Resolver o Simulado FGV

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História

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Assim, na manhã quente de 8 de novembro de 1799, segundo o frei, as tropas de linha ocuparam desde cedo a Praça da Liberdade, amplo quadrilátero localizado no centro de Salvador. O povo curioso não parava de chegar [...]. Logo após, os condenados a degredo caminhavam de mãos atadas às costas, precedidos do porteiro do Conselho, com as insígnias do seu cargo, seguido dos quatro réus condenados à pena capital pelo crime de lesa-majestade de primeira cabeça (VALIM, 2009). A respeito da Conjuração Baiana, assinale a alternativa incorreta.
  • A Condenados por conspirarem contra a Coroa de Portugal, dois alfaiates e dois soldados foram considerados os réus do movimento qualificado pelas autoridades do Tribunal da Relação da Bahia, em 1799, de “Sedição dos Mulatos”
  • B Parte dos historiadores que versaram sobre a Conjuração Baiana de 1798, perceberam certo grau de coerência entre a tentativa de participação política dos setores populares e a ideia de república
  • C Conjuração Baiana foi uma revolta social de caráter burguês, que ocorreu na Bahia em 1798. Recebeu uma importante influência dos ideais do Renascimento Cultural e Revolução Industria
  • D A Conjuração Baiana de 1798 deixa de ser um evento de identificação regional, para tornar-se o representante das mais profundas aspirações de amplos setores da sociedade brasileira
  • E Esse movimento defendia a emancipação política do Brasil, ou seja, o fim do pacto colonial com Portugal e a instauração e implantação da República
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Leia o excerto e, em seguida, responda ao que se pede:
“Alimento vegetal básico dos índios e que foi adotado pelos colonos, consumido por homens e animais domésticos. Exigia cuidados especiais em seu preparo pois só podia ser consumido depois de descascada, ralada e espremida, operações que retiravam o perigoso veneno de seu sumo.” (FONTE: o Brasil nos primeiros séculos. Laima Mesgravis. São Paulo. Contexto. 1998. p 13).
O alimento em que a autora se refere é:

  • A Fumo.
  • B Pimenta.
  • C Amendoim.
  • D Mandioca.
  • E Cana-de-açúcar.
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O projeto empreendido pelos portugueses de colonização do território que viria a se chamar Brasil se deu, primeiramente, pela implementação das conhecidas capitanias hereditárias, a partir de 1532. Segundo Boris Fausto:
“O Brasil foi dividido em quinze quinhões, por uma série de linhas paralelas ao Equador que iam do litoral até o meridiano de Tordesilhas, sendo os quinhões entregues aos chamados capitães donatários. Eles constituíam um grupo diversificado onde havia gente da pequena nobreza, burocratas e comerciantes, tendo em comum suas ligações com a coroa portuguesa”.
(Boris Fausto. História do Brasil. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo/Fundação para o D
esenvolvimento da Educação, 2000)
É consenso na historiografia brasileira que o fracasso das capitanias hereditárias se deveu a diversos fatores conjugados, tendo destaque

  • A a ausência de mão de obra disponível no litoral para os trabalhos referentes à colonização, a dificuldade de escoamento dos produtos coloniais no mercado de consumo europeu e o desinteresse dos portugueses nas terras recém-conquistadas.
  • B a monopolização da coroa sobre as terras recém- -descobertas, a intervenção da administração real no modo como os colonos empreenderam a colonização e a falta de apoio da igreja católica na catequização dos indígenas, considerados indignos da catequese.
  • C a falta de recursos dos donatários para investir na colonização do território, a inexperiência no processo de colonização das regiões situadas na América, além dos ataques constantes dos nativos indígenas aos aldeamentos coloniais.
  • D a miscigenação dos colonos portugueses com as populações ameríndias, que os tornara, em pouco tempo, lascivos e ociosos do trabalho da empreitada colonial, e a intervenção constante dos jesuítas nos negócios dos colonos, arregimentando populações nativas aos trabalhos de cunho religioso, em detrimento do trabalho braçal.
  • E o clima e o solo pouco propícios para a produção de artigos e produtos agrícolas que eram valorizados no mercado europeu e a dificuldade de adaptação dos portugueses às novas terras, haja vista que esta era a primeira experiência de colonização de territórios distantes de Portugal.
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Em 1983, lideranças partidárias demandavam mudança nas regras da sucessão da presidência da República, mediante a aprovação de emenda constitucional. Só um fato extraordinário poderia romper com as regras que impunham a vitória de um candidato eleito pelo voto indireto para a sucessão presidencial, e as oposições se encarregaram de criá-lo. A campanha com lema “Diretas Já” começou timidamente, em junho de 1983, com um comício em Goiânia, que reuniu 5 mil pessoas e demonstrou a viabilidade de um movimento de massas orientado para exigir do Congresso Nacional a aprovação da Emenda Dante de Oliveira. A oposição contava com algumas vantagens.
(Lilia M. Schwarcz e Heloisa M. Starling. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. Adaptado)
Para Lilia Schwarcz e Heloisa Starling, uma dessas vantagens foi

  • A a interpretação do Supremo Tribunal Federal de que qualquer partido político legalizado, criado a partir de 1979, tinha o direito de disputar as eleições indiretas por meio do Colégio Eleitoral.
  • B a maioria parlamentar da oposição na Câmara dos Deputados conquistada com as eleições de 1982, condição que permitia um forte equilíbrio no Colégio Eleitoral e nos acordos com o Executivo.
  • C a maioria obtida no Senado pelo PMDB em virtude da extinção do mandato dos senadores indiretos eleitos em 1974, o que fez o PDS perder a maioria absoluta no Congresso Nacional.
  • D o saldo positivo das eleições diretas para governador de estado realizadas em 1982, nas quais o PMDB elegeu nove governadores, incluídos os mais ricos, e o PDT conquistou o governo do Rio de Janeiro.
  • E a vitória eleitoral das oposições ao governo federal nas eleições municipais de 1980, que garantiu o controle da maioria das capitais de estado e das cidades com mais de 100 mil habitantes.
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Em 1983, lideranças partidárias demandavam mudança nas regras da sucessão da presidência da República, mediante a aprovação de emenda constitucional.

Só um fato extraordinário poderia romper com as regras que impunham a vitória de um candidato eleito pelo voto indireto para a sucessão presidencial, e as oposições se encarregaram de criá-lo. A campanha com lema “Diretas Já” começou timidamente, em junho de 1983, com um comício em Goiânia, que reuniu 5 mil pessoas e demonstrou a viabilidade de um movimento de massas orientado para exigir do Congresso Nacional a aprovação da Emenda Dante de Oliveira.

A oposição contava com algumas vantagens.

(Lilia M. Schwarcz e Heloisa M. Starling. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. Adaptado)


Para Lilia Schwarcz e Heloisa Starling, uma dessas vantagens foi

  • A o saldo positivo das eleições diretas para governador de estado realizadas em 1982, nas quais o PMDB elegeu nove governadores, incluídos os mais ricos, e o PDT conquistou o governo do Rio de Janeiro.
  • B a interpretação do Supremo Tribunal Federal de que qualquer partido político legalizado, criado a partir de 1979, tinha o direito de disputar as eleições indiretas por meio do Colégio Eleitoral.
  • C a vitória eleitoral das oposições ao governo federal nas eleições municipais de 1980, que garantiu o controle da maioria das capitais de estado e das cidades com mais de 100 mil habitantes.
  • D a maioria parlamentar da oposição na Câmara dos Deputados conquistada com as eleições de 1982, condição que permitia um forte equilíbrio no Colégio Eleitoral e nos acordos com o Executivo.
  • E a maioria obtida no Senado pelo PMDB em virtude da extinção do mandato dos senadores indiretos eleitos em 1974, o que fez o PDS perder a maioria absoluta no Congresso Nacional.
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Assim, a explicação de que é a “ideia” da Independência que constitui a força propulsora da renovação que se operava no seio da colônia parece pelo menos arriscada.
(Caio Prado Jr. A formação do Brasil contemporâneo. 23. edição. São Paulo: Brasiliense, 1994)

Considerando a obra e o fragmento do texto, podemos afirmar que a Independência

  • A conteve a organização revolucionária de povos e trabalhadores, que, unidos em confederações e grupos sindicais, conseguiram participar ativamente das negociações em torno da transição para o modelo Imperial do século XIX.
  • B consolidou um longo período de acordos entre as elites vinculadas aos portugueses e a nova burguesia industrial vinculada às cidades e às ideias progressistas que permitiram incluir os diferentes grupos neste projeto nacional.
  • C foi um processo no qual várias concepções de separação coexistiram, uma vez que não existia um projeto de unidade em torno da Independência do país, diante de interesses e disputas conflitantes no período.
  • D foi um processo de construção em massa que unificou os diversos setores da sociedade nacional, sobretudo, a partir da aliança entre os defensores do modelo escravista e os movimentos abolicionistas do período.
  • E foi a continuidade de um projeto de inclusão e transformação da sociedade brasileira, com especial destaque à incorporação de direitos e à cidadania estendida a mulheres, negros e indígenas, entre outros grupos, neste processo.
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As ideias separatistas nasciam do profundo desequilíbrio entre o poder político e o poder econômico que se observava nos fins do Império, oriundo do empobrecimento das áreas de onde provinham tradicionalmente os elementos que manipulavam o poder e concomitantemente do desenvolvimento de outras áreas que não possuíam a devida representação no governo.

As transformações econômicas e sociais que se processam durante a segunda metade do século XIX acarretam o aparecimento de uma série de aspirações novas provocando numerosos conflitos. [...]

(Emília Viotti da Costa. Da Monarquia à República: momentos decisivos. Fund. Ed. Unesp, 1999)


Para Emília Viotti da Costa, o tal “desequilíbrio entre o poder político e o poder econômico” refere-se

  • A à província de Minas Gerais, produtora agropastoril com a mão de obra cativa e forte opositora às políticas do Império, condição diversa de São Paulo que, com o avanço da produção cafeeira, usou a sua grande bancada de parlamentares para defender a transformação do escravo em trabalhador livre.
  • B à fragilização econômica dos barões do café do Vale do Paraíba, que, ainda assim, detinham um forte poder político, e ao Oeste Paulista, que se tornou, a partir de 1880, a região mais dinâmica do país, embora com uma participação política relativamente pequena.
  • C ao novo patamar econômico atingido pelas províncias de São Paulo e de Minas Gerais que, desde 1870, produziam café essencialmente com a mão de obra livre do imigrante europeu, em contraposição às províncias do Norte, que reforçavam a escravidão com a compra de escravos do Sul.
  • D à bancada do Partido Liberal das províncias decadentes economicamente desde 1850, caso de Minas Gerais e Bahia, que defendiam a manutenção da escravatura, em contraponto ao vigoroso apoio do Partido Conservador aos projetos que encaminhassem o fim da escravidão.
  • E à perda da importância política das províncias do Centro-Sul em virtude da Reforma Eleitoral de 1883 e, ao mesmo tempo, a uma reorganização econômica das províncias do Norte, a partir da produção de açúcar e algodão, e com o uso da mão de obra oriunda da imigração subsidiada.
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Há uma história do tenentismo antes e depois de 1930. Os dois períodos dividem-se por uma diferença essencial. (Boris Fausto. História do Brasil. São Paulo. Editora da Universidade de São Paulo/Fundação para o Desenvolvimento da Educação, 2000) O tenentismo, antes e depois de 1930, respectivamente,

  • A rebelou-se contra o Estado oligárquico, caso da Revolução de 1924, que tinha o objetivo de derrubar Artur Bernardes; teve participação no governo, com os “tenentes” assumindo interventorias nos estados, principalmente no Nordeste.
  • B esteve vinculado às ideias antiliberais dos anos 1920, o que explica a defesa de uma radical legislação de proteção ao trabalho; fez forte oposição ao Governo Provisório porque discordava da postura de Vargas em protelar a volta da constitucionalidade do país.
  • C propunha uma reordenação política da nação por meio de um sistema eleitoral censitário; defendeu as políticas oriundas das forças oligárquicas alijadas do poder por meio da Revolução de 1930, o que justifica o apoio às forças paulistas no movimento de 1932.
  • D organizava-se nacionalmente e teve participação central na eleição de Washington Luís em 1926; desprestigiado pela ordem surgida com a Revolução de 1930, agrupou-se no Partido Democrático, ficando sua força política restrita aos estados mais pobres do país.
  • E demarcava com os princípios econômicos da socialdemocracia e tinha bastante clareza ideológica; participava ativamente da política até a instauração do Estado Novo e defendia que o Estado não deveria interferir na atividade econômica.
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A escravidão moderna caracterizou-se por trazer à tona uma realidade nova ao já secular comércio de escravos ocorrido no continente africano.

(Lilia Schwarcz e Heloísa Starling. Brasil: uma biografia. 1. ed. São Paulo: Cia das Letras, 2015)


De acordo com as autoras, na obra Brasil: uma biografia, a referida nova realidade consiste

  • A no esvaziamento do comércio de escravos na costa atlântica em detrimento de uma intensificação das rotas de comércio de escravos estabelecidas entre os reinos africanos e o mundo muçulmano, configurando-se este último na maior expressão do escravismo moderno.
  • B na conquista rápida e efetiva dos reinos tribais africanos pelas forças expedicionárias lusitanas, a fim de monopolizar o comércio de escravos para a América, interrompendo, assim, o fluxo de tráfico escravista para o oriente médio e tornando os portugueses os maiores comerciantes de gente do período.
  • C no modo como os reinos africanos constituídos se fortaleceram em alianças internas, após a influência europeia pressioná-los a aderir às alianças de benefício unilateral, que exaltavam a presença europeia no continente africano.
  • D no fim das hostilidades entre europeus e africanos, com relação à religiosidade e à adoção do cristianismo por parte de alguns reinos, na lucratividade e na monopolização do trabalho escravizado, bem como do comércio que o sustentava, gerando assim cisões irreversíveis na diplomacia entre os continentes.
  • E na mudança de escala do comércio de africanos escravizados, tanto no que se refere ao volume de cativos, quanto no emprego crescente da violência. Isso alterou a dinâmica de guerras e das redes de relacionamento internas dos estados africanos.
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A escravidão moderna caracterizou-se por trazer à tona uma realidade nova ao já secular comércio de escravos ocorrido no continente africano.
(Lilia Schwarcz e Heloísa Starling. Brasil: uma biografia. 1. ed. São Paulo: Cia das Letras, 2015)
De acordo com as autoras, na obra Brasil: uma biografia, a referida nova realidade consiste

  • A na mudança de escala do comércio de africanos escravizados, tanto no que se refere ao volume de cativos, quanto no emprego crescente da violência. Isso alterou a dinâmica de guerras e das redes de relacionamento internas dos estados africanos.
  • B no esvaziamento do comércio de escravos na costa atlântica em detrimento de uma intensificação das rotas de comércio de escravos estabelecidas entre os reinos africanos e o mundo muçulmano, configurando-se este último na maior expressão do escravismo moderno.
  • C na conquista rápida e efetiva dos reinos tribais africanos pelas forças expedicionárias lusitanas, a fim de monopolizar o comércio de escravos para a América, interrompendo, assim, o fluxo de tráfico escravista para o oriente médio e tornando os portugueses os maiores comerciantes de gente do período.
  • D no modo como os reinos africanos constituídos se fortaleceram em alianças internas, após a influência europeia pressioná-los a aderir às alianças de benefício unilateral, que exaltavam a presença europeia no continente africano.
  • E no fim das hostilidades entre europeus e africanos, com relação à religiosidade e à adoção do cristianismo por parte de alguns reinos, na lucratividade e na monopolização do trabalho escravizado, bem como do comércio que o sustentava, gerando assim cisões irreversíveis na diplomacia entre os continentes.
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O projeto empreendido pelos portugueses de colonização do território que viria a se chamar Brasil se deu, primeiramente, pela implementação das conhecidas capitanias hereditárias, a partir de 1532. Segundo Boris Fausto:
“O Brasil foi dividido em quinze quinhões, por uma série de linhas paralelas ao Equador que iam do litoral até o meridiano de Tordesilhas, sendo os quinhões entregues aos chamados capitães donatários. Eles constituíam um grupo diversificado onde havia gente da pequena nobreza, burocratas e comerciantes, tendo em comum suas ligações com a coroa portuguesa”.
(Boris Fausto. História do Brasil. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo/Fundação para o Desenvolvimento da Educação, 2000)
É consenso na historiografia brasileira que o fracasso das capitanias hereditárias se deveu a diversos fatores conjugados, tendo destaque

  • A a falta de recursos dos donatários para investir na colonização do território, a inexperiência no processo de colonização das regiões situadas na América, além dos ataques constantes dos nativos indígenas aos aldeamentos coloniais.
  • B a ausência de mão de obra disponível no litoral para os trabalhos referentes à colonização, a dificuldade de escoamento dos produtos coloniais no mercado de consumo europeu e o desinteresse dos portugueses nas terras recém-conquistadas.
  • C a monopolização da coroa sobre as terras recém-descobertas, a intervenção da administração real no modo como os colonos empreenderam a colonização e a falta de apoio da igreja católica na catequização dos indígenas, considerados indignos da catequese.
  • D a miscigenação dos colonos portugueses com as populações ameríndias, que os tornara, em pouco tempo, lascivos e ociosos do trabalho da empreitada colonial, e a intervenção constante dos jesuítas nos negócios dos colonos, arregimentando populações nativas aos trabalhos de cunho religioso, em detrimento do trabalho braçal.
  • E o clima e o solo pouco propícios para a produção de artigos e produtos agrícolas que eram valorizados no mercado europeu e a dificuldade de adaptação dos portugueses às novas terras, haja vista que esta era a primeira experiência de colonização de territórios distantes de Portugal.
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O projeto empreendido pelos portugueses de colonização do território que viria a se chamar Brasil se deu, primeiramente, pela implementação das conhecidas capitanias hereditárias, a partir de 1532. Segundo Boris Fausto:
“O Brasil foi dividido em quinze quinhões, por uma série de linhas paralelas ao Equador que iam do litoral até o meridiano de Tordesilhas, sendo os quinhões entregues aos chamados capitães donatários. Eles constituíam um grupo diversificado onde havia gente da pequena nobreza, burocratas e comerciantes, tendo em comum suas ligações com a coroa portuguesa”. (Boris Fausto. História do Brasil. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo/Fundação para o Desenvolvimento da Educação, 2000)
É consenso na historiografia brasileira que o fracasso das capitanias hereditárias se deveu a diversos fatores conjugados, tendo destaque

  • A a ausência de mão de obra disponível no litoral para os trabalhos referentes à colonização, a dificuldade de escoamento dos produtos coloniais no mercado de consumo europeu e o desinteresse dos portugueses nas terras recém-conquistadas.
  • B a falta de recursos dos donatários para investir na colonização do território, a inexperiência no processo de colonização das regiões situadas na América, além dos ataques constantes dos nativos indígenas aos aldeamentos coloniais.
  • C a monopolização da coroa sobre as terras recém-descobertas, a intervenção da administração real no modo como os colonos empreenderam a colonização e a falta de apoio da igreja católica na catequização dos indígenas, considerados indignos da catequese.
  • D a miscigenação dos colonos portugueses com as populações ameríndias, que os tornara, em pouco tempo, lascivos e ociosos do trabalho da empreitada colonial, e a intervenção constante dos jesuítas nos negócios dos colonos, arregimentando populações nativas aos trabalhos de cunho religioso, em detrimento do trabalho braçal.
  • E o clima e o solo pouco propícios para a produção de artigos e produtos agrícolas que eram valorizados no mercado europeu e a dificuldade de adaptação dos portugueses às novas terras, haja vista que esta era a primeira experiência de colonização de territórios distantes de Portugal.
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As ideias separatistas nasciam do profundo desequilíbrio entre o poder político e o poder econômico que se observava nos fins do Império, oriundo do empobrecimento das áreas de onde provinham tradicionalmente os elementos que manipulavam o poder e concomitantemente do desenvolvimento de outras áreas que não possuíam a devida representação no governo.
As transformações econômicas e sociais que se processam durante a segunda metade do século XIX acarretam o aparecimento de uma série de aspirações novas provocando numerosos conflitos. [...]
(Emília Viotti da Costa. Da Monarquia à República: momentos decisivos. Fund. Ed. Unesp, 1999)

Para Emília Viotti da Costa, o tal “desequilíbrio entre o poder político e o poder econômico” refere-se

  • A à província de Minas Gerais, produtora agropastoril com a mão de obra cativa e forte opositora às políticas do Império, condição diversa de São Paulo que, com o avanço da produção cafeeira, usou a sua grande bancada de parlamentares para defender a transformação do escravo em trabalhador livre.
  • B à fragilização econômica dos barões do café do Vale do Paraíba, que, ainda assim, detinham um forte poder político, e ao Oeste Paulista, que se tornou, a partir de 1880, a região mais dinâmica do país, embora com uma participação política relativamente pequena.
  • C ao novo patamar econômico atingido pelas províncias de São Paulo e de Minas Gerais que, desde 1870, produziam café essencialmente com a mão de obra livre do imigrante europeu, em contraposição às províncias do Norte, que reforçavam a escravidão com a compra de escravos do Sul.
  • D à bancada do Partido Liberal das províncias decadentes economicamente desde 1850, caso de Minas Gerais e Bahia, que defendiam a manutenção da escravatura, em contraponto ao vigoroso apoio do Partido Conservador aos projetos que encaminhassem o fim da escravidão.
  • E à perda da importância política das províncias do Centro-Sul em virtude da Reforma Eleitoral de 1883 e, ao mesmo tempo, a uma reorganização econômica das províncias do Norte, a partir da produção de açúcar e algodão, e com o uso da mão de obra oriunda da imigração subsidiada.
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Há uma história do tenentismo antes e depois de 1930. Os dois períodos dividem-se por uma diferença essencial.

(Boris Fausto. História do Brasil. São Paulo. Editora da Universidade de São Paulo/Fundação para o Desenvolvimento da Educação, 2000)


O tenentismo, antes e depois de 1930, respectivamente,

  • A rebelou-se contra o Estado oligárquico, caso da Revolução de 1924, que tinha o objetivo de derrubar Artur Bernardes; teve participação no governo, com os “tenentes” assumindo interventorias nos estados, principalmente no Nordeste.
  • B esteve vinculado às ideias antiliberais dos anos 1920, o que explica a defesa de uma radical legislação de proteção ao trabalho; fez forte oposição ao Governo Provisório porque discordava da postura de Vargas em protelar a volta da constitucionalidade do país.
  • C propunha uma reordenação política da nação por meio de um sistema eleitoral censitário; defendeu as políticas oriundas das forças oligárquicas alijadas do poder por meio da Revolução de 1930, o que justifica o apoio às forças paulistas no movimento de 1932.
  • D organizava-se nacionalmente e teve participação central na eleição de Washington Luís em 1926; desprestigiado pela ordem surgida com a Revolução de 1930, agrupou-se no Partido Democrático, ficando sua força política restrita aos estados mais pobres do país.
  • E demarcava com os princípios econômicos da socialdemocracia e tinha bastante clareza ideológica; participava ativamente da política até a instauração do Estado Novo e defendia que o Estado não deveria interferir na atividade econômica.
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Em 1983, lideranças partidárias demandavam mudança nas regras da sucessão da presidência da República, mediante a aprovação de emenda constitucional. Só um fato extraordinário poderia romper com as regras que impunham a vitória de um candidato eleito pelo voto indireto para a sucessão presidencial, e as oposições se encarregaram de criá-lo. A campanha com lema “Diretas Já” começou timidamente, em junho de 1983, com um comício em Goiânia, que reuniu 5 mil pessoas e demonstrou a viabilidade de um movimento de massas orientado para exigir do Congresso Nacional a aprovação da Emenda Dante de Oliveira. A oposição contava com algumas vantagens.
(Lilia M. Schwarcz e Heloisa M. Starling. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. Adaptado)
Para Lilia Schwarcz e Heloisa Starling, uma dessas vantagens foi

  • A o saldo positivo das eleições diretas para governador de estado realizadas em 1982, nas quais o PMDB elegeu nove governadores, incluídos os mais ricos, e o PDT conquistou o governo do Rio de Janeiro.
  • B a maioria parlamentar da oposição na Câmara dos Deputados conquistada com as eleições de 1982, condição que permitia um forte equilíbrio no Colégio Eleitoral e nos acordos com o Executivo.
  • C a interpretação do Supremo Tribunal Federal de que qualquer partido político legalizado, criado a partir de 1979, tinha o direito de disputar as eleições indiretas por meio do Colégio Eleitoral.
  • D a vitória eleitoral das oposições ao governo federal nas eleições municipais de 1980, que garantiu o controle da maioria das capitais de estado e das cidades com mais de 100 mil habitantes.
  • E a maioria obtida no Senado pelo PMDB em virtude da extinção do mandato dos senadores indiretos eleitos em 1974, o que fez o PDS perder a maioria absoluta no Congresso Nacional.

Geografia

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Analise o mapa a seguir e responda:

Os pontos destacados de A até E estão dispostos no mapa-múndi, tendo relação de orientação entre estes. Assinale a alternativa que contém a relação de orientação correta.

  • A O ponto A está no ponto setentrional de D.
  • B O ponto B está nordeste de E.
  • C O ponto E está a sudoeste de D.
  • D O ponto E está no ponto oriental de A.
  • E O ponto A está a noroeste de C.
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Este bioma “engloba os estados Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí, Sergipe e o norte de Minas Gerais. Rico em biodiversidade, o bioma abriga 178 espécies de mamíferos, 591 de aves, 177 de répteis, 79 espécies de anfíbios, 241 de peixes e 221 abelhas. Cerca de 27 milhões de pessoas vivem na região, a maioria carente e dependente dos recursos do bioma para sobreviver” (FONTE: https://www.mma.gov.br/biomas/caatinga. Acesso em 18 de março de 2020 às 20:00 horas.).
Este bioma é afetado por secas extremas e períodos de estiagem, característicos do clima semiárido. Trata-se da (o) (s):

  • A Cerrado.
  • B Pantanal.
  • C Caatinga.
  • D Mata Atlântica.
  • E Pampas.
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Segundo Théry e Mello-Théry (2018), as propriedades agrárias muito grandes (mais de 500 ha) e as muito pequenas (menos de 1 ha) ocupam zonas distintas no Brasil. Para os autores, são exemplos de áreas de concentração de propriedades muito grandes e muito pequenas, respectivamente:

  • A Amazonas e Santa Catarina.
  • B Bahia e Triângulo Mineiro.
  • C Goiás e Campanha Gaúcha.
  • D Mato Grosso e Agreste pernambucano.
  • E Pará e São Paulo.
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Entende-se como um conjunto espacial de certa ordem de grandeza territorial – de centenas de milhares a milhões de quilômetros quadrados de área – onde haja um esquema coerente de feições de relevo, tipos de solos, formas de vegetação e condições climático-hidrológicas.

(AB’SABER, Aziz Nacib. Os domínios de natureza no Brasil: potencialidades paisagísticas. Adaptado)


O autor apresenta no texto o conceito de

  • A Área core e faixa de transição.
  • B Domínio territorial e espacial.
  • C Domínios ecológicos e climáticos.
  • D Domínio morfoclimático e fitogeográfico.
  • E Depressões e Planaltos Florestados.
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Para promover a industrialização, a partir dos anos de 1960, o Estado adotou várias ações importantes, dentre as quais:

  • A a criação de políticas de privatização de ramos industriais ligados aos bens de consumo.
  • B a implementação de tecnopolos para a pesquisa e o desenvolvimento de novas tecnologias.
  • C a criação e a ampliação das infraestruturas em distritos industriais em várias regiões do Brasil.
  • D o incentivo aos movimentos sindicais para a implementação de políticas salariais.
  • E a abertura do mercado brasileiro a produtos estrangeiros para incentivar a produtividade nacional.
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Em 1998, o Brasil foi um dos países pioneiros ao adaptar e calcular um IDH subnacional para todos os municípios brasileiros, com dados do Censo Demográfico, criando o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM).
(http://atlasbrasil.org.br/2013/data/rawData/publicacao_atlas_rm_pt.pdf)
Um dos pontos positivos do IDHM é o fato de ele

  • A levar em conta duas das principais dimensões da vida humana: a saúde e a educação, embora estes dois elementos não sejam comparáveis entre as regiões brasileiras.
  • B refletir os avanços socioeconômicos da população, fato que indica a persistente redução das diferenças regionais observadas no país há décadas.
  • C destacar com nitidez as diferenças de condições socioeconômicas e culturais entre a população urbana daquelas encontradas na população rural.
  • D ter se tornado uma medida nacional para estabelecer as condições de vida dos brasileiros, embora seja obtido após a divulgação dos dados do IDH mundial fornecido pela ONU.
  • E popularizar o conceito de desenvolvimento centrado nas pessoas, e não na visão de que o desenvolvimento se limita a crescimento econômico e ao PIB.
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Analise o gráfico para responder à questão.


(H. Théry e N. A. Mello-Théry. Atlas do Brasil: disparidades e dinâmicasdo território. São Paulo: Edusp, 2018. Adaptado)


A leitura do gráfico e os conhecimentos sobre a dinâmica demográfica brasileira permitem afirmar que

  • A desde as décadas finais do século XX, foram observados dois processos concomitantes: a explosão demográfica acelerada e o incremento do processo de urbanização.
  • B entre a década de 1940 e 1980, o crescimento natural apresentou oscilações, o que confirmava a dificuldade de se iniciar o processo de transição demográfica.
  • C entre as décadas de 1960 e 1980, o processo de urbanização e a ampliação dos sistemas de comunicação em massa contribuíram para o início de uma nova fase da transição demográfica.
  • D por volta da década de 1960, a taxa de natalidade acompanhou o ritmo de queda da taxa de mortalidade devido à implementação de políticas públicas de caráter natalista.
  • E a partir do final do século XX, o crescimento natural da população tornou-se mais acelerado, dando início à fase final da transição demográfica.
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Observe o mapa que representa os motores do desenvolvimento para o território nacional.


(THÉRY, H.; MELLO-THÉRY, N. A. Atlas do Brasil – Disparidades e dinâmicas do território)


Os números 1 e 2 representam localidades com motores de desenvolvimento impulsionados, respectivamente, pelas atividades de

  • A ecoturismo e agricultura familiar.
  • B turismo de litoral e fruticultura.
  • C fruticultura e agricultura familiar.
  • D agronegócio e pecuária extensiva.
  • E indústria e agroindústria.
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Em 1998, o Brasil foi um dos países pioneiros ao adaptar e calcular um IDH subnacional para todos os municípios brasileiros, com dados do Censo Demográfico, criando o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM). (http://atlasbrasil.org.br/2013/data/rawData/publicacao_atlas_rm_pt.pdf)
Um dos pontos positivos do IDHM é o fato de ele

  • A levar em conta duas das principais dimensões da vida humana: a saúde e a educação, embora estes dois elementos não sejam comparáveis entre as regiões brasileiras.
  • B ter se tornado uma medida nacional para estabelecer as condições de vida dos brasileiros, embora seja obtido após a divulgação dos dados do IDH mundial fornecido pela ONU.
  • C refletir os avanços socioeconômicos da população, fato que indica a persistente redução das diferenças regionais observadas no país há décadas.
  • D popularizar o conceito de desenvolvimento centrado nas pessoas, e não na visão de que o desenvolvimento se limita a crescimento econômico e ao PIB.
  • E destacar com nitidez as diferenças de condições socioeconômicas e culturais entre a população urbana daquelas encontradas na população rural.
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Região semiárida onde os totais anuais de precipitação, em diversos pontos, não ultrapassam os 400 mm anuais, marcada em sua paisagem por solos pedregosos com formas agressivas, como os campos de inselbergs, assim como por um regime intermitente da rede de drenagem.

(Jurandyr Luciano Sanches Ross (org.). Geografia do Brasil. São Paulo: Edusp, 2001. Adaptado)


Essa região apresenta uma vegetação típica denominada

  • A Mata de Cocais.
  • B Mata Atlântica.
  • C Caatinga.
  • D Campos Sulinos.
  • E Cerrado.
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(…) surge, na tradicional Geografia Política, como o espaço concreto em si (com seus atributos naturais e socialmente construídos), que é apropriado, ocupado por um grupo social. Sua ocupação é vista como algo gerador de raízes e identidade: um grupo não pode ser mais compreendido sem esse espaço, no sentido de que a identidade sociocultural das pessoas estaria inarredavelmente ligada aos atributos do espaço concreto.

(Castro, Iná Elias et al. Geografia: Conceitos e Temas. Adaptado)


O texto faz referência

  • A à territorialidade.
  • B ao circuito de produção.
  • C ao território.
  • D ao lugar.
  • E à região.
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Analise o gráfico para responder à questão.

Transição demográfica (1920-2010)


(H. Théry e N. A. Mello-Théry. Atlas do Brasil: disparidades e dinâmicasdo território. São Paulo: Edusp, 2018. Adaptado)


A leitura do gráfico e os conhecimentos sobre a dinâmica demográfica brasileira permitem afirmar que

  • A por volta da década de 1960, a taxa de natalidade acompanhou o ritmo de queda da taxa de mortalidade devido à implementação de políticas públicas de caráter natalista.
  • B entre a década de 1940 e 1980, o crescimento natural apresentou oscilações, o que confirmava a dificuldade de se iniciar o processo de transição demográfica.
  • C a partir do final do século XX, o crescimento natural da população tornou-se mais acelerado, dando início à fase final da transição demográfica.
  • D desde as décadas finais do século XX, foram observados dois processos concomitantes: a explosão demográfica acelerada e o incremento do processo de urbanização.
  • E entre as décadas de 1960 e 1980, o processo de urbanização e a ampliação dos sistemas de comunicação em massa contribuíram para o início de uma nova fase da transição demográfica.
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Região semiárida onde os totais anuais de precipitação, em diversos pontos, não ultrapassam os 400 mm anuais, marcada em sua paisagem por solos pedregosos com formas agressivas, como os campos de inselbergs, assim como por um regime intermitente da rede de drenagem.
(Jurandyr Luciano Sanches Ross (org.). Geografia do Brasil. São Paulo: Edusp, 2001. Adaptado)
Essa região apresenta uma vegetação típica denominada

  • A Campos Sulinos.
  • B Mata Atlântica.
  • C Caatinga.
  • D Cerrado.
  • E Mata de Cocais.
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Recurso mineral que se forma em condições anóxicas, comumente associado a sulfetos, principalmente a pirita, que quando exposto à ação do oxigênio do ar e da água sofre oxidação, gerando uma solução de ácido sulfúrico e sulfato ferroso. Quando estes produtos, provenientes dos depósitos de rejeitos das minas, alcançam os cursos d´águas, acidificam as águas, aumentando o teor de sulfato.

(TEIXEIRA, W. et. al. (org.). Decifrando a Terra. Adaptado)


O excerto refere-se à exploração de

  • A jazidas de ouro e prata.
  • B plantações para a produção de biomassa.
  • C depósitos de ferro e bauxita.
  • D poços de petróleo e gás natural.
  • E reservas de carvão mineral.
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Segundo Théry e Mello-Théry (2018), as propriedades agrárias muito grandes (mais de 500 ha) e as muito pequenas (menos de 1 ha) ocupam zonas distintas no Brasil. Para os autores, são exemplos de áreas de concentração de propriedades muito grandes e muito pequenas, respectivamente:

  • A Amazonas e Santa Catarina.
  • B Bahia e Triângulo Mineiro.
  • C Goiás e Campanha Gaúcha.
  • D Mato Grosso e Agreste pernambucano.
  • E Pará e São Paulo.

Sociologia

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O fenômeno histórico conhecido como "tráfico de coolies" esteve associado diretamente ao período que vai do final da década de 1840 até o ano de 1874, quando milhares de chineses foram encaminhados principalmente para Cuba e Peru e muitos abusos no recrutamento de mão de obra foram identificados. O tráfico de coolies ou, em outros termos, o transporte por meios coativos de mão de obra de um lugar para outro, foi comparado ao tráfico africano de escravos por muitos periodistas e analistas do século XIX.
SANTOS. M. A. Migrações e trabalho sob contrato no século XIX, História, n, 12. 2017
A comparação mencionada no texto foi possível em razão da seguinte característica:

  • A Oferta de contrato formal.
  • B Origem étnica dos grupos de trabalhadores.
  • C Conhecimento das tarefas desenvolvidas.
  • D Controle opressivo das vidas dos indivíduos.
  • E Investimento requerido dos empregadores.
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O toyotismo, a partir dos anos 1970, teve grande impacto no mundo ocidental, quando se mostrou para os países avançados como uma opção possível para a superação de uma crise de acumulação.
ANTUNES, R. Os sentidos do trabalho: ensaio sobre a afirmação e a negação do trabalho. São Paulo, Botempo. 2009 (adaptado)
A característica organizacional do modelo em questão, requerida no contexto de crise, foi o(a)

  • A expansão dos grandes estoques.
  • B incremento da fabricação em massa.
  • C adequação da produção à demanda.
  • D aumento da mecanização do trabalho.
  • E centralização das etapas de planejamento.
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Um dos resquícios franceses na dança são os comandos proferidos pelo marcador da quadrilha. Seu papel é anunciar os próximos passos da coreografia. O abrasileiramento de termos franceses deu origem, por exemplo, ao saruê (soirée - reunião social noturna, ordem para todos se juntarem no centro do salão), anarriê (en arrière - para trás) e anavã (en avant — para frente). Disponível em www.ebc.com.br Acesso em: 6 jul. 2015

A característica apresentada dessa manifestação popular resulta do seguinte processo socio-histórico:

  • A Massificação da arte erudita.
  • B Rejeição de hábitos elitistas.
  • C Laicização dos rituais religiosos.
  • D Restauração dos costumes antigos.
  • E Apropriação de práticas estrangeiras.
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A participação da população nas decisões governamentais, traduzidas nas política públicas, é fundamental para a devida consolidação da democracia. Entre as afirmações abaixo, assinale a única que NÃO é correta sobre o assunto:

  • A A partir da Constituição de 1988, foram instituídos mecanismos que previam a participação popular. Isso se relaciona com o fato de a Carta Magna ter sido elaborada na redemocratização do país, com amplo envolvimento dos cidadãos na vida política.
  • B A participação cidadã envolve responsabilidade compartilhada sobre as políticas públicas, apontando para sua viabilidade e sustentabilidade.
  • C Entre as instâncias estabelecidas pelo Decreto que criou a Política Nacional de Participação Social estão: Conselho de Políticas Públicas; Fórum Interconselhos; Fórum Virtual de Discussão e Participação Social e Audiência Pública.
  • D Os diversos conselhos são instrumentos de controle social sobre a ação estatal, estabelecendo relação com o processo de descentralização administrativa, a partir de fins da década de 1980
  • E Quando a sociedade civil não é organizada para a participação, não se articula ou está muito dividida para encontrar uma agenda mínima de ação, pode acontecer de os conselhos se esvaziarem como espaços de força cidadã.
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Considere os seguintes conceitos da avaliação, especialmente sobre sua inserção no ciclo de políticas públicas. Assinale o item que está INCORRETO:

  • A impacto é o resultado do programa que pode ser atribuído exclusivamente às suas ações, isolados os efeitos externos.
  • B impacto é o resultado concreto do programa, podendo ser tanto bens, quanto serviços.
  • C eficiência é a relação entre custos e benefícios, com a minimização do custo total para uma quantidade de produto ou a maximização do produto para um gasto total fixo.
  • D efetividade é a medida do impacto ou do grau de alcance dos objetivos.
  • E eficácia é a relação entre alcance de metas e tempo, sem considerar os custos implicados.
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Em sociedades modernas, as lutas políticas e a definição dos direitos e deveres são fundamentais para o entendimento de processos que envolvem a participação popular. Referente a esse tema, assinale a alternativa correta.
  • A Segundo o sociólogo inglês Thomas H. Marshall, a cidadania moderna é composta por dois grupos de direitos: 1) os direitos civis, como o direito a se manifestar; 2) os direitos políticos, por exemplo, o direito ao voto, direito partidário e de ser eleito para cargos políticos. O autor não reconhece, todavia, o direito à educação, saúde e bemestar como necessário para o exercício da cidadania e efetiva igualdade.
  • B Robert Putnam, sobre o conceito de capital social, demonstra que a participação social em diferentes organizações (movimentos sociais, igrejas, associação de bairro ou outras atividades que levem o indivíduo a se organizar em conjunto com outros cidadãos) não é significativa para o aumento da confiança e melhoria dos indicadores sociais de determinada localidade.
  • C Sobre a inclusão social, o historiador José Murilo de Carvalho afirma que se vive em uma alta cidadania, pois os direitos são resultados de uma luta de baixo (população) para cima (Estado), o que obriga o Estado a conceder benefícios a toda população.
  • D Joseph Schumpeter é um dos críticos ao ideal clássico que estabelece a união entre a democracia e a soberania popular. Para o autor, a racionalidade dos indivíduos e a busca pelo bem comum são ficções que desconsideram a realidade. Assim, defende que a democracia dever ser um arranjo institucional para a tomada de decisões políticas, reduzindo a participação política ao ato de votar.
  • E Para o escritor e filósofo Jean-Jacqes Rousseau, a representação política se constitui como principal meio de participação popular legítima. Em Do contrato social, esse autor afirma que a vivência em sociedade deve ser comprometida com a igualdade e a busca pelo bem comum.
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Compreender as transformações no mundo do trabalho e seus impactos na vida dos trabalhadores é essencial na atuação de um sociólogo. A respeito das diferentes interpretações sociológicas sobre esse tema, assinale a alternativa correta.
  • A As inovações no sistema de organização do trabalho, proporcionadas pelo modelo taylorista-fordista de produção, diminuíram o nível de rotatividade dos trabalhadores e estimularam a qualificação educacional e profissional dos operários. Esse contexto apresentou um novo passo para as relações entre empregadores e empregados no século XX, proporcionando aumento do poder econômico das famílias.
  • B A ética protestante e o espírito do capitalismo, de Max Weber, constitui-se como um importante estudo sobre como o protestantismo (fator religioso) foi a causa do capitalismo ocidental. Essa afirmação é pautada na ideia de que o comportamento do protestante (ascese), de acordo com a teologia calvinista, deveria ser de estímulo ao trabalho profissionalizado e de busca pela riqueza.
  • C Para Marx, a economia é fundamentada pelas relações de trabalho, sendo por meio do trabalho que o homem transforma a natureza e reproduz a sua existência.
  • D Segundo Émile Durkheim, as sociedades modernas estão enquadradas teoricamente no tipo de solidariedade mecânica, caracterizando-se pelo alto grau de divisão do trabalho, maior diferenciação cultural, especialização das funções entre os indivíduos e enfraquecimento da consciência coletiva.
  • E Os novos modelos de liberalização econômica, introdução da robótica e renovação das relações de trabalho (terceirização) acarretaram melhorias na vida do trabalhador, fortalecimento dos sindicatos e seguridade trabalhista.
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“Sete de Outubro – Morreu um menino aqui na favela. Tinha dois meses. Se vivesse ia passar fome”. O trecho citado de Quarto de despejo: diário de uma favelada retrata alguns dos desafios da política e do Estado brasileiro. Em relação a esse tema relevante para o trabalho sociológico, assinale a alternativa correta.
  • A Na década de 1980, o Welfare State foi uma medida de enfrentamento dos movimentos sociais adotados pelas economias liberais, tendo como objetivo a diminuição dos gastos sociais e flexibilização das leis trabalhistas.
  • B Sérgio Buarque de Holanda, em Raízes do Brasil, explica que somente um Estado forte poderia modernizar o Brasil e romper com nossos vícios coloniais de exploração,individualismo anárquico e não identificação com a ordem pública.
  • C Segundo Celso Furtado, em Formação econômica do Brasil, o subdesenvolvimento brasileiro é resultado de uma relação de dominação e dependência de outros países industrializados.
  • D Segundo Marx, o Estado moderno é o gestor dos interesses da classe burguesa. Nesse sentido, o autor expõe que a revolução proletária deve ser marcada pela substituição da burguesia para instrumentalizar a transformação social.
  • E O Estado brasileiro desenvolvimentista que regulamenta os direitos dos trabalhos foi alcançado com a Revolução Constitucionalista após a queda de Getúlio Vargas. Essas conquistas tiveram a participação dos militares e da classe média, que estavam preocupados em instaurar um projeto econômico que desvinculava a economia da política.
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A cientificidade da sociologia está profundamente envolvida com a história, principalmente no tocante à evolução, ao progresso e ao desenvolvimento da sociedade moderna. A respeito desse tema, assinale a alternativa correta.
  • A As rápidas transformações ocorridas nos séculos XVIII e XIX trouxeram à tona questões como urbanização, aceleração do tempo e novas formas de pobreza. No entanto não é possível fazer uma conceituação referente ao processo de proletização.
  • B O teocentrismo, movimento intelectual com o objetivo de entender e organizar a sociedade a partir da razão, foi fundamental para a Revolução Francesa. Esse evento incitou novos ideais sociais e políticos, assim como novos arranjos na forma de organizar e distribuir o poder político.
  • C Karl Marx foi um dos principais autores a formular um conjunto de conceitos explicativos sobre as mudanças históricas que ocorrem na idade moderna. Em seus estudos sobre a divisão social do trabalho, o autor demarcou a passagem da solidariedade orgânica (caracteíristica das sociedade pré-capitalistas) para a solidariedade mecânica (característica das sociedades pós-capitalistas).
  • D Para Émile Durkheim, o desenvolvimento da modernidade é marcado por um processo de racionalização, sendo esse o centro da sua teoria sociológica. Em sua definição teórica, a racionalização é a diminuição/eliminação da dimensão mágica e religiosa em favor do surgimento da ciência como método de interpretação de mundo.
  • E Os clássicos da sociologia, como Karl Marx, Émile Durkheim e Max Weber, além de oferecer diferentes explicações sobre a sociedade moderna, contribuíram com diferentes epistemologias e metodologias para a teoria sociológica.
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A sociedade brasileira é formada pelo encontro de diferentes culturas. A partir das discussões sobre a formação da cultura e identidade nacional, assinale a alternativa correta.
  • A A sociologia defende a ideia de que a discriminação é natural na sociedade, pois cada um dos invidíduos tem o direito de gostar ou não de outra pessoa.
  • B O relativismo cultural é uma postura analítica que considera os mitos e as narrativas folclóricas como elementos culturais subdesenvolvidos e primitivos.
  • C A sociologia afirma que os “índios de verdade” não utilizam roupas, nem tecnologias ocidentais. Nessa perspectiva, ao adotar os padrões civilizados de comportamentos, eles perdem sua condição de indígena e direito às terras florestais.
  • D No Brasil, o encontro entre as religiosidades dos povos africanos, indígenas e brancos europeus não alterou as características nativas desses povos. Por isso, não é possível afirmar a existência de um sincretismo religioso.
  • E Mesmo condenado pela legislação em vigor, o preconceito racial ainda é perpetuado na sociedade brasileira devido a mecanismos sociais/simbólicos que produzem e reproduzem as desigualdades de dentro da sociedade.
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No que tange à ética profissional, assinale a alternativa correta.
  • A O conceito de ética deriva daquilo que é moral e indica os comportamentos (mas não fundamentais) a serem incentivados para uma boa vivência social.
  • B A Declaração Universal dos Direitos do Homem expressa princípios fundamentais para a atuação ética do sociólogo.
  • C O desenvolvimento do senso ético é feito a partir da universalização daquilo que é o “bem” e moralmente correto, sendo sempre os mesmos valores para todos os níveis de desenvolvimento dos indivíduos que compõem um grupo.
  • D Na ação profissional de um sociólogo, é ético produzir informações (expúrias) e permitir sua divulgação visando ao bem maior de uma comunidade.
  • E A autodeterminação dos povos e etnias é um dilema ético para o sociólogo, pois se cria uma contraposição ao ideal humano de igualdade e dignidade humana.
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Émile Durkheim, em As regras do método sociológico, sistematiza e dá corpo aos principais instrumentos da pesquisa sociológica. A respeito das ideias teóricas desse autor, assinale a alternativa correta.
  • A Para Émile Durkheim, o indivíduo tem primazia lógica sobre a sociedade.
  • B Durkheim expõe que o objeto da sociologia é o fato social, sendo este, necessariamente, toda maneira de agir, capaz de exercer sobre o indivíduo uma coerção exterior e dependende das manifestações individuais.
  • C Para Durkheim, o sociólogo deve encarar seu objeto de estudo com uma perspectiva de exterioridade, da mesma forma que os pesquisadores das ciências exatas compreendem a natureza.
  • D A construção da sociologia proposta por Durkheim considera o indivíduo e suas ações como a unidade básica interpretativa da realidade social.
  • E Os estudos sobre a modernidade, segundo Dukheim, devem levar em consideração o processo histórico e social de racionalização do mundo, entendido como a capacidade de dominar o mundo por meio das ciências e da técnica. Essa perspectiva racional, porém, também trouxe consequências negativas, como a perda da liberdade e do sentido da vida.
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Sobre o tema da modernização econômica e seus impactos políticos e sociais, assinale a alternativa correta.
  • A O ecorracismo ou racismo ambiental é utilizado por pesquisas que investigam a relação entre os problemas ambientais e as condições de vulnerabilidade social enfrentadas pela população negra.
  • B O aumento da violência nas periferias, favelas e ocupações urbanas informais está desvinculado das questões socioambientais.
  • C A industrialização e a lucratividade desenvolvimentista são vistas pela sociologia como cumpridoras de sua função social, mesmo que elas causem a destruição e degradação dos recursos naturais relacionados à fertilidade e à biodiversidade.
  • D A atividade acrobática parkour é vista pela sociologia como uma prática condenável, uma vez que expõe os jovens a uma situação de risco em escadas e corrimões sem equipamento de segurança.
  • E Estudos sociológicos no Brasil demonstram que o processo de modernização levou ao desaparecimento da cultura rústica e caipira do interior do país. Uma das principais características dessa transformação é a substituição das redes solidárias por relações racionais e competitivas.
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O suicídio, de Émile Durkheim, é uma obra fundamental para a sociologia. A respeito dela e do pensamento teórico do autor, assinale a alternativa correta.
  • A Émile Durkheim tem como objetivo demostrar como o suicídio tem causas psicológicas, psicopatológicas ou, ainda, pode ocorrer por imitação.
  • B Um dos tipos de suicídio elencado pelo autor é o suicídio egoísta, muito presente na sociedade moderna. Nesse tipo de ação, as normas sociais estão ausentes ou perdem sentido (desregramento social).
  • C O suicídio anômico é aquele praticado quando o indivíduo se identifica tanto com a coletividade, que é capaz de tirar sua própria vida.
  • D Uma das maiores fragilidades da obra de Durkheim é não utilizar recursos estatísticos e indicadores para o suicídio.
  • E Na visão de Durkheim, a modernidade é marcada pelo enfraquecimento da consciência coletiva, alta da anomia e fragilidade do processo de coesão e integração social.
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A política e seu exercício é o meio pelo qual os indivíduos transformam a sua realidade social. Sobre o tema de participação política, assinale a alternativa correta.
  • A A participação política, quando contaminada por determinada perspectiva ideológica, invalidaria reivindicações sociais, pois a ideologia seria movida por sentimentalismo, o que diminui a racionalidade política.
  • B O voto é, sociologicamente, a participação política com maior legitimidade e importância social devido à sua capacidade decisória e universalidade.
  • C Uma das maiores críticas à democracia contemporânea se refere à ineficiência de colocar os cidadãos, especialmente grupos minoritários, no centro das decisões políticas. Uma saída para esse dilema, apresentada pela teoria republicana clássica, é o aumento do número de partidos que atendam às demandas específicas de cada grupo.
  • D Segundo Alexis de Tocqueville, em A democracia na América, o acesso eficaz dos cidadãos ao poder político depende da centralização administrativa e política do Estado. Essa perspectiva se faz válida quanto ao Brasil, pois nossa estrutura federativa é condizente com o modelo centralizado burocrático e político de democracia, o que permite mais ações conjuntas entre estados e União.
  • E Atualmente, apenas a presença mais igualitária de diferentes grupos nos espaços de decisão política não é suficiente para garantir a justiça social, pois as hierarquias das instituições representativas detêm os interesses que direcionam o jogo político.
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