Resolver o Simulado AOCP

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Português

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                                                 TEXTO I

                 Janeiro branco: campanha chama atenção para

                            saúde mental dos brasileiros

Projeto de psicólogo pega carona no começo do ano para estimular pessoas a refletirem sobre seu bem-estar emocional

                                                                                                     Marilia Marasciulo


      O Brasil está no 11º lugar do ranking de países mais ansiosos do mundo: são 13,2 milhões de pessoas com algum transtorno de ansiedade por aqui. E nós já fomos os primeiros dessa lista. Dá para entender, portanto, porque o psicólogo mineiro Leonardo Abrahão decidiu criar, em 2014, a campanha Janeiro Branco. O objetivo é chamar atenção para a saúde mental e promover conhecimento e compreensão sobre temas como depressão, ansiedade e fobias.

      Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), uma a cada quatro pessoas vai sofrer com algum transtorno mental durante a vida. Só a depressão afeta mais de 300 milhões de pessoas em todo mundo e é a principal causa de incapacidade. Mesmo assim, ainda de acordo com a OMS, os investimentos dos países no tratamento não correspondem à alta demanda.

      Um dos principais focos da campanha — que conta com palestras, rodas de conversa, distribuição de folhetos informativos, entre outras ações em diferentes estados brasileiros — são os jovens. De acordo com os idealizadores, nos últimos três anos o número de atendimentos no SUS a jovens com depressão aumentou 118%.

      A escolha do mês de janeiro não é por acaso: o período de fim de ano e início de um novo pode causar ou aumentar a ansiedade pela frustração de não ter cumprido metas ou anseio por mudanças. Embora seja liderada por psicólogos e outros profissionais da área, a ideia é que, aos poucos, uma cultura da saúde mental seja fortalecida e disseminada na sociedade brasileira, com desmistificação de crenças populares sobre o assunto.

Disponível em:<https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Saude/noticia/2020/01/ janeiro-branco-campanha-chama-atencao-para-saude-mental-dosbrasileiros. html> . Acesso em: 13 jan. 2020.

A crase NÃO seria mantida ao se substituir o verbo em destaque no trecho “[…] os investimentos dos países no tratamento não correspondem à alta demanda.” por
  • A nivelam-se.
  • B suprem.
  • C equiparam-se.
  • D adequam-se.
  • E equivalem.
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                                                   Texto I

                                                    Culpa

                                                                                                                 Mario Prata


      Por que a culpa? É o que eu tenho perguntado à minha psicanalista.

      No princípio era o verbo e eu achava que só eu me sentia culpado. Com o passar do tempo (e da verba), fui descobrindo que todo criador tem culpa. Não no cartório. Mas na consciência.

      Vou tentar explicar.

      Todo mundo acha que a pessoa que vive de criar, ou seja, um criador, não faz nada o dia inteiro. Fica só pensando. É verdade. O problema é que ninguém considera o trabalho de pensar como ofício. Daí a culpa ensimesmada. Será que só pode ser considerado trabalhador o sujeito que fica o dia inteiro numa mesa de escritório, ouvindo pela janela olha a uva de Atibaia, melancia barata, melancia barata?

      Você vê uma frase num out-door tipo refresca até pensamento. São três palavrinhas mágicas. O sujeito que inventou isso deve ganhar uma fortuna por mês. O que ninguém entende é que ele trabalha há vinte neste ofício. Pode ser que a frase tenha saído de um estalo. Mas um estalo vinte anos depois. Não precisa ser nenhuma brastemp para se ter uma ideia dessas. Ou precisa? Mas o povo pensa: ganhar essa fortuna para escrever uma bobagem dessas?

      Para aliviar meu sofrimento, penso no Romário que trabalha umas dez horas por mês e ganha 100 mil dólares. Será que ele tem culpa? O Chico Buarque, que fica meses sem trabalhar, jogando futebol, será que ele acorda com culpa? E o Erasmo Carlos? Tem uma culpa tremendona?

      Vou almoçar fora e quase emendo com o fim do dia. Bebendo cerveja. Mas pensando. Pensando nessas besteiras que vocês estão a ler agora. Juro que eu trabalho, gente. Penso, invento, crio. E esses funcionários fantasmas, que trabalham em várias repartições e nunca comparecem? Será que eles não têm culpa? Será que só eu me sinto culpado neste país?

      Uma vez perguntei para o Chico Buarque, que acabava de acordar às duas da tarde, se ele não tinha culpa. Já tive. Superei. E o Caetano Veloso que nunca acorda antes das quatro (da tarde)?

      Foram anos e anos de culpa para conseguir escrever esta crônica. Mas saiu. Mas não adiantou nada. Continuo com culpa. Acho que eu nunca deveria ter saído do Banco do Brasil. Não bater ponto desnorteia a minha vida.

Adaptado de:<https://marioprata.net/cronicas/culpa/> . Acesso em: 13 Jan. 2020. 

Em “Não precisa ser nenhuma brastemp para se ter uma ideia dessas.”, o “se” tem função de indicar
  • A possibilidade de ter uma boa ideia.
  • B reciprocidade entre quem é uma brastemp e quem tem uma ideia.
  • C apassivação de quem pratica a ação de ter a ideia.
  • D indeterminação do sujeito que realiza a ação de ter uma ideia.
  • E reflexão por parte do sujeito que realiza e sofre a ação de ter uma ideia.
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                                              TEXTO II

                                        O Ano Passado

                                                                                Carlos Drummond de Andrade

O ano passado não passou,

continua incessantemente.

Em vão marco novos encontros.

Todos são encontros passados.


As ruas, sempre do ano passado,

e as pessoas, também as mesmas,

com iguais gestos e falas.

O céu tem exatamente

sabidos tons de amanhecer,

de sol pleno, de descambar

como no repetidíssimo ano passado.


Embora sepultos, os mortos do ano passado

sepultam-se todos os dias.

Escuto os medos, conto as libélulas,

mastigo o pão do ano passado.


E será sempre assim daqui por diante.

Não consigo evacuar

o ano passado.

Disponível em:<https://www.escritas.org/pt/t/10938/o-ano-passado> . Acesso em 14 jan. 2020.

Considerando as figuras de linguagem utilizadas nos versos apresentados, relacione as colunas e assinale a alternativa com a sequência correta.


A. Metáfora.

B. Paradoxo.

C. Sinestesia.


( ) “Escuto os medos [...]”.

( ) “O ano passado não passou”.

( ) “Não consigo evacuar / o ano passado.”

  • A A – B – C.
  • B B – C – A.
  • C C – B – A.
  • D B – A – C.
  • E A – C – B.
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                                                   Texto I

                                                    Culpa

                                                                                                                 Mario Prata


      Por que a culpa? É o que eu tenho perguntado à minha psicanalista.

      No princípio era o verbo e eu achava que só eu me sentia culpado. Com o passar do tempo (e da verba), fui descobrindo que todo criador tem culpa. Não no cartório. Mas na consciência.

      Vou tentar explicar.

      Todo mundo acha que a pessoa que vive de criar, ou seja, um criador, não faz nada o dia inteiro. Fica só pensando. É verdade. O problema é que ninguém considera o trabalho de pensar como ofício. Daí a culpa ensimesmada. Será que só pode ser considerado trabalhador o sujeito que fica o dia inteiro numa mesa de escritório, ouvindo pela janela olha a uva de Atibaia, melancia barata, melancia barata?

      Você vê uma frase num out-door tipo refresca até pensamento. São três palavrinhas mágicas. O sujeito que inventou isso deve ganhar uma fortuna por mês. O que ninguém entende é que ele trabalha há vinte neste ofício. Pode ser que a frase tenha saído de um estalo. Mas um estalo vinte anos depois. Não precisa ser nenhuma brastemp para se ter uma ideia dessas. Ou precisa? Mas o povo pensa: ganhar essa fortuna para escrever uma bobagem dessas?

      Para aliviar meu sofrimento, penso no Romário que trabalha umas dez horas por mês e ganha 100 mil dólares. Será que ele tem culpa? O Chico Buarque, que fica meses sem trabalhar, jogando futebol, será que ele acorda com culpa? E o Erasmo Carlos? Tem uma culpa tremendona?

      Vou almoçar fora e quase emendo com o fim do dia. Bebendo cerveja. Mas pensando. Pensando nessas besteiras que vocês estão a ler agora. Juro que eu trabalho, gente. Penso, invento, crio. E esses funcionários fantasmas, que trabalham em várias repartições e nunca comparecem? Será que eles não têm culpa? Será que só eu me sinto culpado neste país?

      Uma vez perguntei para o Chico Buarque, que acabava de acordar às duas da tarde, se ele não tinha culpa. Já tive. Superei. E o Caetano Veloso que nunca acorda antes das quatro (da tarde)?

      Foram anos e anos de culpa para conseguir escrever esta crônica. Mas saiu. Mas não adiantou nada. Continuo com culpa. Acho que eu nunca deveria ter saído do Banco do Brasil. Não bater ponto desnorteia a minha vida.

Adaptado de:<https://marioprata.net/cronicas/culpa/> . Acesso em: 13 Jan. 2020. 

Assinale o trecho em que o jogo de palavras utilizado pelo cronista cria uma aparente contradição.
  • A “Foram anos e anos de culpa para conseguir escrever esta crônica.”
  • B “Todo mundo acha que a pessoa que vive de criar, ou seja, um criador, não faz nada o dia inteiro.”
  • C “Acho que eu nunca deveria ter saído do Banco do Brasil.”
  • D “Vou almoçar fora e quase emendo com o fim do dia.”
  • E “Uma vez perguntei para o Chico Buarque, que acabava de acordar às duas da tarde, se ele não tinha culpa.”
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                                                 TEXTO I

                 Janeiro branco: campanha chama atenção para

                            saúde mental dos brasileiros

Projeto de psicólogo pega carona no começo do ano para estimular pessoas a refletirem sobre seu bem-estar emocional

                                                                                                     Marilia Marasciulo


      O Brasil está no 11º lugar do ranking de países mais ansiosos do mundo: são 13,2 milhões de pessoas com algum transtorno de ansiedade por aqui. E nós já fomos os primeiros dessa lista. Dá para entender, portanto, porque o psicólogo mineiro Leonardo Abrahão decidiu criar, em 2014, a campanha Janeiro Branco. O objetivo é chamar atenção para a saúde mental e promover conhecimento e compreensão sobre temas como depressão, ansiedade e fobias.

      Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), uma a cada quatro pessoas vai sofrer com algum transtorno mental durante a vida. Só a depressão afeta mais de 300 milhões de pessoas em todo mundo e é a principal causa de incapacidade. Mesmo assim, ainda de acordo com a OMS, os investimentos dos países no tratamento não correspondem à alta demanda.

      Um dos principais focos da campanha — que conta com palestras, rodas de conversa, distribuição de folhetos informativos, entre outras ações em diferentes estados brasileiros — são os jovens. De acordo com os idealizadores, nos últimos três anos o número de atendimentos no SUS a jovens com depressão aumentou 118%.

      A escolha do mês de janeiro não é por acaso: o período de fim de ano e início de um novo pode causar ou aumentar a ansiedade pela frustração de não ter cumprido metas ou anseio por mudanças. Embora seja liderada por psicólogos e outros profissionais da área, a ideia é que, aos poucos, uma cultura da saúde mental seja fortalecida e disseminada na sociedade brasileira, com desmistificação de crenças populares sobre o assunto.

Disponível em:<https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Saude/noticia/2020/01/ janeiro-branco-campanha-chama-atencao-para-saude-mental-dosbrasileiros. html> . Acesso em: 13 jan. 2020.

De acordo com o texto, assinale a alternativa correta.
  • A O Brasil já teve índices melhores quanto à ansiedade da população.
  • B O nome da campanha sugere que as comemorações de ano novo e as cores das vestimentas utilizadas nessa época são fatores que desencadeiam transtornos emocionais.
  • C Preconceitos criados em torno de doenças mentais são aspectos culturais e, por isso, não são alterados.
  • D Apesar do alto índice de pessoas com ansiedade no Brasil, esse número já foi reduzido.
  • E Pessoas incapacitadas para o trabalho acabam desenvolvendo transtornos emocionais.
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                                              TEXTO II

                                        O Ano Passado

                                                                                Carlos Drummond de Andrade

O ano passado não passou,

continua incessantemente.

Em vão marco novos encontros.

Todos são encontros passados.


As ruas, sempre do ano passado,

e as pessoas, também as mesmas,

com iguais gestos e falas.

O céu tem exatamente

sabidos tons de amanhecer,

de sol pleno, de descambar

como no repetidíssimo ano passado.


Embora sepultos, os mortos do ano passado

sepultam-se todos os dias.

Escuto os medos, conto as libélulas,

mastigo o pão do ano passado.


E será sempre assim daqui por diante.

Não consigo evacuar

o ano passado.

Disponível em:<https://www.escritas.org/pt/t/10938/o-ano-passado> . Acesso em 14 jan. 2020.

Analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta a(s) correta(s).


I. No poema, diferentes palavras são utilizadas com o intuito de construir a ideia de ciclo repetitivo entre os anos que se sucedem, tais como “repetidíssimo, sempre, continua”.

II. A expressão “ano passado” repete-se no texto, constituindo uma falha para a continuidade das ideias.

III. Mesmo com a mudança de ano, é possível perceber a rotina em que o eu-lírico se insere, pois frequenta os mesmos locais e convive com as mesmas pessoas.

  • A Apenas I e II.
  • B Apenas I.
  • C Apenas II e III.
  • D Apenas I e III.
  • E Apenas III.
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                                                   Texto I

                                                    Culpa

                                                                                                                 Mario Prata


      Por que a culpa? É o que eu tenho perguntado à minha psicanalista.

      No princípio era o verbo e eu achava que só eu me sentia culpado. Com o passar do tempo (e da verba), fui descobrindo que todo criador tem culpa. Não no cartório. Mas na consciência.

      Vou tentar explicar.

      Todo mundo acha que a pessoa que vive de criar, ou seja, um criador, não faz nada o dia inteiro. Fica só pensando. É verdade. O problema é que ninguém considera o trabalho de pensar como ofício. Daí a culpa ensimesmada. Será que só pode ser considerado trabalhador o sujeito que fica o dia inteiro numa mesa de escritório, ouvindo pela janela olha a uva de Atibaia, melancia barata, melancia barata?

      Você vê uma frase num out-door tipo refresca até pensamento. São três palavrinhas mágicas. O sujeito que inventou isso deve ganhar uma fortuna por mês. O que ninguém entende é que ele trabalha há vinte neste ofício. Pode ser que a frase tenha saído de um estalo. Mas um estalo vinte anos depois. Não precisa ser nenhuma brastemp para se ter uma ideia dessas. Ou precisa? Mas o povo pensa: ganhar essa fortuna para escrever uma bobagem dessas?

      Para aliviar meu sofrimento, penso no Romário que trabalha umas dez horas por mês e ganha 100 mil dólares. Será que ele tem culpa? O Chico Buarque, que fica meses sem trabalhar, jogando futebol, será que ele acorda com culpa? E o Erasmo Carlos? Tem uma culpa tremendona?

      Vou almoçar fora e quase emendo com o fim do dia. Bebendo cerveja. Mas pensando. Pensando nessas besteiras que vocês estão a ler agora. Juro que eu trabalho, gente. Penso, invento, crio. E esses funcionários fantasmas, que trabalham em várias repartições e nunca comparecem? Será que eles não têm culpa? Será que só eu me sinto culpado neste país?

      Uma vez perguntei para o Chico Buarque, que acabava de acordar às duas da tarde, se ele não tinha culpa. Já tive. Superei. E o Caetano Veloso que nunca acorda antes das quatro (da tarde)?

      Foram anos e anos de culpa para conseguir escrever esta crônica. Mas saiu. Mas não adiantou nada. Continuo com culpa. Acho que eu nunca deveria ter saído do Banco do Brasil. Não bater ponto desnorteia a minha vida.

Adaptado de:<https://marioprata.net/cronicas/culpa/> . Acesso em: 13 Jan. 2020. 

Considerando as informações e as ideias do texto de apoio, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta.


( ) No trecho “Bebendo cerveja. Mas pensando.”, a relação adversativa estabelecida entre as orações revela que ele não sente culpa de beber cerveja, mas de exercer um trabalho de cunho mais mental.

( ) “Vou tentar explicar.” revela que o cronista pressupõe que suas explicações talvez não sejam suficiente, pois alguns leitores não entendem a profissão que ele exerce.

( ) O trecho “Foram anos e anos de culpa para conseguir escrever esta crônica. Mas saiu. Mas não adiantou nada.” revela que o cronista escreve menos de uma crônica por ano.

  • A F – F – F.
  • B V – F – F.
  • C F – V – F.
  • D V – V – V.
  • E V – V – F.
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                                                 TEXTO I

                 Janeiro branco: campanha chama atenção para

                            saúde mental dos brasileiros

Projeto de psicólogo pega carona no começo do ano para estimular pessoas a refletirem sobre seu bem-estar emocional

                                                                                                     Marilia Marasciulo


      O Brasil está no 11º lugar do ranking de países mais ansiosos do mundo: são 13,2 milhões de pessoas com algum transtorno de ansiedade por aqui. E nós já fomos os primeiros dessa lista. Dá para entender, portanto, porque o psicólogo mineiro Leonardo Abrahão decidiu criar, em 2014, a campanha Janeiro Branco. O objetivo é chamar atenção para a saúde mental e promover conhecimento e compreensão sobre temas como depressão, ansiedade e fobias.

      Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), uma a cada quatro pessoas vai sofrer com algum transtorno mental durante a vida. Só a depressão afeta mais de 300 milhões de pessoas em todo mundo e é a principal causa de incapacidade. Mesmo assim, ainda de acordo com a OMS, os investimentos dos países no tratamento não correspondem à alta demanda.

      Um dos principais focos da campanha — que conta com palestras, rodas de conversa, distribuição de folhetos informativos, entre outras ações em diferentes estados brasileiros — são os jovens. De acordo com os idealizadores, nos últimos três anos o número de atendimentos no SUS a jovens com depressão aumentou 118%.

      A escolha do mês de janeiro não é por acaso: o período de fim de ano e início de um novo pode causar ou aumentar a ansiedade pela frustração de não ter cumprido metas ou anseio por mudanças. Embora seja liderada por psicólogos e outros profissionais da área, a ideia é que, aos poucos, uma cultura da saúde mental seja fortalecida e disseminada na sociedade brasileira, com desmistificação de crenças populares sobre o assunto.

Disponível em:<https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Saude/noticia/2020/01/ janeiro-branco-campanha-chama-atencao-para-saude-mental-dosbrasileiros. html> . Acesso em: 13 jan. 2020.

A relação de sentido estabelecida pelo conectivo em destaque no trecho “Dá para entender, portanto, porque o psicólogo mineiro Leonardo Abrahão decidiu criar, em 2014, a campanha Janeiro Branco.” é a de
  • A explicação.
  • B consequência.
  • C conclusão.
  • D causa.
  • E concessão.
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                                              TEXTO II

                                        O Ano Passado

                                                                                Carlos Drummond de Andrade

O ano passado não passou,

continua incessantemente.

Em vão marco novos encontros.

Todos são encontros passados.


As ruas, sempre do ano passado,

e as pessoas, também as mesmas,

com iguais gestos e falas.

O céu tem exatamente

sabidos tons de amanhecer,

de sol pleno, de descambar

como no repetidíssimo ano passado.


Embora sepultos, os mortos do ano passado

sepultam-se todos os dias.

Escuto os medos, conto as libélulas,

mastigo o pão do ano passado.


E será sempre assim daqui por diante.

Não consigo evacuar

o ano passado.

Disponível em:<https://www.escritas.org/pt/t/10938/o-ano-passado> . Acesso em 14 jan. 2020.

Assinale a alternativa INCORRETA sobre o poema “O Ano passado”, de Carlos Drummond de Andrade.
  • A Para o eu-lírico, os marcos temporais que delimitam o fim de um ano e início de outro não são suficientes para acarretar mudanças entre os anos que se sucedem.
  • B Ao observar a natureza, o eu-lírico vislumbra uma ordem cronológica e cíclica.
  • C O eu-lírico percebe que os mortos não desaparecem repentinamente, a lembrança do que foram e fizeram estingue-se no decorrer do tempo.
  • D O eu-lírico constata que não é possível desapegar-se do passado tanto por questões internas quanto por fatores externos a si.
  • E O eu-lírico sente-se culpado pela rotina repetitiva em que se insere, pois não se desapega do ano anterior.
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                                                   Texto I

                                                    Culpa

                                                                                                                 Mario Prata


      Por que a culpa? É o que eu tenho perguntado à minha psicanalista.

      No princípio era o verbo e eu achava que só eu me sentia culpado. Com o passar do tempo (e da verba), fui descobrindo que todo criador tem culpa. Não no cartório. Mas na consciência.

      Vou tentar explicar.

      Todo mundo acha que a pessoa que vive de criar, ou seja, um criador, não faz nada o dia inteiro. Fica só pensando. É verdade. O problema é que ninguém considera o trabalho de pensar como ofício. Daí a culpa ensimesmada. Será que só pode ser considerado trabalhador o sujeito que fica o dia inteiro numa mesa de escritório, ouvindo pela janela olha a uva de Atibaia, melancia barata, melancia barata?

      Você vê uma frase num out-door tipo refresca até pensamento. São três palavrinhas mágicas. O sujeito que inventou isso deve ganhar uma fortuna por mês. O que ninguém entende é que ele trabalha há vinte neste ofício. Pode ser que a frase tenha saído de um estalo. Mas um estalo vinte anos depois. Não precisa ser nenhuma brastemp para se ter uma ideia dessas. Ou precisa? Mas o povo pensa: ganhar essa fortuna para escrever uma bobagem dessas?

      Para aliviar meu sofrimento, penso no Romário que trabalha umas dez horas por mês e ganha 100 mil dólares. Será que ele tem culpa? O Chico Buarque, que fica meses sem trabalhar, jogando futebol, será que ele acorda com culpa? E o Erasmo Carlos? Tem uma culpa tremendona?

      Vou almoçar fora e quase emendo com o fim do dia. Bebendo cerveja. Mas pensando. Pensando nessas besteiras que vocês estão a ler agora. Juro que eu trabalho, gente. Penso, invento, crio. E esses funcionários fantasmas, que trabalham em várias repartições e nunca comparecem? Será que eles não têm culpa? Será que só eu me sinto culpado neste país?

      Uma vez perguntei para o Chico Buarque, que acabava de acordar às duas da tarde, se ele não tinha culpa. Já tive. Superei. E o Caetano Veloso que nunca acorda antes das quatro (da tarde)?

      Foram anos e anos de culpa para conseguir escrever esta crônica. Mas saiu. Mas não adiantou nada. Continuo com culpa. Acho que eu nunca deveria ter saído do Banco do Brasil. Não bater ponto desnorteia a minha vida.

Adaptado de:<https://marioprata.net/cronicas/culpa/> . Acesso em: 13 Jan. 2020. 

Nas orações “Será que só pode ser considerado trabalhador o sujeito que fica o dia inteiro numa mesa de escritório […]?” e “Pode ser que a frase tenha saído de um estalo.”, o verbo “poder” indica, respectivamente:
  • A obrigatoriedade – possibilidade.
  • B possibilidade – possibilidade.
  • C necessidade – asseveração.
  • D permissão – obrigatoriedade.
  • E obrigatoriedade – obrigatoriedade.

Raciocínio Lógico

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Com base nos conceitos de raciocínio lógico, considere a seguinte sentença: “O lápis é azul ou a caneta é vermelha”.
A negação dessa sentença será dada por
  • A “O lápis não é azul e a caneta não é vermelha.”
  • B “O lápis é azul ou a caneta não é vermelha.”
  • C “O lápis não é azul ou a caneta é vermelha.”
  • D “O lápis é azul e a caneta é vermelha.”
12
Considere a sequência numérica (1, –1, 3, –4, 7, –10, 13, –19, 21, x, y), em que os dois últimos termos, x e y, são números inteiros. Os termos dessa sequência, a partir do terceiro termo em diante, são obtidos por uma lei de formação a partir de um dos dois primeiros termos, 1 ou – 1. Assim, a soma dos termos x e y dessa sequência, é igual a
  • A 1.
  • B zero.
  • C –1.
  • D 2.
13

Em raciocínio lógico, denomina-se proposição ou sentença toda oração declarativa que pode ser classificada ou como “verdadeira” ou como “falsa”. Considere as seguintes proposições envolvendo operações e comparações entre números naturais:


p: “Oito é diferente de nove.”;

q: “quatro é menor que oito.”;

r: “Quinze é o quádruplo de três.”;

s: “O triplo de nove é igual a vinte e sete.”.


Entre essas proposições, a única classificada como “falsa” no conjunto dos números naturais é a proposição

  • A s.
  • B r.
  • C q.
  • D p.
14
Em raciocínio lógico, dadas duas proposições p e q, forma-se uma proposição composta de p com q, acrescentando o conectivo “e” (“^”) entre as duas, representada por “p e q” (“p ^ q”), denominada conjunção das proposições p e q. Considere as proposições p e q:
p: “Três é maior que um.”;
q: “Dois é diferente de 3.”.
Nesse caso, utilizando uma simbologia matemática e o enunciado exposto, a conjunção “p ^ q” pode ser descrita como
  • A “3 < 1 se, e somente se, 2 = 3”.
  • B “3 > 1 ou 2 ≠ 3”.
  • C “ou 3 > 1 ou 2 = 3”.
  • D “3 > 1 e 2 ≠ 3”.
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Em raciocínio lógico, dadas duas proposições a e b, forma-se uma proposição composta por a com b acrescentando o conectivo “ou” (“˅”) entre as duas, representada por “a ou b” (“a ˅ b”), denominada disjunção das proposições a e b. Considere:


a: “A altura de Abel é igual a 1,83 m.”;

b: “A massa de Abel é inferior a 70 Kg.”.


Com base nessas informações, como a disjunção “a ˅ b” pode ser descrita?

  • A “Se a altura de Abel é igual a 1,83m, então necessariamente a sua massa é igual a 70 Kg.”
  • B “Se a massa de Abel é superior a 70 Kg, então necessariamente sua altura é inferior a 1,83m.”
  • C “A altura de Abel é igual a 1,83m se, e somente se, sua massa for inferior a 70 Kg.”
  • D “A altura de Abel é igual a 1,83 m ou a massa de Abel é inferior a 70 Kg.”
16
A negação da proposição composta “Raul é secretário e Isabel não é diretora” é
  • A “Raul não é secretário ou Isabel não é diretora”.
  • B “Raul não é secretário e Isabel é diretora”.
  • C “Raul é secretário ou Isabel é diretora”.
  • D “Raul é secretário e Isabel é diretora”.
  • E “Raul não é secretário ou Isabel é diretora”.
17
Dada a disjunção exclusiva “Ou Carlos é advogado ou Luíza é professora”, a sua negação será dada por
  • A “Se Carlos é advogado, então Luiza é advogada”
  • B “Se Luiza não é advogada então Carlos é professor”.
  • C “Carlos é advogado se, e somente se, Luiza é professora”.
  • D “Se Luiza é advogada, então Carlos é professor”.
  • E “Carlos é professor se, e somente se, Luiza é advogada”.
18
Dada a sequência 1, 4, 9, 16, x, 36, 49, y. Sabendo que existe uma lógica matemática para a formação dessa sequência, e que x e y são elementos pertencentes a mesma, exatamente nessa ordem, qual é o valor da razão entre y e x?
  • A 1
  • B 1,25
  • C 1,64
  • D 2,56
  • E 2,32
19
Em um anúncio de jornal, uma empresa anunciou vagas de emprego para motorista, pedindo como requisito mínimo ter habilitação, porém não indicando qual categoria. A empresa selecionou 36 pessoas, das quais 25 tinham habilitação e poderiam dirigir carros, e 23 possuíam habilitação e poderiam dirigir motos. Passaria para a segunda fase da entrevista quem tivesse habilitação e pudesse dirigir carros e motos. Quantos candidatos a esse emprego passaram para a segunda fase da entrevista?
  • A 11
  • B 12
  • C 13
  • D 14
  • E 16
20
Em uma empresa de informática, trabalham 3 funcionários: José, Antônio e João. Eles foram incumbidos de realizar juntos, em equipe, um back-up no computador central desta empresa. Considere as seguintes afirmações:
I. Antônio fez o back-up. II. José e João fizeram o back-up. III. Se João não fez o back-up, então Antônio também não o fez.
Sabendo que as afirmações I e III são verdadeiras e que a afirmação II é falsa, é correto afirmar que
  • A José não fez o back-up.
  • B Somente José fez o back-up.
  • C José e João não fizeram o back-up.
  • D Somente Antônio fez o back-up.
  • E José e Antônio fizeram o back-up.

Noções de Informática

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O backup de arquivos é altamente recomendado para prevenir a perda de dados importantes. Dos recursos apresentados a seguir, qual NÃO serve para fazer backup de arquivos?
  • A Flash drive.
  • B Memória RAM.
  • C HD externo.
  • D Nuvem.
  • E Fita magnética.
22
Os periféricos de um computador podem ser classificados como sendo de entrada ou de saída. Qual das alternativas a seguir possui um exemplo de cada?
  • A Mouse e teclado.
  • B Monitor e impressora matricial.
  • C Microfone e caixa de som.
  • D Teclado e leitor de digitais.
  • E Touch pad e teclado.
23
Uma aplicação exportou dados de um banco de dados para um arquivo de extensão '.csv'. Esse arquivo contém algumas centenas de linhas e várias colunas. Será necessário ordenar os dados contidos no arquivo e manipular alguns valores. No seu computador, estão disponíveis as ferramentas do Microsoft Office e LibreOffice. Qual das seguintes alternativas de software é a recomendada para realizar a tarefa necessária?
  • A Bloco de notas.
  • B Impress.
  • C PowerPoint.
  • D Calc.
  • E Thunderbird.
24
Um computador normalmente é composto por um conjunto de hardware, incluindo seus periféricos. Qual das alternativas a seguir NÃO é um exemplo de periférico?
  • A Monitor.
  • B Leitor de digitais.
  • C Impressora.
  • D CPU.
  • E Teclado.
25
Adware é um tipo de malware responsável
  • A pelo roubo de credenciais.
  • B pelo sequestro de clicks e propagandas.
  • C pelo sequestro de dados.
  • D pela varredura de redes.
26
Assinale a alternativa que descreve um indício do ataque conhecido como Furto de identidade (Identity theft).
  • A Você recebe o retorno de e-mails que foram enviados por você a muito tempo.
  • B Você recebe ligações telefônicas oferecendo promoções de sua operadora de telefonia celular.
  • C Quanto mais informações você disponibiliza sobre a sua vida e rotina, mais difícil se torna para um golpista furtar a sua identidade.
  • D Você recebe uma mensagem eletrônica em nome de alguém ou de alguma instituição na qual é solicitado que você atue como intermediário em uma transferência internacional de fundos.
  • E Existem notificações de acesso que a sua conta de e-mail ou seu perfil na rede social foi acessado em horários ou locais em que você próprio não estava acessando.
27
Acerca dos conceitos básicos sobre a segurança da informação, como se denomina a ferramenta de segurança muito utilizada, nos mais diversos sites web, com o intuito de evitar spams ou acessos diretos por robôs ou outros computadores, utilizando a aplicação de testes nos quais os seres humanos são submetidos a respostas consideradas de “difícil solução” para um computador?
  • A DDoS.
  • B Blockbuster.
  • C CAPTCHA.
  • D Firewall.
  • E Cloud computing.
28
Como são conhecidos os setores defeituosos em um HD?
  • A Trilhas.
  • B Root Sectors.
  • C Bump roads.
  • D Badblocks.
  • E Partições.
29
Em relação aos clientes de e-mail utilizados nos sistemas operacionais Microsoft Windows XP Profissional e Microsoft Windows 7 (instalações padrão em português do Brasil), assinale a alternativa INCORRETA.
  • A Apesar de possuir a nomenclatura “clientes”, referem-se a softwares que podem ser utilizados para acessar servidores de e-mail.
  • B O Internet Explorer não é um cliente de e-mail do Windows.
  • C O Microsoft Outlook, também conhecido como Outlook Express, é um cliente de e-mail que faz parte do pacote de programas do Microsoft Office.
  • D No Windows XP, o cliente de e-mail pré-instalado é o Outlook Express.
  • E No Windows 7 Profissional, o cliente de e-mail pré-instalado não é o Outlook Express.
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Considerando o aplicativo de escritório LibreOffice Calc Versão 6, instalação padrão em português, dada a tabela com os seguintes valores:



assinale a alternativa que apresenta o resultado da expressão a seguir:


=SOMA(A2:C2)-MÁXIMO(B1:B3)

  • A 15
  • B 9
  • C 7
  • D 5
  • E 3
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