Resolver o Simulado CETREDE

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Português

1
Marque a opção em que a palavra NÃO apresenta dígrafo.
  • A Campo.
  • B Cachorro.
  • C Quero.
  • D Quase.
  • E Nascer.
2
Analise as afirmativas a seguir e marque em qual das opções a palavra melhor funciona como advérbio.
  • A Conheço isso melhor que você.
  • B Ela é muito melhor que vocês.
  • C Não há nada melhor que um dia após o outro.
  • D Viva em paz que você terá vida melhor.
  • E Esse auditório é melhor que o outro.
3
Leia as afirmativas a seguir e marque a opção CORRETA em que o verbo é pronominal.
  • A Eu me cortei.
  • B Ele se dá ares de importância.
  • C Banhou-se nas águas do rio.
  • D Marília vestiu-se com capricho.
  • E Eu me arrependi do que fiz.
4
Em qual das opções a seguir temos um sujeito oracional?
  • A Havia poucos ingressos à venda.
  • B Era primavera.
  • C Roubaram minha carteira.
  • D Cumpre trabalharmos bastante.
  • E Mande-as entrar.
5
Leia as afirmativas a seguir quanto à regência verbal e marque a opção CORRETA.
  • A Esqueceram de mim.
  • B Esqueceram-me todos os documentos.
  • C Não lembro do seu nome.
  • D Todos obedecem o regulamento.
  • E Nunca revide nenhuma agressão.
6
Analise as afirmativas a seguir e marque a opção CORRETA quanto à classificação das orações destacadas.
  • A Aconselho-a a que aprenda português. (Substantiva completiva nominal)
  • B O jornal que você trouxe é velho. (Subordinada adjetiva explicativa)
  • C Se Joana gosta de você, por que não a procura? (Subordinada adverbial causal)
  • D Trabalha e estarás salvo. (Subordinada adverbial consecutiva)
  • E Juçara fuma e não traga. (Coordenada sindética aditiva)
7
Nas afirmativas a seguir marque a opção cujo termo destacado funciona como objeto indireto.
  • A A sala está cheia de gente.
  • B A crença em Deus é necessária.
  • C Anteriormente ao presidente, falou o ministro.
  • D O mundo é filho da desobediência.
  • E Edite desconfia de tudo.
8
Analise as afirmativas a seguir, com relação ao uso do artigo e marque a opção INCORRETA.
  • A Procurou fazer perguntas as mais difíceis.
  • B Precisou esperar das cinco até a uma hora.
  • C O pai chamou o filho e saiu com todos os quatro.
  • D Todos os quatro filhos acompanharam os pais.
  • E A Penha é um ponto turístico.
9
Analise as duas frases a seguir em relação à ambiguidade.
I. Karla comeu um doce e sua irmã também. II. Mataram a vaca da sua tia.
Marque a opção CORRETA.
  • A O problema da frase I pode ser corrigido com uma vírgula.
  • B As duas frases podem ser corrigidas com o uso de pronome.
  • C Ao colocarmos apenas um verbo, corrigiremos a frase II.
  • D Apenas a frase I apresenta problema de ambiguidade.
  • E Uma preposição resolveria o problema da frase II.
10

Leia o texto a seguir para responder à questão.


As caridades odiosas


    Foi uma tarde de sensibilidade ou de suscetibilidade? Eu passava pela rua depressa, emaranhada nos meus pensamentos, como às vezes acontece. Foi quando meu vestido me reteve: alguma coisa se enganchava na minha saia. Voltei-me e vi que se tratava de uma mão pequena e escura. Pertencia a um menino a que a sujeira e o sangue interno davam um tom quente de pele. O menino estava de pé no degrau da grande confeitaria. Seus olhos, mais do que suas palavras meio engolidas, informavam-me de sua paciente aflição. Paciente demais. Percebi vagamente um pedido, antes de compreender o seu sentido concreto. Um pouco aturdida eu o olhava, ainda em dúvida se fora a mão da criança o que me ceifara os pensamentos.

    ― Um doce, moça, compre um doce para mim.

    Acordei finalmente. O que estivera eu pensando antes de encontrar o menino? O fato é que o pedido deste pareceu cumular uma lacuna, dar uma resposta que podia servir para qualquer pergunta, assim como uma grande chuva pode matar a sede de quem queria uns goles de água. Sem olhar para os lados, por pudor talvez, sem querer espiar as mesas da confeitaria onde possivelmente algum conhecido tomava sorvete, entrei, fui ao balcão e disse com uma dureza que só Deus sabe explicar: um doce para o menino.

    De que tinha eu medo? Eu não olhava a criança, queria que a cena humilhante para mim, terminasse logo. Perguntei-lhe: – Que doce você...

    Antes de terminar, o menino disse apontando depressa com o dedo: aquelezinho ali, com chocolate por cima. Por um instante perplexa, eu me recompus logo e ordenei, com aspereza, à caixeira que o servisse.

    ― Que outro doce você quer? Perguntei ao menino escuro.

    Este, que mexendo as mãos e a boca ainda espera com ansiedade pelo primeiro, interrompeu-se, olhou-me um instante e disse com uma delicadeza insuportável, mostrando os dentes: não precisa de outro não. Ele poupava a minha bondade.

    ― Precisa sim, cortei eu ofegante, empurrando-o para frente. O menino hesitou e disse: aquele amarelo de ovo. Recebeu um doce em cada mão, levando as duas acima da cabeça, com medo talvez de apertá-los... E foi sem olhar para mim que ele, mais do que foi embora, fugiu. A caixeirinha olhava tudo:

    ― Afinal uma alma caridosa apareceu. Esse menino estava nesta porta há mais de uma hora, puxando todas as pessoas, mas ninguém quis dar.

    Fui embora, com o rosto corado de vergonha. De vergonha mesmo? Era inútil querer voltar aos pensamentos anteriores. Eu estava cheia de um sentimento de amor, gratidão, revolta e vergonha. Mas, como se costuma dizer, o Sol parecia brilhar com mais força. Eu tivera a oportunidade de... E para isso foi necessário que outros não lhe tivessem dado doce.

Clarice Lispector

“- Um doce, moça, compre um doce para mim.” Sobre o sujeito dessa oração, marque a opção correta.
  • A Está representado pelo substantivo moça.
  • B Trata-se de um sujeito oculto.
  • C Classifica-se como indeterminado.
  • D É sujeito simples representado pelo pronome mim.
  • E É uma oração sem sujeito.
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Leia o texto a seguir para responder à questão.


As caridades odiosas


    Foi uma tarde de sensibilidade ou de suscetibilidade? Eu passava pela rua depressa, emaranhada nos meus pensamentos, como às vezes acontece. Foi quando meu vestido me reteve: alguma coisa se enganchava na minha saia. Voltei-me e vi que se tratava de uma mão pequena e escura. Pertencia a um menino a que a sujeira e o sangue interno davam um tom quente de pele. O menino estava de pé no degrau da grande confeitaria. Seus olhos, mais do que suas palavras meio engolidas, informavam-me de sua paciente aflição. Paciente demais. Percebi vagamente um pedido, antes de compreender o seu sentido concreto. Um pouco aturdida eu o olhava, ainda em dúvida se fora a mão da criança o que me ceifara os pensamentos.

    ― Um doce, moça, compre um doce para mim.

    Acordei finalmente. O que estivera eu pensando antes de encontrar o menino? O fato é que o pedido deste pareceu cumular uma lacuna, dar uma resposta que podia servir para qualquer pergunta, assim como uma grande chuva pode matar a sede de quem queria uns goles de água. Sem olhar para os lados, por pudor talvez, sem querer espiar as mesas da confeitaria onde possivelmente algum conhecido tomava sorvete, entrei, fui ao balcão e disse com uma dureza que só Deus sabe explicar: um doce para o menino.

    De que tinha eu medo? Eu não olhava a criança, queria que a cena humilhante para mim, terminasse logo. Perguntei-lhe: – Que doce você...

    Antes de terminar, o menino disse apontando depressa com o dedo: aquelezinho ali, com chocolate por cima. Por um instante perplexa, eu me recompus logo e ordenei, com aspereza, à caixeira que o servisse.

    ― Que outro doce você quer? Perguntei ao menino escuro.

    Este, que mexendo as mãos e a boca ainda espera com ansiedade pelo primeiro, interrompeu-se, olhou-me um instante e disse com uma delicadeza insuportável, mostrando os dentes: não precisa de outro não. Ele poupava a minha bondade.

    ― Precisa sim, cortei eu ofegante, empurrando-o para frente. O menino hesitou e disse: aquele amarelo de ovo. Recebeu um doce em cada mão, levando as duas acima da cabeça, com medo talvez de apertá-los... E foi sem olhar para mim que ele, mais do que foi embora, fugiu. A caixeirinha olhava tudo:

    ― Afinal uma alma caridosa apareceu. Esse menino estava nesta porta há mais de uma hora, puxando todas as pessoas, mas ninguém quis dar.

    Fui embora, com o rosto corado de vergonha. De vergonha mesmo? Era inútil querer voltar aos pensamentos anteriores. Eu estava cheia de um sentimento de amor, gratidão, revolta e vergonha. Mas, como se costuma dizer, o Sol parecia brilhar com mais força. Eu tivera a oportunidade de... E para isso foi necessário que outros não lhe tivessem dado doce.

Clarice Lispector

De acordo com o texto qual dos substantivos não se aplica à narradora?
  • A Pudor
  • B Medo
  • C Caridade
  • D Humilhação
  • E Orgulho
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Leia o texto a seguir para responder à questão.


As caridades odiosas


    Foi uma tarde de sensibilidade ou de suscetibilidade? Eu passava pela rua depressa, emaranhada nos meus pensamentos, como às vezes acontece. Foi quando meu vestido me reteve: alguma coisa se enganchava na minha saia. Voltei-me e vi que se tratava de uma mão pequena e escura. Pertencia a um menino a que a sujeira e o sangue interno davam um tom quente de pele. O menino estava de pé no degrau da grande confeitaria. Seus olhos, mais do que suas palavras meio engolidas, informavam-me de sua paciente aflição. Paciente demais. Percebi vagamente um pedido, antes de compreender o seu sentido concreto. Um pouco aturdida eu o olhava, ainda em dúvida se fora a mão da criança o que me ceifara os pensamentos.

    ― Um doce, moça, compre um doce para mim.

    Acordei finalmente. O que estivera eu pensando antes de encontrar o menino? O fato é que o pedido deste pareceu cumular uma lacuna, dar uma resposta que podia servir para qualquer pergunta, assim como uma grande chuva pode matar a sede de quem queria uns goles de água. Sem olhar para os lados, por pudor talvez, sem querer espiar as mesas da confeitaria onde possivelmente algum conhecido tomava sorvete, entrei, fui ao balcão e disse com uma dureza que só Deus sabe explicar: um doce para o menino.

    De que tinha eu medo? Eu não olhava a criança, queria que a cena humilhante para mim, terminasse logo. Perguntei-lhe: – Que doce você...

    Antes de terminar, o menino disse apontando depressa com o dedo: aquelezinho ali, com chocolate por cima. Por um instante perplexa, eu me recompus logo e ordenei, com aspereza, à caixeira que o servisse.

    ― Que outro doce você quer? Perguntei ao menino escuro.

    Este, que mexendo as mãos e a boca ainda espera com ansiedade pelo primeiro, interrompeu-se, olhou-me um instante e disse com uma delicadeza insuportável, mostrando os dentes: não precisa de outro não. Ele poupava a minha bondade.

    ― Precisa sim, cortei eu ofegante, empurrando-o para frente. O menino hesitou e disse: aquele amarelo de ovo. Recebeu um doce em cada mão, levando as duas acima da cabeça, com medo talvez de apertá-los... E foi sem olhar para mim que ele, mais do que foi embora, fugiu. A caixeirinha olhava tudo:

    ― Afinal uma alma caridosa apareceu. Esse menino estava nesta porta há mais de uma hora, puxando todas as pessoas, mas ninguém quis dar.

    Fui embora, com o rosto corado de vergonha. De vergonha mesmo? Era inútil querer voltar aos pensamentos anteriores. Eu estava cheia de um sentimento de amor, gratidão, revolta e vergonha. Mas, como se costuma dizer, o Sol parecia brilhar com mais força. Eu tivera a oportunidade de... E para isso foi necessário que outros não lhe tivessem dado doce.

Clarice Lispector

Sobre a narrativa é CORRETO afirmar que
  • A o tempo que predomina no conto é o tempo psicológico.
  • B tem narrador-observador.
  • C não há marcadores de tempo e espaço.
  • D tem três personagens.
  • E o desfecho ocorre quando o menino vai embora levando os doces.
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Leia o texto a seguir para responder à questão.


As caridades odiosas


    Foi uma tarde de sensibilidade ou de suscetibilidade? Eu passava pela rua depressa, emaranhada nos meus pensamentos, como às vezes acontece. Foi quando meu vestido me reteve: alguma coisa se enganchava na minha saia. Voltei-me e vi que se tratava de uma mão pequena e escura. Pertencia a um menino a que a sujeira e o sangue interno davam um tom quente de pele. O menino estava de pé no degrau da grande confeitaria. Seus olhos, mais do que suas palavras meio engolidas, informavam-me de sua paciente aflição. Paciente demais. Percebi vagamente um pedido, antes de compreender o seu sentido concreto. Um pouco aturdida eu o olhava, ainda em dúvida se fora a mão da criança o que me ceifara os pensamentos.

    ― Um doce, moça, compre um doce para mim.

    Acordei finalmente. O que estivera eu pensando antes de encontrar o menino? O fato é que o pedido deste pareceu cumular uma lacuna, dar uma resposta que podia servir para qualquer pergunta, assim como uma grande chuva pode matar a sede de quem queria uns goles de água. Sem olhar para os lados, por pudor talvez, sem querer espiar as mesas da confeitaria onde possivelmente algum conhecido tomava sorvete, entrei, fui ao balcão e disse com uma dureza que só Deus sabe explicar: um doce para o menino.

    De que tinha eu medo? Eu não olhava a criança, queria que a cena humilhante para mim, terminasse logo. Perguntei-lhe: – Que doce você...

    Antes de terminar, o menino disse apontando depressa com o dedo: aquelezinho ali, com chocolate por cima. Por um instante perplexa, eu me recompus logo e ordenei, com aspereza, à caixeira que o servisse.

    ― Que outro doce você quer? Perguntei ao menino escuro.

    Este, que mexendo as mãos e a boca ainda espera com ansiedade pelo primeiro, interrompeu-se, olhou-me um instante e disse com uma delicadeza insuportável, mostrando os dentes: não precisa de outro não. Ele poupava a minha bondade.

    ― Precisa sim, cortei eu ofegante, empurrando-o para frente. O menino hesitou e disse: aquele amarelo de ovo. Recebeu um doce em cada mão, levando as duas acima da cabeça, com medo talvez de apertá-los... E foi sem olhar para mim que ele, mais do que foi embora, fugiu. A caixeirinha olhava tudo:

    ― Afinal uma alma caridosa apareceu. Esse menino estava nesta porta há mais de uma hora, puxando todas as pessoas, mas ninguém quis dar.

    Fui embora, com o rosto corado de vergonha. De vergonha mesmo? Era inútil querer voltar aos pensamentos anteriores. Eu estava cheia de um sentimento de amor, gratidão, revolta e vergonha. Mas, como se costuma dizer, o Sol parecia brilhar com mais força. Eu tivera a oportunidade de... E para isso foi necessário que outros não lhe tivessem dado doce.

Clarice Lispector

Que atitude do menino revela seu orgulho?
  • A Sua paciente aflição.
  • B Ao pedir que lhe comprasse um doce.
  • C A tentativa de recusar o segundo doce.
  • D Sua delicadeza.
  • E O medo de apertar os doces.
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Leia o texto a seguir para responder à questão.


As caridades odiosas


    Foi uma tarde de sensibilidade ou de suscetibilidade? Eu passava pela rua depressa, emaranhada nos meus pensamentos, como às vezes acontece. Foi quando meu vestido me reteve: alguma coisa se enganchava na minha saia. Voltei-me e vi que se tratava de uma mão pequena e escura. Pertencia a um menino a que a sujeira e o sangue interno davam um tom quente de pele. O menino estava de pé no degrau da grande confeitaria. Seus olhos, mais do que suas palavras meio engolidas, informavam-me de sua paciente aflição. Paciente demais. Percebi vagamente um pedido, antes de compreender o seu sentido concreto. Um pouco aturdida eu o olhava, ainda em dúvida se fora a mão da criança o que me ceifara os pensamentos.

    ― Um doce, moça, compre um doce para mim.

    Acordei finalmente. O que estivera eu pensando antes de encontrar o menino? O fato é que o pedido deste pareceu cumular uma lacuna, dar uma resposta que podia servir para qualquer pergunta, assim como uma grande chuva pode matar a sede de quem queria uns goles de água. Sem olhar para os lados, por pudor talvez, sem querer espiar as mesas da confeitaria onde possivelmente algum conhecido tomava sorvete, entrei, fui ao balcão e disse com uma dureza que só Deus sabe explicar: um doce para o menino.

    De que tinha eu medo? Eu não olhava a criança, queria que a cena humilhante para mim, terminasse logo. Perguntei-lhe: – Que doce você...

    Antes de terminar, o menino disse apontando depressa com o dedo: aquelezinho ali, com chocolate por cima. Por um instante perplexa, eu me recompus logo e ordenei, com aspereza, à caixeira que o servisse.

    ― Que outro doce você quer? Perguntei ao menino escuro.

    Este, que mexendo as mãos e a boca ainda espera com ansiedade pelo primeiro, interrompeu-se, olhou-me um instante e disse com uma delicadeza insuportável, mostrando os dentes: não precisa de outro não. Ele poupava a minha bondade.

    ― Precisa sim, cortei eu ofegante, empurrando-o para frente. O menino hesitou e disse: aquele amarelo de ovo. Recebeu um doce em cada mão, levando as duas acima da cabeça, com medo talvez de apertá-los... E foi sem olhar para mim que ele, mais do que foi embora, fugiu. A caixeirinha olhava tudo:

    ― Afinal uma alma caridosa apareceu. Esse menino estava nesta porta há mais de uma hora, puxando todas as pessoas, mas ninguém quis dar.

    Fui embora, com o rosto corado de vergonha. De vergonha mesmo? Era inútil querer voltar aos pensamentos anteriores. Eu estava cheia de um sentimento de amor, gratidão, revolta e vergonha. Mas, como se costuma dizer, o Sol parecia brilhar com mais força. Eu tivera a oportunidade de... E para isso foi necessário que outros não lhe tivessem dado doce.

Clarice Lispector

Sobre o texto, marque a opção INCORRETA.
  • A Trata-se de um menino que pede porque está com fome.
  • B A moça sente-se envergonhada por estar ao lado de um menino sujo, de rua.
  • C O menino provoca um misto de piedade, vergonha e revolta na personagem.
  • D Logo após deparar-se com a realidade das ruas, a personagem faz uma reflexão.
  • E O menino queria dois doces.
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Leia o texto a seguir para responder à questão.


As caridades odiosas


    Foi uma tarde de sensibilidade ou de suscetibilidade? Eu passava pela rua depressa, emaranhada nos meus pensamentos, como às vezes acontece. Foi quando meu vestido me reteve: alguma coisa se enganchava na minha saia. Voltei-me e vi que se tratava de uma mão pequena e escura. Pertencia a um menino a que a sujeira e o sangue interno davam um tom quente de pele. O menino estava de pé no degrau da grande confeitaria. Seus olhos, mais do que suas palavras meio engolidas, informavam-me de sua paciente aflição. Paciente demais. Percebi vagamente um pedido, antes de compreender o seu sentido concreto. Um pouco aturdida eu o olhava, ainda em dúvida se fora a mão da criança o que me ceifara os pensamentos.

    ― Um doce, moça, compre um doce para mim.

    Acordei finalmente. O que estivera eu pensando antes de encontrar o menino? O fato é que o pedido deste pareceu cumular uma lacuna, dar uma resposta que podia servir para qualquer pergunta, assim como uma grande chuva pode matar a sede de quem queria uns goles de água. Sem olhar para os lados, por pudor talvez, sem querer espiar as mesas da confeitaria onde possivelmente algum conhecido tomava sorvete, entrei, fui ao balcão e disse com uma dureza que só Deus sabe explicar: um doce para o menino.

    De que tinha eu medo? Eu não olhava a criança, queria que a cena humilhante para mim, terminasse logo. Perguntei-lhe: – Que doce você...

    Antes de terminar, o menino disse apontando depressa com o dedo: aquelezinho ali, com chocolate por cima. Por um instante perplexa, eu me recompus logo e ordenei, com aspereza, à caixeira que o servisse.

    ― Que outro doce você quer? Perguntei ao menino escuro.

    Este, que mexendo as mãos e a boca ainda espera com ansiedade pelo primeiro, interrompeu-se, olhou-me um instante e disse com uma delicadeza insuportável, mostrando os dentes: não precisa de outro não. Ele poupava a minha bondade.

    ― Precisa sim, cortei eu ofegante, empurrando-o para frente. O menino hesitou e disse: aquele amarelo de ovo. Recebeu um doce em cada mão, levando as duas acima da cabeça, com medo talvez de apertá-los... E foi sem olhar para mim que ele, mais do que foi embora, fugiu. A caixeirinha olhava tudo:

    ― Afinal uma alma caridosa apareceu. Esse menino estava nesta porta há mais de uma hora, puxando todas as pessoas, mas ninguém quis dar.

    Fui embora, com o rosto corado de vergonha. De vergonha mesmo? Era inútil querer voltar aos pensamentos anteriores. Eu estava cheia de um sentimento de amor, gratidão, revolta e vergonha. Mas, como se costuma dizer, o Sol parecia brilhar com mais força. Eu tivera a oportunidade de... E para isso foi necessário que outros não lhe tivessem dado doce.

Clarice Lispector

O objetivo maior do texto é
  • A fazer uma crítica à sociedade e aos problemas relacionados às crianças de rua.
  • B levar-nos a ser mais caridosos.
  • C que possamos fazer mais crianças felizes.
  • D mostrar que as crianças precisam dos adultos.
  • E possibilitar o contato entre uma criança de rua e uma pessoa desconhecida.
16
Analise as frases a seguir e marque a opção INCORRETA quanto à concordância verbal.
  • A É preciso muita paciência para lidar com crianças.
  • B Maçã é ótimo para os dentes.
  • C É proibido entrada de pessoas estranhas.
  • D É necessário nossa participação nessas reivindicações.
  • E Não é permitido presença de estranhos.
17
Marque a opção em que há oração substantiva objetiva indireta.
  • A Diz-se que Homero era cego.
  • B Não sei se a alma existe.
  • C Avisei-o de que o eclipse acontecerá amanhã.
  • D Tenho certeza de que você fará uma boa prova.
  • E Minha vontade é que você aprenda mais.
18
Quanto ao número de fonemas na palavra, marque a opção INCORRETA.
  • A Martelo – sete fonemas.
  • B Pranto – cinco fonemas.
  • C Manhosa – seis fonemas.
  • D Lixo – quatro fonemas.
  • E Sexo – quatro fonemas.
19
Marque a opção CORRETA em relação ao processo de formação das palavras.
  • A Vinagre – composição por justaposição.
  • B Passatempo – derivação.
  • C Burocracia – hibridismo.
  • D Compor – derivação sufixal.
  • E Infelizmente – parassíntese.
20
Marque a opção CORRETA em relação à regência dos verbos.
  • A Agradar – sempre transitivo direto.
  • B Querer – transitivo direto ou transitivo indireto.
  • C Pisar – sempre transitivo direto.
  • D Preferir – sempre transitivo indireto.
  • E Namorar – transitivo direto e indireto.

Serviço Social

21
Dentre as alternativas abaixo, qual não se refere às demandas que se colocam para as intervenções em programas de habitação de interesse social e em territórios marcados pela exclusão e segregação social?
  • A Violência urbana inscrita sob a forma de distribuição e consumo do narcotráfico; da exploração do trabalho infantil.
  • B Harmonia social e desequilíbrios urbanos.
  • C Assentamentos precários.
  • D Disputas pelo espaço urbano.
  • E Pobreza urbana.
22
Os territórios são espaços de relações sociais, de construção da sociabilidade, de convivência, de interação e de pertencimento dos indivíduos, famílias e grupos sociais, de expectativas, sonhos e frustrações. Nesse sentido, os territórios são constituídos, exceto:
  • A Homogeneidade
  • B Espaços geográficos.
  • C Espaços políticos.
  • D Lugar de moradia.
  • E Relações de Poder.
23

Quanto à trajetória histórica da proteção à família no Brasil é correto afirmar:

  • A A interferência do Estado se configurou na sociedade brasileira como progressiva e protetiva dos direitos das famílias com a legislação através da qual se definem as relações familiares.
  • B As políticas econômicas causaram impactos na vida familiar, de modo a possibilitar que a família desempenhe as suas clássicas funções de socialização primária, ideológica e econômica.
  • C Política de caráter progressivo e emancipatório dos indivíduos e da própria família dos centros de poder tradicionais, como parentela, comunidades e igrejas.
  • D Política de caráter familista de sobrecarga da família, mediante incorporação de novas funções e deveres.
  • E Políticas de oferta de jardins da infância e pré-escolar para crianças de 3 a 6 anos de idade, em alguns casos, com cobertura quase universal.
24
A avaliação de políticas públicas representa a responsabilidade ética dos agentes públicos sobre o que foi investido no interesse coletivo, cuja realização fortalece o exercício democrático e ratifica a cidadania. Do exposto, sobre avaliação e monitoramento de indicadores sociais de impacto da política de habitação de interesse social, é correto afirmar:
  • A O monitoramento, que está contido no processo de avaliação, refere-se ao acompanhamento da execução, e é o procedimento suficiente para angariar o alcance dos indicadores sociais previstos no planejamento.
  • B Sabendo que os indicadores são parâmetros objetivos e dimensíveis, não é possível medir ou avaliar as mudanças em projetos sociais por envolverem aspectos subjetivos e relativos.
  • C A avaliação da pós-ocupação das novas unidades habitacionais deve apreender o nível de satisfação da população beneficiária, constatando a opinião sobre a moradia, a execução do trabalho técnico social, serviços públicos e sociais, dentre outros.
  • D Não cabe à avaliação de projetos de habitação de interesse social a identificação das condições institucionais para o trabalho, os recursos disponíveis e a composição da equipe, pois tais aspectos não se referem diretamente ao campo de intervenção dos projetos.
  • E Os instrumentos, os modos de coleta de dados e a escolha dos interlocutores orientarão a elaboração dos indicadores sociais.
25

Sobre a relação entre política social e questão social, assinale a alternativa correta:

  • A Apenas as políticas voltadas para o emprego e a geração de renda conseguirão acabar com a desigualdade social no Brasil.
  • B As políticas sociais surgem no contexto brasileiro como uma benesse do Estado e não fazem parte das reivindicações dos movimentos sociais.
  • C O Brasil somente começa a implementar política social no primeiro mandado de Lula da Silva (2002-2006), uma vez que os outros governos, por se basearem no neoliberalismo, jamais implementaram qualquer iniciativa na área social.
  • D As políticas sociais são um dos mecanismos de enfrentamento da questão social contemporânea, necessitando serem implementadas e executadas como prevê a Constituição Federal e as legislações específicas das políticas.
  • E A lógica securitária não fez parte da seguridade social brasileira.
26
Após a crise de 1929, nos Estados Unidos da América, tivemos em muitos países europeus uma expansão das políticas sociais. Assinale a alternativa correta:
  • A Nesse período da história foi implementado o workfare state, ou seja, a ampliação do mercado de trabalho para a população mais vulnerável.
  • B Esse período histórico proporcionou o crescimento do socialismo e do comunismo no mundo e no Brasil, possibilitando a redistribuição da riqueza mundial.
  • C Fortaleceram-se as ideias neoliberais e em nenhum país o pleno emprego foi reivindicado.
  • D Em 1929, o Brasil passa por uma reforma social e política, Getúlio Vargas chega ao poder em 1930, destrói as oligarquias agrárias e baseia suas ações no welfare state, conseguindo, até 1950, implementar o pleno emprego na sociedade brasileira.
  • E Nos países capitalistas do norte e centro da Europa, a situação de quase pleno emprego vivida após a Segunda Guerra Mundial até os anos 1970 garantiu direito ao trabalho para a maioria dos trabalhadores e outros direitos e benefícios sociais.

Atualidades

27
As estatísticas denunciam: o uso de drogas e a criminalidade estão cada vez mais próximos. Dados do Programa Ação pela Vida, da Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF), obtidos com exclusividade pelo Jornal de Brasília, revelam a relação direta entre o número de homicídios e o uso de entorpecentes. De acordo com o levantamento, 64% das vítimas de homicídio faziam uso ou estavam sob efeito de drogas, sendo esse o fator principal dos casos de mortes violentas no DF.
No Ceará, o Governo do Estado tem-se preocupado com os dados alarmantes. Um dos programas que têm contribuído para essa realidade é o:

  • A Conselho de políticas sobre drogas no interior.
  • B Acolhe Ceará, com vagas em comunidades terapêuticas
  • C Corre pra vida, que já supera 18 mil atendimentos.
  • D Pacto pela vida – Drogas, um caminho para um triste fim.
  • E Observatório Regional sobre Drogas.
28

Sobre organização social, analise as afirmativas a seguir.

I. Uma sociedade não terá como encontrar meios e condições de sobreviver se não oferecer uma certa organização e relacionamento entre seus membros.

II. Os grupos sociais comumente se organizam e mantêm relações entre eles mesmos, como entre famílias, empresas, entre instituições de ensino e de saúde.

III. Uma organização social trata-se de qualquer estrutura ou organismo advindo de uma ordem social.

IV. A organização social é um conceito psicológico.

Marque a opção que indica a(s) afirmativa(s) CORRETA(S).

  • A I – II – III – IV.
  • B I – IV.
  • C III – IV.
  • D I – II – III.
  • E IV.
29

Mudança climática: EUA e Canadá reduzirão emissão de metano.

EUA e Canadá chegaram a um entendimento para reduzirem as emissões de metano de suas indústrias de petróleo e gás em até 45% até 2025.

Os governos dos Estados Unidos e do Canadá emitiram um comunicado, divulgado pela Casa Branca, durante a visita de Estado que o primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, faz ao presidente americano, Barack Obama

"Canadá e Estados Unidos trabalharão juntos para implementarem o histórico acordo de Paris" (sobre mudança climática, firmado em dezembro do ano passado) e se comprometem a se unirem a esse pacto e assiná-lo "o mais breve possível", segundo o comunicado.

Além disso, os dois países se comprometem a reduzir suas emissões de _________, um gás de efeito estufa de longa duração, em até 45% até 2025 em relação aos níveis de 2012.

Marque a opção que completa corretamente a lacuna.

  • A Oxigênio.
  • B Metano.
  • C Hidrogênio.
  • D Nitrogênio.
  • E Gás carbônico.
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A geração “nem-nem”.

O Brasil tem 10 milhões de jovens que são os chamados jovens da geração “nem-nem”

O termo “nem-nem” quer dizer

  • A não estão nem aí...
  • B não estudam nem trabalham.
  • C não completou o ensino fundamental.
  • D abandonou a escola.
  • E não consegue estudar no ensino médio.
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Os símbolos olímpicos são responsáveis por refletirem a filosofia do Movimento Olímpico. Quais são eles?
  • A O Vinicius e o Tom, a pira e o fogo olímpico e o hino.
  • B A pira e o fogo olímpico, lema olímpico mais rápido, mais alto, mais forte.
  • C Aros olímpicos e bandeira olímpica, o hino, o lema olímpico, a tocha.
  • D Lema olímpico mais rápido, mais alto, mais forte, o hino, a tocha.
  • E O hino, o Vinicius e o Tom, a pira e o fogo olímpico.
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