Resolver o Simulado Assembléia Legislativa do Estado do Amazonas (AL-AM) - Agente Administrativo - SELECON - Nível Superior

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Administração Pública

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Na Administração Pública, os serviços integrados na estrutura administrativa da Presidência da República, dos Governadores e Prefeitos, com Ministérios e Secretarias, respectivamente, referem-se à administração:

  • A direta
  • B indireta
  • C fundacional
  • D descentralizada
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O presidente de uma empresa pública de alta tecnologia deseja adotar um modelo organizacional associado a um organograma radial. Nesse sentido, é correto afirmar que o presidente da empresa buscará:

  • A sublimar as linhas de autoridade, tornando inclusive difícil sua identificação, e implantar um organograma mais suave, buscando reduzir a possibilidade de conflito entre superior e subordinado
  • B definir que a subordinação ao presidente será nitidamente hierárquica, porém com uma diretoria com dirigentes responsáveis pelas funções da empresa e que a subordinação dos trabalhadores será ao dirigente que ocupa a função correspondente ao que está em execução
  • C estabelecer que a autoridade maior será vista por dois ângulos diferentes e a sensação de dupla chefia será permanente; os grupos estarão em constantes mutações, com trocas motivadas pelos projetos em execução
  • D identificar que a linha vertical que parte do Conselho de Administração será a linha condutora do organograma; todas as unidades serão dirigidas por esta linha, demonstrando que o poder maior da organização estará nas mãos de seu presidente
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Em uma organização pública, há uma declaração amplamente divulgada como uma estratégia que define seu direcionamento, exposta ao público interno e externo com a seguinte frase: “Ser reconhecido pela sociedade como um órgão de excelência em prestação de informações de interesse do contribuinte, indispensável para a satisfação do cidadão”. Essa declaração da organização é um exemplo de:

  • A missão
  • B meta
  • C visão
  • D valor
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Segundo Max Weber, a burocracia “é a organização eficiente por excelência”, devendo antecipar-se com detalhes como as coisas deverão ser feitas. Nesse contexto, é correto afirmar que são características da Burocracia de Weber:

  • A impessoalidade nas relações e caráter formal das comunicações
  • B especialização da administração e imprevisibilidade do funcionamento
  • C hierarquia da autoridade e grupos informais
  • D ênfase nos aspectos emocionais e meritocracia

Administração Geral

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Jorge tem uma vasta cognição social e uma inteligência emocional pouco desenvolvida, por isso a instituição procura afastá-lo de atividades que exigem intervenções:

  • A técnicas
  • B burocráticas
  • C matemáticas
  • D comportamentais
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No processo operacional de planejamento e orçamento denominado Base Zero, o conceito envolvido na alternativa apresentada no pacote de decisão, que procura incrementar níveis acima do corrente, buscando favorecer a permissão para a execução de funções ou serviços adicionais aos existentes, está relacionado com:

  • A os custos e benefícios
  • B as medidas de desempenho
  • C os rumos alternativos de ação
  • D o nível de expansão de esforço
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O tipo de planejamento utilizado nas organizações públicas que tem por finalidade otimizar determinada área de resultado e não a empresa como um todo, que diz respeito à orientação de médio prazo, sendo desenvolvido por níveis intermediários, tendo como principais finalidades a utilização eficiente dos recursos, é o:

  • A tático
  • B básico
  • C operacional
  • D estratégico
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Uma organização pública definiu o número máximo de subordinados que um administrador consegue dirigir com efetividade, de acordo com os parâmetros de qualidade e gestão da empresa. Essa definição está associada ao conceito de:

  • A centralização
  • B cadeia escalar
  • C ambiente de tarefa
  • D amplitude de controle
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McGregor, em sua teoria, afirma que subjacente a qualquer ação gerencial existem suposições sobre a natureza dos trabalhadores, que denominou teoria X e Y. Um administrador público que adota a teoria Y em seus processos de decisão tem a seguinte perspectiva a respeito de seus funcionários:

  • A os trabalhadores enxergam o trabalho como algo que proporciona satisfação
  • B os trabalhadores evitam assumir responsabilidades e buscam orientação formal
  • C os trabalhadores devem ser controlados para que alcancem as metas organizacionais
  • D a maioria dos trabalhadores não é ambiciosa e busca satisfazer a necessidade de segurança acima de outros fatores relacionados ao trabalho
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Na Câmara Municipal, um administrador está desenvolvendo atividades de controle, assim, é correto afirmar que ele está realizando a seguinte ação:

  • A coordenando as ações dos agentes administrativos da Câmara, por meio de sua orientação, motivação e liderança
  • B distribuindo o trabalho entre os agentes, alocando recursos necessários e atribuindo autoridade aos membros da organização
  • C definindo os objetivos de longo prazo para os agentes de administração da Câmara, definindo o que deve ser feito e o como deve ser feito
  • D monitorando as atividades dos agentes e comparando o desempenho real com o planejado e implementando ações para a correção de qualquer desvio significativo
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Byung-Chul Han (2019) afirma que o meio digital e a permanente encenação do ego promovem cansaço, pois os novos meios de comunicação e suas técnicas estão destruindo cada vez mais a relação com o outro, o que torna a comunicação pobre em:

  • A difusão
  • B alteridade
  • C desconfiança
  • D financiamento
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O termo Balanced Scorecard pode ser definido como uma metodologia de gestão, considerando que auxilia na mensuração do progresso dos colaboradores e da empresa, em relação às metas organizacionais de longo prazo. É vista como uma poderosa ferramenta para Gestão Empresarial, alinhando quatro perspectivas, das quais duas são caracterizadas a seguir. I. Os gestores conseguem demonstrar se a execução das estratégias está contribuindo para a melhoria dos principais resultados da empresa como lucro líquido, retorno sobre o investimento, criação de valor econômico e geração de caixa. II. Os gestores conseguem identificar os pontos críticos de operação, devendo a empresa atuar com mais vigor para alcançar o nível de excelência nos métodos de produção, ações e decisões no âmbito da organização, tendo como objetivos estratégicos obter vantagem competitiva direcionada a redução e gestão de custos ou à diferenciação de produtos. As abordagens em I e II são conhecidas como perspectivas:

  • A Financeira e de Processos Internos
  • B Estratégica e de Processos Internos
  • C Financeira e de Aprendizado e Crescimento
  • D Estratégica e de Aprendizado e Crescimento
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O mapa estratégico auxilia o Balanced Scorecard na rotina de execução dos processos de curto prazo, mas mantendo o foco na visão de longo prazo. Assim, para garantir que toda a estratégia do Planejamento Estratégico seja seguida, é necessário conhecer quatro conceitos. I. Define o que a empresa deseja alcançar em cada perspectiva estratégica. II. Indica o desempenho de qualidade da empresa, referente a cada item a ser alcançado. III. Indica o nível de performance esperado que se deve atingir, em função dos padrões de desempenho e qualidade. IV. Estabelece as ações e intervenções que devem ser tomadas para se chegar aos níveis de desempenho previstos e esperados. Os conceitos em I, II, III e IV são denominados, respectivamente:

  • A Indicadores, Metas, Iniciativas e Objetivos
  • B Metas, Iniciativas, Objetivos e Indicadores
  • C Iniciativas, Objetivos, Indicadores e Metas
  • D Objetivos, Indicadores, Metas e Iniciativas
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A experiência de Hawthorne buscava estabelecer uma possível correlação existente entre a iluminação no ambiente de trabalho e o aumento da produtividade, porém, o estudo chegou a conclusões, diversas e que influenciaram a teoria das relações humanas. Entre essas conclusões, está a seguinte:

  • A o modelo racional é natural da organização
  • B o nível de produção é resultante da integração social
  • C o comportamento do indivíduo se apoia na busca pela eficiência
  • D a produção é resultante da burocracia estabelecida no grupo formal

Ética na Administração Pública

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Quando os profissionais são forçados pela situação a decidir sobre duas opções moralmente aceitáveis, porém, não sabem ou não concordam coletivamente sobre o que é certo ou errado fazer e entram em conflito em função dos limites estabelecidos pela organização, sindicato, agência governamental ou outros, é correto afirmar que ocorre:

  • A o juízo ético
  • B o dilema ético
  • C a integração ética
  • D a racionalização ética
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A diretoria de uma instituição solicitou aos seus profissionais que colaborassem com a elaboração do Manual de Normas Éticas que deveria ser seguido futuramente por todos. A colaboração criou um debate que abordou diferentes aspectos históricos e culturais relativos a juízos de:

  • A mercado
  • B valor
  • C mérito
  • D fato

Português

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Livrando a cara dos morcegos



        Pode-se dizer que esta coluna é um desagravo aos morcegos da China e do mundo. A incansável fábrica de bobagens da internet já transformou, a esta altura do campeonato, a famigerada “sopa de morcegos” chinesa na fonte supostamente incontestável do novo coronavírus que tanto nos assombra, e os mamíferos voadores, de fato, são um reservatório importante de entidades virais que às vezes atingem a nossa espécie. Mas uma nova pesquisa indica que não existe nada de essencialmente perigoso nos vírus que esses bichos carregam. 

        Aliás, as evidências reunidas pelo trabalho, que acaba de sair na revista científica PNAS, sugerem que nenhum grupo de animais pode ser considerado, por si só, um grande vilão das chamadas zoonoses, infecções que surgem em bichos e podem se espalhar para os seres humanos.

        O quadro revelado pelo estudo de Nardus Mollentze e Daniel Streicker, pesquisadores da Universidade de Glasgow (Reino Unido), é complexo e cheio de nuances, mas uma de suas principais conclusões é de que existe uma correlação mais ou menos direta entre a diversidade de espécies de um grupo e a diversidade de vírus zoonóticos (ou seja, que podem saltar dos bichos para o Homo sapiens).

        Se isso for verdade, o que acontece é que os morcegos parecem ser reservatórios de vírus perigosos simplesmente porque são muito diversificados. 

        De fato, uma em cada cinco espécies de mamíferos planeta afora pertence à chamada ordem dos quirópteros (em grego, algo como “asas nas mãos”). Além da diversidade, porém, muita gente também postulava outras características intrínsecas dos morcegos como forma de explicar sua aparente periculosidade viral. 

        Por serem voadores, eles conseguiriam espalhar os vírus que carregam por áreas mais amplas do que outros animais. Diversas espécies, principalmente as da Ásia e da África tropicais, vivem em bandos tão numerosos e aglomerados que a troca de patógenos entre os animais seria bem mais intensa do que o visto entre os demais mamíferos, potencializando a evolução viral.

        Por fim, falava-se até em possíveis peculiaridades do sistema imunológico (de defesa contra doenças) dos quirópteros, que poderiam torná-los mais permeáveis a abrigar vírus.

        No novo estudo, os pesquisadores de Glasgow solaparam esse edifício de hipóteses ao fazer um mapeamento de mais de 400 vírus zoonóticos e das diferentes ordens (grupos amplos, como os quirópteros) de mamíferos e aves que os abrigam – no caso, oito ordens de mamíferos e três de aves.

        Primeiro, os morcegos nem aparecem no topo da lista – juntos, os “líderes” são os cetartiodáctilos (grupo ao qual pertencem os porcos e os bois) e os roedores, os quais, somados, respondem por 50% dos vírus que saltam de animais para humanos. 

        Mais importante ainda, a correlação entre número de espécies de cada ordem e número de vírus que causam zoonoses está clara em praticamente todos os casos.

        Outro ponto crucial: mesmo as ordens mais diversificadas possuem seus vírus “parceiros”, que não são os mesmos em outros animais. Os roedores, por exemplo, carregam muitos hantavírus e arenavírus –os quais, aliás, volta e meia causam mortes no Brasil. 

        Resumo da ópera? O preço da biossegurança é a eterna vigilância. É essencial continuarmos a estudar a biodiversidade de animais e vírus se quisermos estar preparados para a próxima pandemia. Desmatar menos também não seria má ideia. 


Reinaldo José Lopes

(Folha de São Paulo, 19/04/2020)

O título do texto antecipa o seguinte evento discutido no texto:

  • A confirmação da degradação da biodiversidade
  • B divulgação de pretensa causa sobre uma doença
  • C denúncia da dificuldade de acesso a estudos recentes
  • D alerta de extinção anunciada de uma espécie de animais
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Livrando a cara dos morcegos



        Pode-se dizer que esta coluna é um desagravo aos morcegos da China e do mundo. A incansável fábrica de bobagens da internet já transformou, a esta altura do campeonato, a famigerada “sopa de morcegos” chinesa na fonte supostamente incontestável do novo coronavírus que tanto nos assombra, e os mamíferos voadores, de fato, são um reservatório importante de entidades virais que às vezes atingem a nossa espécie. Mas uma nova pesquisa indica que não existe nada de essencialmente perigoso nos vírus que esses bichos carregam. 

        Aliás, as evidências reunidas pelo trabalho, que acaba de sair na revista científica PNAS, sugerem que nenhum grupo de animais pode ser considerado, por si só, um grande vilão das chamadas zoonoses, infecções que surgem em bichos e podem se espalhar para os seres humanos.

        O quadro revelado pelo estudo de Nardus Mollentze e Daniel Streicker, pesquisadores da Universidade de Glasgow (Reino Unido), é complexo e cheio de nuances, mas uma de suas principais conclusões é de que existe uma correlação mais ou menos direta entre a diversidade de espécies de um grupo e a diversidade de vírus zoonóticos (ou seja, que podem saltar dos bichos para o Homo sapiens).

        Se isso for verdade, o que acontece é que os morcegos parecem ser reservatórios de vírus perigosos simplesmente porque são muito diversificados. 

        De fato, uma em cada cinco espécies de mamíferos planeta afora pertence à chamada ordem dos quirópteros (em grego, algo como “asas nas mãos”). Além da diversidade, porém, muita gente também postulava outras características intrínsecas dos morcegos como forma de explicar sua aparente periculosidade viral. 

        Por serem voadores, eles conseguiriam espalhar os vírus que carregam por áreas mais amplas do que outros animais. Diversas espécies, principalmente as da Ásia e da África tropicais, vivem em bandos tão numerosos e aglomerados que a troca de patógenos entre os animais seria bem mais intensa do que o visto entre os demais mamíferos, potencializando a evolução viral.

        Por fim, falava-se até em possíveis peculiaridades do sistema imunológico (de defesa contra doenças) dos quirópteros, que poderiam torná-los mais permeáveis a abrigar vírus.

        No novo estudo, os pesquisadores de Glasgow solaparam esse edifício de hipóteses ao fazer um mapeamento de mais de 400 vírus zoonóticos e das diferentes ordens (grupos amplos, como os quirópteros) de mamíferos e aves que os abrigam – no caso, oito ordens de mamíferos e três de aves.

        Primeiro, os morcegos nem aparecem no topo da lista – juntos, os “líderes” são os cetartiodáctilos (grupo ao qual pertencem os porcos e os bois) e os roedores, os quais, somados, respondem por 50% dos vírus que saltam de animais para humanos. 

        Mais importante ainda, a correlação entre número de espécies de cada ordem e número de vírus que causam zoonoses está clara em praticamente todos os casos.

        Outro ponto crucial: mesmo as ordens mais diversificadas possuem seus vírus “parceiros”, que não são os mesmos em outros animais. Os roedores, por exemplo, carregam muitos hantavírus e arenavírus –os quais, aliás, volta e meia causam mortes no Brasil. 

        Resumo da ópera? O preço da biossegurança é a eterna vigilância. É essencial continuarmos a estudar a biodiversidade de animais e vírus se quisermos estar preparados para a próxima pandemia. Desmatar menos também não seria má ideia. 


Reinaldo José Lopes

(Folha de São Paulo, 19/04/2020)

A expressão “livrar a cara”, presente no título, tem o sentido de:

  • A apresentar uma causa oculta
  • B apropriar-se indevidamente de algo
  • C excluir alguém de uma situação difícil
  • D ameaçar gravemente o futuro de um grupo
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Livrando a cara dos morcegos



        Pode-se dizer que esta coluna é um desagravo aos morcegos da China e do mundo. A incansável fábrica de bobagens da internet já transformou, a esta altura do campeonato, a famigerada “sopa de morcegos” chinesa na fonte supostamente incontestável do novo coronavírus que tanto nos assombra, e os mamíferos voadores, de fato, são um reservatório importante de entidades virais que às vezes atingem a nossa espécie. Mas uma nova pesquisa indica que não existe nada de essencialmente perigoso nos vírus que esses bichos carregam. 

        Aliás, as evidências reunidas pelo trabalho, que acaba de sair na revista científica PNAS, sugerem que nenhum grupo de animais pode ser considerado, por si só, um grande vilão das chamadas zoonoses, infecções que surgem em bichos e podem se espalhar para os seres humanos.

        O quadro revelado pelo estudo de Nardus Mollentze e Daniel Streicker, pesquisadores da Universidade de Glasgow (Reino Unido), é complexo e cheio de nuances, mas uma de suas principais conclusões é de que existe uma correlação mais ou menos direta entre a diversidade de espécies de um grupo e a diversidade de vírus zoonóticos (ou seja, que podem saltar dos bichos para o Homo sapiens).

        Se isso for verdade, o que acontece é que os morcegos parecem ser reservatórios de vírus perigosos simplesmente porque são muito diversificados. 

        De fato, uma em cada cinco espécies de mamíferos planeta afora pertence à chamada ordem dos quirópteros (em grego, algo como “asas nas mãos”). Além da diversidade, porém, muita gente também postulava outras características intrínsecas dos morcegos como forma de explicar sua aparente periculosidade viral. 

        Por serem voadores, eles conseguiriam espalhar os vírus que carregam por áreas mais amplas do que outros animais. Diversas espécies, principalmente as da Ásia e da África tropicais, vivem em bandos tão numerosos e aglomerados que a troca de patógenos entre os animais seria bem mais intensa do que o visto entre os demais mamíferos, potencializando a evolução viral.

        Por fim, falava-se até em possíveis peculiaridades do sistema imunológico (de defesa contra doenças) dos quirópteros, que poderiam torná-los mais permeáveis a abrigar vírus.

        No novo estudo, os pesquisadores de Glasgow solaparam esse edifício de hipóteses ao fazer um mapeamento de mais de 400 vírus zoonóticos e das diferentes ordens (grupos amplos, como os quirópteros) de mamíferos e aves que os abrigam – no caso, oito ordens de mamíferos e três de aves.

        Primeiro, os morcegos nem aparecem no topo da lista – juntos, os “líderes” são os cetartiodáctilos (grupo ao qual pertencem os porcos e os bois) e os roedores, os quais, somados, respondem por 50% dos vírus que saltam de animais para humanos. 

        Mais importante ainda, a correlação entre número de espécies de cada ordem e número de vírus que causam zoonoses está clara em praticamente todos os casos.

        Outro ponto crucial: mesmo as ordens mais diversificadas possuem seus vírus “parceiros”, que não são os mesmos em outros animais. Os roedores, por exemplo, carregam muitos hantavírus e arenavírus –os quais, aliás, volta e meia causam mortes no Brasil. 

        Resumo da ópera? O preço da biossegurança é a eterna vigilância. É essencial continuarmos a estudar a biodiversidade de animais e vírus se quisermos estar preparados para a próxima pandemia. Desmatar menos também não seria má ideia. 


Reinaldo José Lopes

(Folha de São Paulo, 19/04/2020)

A utilização de termos como “hantavírus” e “arenavírus”, entre outros, confere ao texto um tom de:

  • A trocadilho jocoso
  • B anedota cotidiana
  • C proposição informal
  • D divulgação científica
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Livrando a cara dos morcegos



        Pode-se dizer que esta coluna é um desagravo aos morcegos da China e do mundo. A incansável fábrica de bobagens da internet já transformou, a esta altura do campeonato, a famigerada “sopa de morcegos” chinesa na fonte supostamente incontestável do novo coronavírus que tanto nos assombra, e os mamíferos voadores, de fato, são um reservatório importante de entidades virais que às vezes atingem a nossa espécie. Mas uma nova pesquisa indica que não existe nada de essencialmente perigoso nos vírus que esses bichos carregam. 

        Aliás, as evidências reunidas pelo trabalho, que acaba de sair na revista científica PNAS, sugerem que nenhum grupo de animais pode ser considerado, por si só, um grande vilão das chamadas zoonoses, infecções que surgem em bichos e podem se espalhar para os seres humanos.

        O quadro revelado pelo estudo de Nardus Mollentze e Daniel Streicker, pesquisadores da Universidade de Glasgow (Reino Unido), é complexo e cheio de nuances, mas uma de suas principais conclusões é de que existe uma correlação mais ou menos direta entre a diversidade de espécies de um grupo e a diversidade de vírus zoonóticos (ou seja, que podem saltar dos bichos para o Homo sapiens).

        Se isso for verdade, o que acontece é que os morcegos parecem ser reservatórios de vírus perigosos simplesmente porque são muito diversificados. 

        De fato, uma em cada cinco espécies de mamíferos planeta afora pertence à chamada ordem dos quirópteros (em grego, algo como “asas nas mãos”). Além da diversidade, porém, muita gente também postulava outras características intrínsecas dos morcegos como forma de explicar sua aparente periculosidade viral. 

        Por serem voadores, eles conseguiriam espalhar os vírus que carregam por áreas mais amplas do que outros animais. Diversas espécies, principalmente as da Ásia e da África tropicais, vivem em bandos tão numerosos e aglomerados que a troca de patógenos entre os animais seria bem mais intensa do que o visto entre os demais mamíferos, potencializando a evolução viral.

        Por fim, falava-se até em possíveis peculiaridades do sistema imunológico (de defesa contra doenças) dos quirópteros, que poderiam torná-los mais permeáveis a abrigar vírus.

        No novo estudo, os pesquisadores de Glasgow solaparam esse edifício de hipóteses ao fazer um mapeamento de mais de 400 vírus zoonóticos e das diferentes ordens (grupos amplos, como os quirópteros) de mamíferos e aves que os abrigam – no caso, oito ordens de mamíferos e três de aves.

        Primeiro, os morcegos nem aparecem no topo da lista – juntos, os “líderes” são os cetartiodáctilos (grupo ao qual pertencem os porcos e os bois) e os roedores, os quais, somados, respondem por 50% dos vírus que saltam de animais para humanos. 

        Mais importante ainda, a correlação entre número de espécies de cada ordem e número de vírus que causam zoonoses está clara em praticamente todos os casos.

        Outro ponto crucial: mesmo as ordens mais diversificadas possuem seus vírus “parceiros”, que não são os mesmos em outros animais. Os roedores, por exemplo, carregam muitos hantavírus e arenavírus –os quais, aliás, volta e meia causam mortes no Brasil. 

        Resumo da ópera? O preço da biossegurança é a eterna vigilância. É essencial continuarmos a estudar a biodiversidade de animais e vírus se quisermos estar preparados para a próxima pandemia. Desmatar menos também não seria má ideia. 


Reinaldo José Lopes

(Folha de São Paulo, 19/04/2020)

Com base no trecho a seguir, responda à questão.


“Pode-se dizer que esta coluna é um desagravo aos morcegos da China e do mundo” (1º parágrafo)


Ao afirmar que sua coluna é um desagravo, o autor explicita o objetivo de apresentar:

  • A reparação de ofensa
  • B acusação de culpado
  • C comparação entre casos
  • D rejeição de justificativa
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Livrando a cara dos morcegos



        Pode-se dizer que esta coluna é um desagravo aos morcegos da China e do mundo. A incansável fábrica de bobagens da internet já transformou, a esta altura do campeonato, a famigerada “sopa de morcegos” chinesa na fonte supostamente incontestável do novo coronavírus que tanto nos assombra, e os mamíferos voadores, de fato, são um reservatório importante de entidades virais que às vezes atingem a nossa espécie. Mas uma nova pesquisa indica que não existe nada de essencialmente perigoso nos vírus que esses bichos carregam. 

        Aliás, as evidências reunidas pelo trabalho, que acaba de sair na revista científica PNAS, sugerem que nenhum grupo de animais pode ser considerado, por si só, um grande vilão das chamadas zoonoses, infecções que surgem em bichos e podem se espalhar para os seres humanos.

        O quadro revelado pelo estudo de Nardus Mollentze e Daniel Streicker, pesquisadores da Universidade de Glasgow (Reino Unido), é complexo e cheio de nuances, mas uma de suas principais conclusões é de que existe uma correlação mais ou menos direta entre a diversidade de espécies de um grupo e a diversidade de vírus zoonóticos (ou seja, que podem saltar dos bichos para o Homo sapiens).

        Se isso for verdade, o que acontece é que os morcegos parecem ser reservatórios de vírus perigosos simplesmente porque são muito diversificados. 

        De fato, uma em cada cinco espécies de mamíferos planeta afora pertence à chamada ordem dos quirópteros (em grego, algo como “asas nas mãos”). Além da diversidade, porém, muita gente também postulava outras características intrínsecas dos morcegos como forma de explicar sua aparente periculosidade viral. 

        Por serem voadores, eles conseguiriam espalhar os vírus que carregam por áreas mais amplas do que outros animais. Diversas espécies, principalmente as da Ásia e da África tropicais, vivem em bandos tão numerosos e aglomerados que a troca de patógenos entre os animais seria bem mais intensa do que o visto entre os demais mamíferos, potencializando a evolução viral.

        Por fim, falava-se até em possíveis peculiaridades do sistema imunológico (de defesa contra doenças) dos quirópteros, que poderiam torná-los mais permeáveis a abrigar vírus.

        No novo estudo, os pesquisadores de Glasgow solaparam esse edifício de hipóteses ao fazer um mapeamento de mais de 400 vírus zoonóticos e das diferentes ordens (grupos amplos, como os quirópteros) de mamíferos e aves que os abrigam – no caso, oito ordens de mamíferos e três de aves.

        Primeiro, os morcegos nem aparecem no topo da lista – juntos, os “líderes” são os cetartiodáctilos (grupo ao qual pertencem os porcos e os bois) e os roedores, os quais, somados, respondem por 50% dos vírus que saltam de animais para humanos. 

        Mais importante ainda, a correlação entre número de espécies de cada ordem e número de vírus que causam zoonoses está clara em praticamente todos os casos.

        Outro ponto crucial: mesmo as ordens mais diversificadas possuem seus vírus “parceiros”, que não são os mesmos em outros animais. Os roedores, por exemplo, carregam muitos hantavírus e arenavírus –os quais, aliás, volta e meia causam mortes no Brasil. 

        Resumo da ópera? O preço da biossegurança é a eterna vigilância. É essencial continuarmos a estudar a biodiversidade de animais e vírus se quisermos estar preparados para a próxima pandemia. Desmatar menos também não seria má ideia. 


Reinaldo José Lopes

(Folha de São Paulo, 19/04/2020)

Com base no trecho a seguir, responda à questão.


“Pode-se dizer que esta coluna é um desagravo aos morcegos da China e do mundo” (1º parágrafo)


Para o autor, seu texto é motivado pelo desejo de:

  • A combater notícias falsas
  • B duvidar dos fatos científicos
  • C reconhecer a fragilidade humana
  • D demonstrar desigualdade entre regiões
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Livrando a cara dos morcegos



        Pode-se dizer que esta coluna é um desagravo aos morcegos da China e do mundo. A incansável fábrica de bobagens da internet já transformou, a esta altura do campeonato, a famigerada “sopa de morcegos” chinesa na fonte supostamente incontestável do novo coronavírus que tanto nos assombra, e os mamíferos voadores, de fato, são um reservatório importante de entidades virais que às vezes atingem a nossa espécie. Mas uma nova pesquisa indica que não existe nada de essencialmente perigoso nos vírus que esses bichos carregam. 

        Aliás, as evidências reunidas pelo trabalho, que acaba de sair na revista científica PNAS, sugerem que nenhum grupo de animais pode ser considerado, por si só, um grande vilão das chamadas zoonoses, infecções que surgem em bichos e podem se espalhar para os seres humanos.

        O quadro revelado pelo estudo de Nardus Mollentze e Daniel Streicker, pesquisadores da Universidade de Glasgow (Reino Unido), é complexo e cheio de nuances, mas uma de suas principais conclusões é de que existe uma correlação mais ou menos direta entre a diversidade de espécies de um grupo e a diversidade de vírus zoonóticos (ou seja, que podem saltar dos bichos para o Homo sapiens).

        Se isso for verdade, o que acontece é que os morcegos parecem ser reservatórios de vírus perigosos simplesmente porque são muito diversificados. 

        De fato, uma em cada cinco espécies de mamíferos planeta afora pertence à chamada ordem dos quirópteros (em grego, algo como “asas nas mãos”). Além da diversidade, porém, muita gente também postulava outras características intrínsecas dos morcegos como forma de explicar sua aparente periculosidade viral. 

        Por serem voadores, eles conseguiriam espalhar os vírus que carregam por áreas mais amplas do que outros animais. Diversas espécies, principalmente as da Ásia e da África tropicais, vivem em bandos tão numerosos e aglomerados que a troca de patógenos entre os animais seria bem mais intensa do que o visto entre os demais mamíferos, potencializando a evolução viral.

        Por fim, falava-se até em possíveis peculiaridades do sistema imunológico (de defesa contra doenças) dos quirópteros, que poderiam torná-los mais permeáveis a abrigar vírus.

        No novo estudo, os pesquisadores de Glasgow solaparam esse edifício de hipóteses ao fazer um mapeamento de mais de 400 vírus zoonóticos e das diferentes ordens (grupos amplos, como os quirópteros) de mamíferos e aves que os abrigam – no caso, oito ordens de mamíferos e três de aves.

        Primeiro, os morcegos nem aparecem no topo da lista – juntos, os “líderes” são os cetartiodáctilos (grupo ao qual pertencem os porcos e os bois) e os roedores, os quais, somados, respondem por 50% dos vírus que saltam de animais para humanos. 

        Mais importante ainda, a correlação entre número de espécies de cada ordem e número de vírus que causam zoonoses está clara em praticamente todos os casos.

        Outro ponto crucial: mesmo as ordens mais diversificadas possuem seus vírus “parceiros”, que não são os mesmos em outros animais. Os roedores, por exemplo, carregam muitos hantavírus e arenavírus –os quais, aliás, volta e meia causam mortes no Brasil. 

        Resumo da ópera? O preço da biossegurança é a eterna vigilância. É essencial continuarmos a estudar a biodiversidade de animais e vírus se quisermos estar preparados para a próxima pandemia. Desmatar menos também não seria má ideia. 


Reinaldo José Lopes

(Folha de São Paulo, 19/04/2020)

Com base no trecho a seguir, responda à questão.


“Pode-se dizer que esta coluna é um desagravo aos morcegos da China e do mundo” (1º parágrafo)


Em “um desagravo aos morcegos”, ocorre crase obrigatória na substituição da expressão “aos morcegos” por: 

  • A à seu animal
  • B à alguma espécie
  • C à classe dos mamíferos
  • D à todos os elementos do grupo
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Livrando a cara dos morcegos



        Pode-se dizer que esta coluna é um desagravo aos morcegos da China e do mundo. A incansável fábrica de bobagens da internet já transformou, a esta altura do campeonato, a famigerada “sopa de morcegos” chinesa na fonte supostamente incontestável do novo coronavírus que tanto nos assombra, e os mamíferos voadores, de fato, são um reservatório importante de entidades virais que às vezes atingem a nossa espécie. Mas uma nova pesquisa indica que não existe nada de essencialmente perigoso nos vírus que esses bichos carregam. 

        Aliás, as evidências reunidas pelo trabalho, que acaba de sair na revista científica PNAS, sugerem que nenhum grupo de animais pode ser considerado, por si só, um grande vilão das chamadas zoonoses, infecções que surgem em bichos e podem se espalhar para os seres humanos.

        O quadro revelado pelo estudo de Nardus Mollentze e Daniel Streicker, pesquisadores da Universidade de Glasgow (Reino Unido), é complexo e cheio de nuances, mas uma de suas principais conclusões é de que existe uma correlação mais ou menos direta entre a diversidade de espécies de um grupo e a diversidade de vírus zoonóticos (ou seja, que podem saltar dos bichos para o Homo sapiens).

        Se isso for verdade, o que acontece é que os morcegos parecem ser reservatórios de vírus perigosos simplesmente porque são muito diversificados. 

        De fato, uma em cada cinco espécies de mamíferos planeta afora pertence à chamada ordem dos quirópteros (em grego, algo como “asas nas mãos”). Além da diversidade, porém, muita gente também postulava outras características intrínsecas dos morcegos como forma de explicar sua aparente periculosidade viral. 

        Por serem voadores, eles conseguiriam espalhar os vírus que carregam por áreas mais amplas do que outros animais. Diversas espécies, principalmente as da Ásia e da África tropicais, vivem em bandos tão numerosos e aglomerados que a troca de patógenos entre os animais seria bem mais intensa do que o visto entre os demais mamíferos, potencializando a evolução viral.

        Por fim, falava-se até em possíveis peculiaridades do sistema imunológico (de defesa contra doenças) dos quirópteros, que poderiam torná-los mais permeáveis a abrigar vírus.

        No novo estudo, os pesquisadores de Glasgow solaparam esse edifício de hipóteses ao fazer um mapeamento de mais de 400 vírus zoonóticos e das diferentes ordens (grupos amplos, como os quirópteros) de mamíferos e aves que os abrigam – no caso, oito ordens de mamíferos e três de aves.

        Primeiro, os morcegos nem aparecem no topo da lista – juntos, os “líderes” são os cetartiodáctilos (grupo ao qual pertencem os porcos e os bois) e os roedores, os quais, somados, respondem por 50% dos vírus que saltam de animais para humanos. 

        Mais importante ainda, a correlação entre número de espécies de cada ordem e número de vírus que causam zoonoses está clara em praticamente todos os casos.

        Outro ponto crucial: mesmo as ordens mais diversificadas possuem seus vírus “parceiros”, que não são os mesmos em outros animais. Os roedores, por exemplo, carregam muitos hantavírus e arenavírus –os quais, aliás, volta e meia causam mortes no Brasil. 

        Resumo da ópera? O preço da biossegurança é a eterna vigilância. É essencial continuarmos a estudar a biodiversidade de animais e vírus se quisermos estar preparados para a próxima pandemia. Desmatar menos também não seria má ideia. 


Reinaldo José Lopes

(Folha de São Paulo, 19/04/2020)

No oitavo parágrafo, a menção a um novo estudo é importante para a argumentação do autor por indicar que:

  • A morcegos não são a principal espécie a carregar vírus que podem atingir humanos
  • B desmatamentos apresentam maior incidência de risco à vida animal no planeta
  • C pesquisas anteriores mostraram risco sobre outros grupos de animais mamíferos
  • D humanos não apresentam contágio de elementos provenientes de voadores
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Livrando a cara dos morcegos



        Pode-se dizer que esta coluna é um desagravo aos morcegos da China e do mundo. A incansável fábrica de bobagens da internet já transformou, a esta altura do campeonato, a famigerada “sopa de morcegos” chinesa na fonte supostamente incontestável do novo coronavírus que tanto nos assombra, e os mamíferos voadores, de fato, são um reservatório importante de entidades virais que às vezes atingem a nossa espécie. Mas uma nova pesquisa indica que não existe nada de essencialmente perigoso nos vírus que esses bichos carregam. 

        Aliás, as evidências reunidas pelo trabalho, que acaba de sair na revista científica PNAS, sugerem que nenhum grupo de animais pode ser considerado, por si só, um grande vilão das chamadas zoonoses, infecções que surgem em bichos e podem se espalhar para os seres humanos.

        O quadro revelado pelo estudo de Nardus Mollentze e Daniel Streicker, pesquisadores da Universidade de Glasgow (Reino Unido), é complexo e cheio de nuances, mas uma de suas principais conclusões é de que existe uma correlação mais ou menos direta entre a diversidade de espécies de um grupo e a diversidade de vírus zoonóticos (ou seja, que podem saltar dos bichos para o Homo sapiens).

        Se isso for verdade, o que acontece é que os morcegos parecem ser reservatórios de vírus perigosos simplesmente porque são muito diversificados. 

        De fato, uma em cada cinco espécies de mamíferos planeta afora pertence à chamada ordem dos quirópteros (em grego, algo como “asas nas mãos”). Além da diversidade, porém, muita gente também postulava outras características intrínsecas dos morcegos como forma de explicar sua aparente periculosidade viral. 

        Por serem voadores, eles conseguiriam espalhar os vírus que carregam por áreas mais amplas do que outros animais. Diversas espécies, principalmente as da Ásia e da África tropicais, vivem em bandos tão numerosos e aglomerados que a troca de patógenos entre os animais seria bem mais intensa do que o visto entre os demais mamíferos, potencializando a evolução viral.

        Por fim, falava-se até em possíveis peculiaridades do sistema imunológico (de defesa contra doenças) dos quirópteros, que poderiam torná-los mais permeáveis a abrigar vírus.

        No novo estudo, os pesquisadores de Glasgow solaparam esse edifício de hipóteses ao fazer um mapeamento de mais de 400 vírus zoonóticos e das diferentes ordens (grupos amplos, como os quirópteros) de mamíferos e aves que os abrigam – no caso, oito ordens de mamíferos e três de aves.

        Primeiro, os morcegos nem aparecem no topo da lista – juntos, os “líderes” são os cetartiodáctilos (grupo ao qual pertencem os porcos e os bois) e os roedores, os quais, somados, respondem por 50% dos vírus que saltam de animais para humanos. 

        Mais importante ainda, a correlação entre número de espécies de cada ordem e número de vírus que causam zoonoses está clara em praticamente todos os casos.

        Outro ponto crucial: mesmo as ordens mais diversificadas possuem seus vírus “parceiros”, que não são os mesmos em outros animais. Os roedores, por exemplo, carregam muitos hantavírus e arenavírus –os quais, aliás, volta e meia causam mortes no Brasil. 

        Resumo da ópera? O preço da biossegurança é a eterna vigilância. É essencial continuarmos a estudar a biodiversidade de animais e vírus se quisermos estar preparados para a próxima pandemia. Desmatar menos também não seria má ideia. 


Reinaldo José Lopes

(Folha de São Paulo, 19/04/2020)

Em “um grande vilão das chamadas zoonoses, infecções que surgem em bichos e podem se espalhar para os seres humanos” (2º parágrafo), a expressão destacada é um aposto com valor de:

  • A contradizer
  • B comparar
  • C retificar
  • D definir
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Livrando a cara dos morcegos



        Pode-se dizer que esta coluna é um desagravo aos morcegos da China e do mundo. A incansável fábrica de bobagens da internet já transformou, a esta altura do campeonato, a famigerada “sopa de morcegos” chinesa na fonte supostamente incontestável do novo coronavírus que tanto nos assombra, e os mamíferos voadores, de fato, são um reservatório importante de entidades virais que às vezes atingem a nossa espécie. Mas uma nova pesquisa indica que não existe nada de essencialmente perigoso nos vírus que esses bichos carregam. 

        Aliás, as evidências reunidas pelo trabalho, que acaba de sair na revista científica PNAS, sugerem que nenhum grupo de animais pode ser considerado, por si só, um grande vilão das chamadas zoonoses, infecções que surgem em bichos e podem se espalhar para os seres humanos.

        O quadro revelado pelo estudo de Nardus Mollentze e Daniel Streicker, pesquisadores da Universidade de Glasgow (Reino Unido), é complexo e cheio de nuances, mas uma de suas principais conclusões é de que existe uma correlação mais ou menos direta entre a diversidade de espécies de um grupo e a diversidade de vírus zoonóticos (ou seja, que podem saltar dos bichos para o Homo sapiens).

        Se isso for verdade, o que acontece é que os morcegos parecem ser reservatórios de vírus perigosos simplesmente porque são muito diversificados. 

        De fato, uma em cada cinco espécies de mamíferos planeta afora pertence à chamada ordem dos quirópteros (em grego, algo como “asas nas mãos”). Além da diversidade, porém, muita gente também postulava outras características intrínsecas dos morcegos como forma de explicar sua aparente periculosidade viral. 

        Por serem voadores, eles conseguiriam espalhar os vírus que carregam por áreas mais amplas do que outros animais. Diversas espécies, principalmente as da Ásia e da África tropicais, vivem em bandos tão numerosos e aglomerados que a troca de patógenos entre os animais seria bem mais intensa do que o visto entre os demais mamíferos, potencializando a evolução viral.

        Por fim, falava-se até em possíveis peculiaridades do sistema imunológico (de defesa contra doenças) dos quirópteros, que poderiam torná-los mais permeáveis a abrigar vírus.

        No novo estudo, os pesquisadores de Glasgow solaparam esse edifício de hipóteses ao fazer um mapeamento de mais de 400 vírus zoonóticos e das diferentes ordens (grupos amplos, como os quirópteros) de mamíferos e aves que os abrigam – no caso, oito ordens de mamíferos e três de aves.

        Primeiro, os morcegos nem aparecem no topo da lista – juntos, os “líderes” são os cetartiodáctilos (grupo ao qual pertencem os porcos e os bois) e os roedores, os quais, somados, respondem por 50% dos vírus que saltam de animais para humanos. 

        Mais importante ainda, a correlação entre número de espécies de cada ordem e número de vírus que causam zoonoses está clara em praticamente todos os casos.

        Outro ponto crucial: mesmo as ordens mais diversificadas possuem seus vírus “parceiros”, que não são os mesmos em outros animais. Os roedores, por exemplo, carregam muitos hantavírus e arenavírus –os quais, aliás, volta e meia causam mortes no Brasil. 

        Resumo da ópera? O preço da biossegurança é a eterna vigilância. É essencial continuarmos a estudar a biodiversidade de animais e vírus se quisermos estar preparados para a próxima pandemia. Desmatar menos também não seria má ideia. 


Reinaldo José Lopes

(Folha de São Paulo, 19/04/2020)

“O quadro revelado pelo estudo de Nardus Mollentze e Daniel Streicker, pesquisadores da Universidade de Glasgow (Reino Unido), é complexo e cheio de nuances” (3º parágrafo).
No trecho, a palavra “nuances” pode ser substituída, mantendo o sentido global da frase, por:

  • A sutilezas
  • B contradições
  • C imperfeições
  • D desigualdades
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Livrando a cara dos morcegos



        Pode-se dizer que esta coluna é um desagravo aos morcegos da China e do mundo. A incansável fábrica de bobagens da internet já transformou, a esta altura do campeonato, a famigerada “sopa de morcegos” chinesa na fonte supostamente incontestável do novo coronavírus que tanto nos assombra, e os mamíferos voadores, de fato, são um reservatório importante de entidades virais que às vezes atingem a nossa espécie. Mas uma nova pesquisa indica que não existe nada de essencialmente perigoso nos vírus que esses bichos carregam. 

        Aliás, as evidências reunidas pelo trabalho, que acaba de sair na revista científica PNAS, sugerem que nenhum grupo de animais pode ser considerado, por si só, um grande vilão das chamadas zoonoses, infecções que surgem em bichos e podem se espalhar para os seres humanos.

        O quadro revelado pelo estudo de Nardus Mollentze e Daniel Streicker, pesquisadores da Universidade de Glasgow (Reino Unido), é complexo e cheio de nuances, mas uma de suas principais conclusões é de que existe uma correlação mais ou menos direta entre a diversidade de espécies de um grupo e a diversidade de vírus zoonóticos (ou seja, que podem saltar dos bichos para o Homo sapiens).

        Se isso for verdade, o que acontece é que os morcegos parecem ser reservatórios de vírus perigosos simplesmente porque são muito diversificados. 

        De fato, uma em cada cinco espécies de mamíferos planeta afora pertence à chamada ordem dos quirópteros (em grego, algo como “asas nas mãos”). Além da diversidade, porém, muita gente também postulava outras características intrínsecas dos morcegos como forma de explicar sua aparente periculosidade viral. 

        Por serem voadores, eles conseguiriam espalhar os vírus que carregam por áreas mais amplas do que outros animais. Diversas espécies, principalmente as da Ásia e da África tropicais, vivem em bandos tão numerosos e aglomerados que a troca de patógenos entre os animais seria bem mais intensa do que o visto entre os demais mamíferos, potencializando a evolução viral.

        Por fim, falava-se até em possíveis peculiaridades do sistema imunológico (de defesa contra doenças) dos quirópteros, que poderiam torná-los mais permeáveis a abrigar vírus.

        No novo estudo, os pesquisadores de Glasgow solaparam esse edifício de hipóteses ao fazer um mapeamento de mais de 400 vírus zoonóticos e das diferentes ordens (grupos amplos, como os quirópteros) de mamíferos e aves que os abrigam – no caso, oito ordens de mamíferos e três de aves.

        Primeiro, os morcegos nem aparecem no topo da lista – juntos, os “líderes” são os cetartiodáctilos (grupo ao qual pertencem os porcos e os bois) e os roedores, os quais, somados, respondem por 50% dos vírus que saltam de animais para humanos. 

        Mais importante ainda, a correlação entre número de espécies de cada ordem e número de vírus que causam zoonoses está clara em praticamente todos os casos.

        Outro ponto crucial: mesmo as ordens mais diversificadas possuem seus vírus “parceiros”, que não são os mesmos em outros animais. Os roedores, por exemplo, carregam muitos hantavírus e arenavírus –os quais, aliás, volta e meia causam mortes no Brasil. 

        Resumo da ópera? O preço da biossegurança é a eterna vigilância. É essencial continuarmos a estudar a biodiversidade de animais e vírus se quisermos estar preparados para a próxima pandemia. Desmatar menos também não seria má ideia. 


Reinaldo José Lopes

(Folha de São Paulo, 19/04/2020)

Com base na frase a seguir, responda à questão.


“A incansável fábrica de bobagens da internet já transformou, a esta altura do campeonato, a famigerada “sopa de morcegos” chinesa na fonte supostamente incontestável do novo coronavírus que tanto nos assombra” 


 A expressão “que tanto nos assombra” tem a função de:

  • A comparar termos
  • B sugerir alternância
  • C relativizar aspecto
  • D caracterizar elemento

Raciocínio Lógico

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Para implantar o ensino a distância, uma escola fez uma pesquisa com todos os seus alunos e foram obtidas as seguintes informações sobre 2 tipos de equipamentos:

• 50% têm notebook; • 65% têm tablet; • 20% têm tablet e também notebook.

Sabendo que nessa escola há exatamente 32 alunos que não têm nenhum desses 2 equipamentos, o número total de alunos dessa escola é igual a:

  • A 500
  • B 540
  • C 640
  • D 680
28

Um engenheiro trabalha com 8 equipes diferentes, distribuídas em três níveis conforme a tabela abaixo. 

Imagem relacionada à questão do Questões Estratégicas


Se este engenheiro escolher apenas 3 dessas equipes para realizar uma determinada tarefa, sendo pelo menos uma do nível C, o número total de escolhas distintas que ele poderá fazer é igual a:

  • A 52
  • B 54
  • C 56
  • D 58
29

Considere as 4 proposições abaixo.



Imagem relacionada à questão do Questões Estratégicas


A única proposição que apresenta o símbolo do quantificador universal está indicada na seguinte opção:

  • A p
  • B q
  • C r
  • D s
30

Uma pessoa comprou uma caixa com 10 garrafas de vinho, sendo 4 portugueses e 6 argentinos. Retirando-se ao acaso duas garrafas dessa caixa, a probabilidade de ambas serem de vinhos portugueses é igual a 4/n. O valor de n é igual a:

  • A 10
  • B 15
  • C 25
  • D 30
31

Considere a sentença “Se Marcela é engenheira, então Lucas é solteiro”.
Uma sentença logicamente equivalente a essa está indicada na seguinte opção:

  • A Marcela é engenheira ou Lucas é solteiro.
  • B Marcela é engenheira ou Lucas não é solteiro.
  • C Se Lucas não é solteiro, então Marcela não é engenheira.
  • D Se Marcela não é engenheira, então Lucas não é solteiro.
32

Considerando a seguinte proposição:
Se Antônia possui dois filhos, então Paulo possui quatro cachorros.
Dessa afirmação, é possível concluir que:

  • A Se Antônia possui quatro cachorros, então Paulo possui dois filhos.
  • B Se Antônia não possui dois filhos, então Paulo não possui quatro cachorros.
  • C Se Paulo possui quatro cachorros, então Antônia possui dois filhos.
  • D Se Paulo não possui quatro cachorros, então Antônia não possui dois filhos.
33

A tabela a seguir fornece, por sexo e por cargo pretendido, a quantidade total de candidatos inscritos em um concurso público.
Imagem relacionada à questão do Questões Estratégicas
Escolhendo-se ao acaso um dos candidatos inscritos nesse concurso, a probabilidade de a pessoa escolhida ser mulher ou pretender um cargo de contador é de:

  • A 62,5%
  • B 68,2%
  • C 72,5%
  • D 78,2%
34

Em um grupo de 20 analistas de projetos, todos falam inglês ou francês. Se 18 falam inglês e 16 falam francês, escolhendo-se ao acaso um desses analistas, a probabilidade de ele falar apenas um dos idiomas é igual a:

  • A 20%
  • B 30%
  • C 50%
  • D 70%
35

Admitem-se como verdadeiras as seguintes proposições:
Todo controlador interno é eficiente. Felipe é desatento. Quem é desatento não é eficiente.
Dessas proposições, conclui-se que , necessariamente:

  • A Felipe pode ser um controlador interno.
  • B Existem controladores internos desatentos.
  • C Felipe não é um controlador interno.
  • D Todas as pessoas eficientes são controladores internos.
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Dizer que a afirmação “Todos os cuiabanos são contadores” é falsa, do ponto de vista lógico, equivale a dizer que a seguinte afirmação é verdadeira:

  • A Pelo menos um cuiabano não é contador.
  • B Nenhum cuiabano é contador.
  • C Nenhum contador é cuiabano.
  • D Pelo menos um contador não é cuiabano.

Noções de Informática

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Nos softwares que integram o pacote MSOffice 2019 BR, dois recursos são descritos a seguir.

I. No Word, após selecionar a citação “prefeitura de são gonçalo”, que aparece em letras minúsculas, e executar um atalho de teclado por duas vezes em sequência, a mesma citação será mostrada como “PREFEITURA DE SÃO GONÇALO”, em letras maiúsculas.
II. No Powerpoint, após abrir uma apresentação de slides já criada “a priori”, para exibir na tela a apresentação a partir do começo, deve-se acionar o ícone Imagem relacionada à questão do Questões Estratégicas ou, como alternativa, pressionar uma tecla de função.

O atalho de teclado e a tecla de função são, respectivamente: 

  • A Ctrl + F3 e F5
  • B Ctrl + F3 e F2
  • C Shift + F3 e F5
  • D Shift + F3 e F2
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Um funcionário de nível superior da Prefeitura Municipal de São Gonçalo está acessando a pasta DOWNLOADS no disco C por meio do Explorador de Arquivos em um microcomputador com sistema operacional Windows 7 BR. Para selecionar todos os objetos gravados em DOWNLOADS, ele deve executar o seguinte atalho de teclado:

  • A Ctrl + A
  • B Ctrl + T
  • C Alt + A
  • D Alt + T
39

A figura abaixo ilustra uma impressora, empregada na configuração de muitos dos microcomputadores atuais, com as características listadas a seguir.

I. Especificação: Multifuncional tanque de tinta Ecotank L4160 Epson, cabo de conexão USB, suporta tecnologia wi-fi e impressão multicromática em conformidade com o sistema CMYK.
II. Suporta a impressão em papel nas dimensões 21 cm X 29,7 cm e 21,59 cm X 27,94 cm.
Imagem relacionada à questão do Questões Estratégicas


A partir das características listadas, pode-se concluir que, além do preto, as demais cores do padrão CMYK e as denominações para as referências aos tamanhos de papel indicados acima são, respectivamente: 

  • A coral, ametista, marfim, A4 e carta
  • B coral, ametista, marfim, A0 e ofício
  • C ciano, amarelo, magenta, A0 e ofício
  • D ciano, amarelo, magenta, A4 e carta
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A planilha abaixo foi criada na última versão do Excel do pacote MSOffice 2019 BR, tendo sido realizados os procedimentos descritos a seguir.

I. Em F10, F11, F12 e F13 foram inseridas expressões para determinar o menor valor de todas cotações das empresas nomeadas SG1, SG2 e SG3, para cada um dos itens, usando a função MÍNIMO.
II. Em G10 foi inserida uma expressão usando a função SE para mostrar o fornecedor que venceu o item Álcool Gel 100 ml, usando o conceito de referência absoluta. Em seguida, essa expressão foi copiada para as células G11, G12 e G13.
III. Para finalizar, em F14 foi inserida uma expressão que soma todos os valores das células de F10 a F13.

Imagem relacionada à questão do Questões Estratégicas


Nessas condições, as expressões inseridas em F11 e G12 foram, respectivamente: 

  • A =MÍNIMO(C11...E11) e =SE(F12=C12;$C$9;SE(F12=D12;$D$9;$E$9))
  • B =MÍNIMO(C11:E11) e =SE(F12=C12;$C$9;SE(F12=D12;$D$9;$E$9))
  • C =MÍNIMO(C11...E11) e =SE(F12=C12;&C&9;SE(F12=D12;&D&9;&E&9))
  • D =MÍNIMO(C11:E11) e =SE(F12=C12;&C&9;SE(F12=D12;&D&9;&E&9))
41

No contexto da segurança de dados, em redes e na internet, um recurso apresenta as características listadas a seguir:



• representa uma barreira de proteção que ajuda a bloquear o acesso de conteúdo malicioso, mas sem impedir que os dados que precisam transitar continuem fluindo;

• em informática, são aplicativos ou equipamentos que ficam entre um link de comunicação e um computador, checando e filtrando todo o fluxo de dados, servindo de solução tanto para aplicações empresariais quanto para domiciliar, protegendo não só a integridade dos dados na rede, mas também a confidencialidade deles.



Esse recurso é denominado:

  • A spoofing
  • B deadlook
  • C firewall
  • D backup
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A figura abaixo apresenta especificação relacionada a um notebook.
Imagem relacionada à questão do Questões Estratégicas
“Notebook Lenovo Ideapad S145 Intel Core i5 8GB - 256GB SSD 15,6” Placa de Vídeo 2GB Windows 10”
As citações “Intel Core i5” e “15,6” fazem referência, respectivamente, aos seguintes componentes:

  • A modelo da memória DDR e capacidade de exibição da placa de vídeo
  • B tipo do microprocessador e capacidade de exibição da placa de vídeo
  • C modelo da memória DDR e tamanho da tela do monitor de vídeo
  • D tipo do microprocessador e tamanho da tela do monitor de vídeo
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A planilha da figura abaixo foi criada no software Calc da suíte LibreOffice 7.0, versão 64 bits em português , tendo sido realizados os procedimentos descritos a seguir.
Em D15 foi inserida a expressão =PROCV(A11;A10:D13;3;1) Em D16 foi inserida a expressão =PROCH(D10;A10:D13;3;0)
Imagem relacionada à questão do Questões Estratégicas
Nessas condições, os conteúdos mostrados nas células D15 e D16 são, respectivamente:

  • A 988530274 e BOA ESPERANÇA
  • B 988530274 e SERRA DOURADA
  • C 988537702 e BOA ESPERANÇA
  • D 988537702 e SERRA DOURADA

Redes de Computadores

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No contexto das redes de computadores com acesso à internet e no que diz respeito à arquitetura TCP/IP, três protocolos são empregados no serviço de e-mail, caracterizados a seguir.
I. É usado para o envio de mensagens na internet, por meio do uso da porta 25, que é a padrão para envio de mensagens, havendo a alternativa de uso das portas 465 e 587. II. É usado na recepção de mensagens , particularmente para sincronização no servidor, por meio da porta 143 com conexões sem criptografia e, como alternativa, a porta 993 para conexões seguras com criptografia TLS/SSL. No seu funcionamento, é um protocolo que sempre mantém cópia das mensagens no servidor. III. É usado na recepção de mensagens, por meio da porta 110 com conexões sem criptografia e, como alternativa, a porta 995 para conexões seguras com criptografia TLS/SSL. No seu funcionamento, é um protocolo que baixa as mensagens e as apaga do servidor.
Os protocolos caracterizados em I, II e III são conhecidos, respectivamente, pelas siglas:

  • A SMNP, POP3 e HTTP
  • B SMTP, POP3 e IMAP
  • C SMNP, SSH e IMAP
  • D SMTP, SSH e HTTP

Noções de Informática

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No que diz respeito ao uso dos recursos no browser Edge da Microsoft,
I. a execução de um atalho de teclado AT1 posiciona o cursor do mouse na Barra de Endereços; II. a execução de outro atalho de teclado AT2 faz com que a janela desse browser seja fechada, sendo equivalente a acionar o X existente no canto superior direito dessa janela.
Os atalhos de teclado AT1 e AT 2 são, respectivamente:

  • A Ctrl + E e Alt + F7
  • B Ctrl + Pe Alt + F4
  • C Ctrl + Pe Alt + F7
  • D Ctrl + E e Alt + F4
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A planilha da figura abaixo foi criada no software Excel 2019 BR, tendo sido realizados os procedimentos descritos a seguir.
Em F6, foi inserida uma expressão que determina a média aritmética entre as três notas em C6, D6 e E6. Em seguida, essa expressão foi copiada de F6 para F7, F8, F9 e F10. Em G6, foi inserida uma expressão usando a função SE, que verifica a média alcançada treinando e mostra, na coluna AVALIAÇÃO, nas células de G6 a G10, se a média for maior ou igual a 6,0, mostra S de Satisfatório e I de Insatisfatório se a média for menor que 6,0.
Imagem relacionada à questão do Questões Estratégicas
Nessas condições, as expressões inseridas nas células F6 e G7 são, respectivamente:

  • A =MÉDIA(C6;E6) e =SE(F7>=6;"I";"S")
  • B =MÉDIA(C6:E6) e =SE(F7>=6;"S";"I")
  • C =MED(C6;E6) e =SE(F7>=6;"S";"I")
  • D =MED(C6:E6) e =SE(F7>=6;"I";"S")

Geografia

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“O escritor João Guimarães Rosa, além de toda a elaboração estética, do significado mítico-místico e da profunda concepção psicológica de seus personagens, deixa transparecer também em sua obra uma preocupação sobre as questões sociais e ambientais que envolvem o cenário regional, nacional e universal do sertão, que também é o mundo. No projeto literário do autor, o sertão e o Cerrado transcendem seus destinos de moldura narrativa, para se conformarem em personagens coprotagonistas das narrações. Um espaço-palco permeado por uma rica e sofrida história, um mundo muito misturado no coração do país”.
(BARBOSA, G. T. O. Sertão Cerrado de Guimarães Rosa: espaço movimentante. Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação do Departamento de Geografia da Universidade Federal de Minas Gerais, 2013.)
O Cerrado é o principal bioma do Centro-Oeste brasileiro e pode ser caracterizado por:

  • A gramíneas, arbustos e árvores esparsas
  • B vegetação arbórea homóclita e aciculifoliada
  • C gramíneas, arbustos e árvores caducifoliadas e latifoliadas pobres em biodiversidade
  • D árvores com caules retorcidos e raízes aéreas, que permitem a absorção da água mesmo durante a estação seca do verão
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O Pantanal é um ecossistema constituído por diferentes fitofisionomias com variação espaço-temporal, alagado em sua maior parte, com 250.000 km² de extensão. No Brasil, alcança uma área 2 aproximadamente de 140.000 km , sendo 35% do ecossistema localizados no sul do Mato Grosso. Dentre as características físicas do Pantanal, pode-se destacar:

  • A O período das chuvas no Pantanal ocorre de março a outubro e pode ocasionar inundações devido ao transbordamento dos corpos d'água. Ao norte do Pantanal, as cheias ocorrem durante o período de janeiro a março.
  • B Formado há milhares de anos com o soerguimento da Cordilheira dos Andes, o Pantanal caracteriza-se como uma imensa depressão cristalina contínua, com baixas declividades de Leste para Oeste e menores ainda do Norte para o Sul.
  • C As inundações podem ocorrer devido ao acúmulo de águas pluviais ou pelo aporte de água proveniente do planalto adjacente, maximizada pelo lento escoamento superficial dos cursos d'água que extravasam pela elevação do lençol freático.
  • D A maior parte do Pantanal é formada por solos hidromórficos (92%), refletindo uma drenagem eficiente e com baixa tendência para inundações periódicas e prolongadas. Compõem ainda solos arenosos e as condições de fertilidade natural desses solos podem ser consideradas de média a alta.
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Especialistas em saúde pública afirmam que o uso excessivo de agrotóxicos na produção nacional de alimentos pode afetar a saúde da população, provocando problemas respiratórios, impotência, depressão, aborto, câncer, entre outros danos à saúde.


Como precaução ao problema, os estudiosos recomendam que a população se alimente de produtos produzidos pela:

  • A silvicultura
  • B agroecologia
  • C aquicultura
  • D agroindústria
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As metas de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas destacam a necessidade de aumentar a participação de energias renováveis na matriz energética global. O Brasil tem avançado, em maior proporção, na geração de um tipo de energia elétrica sustentável que apresenta menor risco de ocorrência de danos e desastres ambientais.


Trata-se da produção de energia:

  • A solar
  • B nuclear
  • C eólica
  • D hidrelétrica
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Observe as projeções cartográficas a seguir.
Imagem relacionada à questão do Questões Estratégicas
Diferentes projeções cartográficas foram desenvolvidas para permitir a representação da esfericidade terrestre num plano (mapas e cartas), cada uma priorizando determinado aspecto da representação (dimensão, forma, etc.). (Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv64669_cap2.pdf. Acesso em 27/10/19)
Considerando-se a classificação das projeções cartográficas quanto à figura geométrica empregada em sua construção, as projeções A, B e C correspondem, respectivamente, a:

  • A cilíndrica, plana e cônica
  • B plana, cônica e cilíndrica
  • C cônica, plana e cilíndrica
  • D cilíndrica, cônica e plana