Resolver o Simulado Professor

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Português

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                    Infestação de escorpiões no Brasil pode ser imparável


A infestação de escorpião no Brasil é o exemplo perfeito de como a vida moderna se tornou imprevisível. É uma característica do que, no complexo campo de problemas, chamamos de um mundo “VUCA” (Volatility, uncertainty, complexity and ambiguity em inglês) - um mundo volátil, incerto, complexo e ambíguo.

Escorpiões, como as baratas que eles comem, são um a espécie incrivelmente adaptável. O número de pessoas picadas em todo o Brasil aumentou de 12 mil em 2000 para 140 mil no ano passado, de acordo com o Ministério da Saúde. A espécie que aterroriza os brasileiros é o perigoso escorpião amarelo, ou Tityus serrulatus. Ele se reproduz por meio do milagre da partenogênese, s ignificando que um escorpião feminino simplesmente gera cópias de si mesma duas vezes por ano - nenhuma participação masculina é necessária.

A infestação do escorpião urbano no Brasil é um clássico "problema perverso". Este termo, usado pela primeira vez em 1973, refere-se a enormes problemas sociais ou culturais como pobreza e guerra - sem solução simples ou definitiva, e que surgem na interseção de outros problemas. Nesse caso, a infestação do escorpião urbano no Brasil é o resultado de uma gestão inadequada do lixo, saneamento inapropriado, urbanização rápida e mudanças climáticas.

No VUCA, quanto mais recursos você der para os problemas, melhor. Isso pode significar tudo, desde campanhas de conscientização pública que educam brasileiros sobre escorpiões até forças-tarefa exterminadoras que trabalham para controlar sua população em áreas urbanas. Os cientistas devem estar envolvidos. O sistema nacional de saúde pública do Brasil precisará se adaptar a essa nova ameaça.

Apesar da obstinada cobertura da imprensa, as autoridades federais de saúde mal falaram publicamente sobre o problema do escorpião urbano no Brasil. E, além de alguns esforços mornos em nível nacional e estadual para treinar profissionais de saúde sobre o risco de escorpião, as autoridades parecem não ter nenhum plano para combater a infestação no nível epidêmico para o qual ela está se dirigindo.

Temo que os escorpiões amarelos venenosos tenham reivindicado seu lugar ao lado de crimes violentos, tráfico brutal e outros problemas crônicos com os quais os urbanitas no Brasil precisam lidar diariamente.

* Hamilton Coimbra Carvalho é pesquisador em Problemas Sociais Complexos, na Universidade de São Paulo (USP).

Text o adaptado de Revista Galileu (https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Meio Ambiente /noticia/2019/02/infestacao-de-escorpioes-no-brasil-pode-ser-imparavel-diz-pesquisador.html)

Observe o emprego de “mal” no trecho em destaque.


"... as autoridades federais de saúde mal falaram publicamente sobre o problema do escorpião urbano no Brasil.”


Agora preencha as lacunas com o adjetivo ou com o advérbio.


Ele falava ______ do governo, mas sempre se comportava______ diante dos empregados, que o tinham como um _____ chefe, porque, além de os pagar_____ , desempenhava_____ seu papel de líder.


A sequência está correta em:

  • A mau - mau - mal - mau - mau.
  • B mal - mau - mal - mau - mau.
  • C mau - mal - mau - mal - mal.
  • D mau - mal - mau - mal - mau.
  • E mal - mal - mau - mal - mal.
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Envelhecer

            Vá um homem envelhecendo, e caia na tolice de pensar que envelhece por inteiro - famosa tolice. Alguém já notou: envelhecemos nisto, não naquilo; este trecho ainda é verde, aquele outro já quase apodrece; aqui há seiva estuando, além é coisa murcha. 

            A infância não volta, mas não vai - fica recolhida, como se diz de certas doenças. Pode dar um acesso. Outro dia sofri um ataque não de infância, mas de adolescência: precipitei-me célere, árdego*, confuso. Meus olhos estavam úmidos e ardiam; mãos trêmulas; os demônios me apertavam a garganta; eu me sentia inibido, mas agia com estranha velocidade por fora. Exatamente o contrário do que convém a um senhor de minha idade e condição. 

            Pior é o ataque de infância: o respeitável cavalheiro de repente começa a agir como um menino bobo. Será que só eu sou assim, ou os outros disfarçam melhor?

            *árdego: impetuoso. 


(BRAGA, Rubem. Recado de primavera. Rio de Janeiro: Record, 1984, p. 71) 

O emprego da pontuação e a observância do sinal de crase estão adequados na frase:

  • A Quando se está à envelhecer, as nossas sensações boas ou más, parecem confundir-se em nosso espírito.
  • B Não se tribute as nossas experiências desafortunadas, a responsabilidade maior de um penoso envelhecimento.
  • C Em meio aquelas boas horas da infância, sempre havia alguma suspeita, de que tudo logo acabaria.
  • D Quem diria, que a proporção que o tempo passa, mais retornos imaginários experimentamos à outras idades?
  • E Corresse o tempo de modo uniforme, como alguns acreditam, não voltaríamos às mais antigas sensações.
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Sobre a amizade

O clássico pensador romano Cícero dizia que nada é mais difícil do que conservar intacta uma amizade até o último dia da vida. Para ele, os interesses e mesmo o caráter dos homens costumam variar com o tempo, por conta dos reveses ou dos sucessos por que passamos. As mais vivas amizades da infância podem não resistir aos anos da adolescência, quando grandes transformações nos atingem.

Mesmo para aqueles cuja amizade resiste por muito tempo, há a possibilidade de desavenças políticas porem tudo a perder. Outras violentas dissensões surgem quando se exige de um amigo algo de inconveniente, como se tornar cúmplice de uma fraqueza nossa, ou quando se lhe pede uma providência que esteja acima de suas forças. Mas essas ameaças à amizade não devem enfraquecer a potência desse sentimento; devem nos lembrar o quanto um amigo é precioso, e quão preciosa será a conservação de sua leal companhia.


(Cláudio Augusto Catilino, inédito)

Há correta flexão das formas verbais e plena observância das normas para emprego do sinal de crase em:

  • A É a muito custo que preservaremos uma amizade, sobretudo se não contivermos nossos primeiros impulsos.
  • B Ele acabará se desfazendo dos amigos a medida que eles virem a contrariar seus ímpetos caprichosos.
  • C Uma amizade resiste à toda prova quando, em qualquer das ocasiões da vida, se manter leal e verdadeira.
  • D Se aprouviesse a alguém construir uma sólida amizade, teria de renunciar as fraquezas mais comuns.
  • E Nada poderei fazer em reparo a fragilidade de uma amizade que não advir de uma leal construção.
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      Desde 2016, registra-se queda na cobertura vacinal de crianças menores de dois anos. Segundo o Ministério da Saúde, entre janeiro e agosto, nenhuma das nove principais vacinas bateu a meta estabelecida — imunizar 95% do público-alvo. O percentual alcançado oscila entre 50% e 70%.

      As autoridades atribuem o desleixo a duas causas. Uma: notícias falsas alarmantes espalhadas pelas redes sociais. Segundo elas, vacinas seriam responsáveis pelo autismo e outras enfermidades. A outra: a população apagou da memória as imagens de pessoas acometidas por coqueluche, catapora, sarampo. Confirmar-se-ia, então, o dito de que o que os olhos não veem o coração não sente.

      Trata-se de comportamento irresponsável que tem consequências. De um lado, ao impedir que o infante indefeso fique protegido contra determinada doença, os pais lhe comprometem a saúde (e até a vida). De outro, contribuem para que a enfermidade continue a se propagar pela população. Em bom português: apunhalam o individual e o coletivo. Põem a perder décadas de esforço governamental de proteger os brasileiros de doenças evitáveis.

      O Brasil, vale lembrar, é citado como modelo pela Organização Mundial de Saúde. As campanhas de vacinação exigiram esforço hercúleo. Para cobrir o território nacional e cumprir o calendário, enfrentaram selvas, secas, tempestades. Tiveram êxito. Deixaram relegada para as páginas da história a revolta da vacina, protagonizada pela população do Rio de Janeiro que, no início do século passado, se rebelou contra a mobilização de Oswaldo Cruz para reduzir as mazelas do Rio de Janeiro. O médico quis resolver a tragédia da varíola com a Lei da Vacina Obrigatória.

      Tal fato seria inaceitável hoje. A sociedade evoluiu e se educou. O calendário de vacinação tornou-se rotina. Graças ao salto civilizatório, o país conseguiu erradicar males que antes assombravam a infância. O retrocesso devolverá o Brasil ao século 19. Há que reverter o processo. Acerta, pois, o Ministério da Saúde ao deflagrar nova campanha de adesão para evitar a marcha rumo à barbárie. O reforço na equipe de agentes de imunização deve merecer atenção especial.

(Adaptado de: “Vacina: avanço civilizatório”. Diário de Pernambuco. Editorial. Disponível em: www.diariodeper-nambuco.com.br)

Levando em conta apenas os fragmentos dados, a alternativa em que os trechos estão corretamente reescritos, com a expressão sublinhada substituída pelo pronome é: 
  • A apagou da memória as imagens... /apagou-lhes da memória.
  • B apunhalam o individual e o coletivo. / apunhalam-nos.
  • C enfrentaram selvas, secas, tempestades. / enfrentaram-lhes.
  • D conseguiu erradicar males... / conseguiu erradicar-nos.
  • E evitar a marcha rumo à barbárie. / evitar-lhe.
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      Mais da metade dos seres humanos hoje vivem em cidades, e esse número deve aumentar para 70% até 2050. Em termos econômicos, os resultados da urbanização foram notáveis. As cidades representam 80% do Produto Interno Bruto (PIB) global. Nos Estados Unidos, o corredor Boston-Nova York-Washington gera mais de 30% do PIB do país.

      Mas o sucesso tem sempre um custo - e as cidades não são exceção, segundo análise do Fórum Econômico Mundial. Padrões insustentáveis de consumo, degradação ambiental e desigualdade persistente são alguns dos problemas das cidades modernas. Recentemente, entraram na equação as consequências da transformação digital. Há quem fale sobre uma futura desurbanização. Mas os especialistas consultados pelo Fórum descartam essa possibilidade. Preferem discorrer sobre como as cidades vão se adaptar à era da digitalização e como vão moldar a economia mundial.

      A digitalização promete melhorar a vida das pessoas nas cidades. Em cidades inteligentes como Tallinn, na Estônia, os cidadãos podem votar nas eleições nacionais e envolver-se com o governo local via plataformas digitais, que permitem a assinatura de contratos e o pagamento de impostos, por exemplo. Programas similares em Cingapura e Amsterdã tentam criar uma espécie de “governo 4.0”.

      Além disso, a tecnologia vai permitir uma melhora na governança. Plataformas digitais possibilitam acesso, abertura e transparência às operações de governos locais e provavelmente irão mudar a forma como os governos interagem com as pessoas.

(Adaptado de:“5 previsões para a cidade do futuro, segundo o Fórum Econômico Mundial”. Disponível em: https://epocanegocios.globo.com)

No que respeita à regência, segundo a norma-padrão, a alternativa que apresenta um complemento nominal correto para o vocábulo sublinhado em Programas similares... é:

  • A àqueles de Tallinn.
  • B naqueles de Tallinn.
  • C por aqueles de Tallinn.
  • D sobre aqueles de Tallinn.
  • E com aqueles de Tallinn.
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      Mais da metade dos seres humanos hoje vivem em cidades, e esse número deve aumentar para 70% até 2050. Em termos econômicos, os resultados da urbanização foram notáveis. As cidades representam 80% do Produto Interno Bruto (PIB) global. Nos Estados Unidos, o corredor Boston-Nova York-Washington gera mais de 30% do PIB do país.

      Mas o sucesso tem sempre um custo - e as cidades não são exceção, segundo análise do Fórum Econômico Mundial. Padrões insustentáveis de consumo, degradação ambiental e desigualdade persistente são alguns dos problemas das cidades modernas. Recentemente, entraram na equação as consequências da transformação digital. Há quem fale sobre uma futura desurbanização. Mas os especialistas consultados pelo Fórum descartam essa possibilidade. Preferem discorrer sobre como as cidades vão se adaptar à era da digitalização e como vão moldar a economia mundial.

      A digitalização promete melhorar a vida das pessoas nas cidades. Em cidades inteligentes como Tallinn, na Estônia, os cidadãos podem votar nas eleições nacionais e envolver-se com o governo local via plataformas digitais, que permitem a assinatura de contratos e o pagamento de impostos, por exemplo. Programas similares em Cingapura e Amsterdã tentam criar uma espécie de “governo 4.0”.

      Além disso, a tecnologia vai permitir uma melhora na governança. Plataformas digitais possibilitam acesso, abertura e transparência às operações de governos locais e provavelmente irão mudar a forma como os governos interagem com as pessoas.

(Adaptado de:“5 previsões para a cidade do futuro, segundo o Fórum Econômico Mundial”. Disponível em: https://epocanegocios.globo.com)

Considerando a função que exercem no contexto, pode-se afirmar que pertencem à mesma classe de palavras ambos os vocábulos sublinhados em:
  • A Mais da metade dos seres humanos hoje vivem em cidades, e esse número deve aumentar para 70% até 2050. (1° parágrafo)
  • B Em termos econômicos, os resultados da urbanização foram notáveis. (1° parágrafo)
  • C Padrões insustentáveis de consumo. degradação ambiental e desigualdade persistente são alguns dos problemas das cidades modernas. (2° parágrafo)
  • D Preferem discorrer sobre como as cidades vão se adaptar à era da digitalização.... (2° parágrafo) 
  • E Além disso. a tecnologia vai permitir uma melhora na governança. (4° parágrafo)
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Para responder a questão, leia o texto abaixo.

Senado argentino aprova orçamento de 2019 com medidas de austeridade exigidas pelo FMI

Orçamento aprovado prevê corte de gastos de cerca de US$ 10 bilhões para tentar reequilibrar as contas públicas.

O Senado da Argentina aprovou o orçamento para 2019 com uma série de cortes de gastos e medidas de austeridade exigidas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) para assegurar a liberação de empréstimos no valor de US$ 56 bilhões.
A votação terminou com 45 votos a favor, 24 contra e uma abstenção, e terminou na madrugada depois de mais de 12 horas de debate.
A aprovação representa uma vitória para o governo do presidente Mauricio Macri, que visa a reeleição em 2019, e negociou a ampliação do socorro financeiro do FMI, se comprometendo a cortar seu déficit fiscal primário.
O orçamento que vai valer em 2019 inclui cortes de gastos de cerca de 400 bilhões de pesos (cerca de US$ 10 bilhões) em relação ao ano anterior para reduzir o déficit fiscal primário a zero. Esse índice foi de 3,9% do PIB em 2017 e é projetado em 2,7% em 2018.
Essa meta de equilíbrio fiscal primário seria alcançada com uma redução nas despesas equivalente a 1,5% do PIB e um aumento na receita de cerca de 1,2% do PIB. Com os cortes, haverá redução de verbas para gastos [com] saúde, educação, pesquisa, transportes, obras públicas e cultura, entre outros.
[...]
"Embora o FMI e as autoridades confiem no início de uma reativação gradual a partir do segundo trimestre de 2019, no melhor dos casos haverá sinais de uma recuperação significativa na atividade e no emprego no segundo semestre. Mas, no curto prazo, o programa fiscal tem um efeito inegável de contração sobre a demanda agregada, a atividade econômica e o emprego", disse à agência AFP o economista Héctor Rubini, da Universidade do Salvador, em Buenos Aires.
[...]
Entenda a crise
A crise monetária que atinge o país acelerou o aumento dos preços e, desde janeiro, o peso registrou desvalorização de 50% em relação ao dólar, estimulando a inflação.
O país conseguiu um empréstimo de US$ 50 bilhões do FMI em junho, dos quais já recebeu US$ 15 bilhões, mas Buenos Aires precisou voltar ao organismo para obter apoio adicional com desembolsos mais rápido, se comprometendo a cortar seu déficit fiscal primário de uma previsão de 2,7% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2018.
No final de outubro, a direção do FMI aprovou um pacote total de US$ 56,3 bilhões para a Argentina com o objetivo de ajudar a estabilizar a economia do país.
(Adaptado de g1.globo.com)


O uso de siglas em textos jornalísticos, informativos, acadêmicos e institucionais é bastante comum. Nesses casos, costuma-se explicitar o significado da sigla logo depois de sua primeira ocorrência. Considerando-se que isso foi feito de maneira adequada no texto, pode-se afirmar, sobre a sigla FMI, que: 

I. a palavra representada pelo F é um pronome.
II. a palavra representada pelo M é um adjetivo.
III. a palavra representada pelo I é um substantivo.
IV. a expressão representada pelas letras FMI pode ser precedida de artigo, por se tratar de uma expressão com natureza substantiva.
V. as palavras representadas pelas letras F e M deveriam, ambas, receber acento gráfico.
Pode-se afirmar que:
  • A  apenas os itens I, II e V estão certos.
  • B apenas os itens II e IV estão certos
  • C apenas os itens III e IV estão certos. 
  • D apenas os itens I, III e IV estão certos.
  • E apenas os itens II e V estão certos.
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                                      Vacina na marra


      Uma das piores coisas que pais podem fazer a seus filhos é privá-los de vacinas. Ainda assim, devo dizer que fiquei chocado com o artigo de uma promotora do Ministério Público, no qual ela defende não só multa para genitores que deixem de imunizar seus rebentos, mas também a busca e apreensão das crianças para vaciná-las.

      Imagino até que a adoção de medidas extremas como propõe a promotora possa fazer sentido em determinados contextos, como o de uma epidemia fatal que avança rapidamente e pais que, induzidos por vilões internacionais, se recusam a imunizar seus filhos.

      Há motivos para acreditar que as sucessivas quedas na cobertura vacinal registradas por aqui se devam mais a uma combinação de desleixo paterno com inadequações da rede do que a uma maciça militância antivacinal. Há até quem afirme que a queda é menor do que a anunciada pelo Ministério da Saúde, que, por problemas técnicos, não estaria recebendo informações atualizadas de alguns municípios.

      Seja como for, tenho a convicção de que, se a fórmula mais draconiana propugnada por ela fosse adotada, acabaríamos produzindo mais mal do que bem.

      O ponto central é que o sistema de saúde precisa ser visto pelo cidadão como um aliado e não como um adversário. Se a percepção que as pessoas têm do posto de saúde for a de que ele é uma entidade que pode colocar a polícia atrás de famílias para subtrair-lhes os filhos, elas terão bons motivos para nunca mais pôr os pés numa unidade.

      A ideia de que o sistema de saúde precisa ser protegido de ações que possam minar a confiança que o público lhe deposita não é estranha ao mundo do direito. Não é por outra razão que a legislação penal e códigos de ética proíbem o profissional de saúde de divulgar segredos de pacientes e até de denunciar crimes que tenham cometido.

(Hélio Schwartsman. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ helioschwartsman/2018/08/ vacina-na-marra.shtml.  Acesso em 11.11.2018. Adaptado)

A forma verbal destacada na frase “Não me parece, entretanto, que tenhamos chegado a uma situação dessas.” – expressa a ideia de possibilidade de que algo possa se realizar, assim como ocorre em:
  • A ... acabaríamos produzindo mais mal do que bem.
  • B A ideia de que o sistema de saúde precisa ser protegido...
  • C Há motivos para acreditar que as sucessivas quedas...
  • D Imagino até que a adoção de medidas extremas...
  • E Uma das piores coisas que pais podem fazer a seus filhos...
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Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do texto a seguir, conforme a norma-padrão da língua portuguesa.


Lavar roupas sintéticas na máquina ______ temperatura normal causa a liberação no esgoto de grandes quantidades de minúsculas fibras de plástico. Essa é a primeira pesquisa ___ identificar os fiapos da roupa lavada como uma fonte de poluição. Estes fiapos se adicionam ___ preocupações quanto a outras variedades maiores e mais visíveis de lixo plástico, que resultaram em medidas como ___ proibição de sacolas de compras feitas desse material.

  • A à ... a ... às ... a
  • B a ... à ... as ... à
  • C à ... à ... as ... à
  • D à ... a ... às ... à
  • E a ... a ... às ... a
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Assinale a alternativa em que a regência das palavras está de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.
  • A A técnica de fabricação é muito favorável com o meio ambiente exigindo muito menos água do que o cultivo de algodão.
  • B Atividades diárias, como lavar roupas, contribuem significativamente para a poluição que asfixia nossos oceanos.
  • C Os resíduos produzidos se caracterizam pela sua elevada toxicidade, implicando pela elevação dos riscos associados à sua destinação final.
  • D As preocupações em obedecer das exigências legais da qualidade do efluente ou resíduo industrial produzido foram superadas por novas metas de qualidade.
  • E As empresas precisam ser responsáveis com o ciclo de vida completo de seus produtos, incluindo a coleta e a reutilização.
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Assinale a alternativa em que a redação escrita a partir do texto está correta quanto à concordância das palavras, de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.
  • A Os oceanos podem ser contaminado por determinadas tarefas, como a lavagem de roupas de tecidos sintéticos.
  • B Os membros do Parlamento apresentou pesquisas sobre as fibras de tecidos sintéticas que são expelidas das roupas ao serem lavadas em máquinas de lavar.
  • C Ocorrerão a conservação dos oceanos se as autoridades criarem regulamentações para os fabricantes.
  • D Uma boa desculpa, com todas as indicações propostas pelo autor, é a lavagem de roupas com menos frequência.
  • E Também é necessário a compra de menos roupas sintética para reduzir a poluição por plástico nos ambientes.
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          Agravamento da poluição por plástico  nos oceanos ao lavar roupa


      Lavar a roupa pode agravar a poluição por plástico no meio ambiente – a depender do tipo de tecido, a tarefa doméstica contribuiria para a contaminação dos oceanos, apontam estudos.

      A questão foi levantada no início deste mês em reunião do Comitê de Auditoria Ambiental do Reino Unido, quando membros do Parlamento discutiram pesquisas que concluem que fibras de tecidos sintéticos que se soltam da roupa
 durante a lavagem acabam chegando aos oceanos e sendo comidas por peixes e outras criaturas aquáticas.

      Os maiores vilões são poliéster, acrílico e náilon. Um casaco de lã de poliéster libera 1 milhão de fibras, enquanto um par de meias de náilon é responsável por 136 mil fibras a cada lavagem, aponta um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Manchester. Cientistas descobriram que essas fibras estão cobrindo leitos de rios em todo o Reino Unido.

      Há sempre a opção de lavar roupa com menos frequência, o que pode ser uma boa desculpa para quem sempre odiou essa tarefa doméstica. Isso teria um grande impacto positivo, na avaliação de Jeroen Dagevos, integrante de um projeto de conservação dos oceanos. Ele sugere ainda que comprar menos roupas sintéticas também ajuda. Preferir tecidos como lã, algodão, seda e caxemira também ajudam.

      Uma outra opção, recomendada pelo Instituto de Engenheiros Mecânicos, em um novo relatório, seria o uso de sacolas de roupas de malha para reter os fios. Assim, em vez de irem direto para os oceanos, as fibras podem ser colocadas no lixo.

      Jeroen Dagevos diz que a ideia de criar novas regulamentações para os fabricantes poderia ajudar, forçando as empresas a colocar mais recursos na busca por soluções.

(Folha de S.Paulo. https://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2018/10/ por-que-podemos-estar-agravan do-poluicao-por-plastico- nos-oceanos-ao-lavar-roupa.shtml. Adaptado)

Na frase “Um casaco de lã de poliéster libera 1 milhão de fibras, enquanto um par de meias de náilon é responsável por 136 mil fibras a cada lavagem...”, o termo em destaque pode ser substituído corretamente, sem alteração de sentido, por
  • A assim que.
  • B tanto como.
  • C de modo que.
  • D a fim de que.
  • E à medida que.
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Leia trecho da canção Bom Conselho, de Chico Buarque, para responder às questões


                          Ouça um bom conselho

                          Que eu lhe dou de graça

                           Inútil dormir que a dor não passa

                           Espere sentado

                           Ou você se cansa


                           Está provado, quem espera nunca alcança

                           Venha, meu amigo

                           Deixe esse regaço

                           Brinque com meu fogo

                           Venha se queimar

                           Faça como eu digo 

                           Faça como eu faço

                          Aja duas vezes antes de pensar (...)

Assinale a alternativa com pontuação correta, de acordo com a norma-padrão.
  • A Ouça um bom conselho, amigo, venha se queimar. Está provado: quem espera, nunca alcança.
  • B Ouça, um bom conselho, amigo venha se queimar; Está provado quem espera, nunca alcança.
  • C Ouça um bom conselho amigo, venha se queimar. Está provado quem espera nunca alcança.
  • D Ouça, um bom conselho amigo, venha se queimar está provado: quem, espera nunca alcança.
  • E Ouça um bom conselho, amigo venha se queimar; Está provado quem espera nunca, alcança.
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                                     Nero e a lira


      O Brasil ficou chocado com o incêndio do Museu Nacional no Rio de Janeiro. Só diante das chamas terríveis e do patrimônio desaparecido para sempre que alguns perceberam que nunca tinham ido ao espaço museológico agora perdido. Eu já tinha escrito o mesmo sobre os riscos da nossa Biblioteca Nacional e do seu acervo inestimável em condições de risco similar. Aqui em São Paulo, é o caso do Museu do Ipiranga, fechado há tanto tempo. Perde o público, perde a cultura e empobrecemos em um campo já abalado da memória. Até quando? O que mais precisaria queimar no Brasil, para que a gente percebesse que patrimônio é algo que se vai para sempre?

      O descaso tem precedentes terríveis. Em 1978, um conjunto inestimável de quadros virou cinzas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Patrimônio científico foi carbonizado várias vezes: a coleção do Instituto Butantã em São Paulo e do Museu de Ciências Naturais da PUC de Minas Gerais. Coleções insubstituíveis torraram por completo. O Museu da Língua Portuguesa ardeu em chamas, como também a tapeçaria de Tomie Ohtake no Memorial da América Latina: somos o país que usa cultura como material de combustão. Nenhum Nero foi indiciado, ninguém responde, nada se faz com tantos e repetidos avisos trágicos. É uma política de terra arrasada, de resultados eficazes e criminosos.

      Mesmo aquilo que funciona e bem corre o risco do desamparo. A Sala São Paulo enche de orgulho os paulistas e brasileiros. A Osesp é uma joia esculpida com trabalho, talento e muito sacrifício. Manter algo do padrão da Osesp e da Sala São Paulo em um país como o Brasil é quase um milagre. A qualidade material da sala, o esforço de todos e a educação de um público fiel. Por ela passa a fina flor da música brasileira e internacional.

      A cultura brasileira é assim. Muita coisa queimou, projetos sobreviveram em estado precário, e todos aguardam poderes sensíveis ao papel insubstituível da cultura na definição da cidadania. Quando eu vejo o montante do fundo partidário em comparação ao estado precário de orquestras e museus, sou percorrido por uma dor muito forte.

      O que mais terá de silenciar, queimar, desaparecer ou ficar no passado até que acordemos? Quantos artistas deixarão de comunicar seu talento com uma sociedade que necessita desesperadamente de criação e sensibilidade para pensar mais alto e melhor? Alguém aqui acha coincidência que a economia mais forte da Europa, a Alemanha, também seja uma terra de forte investimento privado e público na música e nas artes? O que mais precisa desaparecer para sempre, para que governos e eleitores descubram o valor do nosso patrimônio material e imaterial?

      Para nós, pessoas sem poder, resta prestigiar o que ainda existe, visitar mais nossos museus, cobrar dos políticos que elegemos há pouco e valorizar com alunos e filhos os muitos heróis de uma resistência cultural.

               (Leandro Karnal. O Estado de S.Paulo. 18.11.2018. Adaptado)

As conjunções em destaque nas frases:


Quando eu vejo o montante do fundo partidário, sou percorrido por uma dor muito forte.

• O que mais precisaria queimar no Brasil, para que a gente percebesse que patrimônio é algo que se vai para sempre? - assumem, respectivamente, ideia de

  • A tempo e causa.
  • B causa e consequência.
  • C finalidade e concessão.
  • D tempo e finalidade.
  • E tempo e conformidade.
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                                     Nero e a lira


      O Brasil ficou chocado com o incêndio do Museu Nacional no Rio de Janeiro. Só diante das chamas terríveis e do patrimônio desaparecido para sempre que alguns perceberam que nunca tinham ido ao espaço museológico agora perdido. Eu já tinha escrito o mesmo sobre os riscos da nossa Biblioteca Nacional e do seu acervo inestimável em condições de risco similar. Aqui em São Paulo, é o caso do Museu do Ipiranga, fechado há tanto tempo. Perde o público, perde a cultura e empobrecemos em um campo já abalado da memória. Até quando? O que mais precisaria queimar no Brasil, para que a gente percebesse que patrimônio é algo que se vai para sempre?

      O descaso tem precedentes terríveis. Em 1978, um conjunto inestimável de quadros virou cinzas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Patrimônio científico foi carbonizado várias vezes: a coleção do Instituto Butantã em São Paulo e do Museu de Ciências Naturais da PUC de Minas Gerais. Coleções insubstituíveis torraram por completo. O Museu da Língua Portuguesa ardeu em chamas, como também a tapeçaria de Tomie Ohtake no Memorial da América Latina: somos o país que usa cultura como material de combustão. Nenhum Nero foi indiciado, ninguém responde, nada se faz com tantos e repetidos avisos trágicos. É uma política de terra arrasada, de resultados eficazes e criminosos.

      Mesmo aquilo que funciona e bem corre o risco do desamparo. A Sala São Paulo enche de orgulho os paulistas e brasileiros. A Osesp é uma joia esculpida com trabalho, talento e muito sacrifício. Manter algo do padrão da Osesp e da Sala São Paulo em um país como o Brasil é quase um milagre. A qualidade material da sala, o esforço de todos e a educação de um público fiel. Por ela passa a fina flor da música brasileira e internacional.

      A cultura brasileira é assim. Muita coisa queimou, projetos sobreviveram em estado precário, e todos aguardam poderes sensíveis ao papel insubstituível da cultura na definição da cidadania. Quando eu vejo o montante do fundo partidário em comparação ao estado precário de orquestras e museus, sou percorrido por uma dor muito forte.

      O que mais terá de silenciar, queimar, desaparecer ou ficar no passado até que acordemos? Quantos artistas deixarão de comunicar seu talento com uma sociedade que necessita desesperadamente de criação e sensibilidade para pensar mais alto e melhor? Alguém aqui acha coincidência que a economia mais forte da Europa, a Alemanha, também seja uma terra de forte investimento privado e público na música e nas artes? O que mais precisa desaparecer para sempre, para que governos e eleitores descubram o valor do nosso patrimônio material e imaterial?

      Para nós, pessoas sem poder, resta prestigiar o que ainda existe, visitar mais nossos museus, cobrar dos políticos que elegemos há pouco e valorizar com alunos e filhos os muitos heróis de uma resistência cultural.

               (Leandro Karnal. O Estado de S.Paulo. 18.11.2018. Adaptado)

 Assinale a alternativa em que o verbo em destaque apresenta concordância correta, de acordo a norma-padrão.
  • A Um grande número de quadros virou cinzas.
  • B Tratam-se de políticas de terra arrasada.
  • C Nenhum Nero assumem a responsabilidade.
  • D Existirá, ainda hoje, heróis de uma resistência cultural.
  • E Conseguirá os políticos eleitos preocupar-se com a cultura?
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Quanto a acentuação gráfica das frases abaixo, analise cada uma delas e, em seguida, assinale a alternativa correta:


I. ‘imobiliária’ e ‘inapelável’ recebem acento por idêntica razão.

II. ‘anéis’ recebe acento gráfico porque é paroxítona terminada em ditongo.

III. ‘haverá’ é acentuada graficamente para distinguir-se de “havera” (pretérito mais-que-perfeito).

  • A Estão corretas as afirmações I e II.
  • B Estão corretas as afirmações II e III.
  • C Estão corretas as afirmações I e III.
  • D Todas as afirmativas estão corretas.
  • E Todas as afirmativas estão incorretas.
17
Quanto à concordância verbal, somente um dos períodos abaixo está inteiramente correto. Indique-o assinalando a alternativa correspondente.
  • A Mais de uma glória nacional francesa viraram placas de ruas: Jean Paul Sartre e Simone de Beauvoir.
  • B Há quem diga que o filósofo Sartre odiaria isso, haja visto que, em vida, recusou até o Nobel de Literatura.
  • C Sartre com a companheira Beauvoir viveram na Rua Rive Gauche, hoje rebatizada com seus nomes: Sartre-Beauvoir.
  • D Fazem vinte anos que morreu o filósofo e seus livros continuam recomendados.
  • E Cerca de dez livros de Simone de Beauvoir já foi traduzido para o português.
18

Observe, na sentença abaixo, os aspectos sintáticos inerentes à concordância verbal e, em seguida responda:


Embora a maioria fosse oposicionistas, um grande número de vereadores votaram a favor, haja visto que esse foi um dos projetos que mais interessavam aos munícipes pindenses”.


Assinale a opção correta.

  • A Sem erros.
  • B Há um erro apenas.
  • C Há apenas dois erros.
  • D Há apenas três erros.
  • E Há mais de três erros.
19
Aponte, dentre as alternativas abaixo o adjetivo de valor nitidamente subjetivo.
  • A imprensa brasileira
  • B proposta milionária
  • C incitamento racista
  • D jovem negro
  • E brilhante futuro
20

Texto III


Infeliz iniciativa do senador Cyro Miranda (PSDB- GO), presidente da Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado, ao criar um grupo de trabalho com Ernani Pimentel e Pasquale Cipro Neto, propondo uma simplificação do sistema ortográfico brasileiro. [...] O mais importante é que a grande motivação alegada por seus autores - a facilitação da alfabetização e do domínio da escrita - revela uma concepção bem equivocada da questão, pois a ortografia é um problema de somenos na formação de leitores e produtores de bons textos. Por exemplo, a norma gramatical brasileira, desatualizada e adventícia, coloca problemas muito mais sérios para quem quer escrever hoje um texto na norma-padrão do que o atual sistema ortográfico.”

LUCCHESI, Dante. Um erro crasso de ortografia. Disponível em: <www1 .folha.uol.com.br/opiniao/2014/09/1512848-dante- lucchesi-um-erro-crasso-de-ortografia.shtml>. Acesso em: 11 dez. 2018

O Texto III aborda a “simplificação do sistema ortográfico brasileiro". Entre as alternativas abaixo, assinale aquela cujas palavras NÃO tiveram sua escrita modificada pelo Novo Acordo Ortográfico:
  • A enjoo-veem-perdoo.
  • B papéis-cartéis - rouxinóis.
  • C frequente - aguentar - sequência.
  • D geleia - paranoia - heroico.
  • E micro-ondas - autoescola - antissocial.

História

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A Revolução Francesa é um marco histórico no que diz respeito à cidadania. Foi na França que o conceito de cidadão passou a ter uma dimensão de reconhecimento de direitos. Pergunta-se: em que ano ocorreu a Revolução Francesa?
  • A 1787
  • B 1789
  • C 1791
  • D 1782
  • E 1790
22

Leia o fragmento a seguir:


      “A revolta já tinha mais de quatro meses de vida e as vantagens do governo eram problemáticas. No Sul, a insurreição chegava às portas de São Paulo, e só a Lapa resistia tenazmente, uma das poucas páginas dignas e limpas de todo aquele enxurro de paixões. A pequena cidade tinha dentro de suas trincheiras o Coronel Gomes Carneiro, uma energia, uma vontade, verdadeiramente isso, porque era sereno, confiante e soube tornar verdade a gasta frase grandiloquente: resistir até a morte.

      A ilha do Governador tinha sido ocupada e Magé tomado; os revoltosos, porém, tinham a vasta baía e a barra apertada, por onde saíam e entravam, sem temer o estorvo das fortalezas.

      As violências, os crimes que tinham assinalado esses dois marcos de atividade guerreira do governo, chegavam ao ouvido de Quaresma e ele sofria.

      Da ilha do Governador fez-se uma verdadeira mudança de móveis, roupas e outros haveres. O que não podia ser transplantado era destruído pelo fogo e pelo machado.

      A ocupação deixou lá a mais execranda memória e até hoje os seus habitantes ainda se recordam dolorosamente de um capitão, patriótico ou da guarda nacional, Ortiz, pela sua ferocidade e insofrido gosto pelo saque e outras vexações”.

Fonte: BARRETO, Lima. Triste fim de Policarpo Quaresma. Rio de Janeiro. Bestbolso. 2013. p. 211.


O trecho expressa elementos que fazem parte das diferentes formas de produção e organização do espaço brasileiro ao longo de sua construção histórica e humana. A partir de uma perspectiva da geografia humana, é CORRETO afirmar que o trecho ressalta a Revolta da

  • A Chibata.
  • B Armada.
  • C Cabanagem.
  • D Vacina.
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Leia o fragmento a seguir:


“Desde o início de 1964, em torno das propostas de reformas de base, intensificavam-se as manifestações de apoio e de repulsa ao governo de João Goulart. Em 31 de março, um alto escalão de oficiais do Exército, com o apoio de vários governantes, como Magalhães Pinto, de Minas Gerais, Carlos Lacerda, da Guanabara, e Adhemar de Barros, de São Paulo, rebelou-se contra o governo de Jango. O golpe teve um desfecho rápido e bem-sucedido. Culminou com a deposição do presidente João Goulart, que deixou Brasília e se dirigiu para o Rio Grande do Sul. Era o início da ditadura comandada pelos militares também chamada de ‘Anos de Chumbo’”.

FONTE: Vicentino, Cláudio. Projeto Radix: História. 2ª ed. – São Paulo: Scipione, 2012. [Fragmento: Adaptado]


Sobre o período a que se refere o fragmento apresentado, assinale V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.


( ) Na área econômica, os governos militares promoveram a abertura do mercado ao capital e às empresas estrangeiras, ampliando a internacionalização da economia.

( ) A ditadura militar formou um eficiente serviço de propaganda, que buscava despertar o sentido de patriotismo na população com slogans como “Este é um país que vai pra frente”; “Ninguém segura esse país”; “Brasil, ame-o ou deixe-o”.

( ) A junta formada após a deposição de Jango teve como primeira medida a decretação do Ato Institucional nº 1 (AI-1) que estabeleceu eleições indiretas para Presidência da República.

( ) Ainda no governo de Castelo Branco foi decretado o Ato Institucional nº 4 (AI-4) que definiu as orientações que nortearam a elaboração da nova Constituição, outorgada em janeiro de 1967.

( ) No governo Costa e Silva, políticos cassados pela ditadura, estudantes e trabalhadores de diversas categorias aliaram-se para formar a “Frente Ampla”.


Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:

  • A V F V F F.
  • B V V F V V.
  • C F F V F V.
  • D F V V V F.
24

“O Plano de Metas previa que fosse alcançada a produção de 170 mil veículos anualmente (automóveis, utilitários, caminhões e ônibus), [...]. As metas quantitativas eram acompanhadas de metas referentes a índices de nacionalização: 95% para automóveis e 90% para os demais. [...] A estratégia do governo para o setor automobilístico baseou-se na garantia de reserva de mercado às firmas entrantes: tornou-se impossível importar autoveículos em fase de restrições de toda a sorte [...]”

ABREU, Marcelo de Paiva. O processo econômico. In: SCHWARCZ, Lilia M. (direção) História do Brasil Nação: 1808- 2010. V. 4. Olhando para dentro, 1930-1964. Coord. Ângela de Castro Gomes. Rio de Janeiro: Objetiva, 2013. p. 215-6.


A fabricação de automóveis tornou-se o verdadeiro ícone da modernidade, sendo um dos pontos de destaque do Plano de Metas de Juscelino Kubitschek. 


Considerando a implementação dessa meta, é correto afirmar: 

  • A A produção interna de veículos foi um dos recursos aplicados pelo governo para frear a grande importação dominante no período.
  • B Para implementá-la, foi criado o Grupo Executivo da Indústria Automobilística para garantir total nacionalização dessa indústria até o final do governo. 
  • C O governo JK assumiu uma postura francamente protecionista em relação a esse setor da economia nacional. 
  • D Para barrar a concorrência com automóveis de luxo estadunidenses, a FNM produziu o automóvel JK ou FNM 2000.
25

“Heróis baianos! A glória vos chama! Vossos ilustres ascendentes do Douro e do Tejo deram-vos o exemplo e por vós esperam. Gritai audazes: Viva a Constituição do Brasil e o Rei que não a recusará!”

NEVES, Lúcia Bastos Pereira das. A vida política. In: SCHWARCZ, Lilia M. (direção) História do Brasil Nação: 1808-2010. V. 1. Crise colonial e independência, 1808-1830. Coord. Alberto da Costa e Silva. Rio de Janeiro: Objetiva, 2011. p. 92.


Esse texto compõe um dos pasquins manuscritos encontrados pelas ruas de Salvador, na Bahia, e nele consta a convocação dos baianos para

  • A aderir à conjuração que então se preparava, com o objetivo de construir na Bahia uma república livre, igualitária e sem escravidão.
  • B manter a fidelidade e a defesa dos princípios liberais proclamados e estabelecidos pela assembleia das cortes portuguesas.
  • C separar a Bahia do Brasil até que o rei, legítimo soberano, pudesse assumir o trono e governar segundo previa a Constituição.
  • D tomar parte de um levante do povo negro e escravizado baiano para fundar uma república islâmica na região, de acordo com o Corão.
26

Leia os textos a seguir.


TEXTO I


“Cada ano, vem nas frotas quantidades de portugueses e de estrangeiros, para passarem às Minas. Das cidades, vilas, recôncavos e sertões do Brasil, vão brancos, pardos e pretos, e muitos índios, de que os paulistas se servem. A mistura é de toda condição de pessoas: homens e mulheres, moços e velhos, pobres e ricos, nobres e plebeus, seculares e clérigos, e religiosos de diversos institutos [...].”

André João Antonil. Citado por: ALMEIDA, Carla M. C. de; OLIVEIRA, Mônica R. de. In: FRAGOSO, João; GOUVÊA, Maria de Fátima. Coleção o Brasil Colonial, 1580-1720. V. 2. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2014. p. 296.


TEXTO II


“[...] Em 1720 (a Coroa portuguesa) lançou um decreto ‘limitando drasticamente a emigração para o Brasil, que dali por diante só seria permitida com passaporte fornecido pelo governo’.”

ALMEIDA, Carla M. C. de; OLIVEIRA, Mônica R. de. In: FRAGOSO, João; GOUVÊA, Maria de Fátima. Coleção o Brasil Colonial, 1580-1720. V. 2. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2014. p. 297.


Considerando o texto II como uma provável consequência do que se denuncia no texto I, é correto afirmar:

  • A A administração metropolitana, com a adoção do passaporte, tentou evitar a perda de pessoas de outras atividades, como a cana-de-açúcar, para a mineração.
  • B A Coroa portuguesa, ao emitir um passaporte, tinha o objetivo de controlar a forte emigração portuguesa, que poderia ser desastrosa para a economia do reino.
  • C O governo português proibiu a emigração a fim de proteger seus súditos das crises de fome comuns nas minas, como as de 1698-99 e 1701-02.
  • D O rei pretendia limitar a entrada de pessoas nas minas, garantindo, assim, maior controle sobre a política de arrecadação de tributos na região.  
27

No que concerne à História da Arte, é correto afirmar que, durante o período da Idade Média,

  • A o fazer artístico precisava ser feito com verdade e não com perfeição.
  • B a arte buscava apenas a expressão da subjetividade presente no indivíduo.
  • C a arte era concebida como o perfeito domínio das normas de um fazer.
  • D a arte pressupunha o entrecruzamento de variados tipos de expressões.
28

O Período Regencial ocorreu na História do Brasil entre os anos de 1831 e 1840. O fato gerador do Período Regencial foi a abdicação ao trono por parte do imperador D. Pedro I no ano de 1831, seu filho e herdeiro do trono D. Pedro de II tinha apenas 5 anos de idade, não podendo assumir o trono do país em substituição ao pai. Segundo determinava a Constituição Brasileira do período, neste caso, o país deveria ser governado por regentes, até o herdeiro atingir a maioridade. O período regencial do Brasil pode ser dividido em:


(__)- Regência Trina Provisória;

(__)- Regência Trina Permanente;

(__)- Regência Una do Padre Feijó;

(__)- Regência Una de Barão de Mauá.


Assinale (V) para as afirmações verdadeiras e (F) para as falsas e em seguida marque a alternativa que apresenta a ordem correta de cima para baixo:

  • A V-F-F-V.
  • B F-V-V-V.
  • C F-F-V-V.
  • D V-V-V-F.
  • E V-V-F-F.
29
As reflexões liberais tenderam a acentuar, até o século XIX, a compreensão de que o Estado era a expressão da Razão. Nessa forma de compreensão liberal, é correto afirmar que o Estado
  • A deveria intervir na economia, uma vez que a liberdade de negociar reconduziria a sociedade ao princípio do “homem como lobo do homem”, destacado por Rousseau.
  • B atingiria seu maior grau de eficiência se comandado pelas classes industriais, em detrimento das demais frações que compõem a burguesia, isto é, proprietários de terra e comerciantes.
  • C seria a instância a partir da qual as desigualdades formais entre os indivíduos se transformariam em igualdade real entre os homens.
  • D tenderia a desaparecer, na medida em que o sistema produtivo dividisse as riquezas produzidas pelas classes sociais, como expressão da Razão.
  • E representaria os interesses do conjunto da sociedade, pairando, portanto, acima das classes sociais e de suas demandas específicas.
30

Durante as guerras entre os Persas e os Gregos, no mundo antigo, um conjunto de ações foi realizado, o que levou à produção de narrativas sobre esses episódios, com consequências também para os seus vizinhos macedônicos. Com base nos conhecimentos sobre esse processo histórico, considere as afirmativas a seguir.


I. A Liga do Peloponeso, criada por Esparta, uniu-se à Confederação de Delos, liderada por Atenas, e com essa unificação as esquadras dos gregos tornaram-se fortificadas com os grandes navios de combate.

II. A Confederação de Delos reuniu as cidades-estado gregas contra a invasão persa e, no decorrer dos conflitos, sua sede foi transferida para Atenas, com a função de unificar os tributos e a frota.

III. Na obra História da Guerra do Peloponeso, escrita pelo general ateniense Tucídides, foi descrito o flagelo da peste natural, que se abateu sobre eles, expondo as ilusões de seu mundo.

IV. Plutarco descreveu as habilidades de Alexandre Magno na conquista e unificação dos povos envolvidos no conflito, por meio da miscigenação e integração cultural e do incentivo às artes e às ciências.


Assinale a alternativa correta.

  • A Somente as afirmativas I e II são corretas.
  • B Somente as afirmativas I e IV são corretas.
  • C Somente as afirmativas III e IV são corretas.
  • D Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
  • E Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.
31

A concepção de direitos humanos tem sido alvo de muitas controvérsias em nosso país nos últimos anos, embora o Brasil seja signatário da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Essa declaração, aprovada pela ONU em 1948, tem como um de seus objetivos propiciar “[...] o advento de um mundo em que mulheres e homens gozem de liberdade de palavra, de crença e da liberdade de viverem a salvo do temor e da necessidade, a mais alta aspiração do ser humano comum.”

(Declaração Universal dos Direitos Humanos. Disponível em: https://www.unicef.org/brazil/pt/resources_10133.htm, Adaptada)


O compromisso assumido pelo Brasil como signatário da Declaração Universal dos Direitos Humanos implica que

  • A as forças nacionais de segurança têm a obrigação legal de respeitar os direitos humanos.
  • B a declaração não se aplica diretamente no Brasil por se tratar de tratado internacional.
  • C a obrigação de respeitar os direitos humanos não se aplica nas ações da Polícia Militar. 
  • D as empresas de segurança privada não são obrigadas a respeitar os direitos humanos.
  • E as polícias estaduais Militar e Civil devem respeitar apenas a legislação de seu Estado.
32

Na obra Teeteto, Platão apresenta um método para auxiliar os jovens a examinar se suas opiniões são justificadas, analisando-as, verificando seus pressupostos, quais podem ser suas consequências e se conduzem a uma conclusão contraditória. Esse método se mostra especialmente importante quando se trata de verificar se opiniões são verdadeiras ou não.


Segundo o método proposto por Platão, é correto afirmar que as opiniões

  • A podem ser consideradas verdadeiras se são defendidas por uma autoridade política ou religiosa.
  • B devem ser submetidas a uma verificação exaustiva antes de serem consideradas verdadeiras ou falsas.
  • C devem ser consideradas falsas por princípio se forem repetidas por uma maioria que as defende.
  • D podem ser logicamente consideradas verdadeiras e falsas ao mesmo tempo e sob o mesmo aspecto.
  • E devem ser aceitas como verdadeiras caso seja impossível verificar ou justificar suas conclusões.
33
Concepções filosóficas sobre a natureza humana divergiram muito entre filósofos da era moderna. Para Thomas Hobbes, o ser humano é naturalmente egoísta, preocupando-se apenas consigo mesmo. Para Jean Jacques Rousseau, por outro lado, o ser humano é naturalmente bom. Considerando estas duas perspectivas diversas, assinale a alternativa correta.
  • A Para Hobbes, a organização do Estado permite ao ser humano permanecer egoísta.
  • B Segundo Rousseau, a natureza humana precisa ser domesticada pela sociedade.
  • C As teses sobre a natureza humana de Hobbes e Rousseau acabam coincidindo.
  • D Na perspectiva de Rousseau, a vida em sociedade corrompe a natureza humana.
  • E Hobbes defende uma perspectiva otimista sobre a verdadeira natureza humana.
34

Leia a seguir o trecho retirado do jornal O Estado de S. Paulo publicado no dia 8 de maio de 1945, à época da rendição da Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial:


“Comemorando a paz que afinal foi conquistada, as nossas populações, pelo muito que fizeram, hão de sustentá-la, ao lado de outros povos, com todas as suas forças e inteligência, para que o sangue generoso da mocidade, derramado nas batalhas, tenha sempre a significação que hoje todos lhe reconhecemos: o fim da opressão e o começo da liberdade, cuja existência se deve a milhões de homens, mulheres e crianças sacrificadas.”


O trecho evidencia um dos fatores que contribuiu para a crise do Estado Novo, corretamente identificado como

  • A a contradição entre a política externa e a política interna de Vargas.
  • B o esgotamento da política intervencionista após a criação da Petrobras.
  • C a derrota dos países aliados ao Brasil no contexto da Segunda Guerra.
  • D a decadência dos países que participaram das batalhas na Europa.
  • E a corrosão do apoio a Vargas devido à sua aliança formal com o campo fascista.
35

De 1854 a 1858, foram construídas as primeiras linhas telegráficas e de navegação e as primeiras estradas de ferro, a iluminação a gás chegou às cidades, e o número de escolas e de estabelecimentos de instrução começou a crescer. A urbanização da capital passava por uma revolução. Nos locais de maior acesso foram sendo edificados palácios, jardins públicos e amplas avenidas. Ao longo do século XIX, a corte obteve, ainda, outras melhorias: arborização, calçamento com paralelepípedo, iluminação a gás, bondes puxados a burro, rede de esgoto e abastecimento domiciliar de água.

(Lilia M. Schwarcz; Heloisa M. Starling. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. Adaptado)


A partir do trecho, é correto afirmar que uma das principais características do Brasil no século XIX era

  • A a oposição entre uma economia rural, desconectada das economias centrais do capitalismo, e o processo de modernização dos centros urbanos. 
  • B a concentração de recursos em cidades escravistas, como São Paulo e Porto Alegre, em oposição à carência material de cidades como Rio de Janeiro e Salvador. 
  • C o contraste entre as pretensões civilizadoras da corte e a violência da escravidão somada à alta densidade de negros escravizados nas principais cidades.
  • D a facilidade de integração territorial, em termos de transporte e comunicação, em um país de dimensões continentais densamente povoado.
  • E o complexo processo de reurbanização e modernização que atingiu igualmente todo o território nacional. 
36

As cidades-estado antigas desenvolveram, progressivamente, formas mais abertas de participação no poder, denominadas pelos próprios antigos de “democracia”. O caso mais exemplar foi o de Atenas, modelo para muitas cidades-estado, onde a democracia se manteve por quase dois séculos.

(Norberto Luiz Guarinello. Cidades-estado na Antiguidade Clássica. Em: J. Pinsky; C. B. Pinsky. História da Cidadania. São Paulo: Contexto, 2008. Adaptado)


Entre as marcas da democracia antiga, é correto identificar 

  • A a eleição de representantes masculinos com direito a voz e voto pela assembleia da cidade-estado, órgão político que incluía mulheres e estrangeiros.
  • B a importância decrescente dos escravos, a ponto de discutir-se a abolição da escravatura, e a consequente redução das desigualdades nas cidades-estado.
  • C a conquista pacífica de direitos por parte dos mais pobres, ainda que se mantivesse a marca aristocrática de distinção social regulada pelo nascimento.
  • D a ojeriza à guerra e ao conflito social, o que contribuiu para que Atenas fosse derrotada sucessivamente pelos persas e pelos espartanos.
  • E a participação política direta, exercida por um corpo de cidadãos ativos, sem a noção de representação e restrita aos cidadãos masculinos.
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Artistas reinventaram a arte com novas noções de dimensão espacial, emprego das cores e valorização dos planos e contrastes, como luz e sombra, ornamentação detalhada e equilíbrio geométrico. Na escrita, autores detalhavam desejos, medos, qualidades e defeitos do ser humano e de sua moral. Descreviam a utopia de um homem novo e do mundo perfeito, num tempo em que sonhar era arriscado.

(Angelo Adriano Faria Assis. A razão brilha para todos. Revista de História da Biblioteca Nacional, 2013. Adaptado)


O trecho faz referência

  • A à Antiguidade Clássica.
  • B ao Gótico.
  • C ao Renascimento.
  • D ao Barroco.
  • E ao Realismo.
38
A Cabanagem ficou conhecida como uma rebelião com fim sangrento no período regencial. Sobre esse conflito, assinale a alternativa correta.
  • A A Cabanagem foi uma grande rebelião causada por produtores de café que eclodiu na província do Pará, em 1815.
  • B Nesse conflito, os cabanos, fazendeiros e donos de industrias revoltaram-se contra a política de impostos do império português.
  • C O termo cabanagem faz referência aos armazéns agrícolas, fabricados a partir da folha do açaí, muito comum na região do atual Pará, que eram utilizados para estoque da produção de cacau e café.
  • D Foi uma revolta popular muito violenta, ocorrida de 1835 a 1840, na província do Grão-Pará. Seu objetivo era aumentar a importância do seu território no governo central brasileiro e enfrentar a questão da pobreza do povo da região.
  • E O objetivo principal dos cabanos era a deposição do imperador Dom Pedro I, considerado um obstáculo aos planos industriais do estado.
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Torna-se importante, portanto, salientar que as pautas econômicas dominantes não se incompatibilizavam com demandas políticas ou por garantia de direitos contra as decisões da própria Justiça do Trabalho. Pelo contrário, muitas greves incluíam várias demandas de natureza distinta, e mesmo em demandas primariamente econômicas, colocava-se muitas vezes a dimensão do enfrentamento político. Em todos esses casos, confirma-se a hipótese de que direitos instituídos ou garantias das convenções coletivas, respaldadas pela Justiça do Trabalho, não significavam conquistas materiais às quais os trabalhadores tivessem acesso líquido e certo. Era preciso muitas vezes recorrer às greves para garantir direitos conquistados.

MATTOS, M. B. Greves, sindicatos e repressão policial no Rio de Janeiro (1954-1964). Revista Brasileira de História, n. 47, 2004 (adaptado).


De acordo com o texto, um dos problemas com os quais as organizações sindicais de trabalhadores se defrontavam, de 1954 a 1964, era o descompasso entre

  • A legislação e realidade social.
  • B profissão e formação técnica.
  • C meio rural e cidades industriais.
  • D população e representação parlamentar.
  • E empresariado nacional e capitais estrangeiros.
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A partir da segunda metade do século XVIII, com a primeira Revolução Industrial e o nascimento do proletariado, cresceram as pressões por uma maior participação política, e a urbanização intensificou-se, recriando uma paisagem social muito distinta da que antes existia.

QUINTANEIRO, T.; BARBOSA, M. L. O.; OLIVEIRA, M. G. Um toque de clássicos: Marx, Durkheim e Weber. Belo Horizonte: UFMG, 2002.


As mudanças citadas foram conduzidas principalmente pelos seguintes atores sociais:

  • A Burguesia e trabalhadores assalariados.
  • B Igreja e corporações de ofício.
  • C Realeza e comerciantes
  • D Campesinato e artesãos.
  • E Nobreza e artífices.

Noções de Informática

41
Você recebe um e-mail, supostamente enviado pelo grupo de suporte da empresa em que trabalha, informando que sua caixa postal está cheia e que será necessário o recadastramento. Para isso, é preciso que você atualize seus dados pessoais clicando no link fornecido. Esse tipo de golpe é conhecido como: 
  • A Ransomware. 
  • B Rootkit.
  • C Phishing.
  • D Cavalo de troia. 
  • E NCE.  
42
Um Assistente Administrativo deseja bloquear remetentes de mensagens indesejadas que chegam em sua caixa de entrada do Microsoft Outlook 2013, em português. Conseguirá fazer isso clicando
  • A na opção Bloquear Remetente do grupo Regras da guia Enviar/Receber.
  • B com o botão direito do mouse sobre a mensagem e selecionando as opções Lixo Eletrônico > Bloquear Remetente.
  • C na opção Regras de Entrada, disponível na guia Página Inicial.
  • D na opção Bloquear Remetente da guia Enviar/Receber e digitando o e-mail do remetente que deseja bloquear.
  • E na opção Firewall do grupo Regras e Alertas que está disponível na guia Página Inicial.
43
Um advogado deseja enviar uma mensagem a 30 destinatários diferentes pelo webmail, sem que cada um saiba que a mensagem foi enviada aos demais. Para isso, na janela de composição da mensagem, deverá colocar os emails dos destinatários no campo:
  • A Cco
  • B Cc
  • C Para, além de ticar a opção “Confidencial”.
  • D Cc, além de ticar a opção “Confidencial”. 
  • E Para, além de ticar a opção “Ocultar Destinatários”.
44

No Microsoft Excel 2010, em português, há três pastas de trabalho chamadas, respectivamente, Plan1, Plan2 e Plan3. Considere que na célula A1 da pasta de trabalho Plan1, há o número 10 e que, na célula A1 da pasta de trabalho Plan2, há o número 20. Na célula A1 da pasta de trabalho Plan3, um advogado deseja somar os valores contidos na célula A1 da pasta de trabalho Plan1 com o valor contido na célula A1 da pasta de trabalho Plan2. Para isso deverá usar a fórmula:

  • A =Plan1A1+Plan2A1
  • B =SOMA(A1->Plan1+A1->Plan2)
  • C =SOMA(Plan1:A1+Plan2:A1)
  • D =Plan1!A1+Plan2!A1
  • E =SOMA('A1'!Plan1+'A1'!Plan2)
45
Usando a combinação de teclas CTRL + C, um advogado selecionou e copiou um trecho de texto da Internet e deseja colar em um documento aberto no Microsoft Word 2010, em português. Ele conseguirá colar o trecho de texto copiado, removendo a formatação original, a partir do pressionamento da combinação de teclas: 
  • A Ctrl + F8
  • B Ctrl + Shift + V
  • C Ctrl + Del + F
  • D Ctrl + Alt + V
  • E Ctrl + V
46
No Microsoft Excel 2010, em português, para se obter, em uma célula, a data atual, utiliza-se a função: 
  • A =DATA(HOJE())
  • B  =DATA()
  • C =HOJE()
  • D =DATE()
  • E =DATA.DE.HOJE()
47
Qual ou quais campo(s) de destinatários de um email permite(m) que o endereço de email fique invisível para os destinatários?
  • A PARA
  • B CC
  • C CCO
  • D CC e CCO
  • E PARA e CCO
48

Um usuário preparou uma mensagem de correio eletrônico no Microsoft Outlook 2010, em sua configuração original, com as seguintes características:


Para: danilo@empresa.com.br

Cc: andreia@empresa.com.br; rogerio@empresa.com.br

Cco: roberto@empresa.com.br

Anexo: contrato.pdf


Considerando que a mensagem foi enviada e entregue com sucesso, assinale a alternativa que indica qual(is) usuário(s) recebeu(ram) o anexo.

  • A Danilo, apenas.
  • B Roberto, apenas.
  • C Andreia, Rogerio, apenas.
  • D Danilo, Andreia, Rogerio, apenas.
  • E Danilo, Andreia, Rogerio e Roberto.
49

 Considerando uma apresentação com 10 slides no Microsoft PowerPoint 201 0, em sua configuração padrão, sendo que o slide ativo é o slide 10 e ele está oculto, assim como o slide 1 também está oculto, assinale a alternativa correta.

  • A Ao pressionar as teclas SHIFT+F5 para iniciar o modo de apresentação, a apresentação inicia-se pelo slide 11.

  • B Ao pressionar as teclas SHIFT+F5 para iniciar o modo de apresentação, a apresentação inicia-se pelo slide 1.

  • C Ao pressionar a tecla F5 para iniciar o modo de apresentação, a apresentação inicia-se pelo slide 1.

  • D Ao pressionar a tecla F5 para iniciar o modo de apresentação, a apresentação inicia-se pelo slide 10.
  • E Ao pressionar a tecla F5 para iniciar o modo de apresentação, a apresentação inicia-se pelo slide 2.

50

Têm-se os seguintes recursos para aplicar na edição de um texto.


I - Formatação em negrito

II - Localizar e substituir

III - Alterar a fonte de letra


Considerando os aplicativos Bloco de Notas e WordPad, em um computador com Microsoft Windows 7, em sua configuração original, assinale a alternativa que indica corretamente onde cada recurso, de I a III, pode ser aplicado.

  • A I - Ambos; II - ambos; III - ambos.
  • B I - Wordpad, apenas; II - ambos; III - ambos.
  • C I - Ambos; II - ambos; III - Bloco de Notas, apenas.
  • D I - Bloco de Notas, apenas; II - WordPad, apenas; III - ambos.
  • E I - Wordpad, apenas; II - Wordpad, apenas; III - Wordpad, apenas.
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