Resolver o Simulado Cirurgião Dentista

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Matemática

1

12,9 km equivalem a

  • A 129000 dm.
  • B 12900 dm.
  • C 1290 dm.
  • D 129 dm.
  • E 1,29 dm
2

Altino é carteiro e tinha várias correspondências para entregar, e, até às 11h ele já havia entregue 1/5 das correspondências. Das 11h até às 13h ele entregou mais 1/4 das correspondências. Após pausa para o almoço, até o fim do expediente, ele conseguiu entregar 1/2 do que faltava. A fração correspondente a entrega já realizada é:

  • A 15/41
  • B 17/30
  • C 33/60
  • D 29/40
  • E 19/27
3

Hélio comprou um pacote com menos de 160 alfinetes, e pretende utilizar diariamente o mesmo número de alfinetes. Após contabilizar o número total de alfinetes disponíveis no pacote, percebeu que poderia utilizar por dia, ou 4 alfinetes, ou 5 alfinetes, ou 6 alfinetes, e, qualquer fosse a opção, todos os alfinetes seriam utilizados. O número total de alfinetes do pacote é

  • A 40.
  • B 45.
  • C 50.
  • D 55.
  • E 60.
4

Uma clínica comprou materiais hospitalares no valor total de R$ 9.600,00. Foram ofertadas duas formas de pagamento:
i. à vista, no ato da compra, com desconto de 7%. ii. pagamento para o final do quarto mês; ou seja, carência de 4 meses para a quitação da compra, sem juros. 
Suponha que a clínica possui a importância para o pagamento à vista (com o desconto de 7%), mas tem a possibilidade de deixar esse valor investido por 4 meses a uma taxa de 5% ao mês rendendo a juros compostos. Diante dessa possibilidade, assinale a alternativa que descreve corretamente a melhor forma de pagamento para o cliente. Considere (1,05)≅ 1,2.

  • A Pagamento à vista, pois os juros do investimento foram de apenas R$ 336,60.
  • B Pagamento à vista, pois os juros do investimento foram de apenas R$ 446,40.
  • C Pagamento ao final do 4º mês, pois o investimento renderá juros no valor de R$ 1.785,60.
  • D Pagamento ao final do 4º mês, pois o investimento renderá juros no valor de R$ 1.920,00. 
5

Sejam X e Y números inteiros maiores do que 0 (zero) tais que
4X + 3Y = 100.

O número de valores que X pode assumir é igual a

  • A 8.
  • B 9.
  • C 10.
  • D 12.
  • E 16.
6

Um montante é divido entre três pessoas, de forma inversamente proporcional a 2, 5 e 7.
A maior quantia recebida excede a menor quantia recebida em R$ 1200.
Logo, o montante total que é divido entre as três pessoas, em reais, é:

  • A Menor que 2700.
  • B Maior que 2700 e menor que 2800.
  • C Maior que 2800 e menor que 2900.
  • D Maior que 2900 e menor que 3000.
  • E Maior que 3000.
7

Considerando-se que a razão entre as idades de Bruno e de Tiago é igual a 3/4 e que a soma de suas idades é igual a 42, assinalar a alternativa que apresenta a idade do mais novo: 

  • A 24 anos. 
  • B 22 anos. 
  • C 20 anos. 
  • D 18 anos. 
  • E 16 anos.
8

Em um ambiente controlado, a quantidade de borboletas é inversamente proporcional à quantidade de libélulas. Foi realizada uma contagem e constatou- -se que existem 80 libélulas e 600 borboletas neste ambiente.

Se, em seguida, forem introduzidas mais 20 libélulas e deseja-se manter a razão inicial entre as populações estável, a quantidade de borboletas que deve ser deixada no ambiente controlado é igual a:

  • A 480.
  • B 500.
  • C 520.
  • D 550.
  • E 600.
9
Em uma pesquisa com pessoas que já foram casadas, uma das questões era o tempo que durou a relação e estes dados foram: 1; 3; 3; 6; 7; 2; 4; 8; 3 e 2 anos. Com base nestas informações, o valor da média de duração da relação destes casais foi de:
  • A 2,75 anos.
  • B 3,90 anos.
  • C 3,20 anos.
  • D 4,25 anos.
  • E 4,80 anos.
10

Em uma urna, foram depositadas 6 bolas azuis numeradas de 7 a 12 e 5 bolas verdes numeradas de 8 a 12. Ao sortear-se uma bola ao acaso, qual a probabilidade de essa bola ser numerada com um número par ou um número maior que 9?

  • A 6/11
  • B 7/11
  • C 8/11
  • D 9/11

Raciocínio Lógico

11
Um conjunto A é constituído por uma sequência ordenada de números inteiros consecutivos. O conjunto tem um número par de elementos. A soma da metade dos menores números de A vale 35 e a soma da metade dos maiores números de A vale 60.

O número de elementos de A é igual a:
  • A 10;
  • B 12;
  • C 14;
  • D 16;
  • E 18.
12
Uma proposição, ou um enunciado, é uma sentença declarativa que assume um dos valores lógicos: verdadeiro ou falso. Para facilitar a aplicação desses valores lógicos nas proposições simples, elas podem ser representadas por letras minúsculas do nosso alfabeto; já as proposições compostas requerem também a utilização dos conectivos com seus respectivos símbolos. Baseando-se nestas informações, considere três proposições simples representadas pelas letras p, q e s e assinale a afirmativa correta.
  • A Se p, q e s são proposições falsas, então o valor lógico de (p ∨ q) ⟶ ~ s é falso.
  • B Se p, q e s são proposições verdadeiras, então o valor lógico de (p ∨ q) ⟶ ~ s é falso.
  • C Se p e q são proposições verdadeiras e s é uma proposição falsa, então o valor lógico de (p ∨ q) ⟶ ~ s é falso.
  • D Se p é uma proposição falsa e q e s são proposições verdadeiras, então o valor lógico de (p ∨ q) ⟶ ~ s é verdadeiro.
13
O número de anagramas da palavra BANCO, em que não há duas vogais juntas nem duas consoantes juntas, é
  • A 6.
  • B 10.
  • C 12
  • D 18.
  • E 24.
14
Texto CG2A2-I

O diálogo a seguir apresenta uma discussão sobre futebol.
Alvin: Seu time é muito ruim...
Bruno: Você está errado, pois meu time é multicampeão de inúmeros torneios.
Alvin: [seu time] nunca foi campeão da Champions League.
Bruno: [meu time] foi campeão da Champions League todas as vezes que disputou esse campeonato.

A partir do texto CG2A2-I e sabendo-se que o time de Bruno nunca disputou a Champions League, assinale a opção correta.

  • A A segunda afirmação de Alvin é verdadeira, mas a segunda afirmação de Bruno é falsa.
  • B A segunda afirmação de Alvin é falsa, mas a segunda afirmação de Bruno é verdadeira.
  • C A segunda afirmação de Alvin e a segunda afirmação de Bruno são ambas falsas.
  • D Não é possível determinar o valor lógico de pelo menos uma dentre as segundas afirmações de Alvin e Bruno.
  • E A segunda afirmação de Alvin e a segunda afirmação de Bruno são ambas verdadeiras.
15

Se, de um conjunto de 20 contratos, três forem selecionados para uma análise minuciosa, sendo todos submetidos ao mesmo tipo de análise, então o número de maneiras diferentes que a seleção pode ser realizada é igual a

  • A 57.
  • B 60.
  • C 1.140.
  • D 8.000.
  • E 6.840.
16

Sabe-se que todos os alunos de Paulo vão bem em matemática. Assinale a alternativa CORRETA.

  • A Se Mariana não vai bem em matemática, então ela é aluna de Paulo.
  • B Se Breno vai bem em matemática, então ele é aluno de Paulo.
  • C Se Gabriel é aluno de Paulo, então ele vai bem em matemática.
  • D Se Fernanda não é aluna de Paulo, então ela não vai bem em matemática.
  • E Se Eliseu é aluno de Paulo, então ele não vai bem em matemática.
17

Uma máquina antiga consegue produzir 120 metros de tecido em 6 horas de trabalho. Uma máquina nova, de melhor desempenho, consegue produzir 25 metros por hora. Pode-se afirmar que usando a máquina nova ao invés da antiga, o tempo para produzir 200 metros de tecido será reduzido em um total, em horas, de:

  • A 4.
  • B 8.
  • C 2.
  • D 3.
  • E 6.
18

Uma equivalente lógica para a afirmação “Renato é poderoso se, e somente se, Cesar é seu pai” é:

  • A Cesar não é pai de Renato ou Renato não é poderoso.
  • B Renato é poderoso e Cesar é seu pai.
  • C Se Cesar não é pai de Renato, então Renato não é poderoso.
  • D Renato não é poderoso se, e somente se, Cesar não é seu pai.
  • E Ou Cesar não é pai de Renato ou Renato não é poderoso.
19

Em cada uma de três caixas A, B e C há um único envelope que pode estar em nome de Márcio, de Débora ou de Luciana. Não é possível ver o interior de cada caixa e também não se sabe qual envelope está no interior delas. O que somente se sabe é que apenas uma das três afirmações a seguir é verdadeira:
I. O envelope em nome de Débora está na caixa C. II. O envelope em nome de Luciana não está na caixa A. III. O envelope em nome de Márcio não está na caixa C.

Com base nas informações, pode-se corretamente concluir que, no interior das caixas A, B e C estão, respectivamente, os envelopes em nome de

  • A Luciana, Débora e Márcio.
  • B Luciana, Márcio e Débora.
  • C Márcio, Luciana e Débora.
  • D Débora, Márcio e Luciana.
  • E Débora, Luciana e Márcio.
20

Uma empresa de motofrete tem duas equipes, uma que trabalha pela manhã e outra à tarde. Certo dia cada motofretista da equipe da manhã fez 22 entregas e cada motofretista da equipe da tarde fez 15 entregas, de maneira que, nesse dia, a empresa fez um total de 884 entregas. No dia seguinte, cada motofretista da equipe da manhã fez 27 entregas e cada motofretista da equipe da tarde fez 12 entregas, de maneira que, nesse segundo dia, a empresa fez um total de 1 008 entregas. O número de motofretistas que trabalha para essa empresa é

  • A 40.
  • B 42.
  • C 44.
  • D 46.
  • E 48.

Noções de Informática

21

Foi solicitado a um Assistente Administrativo que ajustasse uma planilha do Microsoft Excel para as seguintes medidas:

27,94 cm x 43,18 cm

Qual alternativa apresenta o nome do formato de um documento com estas dimensões?

  • A Carta.
  • B Tabloide.
  • C Ofício.
  • D A3.
22
Assinale a alternativa que apresenta qual programa de navegação é desenvolvido pela empresa Mozilla.
  • A Edge
  • B Internet Explorer
  • C Firefox
  • D Google Chrome
  • E Safari
23

No aplicativo Explorador de Arquivos, que integra o MS-Windows 10 em sua configuração padrão, para se exibir as “Propriedades” de um arquivo previamente selecionado, é possível utilizar os recursos disponibilizados por meio do botão secundário do mouse ou acionar, simultaneamente, as teclas

  • A ALT e ENTER.
  • B ALT e TAB.
  • C CTRL e ENTER.
  • D CTRL e SHIFT.
  • E HOME e SHIFT.
24

Um escrevente está utilizando o programa MS-Word, que integra o Microsoft 365 em sua configuração padrão, para elaborar um documento de quatro páginas, cuja orientação inicial está em modo “retrato”. Desejando melhorar a visualização da tabela que ocupa a quarta página do documento, ele decide ajustar a orientação dessa página para modo “paisagem”. Com esse objetivo, a primeira ação a ser executada pelo escrevente deverá ser inserir no final da terceira página do documento a adequada quebra de

  • A bloco.
  • B coluna.
  • C linha.
  • D margem.
  • E seção.
25

Assinale a alternativa que indica corretamente a tecla de atalho do MS Excel do Microsoft 365 em português que ativa o modo de extensão de seleção de células, isto é, expande a seleção mediante cliques do mouse em células fora da seleção sem a necessidade de manter pressionada a tecla Shift.

  • A F2
  • B F4
  • C F6
  • D F8
  • E F9
26

Assinale a alternativa que indica corretamente o nome do recurso ou ferramenta do MS PowerPoint do Microsoft 365 em português que possibilita ao usuário ver e editar a linha do tempo das animações em um slide.

  • A Opções de Efeito
  • B Painel de Animação
  • C Visualizar Animações
  • D Editor de Animações
  • E Painel de Transição
27

Assinale a alternativa que indica corretamente a função das teclas de atalho Ctrl + PageDown do MS Excel do Microsoft 365 em português.

  • A Ativar a planilha à direita da atual.
  • B Mover a seleção para o fim da planilha.
  • C Selecionar todos os dados na planilha.
  • D Mover a seleção para a última célula com valor do conjunto de dados atual abaixo.
  • E Mover a seleção para a última célula com valor do conjunto de dados atual à direita.
28

Assinale a alternativa que descreve corretamente o nome de um software especializado na elaboração de apresentações.

  • A Microsoft Excel
  • B Microsoft Word
  • C Adobe Acrobat Reader
  • D Google Chrome
  • E Prezi
29

No Windows 10, qual ferramenta permite ao usuário visualizar, copiar, mover e excluir arquivos e pastas? 

  • A Internet Explorer 
  • B Configurações 
  • C Windows Explorer 
  • D Gerenciador de Tarefas
  • E Painel de Controle
30
No que se refere a ferramentas e aplicativos de navegação, bem como à segurança da informação, assinale a opção correta.
  • A Hiperlink é um programa de computador que habilita os usuários a interagir com documentos virtuais na Internet, também conhecidos como páginas da Web.
  • B Cookies são vírus que afetam arquivos executáveis e que funcionam apenas quando o usuário abre o arquivo infectado.
  • C Plug-ins são módulos de código instalados no browser que permitem a apresentação de arquivos com formatos diferentes do HTML.
  • D O uso do software TCP/IP evita a infecção de vírus ao se baixarem arquivos em páginas da Internet.
  • E O IP de um computador é uma ferramenta de busca que permite acessar informações de vídeos e imagens.

Saúde Pública

31

Analise as afirmativas a seguir e considere se estão de acordo com os princípios do SUS.
I - Todos que pertencem à população economicamente privilegiada têm direito. II - Todos têm direito a atendimento preventivo e curativo. III - Todos têm direito a atendimento sem discriminação ou privilégios. IV - Todos têm direitos a atendimento nos serviços de saúde do SUS. V - Todos os cidadãos, independentemente da sua situação econômica, têm direito a atendimento.
Está(ão) CORRETA(S) a(s) afirmativa(s)

  • A I, apenas.
  • B I e II, apenas.
  • C II e IV, apenas
  • D II, III e V, apenas.
  • E I, II, III e IV, apenas
32

Os serviços de saúde, sejam da rede própria ou conveniada, são obrigados a permitir a presença de um acompanhante junto à parturiente durante todo o período de trabalho de parto, parto e pós-parto imediato. Nos termos da Lei nº 8.080/1990 — Lei Orgânica da Saúde, a quem cabe o direito de indicar o acompanhante?

  • A Ao médico obstetra responsável pelo parto.
  • B À direção do hospital ou maternidade.
  • C À equipe de enfermagem de plantão.
  • D À parturiente.
33

De acordo com o Decreto nº 7.508/2011, sobre o Mapa da Saúde, marcar C para as afirmativas Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:

( ) Será utilizado na identificação das necessidades de saúde.

( ) Orientará o planejamento integrado dos entes federativos.

( ) Consistirá na descrição geográfica da distribuição de recursos humanos, de ações e serviços de saúde ofertados pelo SUS e pela iniciativa privada.

  • A C - C - C.
  • B E - E - C.
  • C C - E - C.
  • D E - C - E.
34

A Política Nacional de Promoção da Saúde (PNPS) tem entre seus focos de atuação o enfrentamento dos fatores de risco por meio de ações intersetoriais e educação para a saúde. Sobre os focos e as estratégias da PNPS, marcar C para as afirmativas Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:

( ) Alimentação saudável: garantir acesso ao alimento por meio de ações que reduzam a pobreza e promovam a inclusão social, desenvolver ações intersetoriais de combate à fome e à pobreza extrema, estimular a agricultura familiar, disseminar informações sobre alimentação saudável e implementar ações de vigilância nutricional.

( ) Prevenção e controle do tabagismo: reforçar a política de controle do tabaco, criando um contexto social favorável para o uso do fumo, como propaganda e venda facilitada.

( ) Redução da morbimortalidade por uso abusivo de álcool e outras drogas: educação para hábitos saudáveis voltada a crianças e adolescentes, divulgação de informações sobre o impacto do uso de álcool/drogas e apoio à restrição de propaganda de bebidas alcoólicas.

  • A C - C - E.
  • B E - E - C.
  • C C - E - C.
  • D E - C - C.

Odontologia

35

Os levantamentos epidemiológicos são fundamentais na elaboração de boas políticas públicas de saúde. Sobre os índices utilizados em levantamentos epidemiológicos em saúde bucal, assinale a alternativa correta.

  • A Os índices para cárie dental, CPO-D e ceo-d, podem ser utilizados para qualquer faixa etária.
  • B O índice de Perda de Inserção Periodontal (PIP) não é recomendado para adolescentes de 15 a 19 anos.
  • C O índice de traumatismo dentário é indicado para pacientes com idade entre 25 e 35 anos.
  • D O índice de Fejerskov é utilizado para mensurar a fluorose dental.

Saúde Pública

36

O Sistema Único de Saúde é formado por diversas instâncias de regulação e gestão. Os colegiados são peças fundamentais na organização dos serviços em nível regional, estadual e federal. Sobre a gestão do SUS, assinale a alternativa correta.

  • A A Comissão Intergestores Bipartite (CIB) atua na organização dos serviços públicos de saúde de cada município dentro do estado ao qual pertence.
  • B A Comissão Intergestores Tripartite (CIT) é formada pelos três poderes, executivo representado pelo secretário de saúde; legislativo, representado pela comissão de saúde das câmaras de vereadores e o judiciário, representado pelo Ministério Público.
  • C A Comissão Intergestores Regional (CIR) auxilia a organização dos serviços de saúde nas regionais de saúde e é composta pelos secretários municipais de saúde.
  • D A Comissão Intergestores Municipal (CIM) atua na organização dos serviços públicos de saúde de cada município dentro do estado ao qual pertence.
37

O Sistema Único de Saúde foi construído sob o pilar da Constituição Federal de 1988 e as Leis orgânicas de 1990. Sobre a Legislação do SUS, assinale a alternativa correta.

  • A A Lei 8.080 de 1990, também conhecida como Lei Orgânica da Saúde, instituiu o Sistema Único de Saúde, desde o atendimento à população até o funcionamento da vigilância epidemiológica e a saúde do trabalhador.
  • B A Lei 8.142 de 1990 dispõe sobre a participação do poder legislativo na gestão do Sistema Único de Saúde (SUS).
  • C Uma das vertentes do SUS é o SUAS (Sistema Único de Assistência Social), que auxilia nas atividades de promoção da saúde pelo financiamento de programas de distribuição de renda, como o Bolsa Família.
  • D O Decreto 7.508 de 2011 foi criado para regulamentar a Lei 8.142/90.
38

O Sistema Único de Saúde é formado por uma série de serviços que visam a manutenção e preservação da saúde da população brasileira. Sobre o sistema de notificação e de vigilância epidemiológica, assinale a alternativa correta.

  • A No Brasil, as doenças de notificação compulsória estão dispostas na Lista Nacional de Notificação Compulsória de Doenças, Agravos e Eventos de Saúde Pública que é responsabilidade do Ministério da Justiça.
  • B A violência doméstica é evento de notificação compulsória atribuída a todos os profissionais da saúde, inclusive o Cirurgião-Dentista.
  • C A notificação de violência sexual contra crianças e adolescentes deve ser realizada pelo profissional da saúde à Unidade de Ensino onde a criança ou o adolescente estuda.
  • D Os acidentes de trabalho são de notificação compulsória, a depender da gravidade do acidente e suas consequências ao trabalhador.
39

A ausência de um Centro de Especialidades Odontológicas para a realização do referenciamento de casos de média complexidade, certamente contribui para a piora nos índices de saúde bucal de uma região de saúde.

Analisando esta situação, qual dos princípios doutrinários do SUS não está sendo cumprido pelos serviços de saúde da região do caso apresentado acima?

  • A Universalidade
  • B Integralidade
  • C Equidade
  • D Resolutividade
40

Nos termos do Decreto nº 7.508/2011, assinalar a alternativa que preenche a lacuna abaixo CORRETAMENTE:
_______________________ referência para as transferências de recursos entre os entes federativos.

  • A As Regiões de Saúde serão
  • B As Unidades Básicas de Saúde serão
  • C A população usuária será
  • D As Portas de Entrada serão
41

Qual das seguintes altenativas foi incluída no campo de atuação do Sistema Único de Saúde (SUS) em 2023, alterando a Lei nº 8.080/1990 — Lei Orgânica da Saúde?

  • A A execução de ações de vigilância sanitária.
  • B A execução de ações de saúde bucal.
  • C A execução de ações de saúde do trabalhador.
  • D A execução de ações de vigilância epidemiológica.
42

Em referência à Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no Sistema Único de Saúde (SUS), analisar os itens abaixo:

I. A busca pela ampliação da oferta de ações de saúde tem, na implantação ou implementação da PNPIC no SUS, a abertura de possibilidades de acesso a serviços antes restritos à prática de cunho privado.
II. Um dos objetivos da PNPIC é promover a racionalização das ações de saúde, estimulando alternativas inovadoras e socialmente contributivas ao desenvolvimento sustentável de comunidades.

  • A Os itens I e II estão corretos.
  • B Somente o item I está correto.
  • C Somente o item II está correto.
  • D Os itens I e II estão incorretos.
43

Assinalar a alternativa que preenche a lacuna abaixo CORRETAMENTE:

No Brasil, os insetos vetores de dengue, chikungunya e zika são __________ da família Culicidae, pertencentes ao gênero Aedes.

  • A carrapatos
  • B besouros
  • C mosquitos
  • D moscas
44

Considerando-se as diretrizes nacionais para prevenção e controle da dengue, quanto às instruções para pesquisa larvária, salvo sob expressa recomendação, os exemplares coletados nos focos não devem ser transportados vivos da casa ou local de inspeção. Sendo assim, para acondicionamento e transporte de larvas, cada agente deve dispor de tubitos, os quais deverão conter em seu interior a seguinte substância:

  • A Água filtrada.
  • B Álcool a 70%.
  • C Café.
  • D Temefós.
45

No que se refere aos tipos de criadouro e às definições de depósito do mosquito da dengue, numerar a 2ª coluna de acordo com a 1ª e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:

(1) Depósito inspecionado. (2) Depósito tratado. (3) Depósito eliminado.

( ) Aquele onde foi feita a aplicação de larvicida. ( ) Aquele destruído ou inutilizado como criadouro. ( ) Aquele que foi examinado com auxílio de luz ou pescalarva.

  • A 2 - 1 - 3.
  • B 1 - 3 - 2.
  • C 3 - 2 - 1.
  • D 2 - 3 - 1.

Português

46

O outro marido


Era conferente da Alfândega — mas isso não tem importância. Somos todos alguma coisa fora de nós; o eu irredutível nada tem a ver com as classificações profissionais. Pouco importa que nos avaliem pela casca. Por dentro, sentia-se diferente, capaz de mudar sempre, enquanto a situação exterior e familiar não mudava. Nisso está o espinho do homem: ele muda, os outros não percebem.


Sua mulher não tinha percebido. Era a mesma de há 23 anos, quando se casaram (quanto ao íntimo, é claro). Por falta de filhos, os dois viveram demasiado perto um do outro, sem derivativo. Tão perto que se desconheciam mutuamente, como um objeto desconhece outro, na mesma prateleira de armário. Santos doía-se de ser um objeto aos olhos de d. Laurinha. Se ela também era um objeto aos olhos dele? Sim, mas com a diferença de que d. Laurinha não procurava fugir a essa simplificação, nem reparava; era de fato objeto. Ele, Santos, sentia-se vivo e desagradado.


Ao aparecerem nele as primeiras dores, d. Laurinha penalizou-se, mas esse interesse não beneficiou as relações do casal. Santos parecia comprazer-se em estar doente. Não propriamente em queixar-se, mas em alegar que ia mal. A doença era para ele ocupação, emprego suplementar. O médico da Alfândega dissera-lhe que certas formas reumáticas levam anos para ser dominadas, exigem adaptação e disciplina. Santos começou a cuidar do corpo como de uma planta delicada. E mostrou a d. Laurinha a nevoenta radiografia da coluna vertebral, com certo orgulho de estar assim tão afetado.


– Quando você ficar bom…


– Não vou ficar. Tenho doença para o resto da vida.


Para d. Laurinha, a melhor maneira de curar-se é tomar remédio e entregar o caso à alma do padre Eustáquio, que vela por nós. Começou a fatigar-se com a importância que o reumatismo assumira na vida do marido. E não se amolou muito quando ele anunciou que ia internar-se no Hospital Gaffrée Guinle.


– Você não sentirá falta de nada, assegurou-lhe Santos. Tirei licença com ordenado integral. Eu mesmo virei aqui todo começo de mês trazer o dinheiro.


(...) Pontualmente, Santos trazia-lhe o dinheiro da despesa, ficaram até um pouco amigos nessa breve conversa a longos intervalos. Ele chegava e saía curvado, sob a garra do reumatismo, que nem melhorava nem matava. A visita não era de todo desagradável, desde que a doença deixara de ser assunto. Ela notou como a vida de hospital pode ser distraída: os internados sabem de tudo cá de fora.


– Pelo rádio — explicou Santos. (...)


Santos veio um ano, dois, cinco. Certo dia não veio. D. Laurinha preocupou-se. Não só lhe faziam falta os cruzeiros; ele também fazia. Tomou o ônibus, foi ao hospital pela primeira vez, em alvoroço.


Lá ele não era conhecido. Na Alfândega informaram-lhe que Santos falecera havia quinze dias, a senhora quer o endereço da viúva?


– Sou eu a viúva — disse d. Laurinha, espantada.


O informante olhou-a com incredulidade. Conhecia muito bem a viúva do Santos, d. Crisália, fizera bons piqueniques com o casal na ilha do Governador. Santos fora seu parceiro de bilhar e de pescaria. Grande praça. Ele era padrinho do filho mais velho de Santos. Deixara três órfãos, coitado.


E tirou da carteira uma foto, um grupo de praia. Lá estavam Santos, muito lépido, sorrindo, a outra mulher, os três garotos. Não havia dúvida: era ele mesmo, seu marido. Contudo, a outra realidade de Santos era tão destacada da sua, que o tornava outro homem, completamente desconhecido, irreconhecível.


– Desculpe, foi engano. A pessoa a que me refiro não é essa — disse d. Laurinha, despedindo-se.


ANDRADE, Carlos Drummond. Disponível em: https://contobrasileiro.com.br/o-outromarido-cronica-de-carlos-drummond-deandrade/ (Adaptado)

Quanto à flexão verbal, assinale a alternativa que apresenta uma passagem do texto, retirada do 8º parágrafo, com verbo no pretérito maisque-perfeito do modo indicativo:

  • A “Pontualmente, Santos trazia-lhe o dinheiro da despesa, (...)”.
  • B “(...) ficaram até um pouco amigos nessa breve conversa a longos intervalos.”.
  • C “Ele chegava e saía curvado, sob a garra do reumatismo, (...)”.
  • D “A visita não era de todo desagradável, (...)”.
  • E “(...) desde que a doença deixara de ser assunto.”.
47

O outro marido


Era conferente da Alfândega — mas isso não tem importância. Somos todos alguma coisa fora de nós; o eu irredutível nada tem a ver com as classificações profissionais. Pouco importa que nos avaliem pela casca. Por dentro, sentia-se diferente, capaz de mudar sempre, enquanto a situação exterior e familiar não mudava. Nisso está o espinho do homem: ele muda, os outros não percebem.


Sua mulher não tinha percebido. Era a mesma de há 23 anos, quando se casaram (quanto ao íntimo, é claro). Por falta de filhos, os dois viveram demasiado perto um do outro, sem derivativo. Tão perto que se desconheciam mutuamente, como um objeto desconhece outro, na mesma prateleira de armário. Santos doía-se de ser um objeto aos olhos de d. Laurinha. Se ela também era um objeto aos olhos dele? Sim, mas com a diferença de que d. Laurinha não procurava fugir a essa simplificação, nem reparava; era de fato objeto. Ele, Santos, sentia-se vivo e desagradado.


Ao aparecerem nele as primeiras dores, d. Laurinha penalizou-se, mas esse interesse não beneficiou as relações do casal. Santos parecia comprazer-se em estar doente. Não propriamente em queixar-se, mas em alegar que ia mal. A doença era para ele ocupação, emprego suplementar. O médico da Alfândega dissera-lhe que certas formas reumáticas levam anos para ser dominadas, exigem adaptação e disciplina. Santos começou a cuidar do corpo como de uma planta delicada. E mostrou a d. Laurinha a nevoenta radiografia da coluna vertebral, com certo orgulho de estar assim tão afetado.


– Quando você ficar bom…


– Não vou ficar. Tenho doença para o resto da vida.


Para d. Laurinha, a melhor maneira de curar-se é tomar remédio e entregar o caso à alma do padre Eustáquio, que vela por nós. Começou a fatigar-se com a importância que o reumatismo assumira na vida do marido. E não se amolou muito quando ele anunciou que ia internar-se no Hospital Gaffrée Guinle.


– Você não sentirá falta de nada, assegurou-lhe Santos. Tirei licença com ordenado integral. Eu mesmo virei aqui todo começo de mês trazer o dinheiro.


(...) Pontualmente, Santos trazia-lhe o dinheiro da despesa, ficaram até um pouco amigos nessa breve conversa a longos intervalos. Ele chegava e saía curvado, sob a garra do reumatismo, que nem melhorava nem matava. A visita não era de todo desagradável, desde que a doença deixara de ser assunto. Ela notou como a vida de hospital pode ser distraída: os internados sabem de tudo cá de fora.


– Pelo rádio — explicou Santos. (...)


Santos veio um ano, dois, cinco. Certo dia não veio. D. Laurinha preocupou-se. Não só lhe faziam falta os cruzeiros; ele também fazia. Tomou o ônibus, foi ao hospital pela primeira vez, em alvoroço.


Lá ele não era conhecido. Na Alfândega informaram-lhe que Santos falecera havia quinze dias, a senhora quer o endereço da viúva?


– Sou eu a viúva — disse d. Laurinha, espantada.


O informante olhou-a com incredulidade. Conhecia muito bem a viúva do Santos, d. Crisália, fizera bons piqueniques com o casal na ilha do Governador. Santos fora seu parceiro de bilhar e de pescaria. Grande praça. Ele era padrinho do filho mais velho de Santos. Deixara três órfãos, coitado.


E tirou da carteira uma foto, um grupo de praia. Lá estavam Santos, muito lépido, sorrindo, a outra mulher, os três garotos. Não havia dúvida: era ele mesmo, seu marido. Contudo, a outra realidade de Santos era tão destacada da sua, que o tornava outro homem, completamente desconhecido, irreconhecível.


– Desculpe, foi engano. A pessoa a que me refiro não é essa — disse d. Laurinha, despedindo-se.


ANDRADE, Carlos Drummond. Disponível em: https://contobrasileiro.com.br/o-outromarido-cronica-de-carlos-drummond-deandrade/ (Adaptado)

Há um uso adequado do acento grave indicativo de crase apenas na opção:

  • A Não me dirigi à ela nem à ninguém durante a reunião.
  • B Os viajantes chegaram bem àquele território inóspito.
  • C Não costumo comprar nada à prazo.
  • D Ela se referiu à uma heroína do século XIX.
  • E Por causa da promoção, os produtos estavam orçados à partir de 1,99.
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O outro marido


Era conferente da Alfândega — mas isso não tem importância. Somos todos alguma coisa fora de nós; o eu irredutível nada tem a ver com as classificações profissionais. Pouco importa que nos avaliem pela casca. Por dentro, sentia-se diferente, capaz de mudar sempre, enquanto a situação exterior e familiar não mudava. Nisso está o espinho do homem: ele muda, os outros não percebem.


Sua mulher não tinha percebido. Era a mesma de há 23 anos, quando se casaram (quanto ao íntimo, é claro). Por falta de filhos, os dois viveram demasiado perto um do outro, sem derivativo. Tão perto que se desconheciam mutuamente, como um objeto desconhece outro, na mesma prateleira de armário. Santos doía-se de ser um objeto aos olhos de d. Laurinha. Se ela também era um objeto aos olhos dele? Sim, mas com a diferença de que d. Laurinha não procurava fugir a essa simplificação, nem reparava; era de fato objeto. Ele, Santos, sentia-se vivo e desagradado.


Ao aparecerem nele as primeiras dores, d. Laurinha penalizou-se, mas esse interesse não beneficiou as relações do casal. Santos parecia comprazer-se em estar doente. Não propriamente em queixar-se, mas em alegar que ia mal. A doença era para ele ocupação, emprego suplementar. O médico da Alfândega dissera-lhe que certas formas reumáticas levam anos para ser dominadas, exigem adaptação e disciplina. Santos começou a cuidar do corpo como de uma planta delicada. E mostrou a d. Laurinha a nevoenta radiografia da coluna vertebral, com certo orgulho de estar assim tão afetado.


– Quando você ficar bom…


– Não vou ficar. Tenho doença para o resto da vida.


Para d. Laurinha, a melhor maneira de curar-se é tomar remédio e entregar o caso à alma do padre Eustáquio, que vela por nós. Começou a fatigar-se com a importância que o reumatismo assumira na vida do marido. E não se amolou muito quando ele anunciou que ia internar-se no Hospital Gaffrée Guinle.


– Você não sentirá falta de nada, assegurou-lhe Santos. Tirei licença com ordenado integral. Eu mesmo virei aqui todo começo de mês trazer o dinheiro.


(...) Pontualmente, Santos trazia-lhe o dinheiro da despesa, ficaram até um pouco amigos nessa breve conversa a longos intervalos. Ele chegava e saía curvado, sob a garra do reumatismo, que nem melhorava nem matava. A visita não era de todo desagradável, desde que a doença deixara de ser assunto. Ela notou como a vida de hospital pode ser distraída: os internados sabem de tudo cá de fora.


– Pelo rádio — explicou Santos. (...)


Santos veio um ano, dois, cinco. Certo dia não veio. D. Laurinha preocupou-se. Não só lhe faziam falta os cruzeiros; ele também fazia. Tomou o ônibus, foi ao hospital pela primeira vez, em alvoroço.


Lá ele não era conhecido. Na Alfândega informaram-lhe que Santos falecera havia quinze dias, a senhora quer o endereço da viúva?


– Sou eu a viúva — disse d. Laurinha, espantada.


O informante olhou-a com incredulidade. Conhecia muito bem a viúva do Santos, d. Crisália, fizera bons piqueniques com o casal na ilha do Governador. Santos fora seu parceiro de bilhar e de pescaria. Grande praça. Ele era padrinho do filho mais velho de Santos. Deixara três órfãos, coitado.


E tirou da carteira uma foto, um grupo de praia. Lá estavam Santos, muito lépido, sorrindo, a outra mulher, os três garotos. Não havia dúvida: era ele mesmo, seu marido. Contudo, a outra realidade de Santos era tão destacada da sua, que o tornava outro homem, completamente desconhecido, irreconhecível.


– Desculpe, foi engano. A pessoa a que me refiro não é essa — disse d. Laurinha, despedindo-se.


ANDRADE, Carlos Drummond. Disponível em: https://contobrasileiro.com.br/o-outromarido-cronica-de-carlos-drummond-deandrade/ (Adaptado)

Em relação aos aspectos de concordância nominal, assinale a alternativa correta:

  • A Era proibida entrada de menores no estabelecimento.
  • B Escolhemos estampas o mais belas possíveis.
  • C A porta estava meia aberta quando cheguei à sala de aula.
  • D Seguem anexas ao e-mail as propostas de compra e venda do imóvel.
  • E Compramos bastante livros na feira literária.
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O outro marido


Era conferente da Alfândega — mas isso não tem importância. Somos todos alguma coisa fora de nós; o eu irredutível nada tem a ver com as classificações profissionais. Pouco importa que nos avaliem pela casca. Por dentro, sentia-se diferente, capaz de mudar sempre, enquanto a situação exterior e familiar não mudava. Nisso está o espinho do homem: ele muda, os outros não percebem.


Sua mulher não tinha percebido. Era a mesma de há 23 anos, quando se casaram (quanto ao íntimo, é claro). Por falta de filhos, os dois viveram demasiado perto um do outro, sem derivativo. Tão perto que se desconheciam mutuamente, como um objeto desconhece outro, na mesma prateleira de armário. Santos doía-se de ser um objeto aos olhos de d. Laurinha. Se ela também era um objeto aos olhos dele? Sim, mas com a diferença de que d. Laurinha não procurava fugir a essa simplificação, nem reparava; era de fato objeto. Ele, Santos, sentia-se vivo e desagradado.


Ao aparecerem nele as primeiras dores, d. Laurinha penalizou-se, mas esse interesse não beneficiou as relações do casal. Santos parecia comprazer-se em estar doente. Não propriamente em queixar-se, mas em alegar que ia mal. A doença era para ele ocupação, emprego suplementar. O médico da Alfândega dissera-lhe que certas formas reumáticas levam anos para ser dominadas, exigem adaptação e disciplina. Santos começou a cuidar do corpo como de uma planta delicada. E mostrou a d. Laurinha a nevoenta radiografia da coluna vertebral, com certo orgulho de estar assim tão afetado.


– Quando você ficar bom…


– Não vou ficar. Tenho doença para o resto da vida.


Para d. Laurinha, a melhor maneira de curar-se é tomar remédio e entregar o caso à alma do padre Eustáquio, que vela por nós. Começou a fatigar-se com a importância que o reumatismo assumira na vida do marido. E não se amolou muito quando ele anunciou que ia internar-se no Hospital Gaffrée Guinle.


– Você não sentirá falta de nada, assegurou-lhe Santos. Tirei licença com ordenado integral. Eu mesmo virei aqui todo começo de mês trazer o dinheiro.


(...) Pontualmente, Santos trazia-lhe o dinheiro da despesa, ficaram até um pouco amigos nessa breve conversa a longos intervalos. Ele chegava e saía curvado, sob a garra do reumatismo, que nem melhorava nem matava. A visita não era de todo desagradável, desde que a doença deixara de ser assunto. Ela notou como a vida de hospital pode ser distraída: os internados sabem de tudo cá de fora.


– Pelo rádio — explicou Santos. (...)


Santos veio um ano, dois, cinco. Certo dia não veio. D. Laurinha preocupou-se. Não só lhe faziam falta os cruzeiros; ele também fazia. Tomou o ônibus, foi ao hospital pela primeira vez, em alvoroço.


Lá ele não era conhecido. Na Alfândega informaram-lhe que Santos falecera havia quinze dias, a senhora quer o endereço da viúva?


– Sou eu a viúva — disse d. Laurinha, espantada.


O informante olhou-a com incredulidade. Conhecia muito bem a viúva do Santos, d. Crisália, fizera bons piqueniques com o casal na ilha do Governador. Santos fora seu parceiro de bilhar e de pescaria. Grande praça. Ele era padrinho do filho mais velho de Santos. Deixara três órfãos, coitado.


E tirou da carteira uma foto, um grupo de praia. Lá estavam Santos, muito lépido, sorrindo, a outra mulher, os três garotos. Não havia dúvida: era ele mesmo, seu marido. Contudo, a outra realidade de Santos era tão destacada da sua, que o tornava outro homem, completamente desconhecido, irreconhecível.


– Desculpe, foi engano. A pessoa a que me refiro não é essa — disse d. Laurinha, despedindo-se.


ANDRADE, Carlos Drummond. Disponível em: https://contobrasileiro.com.br/o-outromarido-cronica-de-carlos-drummond-deandrade/ (Adaptado)

O vocábulo corretamente grafado está presente na alternativa:

  • A Pretencioso.
  • B Inadmiscível.
  • C Sisudez.
  • D Enxarcado.
  • E Xávena.
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O outro marido


Era conferente da Alfândega — mas isso não tem importância. Somos todos alguma coisa fora de nós; o eu irredutível nada tem a ver com as classificações profissionais. Pouco importa que nos avaliem pela casca. Por dentro, sentia-se diferente, capaz de mudar sempre, enquanto a situação exterior e familiar não mudava. Nisso está o espinho do homem: ele muda, os outros não percebem.


Sua mulher não tinha percebido. Era a mesma de há 23 anos, quando se casaram (quanto ao íntimo, é claro). Por falta de filhos, os dois viveram demasiado perto um do outro, sem derivativo. Tão perto que se desconheciam mutuamente, como um objeto desconhece outro, na mesma prateleira de armário. Santos doía-se de ser um objeto aos olhos de d. Laurinha. Se ela também era um objeto aos olhos dele? Sim, mas com a diferença de que d. Laurinha não procurava fugir a essa simplificação, nem reparava; era de fato objeto. Ele, Santos, sentia-se vivo e desagradado.


Ao aparecerem nele as primeiras dores, d. Laurinha penalizou-se, mas esse interesse não beneficiou as relações do casal. Santos parecia comprazer-se em estar doente. Não propriamente em queixar-se, mas em alegar que ia mal. A doença era para ele ocupação, emprego suplementar. O médico da Alfândega dissera-lhe que certas formas reumáticas levam anos para ser dominadas, exigem adaptação e disciplina. Santos começou a cuidar do corpo como de uma planta delicada. E mostrou a d. Laurinha a nevoenta radiografia da coluna vertebral, com certo orgulho de estar assim tão afetado.


– Quando você ficar bom…


– Não vou ficar. Tenho doença para o resto da vida.


Para d. Laurinha, a melhor maneira de curar-se é tomar remédio e entregar o caso à alma do padre Eustáquio, que vela por nós. Começou a fatigar-se com a importância que o reumatismo assumira na vida do marido. E não se amolou muito quando ele anunciou que ia internar-se no Hospital Gaffrée Guinle.


– Você não sentirá falta de nada, assegurou-lhe Santos. Tirei licença com ordenado integral. Eu mesmo virei aqui todo começo de mês trazer o dinheiro.


(...) Pontualmente, Santos trazia-lhe o dinheiro da despesa, ficaram até um pouco amigos nessa breve conversa a longos intervalos. Ele chegava e saía curvado, sob a garra do reumatismo, que nem melhorava nem matava. A visita não era de todo desagradável, desde que a doença deixara de ser assunto. Ela notou como a vida de hospital pode ser distraída: os internados sabem de tudo cá de fora.


– Pelo rádio — explicou Santos. (...)


Santos veio um ano, dois, cinco. Certo dia não veio. D. Laurinha preocupou-se. Não só lhe faziam falta os cruzeiros; ele também fazia. Tomou o ônibus, foi ao hospital pela primeira vez, em alvoroço.


Lá ele não era conhecido. Na Alfândega informaram-lhe que Santos falecera havia quinze dias, a senhora quer o endereço da viúva?


– Sou eu a viúva — disse d. Laurinha, espantada.


O informante olhou-a com incredulidade. Conhecia muito bem a viúva do Santos, d. Crisália, fizera bons piqueniques com o casal na ilha do Governador. Santos fora seu parceiro de bilhar e de pescaria. Grande praça. Ele era padrinho do filho mais velho de Santos. Deixara três órfãos, coitado.


E tirou da carteira uma foto, um grupo de praia. Lá estavam Santos, muito lépido, sorrindo, a outra mulher, os três garotos. Não havia dúvida: era ele mesmo, seu marido. Contudo, a outra realidade de Santos era tão destacada da sua, que o tornava outro homem, completamente desconhecido, irreconhecível.


– Desculpe, foi engano. A pessoa a que me refiro não é essa — disse d. Laurinha, despedindo-se.


ANDRADE, Carlos Drummond. Disponível em: https://contobrasileiro.com.br/o-outromarido-cronica-de-carlos-drummond-deandrade/ (Adaptado)

O processo de formação da palavra “esfarelar” está corretamente apontado em:

  • A Sufixação.
  • B Prefixação.
  • C Aglutinação.
  • D Parassíntese.
  • E Conversão.