Resolver o Simulado Motorista - Máxima - Nível Médio

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Português

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Leia: 


No contexto da tira, funciona como verbo de ligação:
  • A parece
  • B disse
  • C jogar
  • D jogando
2

Assinale a alternativa em que a palavra, no texto, exerça papel adjetivo.

  • A norte (linha 10)
  • B recentemente (linha 14)
  • C adquirido (linha 19)
  • D esses (linha 39)
3



(Fonte: https://br.pinterest.com/pin/804525920905262076/?lp=true,

acesso em fevereiro de 2020.)


“Só precisa de cuidado e paciência”, o verbo destacado é classificado segundo os estudos de regência verbal como:

  • A intransitivo.
  • B transitivo direto e indireto.
  • C transitivo direto.
  • D transitivo indireto.
  • E verbo de ligação.
4

(Aurélien Casta. Le monde diplomatique. 7 de janeiro de 2020.)

Assinale a alternativa em que a palavra, no TEXTO I, apresente papel adjetivo.

  • A que (linha 5)
  • B menos (linha 7)
  • C estudantes (linha 14)
  • D vinte (linha 30)
5

Segundo os autores de um novo estudo, a Stupendemys geographicus tinha uma distribuição geográfica ampla, num grande arco que ia do estado do Acre ao norte da Venezuela, passando pelo Peru e pela Colômbia. (linhas 7 a 11)


No trecho acima, há

  • A onze artigos e oito preposições.
  • B nove artigos e seis preposições.
  • C dez artigos e sete preposições.
  • D doze artigos e nove preposições.
6

Assinale a alternativa em que a palavra tenha sido acentuada seguindo regra distinta da das demais.

  • A Fósseis (linha 4)
  • B Colômbia (linha 11)
  • C crânios (linha 26)
  • D fêmeas (linha 35)
7

Nova bateria deve manter carga do celular por cinco dias

A durabilidade seria tão ruim quanto a das baterias de hoje, mas, sim, elas podem ser revolucionárias.

Sair de casa sem um carregador para o celular vai deixar de ser problema. Pesquisadores da Universidade Monash, em Melbourne (Austrália), desenvolveram uma bateria com capacidade quatro vezes maior do que as utilizadas hoje.

Trata-se de uma bateria de Lítio-Enxofre (Li-S). Elas já existem – e por serem bem leves já foram usadas em aviões movidos a energia solar. Mas por que o seu celular não tem uma dessas, então?

Porque elas se desintegram. Depois algumas poucas cargas e recargas elas não aguentam o tranco, começam a se romper, e a bateria morre. Isso acontece porque as partículas de enxofre lá dentro praticamente dobram de tamanho quando a bateria está carregada – isso acontece nas baterias de lítio comum também, mas aí a dilatação é de apenas 10%.

A equipe, porém, encontrou uma solução esperta para esse problema: criaram uma estrutura interna bem intrincada, que oferece mais espaço para a expansão do enxofre. Dessa forma, ela consegue uma durabilidade equivalente à de uma bateria comum, com a vantagem de durar assombrosamente mais.

Isso não seria interessante só para quem sai de casa sem carregador. O maior impacto seria nos carros elétricos. Os melhores de hoje têm autonomia de mais ou menos 300 km. Baterias assim elevariam tal autonomia para 1.500 km – bem mais que a de qualquer veículo com motor a combustão interna.

Elas também ajudariam em outra frente: a das baterias que armazenam energia solar para uso doméstico, como a Powerwall, da Tesla. Ela armazena o equivalente a um dia e 17 de horas de energia. Com o lítio-enxofre de alta durabilidade, essa capacidade saltaria para uma semana.

Os pesquisadores estão otimistas. Dizem que, além de tudo, as baterias seriam mais baratas que as de hoje – pelo fato de o enxofre ser um elemento mais abundante que os metais das baterias de lítio comum. Mas o fato é que a tecnologia ainda está engatinhando – eles esperam testar protótipos por mais alguns anos até apresentar uma bateria capaz de chegar ao mercado.

Disponível em: <https://super.abril.com.br/tecnologia/nova-bateria-deve-manter-carga-do-celular-por-cinco-dias/>. Acesso em: 20 jan.

Assinale a alternativa que apresenta um hiato, um ditongo e um dígrafo, nessa ordem:

  • A Aí; depois; carregador.
  • B Bateria; ainda; praticamente.
  • C Metais; deixar; erradas.
  • D Veículo; aviões; testar.
  • E Isso; elevariam; bateria.
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Para Maria da Graça
Paulo Mendes Campos
Agora, que chegaste à idade avançada de 15 anos, Maria da Graça, eu te dou este livro: Alice no País das Maravilhas.
Este livro é doido, Maria. Isto é: o sentido dele está em ti.
Escuta: se não descobrires um sentido na loucura, acabarás louca. Aprende, pois, logo de saída para a grande vida, a ler este livro como um simples manual do sentido evidente de todas as coisas, inclusive as loucas. Aprende isso a teu modo, pois te dou apenas umas poucas chaves entre milhares que abrem as portas da realidade.
A realidade, Maria, é louca.
Nem o Papa, ninguém no mundo, pode responder sem pestanejar à pergunta que Alice faz à gatinha: "Fala a verdade Dinah, já comeste um morcego?"
Não te espantes quando o mundo amanhecer irreconhecível. Para melhor ou pior, isso acontece muitas vezes por ano. "Quem sou eu no mundo?" Essa indagação perplexa é lugar-comum de cada história de gente. Quantas vezes mais decifrares essa charada, tão entranhada em ti mesma como os teus ossos, mais forte ficarás. Não importa qual seja a resposta; o importante é dar ou inventar uma resposta. Ainda que seja mentira.
A sozinhez (esquece essa palavra que inventei agora sem querer) é inevitável. Foi o que Alice falou no fundo do poço: "Estou tão cansada de estar aqui sozinha!" O importante é que ela conseguiu sair de lá, abrindo a porta. A porta do poço! Só as criaturas humanas (nem mesmo os grandes macacos e os cães amestrados) conseguem abrir uma porta bem fechada ou viceversa, isto é, fechar uma porta bem aberta.
Somos todos tão bobos, Maria. Praticamos uma ação trivial, e temos a presunção petulante de esperar dela grandes consequências. Quando Alice comeu o bolo e não cresceu de tamanho, ficou no maior dos espantos. Apesar de ser isso o que acontece, geralmente, às pessoas que comem bolo.
Maria, há uma sabedoria social ou de bolso; nem toda sabedoria tem de ser grave.
A gente vive errando em relação ao próximo e o jeito é pedir desculpas sete vezes por dia, pois viver é falar de corda em casa de enforcado. Por isso te digo, para tua sabedoria de bolso: se gostas de gato, experimenta o ponto de vista do rato. Foi o que o rato perguntou à Alice: "Gostarias de gato se fosses eu?"
Os homens vivem apostando corrida, Maria. Nos escritórios, nos negócios, na política, nacional e internacional, nos clubes, nos bares, nas artes, na literatura, até amigos, até irmãos, até marido e mulher, até namorados, todos vivem apostando corrida. São competições tão confusas, tão cheias de truques, tão desnecessárias, tão fingindo que não é, tão ridículas muitas vezes, por caminhos tão escondidos, que, quando os atletas chegam exaustos a um ponto, costumam perguntar: "A corrida terminou! Mas quem ganhou?" É bobice, Maria da Graça, disputar uma corrida se a gente não irá saber quem venceu. Se tiveres de ir a algum lugar, não te preocupe a vaidade fatigante de ser a primeira a chegar. Se chegares sempre onde quiseres, ganhaste. [...]

Adaptado de: https://contobrasileiro.com.br/tag/cronica-de-paulomendes-campos/ Acesso em: 04/02/2020.
Sobre os conectivos em destaque no excerto que segue, assinale a alternativa correta.
“Aprende, pois, logo de saída para a grande vida, a ler este livro como um simples manual do sentido evidente de todas as coisas, inclusive as loucas. Aprende isso a teu modo, pois te dou apenas umas poucas chaves entre milhares que abrem as portas da realidade.”
  • A Ambos têm função explicativa.
  • B A primeira ocorrência estabelece uma relação de causa; a segunda, de consequência.
  • C A primeira ocorrência estabelece uma relação de conclusão; a segunda, de explicação.
  • D A primeira ocorrência estabelece uma relação de explicação; a segunda, de conclusão.
  • E Ambos tem função conclusiva.
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Universidades públicas realizam mais de 95% da ciência no Brasil

Quem minimamente acompanha a questão da produção científica no Brasil e do financiamento da pesquisa em ciência, tecnologia e inovação sabe que, ao lado da meta tão longamente sonhada da aplicação de 2% do PIB no setor, um bom equilíbrio entre investimentos públicos e privados nessas atividades constitui o segundo grande objeto de desejo de boa parte dos estrategistas e gestores da área – além, é claro, da parcela da comunidade científica nacional bem antenada às políticas de CT&I.
Isso se apresentou desde a redemocratização do país, na segunda metade dos anos 1980. O espelho em que todos miravam era obviamente o das nações mais desenvolvidas. O pensamento que então se espraiava, muito distante de recentíssimas tentações obscurantistas, era o de que o desenvolvimento científico e tecnológico constituía condição sine qua para um verdadeiro desenvolvimento socioeconômico e para a implantação de uma sociedade mais justa.
Na época, o Brasil andava ali pela casa de pouco mais de 0,7% do PIB em investimentos totais em ciência e tecnologia e a participação do setor privado, quer dizer, de empresas, ressalte-se, nesse bolo, mal ultrapassava a marca de 20%. De lá para cá, o país fez uma reviravolta nesses números, avançou muito, e pode-se mesmo dizer que cresceu espetacularmente, quando a métrica é o volume de artigos científicos indexados em bases de dados internacionais, um indicador mundialmente consagrado. Essa produção científica praticamente dobrou do começo para o fim da primeira década do século XXI. E continuou sua ascensão consistente (dados disponíveis até 2016).
A expansão notável, fruto de algumas políticas muito bem estruturadas que estão a merecer outros comentários no Ciência na rua, foi baseada na capacidade de produzir ciência das universidades públicas brasileiras, com a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), ou seja, duas grandes universidades estaduais paulistas, mais algumas grandes universidades federais, como a do Rio de Janeiro (UFRJ), a de Minas Gerais (UFMG) e a do Rio Grande do Sul (UFRGS), na liderança desse processo. Mais de 95% dessa produção científica do Brasil nas bases internacionais deve-se, assim, à capacidade de pesquisa de suas universidades públicas.
[...]
[...] O presidente da Academia Brasileira de Ciências, Luiz Davidovich, físico, professor da UFRJ, pesquisador dos mais respeitados por seus brilhantes trabalhos em emaranhamento quântico, [...] relata [...] que, “de acordo com recente publicação feita por Clarivate Analytics a pedido da CAPES, o Brasil, no período de 2011-2016, publicou mais de 250.000 artigos na base de dados Web of Science em todas as áreas do conhecimento, correspondendo à 13.ª posição na produção científica global (mais de 190 países)”. As áreas de maior impacto, prossegue, “correspondem a agricultura, medicina e saúde, física e ciência espacial, psiquiatria, e odontologia, entre outras”.
Davidovich ressalta que “todos os estados brasileiros estão representados” nessa produção, “o que mostra uma evolução em relação a períodos anteriores e o papel preponderante desempenhado pelas universidades públicas que estão presentes em todos os estados”.
Outro ponto fundamental de sua fala: “Mais de 95% das publicações referem-se às universidades públicas, federais e estaduais. O artigo lista as 20 universidades que mais publicam (5 estaduais e 15 federais), das quais 5 estão na região Sul, 11 na região Sudeste, 2 na região Nordeste e 2 na Centro-Oeste”.


Essas publicações, destaca o presidente da ABC, “estão associadas a pesquisas que beneficiam a população brasileira e contribuem para a riqueza nacional. Graças a essas pesquisas, o petróleo do pré-sal representa atualmente mais de 50% do petróleo produzido no país, a agricultura brasileira sofisticou-se e aumentou sua produtividade, epidemias, como a do vírus da zika, são enfrentadas por grupos científicos de grande qualidade, novos fármacos são produzidos, alternativas energéticas são propostas, novos materiais são desenvolvidos e empresas brasileiras obtêm protagonismo internacional em diversas áreas de alto conteúdo tecnológico, como cosméticos, compressores e equipamentos elétricos”.

A realidade que os dados mostram

Coordenador do projeto Métricas, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), o professor Jacques Marcovich, ex-reitor da USP (1997-2001), enviou a pedido do Ciência na Rua duas tabelas também muito reveladoras da produção científica das universidades brasileiras. A primeira, baseada no Leiden Ranking, “mostra que das 20 universidades que mais publicam no Brasil, não há nenhuma privada”, ele comentou.
A segunda, modificada do capítulo de autoria de Solange Santos na obra coletiva Repensar a Universidade (Repensar a universidade: desempenho acadêmico e comparações internacionais, organizado por Jacques Marcovitch, 256 pp, São Paulo, ComArte, 2018, disponível para download), mostra resultados de todas as universidades no Brasil em rankings internacionais e, ele observa, “aparecem apenas as PUCs em termos de privadas, e em posições relativamente baixas”.
Uma terceira tabela, mais extensa e bastante atualizada, foi obtida pelo diretor científico da Fapesp, professor Carlos Henrique de Brito Cruz, a partir da base de dados Incites. O que ele observa é que, “das 100 universidades brasileiras que mais publicaram artigos científicos no quinquênio 2014-2018, há 17 privadas. A melhor colocada é a PUC Paraná, em 37º lugar”.

Artigo de Mariluce Moura, publicado em 11 de abril no Ciência na Rua.
Disponível em: https://www.unifesp.br/reitoria/dci/noticias-anteriores-dci/item/3799-universidades-publicas-realizam-mais-de-95-daciencia-no-brasil
Acesso em: 10 de fevereiro de 2020 (Adaptado).

O vocábulo “que” funciona como conjunção integrante APENAS em:

  • A O pensamento que então se espraiava...
  • B ... pode-se mesmo dizer que cresceu espetacularmente...
  • C ...pelas universidades públicas que estão presentes em todos os estados...
  • D O artigo lista as 20 universidades que mais publicam...
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Universidades públicas realizam mais de 95% da ciência no Brasil

Quem minimamente acompanha a questão da produção científica no Brasil e do financiamento da pesquisa em ciência, tecnologia e inovação sabe que, ao lado da meta tão longamente sonhada da aplicação de 2% do PIB no setor, um bom equilíbrio entre investimentos públicos e privados nessas atividades constitui o segundo grande objeto de desejo de boa parte dos estrategistas e gestores da área – além, é claro, da parcela da comunidade científica nacional bem antenada às políticas de CT&I.
Isso se apresentou desde a redemocratização do país, na segunda metade dos anos 1980. O espelho em que todos miravam era obviamente o das nações mais desenvolvidas. O pensamento que então se espraiava, muito distante de recentíssimas tentações obscurantistas, era o de que o desenvolvimento científico e tecnológico constituía condição sine qua para um verdadeiro desenvolvimento socioeconômico e para a implantação de uma sociedade mais justa.
Na época, o Brasil andava ali pela casa de pouco mais de 0,7% do PIB em investimentos totais em ciência e tecnologia e a participação do setor privado, quer dizer, de empresas, ressalte-se, nesse bolo, mal ultrapassava a marca de 20%. De lá para cá, o país fez uma reviravolta nesses números, avançou muito, e pode-se mesmo dizer que cresceu espetacularmente, quando a métrica é o volume de artigos científicos indexados em bases de dados internacionais, um indicador mundialmente consagrado. Essa produção científica praticamente dobrou do começo para o fim da primeira década do século XXI. E continuou sua ascensão consistente (dados disponíveis até 2016).
A expansão notável, fruto de algumas políticas muito bem estruturadas que estão a merecer outros comentários no Ciência na rua, foi baseada na capacidade de produzir ciência das universidades públicas brasileiras, com a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), ou seja, duas grandes universidades estaduais paulistas, mais algumas grandes universidades federais, como a do Rio de Janeiro (UFRJ), a de Minas Gerais (UFMG) e a do Rio Grande do Sul (UFRGS), na liderança desse processo. Mais de 95% dessa produção científica do Brasil nas bases internacionais deve-se, assim, à capacidade de pesquisa de suas universidades públicas.
[...]
[...] O presidente da Academia Brasileira de Ciências, Luiz Davidovich, físico, professor da UFRJ, pesquisador dos mais respeitados por seus brilhantes trabalhos em emaranhamento quântico, [...] relata [...] que, “de acordo com recente publicação feita por Clarivate Analytics a pedido da CAPES, o Brasil, no período de 2011-2016, publicou mais de 250.000 artigos na base de dados Web of Science em todas as áreas do conhecimento, correspondendo à 13.ª posição na produção científica global (mais de 190 países)”. As áreas de maior impacto, prossegue, “correspondem a agricultura, medicina e saúde, física e ciência espacial, psiquiatria, e odontologia, entre outras”.
Davidovich ressalta que “todos os estados brasileiros estão representados” nessa produção, “o que mostra uma evolução em relação a períodos anteriores e o papel preponderante desempenhado pelas universidades públicas que estão presentes em todos os estados”.
Outro ponto fundamental de sua fala: “Mais de 95% das publicações referem-se às universidades públicas, federais e estaduais. O artigo lista as 20 universidades que mais publicam (5 estaduais e 15 federais), das quais 5 estão na região Sul, 11 na região Sudeste, 2 na região Nordeste e 2 na Centro-Oeste”.


Essas publicações, destaca o presidente da ABC, “estão associadas a pesquisas que beneficiam a população brasileira e contribuem para a riqueza nacional. Graças a essas pesquisas, o petróleo do pré-sal representa atualmente mais de 50% do petróleo produzido no país, a agricultura brasileira sofisticou-se e aumentou sua produtividade, epidemias, como a do vírus da zika, são enfrentadas por grupos científicos de grande qualidade, novos fármacos são produzidos, alternativas energéticas são propostas, novos materiais são desenvolvidos e empresas brasileiras obtêm protagonismo internacional em diversas áreas de alto conteúdo tecnológico, como cosméticos, compressores e equipamentos elétricos”.

A realidade que os dados mostram

Coordenador do projeto Métricas, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), o professor Jacques Marcovich, ex-reitor da USP (1997-2001), enviou a pedido do Ciência na Rua duas tabelas também muito reveladoras da produção científica das universidades brasileiras. A primeira, baseada no Leiden Ranking, “mostra que das 20 universidades que mais publicam no Brasil, não há nenhuma privada”, ele comentou.
A segunda, modificada do capítulo de autoria de Solange Santos na obra coletiva Repensar a Universidade (Repensar a universidade: desempenho acadêmico e comparações internacionais, organizado por Jacques Marcovitch, 256 pp, São Paulo, ComArte, 2018, disponível para download), mostra resultados de todas as universidades no Brasil em rankings internacionais e, ele observa, “aparecem apenas as PUCs em termos de privadas, e em posições relativamente baixas”.
Uma terceira tabela, mais extensa e bastante atualizada, foi obtida pelo diretor científico da Fapesp, professor Carlos Henrique de Brito Cruz, a partir da base de dados Incites. O que ele observa é que, “das 100 universidades brasileiras que mais publicaram artigos científicos no quinquênio 2014-2018, há 17 privadas. A melhor colocada é a PUC Paraná, em 37º lugar”.

Artigo de Mariluce Moura, publicado em 11 de abril no Ciência na Rua.
Disponível em: https://www.unifesp.br/reitoria/dci/noticias-anteriores-dci/item/3799-universidades-publicas-realizam-mais-de-95-daciencia-no-brasil
Acesso em: 10 de fevereiro de 2020 (Adaptado).

Leia o trecho a seguir.


Isso se apresentou desde a redemocratização do país, na segunda metade dos anos 1980.


Todos os termos destacados nas alternativas a seguir exercem a mesma função sintática de “na segunda metade dos anos 1980”, EXCETO:

  • A Quem minimamente acompanha a questão da produção científica no Brasil...
  • B Isso se apresentou desde a redemocratização do país...
  • C Na época, o Brasil andava ali pela casa de pouco mais de 0,7% do PIB...
  • D ... e pode-se mesmo dizer que cresceu espetacularmente...

Ciências

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As moléculas de água permanecem unidas entre si por uma propriedade chamada de
  • A adesão.
  • B capilaridade.
  • C coesão.
  • D tensão superficial.
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Considerando as propriedades da água, assinale a afirmação verdadeira.

  • A Coesão, adesão e tensão superficial originam o fenômeno da capilaridade, que é o movimento ascendente da água por distâncias pequenas em um tubo de vidro ou em uma parede celular.
  • B Adesão é a forte atração mútua das moléculas de água entre si, que é resultante das ligações de hidrogênio.
  • C Coesão é força que atrai as moléculas de água para superfícies sólidas, devido à grande aderência da água por outras substâncias que têm, em sua molécula, grande quantidade de átomos de oxigênio e nitrogênio, tais como vidro, celulose, argila e proteínas.
  • D Tensão superficial é a característica que confere à camada superficial da água o comportamento elástico, propriedade causada pelas forças de adesão entre as moléculas de água, cuja resultante é diferente na interface com o ar.
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Já é primavera no hemisfério sul! E você deve ter sentido a sutil presença da floração dos ipês nas ruas e praças de Fortaleza. A estação de transição entre o inverno e o verão começou oficialmente segunda-feira, 23 de setembro, e vai até o dia 22 de dezembro. A chegada da primavera se deve a um fenômeno denominado de

  • A solstício, evento que resulta da mesma intensidade dos raios solares em ambos os hemisférios, ocasionando dias e noites com a mesma duração.
  • B equinócio, quando os raios solares incidem sobre a linha do equador, iluminando com a mesma intensidade ambos os hemisférios.
  • C solstício, quando a incidência solar é maior em um dos hemisférios, e os dias são mais longos do que as noites.
  • D equinócio, evento que dá início à primavera em setembro tanto no hemisfério norte quanto no hemisfério sul.
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Água

A grota inteira tá chorando de saudade

da umidade que fecunda a terra seca.

Vital retalho do céu que manda pro solo

divino orvalho, gozo que nos eterniza.

Intimidade que pertence à natureza.

Jatobá


A mudança de estado diretamente relacionada à formação das nuvens é a

  • A evaporação, que dá origem às gotículas que as formam.
  • B condensação, que dá origem ao estado gasoso da água.
  • C fusão, que dá origem ao vapor de água
  • D liquefação, que dá origem às gotículas de água.
  • E calefação, que dá origem à rápida vaporização da água.
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Num dia de ar seco, um professor esfregou um balão de borracha em uma flanela, também seca. Em seguida, aproximou o balão da cabeça de um aluno e a turma observou que os fios de cabelo do aluno foram atraídos em direção ao balão, conforme mostra a figura.



O fenômeno é explicado pela transferência, durante o atrito do balão com a flanela, de partículas componentes da matéria denominadas

  • A prótons.
  • B elétrons.
  • C nêutrons.
  • D átomos.
  • E moléculas.
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Se olharmos todos os dias na região do céu onde o Sol se põe, logo ao anoitecer, perceberemos que, de tempos em tempos, uma constelação diferente será vista ali. As constelações se sucedem de modo que a mesma constelação só poderá ser vista novamente naquela posição e naquele horário depois de um ano.


A causa desse fenômeno é o(a)

  • A forma circular da órbita da Terra ao redor do Sol.
  • B movimento de translação da Terra ao redor do Sol.
  • C movimento de rotação da Terra em torno de si mesma.
  • D inclinação do eixo de rotação da Terra em relação ao plano da órbita.
17

Em alguns estados brasileiros, entre os meses de outubro e fevereiro, ocorria anualmente o adiantamento dos relógios em uma hora, medida conhecida como horário brasileiro de verão, que visava a economia de energia elétrica.


Essa medida era adotada porque, nesse período, a incidência de luz solar ao longo do dia é mais

  • A curta.
  • B clara.
  • C longa.
  • D quente.
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No sistema de transmissão analógico de televisão no Brasil, cada canal ocupa uma faixa de 6 megahertz (MHz). O quadro mostra as faixas de frequências utilizadas por alguns canais.



Em uma casa situada num vale ao pé das montanhas, os canais 2 e 6 apresentam melhores imagens porque as ondas desses canais

  • A têm maior facilidade de entrar em ressonância com as montanhas.
  • B são polarizadas quando interagem com as montanhas.
  • C têm maior capacidade de contornar as montanhas.
  • D são amplificadas pelas reflexões nas montanhas.
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As montadoras de automóveis têm dado preferência às “carcaças” de plástico, em vez das de metal, para finalização dos veículos. Para o consumidor menos informado, essa nova escolha das fábricas pode parecer apenas uma estratégia a favor da diminuição dos custos da produção, colocando em risco a segurança dos consumidores. Automóveis feitos com carroceria de plástico, porém, são a opção mais segura, porque durante uma colisão elas permitem uma dissipação mais eficiente de energia.

Disponível em: www.ifsc.usp.br. Acesso em: 19 jul. 2015 (adaptado).

Em termos de segurança, qual é a principal vantagem da lataria dos veículos atuais em relação às mais antigas?

  • A São menos resistentes e se deformam por um intervalo de tempo mais longo.
  • B São menos resistentes e se deformam por um intervalo de tempo mais curto.
  • C São mais resistentes e se deformam por um intervalo de tempo mais curto.
  • D São mais resistentes e não se deformam.
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Sempre que ia tomar água gelada, um garoto escolhia um copo de alumínio dizendo:

— Nesse copo a água fica mais gelada!


A sensação de gelado que o garoto sente ocorre porque, inusitadamente,

  • A a água se aquece, enquanto o copo recebe calor da mão.
  • B o copo se mantém gelado, enquanto perde calor para o ar.
  • C a água se esfria, pois o alumínio é um bom condutor térmico.
  • D o copo se mantém gelado, pois o alumínio é um bom isolante térmico.

Agropecuária

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Originária da África, a broca-do-café é a principal praga do conilon, pois tem capacidade de atacar os frutos em todos os estágios de maturação, de verde até maduro (cereja) ou seco, causando perdas significativas de produção e qualidade. Pode-se citar como principais inimigos naturais parasitoides da broca os abaixo especificados, EXCETO:
  • A Prorops nasuta Waterston (vespa-de-Uganda).
  • B Cephalonomia stephanoderis Betrem (vespa-da-costa-do-marfim).
  • C Leucoptera coffeella.
  • D Heterospillus coffeicola Schemied.
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Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas do texto abaixo:

A principal forma de K nos solos é a mineral, encontrado na rede cristalina de minerais primários – feldspatos, micas como a muscovita e biotita – e nos minerais A principal forma de K nos solos é a mineral, encontrado na rede cristalina de minerais primários – feldspatos, micas como a muscovita e biotita – e nos minerais. O potássio na solução do solo aparece na forma iônica, K+ , forma esta absorvida pelas raízes das plantas. Concentrações elevadas de ___________reduzem a absorção do potássio por inibição competitiva; embora baixas concentrações de ______ apresenta um efeito sinergístico.

  • A Mn2+ e Ca2+; Ca.
  • B Ca2+ e Mg2+; Ca.
  • C Mn2+ e Mg2+; Mn.
  • D Ca2+ e Mg2+; Mg.
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A ferrugem (Uromyces appendiculatus) do feijoeiro é uma doença cosmopolita, distribuída em todo o território nacional, podendo reduzir, em cultivares suscetíveis, o rendimento da cultura em até 70%. Assinale a alternativa CORRETA quanto às características desta doença:
  • A Os prejuízos causados pela ferrugem são maiores quando ela aparece na cultura após a floração.
  • B Os uredósporos desprendem-se facilmente e são disseminados exclusivamente pela água.
  • C Os primeiros sintomas são observados exclusivamente na parte superior das folhas.
  • D Longo período de umidade relativa (10h a18h) superior a 95% e temperaturas entre 17 °C e 27 °C favorecem a infecção.
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A aeração consiste na movimentação forçada do ar ambiente através da massa de sementes, sendo seu objetivo principal o resfriamento e a manutenção das sementes a uma temperatura suficientemente baixa para assegurar uma boa conservação. Como regra geral, a aeração deve ser aplicada quando a diferença de temperatura da massa de sementes e a temperatura do ar ambiente for em torno de:
  • A 3ºC.
  • B 5ºC.
  • C 7ºC.
  • D 9ºC.
25
O conhecimento prévio do comportamento fisiológico das sementes e o monitoramento constante das condições ambientais, nos ambientes de secagem e armazenamento, são alguns dos requisitos fundamentais para a conservação da qualidade fisiológica e sanitária das sementes pelo maior período possível. Com relação às características fisiológicas e aos processos envolvidos na secagem e armazenamento de sementes é CORRETO afirmar:
  • A Sementes ortodoxas não toleram a secagem drástica, apresentando redução da viabilidade em curto período, sendo recomendado o armazenamento com elevados teores de água.
  • B Sementes ortodoxas mantêm por mais tempo a qualidade fisiológica quando armazenadas com baixos teores de água.
  • C Sementes ortodoxas são geralmente caracterizadas por não sofrerem dessecação natural na planta-mãe ao longo do processo de maturação
  • D Sementes ortodoxas geralmente são dispersas com elevados teores de água que, se reduzidos a um nível considerado crítico, levarão à rápida perda da viabilidade e até a morte.
26
Uma das pragas que atacam o plantio de café, é o Bicho-Mineiro, que apresenta como uma de suas características, a seguinte afirmação:
  • A O macho não voa, vivendo no fruto onde se origina.
  • B Esse ataque causa queda do fruto, perda de peso, apodrecimento devido a entrada de fungos, perda na classificação por tipo e bebida.
  • C A oviposição é fita no período noturno na face superior da folha, sendo no máximo 57 ovos/fêmea, com eclosão em 5-21 dias.
  • D Os maiores problemas com essa praga são em espaçamentos menos largos, ou seja, mais adensados.
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Assinale a alternativa incorreta no que diz respeito aos componentes dos equipamentos que devem ser considerados para melhorar qualidade e eficiência nos tratamentos fitossanitários:
  • A Após a diluição dos produtos, é necessário que durante a pulverização a calda seja mantida homogeneizada, para uniformizar a distribuição do produto na planta, e a vazão não deve ser superior a 18% da capacidade da bomba.
  • B Utilizar bicos de cerâmica, pela maior resistência, durabilidade e qualidade de gotas. É considerado o principal órgão do pulverizador, pois dele depende a vazão e a qualidade das gotas.
  • C O manômetro comum apresenta problemas de durabilidade, pois lhe falta robustez para suportar as árduas condições de trabalho (vibração e líquido agressivo circulando no seu interior). Devem ter escala visível e serem banhados com glicerina, para maior resistência.
  • D Utilizar filtros na entrada do tanque, antes da bomba e antes dos bicos, para prevenir o desgaste e/ou entupimento. A limpeza do filtro na entrada do tanque deve ser frequente, no mínimo diário.
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A determinação da capacidade de uso dos solos é de fundamental importância para o manejo adequado dos mesmos, segundo a sua capacidade. De acordo com o Sistema de capacidade de uso, o Grupo A é caracterizado por:
  • A Terras adaptadas para pastagem e/ou reflorestamento e/ou proteção e manejo da vida silvestre, que podem ser utilizadas com culturas especiais protetoras de solos e de encostas.
  • B Terras não adequadas para cultivos anuais, perenes, pastagens e/ou reflorestamento, porém apropriadas para proteção da flora e fauna silvestre, recreação ou armazenamento de água.
  • C Terras impróprias para cultivos intensivos, pastagens e/ou reflorestamento, manejo da vida silvestre e recreação.
  • D Terras passíveis de utilização com culturas anuais, perenes, pastagens, reflorestamento e proteção da vida silvestre.
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Em células vegetais, o íon____________ têm um papel específico na ativação de enzimas envolvidas na respiração, na fotossíntese e na síntese de DNA e RNA. Este é também parte da estrutura em anel da molécula de clorofila. Um sintoma característico da deficiência deste íon é a clorose entre as nervuras foliares, ocorrendo, primeiro, em folhas mais velhas, por causa da mobilidade desse cátion.

Marque a alternativa que preencha corretamente a lacuna acima.

  • A Nitrogênio.
  • B Potássio.
  • C Magnésio.
  • D Manganês.
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A acidez ativa do solo é a concentração hidrogeniônica em solução. Os valores de pH entre 2 e 3 indicam:
  • A Solos calcários.
  • B A presença de alumínio trocável.
  • C Presença de ácidos livres provenientes da pirita que, quando oxidada, passa para H2SO4
  • D Que o alumínio trocável está quase na sua totalidade insolubilizado e não causa mais danos as raízes.
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