Resolver o Simulado Professor - Educação Infantil - VUNESP - Nível Médio

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Matemática

1

O número P foi multiplicado sucessivamente por 1,20 e por 1,30. É correto afirmar que o resultado obtido é o número P aumentado de

  • A 60%.
  • B 50%.
  • C 80%.
  • D 56%.
  • E 92%.
2

A praça de uma cidade foi construída a partir de três terrenos, cada um deles com a forma de um triângulo retângulo, conforme a figura a seguir, com as respectivas medidas.



O perímetro dessa praça é igual a

  • A 79 m.
  • B 96 m.
  • C 108 m.
  • D 84 m.
  • E 93 m.
3

Escolhe-se um número inteiro que será chamado de X. Soma-se 32 a X e obtém-se Y. Multiplica-se Y por 10 e obtém-se Z. Divide-se Z por 2 e obtém-se W. Subtrai-se 160 de W e obtém-se R. Para, a partir de R, realizar-se uma única operação e obter-se o valor de X, é necessário

  • A dividir R por 8.
  • B multiplicar R por 7.
  • C somar 235 a R.
  • D dividir R por 5.
  • E multiplicar R por 0,4.
4

Em tempos de bicicletas e patinetes elétricos, uma pessoa gasta 18 minutos para ir de sua casa até o centro da cidade utilizando como meio de locomoção uma bicicleta, percorrendo, em média, 300 metros a cada minuto. Utilizando como meio de locomoção um patinete elétrico, essa mesma pessoa percorre, em média, 360 metros a cada minuto. Desse modo, o mesmo percurso, realizado com o patinete, deverá durar

  • A 12 minutos.
  • B 10 minutos.
  • C 15 minutos.
  • D 9 minutos.
  • E 6 minutos.
5

Uma companhia aérea transportou 1,6 milhão de passageiros nos seus primeiros meses de operação, e 1/8 desses passageiros viajou de avião pela primeira vez. A razão entre o número de passageiros que viajaram de avião pela primeira vez e o número de passageiros que já haviam viajado de avião anteriormente é

  • A 1/7
  • B 1/4
  • C 1/5
  • D 1/6
  • E 1/3
6

Os varredores de rua de um município varrem uma mesma rua a cada 5 dias. O caminhão que recolhe o lixo comum percorre cada rua a cada 3 dias. Já o caminhão que recolhe o lixo a ser reciclado faz essa coleta a cada x dias. No dia 31 de março, esses três serviços foram realizados na avenida A. Esse fato só foi acontecer novamente no dia 15 de maio seguinte. Se a frequência do caminhão que recolhe o lixo a ser reciclado é inferior a 30 dias, é correto afirmar que x representa um período de

  • A 5 dias.
  • B 6 dias.
  • C 9 dias.
  • D 7 dias.
  • E 8 dias.
7

Uma empresa atua em três segmentos de mercado, A, B e C. O gráfico de setores mostra a distribuição percentual, por segmento, da receita total obtida por essa empresa em 2018.

Sabendo-se que a receita obtida no segmento A superou a receita obtida no segmento B em R$ 64 milhões, é correto afirmar que a receita obtida no segmento C foi igual a

  • A R$ 98 milhões.
  • B R$ 96 milhões.
  • C R$ 94 milhões.
  • D R$ 88 milhões.
  • E R$ 86 milhões.
8

A praça de uma cidade foi construída a partir de três terrenos, cada um deles com a forma de um triângulo retângulo, conforme a figura a seguir, com as respectivas medidas.



O perímetro dessa praça é igual a

  • A 84 m.
  • B 96 m.
  • C 79 m.
  • D 108 m.
  • E 93 m.
9

Paulo e Jorge recebem valores iguais por hora trabalhada. Para períodos de 6 ou mais horas trabalhadas eles recebem X reais por hora. Para períodos inferiores a 6 horas eles recebem 1,1 X reais por hora. Em um determinado dia, Paulo trabalhou 6 horas e Jorge trabalhou 5 horas, sendo que, nesse dia, o valor total recebido por Paulo superou em R$ 90,00 o valor total recebido por Jorge. O valor total recebido por Jorge nesse dia foi igual a

  • A R$ 860,00.
  • B R$ 900,00.
  • C R$ 1.080,00.
  • D R$ 990,00
  • E R$ 1.160,00.
10

Em tempos de bicicletas e patinetes elétricos, uma pessoa gasta 18 minutos para ir de sua casa até o centro da cidade utilizando como meio de locomoção uma bicicleta, percorrendo, em média, 300 metros a cada minuto. Utilizando como meio de locomoção um patinete elétrico, essa mesma pessoa percorre, em média, 360 metros a cada minuto. Desse modo, o mesmo percurso, realizado com o patinete, deverá durar

  • A 12 minutos.
  • B 9 minutos.
  • C 10 minutos.
  • D 6 minutos.
  • E 15 minutos.

Pedagogia

11

Conforme o artigo 3° da Lei n° 8.069, de 1990, a criança e o adolescente gozam de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da proteção integral de que trata essa Lei, assegurando-se-lhes, por lei ou por outros meios, todas as oportunidades e facilidades, a fim de lhes facultar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, em condições de

  • A autonomia e independência.
  • B liberdade e dignidade.
  • C sociabilidade e emancipação.
  • D diversidade e inclusão.
  • E respeito e convivência.
12

Conforme o artigo 206 da Constituição Federal (1988), um dos princípios, dentre outros, que fundamenta o ensino no país é

  • A o padrão único de metodologias de ensino e de instrumentos de avaliação.
  • B o uso de diferentes formas dirigidas de pensar e de se preparar para o trabalho.
  • C o pagamento de mensalidade em estabelecimentos oficiais.
  • D a liberdade de aprender e ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber.
  • E o oferecimento de condições diferenciadas para o acesso e permanência na escola.
13

Miguel é um adolescente de 16 anos e tem uma deficiência mental leve. Ele estuda em uma escola de educação especial. Sônia, sua mãe, deseja matriculá-lo gratuitamente, no período noturno, em uma instituição de ensino regular pública.


Considerando o artigo 208 da Constituição Federal (1988), Sônia

  • A poderá efetuar a matrícula, uma vez que o atendimento aos portadores de deficiência deve ser oferecido preferencialmente na rede regular de ensino.
  • B não poderá efetuar a matrícula, uma vez que educação básica obrigatória e gratuita é oferecida dos quatro aos quinze anos de idade.
  • C poderá efetuar a matrícula, uma vez que a escola pública regular oferece ensino noturno até os vinte e um anos de idade.
  • D não poderá efetuar a matrícula, uma vez que a escola pública regular é proibida de oferecer ensino noturno.
  • E não poderá efetuar a matrícula, uma vez que o atendimento às pessoas com deficiência deve ser realizado nas escolas de educação especial.
14

Em uma reunião de Atividade de Trabalho Pedagógico coletivo em uma escola de Itapevi, ocorreram uma discussão e algumas dúvidas sobre a educação escolar no Brasil. Para tanto, os profissionais consultaram o artigo 210 da Constituição Federal (1988), o qual estabelece

  • A a inexistência de conteúdos mínimos a serem ensinados no ensino fundamental.
  • B a utilização de suas línguas maternas e processos próprios de aprendizagem às comunidades indígenas.
  • C o ensino religioso como disciplina no contraturno das aulas regulares nas escolas de ensino fundamental.
  • D o ensino religioso, que deverá ter matrícula obrigatória nos ensinos fundamental e médio.
  • E a ausência de programas suplementares de material didático-escolar, transporte e alimentação.
15

Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais (volume 7), é correto afirmar, sobre a inclusão da educação física nas escolas, que

  • A ela se deu, no Estado de São Paulo, entre outros, sob o nome de desporto recreativo.
  • B a educação física que se ensinava no início do século XIX era baseada nos métodos europeus.
  • C na década de 1930, ganham força ideias que associam a miscigenação de raças à educação física.
  • D sua inserção no currículo enfim garantiu a implementação na prática, principalmente nas escolas primárias.
  • E no final da década de 1930, foi inserida no currículo como prática educativa obrigatória em todas as escolas brasileiras.
16

Com relação aos direitos fundamentais da criança e do adolescente, segundo o artigo 13 da Lei Federal n° 8.069/1990, serão obrigatoriamente comunicados ao Conselho Tutelar os casos de

  • A falta de vacinação por duas ou mais campanhas consecutivas.
  • B suspeita ou confirmação de castigo físico, de tratamento cruel ou degradante.
  • C situações de brigas entre alunos, envolvendo agressão física.
  • D furtos de pertences de alunos e/ou professores dentro da escola.
  • E ausências frequentes às aulas que indiquem envolvimento com atividades ilegais.
17

Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais (volume 6), é correto afirmar, sobre o ensino de artes no início do século XX, que

  • A ao professor, destinava-se um papel cada vez mais relevante e ativo, cabendo-lhe ensinar, a partir da arte adulta, técnicas diferentes.
  • B a genuína e espontânea expressão infantil era apenas o ponto de partida para o ensino efetivo de artes.
  • C a partir das ideias então vigentes sobre a função da educação artística, desencadeou-se a caracterização progressiva da área.
  • D o princípio da livre expressão enraizou-se e espalhou-se pelas escolas, acompanhado pelo conceito de criatividade.
  • E a crítica, na época, reconheceu a aprendizagem artística como consequência automática do processo de maturação da criança.
18

Em uma argumentação sobre a educação formal, informal e não formal, um Assistente de Gestão Escolar afirma que, segundo a Lei Federal nº 9.394/96, que fixa as Diretrizes e Bases da Educação Nacional, a educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais. Argumenta ainda, corretamente, que a educação escolar, segundo a LDB, é aquela que

  • A ocorre na família ou na igreja por meio da interação com os grupos sociais, os quais dão ênfase aos valores herdados historicamente.
  • B se desenvolve, predominantemente, por meio do ensino, em instituições próprias e deverá vincular-se ao mundo do trabalho e à prática social.
  • C envolve um processo organizado no qual os resultados da aprendizagem não são avaliados formalmente.
  • D visa proporcionar ao indivíduo conhecimentos sobre o mundo que envolve as pessoas e suas relações sociais.
  • E ocorre no mundo, através da interação com o cotidiano, promovendo a aprendizagem por meio de ações coletivas.
19

Fátima efetivou-se recentemente como agente escolar em uma escola municipal de Guarulhos. Uma das atribuições do seu cargo é fazer o acompanhamento dos alunos que utilizam o transporte público escolar. Fátima, então, perguntou à diretora quais eram os critérios para ter acesso a esse direito. A diretora respondeu acertadamente que, conforme o inciso VI do artigo 11 da LDBEN n°9.394/1996, os Municípios devem assumir o transporte escolar dos

  • A alunos da rede municipal.
  • B munícipes de 0 a 17 anos.
  • C munícipes de baixa renda.
  • D alunos do ensino fundamental.
  • E alunos da educação infantil.
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Ana, uma Assistente de Gestão Escolar em uma escola municipal de Guarulhos, no desempenho de suas atribuições de atendimento ao público, é questionada por uma mãe sobre a razão de o Município não manter escolas de ensino superior. A funcionária responde corretamente que, de acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei Federal nº 9.394/96,

  • A o Município é impedido de contratar professores que possam atuar no ensino superior.
  • B compete ao Município assegurar o ensino fundamental e oferecer, com prioridade, o ensino médio.
  • C a oferta do ensino superior é de competência restrita dos Estados, do Distrito Federal e da União.
  • D a oferta do ensino superior no Município pode ser feita apenas pela iniciativa privada (escolas particulares).
  • E compete ao Município oferecer a educação infantil em creches e pré-escolas, e, com prioridade, o ensino fundamental.

Português

21

                                    Redes antissociais


      Para além do hábito, as redes sociais se transformaram em paixão. Toda paixão nos torna cegos, incapazes de ver o que nos cerca com bom senso, para não dizer lógica e racionalidade. Nesse momento de nossa experiência com as redes sociais, convém prestar atenção no seu caráter antissocial e psicopatológico. Ele é cada vez mais evidente.

      O que estava escondido, aquilo que ficava oculto nas microrrelações, no âmbito das casas e das famílias, digamos que a neurose particular de cada um, tornou-se público. O termo neurose tem um caráter genérico e serve para apontar algum sofrimento psíquico. Há níveis de sofrimento e suportabilidade por parte das pessoas. Buscar apoio psicológico para amenizar neuroses faz parte do histórico de todas as linhagens da medicina ao longo do tempo. Ela encontra nas redes sociais o seu lugar, pois toda neurose é um distúrbio que envolve algum aspecto relacional. As nossas neuroses têm, inevitavelmente, relação com o que somos em relação a outros. Assim como é o outro que nos perturba na neurose, é também ele que pode nos curar. Contudo, há muita neurose não tratada e ela também procura seu lugar.

      A rede social poderia ter se tornado um lugar terapêutico para acolher as neuroses? Nesse sentido, poderia ser um lugar de apoio, um lugar que trouxesse alento e desenvolvimento emocional? Nas redes sociais, trata-se de convívios em grupo. Poderíamos pensar nelas no sentido potencial de terapias de grupo que fizessem bem a quem delas participa; no entanto, as redes sociais parecem mais favorecer uma espécie de “enlouquecimento coletivo”. Nesse sentido, o caráter antissocial das redes precisa ser analisado.

                                                                                                            (Cult, junho de 2019) 

Leia a charge.



A partir da leitura do texto e da charge, é correto afirmar que

  • A as relações pessoais e familiares se fortalecem nas redes sociais.
  • B as redes sociais são lugares terapêuticos para acolher as neuroses.
  • C as redes sociais têm promovido certo enlouquecimento coletivo.
  • D as pessoas vivem confusas e desagregadas sem as redes sociais.
  • E as pessoas têm buscado apoio psicológico nas redes sociais.
22

      Durante quase dois milhões de anos, os seres humanos evoluíram em sincronia com o meio ambiente. Mas há 250 anos chegou a Revolução Industrial e mudou tudo. Embora a inovação e a tecnologia trazidas pelo fenômeno tenham gerado muitos benefícios para a humanidade, nossos corpos tiveram de pagar um alto custo físico nesse processo. Os trabalhos que fazíamos, que antes envolviam tarefas manuais, realizadas ao ar livre, passaram a ser feitos a portas fechadas e a exigir que passássemos a maior parte do dia sentados e parados, fosse em uma fábrica, em um escritório ou dirigindo um veículo, por exemplo. Isso teve um impacto enorme sobre nossos corpos, e um dos primeiros afetados foram nossos pés.

      Hoje, nossos pés são mais fracos, maiores e mais planos do que os de nossos antepassados. E isso é uma má notícia para a saúde do corpo inteiro. A perda de eficiência dos nossos pés se reflete em um fato surpreendente: quase 80% das pessoas que praticam corridas sofrem algum tipo de lesão todos os anos. Hannah Rice, da Universidade de Exeter, deu como exemplo o corredor “clássico”, que pratica o esporte três ou quatro vezes por semana e passa o restante do tempo sentado no escritório ou no sofá da casa, para explicar que o que realmente nos machuca não é correr, mas o que fazemos quando não estamos correndo.

      Foi a partir dos anos 70, quando correr virou moda, que a dimensão real do estado de nossos pés começou a se revelar. A loucura por corridas acrescentou um novo problema: a moda de usar tênis no dia a dia. Talvez você ache que isso deveria ser uma boa notícia, já que muitos desses calçados são anunciados pelos supostos benefícios que oferecem aos pés. No entanto, desde que começamos nosso caso de amor com os tênis, a incidência de pés chatos tem aumentado em muitas partes do mundo, especialmente no Ocidente.

      Uma das coisas mais simples (e baratas) que podemos fazer para melhorar a saúde dos nossos pés é caminhar. Idealmente, descalços. Vybarr Cregan-Reid, da Universidade de Kent, acredita que devemos “redescobrir nossos pés para aprender a usá-los novamente”. Pequenos hábitos como tirar os sapatos dentro de casa e tentar se mover mais podem ajudar.

(Como o sedentarismo mudou nossos pés, 21.05.2019. www.bbc.com. Adaptado)

Assinale a alternativa em que a primeira expressão é retomada pela segunda na sequência do 1° parágrafo.

  • A seres humanos … meio ambiente
  • B benefícios … alto custo
  • C Revolução Industrial … fenômeno
  • D fábrica … escritório
  • E corpos … pés
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Leia o texto para responder à questão.

Vão-livre do Masp vira casa para crianças e adultos.

    Deitado sobre um colchão, Hippierre Freitas, 34, estica o pescoço para ver as horas. Da sua cama improvisada no meio do vão-livre do Masp, ele avista um dos relógios eletrônicos da avenida Paulista e se situa no horário. “É meu relógio particular”, diz ele, enfiado debaixo de uma pilha de cobertores. O mesmo colchão serve de “habitação” para a vira-lata Maloqueira, a única distração capaz de mobilizar a atenção do grupo de dez meninos, que também têm como casa o espaço entre os famosos pilares vermelhos da construção de Lina Bo Bardi.
    Em comum, histórias de agressão, de desestruturação familiar, conflitos na comunidade onde vivem ou ameaças são o que mantém crianças e adultos longe de casa, de acordo com a Secretaria de Assistência Social.
    Viver nas ruas para fugir de conflitos familiares não é exclusividade das crianças. Há 13 anos vivendo nas calçadas da Paulista, Thiago Rodrigo Simões, 29, conta que tem casa e família no extremo da zona leste da capital, mas mantém a rotina de alternar duas semanas dormindo no chão do vão-livre do Masp com uma semana em que volta para casa “para tomar banho e trocar de roupa.” Eles aqui na rua são a minha família de verdade, me sinto mais confortável aqui do que na minha casa. Tenho um estilo aventureiro”, diz ele, que divide o colchão com Hippierre e a cachorra.
    Sobre a escolha do vão-livre para se instalar, Thiago cita a segurança como principal atrativo. “Aqui tem muitas câmeras. Se eu der alguma coisa na sua mão, os policiais ali já ficam ligados”, diz ele apontando uma base da Polícia Militar instalada no outro lado da avenida, em frente ao Parque Trianon.
    Enquanto isso, uma equipe do museu montava um palco a poucos metros do colchão para uma atração musical. “Agora vou ver um show de graça sem nem sair da minha cama”, diz Thiago. “O vão, como o próprio nome diz, é livre, e deve ser ocupado.”
(Folha de S. Paulo, 09.06.2019. Adaptado)

A preposição de na frase – Thiago é morador de rua – tem sentido de

  • A causa.
  • B finalidade.
  • C caracterização.
  • D modo.
  • E tempo.
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                                    Redes antissociais


      Para além do hábito, as redes sociais se transformaram em paixão. Toda paixão nos torna cegos, incapazes de ver o que nos cerca com bom senso, para não dizer lógica e racionalidade. Nesse momento de nossa experiência com as redes sociais, convém prestar atenção no seu caráter antissocial e psicopatológico. Ele é cada vez mais evidente.

      O que estava escondido, aquilo que ficava oculto nas microrrelações, no âmbito das casas e das famílias, digamos que a neurose particular de cada um, tornou-se público. O termo neurose tem um caráter genérico e serve para apontar algum sofrimento psíquico. Há níveis de sofrimento e suportabilidade por parte das pessoas. Buscar apoio psicológico para amenizar neuroses faz parte do histórico de todas as linhagens da medicina ao longo do tempo. Ela encontra nas redes sociais o seu lugar, pois toda neurose é um distúrbio que envolve algum aspecto relacional. As nossas neuroses têm, inevitavelmente, relação com o que somos em relação a outros. Assim como é o outro que nos perturba na neurose, é também ele que pode nos curar. Contudo, há muita neurose não tratada e ela também procura seu lugar.

      A rede social poderia ter se tornado um lugar terapêutico para acolher as neuroses? Nesse sentido, poderia ser um lugar de apoio, um lugar que trouxesse alento e desenvolvimento emocional? Nas redes sociais, trata-se de convívios em grupo. Poderíamos pensar nelas no sentido potencial de terapias de grupo que fizessem bem a quem delas participa; no entanto, as redes sociais parecem mais favorecer uma espécie de “enlouquecimento coletivo”. Nesse sentido, o caráter antissocial das redes precisa ser analisado.

                                                                                                            (Cult, junho de 2019) 

Assinale a alternativa em que o primeiro pronome destacado tem um referente posposto a ele, e o segundo expressa sentido genérico.

  • A Ela encontra nas redes sociais o seu lugar... (2° parágrafo) / ... e serve para apontar algum sofrimento psíquico. (2° parágrafo)
  • B Ele é cada vez mais evidente. (1° parágrafo) / ... aquilo que ficava oculto nas microrrelações... (2° parágrafo)
  • C Toda paixão nos torna cegos... (1° parágrafo) / Nesse momento de nossa experiência com as redes sociais... (1° parágrafo)
  • D ... é também ele que pode nos curar. (2° parágrafo) / ... relação com o que somos em relação a outros. (2° parágrafo)
  • E ... e ela também procura seu lugar. (2° parágrafo) / ... que fizesse bem a quem delas participa... (3° parágrafo)
25

      Durante quase dois milhões de anos, os seres humanos evoluíram em sincronia com o meio ambiente. Mas há 250 anos chegou a Revolução Industrial e mudou tudo. Embora a inovação e a tecnologia trazidas pelo fenômeno tenham gerado muitos benefícios para a humanidade, nossos corpos tiveram de pagar um alto custo físico nesse processo. Os trabalhos que fazíamos, que antes envolviam tarefas manuais, realizadas ao ar livre, passaram a ser feitos a portas fechadas e a exigir que passássemos a maior parte do dia sentados e parados, fosse em uma fábrica, em um escritório ou dirigindo um veículo, por exemplo. Isso teve um impacto enorme sobre nossos corpos, e um dos primeiros afetados foram nossos pés.

      Hoje, nossos pés são mais fracos, maiores e mais planos do que os de nossos antepassados. E isso é uma má notícia para a saúde do corpo inteiro. A perda de eficiência dos nossos pés se reflete em um fato surpreendente: quase 80% das pessoas que praticam corridas sofrem algum tipo de lesão todos os anos. Hannah Rice, da Universidade de Exeter, deu como exemplo o corredor “clássico”, que pratica o esporte três ou quatro vezes por semana e passa o restante do tempo sentado no escritório ou no sofá da casa, para explicar que o que realmente nos machuca não é correr, mas o que fazemos quando não estamos correndo.

      Foi a partir dos anos 70, quando correr virou moda, que a dimensão real do estado de nossos pés começou a se revelar. A loucura por corridas acrescentou um novo problema: a moda de usar tênis no dia a dia. Talvez você ache que isso deveria ser uma boa notícia, já que muitos desses calçados são anunciados pelos supostos benefícios que oferecem aos pés. No entanto, desde que começamos nosso caso de amor com os tênis, a incidência de pés chatos tem aumentado em muitas partes do mundo, especialmente no Ocidente.

      Uma das coisas mais simples (e baratas) que podemos fazer para melhorar a saúde dos nossos pés é caminhar. Idealmente, descalços. Vybarr Cregan-Reid, da Universidade de Kent, acredita que devemos “redescobrir nossos pés para aprender a usá-los novamente”. Pequenos hábitos como tirar os sapatos dentro de casa e tentar se mover mais podem ajudar.

(Como o sedentarismo mudou nossos pés, 21.05.2019. www.bbc.com. Adaptado)

A palavra Idealmente, em destaque no último parágrafo, pode ser substituída, sem prejuízo do sentido, por

  • A Preferencialmente.
  • B Simbolicamente.
  • C Remotamente.
  • D Conscientemente.
  • E Ficcionalmente
26
Leia o texto para responder à questão.

Vão-livre do Masp vira casa para crianças e adultos.

    Deitado sobre um colchão, Hippierre Freitas, 34, estica o pescoço para ver as horas. Da sua cama improvisada no meio do vão-livre do Masp, ele avista um dos relógios eletrônicos da avenida Paulista e se situa no horário. “É meu relógio particular”, diz ele, enfiado debaixo de uma pilha de cobertores. O mesmo colchão serve de “habitação” para a vira-lata Maloqueira, a única distração capaz de mobilizar a atenção do grupo de dez meninos, que também têm como casa o espaço entre os famosos pilares vermelhos da construção de Lina Bo Bardi.
    Em comum, histórias de agressão, de desestruturação familiar, conflitos na comunidade onde vivem ou ameaças são o que mantém crianças e adultos longe de casa, de acordo com a Secretaria de Assistência Social.
    Viver nas ruas para fugir de conflitos familiares não é exclusividade das crianças. Há 13 anos vivendo nas calçadas da Paulista, Thiago Rodrigo Simões, 29, conta que tem casa e família no extremo da zona leste da capital, mas mantém a rotina de alternar duas semanas dormindo no chão do vão-livre do Masp com uma semana em que volta para casa “para tomar banho e trocar de roupa.” Eles aqui na rua são a minha família de verdade, me sinto mais confortável aqui do que na minha casa. Tenho um estilo aventureiro”, diz ele, que divide o colchão com Hippierre e a cachorra.
    Sobre a escolha do vão-livre para se instalar, Thiago cita a segurança como principal atrativo. “Aqui tem muitas câmeras. Se eu der alguma coisa na sua mão, os policiais ali já ficam ligados”, diz ele apontando uma base da Polícia Militar instalada no outro lado da avenida, em frente ao Parque Trianon.
    Enquanto isso, uma equipe do museu montava um palco a poucos metros do colchão para uma atração musical. “Agora vou ver um show de graça sem nem sair da minha cama”, diz Thiago. “O vão, como o próprio nome diz, é livre, e deve ser ocupado.”
(Folha de S. Paulo, 09.06.2019. Adaptado)

Na frase – Viver nas ruas para fugir de conflitos familiares não é exclusividade das crianças. – a palavra que substitui o termo em destaque, sem alteração de sentido, é:

  • A decisão.
  • B obrigatoriedade.
  • C especificidade.
  • D determinação.
  • E exigência.
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                                    Redes antissociais


      Para além do hábito, as redes sociais se transformaram em paixão. Toda paixão nos torna cegos, incapazes de ver o que nos cerca com bom senso, para não dizer lógica e racionalidade. Nesse momento de nossa experiência com as redes sociais, convém prestar atenção no seu caráter antissocial e psicopatológico. Ele é cada vez mais evidente.

      O que estava escondido, aquilo que ficava oculto nas microrrelações, no âmbito das casas e das famílias, digamos que a neurose particular de cada um, tornou-se público. O termo neurose tem um caráter genérico e serve para apontar algum sofrimento psíquico. Há níveis de sofrimento e suportabilidade por parte das pessoas. Buscar apoio psicológico para amenizar neuroses faz parte do histórico de todas as linhagens da medicina ao longo do tempo. Ela encontra nas redes sociais o seu lugar, pois toda neurose é um distúrbio que envolve algum aspecto relacional. As nossas neuroses têm, inevitavelmente, relação com o que somos em relação a outros. Assim como é o outro que nos perturba na neurose, é também ele que pode nos curar. Contudo, há muita neurose não tratada e ela também procura seu lugar.

      A rede social poderia ter se tornado um lugar terapêutico para acolher as neuroses? Nesse sentido, poderia ser um lugar de apoio, um lugar que trouxesse alento e desenvolvimento emocional? Nas redes sociais, trata-se de convívios em grupo. Poderíamos pensar nelas no sentido potencial de terapias de grupo que fizessem bem a quem delas participa; no entanto, as redes sociais parecem mais favorecer uma espécie de “enlouquecimento coletivo”. Nesse sentido, o caráter antissocial das redes precisa ser analisado.

                                                                                                            (Cult, junho de 2019) 

Assinale a alternativa que atende à norma-padrão quanto à concordância.

  • A Convém que as pessoas estejam atenta aos aspectos antissociais e psicopatológicos das redes sociais, pois eles são cada vez mais evidente.
  • B Convém que as pessoas estejam atentas aos aspectos antissocial e psicopatológico das redes sociais, pois eles são cada vez mais evidentes.
  • C Convêm que as pessoas estejam atentas aos aspectos antissocial e psicopatológico das redes sociais, pois eles são cada vez mais evidentes.
  • D Convêm que as pessoas estejam atenta aos aspectos antissociais e psicopatológico das redes sociais, pois eles são cada vez mais evidentes.
  • E Convém que as pessoas estejam atentas aos aspectos antissocial e psicopatológico das redes sociais, pois eles são cada vez mais evidente.
28

      Durante quase dois milhões de anos, os seres humanos evoluíram em sincronia com o meio ambiente. Mas há 250 anos chegou a Revolução Industrial e mudou tudo. Embora a inovação e a tecnologia trazidas pelo fenômeno tenham gerado muitos benefícios para a humanidade, nossos corpos tiveram de pagar um alto custo físico nesse processo. Os trabalhos que fazíamos, que antes envolviam tarefas manuais, realizadas ao ar livre, passaram a ser feitos a portas fechadas e a exigir que passássemos a maior parte do dia sentados e parados, fosse em uma fábrica, em um escritório ou dirigindo um veículo, por exemplo. Isso teve um impacto enorme sobre nossos corpos, e um dos primeiros afetados foram nossos pés.

      Hoje, nossos pés são mais fracos, maiores e mais planos do que os de nossos antepassados. E isso é uma má notícia para a saúde do corpo inteiro. A perda de eficiência dos nossos pés se reflete em um fato surpreendente: quase 80% das pessoas que praticam corridas sofrem algum tipo de lesão todos os anos. Hannah Rice, da Universidade de Exeter, deu como exemplo o corredor “clássico”, que pratica o esporte três ou quatro vezes por semana e passa o restante do tempo sentado no escritório ou no sofá da casa, para explicar que o que realmente nos machuca não é correr, mas o que fazemos quando não estamos correndo.

      Foi a partir dos anos 70, quando correr virou moda, que a dimensão real do estado de nossos pés começou a se revelar. A loucura por corridas acrescentou um novo problema: a moda de usar tênis no dia a dia. Talvez você ache que isso deveria ser uma boa notícia, já que muitos desses calçados são anunciados pelos supostos benefícios que oferecem aos pés. No entanto, desde que começamos nosso caso de amor com os tênis, a incidência de pés chatos tem aumentado em muitas partes do mundo, especialmente no Ocidente.

      Uma das coisas mais simples (e baratas) que podemos fazer para melhorar a saúde dos nossos pés é caminhar. Idealmente, descalços. Vybarr Cregan-Reid, da Universidade de Kent, acredita que devemos “redescobrir nossos pés para aprender a usá-los novamente”. Pequenos hábitos como tirar os sapatos dentro de casa e tentar se mover mais podem ajudar.

(Como o sedentarismo mudou nossos pés, 21.05.2019. www.bbc.com. Adaptado)

Caso se substitua o vocábulo Embora por Apesar de, na frase – Embora a inovação e a tecnologia trazidas pelo fenômeno tenham gerado muitos benefícios para a humanidade, nossos corpos tiveram de pagar um alto custo físico nesse processo. (1° parágrafo) –, a forma verbal tenham deverá ser substituída por

  • A tinham
  • B tiveram
  • C teriam
  • D tivessem
  • E terem
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Leia o texto para responder à questão.

Vão-livre do Masp vira casa para crianças e adultos.

    Deitado sobre um colchão, Hippierre Freitas, 34, estica o pescoço para ver as horas. Da sua cama improvisada no meio do vão-livre do Masp, ele avista um dos relógios eletrônicos da avenida Paulista e se situa no horário. “É meu relógio particular”, diz ele, enfiado debaixo de uma pilha de cobertores. O mesmo colchão serve de “habitação” para a vira-lata Maloqueira, a única distração capaz de mobilizar a atenção do grupo de dez meninos, que também têm como casa o espaço entre os famosos pilares vermelhos da construção de Lina Bo Bardi.
    Em comum, histórias de agressão, de desestruturação familiar, conflitos na comunidade onde vivem ou ameaças são o que mantém crianças e adultos longe de casa, de acordo com a Secretaria de Assistência Social.
    Viver nas ruas para fugir de conflitos familiares não é exclusividade das crianças. Há 13 anos vivendo nas calçadas da Paulista, Thiago Rodrigo Simões, 29, conta que tem casa e família no extremo da zona leste da capital, mas mantém a rotina de alternar duas semanas dormindo no chão do vão-livre do Masp com uma semana em que volta para casa “para tomar banho e trocar de roupa.” Eles aqui na rua são a minha família de verdade, me sinto mais confortável aqui do que na minha casa. Tenho um estilo aventureiro”, diz ele, que divide o colchão com Hippierre e a cachorra.
    Sobre a escolha do vão-livre para se instalar, Thiago cita a segurança como principal atrativo. “Aqui tem muitas câmeras. Se eu der alguma coisa na sua mão, os policiais ali já ficam ligados”, diz ele apontando uma base da Polícia Militar instalada no outro lado da avenida, em frente ao Parque Trianon.
    Enquanto isso, uma equipe do museu montava um palco a poucos metros do colchão para uma atração musical. “Agora vou ver um show de graça sem nem sair da minha cama”, diz Thiago. “O vão, como o próprio nome diz, é livre, e deve ser ocupado.”
(Folha de S. Paulo, 09.06.2019. Adaptado)

Assinale a alternativa em que as conjunções em destaque mantêm o mesmo sentido nas duas frases.

  • A Thiago fica na rua, porque se sente mais confortável que em casa. / Thiago fica na rua, mesmo assim se sente mais confortável que em casa.
  • B Assim que a equipe do museu monta o palco, a Polícia Militar vigia o entorno./ A Polícia Militar vigia o entorno, logo que a equipe do Museu monta o palco.
  • C Lina Bo Bardi concebeu o Masp e depois dirigiu o museu./ Lina Bo Bardi concebeu o Masp, a fim de que pudesse dirigir o Museu.
  • D Thiago dorme no chão do vão-livre do Masp, mas volta para casa para tomar banho e trocar de roupa./ Thiago dorme no chão do vão-livre do Masp e volta para casa para tomar banho e trocar de roupa.
  • E O vão é livre, deve, pois, ser ocupado./ Já que o vão é livre, deve ser ocupado.
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Por que um mecanismo que em tudo parece levar ____ conexão entre pessoas e, por conseguinte, melhorar a vida humana é, ao mesmo tempo, produtor de sofrimento, frustração e violência? Uma hipótese ____ ser considerada é que o ambiente digital, por natureza desumano, mais impede as relações do que ____ favorece. Cuidar da qualidade das relações na época em que tudo vale pela quantidade é um caminho de cura contra ____ oferta venenosa da coletividade ____ qualquer preço.

(Cult, junho de 2019. Adaptado)


De acordo com a norma-padrão, as lacunas do texto devem ser preenchidas, respectivamente, com:

  • A a ... à ... às ... à ... a
  • B a ... a ... a ... à ... à
  • C à ... à ... as ... à ... à
  • D à ... a ... às ... a ... a
  • E à ... a ... as ... a ... a
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