Resolver o Simulado Auxiliar de Farmácia - SHDIAS - Nível Médio

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Português

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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Nesta quinta-feira, dia 9, ____14h, a Secretaria da Família (Pró-família) faz a doação de mais de 50 produtos, entre bonecas de panos e naninhas (travesseirinhos), ____ integrantes do Clube de Mãe da Hermann Barthel, na Associação de Moradores da Rua Hermann Barthel, no bairro Velha Central.

O objetivo é de contemplar as crianças em situação de vulnerabilidade social e que residem na região com os produtos doados. De acordo com a Pró-família, o próprio Clube de Mãe do local fará a entrega ____ população, em um evento programado para ser realizado já no sábado, dia 11, ____ 16h.

A confecção das bonecas de pano contou com a participação de idosas assistidas pela Pró-família, incluindo integrantes de Clubes de Mães e voluntárias da comunidade. Além de ajudar quem precisa de atenção, tem como objetivo também de resgatar ____ tradição cultural da confecção de bonecas de pano, que foram feitas totalmente com materiais recicláveis doados por empresas parceiras. [...]


Disponível em: https://www.blumenau.sc.gov.br/secretarias/fundacao-pro-familia/ pro-familia/secretaria-da-famailia-faz-doaacaao-de-bonecas-de-pano-ao-clubede-maae-da-hermann-barthel17 Acesso em: 07/dez/2021. [adaptado]

No texto, os verbos "residir" e "contar" são, respectivamente:

  • A Verbo Transitivo Indireto - Verbo Intransitivo
  • B Verbo Transitivo Indireto - Verbo Transitivo Indireto
  • C Verbo Transitivo Indireto - Verbo Transitivo Direto
  • D Verbo Intransitivo - Verbo Intransitivo
  • E Verbo Intransitivo - Verbo Transitivo Indireto
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Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados na questão.


Analise as assertivas a seguir a respeito da palavra “memorialística”:

I. A palavra possui o mesmo número de fonemas e letras.
II. Trata-se de palavra paroxítona terminada em ”a”, daí o acento gráfico.
III. Trata-se de adjetivo uniforme.

Quais estão corretas?

  • A Apenas I.
  • B Apenas II.
  • C Apenas I e II.
  • D Apenas I e III.
  • E Apenas II e III.
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Leia o texto de Luís Fernando Veríssimo.

Foi numa festa de família, dessas de fim de ano. Já que o bisavô estava morre não morre, decidiram tirar uma fotografia de toda a família reunida, talvez pela última vez.

A bisa e o bisa sentados, filhos, filhas, noras, genros e netos em volta, bisnetos na frente, esparramados pelo chão. Castelo, o dono da câmara, comandou a pose, depois tirou o olho do visor e ofereceu a câmara a quem ia tirar a fotografia. Mas quem ia tirar a fotografia? – Tira você mesmo, ué. – Ah, é? E eu não saio na foto?

O Castelo era o genro mais velho. O primeiro genro. O que sustentava os velhos. Tinha que estar na fotografia. – Tiro eu - disse o marido da Bitinha. – Você fica aqui - comandou a Bitinha. Havia uma certa resistência ao marido da Bitinha na família. A Bitinha, orgulhosa, insistia para que o marido reagisse. “Não deixa eles te humilharem, Mário Cesar”, dizia sempre. O Mário Cesar ficou firme onde estava, do lado da mulher.

A própria Bitinha fez a sugestão maldosa: – Acho que quem deve tirar é o Dudu… O Dudu era o filho mais novo de Andradina, uma das noras, casada com o Luiz Olavo. Havia a suspeita, nunca claramente anunciada, de que não fosse filho do Luiz Olavo. O Dudu se prontificou a tirar a fotografia, mas a Andradina segurou o filho. – Só faltava essa, o Dudu não sai.

E agora? – Pô, Castelo. Você disse que essa câmara só faltava falar. E não tem nem timer!

O Castelo impávido. Tinham ciúmes dele. Porque ele tinha um Santana do ano. Porque comprara a câmara num duty free da Europa. Aliás, o apelido dele entre os outros era “Dutifri”, mas ele não sabia.

– Revezamento - sugeriu alguém. – Cada genro bate uma foto em que ele não aparece, e… A ideia foi sepultada em protestos. Tinha que ser toda a família reunida em volta da bisa. Foi quando o próprio bisa se ergueu, caminhou decididamente até o Castelo e arrancou a câmara da sua mão. – Dá aqui. – Mas seu Domício… – Vai pra lá e fica quieto. – Papai, o senhor tem que sair na foto. Senão não tem sentido! – Eu fico implícito - disse o velho, já com o olho no visor. E antes que houvesse mais protestos, acionou a câmara, tirou a foto e foi dormir

Considerando as frases retiradas do texto:

1. “Não deixa eles te humilharem, Mário Cesar”, dizia sempre.

2. O Mário Cesar ficou firme onde estava, do lado da mulher.

Assinale a alternativa correta.

  • A Em 1, as duas vírgulas usadas são optativas.
  • B Em 1, o substantivo próprio é vocativo e em 2 é sujeito.
  • C As duas frases são períodos simples.
  • D A palavra “firme” em 2 é objeto direto de “ficar”.
  • E Nas duas vezes em que aparece o nome Mário César, ele desempenha a mesma função sintática: sujeito simples.
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Leia o texto de Luís Fernando Veríssimo.

Foi numa festa de família, dessas de fim de ano. Já que o bisavô estava morre não morre, decidiram tirar uma fotografia de toda a família reunida, talvez pela última vez.

A bisa e o bisa sentados, filhos, filhas, noras, genros e netos em volta, bisnetos na frente, esparramados pelo chão. Castelo, o dono da câmara, comandou a pose, depois tirou o olho do visor e ofereceu a câmara a quem ia tirar a fotografia. Mas quem ia tirar a fotografia? – Tira você mesmo, ué. – Ah, é? E eu não saio na foto?

O Castelo era o genro mais velho. O primeiro genro. O que sustentava os velhos. Tinha que estar na fotografia. – Tiro eu - disse o marido da Bitinha. – Você fica aqui - comandou a Bitinha. Havia uma certa resistência ao marido da Bitinha na família. A Bitinha, orgulhosa, insistia para que o marido reagisse. “Não deixa eles te humilharem, Mário Cesar”, dizia sempre. O Mário Cesar ficou firme onde estava, do lado da mulher.

A própria Bitinha fez a sugestão maldosa: – Acho que quem deve tirar é o Dudu… O Dudu era o filho mais novo de Andradina, uma das noras, casada com o Luiz Olavo. Havia a suspeita, nunca claramente anunciada, de que não fosse filho do Luiz Olavo. O Dudu se prontificou a tirar a fotografia, mas a Andradina segurou o filho. – Só faltava essa, o Dudu não sai.

E agora? – Pô, Castelo. Você disse que essa câmara só faltava falar. E não tem nem timer!

O Castelo impávido. Tinham ciúmes dele. Porque ele tinha um Santana do ano. Porque comprara a câmara num duty free da Europa. Aliás, o apelido dele entre os outros era “Dutifri”, mas ele não sabia.

– Revezamento - sugeriu alguém. – Cada genro bate uma foto em que ele não aparece, e… A ideia foi sepultada em protestos. Tinha que ser toda a família reunida em volta da bisa. Foi quando o próprio bisa se ergueu, caminhou decididamente até o Castelo e arrancou a câmara da sua mão. – Dá aqui. – Mas seu Domício… – Vai pra lá e fica quieto. – Papai, o senhor tem que sair na foto. Senão não tem sentido! – Eu fico implícito - disse o velho, já com o olho no visor. E antes que houvesse mais protestos, acionou a câmara, tirou a foto e foi dormir

Analise as frases abaixo:

1. Minha namorada cheira à flor!

    Cheira a flor, minha namorada.

2. Não quero você aqui! Não, quero você aqui!

3. Todos nós, tiramos fotos em família! Todos nós, de vez em quando, tiramos fotos em família!

4. Fiz alusão àquela família, registrada naquela foto. Olhei àquela família, registrada naquela foto.

5. Chegarei às 14 horas em ponto, espere-me!

    Chegarei até as 14 horas em ponto, não me espere antes!

Assinale a alternativa correta.

  • A Em 1, uma das frases tem o uso indevido da crase. Também a ordem de um termo sintático está invertida na segunda delas.
  • B Na segunda frase posta em 2, o uso da vírgula é optativo e ambas as frases têm o mesmo sentido.
  • C As frases postas em 3 apresentam correto uso da vírgula, embora a vírgula colocada na primeira delas seja optativa.
  • D As frases postas em 4 estão corretas, há apenas uma troca de verbos que não prejudica o seu entendimento.
  • E As frases postas em 5 estão corretas quanto ao uso da crase e da colocação pronominal.
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Leia o texto de Luís Fernando Veríssimo.


Foi numa festa de família, dessas de fim de ano. Já que o bisavô estava morre não morre, decidiram tirar uma fotografia de toda a família reunida, talvez pela última vez.

A bisa e o bisa sentados, filhos, filhas, noras, genros e netos em volta, bisnetos na frente, esparramados pelo chão. Castelo, o dono da câmara, comandou a pose, depois tirou o olho do visor e ofereceu a câmara a quem ia tirar a fotografia. Mas quem ia tirar a fotografia? – Tira você mesmo, ué. – Ah, é? E eu não saio na foto?

O Castelo era o genro mais velho. O primeiro genro. O que sustentava os velhos. Tinha que estar na fotografia. – Tiro eu - disse o marido da Bitinha. – Você fica aqui - comandou a Bitinha. Havia uma certa resistência ao marido da Bitinha na família. A Bitinha, orgulhosa, insistia para que o marido reagisse. “Não deixa eles te humilharem, Mário Cesar”, dizia sempre. O Mário Cesar ficou firme onde estava, do lado da mulher.

A própria Bitinha fez a sugestão maldosa: – Acho que quem deve tirar é o Dudu… O Dudu era o filho mais novo de Andradina, uma das noras, casada com o Luiz Olavo. Havia a suspeita, nunca claramente anunciada, de que não fosse filho do Luiz Olavo. O Dudu se prontificou a tirar a fotografia, mas a Andradina segurou o filho. – Só faltava essa, o Dudu não sai.

E agora? – Pô, Castelo. Você disse que essa câmara só faltava falar. E não tem nem timer!

O Castelo impávido. Tinham ciúmes dele. Porque ele tinha um Santana do ano. Porque comprara a câmara num duty free da Europa. Aliás, o apelido dele entre os outros era “Dutifri”, mas ele não sabia.

– Revezamento - sugeriu alguém. – Cada genro bate uma foto em que ele não aparece, e… A ideia foi sepultada em protestos. Tinha que ser toda a família reunida em volta da bisa. Foi quando o próprio bisa se ergueu, caminhou decididamente até o Castelo e arrancou a câmara da sua mão. – Dá aqui. – Mas seu Domício… – Vai pra lá e fica quieto. – Papai, o senhor tem que sair na foto. Senão não tem sentido! – Eu fico implícito - disse o velho, já com o olho no visor. E antes que houvesse mais protestos, acionou a câmara, tirou a foto e foi dormir.

Assinale a alternativa correta.

  • A A última frase do texto é um período composto por três orações.
  • B Na frase: “Caminhou decididamente até o Castelo”, temos um verbo transitivo direto, quanto à sua predicação.
  • C Na frase: “A própria Bitinha fez a sugestão maldosa”, a palavra “maldosa” é um substantivo comum e se refere à palavra “sugestão” e também a “Bitinha”
  • D A frase “Tiro eu, a foto” e “Tiras tu, a foto”, são idênticas quanto à estrutura e há nelas uma inversão do termo essencial: o sujeito, representado por um pronome pessoal do caso reto.
  • E Na frase: “E antes que houvesse mais protestos.”, o verbo “haver” pode ser trocado por “existir” sem prejuízo de sentido e de acordo com a norma-padrão, assim: “E antes que existisse mais protestos.”
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Sobre o uso da crase, avalie as afirmações que seguem, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.

( ) Na linha 07, considerando o contexto, a lacuna pontilhada deve receber ‘à’, visto que ali é necessário o uso da crase.

( ) Caso, na linha 15, trocássemos o verbo ‘esquecer’ pelo substantivo ‘esquecimento’, estariam criadas as condições para o uso da crase, além de outras adequações no período.

( ) Nas duas lacunas pontilhadas da linha 25, não deve ser usada a crase, pois nas duas ocorrências apenas a preposição ‘a’ é suficiente para manter a correção do período.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

  • A V – V – F.
  • B V – F – V.
  • C F – V – F.
  • D F – F – F.
  • E F – F – V.
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Assinale a alternativa em que a concordância está de acordo com a norma-padrão.

  • A Bateram uma hora.
  • B A grande maioria era estrangeiros.
  • C Choveram inúmeras mensagens de congratulações.
  • D Haviam milhares de pássaros na torre da igreja.
  • E 1% dos entrevistados não souberam responder às questões.
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Investimento em educação na primeira

infância como “estratégia anticrime”


            James Heckman já era vencedor do Nobel de Economia quando começou a se dedicar ao assunto pelo qual passaria a ser realmente conhecido: a primeira infância (de 0 a 5 anos de idade), sua relação com a desigualdade social e o potencial que há nessa fase da vida para mudanças que possam tirar pessoas da pobreza.

            Em grande parte por causa de seus estudos, o assunto tem ganhado mais atenção nos últimos anos. Heckman concluiu que o investimento na primeira infância é uma estratégia eficaz para o crescimento econômico. Ele calcula que o retorno financeiro para cada dólar gasto é dos mais altos.

            Isso ocorre porque, na etapa entre o nascimento e os cinco anos de idade, o cérebro se desenvolve rapidamente e é mais maleável. Assim, é mais fácil incentivar habilidades cognitivas e de personalidade – atenção, motivação, autocontrole e sociabilidade – necessárias para o sucesso na escola, saúde, carreira e na vida.

            No início dos anos 2000, Heckman começou a se debruçar sobre os dados do Perry Preschool Project, experimento social que mudou a vida de seus participantes. Ele funcionou assim: em 1962, na pequena cidade de Ypslanti, no Estado do Michigan, nos Estados Unidos, 123 alunos da mesma escola foram divididos aleatoriamente em dois grupos. Um deles, com 58 crianças, recebeu uma educação pré-escolar de alta qualidade, e o outro, com 65, não participou das mesmas atividades – este último é o grupo de controle. A proposta era testar se o acesso a uma boa educação infantil melhoraria a capacidade de crianças desfavorecidas de obter sucesso na escola e na vida.

            “O consenso quando comecei a analisar os dados era de que o programa não tinha sido bem-sucedido porque o QI dos participantes era igual ao de não participantes”, lembra ele, anos depois, em conversa com a BBC News Brasil.

            Heckman e colegas resolveram analisar os resultados do experimento por outro ângulo. “Nós olhamos não para o QI, mas para as habilidades sociais e emocionais que os participantes demonstraram em etapas seguintes da vida e vimos que o programa era, na verdade, muito mais bem-sucedido do que as pessoas achavam. Constatamos que os participantes tinham mais probabilidade de estarem empregados e tinham muito menos chance de ter cometido crimes”, diz o economista.

            Sua análise do programa Perry chegou à conclusão de que houve um retorno sobre o investimento de 7 a 10% ao ano, com base no aumento da escolaridade e do desempenho profissional, além da redução dos custos com reforço escolar, saúde e gastos do sistema penal.

(Luiza Franco. BBC News Brasil. 21 de maio de 2019. Adaptado)

Assinale a alternativa em que a frase está correta quanto à concordância verbal e nominal.

  • A Os resultados do experimento de Heckman, conduzido nos Estados Unidos, confirma a tese do pesquisador e ganhador do Nobel de Economia.
  • B O retorno financeiro dos investimentos realizados na primeira infância fazem com que essa estratégia seja economicamente vantajosa.
  • C A diferença entre o QI das crianças participantes e o das não participantes da pesquisa foi quase nulo.
  • D Fazem mais de 50 anos que a pesquisa foi realizada, e ainda hoje os resultados são relevantes para as políticas públicas.
  • E Não é incorreto afirmar que os investimentos em educação na primeira infância têm impactos econômicos relevantes.
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Leia atentamente a seleção de frutas abaixo. Considerando-se a norma culta da Língua Portuguesa e o uso dos acentos ortográficos, assinale a alternativa em que há desvio a essas normas.
  • A Abacaxí.
  • B Açaí.
  • C Cajá.
  • D Maracujá.
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Uma geração de extraterrestres


            Penso que Michel Serres seja a mente filosófica mais aguda na França de hoje e, como todo bom filósofo, é capaz de dedicar-se também à reflexão sobre a atualidade. Uso despudoradamente (à exceção de alguns comentários pessoais) um belíssimo artigo de Serres publicado em março de 2010 que recorda coisas que, para os leitores mais jovens, dizem respeito aos filhos e, para nós, mais velhos, aos netos.

            Só para começar, estes filhos ou netos nunca viram um porco, uma vaca, uma galinha. Os novos seres humanos não estão mais habituados a viver na natureza, e só conhecem as cidades. Trata-se de uma das maiores revoluções antropológicas depois do neolítico* .

            Há mais de sessenta anos, os jovens europeus não conhecem guerras, beneficiam-se de uma medicina avançada e não sofrem como sofreram seus antepassados. Então, que obras literárias poderão apreciar, visto que não conheceram a vida rústica, as colheitas, os monumentos aos caídos, as bandeiras dilaceradas pelas balas inimigas, a urgência vital de uma moral?

            Foram formados por meios de comunicação concebidos por adultos que reduziram a sete segundos o tempo de permanência de uma imagem e a quinze segundos o tempo de resposta às perguntas. São educados pela publicidade que exagera nas abreviações e nas palavras estrangeiras e faz com que percam o senso da língua materna. A escola não é mais o local da aprendizagem e, habituados aos computadores, esses jovens vivem boa parte da sua vida no virtual. Nós vivíamos num espaço métrico perceptível, e eles vivem num espaço irreal onde vizinhanças e distâncias não fazem mais a menor diferença.

            Não vou me deter nas reflexões de Serres acerca das possibilidades de administrar as novas exigências da educação. Em todo caso, sua panorâmica nos fala de um período semelhante, pela subversão total, ao da invenção da escrita e, séculos depois, da imprensa. Só que estas novas técnicas hodiernas mudam em grande velocidade. Por que não estávamos preparados para esta transformação?

            Serres conclui que talvez a culpa seja também dos filósofos, que, por profissão, deveriam prever as mudanças dos saberes e das práticas e não o fizeram de maneira suficiente porque, “empenhados na política de todo dia, não viram chegar a contemporaneidade”. Não sei se Serres tem toda razão, mas alguma ele tem.

*Última divisão da Idade da Pedra, caracterizada pelo desenvolvimento da agricultura e a domesticação de animais.

(Umberto Eco. Pape Satàn aleppe: crônicas de uma sociedade líquida.

2 ed. – Rio de Janeiro: Record, 2017. Excerto adaptado)

Considere a passagem do penúltimo parágrafo:


•  Não vou me deter nas reflexões de Serres acerca das possibilidades de administrar as novas exigências da educação.


Assinale a alternativa em que, com a substituição dos verbos destacados, a redação atende à norma-padrão de regência verbal.

  • A Não vou me demorar das reflexões de Serres acerca das possibilidades de tratar às novas exigências da educação.
  • B Não vou me ocupar para as reflexões de Serres acerca das possibilidades de resolver das novas exigências da educação.
  • C Não vou me prender nas reflexões de Serres acerca das possibilidades de governar das novas exigências da educação.
  • D Não vou me dedicar das reflexões de Serres acerca das possibilidades de cuidar as novas exigências da educação.
  • E Não vou me ocupar com as reflexões de Serres acerca das possibilidades de conduzir as novas exigências da educação.

Raciocínio Lógico

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Considerando que P, Q e R são proposições lógicas simples, podemos dizer que a tabela-verdade da proposição composta ~((PQ) ∨ R) tem:

  • A 2 linhas.
  • B 4 linhas.
  • C 6 linhas.
  • D 8 linhas.
  • E 16 linhas.
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Considere a sequência de números 7123459, 8224360, 5223441, 6224332, 4223442, …, em que cada termo, do segundo termo em diante, é formado a partir de um padrão que altera os algarismos do termo anterior. Utilizando-se esse mesmo padrão, o 100º termo da sequência que se inicia por 359982721 é:

  • A 222222222
  • B 342232422
  • C 343434343
  • D 422222222
  • E 432242322
13

Um jogo para duas pessoas é composto por cartões em forma de triângulos, quadrados, pentágonos, hexágonos e heptágonos. Cada jogador, na sua jogada, deve escolher um cartão e nele escrever um número inteiro maior ou igual a 1 e menor ou igual a 20, de acordo com as seguintes regras:


•  O primeiro a jogar pode escolher um cartão de qualquer forma, mas se for um heptágono não poderá escrever 20.

• Após a primeira jogada, os jogadores passam a se revezar e devem escolher, em relação à última jogada feita pelo adversário, ou um cartão com o mesmo número de lados, e, nesse caso, devem escrever um número maior do que o último número que foi escrito pelo adversário, ou devem escolher um cartão com mais lados, e, nesse caso, devem escrever o mesmo número que foi escrito por último pelo adversário.

•  Ganha o jogo quem escrever o número 20 em um heptágono.


Se o primeiro a jogar escolher um cartão na forma de triângulo, ele terá certeza de vitória escrevendo nesse cartão o seguinte número:

  • A 17
  • B 16
  • C 15
  • D 5
  • E 4
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Considere que o valor lógico da sentença A é a falsidade, o valor lógico de B é a verdade e o valor lógico de C é a falsidade. Sobre isso, assinale V, se verdadeiro, ou F, se falso.

( ) (AB) → C
( ) (AB) ↔ ~C
( ) (~AB) → C

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

  • A V – V – V.
  • B V – V – F.
  • C V – F – V.
  • D F – V _ F.
  • E F – F – F.
15

Mário tem uma renda de R$ 55,00 por dia de trabalho. Se num mês de 30 dias ele gastar diariamente R$ 25,00 e não trabalhar em apenas seis dias, quanto ele conseguirá poupar neste mês?

  • A R$495,00
  • B R$625,00
  • C R$480,00
  • D R$570,00
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Qual das alternativas apresenta uma afirmação logicamente verdadeira?

  • A A sentença composta P → ~Q representa uma tautologia.
  • B A sentença composta P → ~Q representa uma contradição.
  • C A sentença composta ~QP representa uma tautologia.
  • D A sentença composta (P → ~Q) ∨ (~QP) representa uma contingência.
  • E A sentença composta (P → ~Q) ∨ (~QP) representa uma tautologia.
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A negação da sentença “Existe pelo menos um aluno de lógica que foi vacinado” é:

  • A Existe pelo menos um aluno de lógica que não foi vacinado.
  • B Todos os alunos de lógica não foram vacinados.
  • C Existe alguém que foi vacinado e é aluno de lógica.
  • D Todos os alunos de lógica foram vacinados.
  • E Todas as pessoas vacinadas são alunos de lógica.
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Considere que a sentença simples P é verdadeira, a sentença simples Q é falsa e a sentença simples R é verdadeira. Assim, o valor lógico das sentenças compostas

I. (~PQ) ∧ R
II. ~P ∧ (QR)
III. P → (~RQ

será, respectivamente, igual a:

  • A V – V – V.
  • B V – F – V.
  • C V – F – F.
  • D F – F – V.
  • E F – F – F.
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A negação da sentença composta “Artur fez a vacina da Covid e fez a vacina da gripe”, de acordo com as Leis de De Morgan, é:

  • A Artur fez a vacina da Covid ou não fez a vacina da gripe.
  • B Artur não fez a vacina da Covid ou não fez a vacina da gripe.
  • C Artur não fez a vacina da Covid e não fez a vacina da gripe.
  • D Artur não fez a vacina da Covid ou fez a vacina da gripe.
  • E Artur não fez a vacina da Covid e fez a vacina da gripe.
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Abaixo está apresentada a tabela verdade, incompleta, da proposição composta (pq) → (r ∧ ~q): 



Com base na lógica proposicional, é possível dizer que, para completar a última coluna da tabela verdade, de forma correta, os valores lógicos que faltam, na ordem de cima para baixo, são: 

  • A V – V – V – V.
  • B V – F – V – F.
  • C V – V – F – F.
  • D F – F – F – V.
  • E F – F – F – F.