Resolver o Simulado FUNDEP

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Pedagogia

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A autonomia responsável da escola é concretizada em instituições que permitem a autocrítica de suas práticas e que deixem de ser congeladas numa postura autoritária e por vezes terrorista de prova, reprovação e submissão.

A partir da ideia do texto, numere a COLUNA II de acordo com a COLUNA I, estabelecendo as relações que caracterizem a referida autonomia.

COLUNA I

1. Colegiado escolar

2. Conselho de classe

3. Avaliação e recuperação ao longo do processo da aprendizagem


COLUNA II

( ) Permite à escola conhecer os avanços e as dificuldades dos alunos no momento em que os conteúdos estão sendo desenvolvidos.

( ) Permite a aprovação do regimento e da proposta pedagógica pelos representantes da comunidade escolar.

( ) Permite aos professores e alunos reverem suas práticas docentes e discentes a partir das avaliações internas e externas.

( ) Permite o uso dos recursos pedagógicos da progressão continuada e da reclassificação dos alunos, sem retrocesso.


Assinale a sequência CORRETA.


  • A 3 2 1 3
  • B 3 1 2 3
  • C 1 3 2 1
  • D 2 3 1 2
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Ao matricular seus filhos na escola, os pais têm direito a obter informações sobre a instituição que os acolherá.
Assinale a alternativa que NÃO configura esse direito.

  • A Ter informações relativas ao quadro de pessoal da instituição, incluindo as qualificações e experiências.
  • B Conhecer a filosofia e a concepção de trabalho da instituição.
  • C Ter acesso irrestrito aos ambientes da escola a qualquer hora.
  • D Ter informações sobre a participação das crianças em eventos especiais.
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Um adolescente de dezessete anos solicitou matrícula na escola X. Ele interrompeu os estudos quando cursava os últimos anos do Ensino Fundamental.

Nesse caso, analise as alternativas a seguir e assinale com V as verdadeiras e com F as falsas.

( ) O aluno deve cursar todas as disciplinas de todas as séries do Ensino Fundamental.

( ) A escola deve avaliar o desempenho do aluno e posicioná-lo em uma das últimas séries do Ensino Fundamental.

( ) A escola deve encaminhá-lo para o exame supletivo do Ensino Fundamental.

( ) A escola deve encaminhá-lo para Curso de Educação de Jovens a Adultos (EJA) em escola ou centro de educação supletiva.

Assinale a sequência CORRETA.


  • A F V V V.
  • B V V F V.
  • C F F V V.
  • D V V V F.
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No âmbito da avaliação formativa, podemos AFIRMAR que seu objetivo é:

  • A evidenciar os erros e penalizar o aluno que não estuda.
  • B qualificar o aluno justificando a sua exclusão da escola.
  • C refletir sobre o que se ensina e o que se aprende.
  • D quantificar o saber adquirido pelo aluno.
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Como modalidade da educação básica, a escola deverá assegurar aos alunos que apresentem necessidades educacionais especiais um atendimento de modo a promover o desenvolvimento de suas potencialidades, com observância de alguns indicadores.

Nesse sentido, assinale a alternativa que completa INCORRETAMENTE o enunciado.

  • A Conhecimento e valorização de suas diferenças e necessidades educacionais especiais.
  • B Direito do aluno de realizar seu projeto de estudo, de trabalho e de inserção na vida social.
  • C Obrigatoriedade de cumprir o currículo da educação básica, excluindo a terminalidade especifica de escolarização.
  • D Capacidade de sua participação social e política mediante seus direitos e deveres.
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O desenho e a brincadeira são formas de linguagem que favorecem a interação com o outro e com o objeto, possibilitando a comunicação e a compreensão de ideias e a organização do pensamento.

A esse respeito, analise as afirmativas a seguir.

I. A criança, ao desenhar ou apreciar uma ilustração, compreende que aquilo que ela vê no mundo exterior pode ser representado.
II. A brincadeira é uma atividade propícia ao processo de significação por envolver uma fexibilização na forma de compreender os signos e suas relações.
III. O desenho é uma atividade que favorece a escrita, porque a criança percebe que pode desenhar também a fala.

Pela análise, pode-se concluir que estão CORRETAS as afirmativas:

  • A I e II apenas.
  • B I e III apenas.
  • C II e III apenas.
  • D I, II e III.
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O acompanhamento da transferência e da aplicação dos recursos do FUNDEB (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) será exercido por conselhos instituídos especificamente para esse fim.

Em relação aos deveres dos referidos conselhos, assinale com V as afirmativas verdadeiras e F as falsas.

( ) Supervisionar o senso escolar para garantir o acesso e a permanência à educação básica obrigatória.

( ) Supervisionar a elaboração da proposta orçamentária anual com o objetivo de garantir a operacionalização do Fundo.

( ) Remunerar os membros do conselho e lhes proporcionar uma estrutura administrativa própria.

( ) Considerar as atividades dos membros do referido conselho como uma atividade de relevante interesse social.

Assinale a sequência CORRETA.

  • A V V V V.
  • B V V F V.
  • C V F V V.
  • D V V V F.
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“A criança e o adolescente têm direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho”.


Disponível em:< http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8069.htm> Acesso em 28 ago. 2014.

De acordo com o ECA todas as alternativas são direitos das crianças, EXCETO:
  • A Acesso a escola pública e gratuita próxima da sua residência.
  • B Abandonar a escola para trabalhar e ajudar no sustento da família.
  • C Igualdade de condições para acesso a escola e permanência nela.
  • D Ser respeitado por seus educadores e contestar critérios avaliativos.
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Para que as aprendizagens infantis ocorram com sucesso, é preciso que o professor considere, na organização do trabalho, todas as alternativas, EXCETO:

  • A A interação com crianças da mesma idade e de idades diferentes em situações diversas.
  • B Os conhecimentos prévios de qualquer natureza que as crianças já possuam sobre o assunto.
  • C O nível socioeconômico, já que crianças mais abastadas devem ser melhor atendidas.
  • D O grau de desafio que as atividades apresentem e o fato de que devem ser significativas.
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Na construção da sua Proposta Pedagógica, é dever da escola superar os desafios impostos pelo desenvolvimento cientifico, tecnológico, político e social a partir da sua realidade.

Nas palavras de Guimarães Rosa, na obra Grande Sertão Veredas:

O real não está nem na chegada e nem na saída. Ele se impõe no meio da travessia.

Ao longo dessa travessia, NÃO cabe à escola:

  • A uma prática polivalente articulada com a interdisciplinaridade curricular em lugar de uma atuação solitária e fragmentada.
  • B uma transmissão de conhecimentos dissociada da experiência de vida dos educandos e dos propósitos da escola.
  • C abrir perspectivas, desafios e articulações em lugar de respostas prontas inibidoras da criatividade e da criticidade.
  • D oferecer uma proposta significativa que se desenvolve com uso dos recursos da classificação, reclassificação e avaliação no processo.

Português

11

[...]

A ideia de otimizar processos, categorizar todas as operações de uma indústria e acompanhar todos os passos de fabricação de um produto acaba, inevitavelmente, levando a um conhecimento profundo de cada sistema, permitindo, principalmente, o planejamento de ações em longo prazo. Por outro lado, este conhecimento detalhado do sistema leva à análise das interações do produtor com outras empresas, sejam elas fornecedores, consumidores de subprodutos ou consumidores finais.

Neste contexto, a analogia entre sistemas industriais e ecossistemas vem ganhando força e levando a considerações sobre as interações do sistema com o meio ambiente. Apesar de existirem algumas reservas relativas à metáfora biológica, os conceitos que utilizam essa metáfora – metabolismo industrial e ecologia industrial – contribuem, de forma significativa, para um avanço diante do problema da poluição. A analogia com os ecossistemas permite um passo além: fechar os ciclos de materiais e energia com a formação de uma eco-rede que “imita" os ciclos biológicos fechados.

A ecologia industrial propõe, portanto, fechar os ciclos, considerando que o sistema industrial não apenas interage com o ambiente, mas é parte dele e dele depende. A ecologia industrial é tanto um contexto para ação como um campo para pesquisa. O desenvolvimento desta abordagem pretende oferecer um quadro conceitual para o interpretar e adaptar a compreensão do sistema natural e aplicar esta compreensão aos sistemas industriais de forma a alcançar um padrão de industrialização que seja não só mais eficiente, mas também intrinsecamente ajustado às tolerâncias e características do sistema natural.

Esta abordagem implica em (1) aplicar a teoria dos sistemas e a termodinâmica aos sistemas industriais, (2) definir os limites do sistema incorporando o sistema natural e (3) otimizar o sistema. Neste contexto, o sistema industrial é planejado e deve operar como um sistema biológico dependente do sistema natural. O sistema industrial é considerado um subsistema da biosfera, isto é, uma organização particular de fluxos de matéria, energia e informação. Sua evolução deve ser compatível com o funcionamento de outros ecossistemas. Parte-se do princípio de que é possível organizar todo o fluxo de matéria e de energia, que circula no sistema industrial, de maneira a torná-lo um circuito quase inteiramente fechado. Neste contexto, uma abordagem sistêmica é necessária para visualizar as conexões entre o sistema antropológico, o biológico e o ambiente. Pode-se dizer que o principal objetivo da ecologia industrial é transformar o caráter linear do sistema industrial para um sistema cíclico, em que matérias primas, energia e resíduos sejam sempre reutilizados.

[...]

GINANNET, Biagio F.; ALMEIDA, Cecilia M. V. B. Disponível em: <http://hottopos.com/regeq12/art1.htm> . Acesso em: 11 set. 2015 (Fragmento adaptado).

De acordo com a leitura do texto, pode-se afirmar que:

  • A o desenvolvimento da ecologia industrial acaba gerando um conhecimento profundo de como otimizar processos.
  • B o sistema industrial é a abordagem que pretende oferecer um quadro conceitual para interpretar e adaptar a compreensão do sistema natural.
  • C o principal objetivo da ecologia industrial é fazer com que matérias-primas, energia e resíduos sejam sempre utilizados.
  • D podem ser considerados subsistemas da biosfera o sistema industrial e o sistema antropológico.
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[...]

A ideia de otimizar processos, categorizar todas as operações de uma indústria e acompanhar todos os passos de fabricação de um produto acaba, inevitavelmente, levando a um conhecimento profundo de cada sistema, permitindo, principalmente, o planejamento de ações em longo prazo. Por outro lado, este conhecimento detalhado do sistema leva à análise das interações do produtor com outras empresas, sejam elas fornecedores, consumidores de subprodutos ou consumidores finais.

Neste contexto, a analogia entre sistemas industriais e ecossistemas vem ganhando força e levando a considerações sobre as interações do sistema com o meio ambiente. Apesar de existirem algumas reservas relativas à metáfora biológica, os conceitos que utilizam essa metáfora – metabolismo industrial e ecologia industrial – contribuem, de forma significativa, para um avanço diante do problema da poluição. A analogia com os ecossistemas permite um passo além: fechar os ciclos de materiais e energia com a formação de uma eco-rede que “imita" os ciclos biológicos fechados.

A ecologia industrial propõe, portanto, fechar os ciclos, considerando que o sistema industrial não apenas interage com o ambiente, mas é parte dele e dele depende. A ecologia industrial é tanto um contexto para ação como um campo para pesquisa. O desenvolvimento desta abordagem pretende oferecer um quadro conceitual para o interpretar e adaptar a compreensão do sistema natural e aplicar esta compreensão aos sistemas industriais de forma a alcançar um padrão de industrialização que seja não só mais eficiente, mas também intrinsecamente ajustado às tolerâncias e características do sistema natural.

Esta abordagem implica em (1) aplicar a teoria dos sistemas e a termodinâmica aos sistemas industriais, (2) definir os limites do sistema incorporando o sistema natural e (3) otimizar o sistema. Neste contexto, o sistema industrial é planejado e deve operar como um sistema biológico dependente do sistema natural. O sistema industrial é considerado um subsistema da biosfera, isto é, uma organização particular de fluxos de matéria, energia e informação. Sua evolução deve ser compatível com o funcionamento de outros ecossistemas. Parte-se do princípio de que é possível organizar todo o fluxo de matéria e de energia, que circula no sistema industrial, de maneira a torná-lo um circuito quase inteiramente fechado. Neste contexto, uma abordagem sistêmica é necessária para visualizar as conexões entre o sistema antropológico, o biológico e o ambiente. Pode-se dizer que o principal objetivo da ecologia industrial é transformar o caráter linear do sistema industrial para um sistema cíclico, em que matérias primas, energia e resíduos sejam sempre reutilizados.

[...]

GINANNET, Biagio F.; ALMEIDA, Cecilia M. V. B. Disponível em: <http://hottopos.com/regeq12/art1.htm> . Acesso em: 11 set. 2015 (Fragmento adaptado).

No trecho “Apesar de existirem algumas reservas relativas à metáfora biológica, os conceitos que utilizam essa metáfora – metabolismo industrial e ecologia industrial – contribuem, de forma significativa, para um avanço diante do problema da poluição.", a função dos travessões é:

  • A separar orações intercaladas.
  • B substituir o uso dos dois-pontos.
  • C enfatizar palavras ou expressões.
  • D realçar termos explicativos.
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[...]

A ideia de otimizar processos, categorizar todas as operações de uma indústria e acompanhar todos os passos de fabricação de um produto acaba, inevitavelmente, levando a um conhecimento profundo de cada sistema, permitindo, principalmente, o planejamento de ações em longo prazo. Por outro lado, este conhecimento detalhado do sistema leva à análise das interações do produtor com outras empresas, sejam elas fornecedores, consumidores de subprodutos ou consumidores finais.

Neste contexto, a analogia entre sistemas industriais e ecossistemas vem ganhando força e levando a considerações sobre as interações do sistema com o meio ambiente. Apesar de existirem algumas reservas relativas à metáfora biológica, os conceitos que utilizam essa metáfora – metabolismo industrial e ecologia industrial – contribuem, de forma significativa, para um avanço diante do problema da poluição. A analogia com os ecossistemas permite um passo além: fechar os ciclos de materiais e energia com a formação de uma eco-rede que “imita" os ciclos biológicos fechados.

A ecologia industrial propõe, portanto, fechar os ciclos, considerando que o sistema industrial não apenas interage com o ambiente, mas é parte dele e dele depende. A ecologia industrial é tanto um contexto para ação como um campo para pesquisa. O desenvolvimento desta abordagem pretende oferecer um quadro conceitual para o interpretar e adaptar a compreensão do sistema natural e aplicar esta compreensão aos sistemas industriais de forma a alcançar um padrão de industrialização que seja não só mais eficiente, mas também intrinsecamente ajustado às tolerâncias e características do sistema natural.

Esta abordagem implica em (1) aplicar a teoria dos sistemas e a termodinâmica aos sistemas industriais, (2) definir os limites do sistema incorporando o sistema natural e (3) otimizar o sistema. Neste contexto, o sistema industrial é planejado e deve operar como um sistema biológico dependente do sistema natural. O sistema industrial é considerado um subsistema da biosfera, isto é, uma organização particular de fluxos de matéria, energia e informação. Sua evolução deve ser compatível com o funcionamento de outros ecossistemas. Parte-se do princípio de que é possível organizar todo o fluxo de matéria e de energia, que circula no sistema industrial, de maneira a torná-lo um circuito quase inteiramente fechado. Neste contexto, uma abordagem sistêmica é necessária para visualizar as conexões entre o sistema antropológico, o biológico e o ambiente. Pode-se dizer que o principal objetivo da ecologia industrial é transformar o caráter linear do sistema industrial para um sistema cíclico, em que matérias primas, energia e resíduos sejam sempre reutilizados.

[...]

GINANNET, Biagio F.; ALMEIDA, Cecilia M. V. B. Disponível em: <http://hottopos.com/regeq12/art1.htm> . Acesso em: 11 set. 2015 (Fragmento adaptado).

O termo em destaque das frases a seguir pode ser corretamente substituído pelo que está entre parênteses, EXCETO em:

  • A “A ideia de otimizar processos, categorizar todas as operações de uma indústria [...]" [APERFEIÇOAR] (1º parágrafo)
  • B “Neste contexto, a analogia entre sistemas industriais e ecossistemas [...]" [PARECENÇA] (2º parágrafo)
  • C “Apesar de existirem algumas reservas relativas à metáfora biológica [...] [COMPARAÇÃO] (2º parágrafo)
  • D “A ecologia industrial é tanto um contexto para ação como um campo para pesquisa." [CENÁRIO] (3º parágrafo)
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[...]

A ideia de otimizar processos, categorizar todas as operações de uma indústria e acompanhar todos os passos de fabricação de um produto acaba, inevitavelmente, levando a um conhecimento profundo de cada sistema, permitindo, principalmente, o planejamento de ações em longo prazo. Por outro lado, este conhecimento detalhado do sistema leva à análise das interações do produtor com outras empresas, sejam elas fornecedores, consumidores de subprodutos ou consumidores finais.

Neste contexto, a analogia entre sistemas industriais e ecossistemas vem ganhando força e levando a considerações sobre as interações do sistema com o meio ambiente. Apesar de existirem algumas reservas relativas à metáfora biológica, os conceitos que utilizam essa metáfora – metabolismo industrial e ecologia industrial – contribuem, de forma significativa, para um avanço diante do problema da poluição. A analogia com os ecossistemas permite um passo além: fechar os ciclos de materiais e energia com a formação de uma eco-rede que “imita" os ciclos biológicos fechados.

A ecologia industrial propõe, portanto, fechar os ciclos, considerando que o sistema industrial não apenas interage com o ambiente, mas é parte dele e dele depende. A ecologia industrial é tanto um contexto para ação como um campo para pesquisa. O desenvolvimento desta abordagem pretende oferecer um quadro conceitual para o interpretar e adaptar a compreensão do sistema natural e aplicar esta compreensão aos sistemas industriais de forma a alcançar um padrão de industrialização que seja não só mais eficiente, mas também intrinsecamente ajustado às tolerâncias e características do sistema natural.

Esta abordagem implica em (1) aplicar a teoria dos sistemas e a termodinâmica aos sistemas industriais, (2) definir os limites do sistema incorporando o sistema natural e (3) otimizar o sistema. Neste contexto, o sistema industrial é planejado e deve operar como um sistema biológico dependente do sistema natural. O sistema industrial é considerado um subsistema da biosfera, isto é, uma organização particular de fluxos de matéria, energia e informação. Sua evolução deve ser compatível com o funcionamento de outros ecossistemas. Parte-se do princípio de que é possível organizar todo o fluxo de matéria e de energia, que circula no sistema industrial, de maneira a torná-lo um circuito quase inteiramente fechado. Neste contexto, uma abordagem sistêmica é necessária para visualizar as conexões entre o sistema antropológico, o biológico e o ambiente. Pode-se dizer que o principal objetivo da ecologia industrial é transformar o caráter linear do sistema industrial para um sistema cíclico, em que matérias primas, energia e resíduos sejam sempre reutilizados.

[...]

GINANNET, Biagio F.; ALMEIDA, Cecilia M. V. B. Disponível em: <http://hottopos.com/regeq12/art1.htm> . Acesso em: 11 set. 2015 (Fragmento adaptado).

No trecho “A ecologia industrial propõe, portanto, fechar os ciclos, considerando que o sistema industrial não apenas interage com o ambiente, mas é parte dele e dele depende.", a palavra destacada pode ser substituída, sem prejuízo do sentido original da frase, em:

  • A A ecologia industrial propõe, consequentemente, fechar os ciclos, considerando que o sistema industrial não apenas interage com o ambiente, mas é parte dele e dele depende.
  • B A ecologia industrial propõe, contudo, fechar os ciclos, considerando que o sistema industrial não apenas interage com o ambiente, mas é parte dele e dele depende.
  • C A ecologia industrial propõe, porquanto, fechar os ciclos, considerando que o sistema industrial não apenas interage com o ambiente, mas é parte dele e dele depende.
  • D A ecologia industrial propõe, conquanto, fechar os ciclos, considerando que o sistema industrial não apenas interage com o ambiente, mas é parte dele e dele depende.
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A ideia de otimizar processos, categorizar todas as operações de uma indústria e acompanhar todos os passos de fabricação de um produto acaba, inevitavelmente, levando a um conhecimento profundo de cada sistema, permitindo, principalmente, o planejamento de ações em longo prazo. Por outro lado, este conhecimento detalhado do sistema leva à análise das interações do produtor com outras empresas, sejam elas fornecedores, consumidores de subprodutos ou consumidores finais.

Neste contexto, a analogia entre sistemas industriais e ecossistemas vem ganhando força e levando a considerações sobre as interações do sistema com o meio ambiente. Apesar de existirem algumas reservas relativas à metáfora biológica, os conceitos que utilizam essa metáfora – metabolismo industrial e ecologia industrial – contribuem, de forma significativa, para um avanço diante do problema da poluição. A analogia com os ecossistemas permite um passo além: fechar os ciclos de materiais e energia com a formação de uma eco-rede que “imita" os ciclos biológicos fechados.

A ecologia industrial propõe, portanto, fechar os ciclos, considerando que o sistema industrial não apenas interage com o ambiente, mas é parte dele e dele depende. A ecologia industrial é tanto um contexto para ação como um campo para pesquisa. O desenvolvimento desta abordagem pretende oferecer um quadro conceitual para o interpretar e adaptar a compreensão do sistema natural e aplicar esta compreensão aos sistemas industriais de forma a alcançar um padrão de industrialização que seja não só mais eficiente, mas também intrinsecamente ajustado às tolerâncias e características do sistema natural.

Esta abordagem implica em (1) aplicar a teoria dos sistemas e a termodinâmica aos sistemas industriais, (2) definir os limites do sistema incorporando o sistema natural e (3) otimizar o sistema. Neste contexto, o sistema industrial é planejado e deve operar como um sistema biológico dependente do sistema natural. O sistema industrial é considerado um subsistema da biosfera, isto é, uma organização particular de fluxos de matéria, energia e informação. Sua evolução deve ser compatível com o funcionamento de outros ecossistemas. Parte-se do princípio de que é possível organizar todo o fluxo de matéria e de energia, que circula no sistema industrial, de maneira a torná-lo um circuito quase inteiramente fechado. Neste contexto, uma abordagem sistêmica é necessária para visualizar as conexões entre o sistema antropológico, o biológico e o ambiente. Pode-se dizer que o principal objetivo da ecologia industrial é transformar o caráter linear do sistema industrial para um sistema cíclico, em que matérias primas, energia e resíduos sejam sempre reutilizados.

[...]

GINANNET, Biagio F.; ALMEIDA, Cecilia M. V. B. Disponível em: <http://hottopos.com/regeq12/art1.htm> . Acesso em: 11 set. 2015 (Fragmento adaptado).

De acordo com a ideia principal do texto, a melhor opção de título para ele, dentre as opções a seguir, é:

  • A A ecologia industrial
  • B O sistema industrial
  • C O ecossistema
  • D A biosfera
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Agrotóxicos sem veneno

No bê-á-bá da Agronomia se aprende que um inseto somente pode ser considerado uma praga se causar danos econômicos às plantações. Isso porque, na natureza bruta, folhas e grãos são normalmente mastigados pelos bichinhos, que se reproduzem no limite estabelecido por seus predadores naturais. Quando, por qualquer motivo, se rompe o equilíbrio do ecossistema, altera-se a dinâmica das populações envolvidas naquela cadeia alimentar. Advêm problemas ecológicos.

[...]

Pois bem, nem o aumento dos humanos, que já ultrapassaram 7 bilhões de habitantes, nem a expansão rural, que já ocupa 37% da superfície da Terra, cessaram. Embora a tecnologia tenha conseguido notáveis sucessos, o vetor básico continua atuando: novas bocas para alimentar exigem mais alimentos, que pressionam o desmatamento, que aumenta o desequilíbrio dos ecossistemas, que favorece o surgimento de pragas e doenças. Trajetória da civilização.

A safra brasileira tem batido recordes, ampliando o uso de defensivos agrícolas. Além do mais, nos trópicos o calor e a umidade favorecem o surgimento de pragas e doenças nas lavouras. Graças, porém, ao desenvolvimento tecnológico, nos últimos 40 anos se observou forte redução, ao redor de 90%, nas doses médias dos inseticidas e fungicidas aplicados na roça. Quer dizer, se antes um agricultor despejava dez litros de um produto por hectare, hoje ele aplica apenas um litro. Menos mal.

Fórmulas menos tóxicas, uso do controle biológico e integrado, métodos de cultivo eficientes, inseticidas derivados de plantas, vários elementos fundamentam um caminho no rumo da sustentabilidade. Os agroquímicos são mais certeiros, menos agressivos ao meio ambiente e trazem menores riscos de aplicação aos trabalhadores rurais. Nada, felizmente, piorou nessa agenda.

Surge agora, nos laboratórios, uma geração de moléculas que atuam exclusivamente sobre o metabolismo dos insetos-praga, bloqueando sinais vitais. Funcionam de forma seletiva, combatendo-os sem aniquilar os predadores naturais, nem afetar insetos benéficos ou animais mamíferos. No sentido ambiental, configuram-se como pesticidas não venenosos, deixando de ser “agrotóxicos". Sensacional.

Existe, ainda, contaminação de alimentos por agrotóxicos tradicionais. O problema, contudo, difere do de outrora, quando resíduos cancerígenos dominavam as amostras coletadas. Hoje a grande desconformidade recai sobre o uso de produtos químicos não autorizados para aquela lavoura pesquisada, embora permitidos em outras. Raramente se apontam resíduos químicos acima dos limites mínimos de tolerância.

Isso ocorre por dois motivos. Primeiro, o governo tem sido extremamente lerdo no registro de novos defensivos agrícolas. Segundo, mostra-se muito onerosa, para as empresas, cada autorização de uso para lavouras distintas.

Resultado: inexistindo produto “oficial" para o canteiro de pimentão, por exemplo, o horticultor utiliza aquele outro vendido para tomate. O problema, como se percebe, é mais agronômico, menos de saúde.

Muita gente critica os defensivos químicos, considera agrotóxico um palavrão. Mesmo na agricultura orgânica, imaginada como solução milagrosa, todavia, se permite utilizar caldas químicas elaboradas com sulfato de cobre, hidróxido de cálcio e enxofre.

Resumo da história: na escala requerida pela população, as lavouras sempre exigirão pesticidas contra organismos que as atacam. Importa o alimento ser saudável.

GRAZIANO, Xico. Agrotóxicos sem veneno. Opinião. Estadão, São Paulo, 5 mar. 2013. Disponível em: <http://zipnet.met/bxR9nQ> Acesso em: 7 out. 2015 (adaptado).

De acordo com o texto, é possível afirmar que:

  • A os insetos são um problema para a lavoura quando, por algum tipo de desequilíbrio ecológico, tornam-se incontroláveis por pesticidas, transformando-se em pragas.
  • B um dos entraves para a correta utilização dos pesticidas é a burocracia, que faz com que o produtor opte por produtos mais baratos na hora de definir quais usará na lavoura.
  • C o advento da nova geração de moléculas que atua exclusivamente no metabolismo dos insetos que atacam as lavouras, prejudicando sua produtividade, é a nova esperança de alimentos produzidos sem agrotóxicos.
  • D o uso de pesticidas será sempre necessário, independentemente do crescimento da população e da consequente demanda por alimentos advindos da lavoura.
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Agrotóxicos sem veneno

No bê-á-bá da Agronomia se aprende que um inseto somente pode ser considerado uma praga se causar danos econômicos às plantações. Isso porque, na natureza bruta, folhas e grãos são normalmente mastigados pelos bichinhos, que se reproduzem no limite estabelecido por seus predadores naturais. Quando, por qualquer motivo, se rompe o equilíbrio do ecossistema, altera-se a dinâmica das populações envolvidas naquela cadeia alimentar. Advêm problemas ecológicos.

[...]

Pois bem, nem o aumento dos humanos, que já ultrapassaram 7 bilhões de habitantes, nem a expansão rural, que já ocupa 37% da superfície da Terra, cessaram. Embora a tecnologia tenha conseguido notáveis sucessos, o vetor básico continua atuando: novas bocas para alimentar exigem mais alimentos, que pressionam o desmatamento, que aumenta o desequilíbrio dos ecossistemas, que favorece o surgimento de pragas e doenças. Trajetória da civilização.

A safra brasileira tem batido recordes, ampliando o uso de defensivos agrícolas. Além do mais, nos trópicos o calor e a umidade favorecem o surgimento de pragas e doenças nas lavouras. Graças, porém, ao desenvolvimento tecnológico, nos últimos 40 anos se observou forte redução, ao redor de 90%, nas doses médias dos inseticidas e fungicidas aplicados na roça. Quer dizer, se antes um agricultor despejava dez litros de um produto por hectare, hoje ele aplica apenas um litro. Menos mal.

Fórmulas menos tóxicas, uso do controle biológico e integrado, métodos de cultivo eficientes, inseticidas derivados de plantas, vários elementos fundamentam um caminho no rumo da sustentabilidade. Os agroquímicos são mais certeiros, menos agressivos ao meio ambiente e trazem menores riscos de aplicação aos trabalhadores rurais. Nada, felizmente, piorou nessa agenda.

Surge agora, nos laboratórios, uma geração de moléculas que atuam exclusivamente sobre o metabolismo dos insetos-praga, bloqueando sinais vitais. Funcionam de forma seletiva, combatendo-os sem aniquilar os predadores naturais, nem afetar insetos benéficos ou animais mamíferos. No sentido ambiental, configuram-se como pesticidas não venenosos, deixando de ser “agrotóxicos". Sensacional.

Existe, ainda, contaminação de alimentos por agrotóxicos tradicionais. O problema, contudo, difere do de outrora, quando resíduos cancerígenos dominavam as amostras coletadas. Hoje a grande desconformidade recai sobre o uso de produtos químicos não autorizados para aquela lavoura pesquisada, embora permitidos em outras. Raramente se apontam resíduos químicos acima dos limites mínimos de tolerância.

Isso ocorre por dois motivos. Primeiro, o governo tem sido extremamente lerdo no registro de novos defensivos agrícolas. Segundo, mostra-se muito onerosa, para as empresas, cada autorização de uso para lavouras distintas.

Resultado: inexistindo produto “oficial" para o canteiro de pimentão, por exemplo, o horticultor utiliza aquele outro vendido para tomate. O problema, como se percebe, é mais agronômico, menos de saúde.

Muita gente critica os defensivos químicos, considera agrotóxico um palavrão. Mesmo na agricultura orgânica, imaginada como solução milagrosa, todavia, se permite utilizar caldas químicas elaboradas com sulfato de cobre, hidróxido de cálcio e enxofre.

Resumo da história: na escala requerida pela população, as lavouras sempre exigirão pesticidas contra organismos que as atacam. Importa o alimento ser saudável.

GRAZIANO, Xico. Agrotóxicos sem veneno. Opinião. Estadão, São Paulo, 5 mar. 2013. Disponível em: <http://zipnet.met/bxR9nQ> Acesso em: 7 out. 2015 (adaptado).

Dentre os trechos a seguir, assinale aquele cuja palavra ou expressão destacada não expressa uma opinião do autor do texto.

  • A “Embora a tecnologia tenha conseguido notáveis sucessos, o vetor básico continua atuando: novas bocas para alimentar exigem mais alimentos, que pressionam o desmatamento, que aumenta o desequilíbrio dos ecossistemas, que favorece o surgimento de pragas e doenças. Trajetória da civilização."
  • B “Quer dizer, se antes um agricultor despejava dez litros de um produto por hectare, hoje ele aplica apenas um litro. Menos mal."
  • C “Os agroquímicos são mais certeiros, menos agressivos ao meio ambiente e trazem menores riscos de aplicação aos trabalhadores rurais. Nada, felizmente, piorou nessa agenda."
  • D “No sentido ambiental, configuram-se como pesticidas não venenosos, deixando de ser 'agrotóxicos'. Sensacional."
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Agrotóxicos sem veneno

No bê-á-bá da Agronomia se aprende que um inseto somente pode ser considerado uma praga se causar danos econômicos às plantações. Isso porque, na natureza bruta, folhas e grãos são normalmente mastigados pelos bichinhos, que se reproduzem no limite estabelecido por seus predadores naturais. Quando, por qualquer motivo, se rompe o equilíbrio do ecossistema, altera-se a dinâmica das populações envolvidas naquela cadeia alimentar. Advêm problemas ecológicos.

[...]

Pois bem, nem o aumento dos humanos, que já ultrapassaram 7 bilhões de habitantes, nem a expansão rural, que já ocupa 37% da superfície da Terra, cessaram. Embora a tecnologia tenha conseguido notáveis sucessos, o vetor básico continua atuando: novas bocas para alimentar exigem mais alimentos, que pressionam o desmatamento, que aumenta o desequilíbrio dos ecossistemas, que favorece o surgimento de pragas e doenças. Trajetória da civilização.

A safra brasileira tem batido recordes, ampliando o uso de defensivos agrícolas. Além do mais, nos trópicos o calor e a umidade favorecem o surgimento de pragas e doenças nas lavouras. Graças, porém, ao desenvolvimento tecnológico, nos últimos 40 anos se observou forte redução, ao redor de 90%, nas doses médias dos inseticidas e fungicidas aplicados na roça. Quer dizer, se antes um agricultor despejava dez litros de um produto por hectare, hoje ele aplica apenas um litro. Menos mal.

Fórmulas menos tóxicas, uso do controle biológico e integrado, métodos de cultivo eficientes, inseticidas derivados de plantas, vários elementos fundamentam um caminho no rumo da sustentabilidade. Os agroquímicos são mais certeiros, menos agressivos ao meio ambiente e trazem menores riscos de aplicação aos trabalhadores rurais. Nada, felizmente, piorou nessa agenda.

Surge agora, nos laboratórios, uma geração de moléculas que atuam exclusivamente sobre o metabolismo dos insetos-praga, bloqueando sinais vitais. Funcionam de forma seletiva, combatendo-os sem aniquilar os predadores naturais, nem afetar insetos benéficos ou animais mamíferos. No sentido ambiental, configuram-se como pesticidas não venenosos, deixando de ser “agrotóxicos". Sensacional.

Existe, ainda, contaminação de alimentos por agrotóxicos tradicionais. O problema, contudo, difere do de outrora, quando resíduos cancerígenos dominavam as amostras coletadas. Hoje a grande desconformidade recai sobre o uso de produtos químicos não autorizados para aquela lavoura pesquisada, embora permitidos em outras. Raramente se apontam resíduos químicos acima dos limites mínimos de tolerância.

Isso ocorre por dois motivos. Primeiro, o governo tem sido extremamente lerdo no registro de novos defensivos agrícolas. Segundo, mostra-se muito onerosa, para as empresas, cada autorização de uso para lavouras distintas.

Resultado: inexistindo produto “oficial" para o canteiro de pimentão, por exemplo, o horticultor utiliza aquele outro vendido para tomate. O problema, como se percebe, é mais agronômico, menos de saúde.

Muita gente critica os defensivos químicos, considera agrotóxico um palavrão. Mesmo na agricultura orgânica, imaginada como solução milagrosa, todavia, se permite utilizar caldas químicas elaboradas com sulfato de cobre, hidróxido de cálcio e enxofre.

Resumo da história: na escala requerida pela população, as lavouras sempre exigirão pesticidas contra organismos que as atacam. Importa o alimento ser saudável.

GRAZIANO, Xico. Agrotóxicos sem veneno. Opinião. Estadão, São Paulo, 5 mar. 2013. Disponível em: <http://zipnet.met/bxR9nQ> Acesso em: 7 out. 2015 (adaptado).

A função das aspas utilizadas nos parágrafos 5 e 8 (“agrotóxicos" e “oficial") é de:

  • A marcar as palavras como citações, para distingui-las do resto do contexto.
  • B fazer sobressair as palavras marcadas não peculiares à linguagem do texto.
  • C acentuar o valor significativo das palavras que foram marcadas.
  • D realçar o tom irônico das palavras marcadas no texto.
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Agrotóxicos sem veneno

No bê-á-bá da Agronomia se aprende que um inseto somente pode ser considerado uma praga se causar danos econômicos às plantações. Isso porque, na natureza bruta, folhas e grãos são normalmente mastigados pelos bichinhos, que se reproduzem no limite estabelecido por seus predadores naturais. Quando, por qualquer motivo, se rompe o equilíbrio do ecossistema, altera-se a dinâmica das populações envolvidas naquela cadeia alimentar. Advêm problemas ecológicos.

[...]

Pois bem, nem o aumento dos humanos, que já ultrapassaram 7 bilhões de habitantes, nem a expansão rural, que já ocupa 37% da superfície da Terra, cessaram. Embora a tecnologia tenha conseguido notáveis sucessos, o vetor básico continua atuando: novas bocas para alimentar exigem mais alimentos, que pressionam o desmatamento, que aumenta o desequilíbrio dos ecossistemas, que favorece o surgimento de pragas e doenças. Trajetória da civilização.

A safra brasileira tem batido recordes, ampliando o uso de defensivos agrícolas. Além do mais, nos trópicos o calor e a umidade favorecem o surgimento de pragas e doenças nas lavouras. Graças, porém, ao desenvolvimento tecnológico, nos últimos 40 anos se observou forte redução, ao redor de 90%, nas doses médias dos inseticidas e fungicidas aplicados na roça. Quer dizer, se antes um agricultor despejava dez litros de um produto por hectare, hoje ele aplica apenas um litro. Menos mal.

Fórmulas menos tóxicas, uso do controle biológico e integrado, métodos de cultivo eficientes, inseticidas derivados de plantas, vários elementos fundamentam um caminho no rumo da sustentabilidade. Os agroquímicos são mais certeiros, menos agressivos ao meio ambiente e trazem menores riscos de aplicação aos trabalhadores rurais. Nada, felizmente, piorou nessa agenda.

Surge agora, nos laboratórios, uma geração de moléculas que atuam exclusivamente sobre o metabolismo dos insetos-praga, bloqueando sinais vitais. Funcionam de forma seletiva, combatendo-os sem aniquilar os predadores naturais, nem afetar insetos benéficos ou animais mamíferos. No sentido ambiental, configuram-se como pesticidas não venenosos, deixando de ser “agrotóxicos". Sensacional.

Existe, ainda, contaminação de alimentos por agrotóxicos tradicionais. O problema, contudo, difere do de outrora, quando resíduos cancerígenos dominavam as amostras coletadas. Hoje a grande desconformidade recai sobre o uso de produtos químicos não autorizados para aquela lavoura pesquisada, embora permitidos em outras. Raramente se apontam resíduos químicos acima dos limites mínimos de tolerância.

Isso ocorre por dois motivos. Primeiro, o governo tem sido extremamente lerdo no registro de novos defensivos agrícolas. Segundo, mostra-se muito onerosa, para as empresas, cada autorização de uso para lavouras distintas.

Resultado: inexistindo produto “oficial" para o canteiro de pimentão, por exemplo, o horticultor utiliza aquele outro vendido para tomate. O problema, como se percebe, é mais agronômico, menos de saúde.

Muita gente critica os defensivos químicos, considera agrotóxico um palavrão. Mesmo na agricultura orgânica, imaginada como solução milagrosa, todavia, se permite utilizar caldas químicas elaboradas com sulfato de cobre, hidróxido de cálcio e enxofre.

Resumo da história: na escala requerida pela população, as lavouras sempre exigirão pesticidas contra organismos que as atacam. Importa o alimento ser saudável.

GRAZIANO, Xico. Agrotóxicos sem veneno. Opinião. Estadão, São Paulo, 5 mar. 2013. Disponível em: <http://zipnet.met/bxR9nQ> Acesso em: 7 out. 2015 (adaptado).

Nos trechos a seguir, os pronomes destacados referem-se às expressões entre parênteses, EXCETO em:

  • A “Hoje a grande desconformidade recai sobre o uso de produtos químicos não autorizados para aquela lavoura pesquisada [...]" (LAVOURA PESQUISADA)
  • B “Raramente se apontam resíduos químicos acima dos limites mínimos de tolerância. Isso ocorre por dois motivos." (RESÍDUOS QUÍMICOS)
  • C “[...] o horticultor utiliza aquele outro vendido para tomate." (PRODUTO OFICIAL)
  • D “[...] que se reproduzem no limite estabelecido por seus predadores naturais." (BICHINHOS)
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Pesquisadores da Universidade de Yale acabam de publicar um estudo sobre como é formada a opinião a respeito do aquecimento global. Isso se baseia numa pesquisa que abordou três quesitos: quantas pessoas têm consciência de que ele existe; e, desses, quantos acreditam que seja causado por seres humanos; e quantos o consideram uma ameaça.

No mundo todo, apenas 40% das pessoas têm a mais vaga ideia do que é mudança climática. Índia (35%), Egito (25%) e África do Sul (31%) ficam abaixo da média. O Brasil não está mal. Aqui, 79% das pessoas sabem que existe a mudança climática, dos quais 80% acreditam que é causada pela atividade humana e 76% a tomam por uma ameaça séria.

Apenas países ricos marcam mais de 90% no quesito consciência. Curiosamente, mais pessoas neles é cética quanto à causa humana. Nos Estados Unidos, apenas 49% atribuem a nós a culpa pela mudança climática. O campeão em ceticismo entre os ricos é a Holanda, onde apenas 44% das pessoas acreditam que a causa seja humana. O quesito ameaça também tem suas curiosidades: na Rússia, onde 85% sabem do aquecimento e 52% não são céticos, apenas 39% o consideram uma ameaça.

Como explicar essas discrepâncias? De acordo com Anthony Leiserowitz, principal cientista por trás do estudo, “o mais importante é a realização educacional, que é o fator mais associado com consciência [do aquecimento] mundialmente". Depois disso, entram em jogo coisas como o acesso à mídia e como ela trata as questões. Em países como os Estados Unidos e a Holanda, opiniões céticas encontram mais divulgação que aqui. E, neles, a questão é politizada: conservadores tendem ao ceticismo quanto às causas humanas, progressistas, à aceitação. Um tanto obviamente, quem demonstra mais preocupação com o ambiente em geral também tende a considerar o aquecimento como algo causado pelos seres humanos e um grande perigo.


MARTON, Fábio. Como o Mundo enxerga a mudança climática? Super Interessante. Disponível em:<http://super.abril.com.br/ciencia/como-o-mundo-enx...ça-climatica> . Acesso em: 5 ago. 2015. Adaptado.


O objetivo da pesquisa que foi divulgada nesse artigo é

  • A alertar sobre a iminência dos problemas climáticos mundiais por que podemos passar.
  • B divulgar a falta de ações existentes no mundo para deter o aquecimento global.
  • C explicar por que a opinião de grupos de pessoas e de vários países difere tanto.
  • D esclarecer as causas e as opiniões acerca da mudança climática no planeta.

Administração Geral

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A eficiência de uma organização ou sistema depende de como seus recursos são utilizados.

São significados de eficiência, EXCETO:

  • A Realizar atividades ou tarefas da maneira certa.
  • B Realizar tarefas de maneira econômica, empregando a menor quantidade possível de recursos.
  • C Realizar tarefas de maneira inteligente, com o mínimo de esforço e com o melhor aproveitamento possível de recursos.
  • D Realizar as tarefas de modo sistemático e aleatório, repetindo sempre o que foi programado e obedecendo às ordens.
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Segundo Chiavenato, em Introdução à teoria geral da administração: uma visão abrangente da moderna administração das organizações (2004, p. 67), “a estrutura organizacional constitui uma cadeia de comando, ou seja, uma linha de autoridade que interliga as posições da organização e define quem se subordina a quem".

Nesse contexto, analise as afirmativas sobre os tipos de estrutura organizacional e assinale com V as verdadeiras e com F as falsas.

( ) A divisão do trabalho conduz à especialização e à diferenciação das tarefas, ou seja, à heterogeneidade.

( ) A organização linear apresenta como características básicas: autoridade linear, linhas informais de comunicação, descentralização das decisões e aspecto piramidal.

( ) A organização do tipo funcional proporciona o máximo de especialização nos diversos órgãos ou cargos da organização, porém, pode ocasionar a diluição e consequente perda de autoridade de comando.

( ) A organização formal apresenta cinco características básicas: divisão do trabalho, especialização, hierarquia, amplitude administrativa e racionalismo.

( ) A fim de responder às exigências internas e externas, a organização pode desenvolver uma especialização horizontal (proporcionando maior número de níveis hierárquicos) e uma especialização vertical (proporcionando maior número de órgãos especializados).

Assinale a sequência CORRETA.

  • A F V V F F
  • B V V F V V
  • C F V F F V
  • D V F V V F
  • E F F V V F
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Sobre o conceito de produtividade, assinale a alternativa INCORRETA.

  • A A produtividade é a relação entre resultados obtidos e recursos utilizados.
  • B O critério mais simples para avaliar a eficiência de um processo, instituição ou sistema é a produtividade.
  • C Entre dois sistemas que utilizam a mesma quantidade de recursos, é mais produtivo aquele que produz maior quantidade de resultados.
  • D Quanto mais elevada a quantidade de resultados obtidos com a mesma unidade de recursos, menos produtivo é o sistema.
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Sobre comunicação, analise as afirmativas e assinale com V as verdadeiras e com F as falsas.

( ) O processo de comunicação envolve a informação transmitida pelo emissor para o receptor.

( ) O processo de transmissão de informações somente se completa, para efeito de controle da emissão, quando não há retorno da informação.

( ) Numa instituição, a comunicação é muito importante tanto para os dirigentes como para os funcionários.

( ) Os canais internos de comunicação vertical e horizontal são decorrentes de relações externas.

Assinale a sequência CORRETA.

  • A F F V V
  • B V F V F
  • C V V F F
  • D F V F V
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Sobre as funções administrativas, assinale aquela que mais se correlaciona com as seguintes atribuições do cargo de contínuo: Prestar serviços relacionados com a circulação do expediente interno e externo; Cumprir mandados internos e externos, executando tarefas de coleta e entrega de documentos, mensagens ou pequenos volumes.

  • A Execução
  • B Liderança
  • C Planejamento
  • D Controle
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Sobre a qualidade na prestação de serviços públicos, é INCORRETO afirmar que:

  • A um serviço de qualidade é aquele que atende perfeitamente de forma confável, acessível , segura e no tempo certo as necessidades do cliente.
  • B o cliente não determina a qualidade de um serviço ao examinar se o funcionamento efetivo deste atende às suas necessidades.
  • C o cliente interno ou externo não compra simplesmente um serviço; ele compra o benefício que espera obter dele.
  • D o valor para o cliente é o benefício percebido de um serviço para determinar se ele vai comprar ou não esse serviço.
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Sobre as funções organizacionais, assinale a alternativa INCORRETA.
  • A As funções organizacionais são tarefas especializadas que as pessoas ou grupos executam para que a organização consiga realizar seus objetivos.
  • B Produção ou operações, marketing, pesquisa e desenvolvimento, finanças e recursos humanos são as funções mais importantes de qualquer organização.
  • C A coordenação de todas as funções especializadas é papel da administração de recursos humanos.
  • D Todas as organizações têm aproximadamente as mesmas funções especializadas.
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Sobre o conceito de administração, assinale a alternativa INCORRETA.
  • A A administração é um processo dinâmico de tomar decisões sobre a utilização de recursos, a fim de possibilitar a realização de objetivos.
  • B As principais funções do processo de gestão são: planejamento, organização, liderança, execução e controle.
  • C Os processos de gestão são também chamados de funções administrativas ou funções gerenciais.
  • D O papel da administração não é assegurar a eficiência nem a eficácia das organizações.
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Analise as afirmativas sobre gestão de processos e assinale com V as verdadeiras e com F as falsas.

( ) Uma das maneiras que uma instituição tem para ser mais eficiente e eficaz na prestação de serviços, na qualidade e velocidade requeridas, é por meio de uma boa gestão por processos.

( )A escolha de processos baseadas apenas na possibilidade de redução de custos é um equívoco que frequentemente ocorre nas instituições.

( ) A adoção de medidas visando à redução de material de consumo, com cortes lineares, estabelecendo-se normalmente um percentual único para todos os setores da administração pública, não contribui para a redução dos custos operacionais.

( ) A otimização e a adequação entre trabalho, pessoas, tecnologia e informações não agrega valor ao processo de atendimento ao cidadão.

Assinale a sequência CORRETA.

  • A V F V F
  • B V V F F
  • C F F V V
  • D F V F V
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Sobre a simplificação e a racionalização de processos, assinale a alternativa INCORRETA.

  • A O mapeamento que consiste no detalhamento dos passos executados em um processo é muito importante para a sua simplificação e racionalização.
  • B A duplicação de tarefas, conferência e análise, leitura e encaminhamento de e-mails, aprovação em duplicidade, documentos para entrada de dados e deslocamentos são itens importantes para a simplificação de processos.
  • C Uma importante ferramenta de apoio é o fluxograma, que é um quadro visual que aperfeiçoa a racionalização de processos.
  • D Sem indicadores de mensuração apropriados, fica mais fácil avaliar o desempenho de uma instituição.
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