Resolver o Simulado Agência Goiana do Sistema de Execução Penal (AGSEP)

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Português

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TEXTO I
Os outros que ajudam (ou não)

Muitos anos atrás, conheci um alcoólatra, que, aos quarenta anos, quis parar de beber. O que o levou a decidir foi um acidente no qual ele, bêbado, quase provocara a morte da companheira que ele amava, por quem se sentia amado e que esperava um filho dele.
O homem frequentou os Alcoólicos Anônimos. Deu certo, mas, depois de um tempo, houve uma recaída brutal. Desanimado, mas não menos decidido, com o consenso de seu grupo do AA o homem se internou numa clínica especializada, onde ficou quase um ano – renunciando a conviver com o filho bebê. Voltou para casa (e para as reuniões do AA), convencido de que nunca deixaria de ser um alcoólatra – apenas poderia se tornar, um dia, um "alcoólatra abstêmio".
Mesmo assim, um dia, depois de dois anos, ele se declarou relativamente fora de perigo. Naquele dia, o homem colocou o filhinho na cama e sentou-se na mesa para festejar e jantar. E eis que a mulher dele chegou da cozinha erguendo, triunfalmente, uma garrafa de premier cru de Château Lafite: agora que estava bem, certamente ele poderia apreciar um grande vinho, para brindar, não é? O homem saiu na noite batendo a porta. A mulher que ele amava era uma idiota? Ou era (e sempre foi) não sua companheira de vida, mas de sua autodestruição? Seja como for, a mulher dessa história não é um caso isolado. Quem foi fumante e conseguiu parar quase certamente já encontrou um amigo que um dia lhe propôs um cigarro "sem drama": agora que parou, você vai poder fumar de vez em quando – só um não pode fazer mal.
Também há os que patrocinam qualquer exceção ao regime que você tenta manter estoicamente: se for só hoje, massa não vai fazer diferença, nem uma carne vermelha. Seja qual for a razão de seu regime e a autoridade de quem o prescreveu, para parentes e próximos, parece que há um prazer em você transgredir.
Há hábitos que encurtam a vida, comprometem as chances de se relacionar amorosa e sexualmente e, mais geralmente, levam o indivíduo a lidar com um desprezo que ele já não sabe se vem dos outros ou dele mesmo. Se você precisar se desfazer de um desses hábitos, procure encorajamento em qualquer programa que o leve a encontrar outros que vivem o mesmo drama e querem os mesmos resultados. É desses outros que você pode esperar respeito pelo seu esforço – e até elogios (quando merecidos).
Hoje, encontrar esses outros é fácil. Há comunidades on-line de pessoas que querem se livrar do sedentarismo, da obesidade, do fumo, do alcoolismo, da toxicomania etc. Os membros registram e transmitem, todos os dias, os seus fracassos e os seus sucessos. No caso do peso, por exemplo, há uma comunidade cujos integrantes instalam em casa uma balança conectada à internet: o indivíduo se pesa, e os demais sabem imediatamente se ele progrediu ou não.
Parêntese. A balança on-line não funciona pela vergonha que provoca em quem engorda, mas pelos elogios conquistados por quem emagrece. Podemos modificar nossos hábitos por sentirmos que nossos esforços estão sendo reconhecidos e encorajados, mas as punições não têm a mesma eficácia. Ou seja, Skinner e o comportamentalismo têm razão: uma chave da mudança de comportamento, quando ela se revela possível, está no reforço que vem dos outros ("Valeu! Força!"). Já as ideias de Pavlov são menos úteis: os reflexos condicionados existem, mas, em geral, se você estapeia alguém a cada vez que ele come, fuma ou bebe demais, ele não vai parar de comer, fumar ou beber – apenas vai passar a comer, fumar e beber com medo.
Volto ao que me importa: por que, na hora de tentar mudar um hábito, é aconselhável procurar um grupo de companheiros de infortúnio desconhecidos? Por que os nossos próximos, na hora em que um reforço positivo seria bem-vindo, preferem nos encorajar a trair nossas próprias intenções?
Há duas hipóteses. Uma é que eles tenham (ou tivessem) propósitos parecidos com os nossos, mas fracassados; produzindo o nosso malogro, eles encontrariam uma reconfortante explicação pelo seu. Outra, aparentemente mais nobre, diz que é porque eles nos amam e, portanto, querem ser a nossa exceção, ou seja, querem ser aqueles que nós amamos mais do que a nossa própria decisão de mudar. Como disse Voltaire, "que Deus me proteja dos meus amigos. Dos inimigos, cuido eu".

CONTARDO, Calligaris. Todos os reis estão nus. Org. Rafael Cariello. São Paulo: Três Estrelas, 2014.

No trecho “...levam o indivíduo a lidar com um desprezo que ele não sabe se vem dos outros ou dele mesmo.”, o termo em destaque exprime uma ideia de

  • A tempo.
  • B lugar.
  • C modo.
  • D intensidade.
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TEXTO I
Os outros que ajudam (ou não)

Muitos anos atrás, conheci um alcoólatra, que, aos quarenta anos, quis parar de beber. O que o levou a decidir foi um acidente no qual ele, bêbado, quase provocara a morte da companheira que ele amava, por quem se sentia amado e que esperava um filho dele.
O homem frequentou os Alcoólicos Anônimos. Deu certo, mas, depois de um tempo, houve uma recaída brutal. Desanimado, mas não menos decidido, com o consenso de seu grupo do AA o homem se internou numa clínica especializada, onde ficou quase um ano – renunciando a conviver com o filho bebê. Voltou para casa (e para as reuniões do AA), convencido de que nunca deixaria de ser um alcoólatra – apenas poderia se tornar, um dia, um "alcoólatra abstêmio".
Mesmo assim, um dia, depois de dois anos, ele se declarou relativamente fora de perigo. Naquele dia, o homem colocou o filhinho na cama e sentou-se na mesa para festejar e jantar. E eis que a mulher dele chegou da cozinha erguendo, triunfalmente, uma garrafa de premier cru de Château Lafite: agora que estava bem, certamente ele poderia apreciar um grande vinho, para brindar, não é? O homem saiu na noite batendo a porta. A mulher que ele amava era uma idiota? Ou era (e sempre foi) não sua companheira de vida, mas de sua autodestruição? Seja como for, a mulher dessa história não é um caso isolado. Quem foi fumante e conseguiu parar quase certamente já encontrou um amigo que um dia lhe propôs um cigarro "sem drama": agora que parou, você vai poder fumar de vez em quando – só um não pode fazer mal.
Também há os que patrocinam qualquer exceção ao regime que você tenta manter estoicamente: se for só hoje, massa não vai fazer diferença, nem uma carne vermelha. Seja qual for a razão de seu regime e a autoridade de quem o prescreveu, para parentes e próximos, parece que há um prazer em você transgredir.
Há hábitos que encurtam a vida, comprometem as chances de se relacionar amorosa e sexualmente e, mais geralmente, levam o indivíduo a lidar com um desprezo que ele já não sabe se vem dos outros ou dele mesmo. Se você precisar se desfazer de um desses hábitos, procure encorajamento em qualquer programa que o leve a encontrar outros que vivem o mesmo drama e querem os mesmos resultados. É desses outros que você pode esperar respeito pelo seu esforço – e até elogios (quando merecidos).
Hoje, encontrar esses outros é fácil. Há comunidades on-line de pessoas que querem se livrar do sedentarismo, da obesidade, do fumo, do alcoolismo, da toxicomania etc. Os membros registram e transmitem, todos os dias, os seus fracassos e os seus sucessos. No caso do peso, por exemplo, há uma comunidade cujos integrantes instalam em casa uma balança conectada à internet: o indivíduo se pesa, e os demais sabem imediatamente se ele progrediu ou não.
Parêntese. A balança on-line não funciona pela vergonha que provoca em quem engorda, mas pelos elogios conquistados por quem emagrece. Podemos modificar nossos hábitos por sentirmos que nossos esforços estão sendo reconhecidos e encorajados, mas as punições não têm a mesma eficácia. Ou seja, Skinner e o comportamentalismo têm razão: uma chave da mudança de comportamento, quando ela se revela possível, está no reforço que vem dos outros ("Valeu! Força!"). Já as ideias de Pavlov são menos úteis: os reflexos condicionados existem, mas, em geral, se você estapeia alguém a cada vez que ele come, fuma ou bebe demais, ele não vai parar de comer, fumar ou beber – apenas vai passar a comer, fumar e beber com medo.
Volto ao que me importa: por que, na hora de tentar mudar um hábito, é aconselhável procurar um grupo de companheiros de infortúnio desconhecidos? Por que os nossos próximos, na hora em que um reforço positivo seria bem-vindo, preferem nos encorajar a trair nossas próprias intenções?
Há duas hipóteses. Uma é que eles tenham (ou tivessem) propósitos parecidos com os nossos, mas fracassados; produzindo o nosso malogro, eles encontrariam uma reconfortante explicação pelo seu. Outra, aparentemente mais nobre, diz que é porque eles nos amam e, portanto, querem ser a nossa exceção, ou seja, querem ser aqueles que nós amamos mais do que a nossa própria decisão de mudar. Como disse Voltaire, "que Deus me proteja dos meus amigos. Dos inimigos, cuido eu".

CONTARDO, Calligaris. Todos os reis estão nus. Org. Rafael Cariello. São Paulo: Três Estrelas, 2014.

Em “Também os que patrocinam qualquer exceção ao regime que você tenta manter estoicamente...”, o verbo em destaque foi empregado corretamente, obedecendo às regras de concordância verbal. Assinale a alternativa em que a obediência a essas regras não foi observada

  • A Havia muitas pessoas que gostariam de provar novos sabores.
  • B Revisei o artigo que me foi entregue havia duas semanas.
  • C Devem haver muitos amigos que colaboram com o nosso fracasso.
  • D Hipóteses haverão de existir sobre as causas desses insucessos.
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TEXTO I
Os outros que ajudam (ou não)

Muitos anos atrás, conheci um alcoólatra, que, aos quarenta anos, quis parar de beber. O que o levou a decidir foi um acidente no qual ele, bêbado, quase provocara a morte da companheira que ele amava, por quem se sentia amado e que esperava um filho dele.
O homem frequentou os Alcoólicos Anônimos. Deu certo, mas, depois de um tempo, houve uma recaída brutal. Desanimado, mas não menos decidido, com o consenso de seu grupo do AA o homem se internou numa clínica especializada, onde ficou quase um ano – renunciando a conviver com o filho bebê. Voltou para casa (e para as reuniões do AA), convencido de que nunca deixaria de ser um alcoólatra – apenas poderia se tornar, um dia, um "alcoólatra abstêmio".
Mesmo assim, um dia, depois de dois anos, ele se declarou relativamente fora de perigo. Naquele dia, o homem colocou o filhinho na cama e sentou-se na mesa para festejar e jantar. E eis que a mulher dele chegou da cozinha erguendo, triunfalmente, uma garrafa de premier cru de Château Lafite: agora que estava bem, certamente ele poderia apreciar um grande vinho, para brindar, não é? O homem saiu na noite batendo a porta. A mulher que ele amava era uma idiota? Ou era (e sempre foi) não sua companheira de vida, mas de sua autodestruição? Seja como for, a mulher dessa história não é um caso isolado. Quem foi fumante e conseguiu parar quase certamente já encontrou um amigo que um dia lhe propôs um cigarro "sem drama": agora que parou, você vai poder fumar de vez em quando – só um não pode fazer mal.
Também há os que patrocinam qualquer exceção ao regime que você tenta manter estoicamente: se for só hoje, massa não vai fazer diferença, nem uma carne vermelha. Seja qual for a razão de seu regime e a autoridade de quem o prescreveu, para parentes e próximos, parece que há um prazer em você transgredir.
Há hábitos que encurtam a vida, comprometem as chances de se relacionar amorosa e sexualmente e, mais geralmente, levam o indivíduo a lidar com um desprezo que ele já não sabe se vem dos outros ou dele mesmo. Se você precisar se desfazer de um desses hábitos, procure encorajamento em qualquer programa que o leve a encontrar outros que vivem o mesmo drama e querem os mesmos resultados. É desses outros que você pode esperar respeito pelo seu esforço – e até elogios (quando merecidos).
Hoje, encontrar esses outros é fácil. Há comunidades on-line de pessoas que querem se livrar do sedentarismo, da obesidade, do fumo, do alcoolismo, da toxicomania etc. Os membros registram e transmitem, todos os dias, os seus fracassos e os seus sucessos. No caso do peso, por exemplo, há uma comunidade cujos integrantes instalam em casa uma balança conectada à internet: o indivíduo se pesa, e os demais sabem imediatamente se ele progrediu ou não.
Parêntese. A balança on-line não funciona pela vergonha que provoca em quem engorda, mas pelos elogios conquistados por quem emagrece. Podemos modificar nossos hábitos por sentirmos que nossos esforços estão sendo reconhecidos e encorajados, mas as punições não têm a mesma eficácia. Ou seja, Skinner e o comportamentalismo têm razão: uma chave da mudança de comportamento, quando ela se revela possível, está no reforço que vem dos outros ("Valeu! Força!"). Já as ideias de Pavlov são menos úteis: os reflexos condicionados existem, mas, em geral, se você estapeia alguém a cada vez que ele come, fuma ou bebe demais, ele não vai parar de comer, fumar ou beber – apenas vai passar a comer, fumar e beber com medo.
Volto ao que me importa: por que, na hora de tentar mudar um hábito, é aconselhável procurar um grupo de companheiros de infortúnio desconhecidos? Por que os nossos próximos, na hora em que um reforço positivo seria bem-vindo, preferem nos encorajar a trair nossas próprias intenções?
Há duas hipóteses. Uma é que eles tenham (ou tivessem) propósitos parecidos com os nossos, mas fracassados; produzindo o nosso malogro, eles encontrariam uma reconfortante explicação pelo seu. Outra, aparentemente mais nobre, diz que é porque eles nos amam e, portanto, querem ser a nossa exceção, ou seja, querem ser aqueles que nós amamos mais do que a nossa própria decisão de mudar. Como disse Voltaire, "que Deus me proteja dos meus amigos. Dos inimigos, cuido eu".

CONTARDO, Calligaris. Todos os reis estão nus. Org. Rafael Cariello. São Paulo: Três Estrelas, 2014.

É possível observar a obediência às regras de regência verbal no trecho “...levam o indivíduo a lidar com um desprezo que ele já não sabe se vem dos outros ou dele mesmo”, em que o verbo levar foi empregado como transitivo direto e indireto. Assinale a alternativa em que o verbo destacado não atende às regras de Regência Verbal, de acordo com a Norma Padrão da Língua Portuguesa.

  • A Os amigos não lhe perdoam por não conseguir perder peso.
  • B As reportagens sobre regimes e dietas não o interessavam mais.
  • C O gerente chamou os funcionários para uma reunião de urgência.
  • D jovem respondeu a pergunta que lhe foi feita objetivamente.
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TEXTO I
Os outros que ajudam (ou não)

Muitos anos atrás, conheci um alcoólatra, que, aos quarenta anos, quis parar de beber. O que o levou a decidir foi um acidente no qual ele, bêbado, quase provocara a morte da companheira que ele amava, por quem se sentia amado e que esperava um filho dele.
O homem frequentou os Alcoólicos Anônimos. Deu certo, mas, depois de um tempo, houve uma recaída brutal. Desanimado, mas não menos decidido, com o consenso de seu grupo do AA o homem se internou numa clínica especializada, onde ficou quase um ano – renunciando a conviver com o filho bebê. Voltou para casa (e para as reuniões do AA), convencido de que nunca deixaria de ser um alcoólatra – apenas poderia se tornar, um dia, um "alcoólatra abstêmio".
Mesmo assim, um dia, depois de dois anos, ele se declarou relativamente fora de perigo. Naquele dia, o homem colocou o filhinho na cama e sentou-se na mesa para festejar e jantar. E eis que a mulher dele chegou da cozinha erguendo, triunfalmente, uma garrafa de premier cru de Château Lafite: agora que estava bem, certamente ele poderia apreciar um grande vinho, para brindar, não é? O homem saiu na noite batendo a porta. A mulher que ele amava era uma idiota? Ou era (e sempre foi) não sua companheira de vida, mas de sua autodestruição? Seja como for, a mulher dessa história não é um caso isolado. Quem foi fumante e conseguiu parar quase certamente já encontrou um amigo que um dia lhe propôs um cigarro "sem drama": agora que parou, você vai poder fumar de vez em quando – só um não pode fazer mal.
Também há os que patrocinam qualquer exceção ao regime que você tenta manter estoicamente: se for só hoje, massa não vai fazer diferença, nem uma carne vermelha. Seja qual for a razão de seu regime e a autoridade de quem o prescreveu, para parentes e próximos, parece que há um prazer em você transgredir.
Há hábitos que encurtam a vida, comprometem as chances de se relacionar amorosa e sexualmente e, mais geralmente, levam o indivíduo a lidar com um desprezo que ele já não sabe se vem dos outros ou dele mesmo. Se você precisar se desfazer de um desses hábitos, procure encorajamento em qualquer programa que o leve a encontrar outros que vivem o mesmo drama e querem os mesmos resultados. É desses outros que você pode esperar respeito pelo seu esforço – e até elogios (quando merecidos).
Hoje, encontrar esses outros é fácil. Há comunidades on-line de pessoas que querem se livrar do sedentarismo, da obesidade, do fumo, do alcoolismo, da toxicomania etc. Os membros registram e transmitem, todos os dias, os seus fracassos e os seus sucessos. No caso do peso, por exemplo, há uma comunidade cujos integrantes instalam em casa uma balança conectada à internet: o indivíduo se pesa, e os demais sabem imediatamente se ele progrediu ou não.
Parêntese. A balança on-line não funciona pela vergonha que provoca em quem engorda, mas pelos elogios conquistados por quem emagrece. Podemos modificar nossos hábitos por sentirmos que nossos esforços estão sendo reconhecidos e encorajados, mas as punições não têm a mesma eficácia. Ou seja, Skinner e o comportamentalismo têm razão: uma chave da mudança de comportamento, quando ela se revela possível, está no reforço que vem dos outros ("Valeu! Força!"). Já as ideias de Pavlov são menos úteis: os reflexos condicionados existem, mas, em geral, se você estapeia alguém a cada vez que ele come, fuma ou bebe demais, ele não vai parar de comer, fumar ou beber – apenas vai passar a comer, fumar e beber com medo.
Volto ao que me importa: por que, na hora de tentar mudar um hábito, é aconselhável procurar um grupo de companheiros de infortúnio desconhecidos? Por que os nossos próximos, na hora em que um reforço positivo seria bem-vindo, preferem nos encorajar a trair nossas próprias intenções?
Há duas hipóteses. Uma é que eles tenham (ou tivessem) propósitos parecidos com os nossos, mas fracassados; produzindo o nosso malogro, eles encontrariam uma reconfortante explicação pelo seu. Outra, aparentemente mais nobre, diz que é porque eles nos amam e, portanto, querem ser a nossa exceção, ou seja, querem ser aqueles que nós amamos mais do que a nossa própria decisão de mudar. Como disse Voltaire, "que Deus me proteja dos meus amigos. Dos inimigos, cuido eu".

CONTARDO, Calligaris. Todos os reis estão nus. Org. Rafael Cariello. São Paulo: Três Estrelas, 2014.

O uso dos dois-pontos no trecho “No caso do peso, por exemplo, há uma comunidade cujos integrantes instalam em casa uma balança conectada à internet: o indivíduo se pesa, e os demais sabem imediatamente se ele progrediu ou não”, explica-se, pois

  • A anuncia uma citação.
  • B trata-se de uma enumeração explicativa.
  • C indica a consequência do que foi enunciado.
  • D exprime uma interrupção da fala do narrador.
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Assinale a alternativa em que o uso do acento grave, indicador de crase, é facultativo.

  • A "E pareciam a sua imaginação em três figuras vivas: uma mulher muito formosa; uma figura negra de olho de brasa e pé de cabra; e o mundo, coisa vaga e maravilhosa (...)." (Eça de Queirós)
  • B "Por mais que eu mesmo conhecesse o dano/ a que dava ocasião minha brandura,/ nunca pude fugir ao ledo engano." (Cláudio M. da Costa)
  • C "Talvez, prezado amigo, que imagine/ que neste momento se conserve/ eterna a sua glória." (Tomá A. Gonzaga)
  • D "Deixei os dois na varanda e fiquei no pátio, a respeitosa distância." (Mia Couto)
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Considere o seguinte trecho:


A popularização do modelo de educação _____ distância (EAD) tornou-a praticamente um sinônimo de acesso _____ tecnologia, refletindo os tempos atuais de amplo acesso _____ internet. No entanto, esse modelo já é secular. Data de meados de 1904 o primeiro curso profissionalizante por correspondência no Brasil. Após essa fase, tornaram-se comuns os cursos por rádio e televisão. O advento da internet – considerada a principal ferramenta do EAD – e a popularização dos microcomputadores pessoais impulsionaram _____ modalidade.

(Disponível em: http://www.amanha.com.br/posts/view/7188/un inter-democratizando-o-conhecimento)


Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas acima, na ordem em que aparecem no texto.

  • A à – à – à – à
  • B à – à – à – a
  • C à – a – à – à
  • D a – à – à – a
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Em relação às regras de concordância verbal, assinale a alternativa CORRETA:

  • A Precisam-se de encanadores.
  • B Plastifica-se documentos.
  • C Necessita-se de porteiros.
  • D Aluga-se apartamentos na praia.
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Leia: 


No contexto da tira, funciona como verbo de ligação:
  • A parece
  • B disse
  • C jogar
  • D jogando
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Marque a alternativa cuja palavra apresenta cinco fonemas:
  • A Filha
  • B Molhada
  • C Guerra
  • D Fixa
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Considere o seguinte trecho de um texto publicado na revista Mente Curiosa (Ano 3, nº 49, fev. 2019): As selfiessão comuns nas redes sociais. O termo americano não tem tradução para o português, elas basicamente funcionam como __________. O que as pessoas não sabem é que essas publicações revelam muito sobre a __________ de quem posta e têm um impacto direto na de quem vê.


Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas acima, na ordem em que aparecem no texto.

  • A auto retrato – auto estima.
  • B autorretrato – autoestima.
  • C auto-retrato – autoestima.
  • D auto-retrato – auto-estima.
  • E autorretrato – auto-estima
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As regras da Nova Ortografia - que passaram a fazer parte do nosso vocabulário oficialmente em 2016 - trouxeram algumas modificações, tais como a escrita da palavra "supercidadão". Seguindo as orientações de uso/desuso do hífen, assinale a alternativa que contém uma grafia "antiga" não aceita pela nova regra:

  • A Super-radical
  • B Hiperautoritário
  • C Superamigável
  • D Hiper-racional
  • E Super-moderno
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Com relação ao uso do sinal indicativo de crase, assinale a alternativa correta.

  • A As aulas na Universidade vão de segunda à sexta.
  • B Os resultados do trabalho virão à partir de abril.
  • C Foi solicitado à todas as professoras que chegassem às nove horas.
  • D As tradições de um povo são transmitidas de geração à geração.
  • E Refiro-me sempre àquilo que foi estabelecido na lei.
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A questão diz respeito ao Texto. Leia-o atentamente antes de respondê-la.



(Adaptado de Folha de S.Paulo, em 29/01/2020)

Através do uso dos sinais de pontuação, o autor pode marcar na escrita uma explicação relacionada à ideia principal. Assinale a alternativa em que esse recurso foi utilizado no texto:

  • A “... e, quando vou a livrarias, sempre me assusto com a insuficiência do que é oferecido.” (linhas 1 a 3).
  • B “... seja comprado como uma espécie de subproduto do curso, da palestra ou da exposição que se realizou naquele dia.” (linhas 6 a 8).
  • C “Tudo bem quanto às livrarias, portanto.” (linha 9).
  • D “Vão surgindo 'lojas' que são como depósitos, onde você acessa um terminal de computador (...)” (linhas 12 a 14).
  • E “O que fazer para manter as lojas de pé?” (linhas 18 e 19).
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(Aurélien Casta. Le monde diplomatique. 7 de janeiro de 2020.)

Assinale a alternativa em que a oração indicada apresente classificação distinta da das demais.

  • A que a ela se seguiram (linha 3)
  • B que vai além da luta contra a precariedade (linha 11)
  • C de que já existe trabalho estudantil remunerado e reconhecido (linha 38)
  • D em que as mulheres estão em minoria (engenharia, administração, TI, medicina) (linhas 38 e 39)
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A questão diz respeito ao Texto. Leia-o atentamente antes de respondê-la.



(Adaptado de Folha de S.Paulo, em 29/01/2020)

“... em vez de simplesmente entregarem ao turista o lugar para onde ele vai.” (linhas 32 a 34). É correto afirmar que o verbo “vai” utilizado na frase acima está regido de forma:

  • A Correta, pois apresenta o sentido de “deslocar-se para algum lugar”, sendo, contudo, preferível a utilização da preposição “a”.
  • B Incorreta, pois apresenta o sentido de “desejar algo”, devendo ser regido pela preposição “a”.
  • C Incorreta, pois apresenta o sentido de “chegar a outro nível”, devendo ser regido pela preposição “de”.
  • D Correta, pois apresenta o sentido de “emancipar-se”.
  • E Correta, pois apresenta o sentido de “ir além dos limites de algo”.

Psicologia

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Conforme o DSM-V, os ataques de pânico destacam-se, nos transtornos de ansiedade, como um tipo particular de resposta ao medo. Os transtornos de ansiedade diferem, entre si, nos tipos de objetos ou situações que induzem medo, ansiedade ou comportamento de esquiva e na ideação cognitiva associada. A respeito desse assunto, julgue os itens que se seguem.


I. As principais características do transtorno de ansiedade social (fobia social) são ansiedade e preocupação persistentes e excessivas acerca de vários domínios, incluindo desempenho no trabalho e escolar, que o indivíduo tem dificuldades de controlar. Além disso, são experimentados sintomas físicos, como, por exemplo, inquietação ou sensação de “nervos à flor da pele”; fadiga; dificuldade de concentração ou “ter brancos”; irritabilidade; tensão muscular; e perturbação do sono.
II. O indivíduo com agorafobia é temeroso, ansioso ou se esquiva de interações e situações sociais que envolvam a possibilidade de ser avaliado. Estão inclusas também as situações sociais de se encontrar com pessoas que não são familiares, as situações em que o indivíduo pode ser observado comendo ou bebendo e as situações de desempenho diante de outras pessoas. A ideação cognitiva associada é a de ser avaliado negativamente pelos demais, ficar embaraçado, ser humilhado ou rejeitado ou ofender os outros.
III. Os indivíduos com transtorno de ansiedade generalizada são apreensivos e ansiosos acerca de duas ou mais das seguintes situações: usar transporte público; estar em espaços abertos, estar em lugares fechados; ficar em fila ou estar no meio de uma multidão; ou estar fora de casa sozinho em outras situações. O indivíduo teme essas situações devido aos pensamentos de que pode ser difícil escapar ou de que pode não haver auxílio disponível caso desenvolva sintomas de pânico ou outros sintomas incapacitantes ou constrangedores.

Assinale a alternativa correta.

  • A Nenhum item está certo.
  • B Apenas o item I está certo.
  • C Apenas o item II está certo.
  • D Apenas o item III está certo.
  • E Apenas os itens I e II estão certos.
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Sobre a atenção psicológica no hospital geral, é correto afirmar que:

  • A O psicólogo intermedia a relação equipe – paciente, podendo ser o porta-voz de necessidades, desejos, intervindo de forma que os desencontros da informação sejam minimizados.
  • B O psicólogo deve colaborar com a equipe, mas manter a linguagem técnica da psicologia, para preservar o seu papel como profissional de saúde.
  • C O psicólogo deve intervir no que vê na equipe profissional, estando lado a lado de seus pares profissionais, planejando suas ações.
  • D O psicólogo deve favorecer informações sobre o paciente, explicitando seus mecanismos de defesa e sua história de vida, junto à equipe de saúde.
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A respeito da avaliação psicológica durante o período pré-cirúrgico, é correto afirmar que:

  • A A avaliação psicológica tem como uma de suas finalidades identificar os fatores facilitadores que contribuirão para o êxito após o procedimento cirúrgico.
  • B No período pré-cirúrgico, a equipe de saúde não deve fornecer informações sobre os riscos, benefícios e limitações eventuais, posto que o foco é a saúde física do enfermo.
  • C A história pregressa de alcoolismo e adesão a drogas não necessariamente são consideradas na avaliação psicológica pré-cirúrgica, uma vez que não irão interferir no período pós-cirúrgico.
  • D Ainda sobre a atuação do psicólogo durante a avaliação psicológica pré-cirúrgica não cabe a este período a identificação de estratégias de enfrentamento por parte do enfermo.
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Sobre as assertivas abaixo, é correto afirmar que:

  • A No transtorno factício, a motivação do paciente consiste em não assumir o papel de doente para obter avaliação e tratamento médico.
  • B A simulação é intencionalmente produzida, onde o sujeito vislumbra incentivos tais como indenizações, esquiva de deveres, evasão de processos criminais ou obtenção de drogas.
  • C O transtorno de somatização abrange queixas somáticas difusas, não recorrentes e clinicamente não significativas. Podem ser encontrados sintomas gastrointestinais e pseudoneurológicos.
  • D Na hipocondria há uma criação intencional de sintomas e funções corporais, tais como batimentos cardíacos alterados e sudorese excessiva.
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Dentre as patologias encontradas durante a avaliação de idosos internados atendidos pelo psicólogo hospitalar, o quadro demencial é uma síndrome relativamente comum. Sobre esta síndrome, é incorreto afirmar:

  • A Apresenta curso crônico.
  • B Pode ser manifestada por sintomatologia depressiva.
  • C Comumente o nível de consciência está rebaixado.
  • D Em geral observamos redução da atenção.
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A respeito da Avaliação Psicológica, é incorreto afirmar:

  • A O uso de testes para a tomada de decisões a respeito de uma pessoa, um grupo ou um programa sempre deve acontecer dentro do contexto de uma avaliação psicológica.
  • B A avaliação e a testagem psicológica muitas vezes são sinônimos, por tratar-se de processos flexíveis e não-padronizados, que tem por objetivo a análise de dados e um objetivo em questão.
  • C Embora as qualidades técnicas de vários testes estejam longe do ideal e possam contribuir para problemas em seu uso, de modo geral se admite que o motivo básico para o mau uso dos testes reside na competência insuficiente dos usuários.
  • D Os padrões de testagem que classificam os testes em nível A, B ou C, dependendo da formação requerida para seu uso, não se faz tão relevante.
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Na atenção psicológica em hospitais, NÃO é um nível de atenção essencial, exercido pelo psicólogo:
  • A Psicoeducativo.
  • B Psicoprofilático.
  • C Psicoterapêutico.
  • D Psicodiagnóstico.
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Considerando os estudos e pesquisas sobre os transtornos de adaptação, é FALSO afirmar:

  • A O estressor pode ser um evento isolado ou pode haver múltiplos estressores.
  • B No subtipo que apresenta ansiedade podem ser manifestações predominantes os sintomas como inquietação, sentimentos de impotência e tendência ao choro.
  • C Por definição, um transtorno de adaptação deve resolver-se dentro de seis meses após o término do evento estressor.
  • D Os estressores podem afetar um único indivíduo, toda uma família, um grupo ou uma comunidade.
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Considerando a atuação do psicólogo nos ambulatórios, é incorreto afirmar que:

  • A Confusão e dúvidas sobre o papel do psicólogo na equipe de saúde são incomuns, sendo a Psicologia facilmente associada ao processo de humanização pelo qual passam grande parte dos hospitais gerais.
  • B É relativamente comum a solicitação de atendimento psicológico por um membro da família do paciente, muitas vezes associada a queixas psicopatológicas ou doenças psiquiátricas prévias.
  • C O encaminhamento do paciente ao psicólogo, pelos profissionais de saúde, muitas vezes envolve aspectos ligados a não adesão ao tratamento médico e as queixas expressas pelos familiares do enfermo.
  • D A expectativa da equipe é a de que o atendimento psicológico restaure a saúde mental do paciente e possibilite o enfrentamento, por parte deste, de procedimentos médicos, tais como uma cirurgia de revascularização do miocárdio.
25

Sobre a morte e o processo de morrer, é FALSO afirmar:

  • A Durante a fase terminal da doença, algumas dores mais encontradas são o medo da dor e da mutilação, o medo da morte e o medo de perder o controle sobre a própria vida.
  • B O paciente gravemente enfermo vive várias perdas, que instalam um processo de luto, com a presença de sentimentos de tristeza, raiva, medo e resignação.
  • C Segundo Torres (1996), quando o paciente adentra o hospital, ao ser despojado de sua identidade de “ser pensante”, devem ser estimuladas a passividade e a adaptação para uma adequada aceitação do processo de morrer.
  • D Na psicoterapia com pessoas em fase terminal da doença, deve-se possibilitar o insight, um aprofundamento das relações e uma ressignificação de certos eventos da vida, para favorecer a possibilidade de elaboração.
26

Sobre os preceitos éticos ligados à Psicologia no Hospital, é incorreto afirmar:

  • A O princípio de responsabilidade científica e profissional estabelecido pela Associação de Psicologia Americana (APA) aponta que o psicólogo deve reconhecer a importância do seu comportamento e atuação, procurando sempre atender, com técnicas específicas, as necessidades de diferentes tipos de clientela.
  • B O respeito à dignidade das pessoas, tal como definido pela APA, refere-se à necessidade do reconhecimento do direito de privacidade, confidencialidade, autodeterminação e autonomia dos indivíduos atendidos. Tal princípio determina não só a guarda sigilosa da informação, mas também o direito à recusa de continuar determinado tratamento.
  • C Na questão da integridade, a APA define o comportamento e atitudes éticas tanto no aspecto científico quanto nas relações entre o ensino e a prática da Psicologia. Em sua atuação, espera-se que o psicólogo tenha comportamentos honestos, justos e respeitosos, qualquer que seja o âmbito de seu trabalho.
  • D A responsabilidade social é colocada como uma responsabilidade científica do profissional diante da comunidade e da sociedade na qual está inserido. As obrigações éticas e deontológicas, neste sentido, referem-se à divulgação dos conhecimentos psicológicos para reduzir o sofrimento e contribuir para a melhoria da humanidade.
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Considerando os estudos sobre estresse, é incorreto afirmar:

  • A O modelo trifásico proposto por Selye (1936) considera que o quadro sintomático do stress varia dependendo da fase em que se encontra.
  • B Na fase de quase-exaustão há a persistência dos fatores estressantes, em frequência ou intensidade, quando ocorre uma quebra na resistência da pessoa acometida.
  • C No modelo quadrifásico do stress, proposto por Lipp (1997), foi acrescida a fase de resistência, considerada a fase positiva do stress, onde a sobrevivência é preservada e uma sensação de plenitude é frequentemente alcançada.
  • D Durante a fase de exaustão, doenças graves podem ocorrer em órgãos vulneráveis.
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Sobre a sintomatologia depressiva, bastante presente entre os enfermos que cursam internados, é incorreto afirmar que:

  • A Diminuição da energia, cansaço e fadiga são comuns e até tarefas leves podem exigir um esforço substancial.
  • B A perturbação do sono mais comumente associada com um episódio depressivo maior é a insônia, tipicamente intermediária ou terminal.
  • C Com maior frequência os indivíduos apresentam sonolência excessiva, na forma de episódios prolongados de sono noturno ou de sono durante o dia.
  • D Há relatos de prejuízo na capacidade de pensar, concentrarse e tomar decisões. Pode haver queixas de dificuldades de memória.
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A partir das assertivas a seguir, é incorreto afirmar:

  • A Ao examinar a ansiedade em pacientes, é frequente a sobreposição de sintomas, onde a depressão é sempre uma possibilidade.
  • B Na aplicação das escalas Beck, ao ser identificada a presença de sintomas depressivos, é necessário utilizar a escala BHS (Escala de desesperança de Beck) para identificar se há algum potencial suicida.
  • C Dentre a sintomatologia investigada na BDI (Inventário de depressão de Beck), estão a redução da libido, a perda de apetite e a expectativa de punição.
  • D A BSI (Escala de ideação suicida de Beck) é um auto-relato que objetiva investigar a presença de ideação suicida e a gravidade das ideias, planos e desejos de suicídio.
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É considerada falta ética na atuação do psicólogo hospitalar, em relação ao uso de testes:

  • A Fotocopiar folhas respostas de testes psicológicos, quando estas não estiverem disponíveis.
  • B O psicólogo deve considerar a necessidade de explicação sobre o resultado dos testes psicológicos aplicados aos solicitantes da avaliação.
  • C Faz-se necessária a explicação sobre os objetivos da aplicação dos testes psicológicos a todos os sujeitos avaliados.
  • D Não permitir a aplicação de testes psicológicos por pessoal não qualificado.

Matemática Atuarial

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Analise as afirmações sobre o tema prêmio puro:
I. o prêmio de risco é igual à soma do prêmio puro com o carregamento de segurança; II. não havendo estatísticas coletivas à disposição, o atuário fixa o prêmio puro inicial segundo sua experiência e, à medida em que novas informações estejam disponíveis, ele ajusta esse valor gradualmente; III. segundo a Teoria da Credibilidade o prêmio de risco é dado pelo valor definido pelas indenizações anteriores.
Está (ão) correta(s) somente:

  • A I.
  • B II.
  • C III.
  • D I e II.
  • E I e III.
32

Série temporal consiste em

  • A estrutura em que os dados podem ser marcados como verdadeiros ou falsos por padrão.
  • B estrutura de dados numéricos que têm um número infinito de valores possíveis
  • C estrutura de dados qualitativos medidos negativamente por padrão.
  • D estrutura de dados que podem ser medidos sem métrica definida.
  • E estrutura de dados que rastreiam mudanças nos valores de uma métrica ao longo do tempo.
33

Série temporal consiste em

  • A estrutura em que os dados podem ser marcados como verdadeiros ou falsos por padrão.
  • B estrutura de dados numéricos que têm um número infinito de valores possíveis.
  • C estrutura de dados qualitativos medidos negativamente por padrão.
  • D estrutura de dados que podem ser medidos sem métrica definida.
  • E estrutura de dados que rastreiam mudanças nos valores de uma métrica ao longo do tempo.
34

Série temporal consiste em

  • A estrutura em que os dados podem ser marcados como verdadeiros ou falsos por padrão.
  • B estrutura de dados numéricos que têm um número infinito de valores possíveis.
  • C estrutura de dados qualitativos medidos negativamente por padrão.
  • D estrutura de dados que podem ser medidos sem métrica definida.
  • E estrutura de dados que rastreiam mudanças nos valores de uma métrica ao longo do tempo.
35

Sobre os Regimes Financeiros dos planos de benefícios que podem ser adotados pelos Regimes Próprios de Previdência Social − RPPS, tendo em vista o equilíbrio financeiro e atuarial, considere:


I. Regime de Capitalização no qual as contribuições estabelecidas no plano de custeio, a serem pagas pelo ente federativo, pelos servidores ativos e inativos e pelos pensionistas, acrescidas ao patrimônio existente, às receitas por ele geradas e a outras espécies de aportes, sejam suficientes para a formação dos recursos garantidores à cobertura dos compromissos futuros do plano de benefícios e da taxa de administração.


II. Regime de Repartição de Capitais de Cobertura, em que as contribuições estabelecidas no plano de custeio, a serem pagas pelo ente federativo, pelos servidores ativos e inativos e pelos pensionistas, em um determinado exercício, sejam suficientes para a constituição das reservas matemáticas dos benefícios iniciados por eventos que ocorram nesse mesmo exercício, admitindo-se a constituição de fundo previdencial para oscilação de risco.


III. Regime de Repartição Simples, em que as contribuições estabelecidas no plano de custeio, a serem pagas pelo ente federativo, pelos servidores ativos e inativos e pelos pensionistas, em um determinado exercício, sejam suficientes para o pagamento dos benefícios nesse exercício, sem o propósito de acumulação de recursos, admitindo-se a constituição de fundo previdencial para oscilação de risco.



Está correto o que consta em

  • A I e III, apenas.
  • B II, apenas.
  • C II e III, apenas.
  • D I, apenas.
  • E I, II e III.
36

Sobre a Avaliação Atuarial e o Demonstrativo de Resultado da Avaliação Atuarial − DRAA dos Regimes Próprios de Previdência Social − RPPS, considere:


I. A avaliação atuarial é um estudo técnico desenvolvido pelo atuário, baseado apenas nas características econômicas da população, com o objetivo de estabelecer, de forma suficiente, os recursos necessários para a garantia dos pagamentos dos benefícios previstos pelo plano.


II. As avaliações e reavaliações atuariais indicarão o valor presente dos compromissos futuros do plano de benefícios do RPPS, suas necessidades de custeio e o resultado atuarial.


III. O Demonstrativo de Resultado da Avaliação Atuarial − DRAA registra de forma resumida as características gerais do plano e os principais resultados da avaliação atuarial.

IV. A Avaliação Atuarial indicará o plano de custeio necessário, a partir de sua realização, para a cobertura do custo normal e do custo suplementar do plano de benefícios do RPPS.



Está correto o que consta APENAS em

  • A I, II e III.
  • B I ,II e IV.
  • C II,III e IV.
  • D II e IV.
  • E I e III.
37

Fazem parte da Nota Técnica Atuarial dos Regimes Próprios de Previdência Social − RPPS os seguintes elementos mínimos e obrigatórios:


I. Hipóteses Biométricas, Demográficas, Financeiras e Econômicas.


II. Modalidade dos benefícios assegurados pelo RPPS.


III. Regimes Financeiros e Métodos de financiamento por benefício assegurado pelo RPPS.


IV. Utilização de taxa de juros real de 7% a.a.


Está correto o que consta APENAS em

  • A I, II e III.
  • B I, II e IV.
  • C I, III e IV.
  • D II.
  • E III e IV.
38

Considere os dados abaixo.



O resultado atuarial (déficit/superávit) do Regime Próprio de Previdência Social (Benefícios em Regime de Capitalização) é igual a

  • A Déficit atuarial de R$ 18.172.586,23.
  • B Déficit atuarial de R$ 18.956.697,04.
  • C Déficit atuarial de R$ 8.020.874,29.
  • D Superávit atuarial de R$ 10.151.711,93.
  • E Superávit atuarial de R$ 57.361,57.
39

O risco de subscrição refere-se à possibilidade de perdas ou de mudanças adversas no valor das provisões decorrentes do uso inadequado de metodologias ou premissas atuariais, incluindo

  • A falhas na especificação técnica do produto e nas condições de aceitação e precificação.
  • B perdas decorrentes de processos inadequados ou deficientes.
  • C erros e falhas nos sistemas de Tecnologia da Informação.
  • D problemas operacionais e fraudes.
  • E ocorrências externas que ocasionem prejuízos às atividades ou aos danos a seus ativos físicos.
40

A equação utilizada em uma avaliação atuarial para identificar o custo de um plano em percentual da folha de pagamento pelo sistema agregado é composta pelo valor atual

  • A dos benefícios futuros dividido pela quantidade de servidores.
  • B dos salários futuros dividido pelo valor atual dos benefícios futuros.
  • C das contribuições futuras dividido pelo valor atual dos benefícios futuros.
  • D dos benefícios futuros dividido pelo valor atual dos salários futuros.
  • E dos salários futuros, apenas.
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