou suas diretrizes e lançou um documento no qual convocava crianças a sentar menos e brincar mais.
  • B … a Organização Mundial da Saúde (OMS) atualizou, suas diretrizes e lançou um documento no qual convocava crianças a sentar menos e brincar mais.
  • C . . . a Organização Mundial da Saúde (OMS) atualizou suas diretrizes e lançou, um documento no qual convocava crianças a sentar menos e brincar mais.
  • D … a Organização Mundial da Saúde (OMS) atualizou suas diretrizes e lançou um documento, no qual convocava crianças a sentar menos e brincar mais.
  • E … a Organização Mundial da Saúde (OMS) atualizou suas diretrizes e lançou um documento no qual convocava, crianças a sentar menos e brincar mais.
16
Leia o texto a seguir para responder à questão:

Espero estar enganada, mas meu senso de observação, aliado a algumas matérias que andei lendo, tem me induzido a pensar que pessoas maduras, também conhecidas como velhas, continuam empolgadas com a vida e fazendo planos para o futuro, enquanto os jovens, que eram os que detinham o monopólio da vitalidade, estão entediados, apáticos, achando graça em nada.
Outro dia, estava conversando com amigos da minha faixa etária, todos já nos seus 60 anos e com filhos na casa dos 30, e a impressão deles era a mesma. A nova geração tem passado os dias com cara de paisagem. Eles trabalham sem esperança, não se apaixonam perdidamente e seus entusiasmos mal duram um fim de semana, logo esfriam. Não que tivéssemos muitas certezas na idade deles, mas a gente ia em frente com dúvida e tudo. Um dia de sol na praia era um acontecimento. Abraçávamos nossas causas com inocência e ardor, nunca com ódio. Vibrávamos numa frequência positiva. Sorriso não era uma raridade em nosso rosto e não falávamos por monossílabos: palestrávamos em mesa de bar. Melancolia? De vez em quando, cedíamos a ela, claro. Éramos poetas, alguns trágicos, cortesia da arte e de suas consequências na alma, mas tudo era visto como privilégio da existência. Não havia zumbis atrás de telas, buscávamos excitação de verdade.
Que desalento é esse que está intoxicando garotos e garotas que deveriam estar em seu auge? São pouco afirmativos e não lutam por seus sonhos – nem mesmo sonham. Falta propósito. E o fracasso apavora. Contentam-se em ser uma eterna promessa e não estão entendendo que o tempo irá cobrar caro, um dia, pela postura do “tanto faz”.


(Martha Medeiros, “Juventude apática”, 16.03.2025. Disponível em: https://oglobo.globo.com. Adaptado)

Considere os trechos a seguir:

•  Eles trabalham sem esperança, não se apaixonam perdidamente e seus entusiasmos mal duram um fim de semana… (2º parágrafo)
•  Não que tivéssemos muitas certezas na idade deles, mas a gente ia em frente com dúvida e tudo. (2º parágrafo)
•  Não havia zumbis atrás de telas, buscávamos excitação de verdade. (2º parágrafo)
•  E o fracasso apavora. (3º parágrafo)

A alternativa em que todos os verbos expressam ações ocorridas no passado é:

  • A trabalham, duram, tivéssemos.
  • B trabalham, ia, buscávamos.
  • C ia, havia, apavora.
  • D ia, havia, buscávamos.
  • E tivéssemos, ia, apavora.
17
Leia o texto a seguir para responder à questão:

Espero estar enganada, mas meu senso de observação, aliado a algumas matérias que andei lendo, tem me induzido a pensar que pessoas maduras, também conhecidas como velhas, continuam empolgadas com a vida e fazendo planos para o futuro, enquanto os jovens, que eram os que detinham o monopólio da vitalidade, estão entediados, apáticos, achando graça em nada.
Outro dia, estava conversando com amigos da minha faixa etária, todos já nos seus 60 anos e com filhos na casa dos 30, e a impressão deles era a mesma. A nova geração tem passado os dias com cara de paisagem. Eles trabalham sem esperança, não se apaixonam perdidamente e seus entusiasmos mal duram um fim de semana, logo esfriam. Não que tivéssemos muitas certezas na idade deles, mas a gente ia em frente com dúvida e tudo. Um dia de sol na praia era um acontecimento. Abraçávamos nossas causas com inocência e ardor, nunca com ódio. Vibrávamos numa frequência positiva. Sorriso não era uma raridade em nosso rosto e não falávamos por monossílabos: palestrávamos em mesa de bar. Melancolia? De vez em quando, cedíamos a ela, claro. Éramos poetas, alguns trágicos, cortesia da arte e de suas consequências na alma, mas tudo era visto como privilégio da existência. Não havia zumbis atrás de telas, buscávamos excitação de verdade.
Que desalento é esse que está intoxicando garotos e garotas que deveriam estar em seu auge? São pouco afirmativos e não lutam por seus sonhos – nem mesmo sonham. Falta propósito. E o fracasso apavora. Contentam-se em ser uma eterna promessa e não estão entendendo que o tempo irá cobrar caro, um dia, pela postura do “tanto faz”.


(Martha Medeiros, “Juventude apática”, 16.03.2025. Disponível em: https://oglobo.globo.com. Adaptado)

A palavra destacada pode ser substituída, mantendo-se o sentido, pela expressão entre colchetes no trecho:

  • A Espero estar enganada, mas [devido ao] meu senso de observação, aliado a algumas matérias que andei lendo… (1º parágrafo)
  • B Sorriso não era uma raridade em nosso rosto e não falávamos por [em troca de] monossílabos… (2º parágrafo)
  • C Éramos poetas, alguns trágicos, cortesia da arte e de suas consequências na alma, mas [além disso] tudo era visto como privilégio da existência. (2º parágrafo)
  • D São pouco afirmativos e não lutam por [em favor de] seus sonhos – nem mesmo sonham. (3º parágrafo)
  • E … e não estão entendendo que o tempo irá cobrar caro, um dia, pela [como se fosse a] postura do “tanto faz”. (3º parágrafo)
18
Leia o texto a seguir para responder à questão:

Espero estar enganada, mas meu senso de observação, aliado a algumas matérias que andei lendo, tem me induzido a pensar que pessoas maduras, também conhecidas como velhas, continuam empolgadas com a vida e fazendo planos para o futuro, enquanto os jovens, que eram os que detinham o monopólio da vitalidade, estão entediados, apáticos, achando graça em nada.
Outro dia, estava conversando com amigos da minha faixa etária, todos já nos seus 60 anos e com filhos na casa dos 30, e a impressão deles era a mesma. A nova geração tem passado os dias com cara de paisagem. Eles trabalham sem esperança, não se apaixonam perdidamente e seus entusiasmos mal duram um fim de semana, logo esfriam. Não que tivéssemos muitas certezas na idade deles, mas a gente ia em frente com dúvida e tudo. Um dia de sol na praia era um acontecimento. Abraçávamos nossas causas com inocência e ardor, nunca com ódio. Vibrávamos numa frequência positiva. Sorriso não era uma raridade em nosso rosto e não falávamos por monossílabos: palestrávamos em mesa de bar. Melancolia? De vez em quando, cedíamos a ela, claro. Éramos poetas, alguns trágicos, cortesia da arte e de suas consequências na alma, mas tudo era visto como privilégio da existência. Não havia zumbis atrás de telas, buscávamos excitação de verdade.
Que desalento é esse que está intoxicando garotos e garotas que deveriam estar em seu auge? São pouco afirmativos e não lutam por seus sonhos – nem mesmo sonham. Falta propósito. E o fracasso apavora. Contentam-se em ser uma eterna promessa e não estão entendendo que o tempo irá cobrar caro, um dia, pela postura do “tanto faz”.


(Martha Medeiros, “Juventude apática”, 16.03.2025. Disponível em: https://oglobo.globo.com. Adaptado)

Assinale a alternativa em que a palavra destacada foi empregada em sentido figurado.

  • A Espero estar enganada, mas meu senso de observação, aliado a algumas matérias que andei lendo… (1º parágrafo)
  • B A nova geração tem passado os dias com cara de paisagem. (2º parágrafo)
  • C … não se apaixonam perdidamente e seus entusiasmos mal duram um fim de semana, logo esfriam. (2º parágrafo)
  • D Não que tivéssemos muitas certezas na idade deles, mas a gente ia em frente com dúvida e tudo. (2º parágrafo)
  • E Éramos poetas, alguns trágicos, cortesia da arte e de suas consequências na alma… (2º parágrafo)
19
Leia o texto a seguir para responder à questão:

Espero estar enganada, mas meu senso de observação, aliado a algumas matérias que andei lendo, tem me induzido a pensar que pessoas maduras, também conhecidas como velhas, continuam empolgadas com a vida e fazendo planos para o futuro, enquanto os jovens, que eram os que detinham o monopólio da vitalidade, estão entediados, apáticos, achando graça em nada.
Outro dia, estava conversando com amigos da minha faixa etária, todos já nos seus 60 anos e com filhos na casa dos 30, e a impressão deles era a mesma. A nova geração tem passado os dias com cara de paisagem. Eles trabalham sem esperança, não se apaixonam perdidamente e seus entusiasmos mal duram um fim de semana, logo esfriam. Não que tivéssemos muitas certezas na idade deles, mas a gente ia em frente com dúvida e tudo. Um dia de sol na praia era um acontecimento. Abraçávamos nossas causas com inocência e ardor, nunca com ódio. Vibrávamos numa frequência positiva. Sorriso não era uma raridade em nosso rosto e não falávamos por monossílabos: palestrávamos em mesa de bar. Melancolia? De vez em quando, cedíamos a ela, claro. Éramos poetas, alguns trágicos, cortesia da arte e de suas consequências na alma, mas tudo era visto como privilégio da existência. Não havia zumbis atrás de telas, buscávamos excitação de verdade.
Que desalento é esse que está intoxicando garotos e garotas que deveriam estar em seu auge? São pouco afirmativos e não lutam por seus sonhos – nem mesmo sonham. Falta propósito. E o fracasso apavora. Contentam-se em ser uma eterna promessa e não estão entendendo que o tempo irá cobrar caro, um dia, pela postura do “tanto faz”.


(Martha Medeiros, “Juventude apática”, 16.03.2025. Disponível em: https://oglobo.globo.com. Adaptado)

Considere o seguinte trecho:

•  … os jovens, que eram os que detinham o monopólio da vitalidade, estão entediados, apáticos… (1º parágrafo)

A palavra destacada pode ser substituída, mantendo-se o sentido, por:

  • A paravam
  • B possuíam
  • C impossibilitavam
  • D espalhavam
  • E defendiam
20
Leia o texto a seguir para responder à questão:

Espero estar enganada, mas meu senso de observação, aliado a algumas matérias que andei lendo, tem me induzido a pensar que pessoas maduras, também conhecidas como velhas, continuam empolgadas com a vida e fazendo planos para o futuro, enquanto os jovens, que eram os que detinham o monopólio da vitalidade, estão entediados, apáticos, achando graça em nada.
Outro dia, estava conversando com amigos da minha faixa etária, todos já nos seus 60 anos e com filhos na casa dos 30, e a impressão deles era a mesma. A nova geração tem passado os dias com cara de paisagem. Eles trabalham sem esperança, não se apaixonam perdidamente e seus entusiasmos mal duram um fim de semana, logo esfriam. Não que tivéssemos muitas certezas na idade deles, mas a gente ia em frente com dúvida e tudo. Um dia de sol na praia era um acontecimento. Abraçávamos nossas causas com inocência e ardor, nunca com ódio. Vibrávamos numa frequência positiva. Sorriso não era uma raridade em nosso rosto e não falávamos por monossílabos: palestrávamos em mesa de bar. Melancolia? De vez em quando, cedíamos a ela, claro. Éramos poetas, alguns trágicos, cortesia da arte e de suas consequências na alma, mas tudo era visto como privilégio da existência. Não havia zumbis atrás de telas, buscávamos excitação de verdade.
Que desalento é esse que está intoxicando garotos e garotas que deveriam estar em seu auge? São pouco afirmativos e não lutam por seus sonhos – nem mesmo sonham. Falta propósito. E o fracasso apavora. Contentam-se em ser uma eterna promessa e não estão entendendo que o tempo irá cobrar caro, um dia, pela postura do “tanto faz”.


(Martha Medeiros, “Juventude apática”, 16.03.2025. Disponível em: https://oglobo.globo.com. Adaptado)

É correto afirmar que, no 1º parágrafo do texto, a autora demonstra ter

  • A esperança de que suas reflexões não tenham correspondência com a realidade dos fatos.
  • B pouca empatia por pessoas que estão perdidas nas suas relações por serem muito imaturas.
  • C temores de que está acontecendo um movimento de retorno ao passado entre os jovens.
  • D confiança de que sua maneira de enxergar as coisas corresponde à realidade dos fatos.
  • E preocupação em relação aos seus conhecidos, que não estão sabendo lidar com os jovens.