Resolver o Simulado Oficial Legislativo - IBFC - Nível Médio

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Noções de Informática

1
Quanto às principais características técnicas do Microsoft Word, avalie se são verdadeiras (V) ou falsas (F) as afirmativas a seguir.

( ) Possibilita a inserção simplificada de gráficos, planilhas e desenhos.
( ) Não possui Revisor Ortográfico incorporado.
( ) Contém Mala-Direta, com opção para criação de etiquetas, cartas modelos e envelopes.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
  • A V - F - F
  • B V - F - V
  • C F - V - V
  • D V - V - F
  • E F - F - V
2

Com base nos dados da planilha do Microsoft Excel (em português) abaixo assinale a alternativa que apresenta o resultado da fórmula: =MÍNIMO(B1:C2)*CONT. NÚM(A2:C2)+MÁXIMO(A1:B2).



  • A 66
  • B 111
  • C 99
  • D 77
  • E 88
3
Quanto à operação do Sistema Windows 7 (ou superior), referente aos conceitos básicos de diretórios e arquivos, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.
I. Tanto o termo técnico de pasta, como diretório, representam a mesma coisa.
II. Existe como padrão no Windows 7 a pasta denominada Imagens.
III. Um diretório somente pode comportar pastas e não arquivos.
Estão corretas as afirmativas:
  • A I apenas
  • B I e II apenas
  • C II e III apenas
  • D I e III apenas
  • E I, II e III
4

Assinale, das alternativas abaixo, a única que identifica incorretamente um dos vários tipos comuns de vírus (ou malware).

  • A Firewall 
  • B Worm 
  • C Trojan
  • D Keylogger 
  • E Spyware
5
Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna.
Existem várias situações onde é necessário atualizar uma página em um navegador da Internet. O atalho do teclado que permite atualizar a página é o____. 
  • A F10
  • B F1
  • C F12
  • D F5
6
Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna.
Em muitos aplicativos de Correios Eletrônicos aparece a abreviatura em Língua Portuguesa: “CCo”. Ao utilizar desse recurso permite _____________.
  • A que todos que recebam o e-mail, consigam ver o endereço de quem mais o recebeu
  • B encaminhar um e-mail para mais de uma pessoa, sem que ela saiba que a outra esteja recebendo a mesma mensagem
  • C acompanhar o e-mail, sabendo se o destinatário efetivamente recebeu a mensagem encaminhada
  • D que seja utilizado para apagar o e-mail encaminhado, depois que o emissário enviou por erro
7
Tanto no Sistema Operacional da Microsoft como em aplicativos do Pacote Microsoft Office existem recursos para a edição de texto. Assinale a única alternativa que esteja tecnicamente incorreta quanto a softwares específicos para a edição de texto:
  • A WordPad
  • B Bloco de Notas
  • C MS-Word
  • D InfoPath
8
Quanto à Ferramenta de Busca do Google, analise as afirmativas abaixo, dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F) e assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo:

( ) é possível filtrar somente arquivos específicos em uma pesquisa.
( ) é possível apresentar somente imagens de um conteúdo específico.
( ) não é possível obter a previsão do tempo de uma determinada localização.
  • A V - F - F
  • B V - V - F
  • C F - V - V
  • D F - F - V
9
Neste exato momento foi excluído um e-mail, por exemplo, do Gmail. Sobre o que foi apontado, analise as afirmativas e selecione a única alternativa que esteja tecnicamente correta.
  • A O e-mail é excluído instantaneamente e jamais poderá ser recuperado
  • B O e-mail permanece na lixeira do Gmail por até 30 dias e poderá ser recuperado
  • C O e-mail será excluído definitivamente nas próximas 24 horas, e não poderá ser recuperado
  • D O e-mail será arquivado na pasta de spam e poderá ser recuperado a qualquer instante
10

Para a questão, relativo à editores de planilha, considere a tabela abaixo do Excel (em Português):



Assinale, das alternativas abaixo, a única que identifica corretamente a fórmula que apresenta o TOTAL GERAL da FILIAL1 na célula D2.
  • A =B2+C2
  • B =SOMA(B1+C1)
  • C =SOMA(A3+D3)
  • D =C2+D2

Português

11
Leia atentamente a seleção de frutas abaixo. Considerando-se a norma culta da Língua Portuguesa e o uso dos acentos ortográficos, assinale a alternativa em que há desvio a essas normas.
  • A Abacaxí.
  • B Açaí.
  • C Cajá.
  • D Maracujá.
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   Depois de caminhar por alguns metros, Edgar Wilson percebe ao longe a carcaça de um animal. Segue pela estrada de terra batida, que fica deserta a maior parte do tempo e é usada como atalho pelos motoristas que conhecem bem as imediações. Edgard fora atraído para esse trecho por causa de uma revoada de abutres. Assim como a podridão os atrai, os que se alimentam dela atraem Edgard. Tanto as aves carniceiras quanto ele se valem dos próprios sentidos para encontrar os mortos, e ambas as espécies sobrevivem desses restos não reclamados. 
   Todo nascimento é também um pouco de morte. Edgar já viu algumas criaturas nascerem mortas, outras, morrerem horas depois. Sua consciência sobre o fim de todas as coisas tornou-se aguçada desde que abatia o gado e principalmente agora, ao recolher todas as espécies em qualquer parte. Assim como não teme o pôr do sol, Edgar Wilson entende que não deve temer a morte. Ambos ocorrem involuntariamente num fluxo contínuo. De certa forma, o inevitável lhe agrada. Sentir-se passível de morrer fortalece suas decisões. Não importa o que faça, seja o bem, seja o mal, ele deixará de existir.
   Distrai-se dos voos dos abutres e caminha mais alguns metros em outra direção, para a caveira de uma vaca atirada no meio da estrada. Nota que não foi atropelada. Os ossos estão intactos, nenhum sinal de fratura. O couro foi levemente oxidado, consumido pela exposição climática. Não há sinal de vermes necrófagos ou pequenos insetos a devorá-la. Edgar Wilson inclina ainda mais o corpo ao perceber uma colmeia presa às costelas da vaca. Apanha um galho de árvore caído no chão e cutuca a colmeia, mesmo sabendo que é perigoso. Nada acontece. Cutuca-a com mais força e a colmeia se parte. Não há abelhas. Percebe algo pastoso e brilhante. Leva a mão até a colmeia e arranca um favo de mel. Cheira-o. Toca a ponta da língua. Diferente do que imaginou, não está podre. Come um pouco do mel. Agradam-lhe as pequenas explosões do favo rompendo em sua boca, algumas lascas muito finas que se prendem entre os molares superiores. Lambe o excesso de mel nos dedos e os limpa no macacão.

(MAIA, Ana Paula. Enterre seus mortos. São Paulo: Companhia das Letras, 2018, p. 71-72)
O texto ilustra a tipologia narrativa e sobre ele pode-se afirmar que:
  • A Edgar Wilson é o narrador personagem que conduz o leitor no percurso apresentado.
  • B há um privilégio da perspectiva de Edgar Wilson em razão da alternância de foco narrativo.
  • C Edgar Wilson apresenta-se ao leitor, exclusivamente, por meio de atributos físicos.
  • D um narrador observador apresenta ao leitor pensamentos e ações de Edgar Wilson.
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   Depois de caminhar por alguns metros, Edgar Wilson percebe ao longe a carcaça de um animal. Segue pela estrada de terra batida, que fica deserta a maior parte do tempo e é usada como atalho pelos motoristas que conhecem bem as imediações. Edgard fora atraído para esse trecho por causa de uma revoada de abutres. Assim como a podridão os atrai, os que se alimentam dela atraem Edgard. Tanto as aves carniceiras quanto ele se valem dos próprios sentidos para encontrar os mortos, e ambas as espécies sobrevivem desses restos não reclamados. 
   Todo nascimento é também um pouco de morte. Edgar já viu algumas criaturas nascerem mortas, outras, morrerem horas depois. Sua consciência sobre o fim de todas as coisas tornou-se aguçada desde que abatia o gado e principalmente agora, ao recolher todas as espécies em qualquer parte. Assim como não teme o pôr do sol, Edgar Wilson entende que não deve temer a morte. Ambos ocorrem involuntariamente num fluxo contínuo. De certa forma, o inevitável lhe agrada. Sentir-se passível de morrer fortalece suas decisões. Não importa o que faça, seja o bem, seja o mal, ele deixará de existir.
   Distrai-se dos voos dos abutres e caminha mais alguns metros em outra direção, para a caveira de uma vaca atirada no meio da estrada. Nota que não foi atropelada. Os ossos estão intactos, nenhum sinal de fratura. O couro foi levemente oxidado, consumido pela exposição climática. Não há sinal de vermes necrófagos ou pequenos insetos a devorá-la. Edgar Wilson inclina ainda mais o corpo ao perceber uma colmeia presa às costelas da vaca. Apanha um galho de árvore caído no chão e cutuca a colmeia, mesmo sabendo que é perigoso. Nada acontece. Cutuca-a com mais força e a colmeia se parte. Não há abelhas. Percebe algo pastoso e brilhante. Leva a mão até a colmeia e arranca um favo de mel. Cheira-o. Toca a ponta da língua. Diferente do que imaginou, não está podre. Come um pouco do mel. Agradam-lhe as pequenas explosões do favo rompendo em sua boca, algumas lascas muito finas que se prendem entre os molares superiores. Lambe o excesso de mel nos dedos e os limpa no macacão.

(MAIA, Ana Paula. Enterre seus mortos. São Paulo: Companhia das Letras, 2018, p. 71-72)
Na oração “Edgard fora atraído para esse trecho”(1º§), a forma verbal destacada está flexionada no pretérito mais-que-perfeito do modo indicativo. No contexto em que se encontra, constata-se que ela expressa uma ação:
  • A futura que se relaciona com um fato do passado.
  • B hipotética que poderia ter ocorrido no passado.
  • C passada e anterior a outra ação também passada.
  • D incompleta porque interrompida num momento passado.
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   Depois de caminhar por alguns metros, Edgar Wilson percebe ao longe a carcaça de um animal. Segue pela estrada de terra batida, que fica deserta a maior parte do tempo e é usada como atalho pelos motoristas que conhecem bem as imediações. Edgard fora atraído para esse trecho por causa de uma revoada de abutres. Assim como a podridão os atrai, os que se alimentam dela atraem Edgard. Tanto as aves carniceiras quanto ele se valem dos próprios sentidos para encontrar os mortos, e ambas as espécies sobrevivem desses restos não reclamados. 
   Todo nascimento é também um pouco de morte. Edgar já viu algumas criaturas nascerem mortas, outras, morrerem horas depois. Sua consciência sobre o fim de todas as coisas tornou-se aguçada desde que abatia o gado e principalmente agora, ao recolher todas as espécies em qualquer parte. Assim como não teme o pôr do sol, Edgar Wilson entende que não deve temer a morte. Ambos ocorrem involuntariamente num fluxo contínuo. De certa forma, o inevitável lhe agrada. Sentir-se passível de morrer fortalece suas decisões. Não importa o que faça, seja o bem, seja o mal, ele deixará de existir.
   Distrai-se dos voos dos abutres e caminha mais alguns metros em outra direção, para a caveira de uma vaca atirada no meio da estrada. Nota que não foi atropelada. Os ossos estão intactos, nenhum sinal de fratura. O couro foi levemente oxidado, consumido pela exposição climática. Não há sinal de vermes necrófagos ou pequenos insetos a devorá-la. Edgar Wilson inclina ainda mais o corpo ao perceber uma colmeia presa às costelas da vaca. Apanha um galho de árvore caído no chão e cutuca a colmeia, mesmo sabendo que é perigoso. Nada acontece. Cutuca-a com mais força e a colmeia se parte. Não há abelhas. Percebe algo pastoso e brilhante. Leva a mão até a colmeia e arranca um favo de mel. Cheira-o. Toca a ponta da língua. Diferente do que imaginou, não está podre. Come um pouco do mel. Agradam-lhe as pequenas explosões do favo rompendo em sua boca, algumas lascas muito finas que se prendem entre os molares superiores. Lambe o excesso de mel nos dedos e os limpa no macacão.

(MAIA, Ana Paula. Enterre seus mortos. São Paulo: Companhia das Letras, 2018, p. 71-72)
O texto transmite ao leitor um ponto de vista em relação à morte que é apresentada como algo:
  • A involuntário e temível.
  • B contínuo e lamentável.
  • C inconsciente e perverso.
  • D inevitável e recorrente.
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   Depois de caminhar por alguns metros, Edgar Wilson percebe ao longe a carcaça de um animal. Segue pela estrada de terra batida, que fica deserta a maior parte do tempo e é usada como atalho pelos motoristas que conhecem bem as imediações. Edgard fora atraído para esse trecho por causa de uma revoada de abutres. Assim como a podridão os atrai, os que se alimentam dela atraem Edgard. Tanto as aves carniceiras quanto ele se valem dos próprios sentidos para encontrar os mortos, e ambas as espécies sobrevivem desses restos não reclamados. 
   Todo nascimento é também um pouco de morte. Edgar já viu algumas criaturas nascerem mortas, outras, morrerem horas depois. Sua consciência sobre o fim de todas as coisas tornou-se aguçada desde que abatia o gado e principalmente agora, ao recolher todas as espécies em qualquer parte. Assim como não teme o pôr do sol, Edgar Wilson entende que não deve temer a morte. Ambos ocorrem involuntariamente num fluxo contínuo. De certa forma, o inevitável lhe agrada. Sentir-se passível de morrer fortalece suas decisões. Não importa o que faça, seja o bem, seja o mal, ele deixará de existir.
   Distrai-se dos voos dos abutres e caminha mais alguns metros em outra direção, para a caveira de uma vaca atirada no meio da estrada. Nota que não foi atropelada. Os ossos estão intactos, nenhum sinal de fratura. O couro foi levemente oxidado, consumido pela exposição climática. Não há sinal de vermes necrófagos ou pequenos insetos a devorá-la. Edgar Wilson inclina ainda mais o corpo ao perceber uma colmeia presa às costelas da vaca. Apanha um galho de árvore caído no chão e cutuca a colmeia, mesmo sabendo que é perigoso. Nada acontece. Cutuca-a com mais força e a colmeia se parte. Não há abelhas. Percebe algo pastoso e brilhante. Leva a mão até a colmeia e arranca um favo de mel. Cheira-o. Toca a ponta da língua. Diferente do que imaginou, não está podre. Come um pouco do mel. Agradam-lhe as pequenas explosões do favo rompendo em sua boca, algumas lascas muito finas que se prendem entre os molares superiores. Lambe o excesso de mel nos dedos e os limpa no macacão.

(MAIA, Ana Paula. Enterre seus mortos. São Paulo: Companhia das Letras, 2018, p. 71-72)
Sabendo que a classe gramatical de uma palavra deve considerar o contexto em que ela se encontra, na frase “Assim como a podridão os atrai, os que se alimentam dela atraem Edgard.”(1º§), os vocábulos destacados são classificados, respectivamente, como: 
  • A pronome oblíquo e pronome oblíquo.
  • B pronome oblíquo e pronome demonstrativo.
  • C pronome demonstrativo e artigo definido.
  • D artigo definido e pronome oblíquo.
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   Depois de caminhar por alguns metros, Edgar Wilson percebe ao longe a carcaça de um animal. Segue pela estrada de terra batida, que fica deserta a maior parte do tempo e é usada como atalho pelos motoristas que conhecem bem as imediações. Edgard fora atraído para esse trecho por causa de uma revoada de abutres. Assim como a podridão os atrai, os que se alimentam dela atraem Edgard. Tanto as aves carniceiras quanto ele se valem dos próprios sentidos para encontrar os mortos, e ambas as espécies sobrevivem desses restos não reclamados. 
   Todo nascimento é também um pouco de morte. Edgar já viu algumas criaturas nascerem mortas, outras, morrerem horas depois. Sua consciência sobre o fim de todas as coisas tornou-se aguçada desde que abatia o gado e principalmente agora, ao recolher todas as espécies em qualquer parte. Assim como não teme o pôr do sol, Edgar Wilson entende que não deve temer a morte. Ambos ocorrem involuntariamente num fluxo contínuo. De certa forma, o inevitável lhe agrada. Sentir-se passível de morrer fortalece suas decisões. Não importa o que faça, seja o bem, seja o mal, ele deixará de existir.
   Distrai-se dos voos dos abutres e caminha mais alguns metros em outra direção, para a caveira de uma vaca atirada no meio da estrada. Nota que não foi atropelada. Os ossos estão intactos, nenhum sinal de fratura. O couro foi levemente oxidado, consumido pela exposição climática. Não há sinal de vermes necrófagos ou pequenos insetos a devorá-la. Edgar Wilson inclina ainda mais o corpo ao perceber uma colmeia presa às costelas da vaca. Apanha um galho de árvore caído no chão e cutuca a colmeia, mesmo sabendo que é perigoso. Nada acontece. Cutuca-a com mais força e a colmeia se parte. Não há abelhas. Percebe algo pastoso e brilhante. Leva a mão até a colmeia e arranca um favo de mel. Cheira-o. Toca a ponta da língua. Diferente do que imaginou, não está podre. Come um pouco do mel. Agradam-lhe as pequenas explosões do favo rompendo em sua boca, algumas lascas muito finas que se prendem entre os molares superiores. Lambe o excesso de mel nos dedos e os limpa no macacão.

(MAIA, Ana Paula. Enterre seus mortos. São Paulo: Companhia das Letras, 2018, p. 71-72)
Em “Sua consciência sobre o fim de todas as coisas tornou-se aguçada desde que abatia o gado”(2º§), o conectivo destacado possui um valor semântico. Assinale a alternativa em que foi empregado com sentido diferente desse identificado no trecho. 
  • A O evento ocorrerá desde que todos ajudem.
  • B Desde que você saiu, comecei a estudar.
  • C Moro na mesma casa desde que nasci.
  • D Desde que acordei, não levantei da cama.
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   Depois de caminhar por alguns metros, Edgar Wilson percebe ao longe a carcaça de um animal. Segue pela estrada de terra batida, que fica deserta a maior parte do tempo e é usada como atalho pelos motoristas que conhecem bem as imediações. Edgard fora atraído para esse trecho por causa de uma revoada de abutres. Assim como a podridão os atrai, os que se alimentam dela atraem Edgard. Tanto as aves carniceiras quanto ele se valem dos próprios sentidos para encontrar os mortos, e ambas as espécies sobrevivem desses restos não reclamados. 
   Todo nascimento é também um pouco de morte. Edgar já viu algumas criaturas nascerem mortas, outras, morrerem horas depois. Sua consciência sobre o fim de todas as coisas tornou-se aguçada desde que abatia o gado e principalmente agora, ao recolher todas as espécies em qualquer parte. Assim como não teme o pôr do sol, Edgar Wilson entende que não deve temer a morte. Ambos ocorrem involuntariamente num fluxo contínuo. De certa forma, o inevitável lhe agrada. Sentir-se passível de morrer fortalece suas decisões. Não importa o que faça, seja o bem, seja o mal, ele deixará de existir.
   Distrai-se dos voos dos abutres e caminha mais alguns metros em outra direção, para a caveira de uma vaca atirada no meio da estrada. Nota que não foi atropelada. Os ossos estão intactos, nenhum sinal de fratura. O couro foi levemente oxidado, consumido pela exposição climática. Não há sinal de vermes necrófagos ou pequenos insetos a devorá-la. Edgar Wilson inclina ainda mais o corpo ao perceber uma colmeia presa às costelas da vaca. Apanha um galho de árvore caído no chão e cutuca a colmeia, mesmo sabendo que é perigoso. Nada acontece. Cutuca-a com mais força e a colmeia se parte. Não há abelhas. Percebe algo pastoso e brilhante. Leva a mão até a colmeia e arranca um favo de mel. Cheira-o. Toca a ponta da língua. Diferente do que imaginou, não está podre. Come um pouco do mel. Agradam-lhe as pequenas explosões do favo rompendo em sua boca, algumas lascas muito finas que se prendem entre os molares superiores. Lambe o excesso de mel nos dedos e os limpa no macacão.

(MAIA, Ana Paula. Enterre seus mortos. São Paulo: Companhia das Letras, 2018, p. 71-72)
No terceiro parágrafo, há uma construção linguística incomum em “Distrai-se dos voos dos abutres”. Tal estranhamento deve-se a uma alteração de regência e sugere o sentido de que Edgar Wilson:
  • A deixou de prestar atenção nos voos dos abutres.
  • B continuou encantado com os voos dos abutres.
  • C passou a seguir, com cautela, os voos dos abutres.
  • D comprometeu-se com os voos dos abutres.
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   Depois de caminhar por alguns metros, Edgar Wilson percebe ao longe a carcaça de um animal. Segue pela estrada de terra batida, que fica deserta a maior parte do tempo e é usada como atalho pelos motoristas que conhecem bem as imediações. Edgard fora atraído para esse trecho por causa de uma revoada de abutres. Assim como a podridão os atrai, os que se alimentam dela atraem Edgard. Tanto as aves carniceiras quanto ele se valem dos próprios sentidos para encontrar os mortos, e ambas as espécies sobrevivem desses restos não reclamados. 
   Todo nascimento é também um pouco de morte. Edgar já viu algumas criaturas nascerem mortas, outras, morrerem horas depois. Sua consciência sobre o fim de todas as coisas tornou-se aguçada desde que abatia o gado e principalmente agora, ao recolher todas as espécies em qualquer parte. Assim como não teme o pôr do sol, Edgar Wilson entende que não deve temer a morte. Ambos ocorrem involuntariamente num fluxo contínuo. De certa forma, o inevitável lhe agrada. Sentir-se passível de morrer fortalece suas decisões. Não importa o que faça, seja o bem, seja o mal, ele deixará de existir.
   Distrai-se dos voos dos abutres e caminha mais alguns metros em outra direção, para a caveira de uma vaca atirada no meio da estrada. Nota que não foi atropelada. Os ossos estão intactos, nenhum sinal de fratura. O couro foi levemente oxidado, consumido pela exposição climática. Não há sinal de vermes necrófagos ou pequenos insetos a devorá-la. Edgar Wilson inclina ainda mais o corpo ao perceber uma colmeia presa às costelas da vaca. Apanha um galho de árvore caído no chão e cutuca a colmeia, mesmo sabendo que é perigoso. Nada acontece. Cutuca-a com mais força e a colmeia se parte. Não há abelhas. Percebe algo pastoso e brilhante. Leva a mão até a colmeia e arranca um favo de mel. Cheira-o. Toca a ponta da língua. Diferente do que imaginou, não está podre. Come um pouco do mel. Agradam-lhe as pequenas explosões do favo rompendo em sua boca, algumas lascas muito finas que se prendem entre os molares superiores. Lambe o excesso de mel nos dedos e os limpa no macacão.

(MAIA, Ana Paula. Enterre seus mortos. São Paulo: Companhia das Letras, 2018, p. 71-72)
Alguns vocábulos deixaram de ser acentuados a partir do Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. “Voo” e “colmeia” ilustram essa afirmação. Dentre as palavras abaixo, assinale a alternativa que apresenta a única que ainda deve receber acento gráfico.  
  • A leem.
  • B jiboia.
  • C feiura.
  • D herói.
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   Depois de caminhar por alguns metros, Edgar Wilson percebe ao longe a carcaça de um animal. Segue pela estrada de terra batida, que fica deserta a maior parte do tempo e é usada como atalho pelos motoristas que conhecem bem as imediações. Edgard fora atraído para esse trecho por causa de uma revoada de abutres. Assim como a podridão os atrai, os que se alimentam dela atraem Edgard. Tanto as aves carniceiras quanto ele se valem dos próprios sentidos para encontrar os mortos, e ambas as espécies sobrevivem desses restos não reclamados. 
   Todo nascimento é também um pouco de morte. Edgar já viu algumas criaturas nascerem mortas, outras, morrerem horas depois. Sua consciência sobre o fim de todas as coisas tornou-se aguçada desde que abatia o gado e principalmente agora, ao recolher todas as espécies em qualquer parte. Assim como não teme o pôr do sol, Edgar Wilson entende que não deve temer a morte. Ambos ocorrem involuntariamente num fluxo contínuo. De certa forma, o inevitável lhe agrada. Sentir-se passível de morrer fortalece suas decisões. Não importa o que faça, seja o bem, seja o mal, ele deixará de existir.
   Distrai-se dos voos dos abutres e caminha mais alguns metros em outra direção, para a caveira de uma vaca atirada no meio da estrada. Nota que não foi atropelada. Os ossos estão intactos, nenhum sinal de fratura. O couro foi levemente oxidado, consumido pela exposição climática. Não há sinal de vermes necrófagos ou pequenos insetos a devorá-la. Edgar Wilson inclina ainda mais o corpo ao perceber uma colmeia presa às costelas da vaca. Apanha um galho de árvore caído no chão e cutuca a colmeia, mesmo sabendo que é perigoso. Nada acontece. Cutuca-a com mais força e a colmeia se parte. Não há abelhas. Percebe algo pastoso e brilhante. Leva a mão até a colmeia e arranca um favo de mel. Cheira-o. Toca a ponta da língua. Diferente do que imaginou, não está podre. Come um pouco do mel. Agradam-lhe as pequenas explosões do favo rompendo em sua boca, algumas lascas muito finas que se prendem entre os molares superiores. Lambe o excesso de mel nos dedos e os limpa no macacão.

(MAIA, Ana Paula. Enterre seus mortos. São Paulo: Companhia das Letras, 2018, p. 71-72)
Em “Nota que não foi atropelada. Os ossos estão intactos, nenhum sinal de fratura.”(3º§), há dois períodos que se relacionam, semanticamente, uma vez que o segundo expressa, em relação ao primeiro, um sentido de: 
  • A finalidade.
  • B causa.
  • C consequência.
  • D alternância.
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   Depois de caminhar por alguns metros, Edgar Wilson percebe ao longe a carcaça de um animal. Segue pela estrada de terra batida, que fica deserta a maior parte do tempo e é usada como atalho pelos motoristas que conhecem bem as imediações. Edgard fora atraído para esse trecho por causa de uma revoada de abutres. Assim como a podridão os atrai, os que se alimentam dela atraem Edgard. Tanto as aves carniceiras quanto ele se valem dos próprios sentidos para encontrar os mortos, e ambas as espécies sobrevivem desses restos não reclamados. 
   Todo nascimento é também um pouco de morte. Edgar já viu algumas criaturas nascerem mortas, outras, morrerem horas depois. Sua consciência sobre o fim de todas as coisas tornou-se aguçada desde que abatia o gado e principalmente agora, ao recolher todas as espécies em qualquer parte. Assim como não teme o pôr do sol, Edgar Wilson entende que não deve temer a morte. Ambos ocorrem involuntariamente num fluxo contínuo. De certa forma, o inevitável lhe agrada. Sentir-se passível de morrer fortalece suas decisões. Não importa o que faça, seja o bem, seja o mal, ele deixará de existir.
   Distrai-se dos voos dos abutres e caminha mais alguns metros em outra direção, para a caveira de uma vaca atirada no meio da estrada. Nota que não foi atropelada. Os ossos estão intactos, nenhum sinal de fratura. O couro foi levemente oxidado, consumido pela exposição climática. Não há sinal de vermes necrófagos ou pequenos insetos a devorá-la. Edgar Wilson inclina ainda mais o corpo ao perceber uma colmeia presa às costelas da vaca. Apanha um galho de árvore caído no chão e cutuca a colmeia, mesmo sabendo que é perigoso. Nada acontece. Cutuca-a com mais força e a colmeia se parte. Não há abelhas. Percebe algo pastoso e brilhante. Leva a mão até a colmeia e arranca um favo de mel. Cheira-o. Toca a ponta da língua. Diferente do que imaginou, não está podre. Come um pouco do mel. Agradam-lhe as pequenas explosões do favo rompendo em sua boca, algumas lascas muito finas que se prendem entre os molares superiores. Lambe o excesso de mel nos dedos e os limpa no macacão.

(MAIA, Ana Paula. Enterre seus mortos. São Paulo: Companhia das Letras, 2018, p. 71-72)
Considere a passagem abaixo para responder à questão.
“Nada acontece. Cutuca-a com mais força e a colmeia se parte. Não há abelhas. Percebe algo pastoso e brilhante. Leva a mão até a colmeia e arranca um favo de mel. Cheira-o. Toca a ponta da língua.”(3º§)

O ritmo de um texto é construído também por meio de sua estrutura sintática. Na passagem acima, percebe-se que o dinamismo com que os fatos foram apresentados deve-se: 
  • A à recorrência de orações subordinadas substantivas e adjetivas.
  • B ao excesso de orações coordenadas sindéticas e assindéticas.
  • C ao predomínio de períodos simples e presença de orações coordenadas.
  • D à presença reiterada de orações subordinadas adverbiais.

Raciocínio Lógico

21
Sabendo que o valor lógico da proposição simples p: “Paulo colaborou na organização do posto de coleta” é verdadeira e que o valor lógico da proposição simples q: “O agente censitário recepcionou os colaboradores do IBGE” é falso, então é correto afirmar que o valor lógico da proposição composta:
  • A p disjunção q é falso
  • B p conjunção q é verdade
  • C p condicional q é falso
  • D p bicondicional q é verdade
  • E p disjunção exclusiva q é falso
22
De acordo com a proposição lógica a frase “O agente censitário não transcreveu o texto em planilha eletrônica ou o trabalho foi realizado com sucesso” é equivalente a frase:
  • A Se o agente censitário não transcreveu o texto em planilha eletrônica, então o trabalho não foi realizado com sucesso
  • B O agente censitário transcreveu o texto em planilha eletrônica e o trabalho não foi realizado com sucesso
  • C O agente censitário transcreveu o texto em planilha eletrônica ou o trabalho não foi realizado com sucesso
  • D Se o trabalho foi realizado com sucesso, então o coordenador não realizou a previsão orçamentária
  • E Se o trabalho não foi realizado com sucesso, então o agente censitário não transcreveu o texto em planilha eletrônica
23
“Rosana inseriu os dados no sistema informatizado ou protocolou o documento em tempo hábil”. De acordo com a equivalência de proposições compostas, a negação da frase pode ser descrita como:
  • A Rosana não inseriu os dados no sistema informatizado e não protocolou o documento em tempo hábil
  • B Rosana inseriu os dados no sistema informatizado ou protocolou o documento em tempo hábil
  • C Rosana não inseriu os dados no sistema informatizado ou protocolou o documento em tempo hábil
  • D Rosana inseriu os dados no sistema informatizado ou não protocolou o documento em tempo hábil
  • E Rosana inseriu os dados no sistema informatizado e protocolou o documento em tempo hábil
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Paulo fez uma visita técnica a um estabelecimento no dia 12 de abril que foi numa quarta-feira, então, nesse mesmo ano, ao retornar a esse estabelecimento no dia 18 de setembro, o dia da semana será: 
  • A quinta-feira
  • B segunda-feira
  • C sábado
  • D domingo
  • E sexta-feira
25
Ao prestar suporte na manutenção de um computador um agente censitário verificou que era necessário realizar a soma entre os números x = 0,222... e y = 0,666..., pois o dispositivo só admitia números na forma fracionária. Nessas condições, a fração correta a ser transmitida é:
  • A 8/11
  • B 8/10
  • C 7/8
  • D 8/9
  • E 7/12
26
Um agente censitário visitou 25% dos locais necessários para completar sua atribuição. Se ainda faltam visitar 5625 locais, então o total de locais já visitados corresponde a:
  • A 750
  • B 1875
  • C 935
  • D 1250
  • E 2025
27
Dos R$ 8.500,00 reservados para o pagamento de diárias aos agentes censitários 30% de 40% são referentes ao pagamento do almoço. Nessas circunstâncias, o valor não gasto com almoço é igual a:
  • A R$ 7.480,00
  • B R$ 6.860,00
  • C R$ 7.240,00
  • D R$ 1.020,00
  • E R$ 8.020,00
28
Ao realizar o censo numa região, o agente verificou que percorreu, em um dia, a distância de 4,8 quilômetros, e no dia seguinte, percorreu 1,2 quilômetros a menos que o dia anterior. Nessas condições, a soma entre as distâncias percorridas nesses dois dias por esse agente foi de: 
  • A 8.400 decímetros
  • B 84 decâmetros
  • C 6 centímetros
  • D 60 metros
  • E 840.000 centímetros
29
Para realizar as visitas necessárias sobre sua responsabilidade, um recenseador riscou no mapa um quadrado de modo que representasse a área da região a ser trabalhada por ele. Se a medida do lado desse quadrado é 6cm, então a medida da área desse quadrado, em m2 , é igual a:
  • A 0,36
  • B 0,036
  • C 3,6
  • D 0,0036
  • E 0,000036
30
Num posto de coleta, um agente censitário verificou que haviam chegado 12 notebooks idênticos e estavam todos fora da embalagem e empilhados numa única pilha. Se cada notebook tem espessura de 5 cm, comprimento de 24 cm e largura de 18 cm, então o volume total dessa pilha é, em dm3 , igual a:
  • A 259,2
  • B 2592
  • C 25,92
  • D 2,592
  • E 25920