Resolver o Simulado Instituto Nacional do Câncer (INCA) - Odontologia Hospitalar - Nível Superior

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Odontologia

1

Qual par de nervo craniano é responsável pela inervação dos músculos mímicos da face?

  • A V.
  • B IV.
  • C VII.
  • D III.
  • E VIII.
2

A cárie dentária é uma doença infecciosa que progride de forma muito lenta na maioria dos indivíduos, raramente é auto limitante e, na ausência de tratamento, progride até destruir totalmente a estrutura dentária. Assinale a alternativa que apresenta apenas fatores determinantes da doença cárie:

  • A Microrganismo, dieta , condição social , escolaridade.
  • B Hospedeiro, dieta, conhecimento, escolaridade, condição social.
  • C Microrganismo, dieta, escolaridade, condição social e renda.
  • D Hospedeiro, microrganismo, condição social, renda e tempo.
  • E Hospedeiro, microrganismo, dieta e tempo
3

Qual a função dos Retentores numa PPR?

  • A Apoiar uma superfície dentária para proporcionar suporte para prótese.
  • B Impedir o deslocamento da prótese no sentido gengivo-oclusal.
  • C Ligar os elementos de um arco ao outro, se unem direta ou indiretamente entre as partes além de dar suporte e estabilização para a prótese.
  • D Unir o conector menor e a base com as demais parte da prótese.
  • E Faz a retenção dos dentes na sela da prótese.
4

Das opções abaixo qual não corresponde a um EPI?

  • A Gorro.
  • B Máscara.
  • C Óculos de proteção.
  • D Papel Toalha.
  • E Jaleco.
5

De acordo com a classificação de fraturas mandibulares uma fratura impactada é definida por:

  • A Fratura no qual o osso apresenta vários fragmentos, pode ser simples ou composta.
  • B Fratura que ocorre decorrente de lesão leve e doença óssea pré-existente.
  • C Fratura distante do local do ferimento.
  • D Fratura na qual um fragmento ósseo é firmemente pressionado contra o outro.
  • E Fratura espontânea resultante da atrofia óssea.
6

De acordo com o Código de Ética Odontológica, aprovado pela Resolução CFO - 118/ 2012, no capítulo V, seção I, Art.11 constitui infração ética:

  • A Deixar de esclarecer adequadamente os propósitos, riscos, custos e alternativas do tratamento.
  • B Revelar, sem justa causa, fato sigiloso de que tenha conhecimento em razão do exercício de sua profissão;
  • C Os profissionais da Odontologia deverão manter no prontuário os dados clínicos necessários para a boa condução do caso, sendo preenchido, em cada avaliação, em ordem cronológica com data, hora, nome, assinatura e número de registro do cirurgião-dentista no Conselho Regional de Odontologia.
  • D Oferecer serviços gratuitos a quem possa remunerá-los adequadamente.
  • E O especialista, atendendo a paciente encaminhado por cirurgião-dentista, atuará somente na área de sua especialidade requisitada.
7

Em um paciente aparece em um centro de atendimento de urgência odontológica apresentando os seguintes sintomas:


- Sangramento no sulco gengival,

- Porção coronária do dente com pouca ou nenhuma mobilidade ,

- Dor,

- Testes de sensibilidade negativo.


Qual seria o tipo de lesão desse paciente?

  • A Alveolite.
  • B Fratura Radicular (terço apical).
  • C Fratura coronária.
  • D Intrusão.
  • E Fratura Radicular (terço cervical).
8

Qual dessas afirmativas é considerada uma infecção bacteriana?

  • A Histoplasmose.
  • B Sarampo.
  • C Rubéola.
  • D Caxumba.
  • E Sífilis.
9

Um isolamento absoluto, para ser realizado com sucesso, depende muito da adaptação de um conjunto arco + dique + grampo corretos. Existem diversos tipos de grampos e cada um tem a sua indicação clínica. Qual a indicação clínica do grampo 205?

  • A Molares.
  • B Pré-Molares.
  • C Incisivos Centrais.
  • D Caninos.
  • E Incisivos Laterais.
10

Qual deve ser a relação adequada coroa-raiz para confecção de núcleo intrarradicular.

  • A O comprimento total do remanescente dental.
  • B ⅔ do comprimento do remanescente dental.
  • C ⅓ do comprimento do remanescente dental.
  • D ½ do comprimento do remanescente dental.
  • E 1mm do remanescente dental.
11

Um paciente chega ao consultório com dor à mastigação leve inchaço e sangramento na região do 36, dente com mobilidade Grau II, na radiografia era possível observar uma redução do septo e reabsorção óssea. Qual o possível diagnóstico desse paciente?

  • A Gengivite.
  • B Cárie.
  • C Diabetes tipo II.
  • D Pulpite.
  • E Periodontite.
12

O modelo assistencial praticado no Brasil era hospitalocêntrico voltado somente para cura de doenças, o que gerava desperdício de recursos, baixa resolutividade e alto grau de insatisfação dos usuários, para substituição desse modelo foi criado o Programa Saúde da Família (PSF). Qual o objetivo central do PSF?

  • A Priorizar ações de promoção, proteção e recuperação dos indivíduos e da família de forma integral e contínua.
  • B Atender apenas a parte da população que não possuem recursos para arcar seu tratamento em consultórios particulares.
  • C Acabar com a doença cárie nas crianças.
  • D Geração de empregos criando novos centros de trabalhos longe dos hospitais.
  • E Fazer uma separação da área hospitalar para evitar novos focos de infecções.
13

A Candidose oral é a manifestação intra-oral mais comum de infecção pelo HIV, muitas vezes é o sinal de apresentação que leva ao diagnóstico inicial, qual dessas opções não se apresenta correta quanto ao seu padrão clínico:

  • A Bolhoso.
  • B Pseudomembranoso.
  • C Eritematoso.
  • D Hiperplásico.
  • E Queilite angular.
14

De acordo com a classificação de Kennedy, um paciente com todos elementos na boca com exceção dos elementos 26,27,28 é:

  • A Classe IV.
  • B Classe I.
  • C Classe III.
  • D Classe II.
  • E Classe V.
15

Assinale qual é a inflamação da polpa dentária que apresenta uma secreção, causa dor aguda, que pode ser muito intensa, e que costuma piorar na presença de estímulos, como mastigação ou ingestão de bebidas e alimentos quentes ou frios:

  • A Pulpite purulenta.
  • B Pulpite serosa.
  • C Pulpite crônica esclerosante.
  • D Pulpite crônica ulcerativa.
  • E Pulpite crônica hiperplásica
16

Em 1985, Miller propõe uma classificação considerando a recessão tecidual marginal associada à periodontite. Qual afirmativa refere-se a Classe IV de Miller?

  • A A recessão é restrita à gengiva inserida, não se estende até a linha mucogengival. Não há perda interdentária de osso ou tecido mole.
  • B A recessão atinge ou ultrapassa a linha mucogengival. Os tecidos proximais estão situados no nível da base da recessão e essa implica mais de uma face do dente.
  • C A recessão tem apenas 1 mm e pode ser causada por uma escovação forte na região.
  • D A recessão atinge ou ultrapassa a linha mucogengival. Não há perda interdentária de osso ou tecido mole.
  • E A recessão atinge ou ultrapassa a linha mucogengival. Há perda de osso interdentário e o tecido gengival proximal é apical à junção amelocementária, permanecendo coronária à base da recessão. Neste caso, considera-se o mau posicionamento dentário.
17

As Limas endodônticas do tipo K possuem uma coloração de acordo com seu número. Qual cor representa os números 30 , 45, 50, 60 respectivamente?

  • A Preto, vermelho, azul e branco.
  • B Azul, Amarelo, Branco e Verde.
  • C Amarelo, vermelho, amarelo e verde.
  • D Azul, Branco, Amarelo e Azul.
  • E Vermelho, Branco, Azul e Amarelo.
18

Reza o artigo 8º da Lei n.º 6.259, de 30 de outubro de 1975, que é dever de todo cidadão comunicar à autoridade sanitária local a ocorrência de fato comprovado ou presumível de casos de doença transmissível, sendo obrigatória a médicos, dentistas e outros profissionais de saúde no exercício de sua profissão, bem como aos responsáveis por organizações e estabelecimentos públicos e particulares de saúde e de ensino, a notificação de casos suspeitos ou confirmados das doenças de notificação. A Portaria nº 1943, de 18 de outubro de 2001, definiu a relação de doenças de notificação compulsória para todo o território nacional. Qual das alternativas apresenta uma doença de notificação compulsória?

  • A Gripe.
  • B Câncer.
  • C Tuberculose.
  • D Depressão.
  • E Adenopatia.
19

O plexo dental inferior se origina de qual nervo?

  • A Nervo alveolar inferior.
  • B Nervo lingual.
  • C Nervo infra-orbital.
  • D Nervo zigomático.
  • E Nervo frontal.
20

Assinale a numeração correspondente ao dente serotino.

  • A 24.
  • B 65.
  • C 38.
  • D 11.
  • E 51.

Português

21

Considere o seguinte trecho de um texto publicado na revista Mente Curiosa (Ano 3, nº 49, fev. 2019): As selfiessão comuns nas redes sociais. O termo americano não tem tradução para o português, elas basicamente funcionam como __________. O que as pessoas não sabem é que essas publicações revelam muito sobre a __________ de quem posta e têm um impacto direto na de quem vê.


Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas acima, na ordem em que aparecem no texto.

  • A auto retrato – auto estima.
  • B autorretrato – autoestima.
  • C auto-retrato – autoestima.
  • D auto-retrato – auto-estima.
  • E autorretrato – auto-estima
22

As regras da Nova Ortografia - que passaram a fazer parte do nosso vocabulário oficialmente em 2016 - trouxeram algumas modificações, tais como a escrita da palavra "supercidadão". Seguindo as orientações de uso/desuso do hífen, assinale a alternativa que contém uma grafia "antiga" não aceita pela nova regra:

  • A Super-radical
  • B Hiperautoritário
  • C Superamigável
  • D Hiper-racional
  • E Super-moderno
23

A questão diz respeito ao Texto. Leia-o atentamente antes de respondê-la.



(Adaptado de Folha de S.Paulo, em 29/01/2020)

Em “... seja comprado como uma espécie de subproduto do curso, da palestra ou da exposição que se realizou naquele dia.” (linhas 6 a 8), a partícula “se” é utilizada com o fim de:

  • A Indeterminar o sujeito da oração em que se insere.
  • B Atuar como partícula integrante do verbo.
  • C Tornar a voz verbal passiva.
  • D Complementar o sentido do verbo.
  • E Condicionar o sentido da oração subordinada.
24

A questão diz respeito ao Texto. Leia-o atentamente antes de respondê-la.



(Adaptado de Folha de S.Paulo, em 29/01/2020)

Através do uso dos sinais de pontuação, o autor pode marcar na escrita uma explicação relacionada à ideia principal. Assinale a alternativa em que esse recurso foi utilizado no texto:

  • A “... e, quando vou a livrarias, sempre me assusto com a insuficiência do que é oferecido.” (linhas 1 a 3).
  • B “... seja comprado como uma espécie de subproduto do curso, da palestra ou da exposição que se realizou naquele dia.” (linhas 6 a 8).
  • C “Tudo bem quanto às livrarias, portanto.” (linha 9).
  • D “Vão surgindo 'lojas' que são como depósitos, onde você acessa um terminal de computador (...)” (linhas 12 a 14).
  • E “O que fazer para manter as lojas de pé?” (linhas 18 e 19).
25

Texto 1


Antes que elas cresçam


Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos.

É que as crianças crescem. Independentes de nós, como árvores, tagarelas e pássaros estabanados, elas crescem sem pedir licença. Crescem como a inflação, independente do governo e da vontade popular. Entre os estupros dos preços, os disparos dos discursos e o assalto das estações, elas crescem com uma estridência alegre e, às vezes, com alardeada arrogância.

Mas não crescem todos os dias, de igual maneira; crescem, de repente.

Um dia se assentam perto de você no terraço e dizem uma frase de tal maturidade que você sente que não pode mais trocar as fraldas daquela criatura.

Onde e como andou crescendo aquela danadinha que você não percebeu? Cadê aquele cheirinho de leite sobre a pele? Cadê a pazinha de brincar na areia, as festinhas de aniversário com palhaços, amiguinhos e o primeiro uniforme do maternal?

Ela está crescendo num ritual de obediência orgânica e desobediência civil. E você está agora ali, na porta da discoteca, esperando que ela não apenas cresça, mas apareça. Ali estão muitos pais, ao volante, esperando que saiam esfuziantes sobre patins, cabelos soltos sobre as ancas. Essas são as nossas filhas, em pleno cio, lindas potrancas.

Entre hambúrgueres e refrigerantes nas esquinas, lá estão elas, com o uniforme de sua geração: incômodas mochilas da moda nos ombros ou, então com a suéter amarrada na cintura. Está quente, a gente diz que vão estragar a suéter, mas não tem jeito, é o emblema da geração.

Pois ali estamos, depois do primeiro e do segundo casamento, com essa barba de jovem executivo ou intelectual em ascensão, as mães, às vezes, já com a primeira plástica e o casamento recomposto. Essas são as filhas que conseguimos gerar e amar, apesar dos golpes dos ventos, das colheitas, das notícias e da ditadura das horas. E elas crescem meio amestradas, vendo como redigimos nossas teses e nos doutoramos nos nossos erros.

Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos. Longe já vai o momento em que o primeiro mênstruo foi recebido como um impacto de rosas vermelhas. Não mais as colheremos nas portas das discotecas e festas, quando surgiam entre gírias e canções. Passou o tempo do balé, da cultura francesa e inglesa. Saíram do banco de trás e passaram para o volante de suas próprias vidas. Só nos resta dizer “bonne route, bonne route”, como naquela canção francesa narrando a emoção do pai quando a filha oferece o primeiro jantar no apartamento dela.

Deveríamos ter ido mais vezes à cama delas ao anoitecer para ouvir sua alma respirando conversas e confidências entre os lençóis da infância, e os adolescentes cobertores daquele quarto cheio de colagens, pôsteres e agendas coloridas de Pilot. Não, não as levamos suficientemente ao maldito “drive-in”, ao Tablado para ver “Pluft”, não lhes demos suficientes hambúrgueres e cocas, não lhes compramos todos os sorvetes e roupas merecidas.

Elas cresceram sem que esgotássemos nelas todo o nosso afeto.

No princípio subiam a serra ou iam à casa de praia entre embrulhos, comidas, engarrafamentos, natais, páscoas, piscinas e amiguinhas. Sim, havia as brigas dentro do carro, a disputa pela janela, os pedidos de sorvetes e sanduíches infantis. Depois chegou a idade em que subir para a casa de campo com os pais começou a ser um esforço, um sofrimento, pois era impossível deixar a turma aqui na praia e os primeiros namorados. Esse exílio dos pais, esse divórcio dos filhos, vai durar sete anos bíblicos. Agora é hora de os pais na montanha terem a solidão que queriam, mas, de repente, exalarem contagiosa saudade daquelas pestes.

O jeito é esperar. Qualquer hora podem nos dar netos. O neto é a hora do carinho ocioso e estocado, não exercido nos próprios filhos e que não pode morrer conosco.

Por isso, os avós são tão desmesurados e distribuem tão incontrolável afeição. Os netos são a última oportunidade de reeditar o nosso afeto. Por isso, é necessário fazer alguma coisa a mais, antes que elas cresçam.



Affonso Romano de Sant´ Anna (Fonte: http://www.releituras.com/arsant_antes.asp, acesso em janeiro de 2020.)




Texto 2


POEMA ENJOADINHO


Filhos... Filhos?

Melhor não tê-los!

Mas se não os temos

Como sabê-lo?

Se não os temos

Que de consulta

Quanto silêncio

Como o queremos!

Banho de mar

Diz que é um porrete...

Cônjuge voa

Transpõe o espaço

Engole água

Fica salgada

Se iodifica

Depois, que boa

Que morenaço

Que a esposa fica!

Resultado: filho,

E então começa

A aporrinhação:

Cocô está branco

Cocô está preto

Bebe amoníaco

Comeu botão. F

ilhos? Filhos.

Melhor não tê-los

Noite de insônia

Cãs prematuros

Prantos convulsos

Meu Deus, salvai-o!

Filhos são o demo

Melhor não tê-los...

Mas se não os temos

Como sabê-los?

Como saber

Que macieza

Nos seus cabelos

Que cheiro morno

Na sua carne

Que gosto doce

Na sua boca!

Chupam gilete

Bebem xampu

Ateiam fogo

No quarteirão

Porém, que coisa

Que coisa louca

Que coisa linda

Que os filhos são!


(Fonte: Vinícius de Moraes. Poesia completa & prosa. Rio de Janeiro: Aguilar, 1987. p. 261-2.)

Assinale a alternativa contendo vocábulos acentuados pela mesma regra:

  • A exílio/ divórcio/ gírias.
  • B pôsteres/ exílio/ país.
  • C órfãos/ há/ princípio.
  • D mênstruo/ pôsteres/ há.
  • E exílio/ país/ órfãos.
26

A questão diz respeito ao Texto. Leia-o atentamente antes de respondê-la.



(Adaptado de Folha de S.Paulo, em 29/01/2020)

“... em vez de simplesmente entregarem ao turista o lugar para onde ele vai.” (linhas 32 a 34). É correto afirmar que o verbo “vai” utilizado na frase acima está regido de forma:

  • A Correta, pois apresenta o sentido de “deslocar-se para algum lugar”, sendo, contudo, preferível a utilização da preposição “a”.
  • B Incorreta, pois apresenta o sentido de “desejar algo”, devendo ser regido pela preposição “a”.
  • C Incorreta, pois apresenta o sentido de “chegar a outro nível”, devendo ser regido pela preposição “de”.
  • D Correta, pois apresenta o sentido de “emancipar-se”.
  • E Correta, pois apresenta o sentido de “ir além dos limites de algo”.
27

A questão diz respeito ao Texto. Leia-o atentamente antes de respondê-la.



(Adaptado de Folha de S.Paulo, em 29/01/2020)

De acordo com as regras de concordância, é correto afirmar que a locução verbal “seja comprado” (linha 6) do texto está flexionada de forma:

  • A Incorreta, pois o verbo “ser”, quando empregado no sentido de “existir”, é impessoal.
  • B Incorreta, pois a concordância nas locuções verbais deve ser efetuada no verbo principal.
  • C Correta, pois concorda com seu sujeito simples “o livro” (linha 5).
  • D Incorreta, pois deveria concordar em número, pessoa e gênero com o núcleo do sujeito simples “espécie” (linha 7).
  • E Incorreta, pois deveria concordar em número, pessoa e gênero com os núcleos do sujeito composto “curso” (linha 7), “palestra” (linha 7) e “exposição” (linha 8).
28

Texto 1


Antes que elas cresçam


Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos.

É que as crianças crescem. Independentes de nós, como árvores, tagarelas e pássaros estabanados, elas crescem sem pedir licença. Crescem como a inflação, independente do governo e da vontade popular. Entre os estupros dos preços, os disparos dos discursos e o assalto das estações, elas crescem com uma estridência alegre e, às vezes, com alardeada arrogância.

Mas não crescem todos os dias, de igual maneira; crescem, de repente.

Um dia se assentam perto de você no terraço e dizem uma frase de tal maturidade que você sente que não pode mais trocar as fraldas daquela criatura.

Onde e como andou crescendo aquela danadinha que você não percebeu? Cadê aquele cheirinho de leite sobre a pele? Cadê a pazinha de brincar na areia, as festinhas de aniversário com palhaços, amiguinhos e o primeiro uniforme do maternal?

Ela está crescendo num ritual de obediência orgânica e desobediência civil. E você está agora ali, na porta da discoteca, esperando que ela não apenas cresça, mas apareça. Ali estão muitos pais, ao volante, esperando que saiam esfuziantes sobre patins, cabelos soltos sobre as ancas. Essas são as nossas filhas, em pleno cio, lindas potrancas.

Entre hambúrgueres e refrigerantes nas esquinas, lá estão elas, com o uniforme de sua geração: incômodas mochilas da moda nos ombros ou, então com a suéter amarrada na cintura. Está quente, a gente diz que vão estragar a suéter, mas não tem jeito, é o emblema da geração.

Pois ali estamos, depois do primeiro e do segundo casamento, com essa barba de jovem executivo ou intelectual em ascensão, as mães, às vezes, já com a primeira plástica e o casamento recomposto. Essas são as filhas que conseguimos gerar e amar, apesar dos golpes dos ventos, das colheitas, das notícias e da ditadura das horas. E elas crescem meio amestradas, vendo como redigimos nossas teses e nos doutoramos nos nossos erros.

Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos. Longe já vai o momento em que o primeiro mênstruo foi recebido como um impacto de rosas vermelhas. Não mais as colheremos nas portas das discotecas e festas, quando surgiam entre gírias e canções. Passou o tempo do balé, da cultura francesa e inglesa. Saíram do banco de trás e passaram para o volante de suas próprias vidas. Só nos resta dizer “bonne route, bonne route”, como naquela canção francesa narrando a emoção do pai quando a filha oferece o primeiro jantar no apartamento dela.

Deveríamos ter ido mais vezes à cama delas ao anoitecer para ouvir sua alma respirando conversas e confidências entre os lençóis da infância, e os adolescentes cobertores daquele quarto cheio de colagens, pôsteres e agendas coloridas de Pilot. Não, não as levamos suficientemente ao maldito “drive-in”, ao Tablado para ver “Pluft”, não lhes demos suficientes hambúrgueres e cocas, não lhes compramos todos os sorvetes e roupas merecidas.

Elas cresceram sem que esgotássemos nelas todo o nosso afeto.

No princípio subiam a serra ou iam à casa de praia entre embrulhos, comidas, engarrafamentos, natais, páscoas, piscinas e amiguinhas. Sim, havia as brigas dentro do carro, a disputa pela janela, os pedidos de sorvetes e sanduíches infantis. Depois chegou a idade em que subir para a casa de campo com os pais começou a ser um esforço, um sofrimento, pois era impossível deixar a turma aqui na praia e os primeiros namorados. Esse exílio dos pais, esse divórcio dos filhos, vai durar sete anos bíblicos. Agora é hora de os pais na montanha terem a solidão que queriam, mas, de repente, exalarem contagiosa saudade daquelas pestes.

O jeito é esperar. Qualquer hora podem nos dar netos. O neto é a hora do carinho ocioso e estocado, não exercido nos próprios filhos e que não pode morrer conosco.

Por isso, os avós são tão desmesurados e distribuem tão incontrolável afeição. Os netos são a última oportunidade de reeditar o nosso afeto. Por isso, é necessário fazer alguma coisa a mais, antes que elas cresçam.



Affonso Romano de Sant´ Anna (Fonte: http://www.releituras.com/arsant_antes.asp, acesso em janeiro de 2020.)




Texto 2


POEMA ENJOADINHO


Filhos... Filhos?

Melhor não tê-los!

Mas se não os temos

Como sabê-lo?

Se não os temos

Que de consulta

Quanto silêncio

Como o queremos!

Banho de mar

Diz que é um porrete...

Cônjuge voa

Transpõe o espaço

Engole água

Fica salgada

Se iodifica

Depois, que boa

Que morenaço

Que a esposa fica!

Resultado: filho,

E então começa

A aporrinhação:

Cocô está branco

Cocô está preto

Bebe amoníaco

Comeu botão. F

ilhos? Filhos.

Melhor não tê-los

Noite de insônia

Cãs prematuros

Prantos convulsos

Meu Deus, salvai-o!

Filhos são o demo

Melhor não tê-los...

Mas se não os temos

Como sabê-los?

Como saber

Que macieza

Nos seus cabelos

Que cheiro morno

Na sua carne

Que gosto doce

Na sua boca!

Chupam gilete

Bebem xampu

Ateiam fogo

No quarteirão

Porém, que coisa

Que coisa louca

Que coisa linda

Que os filhos são!


(Fonte: Vinícius de Moraes. Poesia completa & prosa. Rio de Janeiro: Aguilar, 1987. p. 261-2.)

Como recurso de embelezamento textual, a “licença poética” autoriza que os desvios em relação à normapadrão façam parte dos textos, por exemplo, em “Como sabê-los?”, assinale a alternativa com colocação pronominal correta:

  • A “Melhor não tê-los!”
  • B “Se não os temos”
  • C “Meu Deus, o salvai!”
  • D “Como queremo-nos”
  • E “Iodificar-se-ia”
29

A questão diz respeito ao Texto. Leia-o atentamente antes de respondê-la.



(Adaptado de Folha de S.Paulo, em 29/01/2020)

Sobre a frase “Compra-se uma música, é claro, tanto no velho CD quanto na „degustação‟ de um vinil, ou ainda pela assinatura de um site de streaming.” (linhas 36 a 39), é correto afirmar que:

  • A Utiliza-se o recurso da translação do sentido próprio de uma palavra para outro, por analogia ou por semelhança.
  • B Há substituição do sentido de um vocábulo pelo de outro com o qual está intimamente relacionado.
  • C Há o emprego de um vocábulo já existente e com significação própria em outro sentido, por falta de vocábulo adequado.
  • D Há, nas palavras, uma mistura de sensações perceptíveis por órgãos do sentido diferentes.
  • E Utiliza-se poderoso recurso estilístico, pois ressalta-se relações de contraste, de oposição entre os termos, entre as ideias.
30
“Em meio ao tumulto, todos eram favoráveis à aprovação das mudanças propostas para o futuro.”
O termo destacado na frase poderia ser substituído por uma oração, mantendo-se a correção gramatical e o sentido original, por:
  • A “Que fosse aprovada as mudanças propostas para o futuro.”
  • B “À que se aprovassem as mudanças propostas para o futuro.”
  • C “Para serem aprovadas às mudanças propostas para o futuro.”
  • D “A que fossem aprovadas as mudanças propostas para o futuro.”
  • E “Que aprovem as mudanças propostas para o futuro.”
31
Para Maria da Graça
Paulo Mendes Campos
Agora, que chegaste à idade avançada de 15 anos, Maria da Graça, eu te dou este livro: Alice no País das Maravilhas.
Este livro é doido, Maria. Isto é: o sentido dele está em ti.
Escuta: se não descobrires um sentido na loucura, acabarás louca. Aprende, pois, logo de saída para a grande vida, a ler este livro como um simples manual do sentido evidente de todas as coisas, inclusive as loucas. Aprende isso a teu modo, pois te dou apenas umas poucas chaves entre milhares que abrem as portas da realidade.
A realidade, Maria, é louca.
Nem o Papa, ninguém no mundo, pode responder sem pestanejar à pergunta que Alice faz à gatinha: "Fala a verdade Dinah, já comeste um morcego?"
Não te espantes quando o mundo amanhecer irreconhecível. Para melhor ou pior, isso acontece muitas vezes por ano. "Quem sou eu no mundo?" Essa indagação perplexa é lugar-comum de cada história de gente. Quantas vezes mais decifrares essa charada, tão entranhada em ti mesma como os teus ossos, mais forte ficarás. Não importa qual seja a resposta; o importante é dar ou inventar uma resposta. Ainda que seja mentira.
A sozinhez (esquece essa palavra que inventei agora sem querer) é inevitável. Foi o que Alice falou no fundo do poço: "Estou tão cansada de estar aqui sozinha!" O importante é que ela conseguiu sair de lá, abrindo a porta. A porta do poço! Só as criaturas humanas (nem mesmo os grandes macacos e os cães amestrados) conseguem abrir uma porta bem fechada ou viceversa, isto é, fechar uma porta bem aberta.
Somos todos tão bobos, Maria. Praticamos uma ação trivial, e temos a presunção petulante de esperar dela grandes consequências. Quando Alice comeu o bolo e não cresceu de tamanho, ficou no maior dos espantos. Apesar de ser isso o que acontece, geralmente, às pessoas que comem bolo.
Maria, há uma sabedoria social ou de bolso; nem toda sabedoria tem de ser grave.
A gente vive errando em relação ao próximo e o jeito é pedir desculpas sete vezes por dia, pois viver é falar de corda em casa de enforcado. Por isso te digo, para tua sabedoria de bolso: se gostas de gato, experimenta o ponto de vista do rato. Foi o que o rato perguntou à Alice: "Gostarias de gato se fosses eu?"
Os homens vivem apostando corrida, Maria. Nos escritórios, nos negócios, na política, nacional e internacional, nos clubes, nos bares, nas artes, na literatura, até amigos, até irmãos, até marido e mulher, até namorados, todos vivem apostando corrida. São competições tão confusas, tão cheias de truques, tão desnecessárias, tão fingindo que não é, tão ridículas muitas vezes, por caminhos tão escondidos, que, quando os atletas chegam exaustos a um ponto, costumam perguntar: "A corrida terminou! Mas quem ganhou?" É bobice, Maria da Graça, disputar uma corrida se a gente não irá saber quem venceu. Se tiveres de ir a algum lugar, não te preocupe a vaidade fatigante de ser a primeira a chegar. Se chegares sempre onde quiseres, ganhaste. [...]

Adaptado de: https://contobrasileiro.com.br/tag/cronica-de-paulomendes-campos/ Acesso em: 04/02/2020.
Considere os sentidos expressos no trecho “Por isso te digo, para tua sabedoria de bolso: se gostas de gato, experimenta o ponto de vista do rato. Foi o que o rato perguntou à Alice: ‘‘Gostarias de gato se fosses eu?” e assinale a alternativa INCORRETA.
  • A O narrador ressalta a importância de se praticar a empatia, considerando a realidade de cada um.
  • B É apresentada a ideia de que, antes de defenderem o ponto de vista de alguém, as pessoas devem se colocar no lugar de quem tenha uma visão diferente da sua.
  • C A menção ao discurso do rato permite que o leitor concretize a ideia de empatia, sugerida pelo texto, favorecendo a compreensão da lição de vida ensinada pelo narrador.
  • D Ao utilizar as figuras do gato e do rato, busca-se revelar que os mais fortes devem se colocar no lugar dos mais fracos.
  • E O narrador considera que a lição que ensina é insignificante, por isso ele a denomina como “sabedoria de bolso”.
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Considere os seguintes sinônimos apresentados ao lado das palavras extraídas do texto, verificando se podem substituí-las sem prejudicar o contexto em que ocorrem:
I. desmedida (l. 14) – incomensurável.

II. descaso (l. 25) – desconsideração.

III. provações (l. 32) – técnicas.
Quais estão corretos?

  • A Apenas I.
  • B Apenas II.
  • C Apenas III.
  • D Apenas I e II.
  • E Apenas II e III.
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Leia o texto a seguir e resposta à questão.


“Nascido sob o signo do Barroco, o Brasil tem sua fisionomia e alma compostos até hoje de seu sopro místico. Aqui, o Barroco não foi um estilo artístico passageiro, mas a substância básica de toda uma nova síntese cultural. Se há um traço que perpassa as diferentes manifestações da cultura brasileira, é justamente esse barroquismo latente, com as vibrações e ressonâncias que lhe são típicas: extremos da fé, cupidez do poder, anseios messiânicos, ilusão de grandeza, impulso da contradição, exaltação dos sentidos, êxtase da festa, convivência das disparidades, atração das vertigens, mágica das palavras, sonho da glória, pendor para o exuberante e o monumental, gosto da tragédia, horror da miséria e compulsão à esperança. Não cabe, portanto, falar numa era do Barroco, sendo mais apropriado tentar entender essa dimensão barroca profunda que assinala toda a história do Brasil”.


(SEVCENKO, Nicolau. Pindorama revisitada: cultura e sociedade em tempos de virada. Editora Peirópolis: São Paulo, 2000)

“Não cabe, portanto, falar numa era do Barroco, sendo mais apropriado tentar entender essa dimensão barroca profunda que assinala toda a história do Brasil”.

Com relação ao excerto destacado acima e às palavras sublinhadas, assinale a alternativa correta:

  • A quanto à análise morfológica, “cabe falar” é uma locução verbal, na qual o primeiro verbo está na terceira pessoa do singular e o segundo está no infinitivo impessoal. Quanto à análise sintática, “cabe falar” é verbo transitivo indireto.
  • B quanto à análise morfológica, “Barroco” é substantivo próprio masculino. Quanto à análise sintática, é complemento adnominal.
  • C quanto à análise morfológica, “apropriado” é adjetivo simples derivado do radical “próprio”. Quanto à análise sintática, é objeto direto.
  • D quanto à análise morfológica, “tentar entender” é sujeito simples. Quanto à análise sintática, é locução verbal composta por dois verbos no infinitivo impessoal.
  • E quanto à análise morfológica, “dimensão” é substantivo comum masculino. Quanto à análise sintática, é objeto direto.
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Para Maria da Graça
Paulo Mendes Campos
Agora, que chegaste à idade avançada de 15 anos, Maria da Graça, eu te dou este livro: Alice no País das Maravilhas.
Este livro é doido, Maria. Isto é: o sentido dele está em ti.
Escuta: se não descobrires um sentido na loucura, acabarás louca. Aprende, pois, logo de saída para a grande vida, a ler este livro como um simples manual do sentido evidente de todas as coisas, inclusive as loucas. Aprende isso a teu modo, pois te dou apenas umas poucas chaves entre milhares que abrem as portas da realidade.
A realidade, Maria, é louca.
Nem o Papa, ninguém no mundo, pode responder sem pestanejar à pergunta que Alice faz à gatinha: "Fala a verdade Dinah, já comeste um morcego?"
Não te espantes quando o mundo amanhecer irreconhecível. Para melhor ou pior, isso acontece muitas vezes por ano. "Quem sou eu no mundo?" Essa indagação perplexa é lugar-comum de cada história de gente. Quantas vezes mais decifrares essa charada, tão entranhada em ti mesma como os teus ossos, mais forte ficarás. Não importa qual seja a resposta; o importante é dar ou inventar uma resposta. Ainda que seja mentira.
A sozinhez (esquece essa palavra que inventei agora sem querer) é inevitável. Foi o que Alice falou no fundo do poço: "Estou tão cansada de estar aqui sozinha!" O importante é que ela conseguiu sair de lá, abrindo a porta. A porta do poço! Só as criaturas humanas (nem mesmo os grandes macacos e os cães amestrados) conseguem abrir uma porta bem fechada ou viceversa, isto é, fechar uma porta bem aberta.
Somos todos tão bobos, Maria. Praticamos uma ação trivial, e temos a presunção petulante de esperar dela grandes consequências. Quando Alice comeu o bolo e não cresceu de tamanho, ficou no maior dos espantos. Apesar de ser isso o que acontece, geralmente, às pessoas que comem bolo.
Maria, há uma sabedoria social ou de bolso; nem toda sabedoria tem de ser grave.
A gente vive errando em relação ao próximo e o jeito é pedir desculpas sete vezes por dia, pois viver é falar de corda em casa de enforcado. Por isso te digo, para tua sabedoria de bolso: se gostas de gato, experimenta o ponto de vista do rato. Foi o que o rato perguntou à Alice: "Gostarias de gato se fosses eu?"
Os homens vivem apostando corrida, Maria. Nos escritórios, nos negócios, na política, nacional e internacional, nos clubes, nos bares, nas artes, na literatura, até amigos, até irmãos, até marido e mulher, até namorados, todos vivem apostando corrida. São competições tão confusas, tão cheias de truques, tão desnecessárias, tão fingindo que não é, tão ridículas muitas vezes, por caminhos tão escondidos, que, quando os atletas chegam exaustos a um ponto, costumam perguntar: "A corrida terminou! Mas quem ganhou?" É bobice, Maria da Graça, disputar uma corrida se a gente não irá saber quem venceu. Se tiveres de ir a algum lugar, não te preocupe a vaidade fatigante de ser a primeira a chegar. Se chegares sempre onde quiseres, ganhaste. [...]

Adaptado de: https://contobrasileiro.com.br/tag/cronica-de-paulomendes-campos/ Acesso em: 04/02/2020.
Sobre os conectivos em destaque no excerto que segue, assinale a alternativa correta.
“Aprende, pois, logo de saída para a grande vida, a ler este livro como um simples manual do sentido evidente de todas as coisas, inclusive as loucas. Aprende isso a teu modo, pois te dou apenas umas poucas chaves entre milhares que abrem as portas da realidade.”
  • A Ambos têm função explicativa.
  • B A primeira ocorrência estabelece uma relação de causa; a segunda, de consequência.
  • C A primeira ocorrência estabelece uma relação de conclusão; a segunda, de explicação.
  • D A primeira ocorrência estabelece uma relação de explicação; a segunda, de conclusão.
  • E Ambos tem função conclusiva.
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A gratidão tem o poder de salvar vidas (ou por que você deveria escrever aquela nota de agradecimento)


Richard Gunderman. Tradução: Camilo Rocha



A gratidão pode ser mais benéfica do que costumamos supor. Um estudo recente pediu que pessoas escrevessem uma nota de agradecimento para alguém e depois estimassem o quão surpreso e feliz o recebedor ficaria. Invariavelmente, o impacto foi subestimado. Outro estudo avaliou os benefícios para a saúde de se escrever bilhetes de obrigado. Os pesquisadores descobriram que escrever apenas três notas de obrigado ao longo de três semanas melhorava a satisfação com a vida, aumentava sentimentos de felicidade e reduziria sintomas de depressão.

Existem múltiplas explicações para os benefícios da gratidão. Uma é o fato de que expressar gratidão encoraja os outros a continuarem sendo generosos, promovendo, assim, um ciclo virtuoso de bondade em relacionamentos. Da mesma maneira, pessoas agradecidas talvez fiquem mais propensas a retribuir com seus próprios atos de bondade. Falando de modo mais amplo, uma comunidade em que as pessoas se sentem agradecidas umas com as outras tem mais chance de ser um lugar agradável para se viver do que uma caracterizada por suspeição e ressentimento mútuos.

Os efeitos benéficos da gratidão podem ir ainda mais longe. Por exemplo, quando muitas pessoas se sentem bem sobre o que outra pessoa fez por elas, elas sentem um senso de elevação, com um consequente reforço da sua consideração pela humanidade. Alguns se inspiram a tentar se tornar também pessoas melhores, fazendo mais para ajudar a trazer o melhor nos outros e trazendo mais bondade para o mundo à sua volta.

É claro, atos de bondade também podem fomentar desconforto. Por exemplo, se pessoas sentem que não são merecedoras de bondade ou suspeitam que há algum motivo por trás da bondade, os benefícios da gratidão não se realizarão. Do mesmo modo, receber bondade pode fazer surgir um senso de dívida, deixando nos beneficiários uma sensação de que precisam pagar de volta a bondade recebida. A gratidão pode florescer apenas se as pessoas têm confiança o suficiente em si mesmas e nos outros para permitir que isso aconteça.

Outro obstáculo para a gratidão é frequentemente chamado de senso de merecimento. Em vez de sentir um benefício como uma virada boa, as pessoas às vezes o veem como um mero pagamento do que lhes é devido, pelo qual ninguém merece nenhum crédito moral. Ainda que seja importante ver que a justiça está sendo feita, deixar de lado oportunidades por sentimentos genuínos e expressões de generosidade também podem produzir uma comunidade mais impessoal e fragmentada.

Quando Defoe retratou a personagem Robinson Crusoe fazendo da ação de graças uma parte diária de sua vida na ilha, ele estava antecipando descobertas nas ciências sociais e medicina que não apareceriam por centenas de anos. Ele também estava refletindo a sabedoria de tradições religiosas e filosóficas que têm início há milhares de anos. A gratidão é um dos estados mentais mais saudáveis e edificantes, e aqueles que a adotam como hábito estão enriquecendo não apenas suas próprias vidas mas também as vidas daqueles à sua volta.


Adaptado de: https://www.nexojornal.com.br/externo/2018/08/11/Agratid%C3%A3o-tem-o-poder-de-salvar-vidas-ou-por-quevoc%C3%AA-deveria-escrever-aquela-nota-de-agradecimento Acesso em: 04 fev. 2020.

A expressão em destaque em “Outro obstáculo para a gratidão […]” (5º parágrafo) retoma
  • A “Os efeitos benéficos da gratidão” – (3º parágrafo).
  • B “atos de bondade” – (4º parágrafo).
  • C “senso de dívida” – (4º parágrafo).
  • D “beneficiários” – (4º parágrafo).
  • E “comunidade mais impessoal e fragmentada.” – (5º parágrafo).

Raciocínio Lógico

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A negação da proposição: ´Todas as lâmpadas estão acesas` é:

  • A todas as lâmpadas estão apagadas.
  • B apenas uma das lâmpadas está apagada.
  • C apenas uma das lâmpadas está acesa.
  • D pelo menos uma lâmpada está apagada.
  • E pelo menos uma lâmpada está acesa.
37

Albertina, Bruna e Clarisse são irmãs e os seguintes fatos a respeito delas são verdadeiros:


- Bruna é a mais velha das três.

- Clarisse não é a mais jovem delas.


A ordem correta da mais velha para a mais nova é:

  • A Albertina, Bruna e Clarisse.
  • B Albertina, Clarisse e Bruna.
  • C Bruna, Albertina e Clarisse.
  • D Bruna, Clarisse e Albertina.
  • E Clarisse, Albertina e Bruna.
38

A proposição composta: ´Manuela vai à praia ou vai ao shopping, é falsa quando:

  • A Manuela vai a praia e ao shopping.
  • B Manuela vai somente a praia.
  • C Manuela vai somente ao shopping.
  • D Manuela vai a praia e não vai ao shopping.
  • E Manuela não vai a praia e não vai ao shopping.
39

Em uma biblioteca há uma estante com livros escolares de diferentes áreas. São 10 livros da área de Exatas, 8 livros da área de Biológicas e 12 livros da área de Humanas. O número de modos diferentes que se pode escolher desta estante um conjunto de 3 livros de áreas diferentes é:

  • A 540.
  • B 320.
  • C 445.
  • D 872.
  • E 960.
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Na proposição composta: ´Ou lógica é fácil ou João não gosta de lógica’ temos um sentido de:

  • A conjunção.
  • B disjunção exclusiva.
  • C disjunção inclusiva.
  • D condicional.
  • E bicondicional.

Matemática

41

Um carro de corrida leva 3 minutos para percorrer o trajeto da pista. Sendo assim, um carro que passou na velocidade média de 90% da velocidade do primeiro, percorra a mesma pista em:

  • A 3 minutos e 20 segundos
  • B 3 minutos e 25 segundos
  • C 3 minutos e 30 segundos
  • D 3 minutos e 35 segundos
42

Um silo foi construído em forma de tronco de pirâmide, conforme a figura abaixo. Sua altura é de 9 metros e suas bases são quadrados de lados iguais a 4 metros e 3 metros, respectivamente. Com base nessas informações, pode-se concluir que a capacidade total desse silo é:

  • A 48 m³.
  • B 64 m³.
  • C 108 m³.
  • D 111 m³.
  • E 144 m³.
43

Um evento anual de música em dois anos teve um aumento de público de 56%. No primeiro ano o aumento foi de 20%, qual foi o percentual de aumento de público no segundo ano?

  • A 36%
  • B 20%
  • C 26%
  • D 16%
  • E 30%
44

Numa Progressão Geométrica, o primeiro termo da sequência é igual a 4096 e a razão dessa progressão é igual a 1/2.

Com base nessas informações, o valor do 14º termo é:

  • A 2.
  • B 1.
  • C 1/4.
  • D 1/2.
  • E 4.
45

Em um grupo de 500 pessoas, 60% são mulheres e 40% dessas mulheres são estudantes. Sabe-se também que 20% dos homens do grupo são estudantes. Se for escolhida uma pessoa desse grupo aleatoriamente, a probabilidade de a pessoa ser estudante ou ser mulher é de:

  • A 24%.
  • B 19%.
  • C 32%.
  • D 68%.
  • E 60%.
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