Resolver o Simulado SHDIAS - Nível Superior

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Português

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Texto 3

Em uma carta de um jesuíta espanhol sobre o Brasil de 1500, aparecia o seguinte texto:


“Assim, chegamos a uma aldeia onde achamos os gentios todos embriagados, porque aqui tem uma maneira de vinho de raízes que embriaga muito, e quando eles estão assim bêbados ficam tão brutos e feros que não perdoam a nenhuma pessoa, e, quando não podem mais, põem fogo na casa onde estão os estrangeiros”.

Muitas vezes podemos trocar de posição algumas palavras do texto sem que se altere o seu significado; a troca de posição abaixo que modifica o sentido original do texto é:

  • A Assim, chegamos a uma aldeia / Chegamos, assim, a uma aldeia;
  • B onde achamos os gentios todos embriagados / onde achamos, todos embriagados, os gentios;
  • C ficam tão brutos e feros / ficam tão feros e brutos;
  • D que não perdoam a nenhuma pessoa / que a nenhuma pessoa perdoam;
  • E porque aqui tem uma maneira de vinho de raízes que embriaga muito / porque aqui o vinho de raízes tem uma maneira que embriaga muito.
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“Português é muito difícil”.

Essa afirmação preconceituosa é prima-irmã da ideia de que “brasileiro não sabe português”. Como o nosso ensino da língua sempre se baseou na norma gramatical literária de Portugal, as regras que aprendemos na escola, em boa parte, não correspondem à língua que realmente falamos e escrevemos no Brasil.

Por isso, achamos que “português é uma língua difícil”: temos de fixar regras que não significam nada para nós. No dia em que nosso ensino se concentrar no uso real, vivo e verdadeiro da língua portuguesa do Brasil, é bem provável que ninguém continue a pensar assim. Todo falante nativo de uma língua sabe essa língua. Saber uma língua, na concepção científica da linguística moderna, significa conhecer intuitivamente e empregar com facilidade e naturalidade as regras básicas de seu funcionamento.

Está provado e comprovado que uma criança, por volta dos 7 anos de idade, já domina perfeitamente as regras gramaticais de sua língua. O que ela não conhece são sutilezas e irregularidades no uso dessas regras, que só a leitura e o estudo podem lhe dar. Nenhuma criança brasileira dessa idade vai dizer, por exemplo: “Uma meninos chegou aqui amanhã”. (...)

Se tantas pessoas inteligentes e cultas continuam achando que “não sabem português” ou que “português é muito difícil”, é porque o uso da língua foi transformado numa ciência esotérica, numa doutrina cabalística que somente alguns iluminados conseguem dominar completamente. (...)

No fundo, a ideia de que “português é muito difícil” serve como um dos instrumentos de manutenção do status quo das classes sociais prestigiadas.

É lamentável que a imagem da língua tenha sido empobrecida e reduzida a uma nomenclatura confusa e a exercícios descontextualizados, práticas que se revelam irrelevantes para, de fato, levar alguém a se valer dos muitos recursos que a língua oferece.

Marcos Bagno. Preconceito linguístico. São Paulo: Parábola, 2015. p. 57-63. Adaptado.

Analise a formulação do trecho a seguir: “Como o nosso ensino da língua sempre se baseou na norma gramatical literária de Portugal, as regras que aprendemos na escola, em boa parte, não correspondem à língua que falamos e escrevemos no Brasil”. O sentido do conectivo sublinhado coincide com o sentido expresso na seguinte alternativa:

  • A Aprendemos como usar a língua fora dos usos falados e escritos em contextos brasileiros.
  • B As regras que aprendemos na escola são como as regras que usamos no dia a dia quando falamos e escrevemos.
  • C Como a língua falada no Brasil corresponde à língua usada em Portugal?
  • D Até agora desconhecíamos que a língua é como um sistema que se apreende pelo uso falado e escrito no cotidiano.
  • E A verdade é esta: como a língua escolar difere da língua usada informalmente, achamos que o português é muito difícil.
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Texto 3

Em uma carta de um jesuíta espanhol sobre o Brasil de 1500, aparecia o seguinte texto:


“Assim, chegamos a uma aldeia onde achamos os gentios todos embriagados, porque aqui tem uma maneira de vinho de raízes que embriaga muito, e quando eles estão assim bêbados ficam tão brutos e feros que não perdoam a nenhuma pessoa, e, quando não podem mais, põem fogo na casa onde estão os estrangeiros”.

“Assim, chegamos a uma aldeia onde (1) achamos os gentios todos embriagados, porque aqui tem uma maneira de vinho de raízes que embriaga muito, e quando eles estão assim bêbados ficam tão brutos e feros que não perdoam a nenhuma pessoa, e, quando não podem mais, põem fogo na casa onde (2) estão os estrangeiros”.

Nesse segmento do texto 3 há uma série de palavras que se referem a palavras anteriores; a referência indicada abaixo que é inadequada é:

  • A onde (1) / uma aldeia;
  • B aqui / nesta aldeia;
  • C que / vinho de raízes;
  • D eles / os gentios;
  • E onde (2) / na casa.
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Por que ler Literatura?

Vamos, primeiramente, adotar como princípio que a Literatura é uma forma de arte, assim como a música, a pintura, a dança, a escultura e a arquitetura.

Há algo, porém, que a diferencia das demais manifestações artísticas. A Literatura nos permite, pela interação com o texto através do qual ela se manifesta, tomar contato com o vasto conjunto de experiências acumuladas pelo ser humano ao longo de sua trajetória. Sem que seja preciso vivê-las novamente.

Toda forma de arte apresenta um determinado conhecimento. Mas esta apresentação é feita de modo particularizado: o artista transpõe para um quadro, para uma música, para um livro, sua visão pessoal sobre determinada experiência ou acontecimento.

Dessa forma, observando as manifestações artísticas, temos condições de recuperar conhecimentos mais abstratos e sutis do que aqueles apresentados pelas ciências. Podemos, por exemplo, experimentar diferentes sensações ou estados de ânimo ou reconhecer que uma determinada obra expressa uma fantasia de seu autor...

Nesse sentido, apreciar a arte significa lidar com aquilo que nos caracteriza como seres humanos: nossos sentimentos e dúvidas, emoções e perplexidades; enfim, todas as particularidades relativas ao fato de estarmos vivos. A arte, inclusivamente a arte literária, pode ser considerada, então, como um espelho muito especial, porque, além de nos mostrar a face do artista, permite-nos vislumbrar o cenário no qual produziu sua obra: a sociedade em que viveu.

Maria Luíza Abaurre et alli. Português, Língua e Literatura. São Paulo: Moderna, 2000. p. 311-312. Adaptado.

Uma resposta coerente e íntegra à questão levantada no título do Texto 3, poderia ter a seguinte formulação:

1) Pela fruição de uma obra literária, podemos extrapolar a mera contemplação da obra, pois é admissível que divisemos aspectos de seu contexto de produção.

2) A Literatura se manifesta através de textos, assim como a música, a pintura, a dança, a escultura e a arquitetura.

3) Observando as produções literárias, podemos recuperar conhecimentos mais abstratos e sutis do que aqueles exibidos pelas ciências, além de poder conhecer as situações em que as obras foram lançadas.

4) O artista transpõe para sua obra (seja um quadro, uma música, um livro) sua visão sobre experiências acumuladas, com as quais podemos tomar contato sem precisar vivenciá-las.

Estão corretas:

  • A 1, 2, 3 e 4.
  • B 2, 3 e 4, apenas.
  • C 1, 3 e 4, apenas.
  • D 1 e 2, apenas.
  • E 3 e 4, apenas.
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Por que ler Literatura?

Vamos, primeiramente, adotar como princípio que a Literatura é uma forma de arte, assim como a música, a pintura, a dança, a escultura e a arquitetura.

Há algo, porém, que a diferencia das demais manifestações artísticas. A Literatura nos permite, pela interação com o texto através do qual ela se manifesta, tomar contato com o vasto conjunto de experiências acumuladas pelo ser humano ao longo de sua trajetória. Sem que seja preciso vivê-las novamente.

Toda forma de arte apresenta um determinado conhecimento. Mas esta apresentação é feita de modo particularizado: o artista transpõe para um quadro, para uma música, para um livro, sua visão pessoal sobre determinada experiência ou acontecimento.

Dessa forma, observando as manifestações artísticas, temos condições de recuperar conhecimentos mais abstratos e sutis do que aqueles apresentados pelas ciências. Podemos, por exemplo, experimentar diferentes sensações ou estados de ânimo ou reconhecer que uma determinada obra expressa uma fantasia de seu autor...

Nesse sentido, apreciar a arte significa lidar com aquilo que nos caracteriza como seres humanos: nossos sentimentos e dúvidas, emoções e perplexidades; enfim, todas as particularidades relativas ao fato de estarmos vivos. A arte, inclusivamente a arte literária, pode ser considerada, então, como um espelho muito especial, porque, além de nos mostrar a face do artista, permite-nos vislumbrar o cenário no qual produziu sua obra: a sociedade em que viveu.

Maria Luíza Abaurre et alli. Português, Língua e Literatura. São Paulo: Moderna, 2000. p. 311-312. Adaptado.

A pergunta que consta no título do Texto 3 constitui:

  • A a expressão de uma dúvida, que, a todo custo, deve ser elucidada.
  • B uma estratégia discursiva para levar o leitor a se interessar pela leitura do texto.
  • C uma forma de captar o que o leitor admite sobre a peculiaridade da arte literária.
  • D a declaração de uma insegurança, que, presumivelmente, atormenta os leitores.
  • E uma tática comum às pessoas que pretendem disfarçar suas fantasias.
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“A bike da estudante permaneceu apenas uma hora no bicicletário em frente ao Shopping. O tempo necessário para que dois homens a escolhessem a dedo – tratava-se de um modelo elétrico, com valor estimado de R$5 mil –, violassem o seu cadeado e a levassem dali”. (Zona Sul, 17/08/2019, p. 3)


O texto acima aborda mais um roubo praticado no Rio de Janeiro; sobre a utilização do termo “apenas” nessa notícia, é correto afirmar que:

  • A indica o pouco tempo em que a estudante ficou no Shopping;
  • B mostra uma crítica indireta à fiscalização do bicicletário;
  • C demonstra a eficiência e o planejamento dos ladrões;
  • D informa que a bicicleta roubada era a única no bicicletário;
  • E insere uma opinião do autor do texto sobre a atuação da polícia.
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Por que ler Literatura?

Vamos, primeiramente, adotar como princípio que a Literatura é uma forma de arte, assim como a música, a pintura, a dança, a escultura e a arquitetura.

Há algo, porém, que a diferencia das demais manifestações artísticas. A Literatura nos permite, pela interação com o texto através do qual ela se manifesta, tomar contato com o vasto conjunto de experiências acumuladas pelo ser humano ao longo de sua trajetória. Sem que seja preciso vivê-las novamente.

Toda forma de arte apresenta um determinado conhecimento. Mas esta apresentação é feita de modo particularizado: o artista transpõe para um quadro, para uma música, para um livro, sua visão pessoal sobre determinada experiência ou acontecimento.

Dessa forma, observando as manifestações artísticas, temos condições de recuperar conhecimentos mais abstratos e sutis do que aqueles apresentados pelas ciências. Podemos, por exemplo, experimentar diferentes sensações ou estados de ânimo ou reconhecer que uma determinada obra expressa uma fantasia de seu autor...

Nesse sentido, apreciar a arte significa lidar com aquilo que nos caracteriza como seres humanos: nossos sentimentos e dúvidas, emoções e perplexidades; enfim, todas as particularidades relativas ao fato de estarmos vivos. A arte, inclusivamente a arte literária, pode ser considerada, então, como um espelho muito especial, porque, além de nos mostrar a face do artista, permite-nos vislumbrar o cenário no qual produziu sua obra: a sociedade em que viveu.

Maria Luíza Abaurre et alli. Português, Língua e Literatura. São Paulo: Moderna, 2000. p. 311-312. Adaptado.

Observe o seguinte trecho: “Além de nos mostrar a face do artista, a Literatura permite-nos vislumbrar o cenário no qual o autor produziu sua obra”. Considerando as normas sintáticas da regência verbal, também está conforme tais normas o seguinte enunciado:

  • A A Literatura permite-nos vislumbrar o cenário em que o autor quis referir-se.
  • B A Literatura permite-nos vislumbrar o cenário ao qual o autor atribuiu um valor significativo.
  • C A Literatura permite-nos vislumbrar o cenário do qual o autor aludiu.
  • D A Literatura permite-nos vislumbrar o cenário ao qual o autor produziu sua obra.
  • E A Literatura permite-nos vislumbrar o cenário a que o autor idealizou sua obra.
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“A dificuldade de aumentar o Fundo Eleitoral para as eleições municipais do ano que vem está revivendo entre deputados e senadores a necessidade do financiamento privado das campanhas eleitorais. Com o aumento do custo pela volta da propaganda no rádio e na televisão, haverá necessidade de novo tipo de financiamento”. (Uma questão de dinheiro, Merval Pereira).

As preposições, em língua portuguesa, podem ser solicitadas por termos anteriores ou não; entre as preposições (combinadas ou não com artigos), aquela que NÃO depende sintaticamente de qualquer termo anterior é:

  • A “dificuldade de aumentar”;
  • B “eleições municipais do ano que vem”;
  • C “necessidade do financiamento privado”;
  • D “aumento do custo”;
  • E “necessidade de novo tipo de financiamento”.
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Por que ler Literatura?

Vamos, primeiramente, adotar como princípio que a Literatura é uma forma de arte, assim como a música, a pintura, a dança, a escultura e a arquitetura.

Há algo, porém, que a diferencia das demais manifestações artísticas. A Literatura nos permite, pela interação com o texto através do qual ela se manifesta, tomar contato com o vasto conjunto de experiências acumuladas pelo ser humano ao longo de sua trajetória. Sem que seja preciso vivê-las novamente.

Toda forma de arte apresenta um determinado conhecimento. Mas esta apresentação é feita de modo particularizado: o artista transpõe para um quadro, para uma música, para um livro, sua visão pessoal sobre determinada experiência ou acontecimento.

Dessa forma, observando as manifestações artísticas, temos condições de recuperar conhecimentos mais abstratos e sutis do que aqueles apresentados pelas ciências. Podemos, por exemplo, experimentar diferentes sensações ou estados de ânimo ou reconhecer que uma determinada obra expressa uma fantasia de seu autor...

Nesse sentido, apreciar a arte significa lidar com aquilo que nos caracteriza como seres humanos: nossos sentimentos e dúvidas, emoções e perplexidades; enfim, todas as particularidades relativas ao fato de estarmos vivos. A arte, inclusivamente a arte literária, pode ser considerada, então, como um espelho muito especial, porque, além de nos mostrar a face do artista, permite-nos vislumbrar o cenário no qual produziu sua obra: a sociedade em que viveu.

Maria Luíza Abaurre et alli. Português, Língua e Literatura. São Paulo: Moderna, 2000. p. 311-312. Adaptado.

Outra norma sintática que se encaixa no âmbito da regência verbal e nominal diz respeito ao acento indicativo da crase. Quanto a essa norma, identifique a alternativa correta.

  • A O artista transpõe à um quadro, à uma música ou à um livro, sentimentos acumulados em sua visão pessoal.
  • B O artista não é sensível à prazos. Depende de suas inspirações, que podem acontecer à qualquer hora.
  • C O artista não deseja agradar à si mesmo. À você, espectador, é que ele quer satisfazer. A arte é alheia a gostos pessoais.
  • D A Literatura - a que devemos destinar tempo e gosto - às vezes, leva a emoções sutis e a sentimentos fantasiosos.
  • E Contatar às obras de arte, desde sempre, levou as pessoas à apresentações teatrais e a espetáculos circenses.
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“A dificuldade de aumentar o Fundo Eleitoral para as eleições municipais do ano que vem está revivendo entre deputados e senadores a necessidade do financiamento privado das campanhas eleitorais. Com o aumento do custo pela volta da propaganda no rádio e na televisão, haverá necessidade de novo tipo de financiamento”. (Uma questão de dinheiro, Merval Pereira).


Os termos abaixo que mostram, respectivamente, as ideias de causa e consequência são:

  • A a dificuldade de aumentar o Fundo Eleitoral / a necessidade do financiamento privado das campanhas;
  • B o aumento de custo das campanhas eleitorais / a volta da propaganda no rádio e na televisão;
  • C a necessidade de novo tipo de financiamento / o aumento de custo das campanhas eleitorais;
  • D a necessidade do financiamento privado das campanhas / a dificuldade de aumentar o Fundo Eleitoral;
  • E o aumento de custo das campanhas eleitorais / a dificuldade de aumentar o Fundo Eleitoral.
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Por que ler Literatura?

Vamos, primeiramente, adotar como princípio que a Literatura é uma forma de arte, assim como a música, a pintura, a dança, a escultura e a arquitetura.

Há algo, porém, que a diferencia das demais manifestações artísticas. A Literatura nos permite, pela interação com o texto através do qual ela se manifesta, tomar contato com o vasto conjunto de experiências acumuladas pelo ser humano ao longo de sua trajetória. Sem que seja preciso vivê-las novamente.

Toda forma de arte apresenta um determinado conhecimento. Mas esta apresentação é feita de modo particularizado: o artista transpõe para um quadro, para uma música, para um livro, sua visão pessoal sobre determinada experiência ou acontecimento.

Dessa forma, observando as manifestações artísticas, temos condições de recuperar conhecimentos mais abstratos e sutis do que aqueles apresentados pelas ciências. Podemos, por exemplo, experimentar diferentes sensações ou estados de ânimo ou reconhecer que uma determinada obra expressa uma fantasia de seu autor...

Nesse sentido, apreciar a arte significa lidar com aquilo que nos caracteriza como seres humanos: nossos sentimentos e dúvidas, emoções e perplexidades; enfim, todas as particularidades relativas ao fato de estarmos vivos. A arte, inclusivamente a arte literária, pode ser considerada, então, como um espelho muito especial, porque, além de nos mostrar a face do artista, permite-nos vislumbrar o cenário no qual produziu sua obra: a sociedade em que viveu.

Maria Luíza Abaurre et alli. Português, Língua e Literatura. São Paulo: Moderna, 2000. p. 311-312. Adaptado.

As normas sintáticas da língua portuguesa conferem à concordância verbal certa distinção social. No que concerne ao uso da chamada 'norma culta', respeitar essas regras é revelar-se linguisticamente competente. Assinale a alternativa em que a relação sintática 'verbo-sujeito' está indicada conforme tais normas.

  • A Nenhuma das manifestações artísticas recuperam dados mais abstratos e sutis do que aqueles apresentados pela literatura.
  • B Qual das manifestações artísticas têm condições de divulgar mais conhecimentos do que aqueles oferecidos pelas ciências?
  • C Houveram diferentes sensações ou estados de ânimo reconhecíveis em autores e obras de nossa literatura romântica.
  • D Os artistas tem que transpor para um quadro, uma música, ou um livro, sua visão pessoal sobre determinada experiência ou acontecimento.
  • E Os artistas haviam adaptado para um quadro, uma música, ou um livro, sua visão pessoal sobre determinada experiência ou acontecimento.
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Um jornal de grande circulação traz a seguinte manchete para um de seus artigos:

Prisão de traficante mostra eficácia da inteligência policial – Compra e venda de lanchas por chefe de facção criminosa chamaram atenção da polícia.


Os fatos abaixo, presentes nessa notícia, que se apresentam em ordem cronológica são:

  • A chamar atenção da polícia / compra e venda de lanchas / prisão de traficante;
  • B prisão de traficante / mostra eficácia da inteligência policial / chamar atenção da polícia;
  • C mostra eficácia da inteligência policial / prisão de traficante / chamar atenção da polícia;
  • D compra e venda de lanchas / chamar atenção da polícia / prisão de traficante;
  • E chamar atenção da polícia / compra e venda de lanchas / mostra eficácia da inteligência policial.
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Por que ler Literatura?

Vamos, primeiramente, adotar como princípio que a Literatura é uma forma de arte, assim como a música, a pintura, a dança, a escultura e a arquitetura.

Há algo, porém, que a diferencia das demais manifestações artísticas. A Literatura nos permite, pela interação com o texto através do qual ela se manifesta, tomar contato com o vasto conjunto de experiências acumuladas pelo ser humano ao longo de sua trajetória. Sem que seja preciso vivê-las novamente.

Toda forma de arte apresenta um determinado conhecimento. Mas esta apresentação é feita de modo particularizado: o artista transpõe para um quadro, para uma música, para um livro, sua visão pessoal sobre determinada experiência ou acontecimento.

Dessa forma, observando as manifestações artísticas, temos condições de recuperar conhecimentos mais abstratos e sutis do que aqueles apresentados pelas ciências. Podemos, por exemplo, experimentar diferentes sensações ou estados de ânimo ou reconhecer que uma determinada obra expressa uma fantasia de seu autor...

Nesse sentido, apreciar a arte significa lidar com aquilo que nos caracteriza como seres humanos: nossos sentimentos e dúvidas, emoções e perplexidades; enfim, todas as particularidades relativas ao fato de estarmos vivos. A arte, inclusivamente a arte literária, pode ser considerada, então, como um espelho muito especial, porque, além de nos mostrar a face do artista, permite-nos vislumbrar o cenário no qual produziu sua obra: a sociedade em que viveu.

Maria Luíza Abaurre et alli. Português, Língua e Literatura. São Paulo: Moderna, 2000. p. 311-312. Adaptado.

Assinale a alternativa em que o enunciado apresenta formas verbais conforme as regras de sua conjugação gramatical.

  • A Quanto ao contato com as obras literárias, podemos está diante de diferentes sensações ou estados de ânimo.
  • B Se uma determinada obra manter a fantasia preferida de seu autor, ganha a preferência do público.
  • C Quando os escritores verem que a Literatura brasileira é aceita com distinção, publicaremos mais romances e livros de crônicas.
  • D Se os artistas disporem de tempo e preparo artístico, teremos muitas surpresas agradáveis.
  • E O fato de o Brasil estar à frente de outros países, no que se refere à produção de obras artísticas, o torna cada vez mais prestigiado.
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Prisão de traficante mostra eficácia da inteligência policial – Compra e venda de lanchas por chefe de facção criminosa chamaram atenção da polícia.


Os termos que mostram a mesma relação semântica (antônimos) entre compra e venda são:

  • A comprovação / falsificação;
  • B hipocrisia / demonstração;
  • C certeza / dúvida;
  • D inteligência / esperteza;
  • E subordinação / coordenação.
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O sistema linguístico

(1) Entendida como a soma de seus usos, a língua constitui a mais poderosa “engenharia simbólica” à disposição do ser humano. Valemo-nos dessa engenharia tanto para dizer um previsível e elementar “Parece que vai chover” quanto para escrever uma reportagem, um ensaio filosófico ou um poema lírico. A frase banal e a reportagem buscam uma correspondência entre o discurso e o fato, fazendo crer que a realidade a que se referem existe por si, independentemente da linguagem. O ensaio filosófico e o poema lírico têm outra natureza; a “realidade” de ambos é produto da linguagem com que são elaborados. O ensaio consiste em uma proposta de compreender as situações da vida como obra do pensamento racional movido pela associação livre de ideias. Já o poema revela, em sua essência, a captação do mundo dos sentimentos e sua representação por meio de recursos de linguagem em que sobressai a materialidade sonora e rítmica das palavras.

(2) Nossa tarefa, como linguistas e estudiosos da linguagem, é promover a compreensão do papel comum da palavra na construção de todas as espécies de textos. A palavra é, em qualquer caso, uma forma de construir significado, quer quando está a serviço da comunicação de uma experiência do cotidiano moldado pela bitola do senso comum - a exemplo do comentário sobre o tempo -, quer quando sua função é abrir caminhos que produzam fissuras na superfície da realidade imediata, abalando certezas e projetando-nos em outros universos de significação - como se passa na escrita/leitura do ensaio ou do poema lírico.

(3) Para apreender a palavra como forma de construir significado, é preciso ir além de sua utilidade como simples instrumento de comunicação e passar a tratá-la como objeto de observação, de reflexão e de análise. Cabe à escola levar o aluno à percepção e à compreensão de que a palavra desempenha múltiplos papéis em nossa vida, de que os horizontes de nossas experiências simbólicas se ampliam na mesma medida em que se ampliam nossos recursos de expressão. A educação linguística e literária - que propicia a compreensão do funcionamento da linguagem - é o passaporte que permite ao indivíduo transitar conscientemente pelo mundo da interação verbal.

AZEREDO, José Carlos de. A Linguística, o texto e o ensino da língua. São Paulo: Parábola, 2018. p. 63-64. Adaptado.

Todo texto se desenvolve em torno de uma unidade semântica, que configura o que, comumente, se conhece como “seu tema central”. No caso do Texto 1, o tema que lhe confere essa 'unidade semântica” é/são:

  • A propriedades linguísticas e textuais que diferenciam um poema lírico de um ensaio filosófico.
  • B o papel da escola no sentido de levar o aluno à compreensão de que a linguagem exerce múltiplas funções em nossa vida.
  • C a compreensão do papel da palavra, ou seja, da linguagem, como criação e expressão de significados e sentidos.
  • D a realidade a que a linguagem se refere, por exemplo, nas reportagens, e que existe por si, independentemente da linguagem.
  • E a função da linguagem na abertura de universos de significação que possam abalar certezas, como na escrita/leitura de poema líricos.
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Por que ler Literatura?

Vamos, primeiramente, adotar como princípio que a Literatura é uma forma de arte, assim como a música, a pintura, a dança, a escultura e a arquitetura.

Há algo, porém, que a diferencia das demais manifestações artísticas. A Literatura nos permite, pela interação com o texto através do qual ela se manifesta, tomar contato com o vasto conjunto de experiências acumuladas pelo ser humano ao longo de sua trajetória. Sem que seja preciso vivê-las novamente.

Toda forma de arte apresenta um determinado conhecimento. Mas esta apresentação é feita de modo particularizado: o artista transpõe para um quadro, para uma música, para um livro, sua visão pessoal sobre determinada experiência ou acontecimento.

Dessa forma, observando as manifestações artísticas, temos condições de recuperar conhecimentos mais abstratos e sutis do que aqueles apresentados pelas ciências. Podemos, por exemplo, experimentar diferentes sensações ou estados de ânimo ou reconhecer que uma determinada obra expressa uma fantasia de seu autor...

Nesse sentido, apreciar a arte significa lidar com aquilo que nos caracteriza como seres humanos: nossos sentimentos e dúvidas, emoções e perplexidades; enfim, todas as particularidades relativas ao fato de estarmos vivos. A arte, inclusivamente a arte literária, pode ser considerada, então, como um espelho muito especial, porque, além de nos mostrar a face do artista, permite-nos vislumbrar o cenário no qual produziu sua obra: a sociedade em que viveu.

Maria Luíza Abaurre et alli. Português, Língua e Literatura. São Paulo: Moderna, 2000. p. 311-312. Adaptado.

Analise o fragmento: “Vamos, primeiramente, adotar como princípio que a Literatura é uma forma de arte, assim como a música, a pintura, a dança, a escultura e a arquitetura. Há algo, porém, que a diferencia das demais manifestações artísticas”. O conectivo 'porém' expressa um sentido:

  • A de conclusão e poderia ser substituído, com igual valor semântico, por 'então'.
  • B de oposição, e teria a mesma função que o conectivo 'também'.
  • C adversativo e poderia exercer a mesma função coesiva que 'no entanto'.
  • D de concessão, tendo o mesmo valor semântico de 'apesar de'.
  • E de adição, uma vez que acrescenta uma informação ao texto.
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Notícia publicada na imprensa na penúltima semana de setembro de 2019:

OCDE reduz projeções para Brasil e Argentina

País vizinho deve ter retração de 2,7%; no 2º trimestre, economia recua 0,3% e desemprego atinge 10,6%. Estimativa para o PIB brasileiro é de alta de 0,8% este ano e expansão de 1,75% em 2020. Crescimento global previsto é o menor em uma década.


O texto acima traz uma manchete na primeira linha e um pequeno desenvolvimento no parágrafo seguinte. A afirmação inadequada sobre esse texto é:

  • A o segundo período do texto explicita o que é dito na manchete;
  • B todo o texto traz informações previstas, o que confirma o termo “previsões” presente na manchete;
  • C OCDE e PIB são siglas que contribuem para a redução da extensão do texto;
  • D o texto traz uma comparação entre a situação econômica geral do Brasil e da Argentina;
  • E o último período do texto mostra uma visão pessimista para o crescimento global específico da economia brasileira.
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O sistema linguístico

(1) Entendida como a soma de seus usos, a língua constitui a mais poderosa “engenharia simbólica” à disposição do ser humano. Valemo-nos dessa engenharia tanto para dizer um previsível e elementar “Parece que vai chover” quanto para escrever uma reportagem, um ensaio filosófico ou um poema lírico. A frase banal e a reportagem buscam uma correspondência entre o discurso e o fato, fazendo crer que a realidade a que se referem existe por si, independentemente da linguagem. O ensaio filosófico e o poema lírico têm outra natureza; a “realidade” de ambos é produto da linguagem com que são elaborados. O ensaio consiste em uma proposta de compreender as situações da vida como obra do pensamento racional movido pela associação livre de ideias. Já o poema revela, em sua essência, a captação do mundo dos sentimentos e sua representação por meio de recursos de linguagem em que sobressai a materialidade sonora e rítmica das palavras.

(2) Nossa tarefa, como linguistas e estudiosos da linguagem, é promover a compreensão do papel comum da palavra na construção de todas as espécies de textos. A palavra é, em qualquer caso, uma forma de construir significado, quer quando está a serviço da comunicação de uma experiência do cotidiano moldado pela bitola do senso comum - a exemplo do comentário sobre o tempo -, quer quando sua função é abrir caminhos que produzam fissuras na superfície da realidade imediata, abalando certezas e projetando-nos em outros universos de significação - como se passa na escrita/leitura do ensaio ou do poema lírico.

(3) Para apreender a palavra como forma de construir significado, é preciso ir além de sua utilidade como simples instrumento de comunicação e passar a tratá-la como objeto de observação, de reflexão e de análise. Cabe à escola levar o aluno à percepção e à compreensão de que a palavra desempenha múltiplos papéis em nossa vida, de que os horizontes de nossas experiências simbólicas se ampliam na mesma medida em que se ampliam nossos recursos de expressão. A educação linguística e literária - que propicia a compreensão do funcionamento da linguagem - é o passaporte que permite ao indivíduo transitar conscientemente pelo mundo da interação verbal.

AZEREDO, José Carlos de. A Linguística, o texto e o ensino da língua. São Paulo: Parábola, 2018. p. 63-64. Adaptado.

Uma afirmação que ganha grande relevância, em função da ideia central do Texto 1, é:

  • A “A frase banal e a reportagem buscam uma correspondência entre o discurso e o fato”
  • B “O ensaio filosófico e o poema lírico têm outra natureza; a 'realidade' de ambos é produto da linguagem com que são elaborados”.
  • C “Nossa tarefa, como linguistas e estudiosos da linguagem, é promover a compreensão do papel comum da palavra na construção de todas as espécies de texto.”
  • D “a língua constitui a mais poderosa 'engenharia simbólica' à disposição do ser humano”.
  • E “Cabe à escola levar o aluno à percepção e à compreensão de que a palavra desempenha múltiplos papéis em nossa vida”.
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Por que ler Literatura?

Vamos, primeiramente, adotar como princípio que a Literatura é uma forma de arte, assim como a música, a pintura, a dança, a escultura e a arquitetura.

Há algo, porém, que a diferencia das demais manifestações artísticas. A Literatura nos permite, pela interação com o texto através do qual ela se manifesta, tomar contato com o vasto conjunto de experiências acumuladas pelo ser humano ao longo de sua trajetória. Sem que seja preciso vivê-las novamente.

Toda forma de arte apresenta um determinado conhecimento. Mas esta apresentação é feita de modo particularizado: o artista transpõe para um quadro, para uma música, para um livro, sua visão pessoal sobre determinada experiência ou acontecimento.

Dessa forma, observando as manifestações artísticas, temos condições de recuperar conhecimentos mais abstratos e sutis do que aqueles apresentados pelas ciências. Podemos, por exemplo, experimentar diferentes sensações ou estados de ânimo ou reconhecer que uma determinada obra expressa uma fantasia de seu autor...

Nesse sentido, apreciar a arte significa lidar com aquilo que nos caracteriza como seres humanos: nossos sentimentos e dúvidas, emoções e perplexidades; enfim, todas as particularidades relativas ao fato de estarmos vivos. A arte, inclusivamente a arte literária, pode ser considerada, então, como um espelho muito especial, porque, além de nos mostrar a face do artista, permite-nos vislumbrar o cenário no qual produziu sua obra: a sociedade em que viveu.

Maria Luíza Abaurre et alli. Português, Língua e Literatura. São Paulo: Moderna, 2000. p. 311-312. Adaptado.

Observe o uso das vírgulas no seguinte fragmento destacado em: “a Literatura é uma forma de arte, assim como a música, a pintura, a dança, a escultura e a arquitetura”. Esse uso se justifica, gramaticalmente, por se tratar de:

  • A um texto acadêmico que precisa ser lido com ritmo cadenciado.
  • B uma enumeração de vários itens, que devem ser percebidos como distintos.
  • C um segmento que insere no trecho uma explicação.
  • D um caso de deslocamento de segmento que expressa circunstância.
  • E um segmento por meio do qual o autor sinaliza a completude de uma ideia.
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OCDE reduz projeções para Brasil e Argentina

As manchetes jornalísticas seguem um padrão em sua elaboração; NÃO faz parte desse padrão, segundo o que se pode deduzir a partir da manchete acima:

  • A emprego de verbos no presente;
  • B ausência de pontuação;
  • C concentração de informações;
  • D siglas não explicitadas;
  • E emprego de linguagem coloquial.

Jornalismo

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Considerando a hipótese do agendamento no jornalismo, é CORRETO afirmar que os meios de comunicação influenciam

  • A mais sobre como pensar do que quando pensar.
  • B mais sobre em que assuntos pensar do que sobre como pensar.
  • C mais sobre que atitudes tomar do que sobre em que assuntos pensar.
  • D nas escolhas de em que meios confiar.
  • E a formação da opinião pública a curto prazo.
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Mesmo com a multiplicidade de plataformas comunicacionais disponíveis, alguns posicionamentos expressos nas redes sociais virtuais têm afastado as pessoas, sobretudo aquelas que não querem se posicionar em relação a temas polêmicos, para não serem excluídas do convívio do grupo. Tal fenômeno pode ser melhor compreendido com o uso do fundamento teórico do pensamento comunicacional

  • A Agenda setting.
  • B Agulha hipodérmica.
  • C Ciberativismo.
  • D Espiral do silêncio.
  • E Two-stepflow.
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Uma das principais hipóteses das análises sobre as rotinas produtivas do jornalismo, elaboradas entre as décadas de 1960 e 1980, é a de que a imprensa exerce um processo de

  • A construção social da realidade.
  • B deturpação intencional da realidade.
  • C espelhamento fiel da realidade.
  • D exposição precisa da realidade.
  • E ocultação dissimulada da realidade.
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Em meados do século XIX, enquanto a sociedade e o jornalismo passavam por um período de transição para um modelo industrial, um dos mais destacados jornalistas alemães da época foi

  • A Karl Marx, do Rheinische Zeitung.
  • B Marx Weber, do Die Welt.
  • C Max Preminger, do Kreuzzeitung.
  • D Maximilian Heim, do Bild.
  • E Marx Brecht, do Vossische Zeitung.
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Os processos de industrialização ocorridos na segunda metade do século XIX e as disputas de classes daí decorrentes podem ser considerados importantes para o nascimento da comunicação organizacional porque

  • A os hábitos de consumo se aperfeiçoaram e as empresas tiveram que encontrar novas maneiras de divulgar seus produtos.
  • B os jornais passaram a demandar mais informações especializadas.
  • C os empresários precisaram atenuar os descontentamentos internos, e os trabalhadores precisaram organizar suas ações; assim, foram criados os informativos de empresas e os de sindicatos.
  • D as escolas de jornalismo passaram a oferecer formação específica em comunicação organizacional.
  • E os governos estatizaram muitas empresas e disponibilizaram profissionais qualificados em comunicação organizacional.
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O processo de relacionamento do jornalista com suas fontes é condicionado a uma série de variáveis objetivas e subjetivas. No entanto, um dos principais fatores de influência é a sugestão de gestores de veículos da grande imprensa, que tendem a recomendar como fontes pessoas ligadas

  • A a organizações não governamentais.
  • B à academia.
  • C a movimentos sociais.
  • D ao círculo de amizade dos gestores.
  • E a anunciantes do veículo.
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Muito se discute sobre a atividade do profissional de imprensa que atua como assessor de comunicação. A esse respeito, o Código de Ética da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) afirma, em seu artigo 7º, que o jornalista NÃO pode

  • A atuar como assessor de organizações públicas, privadas ou não governamentais que não assinem o termo de compromisso de cumprimento do Código de Ética da Fenaj.
  • B realizar cobertura jornalística para o meio de comunicação em que trabalha sobre organizações públicas, privadas ou não-governamentais, da qual seja assessor, empregado, prestador de serviço ou proprietário, nem utilizar o referido veículo para defender os interesses dessas instituições ou de autoridades a elas relacionadas.
  • C atuar como assessor de organizações públicas, privadas ou não governamentais que não sigam as determinações do Decreto-Lei nº 972, de 17 de outubro de 1969, o qual dispõe sobre o exercício da profissão de jornalista, sobretudo em relação à carga horária de trabalho.
  • D realizar cobertura jornalística para o meio de comunicação em que trabalha sobre organizações públicas, privadas ou não governamentais, da qual seja assessor, a não ser que o teor da matéria seja de relevante interesse público.
  • E atuar como assessor de organizações públicas, privadas ou não governamentais que sejam objeto de cobertura jornalística do veículo de comunicação em que trabalha.
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Tendo suas transmissões de rádio iniciadas em 1922, e de televisão, em 1936, a British Broadcasting Corporation (BBC) tornou-se um modelo de comunicação pública em todo o planeta. Ao longo de todos esses anos, para as transmissões na Grã-Bretanha, a BBC manteve-se financeiramente sem a veiculação de publicidades. Frequentemente, diante de crises econômicas, o Parlamento Britânico discute a possibilidade de a publicidade comercial passar a ser adotada na emissora. A BBC mantém-se ainda sem publicidade comercial principalmente pelo fato de

  • A a opinião pública apoiar a falta de publicidade e a qualidade da programação.
  • B a Rainha Elizabeth II ter dito que enquanto viver não haverá publicidade na BBC.
  • C o(a) primeiro(a) ministro(a) usar as emissoras da corporação como suporte político.
  • D o Partido Conservador considerar a BBC uma “joia nacional”.
  • E o Partido Trabalhista defender os ideais socialistas da comunicação pública.
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O jornalismo científico tem como uma de suas premissas a mediação entre o conhecimento aprofundado e a compreensão da realidade, de forma acessível à sociedade. No Brasil, um dos primeiros jornalistas a ter sucesso em combinar o jornalismo científico e ambiental com um estilo de texto contextualizado e interpretativo foi

  • A Barbosa Lima Sobrinho, do Jornal do Brasil.
  • B Euclides da Cunha, de O Estado de S. Paulo.
  • C Guimarães Rosa, de O Globo.
  • D Pompeu de Souza, do Diário Carioca.
  • E Rubem Braga, de A Manhã.
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A prática do bom jornalismo científico requer do profissional familiaridade com os procedimentos da pesquisa científica, conhecimento de história da ciência e de políticas científicas, atualização sobre os avanços da ciência e um contato permanente com a comunidade científica. Para alcançar tais características, é necessário ao jornalista

  • A atuar em uma editoria de Ciência e Tecnologia.
  • B ter boas fontes nos órgãos de fomento.
  • C ter cursado mestrado ou doutorado.
  • D ter parentesco com algum cientista.
  • E ter uma visão sistêmica e contextualizada dos fatos.
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