Resolver o Simulado Nosso Rumo - Nível Médio

0 / 35

Matemática

1

Em um lançamento de moedas para decidir quem começa com a posse de bola em um jogo de futebol, o capitão de um time sempre escolhe coroa. Considerando que quem escolhe o lado virado para cima da moeda começa com a posse de bola, qual a probabilidade aproximada desse time conseguir começar com a posse de bola em 5 jogos seguidos?

  • A 3%.
  • B 5%.
  • C 12,5%.
  • D 50%.
2

Assinale a alternativa com a solução da equação a seguir:

x/3 - 4 = 2x +3

  • A -13/5.
  • B -3.
  • C +3.
  • D -4,2.
3

Lista de símbolos:

⇒ Condicional

⇔ Bicondicional

∧ Conector “e”

∨ Conector “ou”  

Conector “ou” exclusivo

¬ Negação da proposição

As raízes da equação do segundo grau 2x2 + 2x -24 = 0 são:

  • A x = 3 e x = -3.
  • B x = 3 e x = 4.
  • C x = -3 e x = -4.
  • D x = -3 e x = 4.
  • E x = 3 e x = -4.
4

Lista de símbolos:

⇒ Condicional

⇔ Bicondicional

∧ Conector “e”

∨ Conector “ou”  

Conector “ou” exclusivo

¬ Negação da proposição

As notas bimestrais de matemática do estudante João, ao longo de 2019, estão mostradas na tabela a seguir:


1º Bimestre 2º Bimestre 3º Bimestre 4º Bimestre

7,0 8,0 6,0 9,0


A média aritmética das notas de João no ano de 2019 é:

  • A 6,0.
  • B 6,5.
  • C 7,0.
  • D 7,5.
  • E 8,0.
5

Assinale a alternativa que apresenta CORRETAMENTE uma diferença entre progressões aritméticas e progressões geométricas.

  • A Uma progressão aritmética é composta por um termo inicial e um fator que é multiplicado várias vezes a este termo inicial, já em uma progressão geométrica, esse fator é somado várias vezes ao termo inicial.
  • B Uma progressão aritmética não tem fim, já uma progressão geométrica sempre converge a um valor.
  • C Em uma progressão aritmética, os elementos são formados a partir de somas de um fator, já em uma progressão geométrica, os elementos são formados a partir de multiplicações de um fator.
  • D A principal diferença entre uma progressão aritmética e geométrica é que a primeira possui termo inicial, e a segunda não.
6

Aplicativos de entrega de refeições estão cada vez mais populares entre os brasileiros. A quantidade de entregadores influencia diretamente na quantidade de entregas a serem feitas, visto que a dinâmica do aplicativo permite que um mesmo entregador trabalhe para diversos restaurantes. Considerando que um entregador realiza uma entrega, em média, em 20 minutos, quantos entregadores são necessários para realizar 15 entregas em uma hora?

  • A 4 entregadores.
  • B 5 entregadores.
  • C 6 entregadores.
  • D 8 entregadores.
7

Qual a área aproximada de um triângulo equilátero de lados com comprimento de 7 cm? Considere √3=1,7.

  • A 14cm².
  • B 18cm².
  • C 21cm².
  • D 42cm²
8

Um engenheiro introduziu um novo método na fabricação de um produto que reduziu o custo de fabricação em 50%. Um ano depois, outra modificação no processo de fabricação foi feita e reduziu o custo em 15%. Após as duas modificações na produção, o custo inicial, em porcentagem, foi reduzido em

  • A 65,5.
  • B 63,5.
  • C 47,5.
  • D 57,5.
  • E 45,5.
9

Se , qual o valor de x + y?

  • A - 9/2.
  • B -7/2.
  • C -3/2.
  • D -5/2.
  • E -1/2.
10

Uma equipe de 5 homens e 3 mulheres deve ser escolhida, entre 7 homens e 5 mulheres. De quantos modos diferentes pode-se escolher a equipe, sabendo-se que as pessoas dessa equipe exercerão as mesmas funções?

  • A 35.
  • B 70.
  • C 96.
  • D 140.
  • E 210.
11
Manoel, Vinícius e Paulo são trigêmeos. Para realizar uma surpresa à sua mãe, eles juntaram o dinheiro que cada um tinha e compraram um bolo para ela. Manoel pagou R$ 16,00, Vinícius R$ 6,00 e Paulo R$ 18,00. Qual fração de bolo representa o valor pago de cada um?
  • A Manoel 2/5 , Vinícius 3/20 e Paulo 9/20 .
  • B Manoel 1/5 , Vinícius 4/25 e Paulo 8/13 .
  • C Manoel 2/5, Vinícius 7/20 e Paulo 9/20 .
  • D Manoel 3/5, Vinícius 8/20 e Paulo 13/9.
  • E Nenhuma das alternativas.
12

Em um teste, Maria deve acertar pelo menos 70% das questões para ser aprovada. Ela já fez 24 questões e sabe que acertou 15 delas e não sabe responder 9. Se não acertar essas 9 questões e acertar todas as outras, ela passará no teste; ela passará note teste; porém, se não acertar pelo menos uma dessas outras, ela não será aprovada. O número de questões desse teste é

  • A 30.
  • B 36.
  • C 45.
  • D 42.
  • E 39.
13

Em uma embaixada, 60% dos funcionários falam inglês, 45% falam alemão e 30% deles não falam nenhuma das duas línguas. Se, exatamente, 14 funcionários falam inglês e alemão, o número de funcionários dessa embaixada é igual a

  • A 60.
  • B 90.
  • C 80.
  • D 100.
  • E 40.
14

Considere a conta armada abaixo, onde A, B e C representam algarismos distintos.

Assim, A + C vale

  • A 12.
  • B 9.
  • C 10.
  • D 11.
  • E 8.
15

Se a função dada for f(x) = 2x³ - 5, então f(0) + f(-1/2) - f (-1) é igual a:

  • A -17/4.
  • B -19/4.
  • C -69/4.
  • D -21/4.
  • E -13/4.
16

Na Universidade Estadual de Montes Claros, o número de acadêmicos do sexo feminino equivale a 7/9 do número total de acadêmicos. A razão entre o número de mulheres e o de homens que estudam nessa universidade é, nessa ordem:

  • A 7/2.
  • B 9/7.
  • C 3/8.
  • D 5/3.
  • E 4/5.

Português

17

A fotografia está morrendo?

De tempos em tempos temos algum artigo apocalíptico dizendo que algo está morrendo, ou simplesmente vai acabar. Até hoje estamos esperando a morte do rádio ou o fim do papel. Mas, alguns destes artigos nos trazem coisas para pensarmos. É o caso do texto intitulado “The Death of Photography: are camera phones destroying an artform?” (Em português: “A morte da fotografia: as câmeras de celular estão destruindo uma forma de arte?”) publicado no The Guardian por Stuart Jeffries em 13 de dezembro. Ele parte de uma pergunta simples: estaria a massificação da fotografia destruindo a arte? Pergunta complicada. Em vez de expressar unicamente sua opinião, o jornalista procurou alguns grandes fotógrafos e os fez pensar sobre o assunto.

O primeiro a ser questionado foi Antonio Olmos, fotógrafo mexicano que vive em Londres. Segundo ele, nunca houve tantas fotografias tiradas no mundo, mas ao mesmo tempo a fotografia está morrendo. Para o fotógrafo isso se deve justamente pela massificação. Para falar a verdade, a reportagem toda foi motivada por dois acontecimentos da semana passada. O primeiro foi flagrante do autorretrato em que participou o Presidente dos Estados Unidos Barack Obama na cerimônia em memória a Nelson Mandela. Segundo a reportagem ela mostra toda a natureza narcisista que cerca a nova fotografia executada com celulares. O segundo fato foi a divulgação de uma pesquisa feita por psicólogos onde foi demonstrado que o atual comportamento que nos leva a fotografar tudo o que vemos tem por consequência o fato de não vivermos intensamente o momento, levando a sua não assimilação total dos fatos. Ou seja, quanto mais você fotografa o seu cotidiano, menos capacidade de se lembrar dele você tem.

É nesse segundo ponto que Olmos bate mais forte: “As pessoas que tomam fotografias de sua comida em um restaurante em vez de comê-la. As pessoas que tomam fotografias da Mona Lisa, em vez de olhar para ela. Acho que o iPhone está levando as pessoas para longe de suas experiências.” O argumento do fotógrafo também passa pela história do surgimento da fotografia, na qual os pintores perderam o filão de retratos de família para os fotógrafos. Agora, os profissionais estão perdendo o seu espaço para as fotografias feitas pelo cidadão comum. Entendo o argumento do fotógrafo, mas sinto aqui também um pouco de amargura. Sabemos que o ramo do fotojornalismo, a área de Olmos, está em crise. Antigamente era necessário enviar um profissional para uma zona de conflito. Hoje é possível encontrar diversas fotos desses conflitos feitas por quem está vivendo o acontecimento. Imagens feitas com celulares e postadas em redes sociais. Complicado competir com esse tipo de interatividade.

Por outro lado, o fotógrafo Eamonn McCabe tem uma visão um pouco diferente. Para ele, a massificação da tecnologia digital está deixando os fotógrafos cada vez mais preguiçosos. Antes uma sessão fotográfica era feita com dois rolos de filme de 24 poses. Hoje pode-se fazer mil fotos em uma sessão e todos os defeitos são corrigidos no pós processamento. Sem dizer que tamanha quantidade de fotos nos tira a capacidade de apreciar uma imagem. Por isso que sempre digo que ninguém vai querer ver as 2 mil fotos de suas férias. Faça uma seleção de 20 fotos e vai ser um sucesso. “As pessoas estão fazendo um monte de fotos, mas ninguém está olhando para elas”.

E, no final do artigo, temos a voz da razão na pessoa do fotógrafo Nick Knight, que já publicou um livro e fez uma campanha de moda utilizando apenas o iPhone. Para ele, o iPhone trouxe uma liberdade que só tem paralelo com os anos 60, quando deixou-se de utilizar tripé nas sessões de moda com a utilização de câmeras 35mm em detrimento das de médio formato. Segundo Nick, “O que importa, artisticamente, não é quantos pixels elas tem, mas se as imagens funcionam. A máquina com que você cria sua arte é irrelevante.”

O artigo é muito mais denso e merece uma leitura detalhada. Mas, qual minha opinião? A arte sempre vai estar morrendo, segundo a opinião de alguém. Além do mais, a fotografia não é arte. É uma forma de comunicação que pode ser utilizada como arte. Esta utilização é que se encontra em baixa ultimamente e é de difícil acesso para o público comum. Até mesmo para os fotógrafos que investiram milhares de Reais em seu equipamento. Vejo muita foto feita com câmeras caras, lentes soberbas, conhecimento técnico e pós processamento exorbitante que são, apenas, bonitinhas. Expressões máximas da frase “sua fotografia é tão boa quanto seu equipamento”. A fotografia, como expressão da arte, não está morrendo. Ela continua existindo no mesmo nicho que sempre existiu. Talvez agora um pouco mais escondida por conta da massificação, mas ela está lá, vivendo bem. 

Disponível em: <https://meiobit.com/274065/fotografia-estamorrendo/>. Acesso em: 31 jul. 2019 (Adaptação).

O texto em questão, como se trata de um artigo de opinião, traz o posicionamento do autor em relação ao tema debatido.

Nesse sentido, é correto afirmar que, a respeito das opiniões expressas pelos fotógrafos abordados, o autor

  • A discorda da opinião de Eamonn McCabe e de Antonio Olmos.
  • B discorda de Antonio Olmos, enquanto concorda com Nick Knight.
  • C refuta a opinião de todos os fotógrafos abordados.
  • D reitera a opinião de Eamonn McCabe e discorda de Nick Knight.
18

A fotografia está morrendo?

De tempos em tempos temos algum artigo apocalíptico dizendo que algo está morrendo, ou simplesmente vai acabar. Até hoje estamos esperando a morte do rádio ou o fim do papel. Mas, alguns destes artigos nos trazem coisas para pensarmos. É o caso do texto intitulado “The Death of Photography: are camera phones destroying an artform?” (Em português: “A morte da fotografia: as câmeras de celular estão destruindo uma forma de arte?”) publicado no The Guardian por Stuart Jeffries em 13 de dezembro. Ele parte de uma pergunta simples: estaria a massificação da fotografia destruindo a arte? Pergunta complicada. Em vez de expressar unicamente sua opinião, o jornalista procurou alguns grandes fotógrafos e os fez pensar sobre o assunto.

O primeiro a ser questionado foi Antonio Olmos, fotógrafo mexicano que vive em Londres. Segundo ele, nunca houve tantas fotografias tiradas no mundo, mas ao mesmo tempo a fotografia está morrendo. Para o fotógrafo isso se deve justamente pela massificação. Para falar a verdade, a reportagem toda foi motivada por dois acontecimentos da semana passada. O primeiro foi flagrante do autorretrato em que participou o Presidente dos Estados Unidos Barack Obama na cerimônia em memória a Nelson Mandela. Segundo a reportagem ela mostra toda a natureza narcisista que cerca a nova fotografia executada com celulares. O segundo fato foi a divulgação de uma pesquisa feita por psicólogos onde foi demonstrado que o atual comportamento que nos leva a fotografar tudo o que vemos tem por consequência o fato de não vivermos intensamente o momento, levando a sua não assimilação total dos fatos. Ou seja, quanto mais você fotografa o seu cotidiano, menos capacidade de se lembrar dele você tem.

É nesse segundo ponto que Olmos bate mais forte: “As pessoas que tomam fotografias de sua comida em um restaurante em vez de comê-la. As pessoas que tomam fotografias da Mona Lisa, em vez de olhar para ela. Acho que o iPhone está levando as pessoas para longe de suas experiências.” O argumento do fotógrafo também passa pela história do surgimento da fotografia, na qual os pintores perderam o filão de retratos de família para os fotógrafos. Agora, os profissionais estão perdendo o seu espaço para as fotografias feitas pelo cidadão comum. Entendo o argumento do fotógrafo, mas sinto aqui também um pouco de amargura. Sabemos que o ramo do fotojornalismo, a área de Olmos, está em crise. Antigamente era necessário enviar um profissional para uma zona de conflito. Hoje é possível encontrar diversas fotos desses conflitos feitas por quem está vivendo o acontecimento. Imagens feitas com celulares e postadas em redes sociais. Complicado competir com esse tipo de interatividade.

Por outro lado, o fotógrafo Eamonn McCabe tem uma visão um pouco diferente. Para ele, a massificação da tecnologia digital está deixando os fotógrafos cada vez mais preguiçosos. Antes uma sessão fotográfica era feita com dois rolos de filme de 24 poses. Hoje pode-se fazer mil fotos em uma sessão e todos os defeitos são corrigidos no pós processamento. Sem dizer que tamanha quantidade de fotos nos tira a capacidade de apreciar uma imagem. Por isso que sempre digo que ninguém vai querer ver as 2 mil fotos de suas férias. Faça uma seleção de 20 fotos e vai ser um sucesso. “As pessoas estão fazendo um monte de fotos, mas ninguém está olhando para elas”.

E, no final do artigo, temos a voz da razão na pessoa do fotógrafo Nick Knight, que já publicou um livro e fez uma campanha de moda utilizando apenas o iPhone. Para ele, o iPhone trouxe uma liberdade que só tem paralelo com os anos 60, quando deixou-se de utilizar tripé nas sessões de moda com a utilização de câmeras 35mm em detrimento das de médio formato. Segundo Nick, “O que importa, artisticamente, não é quantos pixels elas tem, mas se as imagens funcionam. A máquina com que você cria sua arte é irrelevante.”

O artigo é muito mais denso e merece uma leitura detalhada. Mas, qual minha opinião? A arte sempre vai estar morrendo, segundo a opinião de alguém. Além do mais, a fotografia não é arte. É uma forma de comunicação que pode ser utilizada como arte. Esta utilização é que se encontra em baixa ultimamente e é de difícil acesso para o público comum. Até mesmo para os fotógrafos que investiram milhares de Reais em seu equipamento. Vejo muita foto feita com câmeras caras, lentes soberbas, conhecimento técnico e pós processamento exorbitante que são, apenas, bonitinhas. Expressões máximas da frase “sua fotografia é tão boa quanto seu equipamento”. A fotografia, como expressão da arte, não está morrendo. Ela continua existindo no mesmo nicho que sempre existiu. Talvez agora um pouco mais escondida por conta da massificação, mas ela está lá, vivendo bem. 

Disponível em: <https://meiobit.com/274065/fotografia-estamorrendo/>. Acesso em: 31 jul. 2019 (Adaptação).

Analise os trechos a seguir.

I. “Sem dizer que tamanha quantidade de fotos nos tira a capacidade de apreciar uma imagem.”

II. “O que importa, artisticamente, não é quantos pixels elas tem, mas se as imagens funcionam.”

III. “Segundo ele, nunca houve tantas fotografias tiradas no mundo, mas ao mesmo tempo a fotografia está morrendo.”

Há desvio da norma-padrão no que diz respeito à concordância verbal no(s) trecho(s)

  • A I, apenas.
  • B II, apenas.
  • C II e III, apenas.
  • D I, II e III.
19
“[...]
O de amendoim
que se chamava midubim e não era torrado era cozido
Me lembro de todos os pregões:
Ovos frescos e baratos
Dez ovos por uma pataca

Foi há muito tempo...
A vida não me chegava pelos jornais nem pelos livros
Vinha da boca do povo na língua errada do povo
Língua certa do povo
Porque ele é que fala gostoso o português do Brasil
Ao passo que nós
O que fazemos
É macaquear
A sintaxe lusíada

A vida com uma porção de coisas que eu não entendia
bem
Terras que não sabia onde ficavam
Recife...
Rua da União...
A casa de meu avô...
Nunca pensei que ela acabasse!
Tudo lá parecia impregnado de eternidade
Recife...
Meu avô morto.
Recife morto, Recife bom, Recife brasileiro
como a casa de meu avô.”

(Evocação do Recife – Manuel Bandeira). Disponível em:
<https://www.escritas.org/pt/t/9074/evocacao-do-recife>.
Acesso em: 1º ago. 2019.

Nos versos “Recife... / Rua da União... / A casa de meu avô...”, as reticências desempenham a função de

  • A indicar que a ideia expressa pelos versos se perpetua no pensamento do eu lírico e não termina com o fim da frase.
  • B assinalar uma suspensão no ritmo da fala provocada por uma hesitação nas ideias expressas pelo eu lírico.
  • C mostrar a interrupção do fluxo de ideias do eu lírico, e a mudança do assunto que vinha sendo tratado até ali.
  • D marcar o corte na fala do eu lírico, pela interferência da fala de outro personagem presente no poema.
20

Leia o anúncio a seguir

Em relação à concordância verbal no anúncio, analise as afirmações a seguir e a relação proposta entre elas.

I – É necessário empregar o verbo “vender” no singular

PORQUE

II – a oração está na voz passiva sintética.

Sobre as afirmações, é correto dizer que

  • A as duas são falsas.
  • B a primeira é falsa e a segunda é verdadeira.
  • C a primeira é verdadeira e a segunda é falsa.
  • D as duas são verdadeiras e a segunda justifica a primeira.
21

“O artigo definido feminino, quando vem precedido da preposição “a”, funde-se com ela, e tal fusão (= crase) é representada na escrita por um acento grave sobre a vogal (à).” (CUNHA & CINTRA, 2017, p.221).

Considere o conceito apresentado acerca do emprego da crase e preencha corretamente as lacunas do fragmento a seguir, retirado do livro “São Bernardo”, de Graciliano Ramos.

"Aqui, sentado _____ mesa da sala de jantar, fumando cachimbo e bebendo café, suspenso _____ vezes o trabalho moroso, olho as folhagens das laranjeiras que a noite enegrece, digo _____ mim mesmo que esta pena é um objeto pesado. Não estou acostumado _____ pensar. Levanto-me, chego _____ janela que deita para a horta. Casimiro Lopes pergunta se me falta alguma coisa."

Disponível em: <https://books.google.com.br/books?isbn=8538707418>

Acesso em: 11 ago. 2019.

A sequência que preenche corretamente as lacunas do texto é


  • A à / as / à / a / à
  • B a / as / à / à / a
  • C à / às / a / a / à
  • D a / às / a / à / a
22

O mundo virtual e a solidão

(1) Com o advento da internet, fenômeno de nosso tempo, vivemos a era da interface, dos relacionamentos virtuais, da rapidez, das redes sociais, dos relacionamentos fugazes. Paradoxalmente, com toda a aparente facilidade, é a era também de uma enorme solidão, uma busca incessante por uma unidade perdida.

(2) A cada instante surgem novas tecnologias, vários sites e aplicativos para todas as categorias de aproximação. Abre-se uma janela iluminada diante de olhos ávidos que procuram um mundo de oportunidades dos mais diversos tipos possíveis de encontros. Com base em um cadastro, cria-se um perfil e o primeiro contato vai ocorrer de forma virtual, com parceiros protegidos em suas privacidades geográficas, no conforto de seus refúgios e entre telas do computador ou do smartphone.

(3) É nesse ciberespaço que os desconhecidos projetam em seus perfis on-line algo como sua “expectativa idealizada”. Isso ocorre por meio de fotos criteriosamente selecionadas e textos sobre aquilo que cada um é, que gostaria de ser, que acredita que o outro espera encontrar... nada mais humano que querer ser amado.

(4) No entanto, é preciso que haja encontro, uma ligação, uma conectividade para além das teclas do computador. E a partir disso, que ambos queiram superar as dificuldades advindas de se fazer uma relação em que o choque com a realidade, formada de dois indivíduos que vieram de famílias e constituições distintas, impõe.

(5) Com a utilização da internet, das formas tecnológicas de relacionamento e a rapidez de informações, torna-se mais simples se conectar e mais fácil ainda se desconectar. Se não gosta, ou algo incomoda, é só apertar a tecla 'deletar' e desligar a máquina.

(6) As tecnologias são novas, mas os seres humanos continuam sendo humanos, o que quer dizer que possuem sentimentos e emoções. A modernidade da tecnologia pode ser um facilitador, um recurso para aproximar, desde que os seres humanos não se esqueçam de que são humanos dotados de seu mundo interno repleto de significados, sentimentos, emoções e necessidade de afeto.

(7) O papel de estabelecer laços é feito no exercício diário do próprio relacionar-se. A solidão tem suas raízes nos primórdios da vida psíquica, mas não tem o sentido de estar só e, sim, de se sentir mal acompanhado do ponto de vista interno, como se carregasse dentro de si mesmo uma sensação ruim. Até porque não é possível estar acompanhado de outra pessoa todo o tempo. É preciso de algum modo se suportar emocionalmente.

(8) Parece clichê, mas é de fato importante se conhecer e ter um bom relacionamento consigo próprio primeiro, para facilitar o relacionamento com o outro. Afinal, o vazio é comum a todos os sujeitos; sempre falta alguma coisa. Buscar compreender como cada um lida com a falta e com a própria solidão é o primeiro desafio colocado para se relacionar a dois.

(9) A tecnologia nos favorece à beça, mas não substitui aquele abraço afetuoso, aquelas palavras na hora certa ou aquele beijo carinhoso. Fatores humanos como intimidade, afeto e interação continuam sendo “coisas” de gente...

Renata Bento. Disponível em: https://www.correiodoestado.com.br/opiniao/renata-bento-o-mundo-virtual-e-a-solidao/348239. Acesso em 29/09/2019 Adaptado.



Dentre as informações apresentadas abaixo, assinale a única que não está de acordo com as ideias do Texto 1.

  • A Contraditoriamente, apesar da suposta facilidade da era tecnológica, essa é igualmente uma era marcada por uma enorme solidão.
  • B O primeiro contato virtual se dá entre parceiros que, embora entre telas do computador ou do smartphone, estão totalmente desprotegidos.
  • C No ciberespaço, os parceiros desconhecidos criam perfis um tanto idealizados, por meio de fotos selecionadas e de textos.
  • D Com as tecnologias, é tanto mais simples se conectar quanto mais fácil se desconectar, o que pode ser feito com um simples clique.
  • E As tecnologias podem ser um recurso para aproximar as pessoas, mas não podemos esquecer que temos sentimentos e emoções.
23

TEXTO 1

Indígenas na cidade: pobreza e preconceito marcam condição de vida

(01) Há muito tempo, a Floresta Amazônica deixou de ser o lar de milhares de indígenas. A escassez de alimentos, o desmatamento e o avanço das cidades sobre as matas são alguns fatores que motivaram povos tradicionais a migrar para áreas urbanas. Em Manaus, no Amazonas, eles podem ser encontrados em todas as regiões da cidade. A Fundação Estadual do Índio estima que de 15 a 20 mil indígenas de diversas etnias vivam em áreas urbanas amazonenses, como os sateré-mawé, apurinã, kokama, mirana, dessana, tukano e piratapuia. “Acredito que 90% dos bairros de Manaus tenham indígenas morando”, informou o presidente da Fundação Estadual do Índio, Raimundo Atroari.

(02) Apesar de buscar melhores condições de vida na cidade, a maioria dos indígenas vive em situação de pobreza, tem dificuldade de conseguir emprego e a principal renda vem do artesanato. “Geralmente, as comunidades estão localizadas em área de risco. Nunca é numa área boa. A gente sente muito essa dificuldade de viver na cidade. A maioria dos Sateré daqui da aldeia está no trabalho informal, sem carteira assinada. A maior parte fica dentro da aldeia trabalhando com artesanato. A gente consegue gerar uma renda mais no mês de abril, quando o público procura. Fora isso a gente fica dependendo de doações”, contou o tuxaua ou cacique Moisés Sateré, líder de uma comunidade no bairro da Paz, zona oeste de Manaus, onde vivem 14 famílias.

(03) A antropóloga Lúcia Helena Rangel, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, confirma que é comum os indígenas, mesmo em áreas urbanas, viverem em comunidade. “Conforme vai passando o tempo, vem um, vem outro e mais outros, as famílias acabam se juntando em determinado bairro, ou em uma periferia que ninguém morava, e os indígenas foram morar. Você vai ver que nas grandes cidades como Manaus, Campo Grande, Porto Alegre, tem bairros eminentemente indígenas, ou segmentos de bairros”, ressaltou a antropóloga.

(04) Moisés Sateré também reclama das dificuldades para acessar os serviços públicos de saúde. “Às vezes a gente não consegue esse atendimento porque muitos profissionais desconhecem a nossa realidade e acabam tendo preconceito com a gente. Quando eles reconhecem que a gente pertence a algum povo, começam a jogar dizendo que a gente precisa ir pra aldeia pra ser atendido ou procurar a Casai [Casa de Saúde Indígena]. Então, fica empurrando”, disse a liderança indígena.

(05) De acordo com o presidente do Conselho Distrital de Saúde Indígena (Condisi) de Manaus, Ronaldo Barros, da etnia maraguá, as políticas públicas de saúde são voltadas aos indígenas nas aldeias. Aqueles que vivem nas cidades enfrentam os mesmos problemas que o restante da população.

(06) Ainda de acordo com Raimundo Atroari, a Fundação Estadual do Índio está desenvolvendo projetos para ajudar na geração de renda dos indígenas dentro das aldeias, como uma alternativa para evitar a migração deles para os centros urbanos. “A gente está trabalhando para mudar essa história porque todas as áreas indígenas são riquíssimas, têm um potencial econômico grande. O mercado consumidor tem uma carência muito grande de tudo que tem na aldeia: da alimentação, da matéria-prima, daquilo que pode ser transformado em joia, em remédio, em perfume, enfim. Tudo que tem lá dá pra se transformar em moeda. E a Matriz Econômica Ambiental vem justamente trazendo toda essa possibilidade de geração de renda lá no habitat para os caboclos e indígenas”, explicou Raimundo.

(07) A Matriz Econômica Ambiental foi lançada pelo governo do Amazonas em fevereiro para desenvolver, entre outros projetos, a economia do estado de forma sustentável, com a colaboração dos povos tradicionais.

(08) Morar em centros urbanos sem ocultar a ancestralidade e as próprias referências é ainda uma luta para mais de 315 mil indígenas, segundo dados do último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número representa 49% do total da população indígena do país. Em todo o Brasil, São Paulo é a cidade com maior população indígena, com cerca de 12 mil habitantes; seguida de São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, com pouco mais de 11 mil e Salvador, com mais de 7,5 mil índios.

(09) Foi na década de 50, com o desenvolvimento industrial, que o processo de migração para as cidades se intensificou. Moradores do campo seguiam em busca de emprego nas fábricas e, com os indígenas, não foi diferente. Mas a própria Fundação Nacional do Índio (Funai), que tem como missão promover os direitos dos povos indígenas no Brasil, sofre o preconceito e percebe a situação dos indígenas que moram nas cidades. “Essa questão do preconceito é até com os servidores [da Funai]. Se é com o servidor, imagine para o próprio indígena”, diz o coordenador regional da Funai em Roraima, Riley Mendes.

(10) O Padre Robert Marie de Zalicourt, do Conselho Indigenista Missionário no Amazonas, acredita que, para manter as próprias referências na cidade, os indígenas precisam se unir. “Tem famílias indígenas em todos os bairros de Manaus, mas não são reconhecidas. Então, eles têm tendência de perder a sua cultura. Eles estão mantendo essa especificidade quando estão unidos e organizados.”

Por Bianca Paiva e Maíra Heinen. Disponível em: http://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2017-04/indigenas-na-cidadepobreza-e-preconceito-marcam-condicao-de-vida. Acesso em: 12/10/2019. Adaptado.

No título do Texto 1, encontramos a palavra “pobreza”, que se grafa com “z”. Também se grafa com “z” a palavra:

  • A repreza.
  • B paralização.
  • C teimozia.
  • D cozimento.
  • E querozene.
24


Na linha 16, a conjunção “mas” é empregada com valor:

  • A Conclusivo.
  • B Adversativo.
  • C Explicativo.
  • D Alternativo.
  • E Aditivo.
25

O mundo virtual e a solidão

(1) Com o advento da internet, fenômeno de nosso tempo, vivemos a era da interface, dos relacionamentos virtuais, da rapidez, das redes sociais, dos relacionamentos fugazes. Paradoxalmente, com toda a aparente facilidade, é a era também de uma enorme solidão, uma busca incessante por uma unidade perdida.

(2) A cada instante surgem novas tecnologias, vários sites e aplicativos para todas as categorias de aproximação. Abre-se uma janela iluminada diante de olhos ávidos que procuram um mundo de oportunidades dos mais diversos tipos possíveis de encontros. Com base em um cadastro, cria-se um perfil e o primeiro contato vai ocorrer de forma virtual, com parceiros protegidos em suas privacidades geográficas, no conforto de seus refúgios e entre telas do computador ou do smartphone.

(3) É nesse ciberespaço que os desconhecidos projetam em seus perfis on-line algo como sua “expectativa idealizada”. Isso ocorre por meio de fotos criteriosamente selecionadas e textos sobre aquilo que cada um é, que gostaria de ser, que acredita que o outro espera encontrar... nada mais humano que querer ser amado.

(4) No entanto, é preciso que haja encontro, uma ligação, uma conectividade para além das teclas do computador. E a partir disso, que ambos queiram superar as dificuldades advindas de se fazer uma relação em que o choque com a realidade, formada de dois indivíduos que vieram de famílias e constituições distintas, impõe.

(5) Com a utilização da internet, das formas tecnológicas de relacionamento e a rapidez de informações, torna-se mais simples se conectar e mais fácil ainda se desconectar. Se não gosta, ou algo incomoda, é só apertar a tecla 'deletar' e desligar a máquina.

(6) As tecnologias são novas, mas os seres humanos continuam sendo humanos, o que quer dizer que possuem sentimentos e emoções. A modernidade da tecnologia pode ser um facilitador, um recurso para aproximar, desde que os seres humanos não se esqueçam de que são humanos dotados de seu mundo interno repleto de significados, sentimentos, emoções e necessidade de afeto.

(7) O papel de estabelecer laços é feito no exercício diário do próprio relacionar-se. A solidão tem suas raízes nos primórdios da vida psíquica, mas não tem o sentido de estar só e, sim, de se sentir mal acompanhado do ponto de vista interno, como se carregasse dentro de si mesmo uma sensação ruim. Até porque não é possível estar acompanhado de outra pessoa todo o tempo. É preciso de algum modo se suportar emocionalmente.

(8) Parece clichê, mas é de fato importante se conhecer e ter um bom relacionamento consigo próprio primeiro, para facilitar o relacionamento com o outro. Afinal, o vazio é comum a todos os sujeitos; sempre falta alguma coisa. Buscar compreender como cada um lida com a falta e com a própria solidão é o primeiro desafio colocado para se relacionar a dois.

(9) A tecnologia nos favorece à beça, mas não substitui aquele abraço afetuoso, aquelas palavras na hora certa ou aquele beijo carinhoso. Fatores humanos como intimidade, afeto e interação continuam sendo “coisas” de gente...

Renata Bento. Disponível em: https://www.correiodoestado.com.br/opiniao/renata-bento-o-mundo-virtual-e-a-solidao/348239. Acesso em 29/09/2019 Adaptado.



Releia o seguinte trecho do 6° parágrafo: “A modernidade da tecnologia pode ser um facilitador, um recurso para aproximar, desde que os seres humanos não se esqueçam de que são humanos [...]”. O segmento destacado insere, no trecho:

  • A uma das causas do que se afirmou imediatamente antes.
  • B uma comparação entre a modernidade da tecnologia e os seres humanos.
  • C a conclusão do conteúdo anteriormente expresso.
  • D uma condição para o que se afirmou imediatamente antes.
  • E uma explicação para o conteúdo anteriormente expresso.
26
Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas
A Assembleia Geral,
Guiada pelos propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas e pela boa-fé no cumprimento das obrigações assumidas pelos Estados de acordo com a Carta,

No trecho da Declaração apresentado, está claro que os indígenas:

  • A têm nacionalidade internacional, sendo povos de todas as nações.
  • B não podem ser discriminados em razão de sua identidade.
  • C sendo povos diferentes, têm direito a leis específicas para cada tribo.
  • D gozam da liberdade de manifestarem a sua fé como queiram.
  • E não devem ser tratados especificamente como cidadãos brasileiros.
27

Analise o trecho a seguir, extraído do romance A Morte e a Morte de Quincas Berro D’Água, de Jorge Amado, para responder às próximas questões.

“E memória de morto, como se sabe, é coisa sagrada, não é para estar na boca pouco limpa de cachaceiros, jogadores e contrabandistas de maconha. Nem para servir de rima pobre a cantadores populares. Quando um homem morre, ele se reintegra em sua respeitabilidade a mais autêntica, mesmo tendo cometido loucuras em sua vida. A morte apaga, com sua mão de ausência, as manchas do passado e a memória do morto fulge como diamante”.

(Trecho com adaptações)

Analise as seguintes opções e marque a que contém uma interpretação correta sobre o sentido do texto.

  • A O significado da morte dos homens é bem diferente do da morte das mulheres.
  • B Os erros cometidos por uma pessoa se tornam mais evidentes quando ela morre.
  • C Em geral, o indivíduo deixa de ser respeitado a partir do momento em que morre.
  • D A morte tem o poder de transformar a forma como as pessoas serão lembradas.
28


Na linha 22, temos o vocábulo ‘ex-executivo’ grafado com hífen, de acordo com o Acordo Ortográfico vigente. Assinale a alternativa na qual o vocábulo NÃO esteja de acordo com essa norma.

  • A Microondas.
  • B Anti-inflamatório.
  • C Reeducação.
  • D Minissaia.
  • E Semiaberto.
29

O mundo virtual e a solidão

(1) Com o advento da internet, fenômeno de nosso tempo, vivemos a era da interface, dos relacionamentos virtuais, da rapidez, das redes sociais, dos relacionamentos fugazes. Paradoxalmente, com toda a aparente facilidade, é a era também de uma enorme solidão, uma busca incessante por uma unidade perdida.

(2) A cada instante surgem novas tecnologias, vários sites e aplicativos para todas as categorias de aproximação. Abre-se uma janela iluminada diante de olhos ávidos que procuram um mundo de oportunidades dos mais diversos tipos possíveis de encontros. Com base em um cadastro, cria-se um perfil e o primeiro contato vai ocorrer de forma virtual, com parceiros protegidos em suas privacidades geográficas, no conforto de seus refúgios e entre telas do computador ou do smartphone.

(3) É nesse ciberespaço que os desconhecidos projetam em seus perfis on-line algo como sua “expectativa idealizada”. Isso ocorre por meio de fotos criteriosamente selecionadas e textos sobre aquilo que cada um é, que gostaria de ser, que acredita que o outro espera encontrar... nada mais humano que querer ser amado.

(4) No entanto, é preciso que haja encontro, uma ligação, uma conectividade para além das teclas do computador. E a partir disso, que ambos queiram superar as dificuldades advindas de se fazer uma relação em que o choque com a realidade, formada de dois indivíduos que vieram de famílias e constituições distintas, impõe.

(5) Com a utilização da internet, das formas tecnológicas de relacionamento e a rapidez de informações, torna-se mais simples se conectar e mais fácil ainda se desconectar. Se não gosta, ou algo incomoda, é só apertar a tecla 'deletar' e desligar a máquina.

(6) As tecnologias são novas, mas os seres humanos continuam sendo humanos, o que quer dizer que possuem sentimentos e emoções. A modernidade da tecnologia pode ser um facilitador, um recurso para aproximar, desde que os seres humanos não se esqueçam de que são humanos dotados de seu mundo interno repleto de significados, sentimentos, emoções e necessidade de afeto.

(7) O papel de estabelecer laços é feito no exercício diário do próprio relacionar-se. A solidão tem suas raízes nos primórdios da vida psíquica, mas não tem o sentido de estar só e, sim, de se sentir mal acompanhado do ponto de vista interno, como se carregasse dentro de si mesmo uma sensação ruim. Até porque não é possível estar acompanhado de outra pessoa todo o tempo. É preciso de algum modo se suportar emocionalmente.

(8) Parece clichê, mas é de fato importante se conhecer e ter um bom relacionamento consigo próprio primeiro, para facilitar o relacionamento com o outro. Afinal, o vazio é comum a todos os sujeitos; sempre falta alguma coisa. Buscar compreender como cada um lida com a falta e com a própria solidão é o primeiro desafio colocado para se relacionar a dois.

(9) A tecnologia nos favorece à beça, mas não substitui aquele abraço afetuoso, aquelas palavras na hora certa ou aquele beijo carinhoso. Fatores humanos como intimidade, afeto e interação continuam sendo “coisas” de gente...

Renata Bento. Disponível em: https://www.correiodoestado.com.br/opiniao/renata-bento-o-mundo-virtual-e-a-solidao/348239. Acesso em 29/09/2019 Adaptado.



No parágrafo conclusivo, lemos: “A tecnologia nos favorece à beça [...]”. O segmento destacado significa:

  • A nos favorece demasiadamente.
  • B nos favorece às avessas.
  • C nos favorece surpreendentemente.
  • D nos favorece a todo instante.
  • E nos favorece com perfeição.
30
Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas
A Assembleia Geral,
Guiada pelos propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas e pela boa-fé no cumprimento das obrigações assumidas pelos Estados de acordo com a Carta,

No trecho: “Os indígenas têm direito, a título coletivo ou individual, ao pleno desfrute de todos os direitos humanos [...]”, o segmento destacado significa:

  • A como povo ou como indivíduo.
  • B se tiverem algum título indígena.
  • C quer pertençam a alguma tribo ou não.
  • D se estiverem dentro ou fora de sua tribo.
  • E mesmo que não tenham família indígena.
31

Analise o trecho a seguir, extraído do romance A Morte e a Morte de Quincas Berro D’Água, de Jorge Amado, para responder às próximas questões.

“E memória de morto, como se sabe, é coisa sagrada, não é para estar na boca pouco limpa de cachaceiros, jogadores e contrabandistas de maconha. Nem para servir de rima pobre a cantadores populares. Quando um homem morre, ele se reintegra em sua respeitabilidade a mais autêntica, mesmo tendo cometido loucuras em sua vida. A morte apaga, com sua mão de ausência, as manchas do passado e a memória do morto fulge como diamante”.

(Trecho com adaptações)

Segundo o contexto apresentado nesse trecho, a expressão “memória de morto”, que aparece logo no início do texto, se refere à:

  • A embrança que as pessoas têm do falecido.
  • B falta de memória típica de pessoas já idosas.
  • C capacidade dos mortos de se lembrarem de sua vida.
  • D forma como as pessoas se lembram de que, um dia, irão morrer.
32


Na linha 30, em “o que menos se vê”, a palavra “o” pode ser classificada como:

  • A Artigo definido.
  • B Pronome oblíquo.
  • C Pronome demonstrativo.
  • D Artigo indefinido.
  • E Pronome átono.
33

O mundo virtual e a solidão

(1) Com o advento da internet, fenômeno de nosso tempo, vivemos a era da interface, dos relacionamentos virtuais, da rapidez, das redes sociais, dos relacionamentos fugazes. Paradoxalmente, com toda a aparente facilidade, é a era também de uma enorme solidão, uma busca incessante por uma unidade perdida.

(2) A cada instante surgem novas tecnologias, vários sites e aplicativos para todas as categorias de aproximação. Abre-se uma janela iluminada diante de olhos ávidos que procuram um mundo de oportunidades dos mais diversos tipos possíveis de encontros. Com base em um cadastro, cria-se um perfil e o primeiro contato vai ocorrer de forma virtual, com parceiros protegidos em suas privacidades geográficas, no conforto de seus refúgios e entre telas do computador ou do smartphone.

(3) É nesse ciberespaço que os desconhecidos projetam em seus perfis on-line algo como sua “expectativa idealizada”. Isso ocorre por meio de fotos criteriosamente selecionadas e textos sobre aquilo que cada um é, que gostaria de ser, que acredita que o outro espera encontrar... nada mais humano que querer ser amado.

(4) No entanto, é preciso que haja encontro, uma ligação, uma conectividade para além das teclas do computador. E a partir disso, que ambos queiram superar as dificuldades advindas de se fazer uma relação em que o choque com a realidade, formada de dois indivíduos que vieram de famílias e constituições distintas, impõe.

(5) Com a utilização da internet, das formas tecnológicas de relacionamento e a rapidez de informações, torna-se mais simples se conectar e mais fácil ainda se desconectar. Se não gosta, ou algo incomoda, é só apertar a tecla 'deletar' e desligar a máquina.

(6) As tecnologias são novas, mas os seres humanos continuam sendo humanos, o que quer dizer que possuem sentimentos e emoções. A modernidade da tecnologia pode ser um facilitador, um recurso para aproximar, desde que os seres humanos não se esqueçam de que são humanos dotados de seu mundo interno repleto de significados, sentimentos, emoções e necessidade de afeto.

(7) O papel de estabelecer laços é feito no exercício diário do próprio relacionar-se. A solidão tem suas raízes nos primórdios da vida psíquica, mas não tem o sentido de estar só e, sim, de se sentir mal acompanhado do ponto de vista interno, como se carregasse dentro de si mesmo uma sensação ruim. Até porque não é possível estar acompanhado de outra pessoa todo o tempo. É preciso de algum modo se suportar emocionalmente.

(8) Parece clichê, mas é de fato importante se conhecer e ter um bom relacionamento consigo próprio primeiro, para facilitar o relacionamento com o outro. Afinal, o vazio é comum a todos os sujeitos; sempre falta alguma coisa. Buscar compreender como cada um lida com a falta e com a própria solidão é o primeiro desafio colocado para se relacionar a dois.

(9) A tecnologia nos favorece à beça, mas não substitui aquele abraço afetuoso, aquelas palavras na hora certa ou aquele beijo carinhoso. Fatores humanos como intimidade, afeto e interação continuam sendo “coisas” de gente...

Renata Bento. Disponível em: https://www.correiodoestado.com.br/opiniao/renata-bento-o-mundo-virtual-e-a-solidao/348239. Acesso em 29/09/2019 Adaptado.



Analise as relações de sentido apresentadas a seguir.

1) O segmento “Com o advento da internet” deve ser entendido com o mesmo sentido de “Com a propagação da internet”.

2) O sentido contrário da expressão “relacionamentos fugazes” é o da expressão “relacionamentos duradouros”.

3) A expressão “olhos ávidos” equivale semanticamente a “olhos visionários”.

4) A afirmação de que “A solidão tem suas raízes nos primórdios da vida psíquica” deve ser compreendida como: “A solidão tem sua origem no início da vida psíquica”.

Estão corretas, apenas:

  • A 1, 2 e 3.
  • B 2 e 3.
  • C 2 e 4.
  • D 3 e 4.
  • E 1, 3 e 4.
34
Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas
A Assembleia Geral,
Guiada pelos propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas e pela boa-fé no cumprimento das obrigações assumidas pelos Estados de acordo com a Carta,

Assinale a alternativa na qual as formas verbais estão corretas.

  • A Não se surpreenda se você vir pessoas desrespeitando os direitos dos índios.
  • B Há quem ainda acredite que os povos indígenas não tem problemas de saúde.
  • C É preciso que todos os governantes dêm atenção especial aos povos indígenas.
  • D Somente se os povos indígenas fazerem uma forte pressão social, garantirão seus direitos.
  • E Muitos índios requiseram direitos iguais, mas poucos, de fato, conseguiram.
35

Analise o trecho a seguir, extraído do romance A Morte e a Morte de Quincas Berro D’Água, de Jorge Amado, para responder às próximas questões.

“E memória de morto, como se sabe, é coisa sagrada, não é para estar na boca pouco limpa de cachaceiros, jogadores e contrabandistas de maconha. Nem para servir de rima pobre a cantadores populares. Quando um homem morre, ele se reintegra em sua respeitabilidade a mais autêntica, mesmo tendo cometido loucuras em sua vida. A morte apaga, com sua mão de ausência, as manchas do passado e a memória do morto fulge como diamante”.

(Trecho com adaptações)

Analise as alternativas a seguir e marque a que indica APENAS adjetivos que aparecem no texto.

  • A morto - boca - rima - homem
  • B sagrada - limpa - pobre - populares
  • C memória - coisa - cantadores - vida
  • D diamante - memória - passado - ausência
Voltar para lista