Resolver o Simulado FCM - Nível Médio

0 / 30

Português

1

Inseriram-se, neste texto, colchetes e numerações para isolar algumas orações subordinadas.


                   Amazon volta a investir em livro impresso e abre até livraria

                                                             Publicado em 10 de fevereiro de 2017

      Dez anos atrás, [quando Jeff Bezos lançou o leitor eletrônico Kindle em Nova York](1), ele declarou que “o livro é uma forma tão evoluída e tão apropriada à sua tarefa [que é muito difícil substituí-lo].”(2) O fundador da Amazon estava certo: [no segundo trimestre deste ano, a empresa vai abrir uma livraria em Manhattan.](3)

      Há sinais de renascimento para os livros, em toda parte. A cadeia britânica de livrarias Waterstone saiu do vermelho no ano passado depois de seis anos de prejuízos. As vendas de livros em papel subiram em 3% nos Estados Unidos, [enquanto as de livros eletrônicos caíram.](4) A tecnologia digital não gerou no mercado de livros uma revolução semelhante à [que causou na música, televisão e notícias;](5) ainda gostamos de ler livros.

(Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2017/02/1857548-amazon-volta-a-investir-em-livro-impresso-e-abre-ate-livraria.shtml> . Acesso em: 25 abr. 2017).


Categorizou-se acertadamente o valor de sentido das orações subordinadas isoladas entre colchetes com a numeração entre parênteses em
  • A (1) proporção.
  • B (2) consequência.
  • C (3) tempo.
  • D (4) condição.
  • E (5) causa.
2

      Claudio Pérez, enviado especial de El País a Nova York, para informar sobre a crise financeira, escreve em sua crônica da sexta feira, 19 de setembro de 2008: “Os tabloides de Nova York estão como loucos em busca de um corretor da Bolsa que se atire no vazio do alto de algum dos imponentes arranha-céus que abrigam os grandes bancos de investimento, ídolos caídos que o furacão financeiro está transformando em cinzas.” Vamos reter por um momento esta imagem na memória: uma multidão de fotógrafos, de paparazzi, espreitando as alturas com as câmaras prontas, para captar o primeiro suicida que encarne de maneira gráfica, dramática e espetacular a hecatombe financeira que fez evaporar bilhões de dólares e mergulhou na ruína grandes empresas e inúmeros cidadãos. Não creio que haja imagem que resuma melhor a civilização de que fazemos parte.

      Parece-me ser essa a melhor maneira de definirmos a civilização de nosso tempo, compartilhada pelos países ocidentais, pelos que atingiram altos níveis de desenvolvimento na Ásia e por muitos do chamado Terceiro Mundo.

      O que quer dizer civilização do espetáculo? É a civilização de um mundo onde o primeiro lugar na tabela de valores vigente é ocupado pelo entretenimento, onde divertir-se, escapar do tédio, é a paixão universal. Esse ideal de vida é perfeitamente legítimo, sem dúvida. Só um puritano fanático poderia reprovar os membros de uma sociedade que quisessem dar descontração, relaxamento, humor e diversão a vidas geralmente enquadradas em rotinas deprimentes e às vezes imbecilizantes. Mas transformar em valor supremo essa propensão natural a divertir-se tem consequências inesperadas: banalização da cultura, generalização da frivolidade e, no campo da informação, a proliferação do jornalismo irresponsável da bisbilhotice e do escândalo.

(LLOSA, Mario Vargas. A civilização do espetáculo. Rio de Janeiro: Objetiva, 2013. Adaptado).

“[...] uma multidão de fotógrafos, de paparazzi, espreitando as alturas com as câmaras prontas, para captar o primeiro suicida que encarne de maneira gráfica, dramática e espetacular a hecatombe financeira que fez evaporar bilhões de dólares e mergulhou na ruína grandes empresas e inúmeros cidadãos.” (1º parágrafo)

Considerando que a palavra em destaque indica uma grande desgraça ou o massacre de um grande número de pessoas e que ela foi empregada em sentido metafórico, o melhor termo para substituí-la é

  • A manobra.
  • B catástrofe.
  • C transação.
  • D purificação.
  • E negligência.
3

      Claudio Pérez, enviado especial de El País a Nova York, para informar sobre a crise financeira, escreve em sua crônica da sexta feira, 19 de setembro de 2008: “Os tabloides de Nova York estão como loucos em busca de um corretor da Bolsa que se atire no vazio do alto de algum dos imponentes arranha-céus que abrigam os grandes bancos de investimento, ídolos caídos que o furacão financeiro está transformando em cinzas.” Vamos reter por um momento esta imagem na memória: uma multidão de fotógrafos, de paparazzi, espreitando as alturas com as câmaras prontas, para captar o primeiro suicida que encarne de maneira gráfica, dramática e espetacular a hecatombe financeira que fez evaporar bilhões de dólares e mergulhou na ruína grandes empresas e inúmeros cidadãos. Não creio que haja imagem que resuma melhor a civilização de que fazemos parte.

      Parece-me ser essa a melhor maneira de definirmos a civilização de nosso tempo, compartilhada pelos países ocidentais, pelos que atingiram altos níveis de desenvolvimento na Ásia e por muitos do chamado Terceiro Mundo.

      O que quer dizer civilização do espetáculo? É a civilização de um mundo onde o primeiro lugar na tabela de valores vigente é ocupado pelo entretenimento, onde divertir-se, escapar do tédio, é a paixão universal. Esse ideal de vida é perfeitamente legítimo, sem dúvida. Só um puritano fanático poderia reprovar os membros de uma sociedade que quisessem dar descontração, relaxamento, humor e diversão a vidas geralmente enquadradas em rotinas deprimentes e às vezes imbecilizantes. Mas transformar em valor supremo essa propensão natural a divertir-se tem consequências inesperadas: banalização da cultura, generalização da frivolidade e, no campo da informação, a proliferação do jornalismo irresponsável da bisbilhotice e do escândalo.

(LLOSA, Mario Vargas. A civilização do espetáculo. Rio de Janeiro: Objetiva, 2013. Adaptado).

“Os tabloides de Nova York estão como loucos em busca de um corretor da Bolsa que se atire no vazio do alto de algum dos imponentes arranha-céus que abrigam os grandes bancos de investimento, ídolos caídos que o furacão financeiro está transformando em cinzas.” (1º parágrafo)

As três orações introduzidas nesse período pelo pronome relativo “que” têm em comum a função de

  • A conceder ressalvas às ideias anteriores.
  • B conferir qualidades a seus antecedentes.
  • C firmar comparação com a frase principal.
  • D atribuir causalidade à primeira sentença.
  • E apresentar condições a determinada ação
4

      Claudio Pérez, enviado especial de El País a Nova York, para informar sobre a crise financeira, escreve em sua crônica da sexta feira, 19 de setembro de 2008: “Os tabloides de Nova York estão como loucos em busca de um corretor da Bolsa que se atire no vazio do alto de algum dos imponentes arranha-céus que abrigam os grandes bancos de investimento, ídolos caídos que o furacão financeiro está transformando em cinzas.” Vamos reter por um momento esta imagem na memória: uma multidão de fotógrafos, de paparazzi, espreitando as alturas com as câmaras prontas, para captar o primeiro suicida que encarne de maneira gráfica, dramática e espetacular a hecatombe financeira que fez evaporar bilhões de dólares e mergulhou na ruína grandes empresas e inúmeros cidadãos. Não creio que haja imagem que resuma melhor a civilização de que fazemos parte.

      Parece-me ser essa a melhor maneira de definirmos a civilização de nosso tempo, compartilhada pelos países ocidentais, pelos que atingiram altos níveis de desenvolvimento na Ásia e por muitos do chamado Terceiro Mundo.

      O que quer dizer civilização do espetáculo? É a civilização de um mundo onde o primeiro lugar na tabela de valores vigente é ocupado pelo entretenimento, onde divertir-se, escapar do tédio, é a paixão universal. Esse ideal de vida é perfeitamente legítimo, sem dúvida. Só um puritano fanático poderia reprovar os membros de uma sociedade que quisessem dar descontração, relaxamento, humor e diversão a vidas geralmente enquadradas em rotinas deprimentes e às vezes imbecilizantes. Mas transformar em valor supremo essa propensão natural a divertir-se tem consequências inesperadas: banalização da cultura, generalização da frivolidade e, no campo da informação, a proliferação do jornalismo irresponsável da bisbilhotice e do escândalo.

(LLOSA, Mario Vargas. A civilização do espetáculo. Rio de Janeiro: Objetiva, 2013. Adaptado).

O texto de Mario Vargas Llosa pertence ao gênero denominado
  • A carta.
  • B ensaio.
  • C crônica.
  • D sinopse.
  • E resenha.
5

      Claudio Pérez, enviado especial de El País a Nova York, para informar sobre a crise financeira, escreve em sua crônica da sexta feira, 19 de setembro de 2008: “Os tabloides de Nova York estão como loucos em busca de um corretor da Bolsa que se atire no vazio do alto de algum dos imponentes arranha-céus que abrigam os grandes bancos de investimento, ídolos caídos que o furacão financeiro está transformando em cinzas.” Vamos reter por um momento esta imagem na memória: uma multidão de fotógrafos, de paparazzi, espreitando as alturas com as câmaras prontas, para captar o primeiro suicida que encarne de maneira gráfica, dramática e espetacular a hecatombe financeira que fez evaporar bilhões de dólares e mergulhou na ruína grandes empresas e inúmeros cidadãos. Não creio que haja imagem que resuma melhor a civilização de que fazemos parte.

      Parece-me ser essa a melhor maneira de definirmos a civilização de nosso tempo, compartilhada pelos países ocidentais, pelos que atingiram altos níveis de desenvolvimento na Ásia e por muitos do chamado Terceiro Mundo.

      O que quer dizer civilização do espetáculo? É a civilização de um mundo onde o primeiro lugar na tabela de valores vigente é ocupado pelo entretenimento, onde divertir-se, escapar do tédio, é a paixão universal. Esse ideal de vida é perfeitamente legítimo, sem dúvida. Só um puritano fanático poderia reprovar os membros de uma sociedade que quisessem dar descontração, relaxamento, humor e diversão a vidas geralmente enquadradas em rotinas deprimentes e às vezes imbecilizantes. Mas transformar em valor supremo essa propensão natural a divertir-se tem consequências inesperadas: banalização da cultura, generalização da frivolidade e, no campo da informação, a proliferação do jornalismo irresponsável da bisbilhotice e do escândalo.

(LLOSA, Mario Vargas. A civilização do espetáculo. Rio de Janeiro: Objetiva, 2013. Adaptado).

O fragmento que apresenta uma alteração correta no uso da vírgula, removendo-a ou inserindo-a, encontra-se em
  • A “Não creio que haja imagem, que resuma melhor a civilização de que fazemos parte.” (1º parágrafo) 
  • B “[...] espreitando as alturas com as câmaras prontas para captar o primeiro suicida [...].” (1º parágrafo)
  • C “Parece-me ser essa a melhor maneira de definirmos a civilização de nosso tempo [...].” (2º parágrafo)
  • D “[...] o primeiro lugar, na tabela de valores vigente é ocupado pelo entretenimento [...].” (3º parágrafo)
  • E “[...] no campo da informação a proliferação do jornalismo irresponsável da bisbilhotice e do escândalo.” (3º parágrafo)
6

      Claudio Pérez, enviado especial de El País a Nova York, para informar sobre a crise financeira, escreve em sua crônica da sexta feira, 19 de setembro de 2008: “Os tabloides de Nova York estão como loucos em busca de um corretor da Bolsa que se atire no vazio do alto de algum dos imponentes arranha-céus que abrigam os grandes bancos de investimento, ídolos caídos que o furacão financeiro está transformando em cinzas.” Vamos reter por um momento esta imagem na memória: uma multidão de fotógrafos, de paparazzi, espreitando as alturas com as câmaras prontas, para captar o primeiro suicida que encarne de maneira gráfica, dramática e espetacular a hecatombe financeira que fez evaporar bilhões de dólares e mergulhou na ruína grandes empresas e inúmeros cidadãos. Não creio que haja imagem que resuma melhor a civilização de que fazemos parte.

      Parece-me ser essa a melhor maneira de definirmos a civilização de nosso tempo, compartilhada pelos países ocidentais, pelos que atingiram altos níveis de desenvolvimento na Ásia e por muitos do chamado Terceiro Mundo.

      O que quer dizer civilização do espetáculo? É a civilização de um mundo onde o primeiro lugar na tabela de valores vigente é ocupado pelo entretenimento, onde divertir-se, escapar do tédio, é a paixão universal. Esse ideal de vida é perfeitamente legítimo, sem dúvida. Só um puritano fanático poderia reprovar os membros de uma sociedade que quisessem dar descontração, relaxamento, humor e diversão a vidas geralmente enquadradas em rotinas deprimentes e às vezes imbecilizantes. Mas transformar em valor supremo essa propensão natural a divertir-se tem consequências inesperadas: banalização da cultura, generalização da frivolidade e, no campo da informação, a proliferação do jornalismo irresponsável da bisbilhotice e do escândalo.

(LLOSA, Mario Vargas. A civilização do espetáculo. Rio de Janeiro: Objetiva, 2013. Adaptado).

A principal ideia desse texto resume-se em compreender

  • A o conservadorismo como uma atitude que condena o direito à recreação.
  • B a civilização do espetáculo como uma cultura que hiperdimensiona o lazer.
  • C a falência de empresas e de cidadãos como alvo de matérias sensacionalistas.
  • D o declínio econômico como resultado de práticas consumistas irresponsáveis.
  • E a crise financeira como oportunidade de aparição midiática dos investidores.
7

INSTRUÇÃO: A questão deve ser respondida com base no texto 1. Leia-o atentamente, antes de responder a questão.

TEXTO 1

Antissocial

Ruy Castro

[1º§]RIO DE JANEIRO - No mínimo, três ou quatro por dia. São os convites eletrônicos que recebo para me tornar “amigo” de fulano ou para “fazer parte de sua rede profissional”. São convites amáveis, endereçados a mim pelo primeiro nome. Mas, apesar do tratamento personalizado, têm um ar de mensagem disparada a 100 ou 200 pessoas ao mesmo tempo.

[2º§]Sempre que recebo esses convites, embatuco. Não tenho Facebook, nem sei como funciona, e as únicas redes profissionais a que pertenço são as empresas a que presto serviços como escritor ou jornalista. Não sei, por exemplo, qual é a “rede profissional” de um querido amigo que, aos 70 anos, nunca teve uma carteira de trabalho assinada, nem acordou como assalariado um único dia em sua vida – e ele me convidou a me juntar à sua “rede”.

[3º§]Como não sei para que servem essas redes, também não sei o que responder e, pior, temo que tais mensagens sejam pegadinhas marotas contendo vírus. Assim, ou as apago ou deixo que morram de velhice na lista de mensagens. O problema é que, com isso, posso estar passando por esnobe ou antissocial para quem se deu ao trabalho de me convidar a ser seu “amigo” ou de juntar-me à sua “rede”.

[4º§]O ridículo é que os que me convidam a tornar-me “amigo” deles já são meus amigos. Têm meu telefone, sabem onde moro, já saímos juntos para pândegas, discutimos futebol, fomos até sócios no passado e, se calhar, um tomou a namorada do outro e vice-versa. Então, por que tal formalismo engessado?

[5º§]Acredito que os programadores dessas maravilhas eletrônicas tenham pouca prática de vida real. Por serem muito jovens e já terem nascido com um mouse na mão, talvez não saibam que as relações humanas podem se formar a partir de um encontro casual, um aperto de mão, um brilho no olhar.

Fonte: Jornal Folha de São Paulo, 18/maio/2012 – texto adaptado.



INSTRUÇÃO: A questão, a seguir, deve ser respondida com base no texto 2. Leia-o atentamente, antes de responder a questão.

TEXTO 2

[1º§]Os cliques da internet tornaram-se os remos das antigas galés. Remem remem remem. Cliquem cliquem cliquem para não ficar para trás e morrer. Mas o presente, nessa velocidade, é um pretérito contínuo. Se a internet parece ter encolhido o mundo, e milhares de quilômetros podem ser reduzidos a um clique, como dizem o clichê e alguns anúncios publicitários, nosso mundo interno ficou a oceanos de nós. Conectados ao planeta inteiro, estamos desconectados do eu e também do outro. Incapazes da alteridade, o outro se tornou alguém a ser destruído, bloqueado ou mesmo deletado. Falamos muito, mas sozinhos. Escassas são as conversas, a rede tornou-se, em parte, um interminável discurso autorreferente, um delírio narcisista. E narciso é um eu sem eu. Porque para existir eu é preciso o outro.

[2º§]Há tanta informação disponível, mas talvez estejamos nos imbecilizando. Porque nos falta contemplação, nos falta o vazio que impele à criação, nos faltam silêncios. Nos falta até o tédio. Sem experiência não há conhecimento. E talvez uma parcela do ativismo seja uma ilusão de ativismo, porque sem o outro. Talvez parte do que acreditamos ser ativismo seja, ao contrário, passividade. Um novo tipo de passividade, cheia de gritos, de certezas e de pontos de exclamação. Os espasmos tornaram-se a rotina e, ao se viver aos espasmos, um espasmo anula o outro espasmo que anula o outro espasmo. Quando tudo é grito não há mais grito. Quando tudo é urgência nada é urgência. Ao final do dia que não acaba, resta a ilusão de ter lutado todas as lutas, intervindo em todos os processos, protestado contra todas as injustiças. Os espasmos esgotam, exaurem, consomem. Mas não movem. Apaziguam, mas não movem. Entorpecem, mas será que movem? [...]

[3º§]A técnica da multitarefa não é uma conquista civilizatória atingida pelo humano deste tempo histórico. Ao contrário, está amplamente disseminada entre os animais em estado selvagem: “Um animal ocupado no exercício da mastigação da sua comida tem de ocupar-se, ao mesmo tempo, também com outras atividades. Deve cuidar para que, ao comer, ele próprio não acabe comido. Ao mesmo tempo ele tem que vigiar sua prole e manter o olho em seu/sua parceiro/a. Na vida selvagem, o animal está obrigado a dividir sua atenção em diversas atividades. Por isso, não é capaz de aprofundamento contemplativo – nem no comer nem no copular. O animal não pode mergulhar contemplativamente no que tem diante de si, pois tem de elaborar, ao mesmo tempo, o que tem atrás de si”.

[4º§]A contemplação é civilizatória. E o tédio é criativo. Mas ambos foram eliminados pelo preenchimento ininterrupto do tempo humano por tarefas e estímulos simultâneos. Você executa uma tarefa e atende ao celular, responde a um WhatsApp enquanto cozinha, come assistindo à Netflix e xingando alguém no Facebook, pergunta como foi a escola do filho checando o Twitter, dirige o carro postando uma foto no Instagram, faz um trabalho enquanto manda um email sobre outro e assim por diante. Duas, três... várias tarefas ao mesmo tempo. Como se isso fosse um ganho – e não uma perda monumental, uma involução.

[5º§]Voltamos ao modo selvagem. Nietzsche (1844-1900), ainda na sua época, já chamava a atenção para o fato de que a vida humana finda numa hiperatividade mortal se dela for expulso todo elemento contemplativo: “Por falta de repouso, nossa civilização caminha para uma nova barbárie”.

Eliane Brum escritora, repórter e documentarista.

Fonte: http://brasil.elpais.com/brasil/2016/07/04/politica/1467642464_246482.html, acesso em 25 set.2016. Fragmento do texto “Exaustos-e-correndo-e-dopados”. Adaptado.

INSTRUÇÃO: A questão, a seguir, deve ser respondida com base nos textos 1 e 2. Caso necessário, releia-os, antes de responder a essa questão.
Considere as assertivas, a seguir, sobre os textos 1 e 2.
I- No texto 1, o autor utiliza elementos de linguagem informal para aproximar-se do leitor.
II- No texto 2, a autora faz uso de citações e de exemplificação para dar credibilidade a sua argumentação.
III- Ambos os textos propõem uma reflexão acerca dos usos das redes sociais.
IV- Ambos os textos reconhecem o caráter retrógrado das situações de hiperatividade humana nos domínios digitais.
V- Ambos os textos propõem um enfoque parcial e impessoal.
Estão corretas as assertivas
  • A III e IV.
  • B IV e V.
  • C I, II e III.
  • D I, II e IV.
  • E II, III e V.
8

INSTRUÇÃO: A questão, a seguir, deve ser respondida com base no texto 2. Leia-o atentamente, antes de responder a questão.

TEXTO 2

[1º§]Os cliques da internet tornaram-se os remos das antigas galés. Remem remem remem. Cliquem cliquem cliquem para não ficar para trás e morrer. Mas o presente, nessa velocidade, é um pretérito contínuo. Se a internet parece ter encolhido o mundo, e milhares de quilômetros podem ser reduzidos a um clique, como dizem o clichê e alguns anúncios publicitários, nosso mundo interno ficou a oceanos de nós. Conectados ao planeta inteiro, estamos desconectados do eu e também do outro. Incapazes da alteridade, o outro se tornou alguém a ser destruído, bloqueado ou mesmo deletado. Falamos muito, mas sozinhos. Escassas são as conversas, a rede tornou-se, em parte, um interminável discurso autorreferente, um delírio narcisista. E narciso é um eu sem eu. Porque para existir eu é preciso o outro.

[2º§]Há tanta informação disponível, mas talvez estejamos nos imbecilizando. Porque nos falta contemplação, nos falta o vazio que impele à criação, nos faltam silêncios. Nos falta até o tédio. Sem experiência não há conhecimento. E talvez uma parcela do ativismo seja uma ilusão de ativismo, porque sem o outro. Talvez parte do que acreditamos ser ativismo seja, ao contrário, passividade. Um novo tipo de passividade, cheia de gritos, de certezas e de pontos de exclamação. Os espasmos tornaram-se a rotina e, ao se viver aos espasmos, um espasmo anula o outro espasmo que anula o outro espasmo. Quando tudo é grito não há mais grito. Quando tudo é urgência nada é urgência. Ao final do dia que não acaba, resta a ilusão de ter lutado todas as lutas, intervindo em todos os processos, protestado contra todas as injustiças. Os espasmos esgotam, exaurem, consomem. Mas não movem. Apaziguam, mas não movem. Entorpecem, mas será que movem? [...]

[3º§]A técnica da multitarefa não é uma conquista civilizatória atingida pelo humano deste tempo histórico. Ao contrário, está amplamente disseminada entre os animais em estado selvagem: “Um animal ocupado no exercício da mastigação da sua comida tem de ocupar-se, ao mesmo tempo, também com outras atividades. Deve cuidar para que, ao comer, ele próprio não acabe comido. Ao mesmo tempo ele tem que vigiar sua prole e manter o olho em seu/sua parceiro/a. Na vida selvagem, o animal está obrigado a dividir sua atenção em diversas atividades. Por isso, não é capaz de aprofundamento contemplativo – nem no comer nem no copular. O animal não pode mergulhar contemplativamente no que tem diante de si, pois tem de elaborar, ao mesmo tempo, o que tem atrás de si”.

[4º§]A contemplação é civilizatória. E o tédio é criativo. Mas ambos foram eliminados pelo preenchimento ininterrupto do tempo humano por tarefas e estímulos simultâneos. Você executa uma tarefa e atende ao celular, responde a um WhatsApp enquanto cozinha, come assistindo à Netflix e xingando alguém no Facebook, pergunta como foi a escola do filho checando o Twitter, dirige o carro postando uma foto no Instagram, faz um trabalho enquanto manda um email sobre outro e assim por diante. Duas, três... várias tarefas ao mesmo tempo. Como se isso fosse um ganho – e não uma perda monumental, uma involução.

[5º§]Voltamos ao modo selvagem. Nietzsche (1844-1900), ainda na sua época, já chamava a atenção para o fato de que a vida humana finda numa hiperatividade mortal se dela for expulso todo elemento contemplativo: “Por falta de repouso, nossa civilização caminha para uma nova barbárie”.

Eliane Brum escritora, repórter e documentarista.

Fonte: http://brasil.elpais.com/brasil/2016/07/04/politica/1467642464_246482.html, acesso em 25 set.2016. Fragmento do texto “Exaustos-e-correndo-e-dopados”. Adaptado.

Nas sentenças a seguir, a classificação dos verbos negritados/grifados, indicada entre colchetes, está correta, EXCETO em:

  • A Talvez parte do que acreditamos ser ativismo seja, ao contrário, passividade. [presente do subjuntivo - 3ª pessoa do singular]
  • B Como se isso fosse um ganho – e não uma perda monumental, uma involução. [pretérito imperfeito do subjuntivo – 3ª pessoa do singular]
  • C Os espasmos tornaram-se a rotina e, ao se viver aos espasmos, um espasmo anula o outro espasmo que anula o outro espasmo. [presente do indicativo – 3ª pessoa do plural]
  • D Ao final do dia que não acaba, resta a ilusão de ter lutado todas as lutas, intervindo em todos os processos, protestado contra todas as injustiças. [forma nominal de particípio passado]
  • E Nietzsche (1844-1900), ainda na sua época, já chamava a atenção para o fato de que a vida humana finda numa hiperatividade mortal se dela for expulso todo elemento contemplativo (...). [presente do indicativo – 3ª pessoa do singular]
9

INSTRUÇÃO: A questão, a seguir, deve ser respondida com base no texto 2. Leia-o atentamente, antes de responder a questão.

TEXTO 2

[1º§]Os cliques da internet tornaram-se os remos das antigas galés. Remem remem remem. Cliquem cliquem cliquem para não ficar para trás e morrer. Mas o presente, nessa velocidade, é um pretérito contínuo. Se a internet parece ter encolhido o mundo, e milhares de quilômetros podem ser reduzidos a um clique, como dizem o clichê e alguns anúncios publicitários, nosso mundo interno ficou a oceanos de nós. Conectados ao planeta inteiro, estamos desconectados do eu e também do outro. Incapazes da alteridade, o outro se tornou alguém a ser destruído, bloqueado ou mesmo deletado. Falamos muito, mas sozinhos. Escassas são as conversas, a rede tornou-se, em parte, um interminável discurso autorreferente, um delírio narcisista. E narciso é um eu sem eu. Porque para existir eu é preciso o outro.

[2º§]Há tanta informação disponível, mas talvez estejamos nos imbecilizando. Porque nos falta contemplação, nos falta o vazio que impele à criação, nos faltam silêncios. Nos falta até o tédio. Sem experiência não há conhecimento. E talvez uma parcela do ativismo seja uma ilusão de ativismo, porque sem o outro. Talvez parte do que acreditamos ser ativismo seja, ao contrário, passividade. Um novo tipo de passividade, cheia de gritos, de certezas e de pontos de exclamação. Os espasmos tornaram-se a rotina e, ao se viver aos espasmos, um espasmo anula o outro espasmo que anula o outro espasmo. Quando tudo é grito não há mais grito. Quando tudo é urgência nada é urgência. Ao final do dia que não acaba, resta a ilusão de ter lutado todas as lutas, intervindo em todos os processos, protestado contra todas as injustiças. Os espasmos esgotam, exaurem, consomem. Mas não movem. Apaziguam, mas não movem. Entorpecem, mas será que movem? [...]

[3º§]A técnica da multitarefa não é uma conquista civilizatória atingida pelo humano deste tempo histórico. Ao contrário, está amplamente disseminada entre os animais em estado selvagem: “Um animal ocupado no exercício da mastigação da sua comida tem de ocupar-se, ao mesmo tempo, também com outras atividades. Deve cuidar para que, ao comer, ele próprio não acabe comido. Ao mesmo tempo ele tem que vigiar sua prole e manter o olho em seu/sua parceiro/a. Na vida selvagem, o animal está obrigado a dividir sua atenção em diversas atividades. Por isso, não é capaz de aprofundamento contemplativo – nem no comer nem no copular. O animal não pode mergulhar contemplativamente no que tem diante de si, pois tem de elaborar, ao mesmo tempo, o que tem atrás de si”.

[4º§]A contemplação é civilizatória. E o tédio é criativo. Mas ambos foram eliminados pelo preenchimento ininterrupto do tempo humano por tarefas e estímulos simultâneos. Você executa uma tarefa e atende ao celular, responde a um WhatsApp enquanto cozinha, come assistindo à Netflix e xingando alguém no Facebook, pergunta como foi a escola do filho checando o Twitter, dirige o carro postando uma foto no Instagram, faz um trabalho enquanto manda um email sobre outro e assim por diante. Duas, três... várias tarefas ao mesmo tempo. Como se isso fosse um ganho – e não uma perda monumental, uma involução.

[5º§]Voltamos ao modo selvagem. Nietzsche (1844-1900), ainda na sua época, já chamava a atenção para o fato de que a vida humana finda numa hiperatividade mortal se dela for expulso todo elemento contemplativo: “Por falta de repouso, nossa civilização caminha para uma nova barbárie”.

Eliane Brum escritora, repórter e documentarista.

Fonte: http://brasil.elpais.com/brasil/2016/07/04/politica/1467642464_246482.html, acesso em 25 set.2016. Fragmento do texto “Exaustos-e-correndo-e-dopados”. Adaptado.

A visão crítica elaborada neste trecho: “(...) o presente, nessa velocidade, é um pretérito contínuo.” está explicada em:

  • A Os espasmos tornaram-se a rotina e, ao se viver aos espasmos, um espasmo anula o outro espasmo que anula o outro espasmo.
  • B Há tanta informação disponível, mas talvez estejamos nos imbecilizando. Porque nos falta contemplação, nos falta o vazio que impele à criação, nos faltam silêncios.
  • C A técnica da multitarefa não é uma conquista civilizatória atingida pelo humano deste tempo histórico. Ao contrário, está amplamente disseminada entre os animais em estado selvagem.
  • D Conectados ao planeta inteiro, estamos desconectados do eu e também do outro. Incapazes da alteridade, o outro se tornou alguém a ser destruído, bloqueado ou mesmo deletado.
  • E Sem experiência não há conhecimento. E talvez uma parcela do ativismo seja uma ilusão de ativismo, porque sem o outro. Talvez parte do que acreditamos ser ativismo seja, ao contrário, passividade.
10

INSTRUÇÃO: A questão, a seguir, deve ser respondida com base no texto 2. Leia-o atentamente, antes de responder a questão.

TEXTO 2

[1º§]Os cliques da internet tornaram-se os remos das antigas galés. Remem remem remem. Cliquem cliquem cliquem para não ficar para trás e morrer. Mas o presente, nessa velocidade, é um pretérito contínuo. Se a internet parece ter encolhido o mundo, e milhares de quilômetros podem ser reduzidos a um clique, como dizem o clichê e alguns anúncios publicitários, nosso mundo interno ficou a oceanos de nós. Conectados ao planeta inteiro, estamos desconectados do eu e também do outro. Incapazes da alteridade, o outro se tornou alguém a ser destruído, bloqueado ou mesmo deletado. Falamos muito, mas sozinhos. Escassas são as conversas, a rede tornou-se, em parte, um interminável discurso autorreferente, um delírio narcisista. E narciso é um eu sem eu. Porque para existir eu é preciso o outro.

[2º§]Há tanta informação disponível, mas talvez estejamos nos imbecilizando. Porque nos falta contemplação, nos falta o vazio que impele à criação, nos faltam silêncios. Nos falta até o tédio. Sem experiência não há conhecimento. E talvez uma parcela do ativismo seja uma ilusão de ativismo, porque sem o outro. Talvez parte do que acreditamos ser ativismo seja, ao contrário, passividade. Um novo tipo de passividade, cheia de gritos, de certezas e de pontos de exclamação. Os espasmos tornaram-se a rotina e, ao se viver aos espasmos, um espasmo anula o outro espasmo que anula o outro espasmo. Quando tudo é grito não há mais grito. Quando tudo é urgência nada é urgência. Ao final do dia que não acaba, resta a ilusão de ter lutado todas as lutas, intervindo em todos os processos, protestado contra todas as injustiças. Os espasmos esgotam, exaurem, consomem. Mas não movem. Apaziguam, mas não movem. Entorpecem, mas será que movem? [...]

[3º§]A técnica da multitarefa não é uma conquista civilizatória atingida pelo humano deste tempo histórico. Ao contrário, está amplamente disseminada entre os animais em estado selvagem: “Um animal ocupado no exercício da mastigação da sua comida tem de ocupar-se, ao mesmo tempo, também com outras atividades. Deve cuidar para que, ao comer, ele próprio não acabe comido. Ao mesmo tempo ele tem que vigiar sua prole e manter o olho em seu/sua parceiro/a. Na vida selvagem, o animal está obrigado a dividir sua atenção em diversas atividades. Por isso, não é capaz de aprofundamento contemplativo – nem no comer nem no copular. O animal não pode mergulhar contemplativamente no que tem diante de si, pois tem de elaborar, ao mesmo tempo, o que tem atrás de si”.

[4º§]A contemplação é civilizatória. E o tédio é criativo. Mas ambos foram eliminados pelo preenchimento ininterrupto do tempo humano por tarefas e estímulos simultâneos. Você executa uma tarefa e atende ao celular, responde a um WhatsApp enquanto cozinha, come assistindo à Netflix e xingando alguém no Facebook, pergunta como foi a escola do filho checando o Twitter, dirige o carro postando uma foto no Instagram, faz um trabalho enquanto manda um email sobre outro e assim por diante. Duas, três... várias tarefas ao mesmo tempo. Como se isso fosse um ganho – e não uma perda monumental, uma involução.

[5º§]Voltamos ao modo selvagem. Nietzsche (1844-1900), ainda na sua época, já chamava a atenção para o fato de que a vida humana finda numa hiperatividade mortal se dela for expulso todo elemento contemplativo: “Por falta de repouso, nossa civilização caminha para uma nova barbárie”.

Eliane Brum escritora, repórter e documentarista.

Fonte: http://brasil.elpais.com/brasil/2016/07/04/politica/1467642464_246482.html, acesso em 25 set.2016. Fragmento do texto “Exaustos-e-correndo-e-dopados”. Adaptado.

O trecho: “Escassas são as conversas, a rede tornou-se, em parte, um interminável discurso autorreferente, um delírio narcisista.”, tem correspondência de sentido com a versão reescrita em
  • A Escassas são as conversas, mas a rede tornou-se, em parte, um interminável discurso autorreferente, um delírio narcisista.
  • B Escassas são as conversas, pois a rede tornou-se, em parte, um interminável discurso autorreferente, um delírio narcisista.
  • C Escassas são as conversas, portanto, a rede tornou-se, em parte, um interminável discurso autorreferente, um delírio narcisista.
  • D Escassas são as conversas, além de a rede ter-se tornado, em parte, um interminável discurso autorreferente, um delírio narcisista.
  • E Escassas são as conversas, embora a rede tenha se tornado, em parte, um interminável discurso autorreferente, um delírio narcisista.
11

INSTRUÇÃO: A questão, a seguir, deve ser respondida com base no texto 2. Leia-o atentamente, antes de responder a questão.

TEXTO 2

[1º§]Os cliques da internet tornaram-se os remos das antigas galés. Remem remem remem. Cliquem cliquem cliquem para não ficar para trás e morrer. Mas o presente, nessa velocidade, é um pretérito contínuo. Se a internet parece ter encolhido o mundo, e milhares de quilômetros podem ser reduzidos a um clique, como dizem o clichê e alguns anúncios publicitários, nosso mundo interno ficou a oceanos de nós. Conectados ao planeta inteiro, estamos desconectados do eu e também do outro. Incapazes da alteridade, o outro se tornou alguém a ser destruído, bloqueado ou mesmo deletado. Falamos muito, mas sozinhos. Escassas são as conversas, a rede tornou-se, em parte, um interminável discurso autorreferente, um delírio narcisista. E narciso é um eu sem eu. Porque para existir eu é preciso o outro.

[2º§]Há tanta informação disponível, mas talvez estejamos nos imbecilizando. Porque nos falta contemplação, nos falta o vazio que impele à criação, nos faltam silêncios. Nos falta até o tédio. Sem experiência não há conhecimento. E talvez uma parcela do ativismo seja uma ilusão de ativismo, porque sem o outro. Talvez parte do que acreditamos ser ativismo seja, ao contrário, passividade. Um novo tipo de passividade, cheia de gritos, de certezas e de pontos de exclamação. Os espasmos tornaram-se a rotina e, ao se viver aos espasmos, um espasmo anula o outro espasmo que anula o outro espasmo. Quando tudo é grito não há mais grito. Quando tudo é urgência nada é urgência. Ao final do dia que não acaba, resta a ilusão de ter lutado todas as lutas, intervindo em todos os processos, protestado contra todas as injustiças. Os espasmos esgotam, exaurem, consomem. Mas não movem. Apaziguam, mas não movem. Entorpecem, mas será que movem? [...]

[3º§]A técnica da multitarefa não é uma conquista civilizatória atingida pelo humano deste tempo histórico. Ao contrário, está amplamente disseminada entre os animais em estado selvagem: “Um animal ocupado no exercício da mastigação da sua comida tem de ocupar-se, ao mesmo tempo, também com outras atividades. Deve cuidar para que, ao comer, ele próprio não acabe comido. Ao mesmo tempo ele tem que vigiar sua prole e manter o olho em seu/sua parceiro/a. Na vida selvagem, o animal está obrigado a dividir sua atenção em diversas atividades. Por isso, não é capaz de aprofundamento contemplativo – nem no comer nem no copular. O animal não pode mergulhar contemplativamente no que tem diante de si, pois tem de elaborar, ao mesmo tempo, o que tem atrás de si”.

[4º§]A contemplação é civilizatória. E o tédio é criativo. Mas ambos foram eliminados pelo preenchimento ininterrupto do tempo humano por tarefas e estímulos simultâneos. Você executa uma tarefa e atende ao celular, responde a um WhatsApp enquanto cozinha, come assistindo à Netflix e xingando alguém no Facebook, pergunta como foi a escola do filho checando o Twitter, dirige o carro postando uma foto no Instagram, faz um trabalho enquanto manda um email sobre outro e assim por diante. Duas, três... várias tarefas ao mesmo tempo. Como se isso fosse um ganho – e não uma perda monumental, uma involução.

[5º§]Voltamos ao modo selvagem. Nietzsche (1844-1900), ainda na sua época, já chamava a atenção para o fato de que a vida humana finda numa hiperatividade mortal se dela for expulso todo elemento contemplativo: “Por falta de repouso, nossa civilização caminha para uma nova barbárie”.

Eliane Brum escritora, repórter e documentarista.

Fonte: http://brasil.elpais.com/brasil/2016/07/04/politica/1467642464_246482.html, acesso em 25 set.2016. Fragmento do texto “Exaustos-e-correndo-e-dopados”. Adaptado.

No texto 2, a autora tem o objetivo de

  • A descrever o uso de redes sociais.
  • B enaltecer o dinamismo da internet.
  • C potencializar a urgência das ações virtuais.
  • D discutir impactos da hiperatividade humana.
  • E diferenciar animais selvagens e seres humanos.
12

INSTRUÇÃO: A questão deve ser respondida com base no texto 1. Leia-o atentamente, antes de responder a questão.

TEXTO 1

Antissocial

Ruy Castro

[1º§]RIO DE JANEIRO - No mínimo, três ou quatro por dia. São os convites eletrônicos que recebo para me tornar “amigo” de fulano ou para “fazer parte de sua rede profissional”. São convites amáveis, endereçados a mim pelo primeiro nome. Mas, apesar do tratamento personalizado, têm um ar de mensagem disparada a 100 ou 200 pessoas ao mesmo tempo.

[2º§]Sempre que recebo esses convites, embatuco. Não tenho Facebook, nem sei como funciona, e as únicas redes profissionais a que pertenço são as empresas a que presto serviços como escritor ou jornalista. Não sei, por exemplo, qual é a “rede profissional” de um querido amigo que, aos 70 anos, nunca teve uma carteira de trabalho assinada, nem acordou como assalariado um único dia em sua vida – e ele me convidou a me juntar à sua “rede”.

[3º§]Como não sei para que servem essas redes, também não sei o que responder e, pior, temo que tais mensagens sejam pegadinhas marotas contendo vírus. Assim, ou as apago ou deixo que morram de velhice na lista de mensagens. O problema é que, com isso, posso estar passando por esnobe ou antissocial para quem se deu ao trabalho de me convidar a ser seu “amigo” ou de juntar-me à sua “rede”.

[4º§]O ridículo é que os que me convidam a tornar-me “amigo” deles já são meus amigos. Têm meu telefone, sabem onde moro, já saímos juntos para pândegas, discutimos futebol, fomos até sócios no passado e, se calhar, um tomou a namorada do outro e vice-versa. Então, por que tal formalismo engessado?

[5º§]Acredito que os programadores dessas maravilhas eletrônicas tenham pouca prática de vida real. Por serem muito jovens e já terem nascido com um mouse na mão, talvez não saibam que as relações humanas podem se formar a partir de um encontro casual, um aperto de mão, um brilho no olhar.

Fonte: Jornal Folha de São Paulo, 18/maio/2012 – texto adaptado.

No trecho: “Sempre que recebo esses convites, embatuco.”, a palavra negritada pode ser substituída, sem perda de sentido, por
  • A desperto.
  • B protesto.
  • C entristeço.
  • D fico calado.
  • E fico nervoso.
13

INSTRUÇÃO: A questão deve ser respondida com base no texto 1. Leia-o atentamente, antes de responder a questão.

TEXTO 1

Antissocial

Ruy Castro

[1º§]RIO DE JANEIRO - No mínimo, três ou quatro por dia. São os convites eletrônicos que recebo para me tornar “amigo” de fulano ou para “fazer parte de sua rede profissional”. São convites amáveis, endereçados a mim pelo primeiro nome. Mas, apesar do tratamento personalizado, têm um ar de mensagem disparada a 100 ou 200 pessoas ao mesmo tempo.

[2º§]Sempre que recebo esses convites, embatuco. Não tenho Facebook, nem sei como funciona, e as únicas redes profissionais a que pertenço são as empresas a que presto serviços como escritor ou jornalista. Não sei, por exemplo, qual é a “rede profissional” de um querido amigo que, aos 70 anos, nunca teve uma carteira de trabalho assinada, nem acordou como assalariado um único dia em sua vida – e ele me convidou a me juntar à sua “rede”.

[3º§]Como não sei para que servem essas redes, também não sei o que responder e, pior, temo que tais mensagens sejam pegadinhas marotas contendo vírus. Assim, ou as apago ou deixo que morram de velhice na lista de mensagens. O problema é que, com isso, posso estar passando por esnobe ou antissocial para quem se deu ao trabalho de me convidar a ser seu “amigo” ou de juntar-me à sua “rede”.

[4º§]O ridículo é que os que me convidam a tornar-me “amigo” deles já são meus amigos. Têm meu telefone, sabem onde moro, já saímos juntos para pândegas, discutimos futebol, fomos até sócios no passado e, se calhar, um tomou a namorada do outro e vice-versa. Então, por que tal formalismo engessado?

[5º§]Acredito que os programadores dessas maravilhas eletrônicas tenham pouca prática de vida real. Por serem muito jovens e já terem nascido com um mouse na mão, talvez não saibam que as relações humanas podem se formar a partir de um encontro casual, um aperto de mão, um brilho no olhar.

Fonte: Jornal Folha de São Paulo, 18/maio/2012 – texto adaptado.

O texto 1 constitui-se um exemplo do gênero

  • A artigo de opinião, por apresentar uma visão crítica.
  • B notícia, uma que é situado em um lugar específico.
  • C reportagem, pois apresenta uma abordagem factual.
  • D crônica, por mesclar narrativa factual e reflexão crítica.
  • E relato, por elaborar uma narrativa ficcional em primeira pessoa.
14

INSTRUÇÃO: A questão deve ser respondida com base no texto 1. Leia-o atentamente, antes de responder a questão.

TEXTO 1

Antissocial

Ruy Castro

[1º§]RIO DE JANEIRO - No mínimo, três ou quatro por dia. São os convites eletrônicos que recebo para me tornar “amigo” de fulano ou para “fazer parte de sua rede profissional”. São convites amáveis, endereçados a mim pelo primeiro nome. Mas, apesar do tratamento personalizado, têm um ar de mensagem disparada a 100 ou 200 pessoas ao mesmo tempo.

[2º§]Sempre que recebo esses convites, embatuco. Não tenho Facebook, nem sei como funciona, e as únicas redes profissionais a que pertenço são as empresas a que presto serviços como escritor ou jornalista. Não sei, por exemplo, qual é a “rede profissional” de um querido amigo que, aos 70 anos, nunca teve uma carteira de trabalho assinada, nem acordou como assalariado um único dia em sua vida – e ele me convidou a me juntar à sua “rede”.

[3º§]Como não sei para que servem essas redes, também não sei o que responder e, pior, temo que tais mensagens sejam pegadinhas marotas contendo vírus. Assim, ou as apago ou deixo que morram de velhice na lista de mensagens. O problema é que, com isso, posso estar passando por esnobe ou antissocial para quem se deu ao trabalho de me convidar a ser seu “amigo” ou de juntar-me à sua “rede”.

[4º§]O ridículo é que os que me convidam a tornar-me “amigo” deles já são meus amigos. Têm meu telefone, sabem onde moro, já saímos juntos para pândegas, discutimos futebol, fomos até sócios no passado e, se calhar, um tomou a namorada do outro e vice-versa. Então, por que tal formalismo engessado?

[5º§]Acredito que os programadores dessas maravilhas eletrônicas tenham pouca prática de vida real. Por serem muito jovens e já terem nascido com um mouse na mão, talvez não saibam que as relações humanas podem se formar a partir de um encontro casual, um aperto de mão, um brilho no olhar.

Fonte: Jornal Folha de São Paulo, 18/maio/2012 – texto adaptado.

É objetivo do texto 1

  • A criticar criadores de programas eletrônicos.
  • B propor uma reflexão sobre relações humanas.
  • C enaltecer os mecanismos de contatos virtuais.
  • D esclarecer os diferentes usos das redes sociais.
  • E problematizar o caráter antissocial do facebook.
15

INSTRUÇÃO: A questão a seguir, deve ser respondida com base nos textos 1 e 2. Caso necessário, releia ambos os textos, antes de responder a essa questão.

TEXTO 1

Um mundo sem utopias

Jaime Pinsky**

[1º§] O processo civilizatório se desenvolve desde que existe o ser humano. A descoberta do fogo, a invenção da roda, a domesticação de animais, a elaboração de deuses, a estruturação das cidades foram marcos na história da humanidade. Mas, depois da fala, dificilmente encontraremos fatores civilizatórios mais importantes do que a criação, a racionalização e a universalização da palavra escrita. Por meio dela, o homem se tornou capaz não apenas de produzir cultura como de guardá-la de modo eficiente e de, mais ainda, transmiti-la aos contemporâneos e às gerações seguintes.

[2º§] Com a escrita, tornava-se mais fácil apresentar descobertas, descrever invenções, divulgar técnicas, expor ideias, confessar fraquezas, compartilhar sentimentos. Praticada, inicialmente, apenas por elites, a escrita espalhava com muita parcimônia o saber acumulado, uma vez que o conservadorismo dos detentores do poder bloqueava a democratização dos avanços na cultura material e imaterial.

[3º§] Com os papiros e pergaminhos, inicialmente, e mais tarde com o papel e, mais ainda, com a imprensa de tipos móveis, a cultura, no sentido de patrimônio acumulado, passou a alcançar um número cada vez maior de pessoas, democratizando o saber e dando oportunidades a uma parcela importante da população. Sem a palavra escrita, em geral, e sem o livro, em particular, a história não teria sido a mesma.

[4º§] Ao longo do século 19, nos países mais desenvolvidos, as pessoas foram aprendendo a ler e a escrever. A desvalorização do trabalho braçal, substituído por máquinas, o crescimento do setor de serviços, o aumento da produtividade no campo, o crescimento das cidades: o mundo parecia caminhar para uma realidade sonhada pelos utopistas.

[5º§] Ao ler livros, ao escrever cartas, ao redigir o resultado de reflexões complexas, os cidadãos compartilhavam ideias e sentimentos, tão mais densos quanto mais habilitados estivessem nas técnicas da escrita e da leitura. Era permitido sonhar com uma sociedade universal de gente alfabetizada com oportunidades de ascensão social determinadas apenas pelos seus méritos. Não por acaso é o momento das grandes utopias igualitárias.

[6º§] Já no século 21, as utopias parecem coisas de um passado remoto. Mesmo não gostando do mundo como está, parece que desistimos de mudá-lo. Vivemos ou em sociedades consumistas, ou burocráticas, ou fundamentalistas. Fingimos que a felicidade pode ser encontrada comprando mercadorias, obedecendo a regras, ou acreditando em um improvável mundo pós-morte.

[7º§] Jogamos no lixo milhares de anos de avanço civilizatório e nos transformamos em meros consumidores de softwares. Estamos perdendo a habilidade de ler textos complexos, nos conformamos com a pobreza da linguagem das redes sociais.

[8º§] Em nome da interatividade, sentimo-nos qualificados a ser banais. Sem leituras sérias, abdicamos do patrimônio cultural da humanidade, arduamente construído ao longo de milênios.
Não precisamos sequer de um Grande Irmão¹ para ordenar a queima de livros: queimamos nossas estantes, por inúteis. E nem as substituímos por livros digitais, já que vamos deixar o saber apenas para os criadores de software².

**JAIME PINSKY, historiador, professor titular da Unicamp e diretor da Editora Contexto.

Fonte: Jornal Folha de São Paulo, 24 ago. 2015 - http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2015/08/1672306-um-mundo-sem-utopias.shtml, texto adaptado.

Vocabulário de apoio:

1- Grande irmão: expressão usada pelo escritor George Orwell para definir o controle exercido pelo regime totalitário em seu romance 1984 (escrito em 1948). Naquela história, os trabalhadores são manipulados a tal ponto que existe uma complexa “polícia do pensamento” que a todos vigia por meio de câmaras filmadoras. Pensar “errado” é um crime passível das mais violentas torturas. O correto, naquele romance, é “não pensar”.

Fonte: http://www.unioeste.br/projetos/observatorio/texto_grande_irmao.asp, acesso em 28/09/2016.

2- Software: conjunto de componentes lógicos de um computador ou sistema de processamento de dados; programa, rotina ou conjunto de instruções que controlam o funcionamento de um computador; suporte lógico.


TEXTO 2

O papel social da educação

A educação deve priorizar a formação de indivíduos empoderados e autônomos

Vânia Amorim Café de Carvalho* e Helivane de Azevedo Evangelista**


[1º§] A principal missão da educação no século 21 é criar oportunidades para a formação integral dos educandos. Isso significa que, nas dimensões individual, cidadã e profissional, a educação deve priorizar a formação de indivíduos empoderados e autônomos, cidadãos críticos, éticos e participativos, e profissionais competentes e sincronizados com um mundo em permanente mudança. Para tal, além de trabalhar os conteúdos técnicos de determinados campos de atuação profissional, é preciso também estimular o desenvolvimento de capacidades que permitam aos discentes refletir criticamente sobre a realidade que os circunda, instrumentalizando-os para que, entre outras muitas habilidades, possam interagir socialmente em contextos multiculturais.
[2º§] Percebe-se, nesse cenário, o destaque dado à linguagem, presente em todos os aspectos da vida em sociedade. Linguagem e sociedade são, para o filósofo russo Mikhail Bakhtin (1895- 1975), indissociáveis. A multiplicidade de linguagens no mundo contemporâneo permite ao cidadão não apenas representar, compreender e reproduzir suas experiências e a realidade que o cerca, mas também agir sobre ela e transformá-la.
[3º§] É esta última característica das linguagens a que mais contribui para a formação de cidadãos, pois exige atuação dos sujeitos na vida pessoal, na vida em sociedade e na vida profissional. O fortalecimento da capacidade de linguagem dos educandos fortalece também as relações que estes estabelecem com o mundo e potencializa o exercício cotidiano da cidadania participativa, pois lhes são dadas oportunidades para interpretar melhor o mundo em que vivem e do qual não podem se alienar. A esse processo de desenvolvimento de criticidade, que parte da capacidade de decodificação e interpretação da realidade e leva ao questionamento e à atuação sobre essa realidade, dá-se o nome de letramento crítico.
[4º§] O letramento crítico entende as práticas de leitura e escrita não como resultados, mas como processos sociais de construção e reconstrução da realidade, e pode envolver uma combinação de outros letramentos: letramento visual, letramento informacional, letramento midiático, letramento tecnológico. Este último, por exemplo, pressupõe a familiarização dos educandos com as novas tecnologias da informação e da comunicação (TIC) e a consequente apropriação dessas tecnologias, as quais os situam numa “atmosfera digital”.
[5º§] Esses múltiplos letramentos constituem fator de inserção político-social, uma vez que possibilitam o desenvolvimento de capacidades necessárias à atuação consciente e crítica dos educandos em diferentes esferas da sociedade e à sua adaptação bem-sucedida a um mundo em constante transformação. Os multiletramentos devem ser associados à compreensão de que os textos, escritos ou orais, são construções ideológicas que revelam uma maneira de entender o mundo. O letramento crítico se dá no momento em que os indivíduos se tornam capazes de contrapor a sua visão de mundo a outras, tornando-se uma prática sociocultural efetiva, que os prepara para a cidadania participativa e contribui para a sua formação integral, ajudando a justificar o papel social da educação.

* Vice-reitora do UniBH e ** Diretora de desenvolvimento acadêmico do UniBH Fonte: Jornal Estado de Minas, 14 jun. 2016 – Caderno Opinião – texto adaptado.

A partir da relação entre os textos 1 e 2, analise as assertivas a seguir:

I- Ambos os textos apresentam uma estrutura dissertativo-argumentativa.

II- O letramento crítico, abordado no texto 2, caracterizaria um exemplo contemporâneo de processo civilizatório, explorado no texto 1.

III- Ambos os textos apresentam uma linguagem impessoal.

IV- No texto 1, predomina o uso da contextualização histórica como recurso argumentativo; no texto 2, predomina o uso de conceitos e de exemplos como recurso de argumentação.


Estão corretas apenas as assertivas

  • A I, II e III.
  • B I, II e IV.
  • C II e III.
  • D II e IV.
  • E III e IV.
16

INSTRUÇÃO: A questão deve ser respondida com base no texto 2 a seguir. Leia-o atentamente, antes de responder essa questão..

TEXTO 2

O papel social da educação

A educação deve priorizar a formação de indivíduos empoderados e autônomos

Vânia Amorim Café de Carvalho* e Helivane de Azevedo Evangelista**


[1º§] A principal missão da educação no século 21 é criar oportunidades para a formação integral dos educandos. Isso significa que, nas dimensões individual, cidadã e profissional, a educação deve priorizar a formação de indivíduos empoderados e autônomos, cidadãos críticos, éticos e participativos, e profissionais competentes e sincronizados com um mundo em permanente mudança. Para tal, além de trabalhar os conteúdos técnicos de determinados campos de atuação profissional, é preciso também estimular o desenvolvimento de capacidades que permitam aos discentes refletir criticamente sobre a realidade que os circunda, instrumentalizando-os para que, entre outras muitas habilidades, possam interagir socialmente em contextos multiculturais.
[2º§] Percebe-se, nesse cenário, o destaque dado à linguagem, presente em todos os aspectos da vida em sociedade. Linguagem e sociedade são, para o filósofo russo Mikhail Bakhtin (1895- 1975), indissociáveis. A multiplicidade de linguagens no mundo contemporâneo permite ao cidadão não apenas representar, compreender e reproduzir suas experiências e a realidade que o cerca, mas também agir sobre ela e transformá-la.
[3º§] É esta última característica das linguagens a que mais contribui para a formação de cidadãos, pois exige atuação dos sujeitos na vida pessoal, na vida em sociedade e na vida profissional. O fortalecimento da capacidade de linguagem dos educandos fortalece também as relações que estes estabelecem com o mundo e potencializa o exercício cotidiano da cidadania participativa, pois lhes são dadas oportunidades para interpretar melhor o mundo em que vivem e do qual não podem se alienar. A esse processo de desenvolvimento de criticidade, que parte da capacidade de decodificação e interpretação da realidade e leva ao questionamento e à atuação sobre essa realidade, dá-se o nome de letramento crítico.
[4º§] O letramento crítico entende as práticas de leitura e escrita não como resultados, mas como processos sociais de construção e reconstrução da realidade, e pode envolver uma combinação de outros letramentos: letramento visual, letramento informacional, letramento midiático, letramento tecnológico. Este último, por exemplo, pressupõe a familiarização dos educandos com as novas tecnologias da informação e da comunicação (TIC) e a consequente apropriação dessas tecnologias, as quais os situam numa “atmosfera digital”.
[5º§] Esses múltiplos letramentos constituem fator de inserção político-social, uma vez que possibilitam o desenvolvimento de capacidades necessárias à atuação consciente e crítica dos educandos em diferentes esferas da sociedade e à sua adaptação bem-sucedida a um mundo em constante transformação. Os multiletramentos devem ser associados à compreensão de que os textos, escritos ou orais, são construções ideológicas que revelam uma maneira de entender o mundo. O letramento crítico se dá no momento em que os indivíduos se tornam capazes de contrapor a sua visão de mundo a outras, tornando-se uma prática sociocultural efetiva, que os prepara para a cidadania participativa e contribui para a sua formação integral, ajudando a justificar o papel social da educação.


* Vice-reitora do UniBH e ** Diretora de desenvolvimento acadêmico do UniBH Fonte: Jornal Estado de Minas, 14 jun. 2016 – Caderno Opinião – texto adaptado.
Houve emprego facultativo do fenômeno de crase em:
  • A “Percebe-se, nesse cenário, o destaque dado à linguagem, presente em todos os aspectos da vida em sociedade.”
  • B “Os multiletramentos devem ser associados à compreensão de que os textos, escritos ou orais, são construções ideológicas que revelam uma maneira de entender o mundo.”
  • C “A esse processo de desenvolvimento de criticidade, que parte da capacidade de decodificação e interpretação da realidade e leva ao questionamento e à atuação sobre essa realidade, dá- se o nome de letramento crítico.
  • D “(...) possibilitam o desenvolvimento de capacidades necessá- rias à atuação consciente e crítica dos educandos em diferentes esferas da sociedade e à sua adaptação bem-sucedida a um mundo em constante transformação.”
  • E “Esses múltiplos letramentos constituem fator de inserção político-social, uma vez que possibilitam o desenvolvimento de capacidades necessárias à atuação consciente e crítica dos educandos em diferentes esferas da sociedade (...).”
17

INSTRUÇÃO: A questão deve ser respondida com base no texto 2 a seguir. Leia-o atentamente, antes de responder essa questão..

TEXTO 2

O papel social da educação

A educação deve priorizar a formação de indivíduos empoderados e autônomos

Vânia Amorim Café de Carvalho* e Helivane de Azevedo Evangelista**


[1º§] A principal missão da educação no século 21 é criar oportunidades para a formação integral dos educandos. Isso significa que, nas dimensões individual, cidadã e profissional, a educação deve priorizar a formação de indivíduos empoderados e autônomos, cidadãos críticos, éticos e participativos, e profissionais competentes e sincronizados com um mundo em permanente mudança. Para tal, além de trabalhar os conteúdos técnicos de determinados campos de atuação profissional, é preciso também estimular o desenvolvimento de capacidades que permitam aos discentes refletir criticamente sobre a realidade que os circunda, instrumentalizando-os para que, entre outras muitas habilidades, possam interagir socialmente em contextos multiculturais.
[2º§] Percebe-se, nesse cenário, o destaque dado à linguagem, presente em todos os aspectos da vida em sociedade. Linguagem e sociedade são, para o filósofo russo Mikhail Bakhtin (1895- 1975), indissociáveis. A multiplicidade de linguagens no mundo contemporâneo permite ao cidadão não apenas representar, compreender e reproduzir suas experiências e a realidade que o cerca, mas também agir sobre ela e transformá-la.
[3º§] É esta última característica das linguagens a que mais contribui para a formação de cidadãos, pois exige atuação dos sujeitos na vida pessoal, na vida em sociedade e na vida profissional. O fortalecimento da capacidade de linguagem dos educandos fortalece também as relações que estes estabelecem com o mundo e potencializa o exercício cotidiano da cidadania participativa, pois lhes são dadas oportunidades para interpretar melhor o mundo em que vivem e do qual não podem se alienar. A esse processo de desenvolvimento de criticidade, que parte da capacidade de decodificação e interpretação da realidade e leva ao questionamento e à atuação sobre essa realidade, dá-se o nome de letramento crítico.
[4º§] O letramento crítico entende as práticas de leitura e escrita não como resultados, mas como processos sociais de construção e reconstrução da realidade, e pode envolver uma combinação de outros letramentos: letramento visual, letramento informacional, letramento midiático, letramento tecnológico. Este último, por exemplo, pressupõe a familiarização dos educandos com as novas tecnologias da informação e da comunicação (TIC) e a consequente apropriação dessas tecnologias, as quais os situam numa “atmosfera digital”.
[5º§] Esses múltiplos letramentos constituem fator de inserção político-social, uma vez que possibilitam o desenvolvimento de capacidades necessárias à atuação consciente e crítica dos educandos em diferentes esferas da sociedade e à sua adaptação bem-sucedida a um mundo em constante transformação. Os multiletramentos devem ser associados à compreensão de que os textos, escritos ou orais, são construções ideológicas que revelam uma maneira de entender o mundo. O letramento crítico se dá no momento em que os indivíduos se tornam capazes de contrapor a sua visão de mundo a outras, tornando-se uma prática sociocultural efetiva, que os prepara para a cidadania participativa e contribui para a sua formação integral, ajudando a justificar o papel social da educação.


* Vice-reitora do UniBH e ** Diretora de desenvolvimento acadêmico do UniBH Fonte: Jornal Estado de Minas, 14 jun. 2016 – Caderno Opinião – texto adaptado.
Em geral, o processo coesivo anafórico é realizado, linguisticamente, por elementos que retomam termos ou ideias antecedentes. A palavra grifada/negritada foi utilizada para retomar uma ideia antecedente em:
  • A “A esse processo de desenvolvimento de criticidade, que parte da capacidade de decodificação e interpretação da realidade e leva ao questionamento e à atuação sobre essa realidade, dá-se o nome de letramento crítico.”
  • B “A multiplicidade de linguagens no mundo contemporâneo permite ao cidadão não apenas representar, compreender e reproduzir suas experiências e a realidade que o cerca, mas também agir sobre ela e transformá-la.”
  • C “A principal missão da educação no século 21 é criar oportunidades para a formação integral dos educandos. Isso significa que, nas dimensões individual, cidadã e profissional, a educação deve priorizar a formação de indivíduos empoderados e autônomos (...).”
  • D “(...) é preciso também estimular o desenvolvimento de capacidades que permitam aos discentes refletir criticamente sobre a realidade que os circunda, instrumentalizando-os para que, entre outras muitas habilidades, possam interagir socialmente em contextos multiculturais.”
  • E “O fortalecimento da capacidade de linguagem dos educandos fortalece também as relações que estes estabelecem com o mundo e potencializa o exercício cotidiano da cidadania participativa, pois lhes são dadas oportunidades para interpretar melhor o mundo em que vivem e do qual não podem se alienar.”
18

INSTRUÇÃO: A questão deve ser respondida com base no texto 2 a seguir. Leia-o atentamente, antes de responder essa questão..

TEXTO 2

O papel social da educação

A educação deve priorizar a formação de indivíduos empoderados e autônomos

Vânia Amorim Café de Carvalho* e Helivane de Azevedo Evangelista**


[1º§] A principal missão da educação no século 21 é criar oportunidades para a formação integral dos educandos. Isso significa que, nas dimensões individual, cidadã e profissional, a educação deve priorizar a formação de indivíduos empoderados e autônomos, cidadãos críticos, éticos e participativos, e profissionais competentes e sincronizados com um mundo em permanente mudança. Para tal, além de trabalhar os conteúdos técnicos de determinados campos de atuação profissional, é preciso também estimular o desenvolvimento de capacidades que permitam aos discentes refletir criticamente sobre a realidade que os circunda, instrumentalizando-os para que, entre outras muitas habilidades, possam interagir socialmente em contextos multiculturais.
[2º§] Percebe-se, nesse cenário, o destaque dado à linguagem, presente em todos os aspectos da vida em sociedade. Linguagem e sociedade são, para o filósofo russo Mikhail Bakhtin (1895- 1975), indissociáveis. A multiplicidade de linguagens no mundo contemporâneo permite ao cidadão não apenas representar, compreender e reproduzir suas experiências e a realidade que o cerca, mas também agir sobre ela e transformá-la.
[3º§] É esta última característica das linguagens a que mais contribui para a formação de cidadãos, pois exige atuação dos sujeitos na vida pessoal, na vida em sociedade e na vida profissional. O fortalecimento da capacidade de linguagem dos educandos fortalece também as relações que estes estabelecem com o mundo e potencializa o exercício cotidiano da cidadania participativa, pois lhes são dadas oportunidades para interpretar melhor o mundo em que vivem e do qual não podem se alienar. A esse processo de desenvolvimento de criticidade, que parte da capacidade de decodificação e interpretação da realidade e leva ao questionamento e à atuação sobre essa realidade, dá-se o nome de letramento crítico.
[4º§] O letramento crítico entende as práticas de leitura e escrita não como resultados, mas como processos sociais de construção e reconstrução da realidade, e pode envolver uma combinação de outros letramentos: letramento visual, letramento informacional, letramento midiático, letramento tecnológico. Este último, por exemplo, pressupõe a familiarização dos educandos com as novas tecnologias da informação e da comunicação (TIC) e a consequente apropriação dessas tecnologias, as quais os situam numa “atmosfera digital”.
[5º§] Esses múltiplos letramentos constituem fator de inserção político-social, uma vez que possibilitam o desenvolvimento de capacidades necessárias à atuação consciente e crítica dos educandos em diferentes esferas da sociedade e à sua adaptação bem-sucedida a um mundo em constante transformação. Os multiletramentos devem ser associados à compreensão de que os textos, escritos ou orais, são construções ideológicas que revelam uma maneira de entender o mundo. O letramento crítico se dá no momento em que os indivíduos se tornam capazes de contrapor a sua visão de mundo a outras, tornando-se uma prática sociocultural efetiva, que os prepara para a cidadania participativa e contribui para a sua formação integral, ajudando a justificar o papel social da educação.


* Vice-reitora do UniBH e ** Diretora de desenvolvimento acadêmico do UniBH Fonte: Jornal Estado de Minas, 14 jun. 2016 – Caderno Opinião – texto adaptado.
No trecho: “Percebe-se, nesse cenário, o destaque dado à linguagem, presente em todos os aspectos da vida em sociedade.”, a palavra SE foi utilizada como
  • A pronome reflexivo.
  • B partícula apassivante.
  • C conjunção condicional.
  • D partícula integrante do verbo.
  • E índice de indeterminação do sujeito.
19

INSTRUÇÃO: A questão deve ser respondida com base no texto 2 a seguir. Leia-o atentamente, antes de responder essa questão..

TEXTO 2

O papel social da educação

A educação deve priorizar a formação de indivíduos empoderados e autônomos

Vânia Amorim Café de Carvalho* e Helivane de Azevedo Evangelista**


[1º§] A principal missão da educação no século 21 é criar oportunidades para a formação integral dos educandos. Isso significa que, nas dimensões individual, cidadã e profissional, a educação deve priorizar a formação de indivíduos empoderados e autônomos, cidadãos críticos, éticos e participativos, e profissionais competentes e sincronizados com um mundo em permanente mudança. Para tal, além de trabalhar os conteúdos técnicos de determinados campos de atuação profissional, é preciso também estimular o desenvolvimento de capacidades que permitam aos discentes refletir criticamente sobre a realidade que os circunda, instrumentalizando-os para que, entre outras muitas habilidades, possam interagir socialmente em contextos multiculturais.
[2º§] Percebe-se, nesse cenário, o destaque dado à linguagem, presente em todos os aspectos da vida em sociedade. Linguagem e sociedade são, para o filósofo russo Mikhail Bakhtin (1895- 1975), indissociáveis. A multiplicidade de linguagens no mundo contemporâneo permite ao cidadão não apenas representar, compreender e reproduzir suas experiências e a realidade que o cerca, mas também agir sobre ela e transformá-la.
[3º§] É esta última característica das linguagens a que mais contribui para a formação de cidadãos, pois exige atuação dos sujeitos na vida pessoal, na vida em sociedade e na vida profissional. O fortalecimento da capacidade de linguagem dos educandos fortalece também as relações que estes estabelecem com o mundo e potencializa o exercício cotidiano da cidadania participativa, pois lhes são dadas oportunidades para interpretar melhor o mundo em que vivem e do qual não podem se alienar. A esse processo de desenvolvimento de criticidade, que parte da capacidade de decodificação e interpretação da realidade e leva ao questionamento e à atuação sobre essa realidade, dá-se o nome de letramento crítico.
[4º§] O letramento crítico entende as práticas de leitura e escrita não como resultados, mas como processos sociais de construção e reconstrução da realidade, e pode envolver uma combinação de outros letramentos: letramento visual, letramento informacional, letramento midiático, letramento tecnológico. Este último, por exemplo, pressupõe a familiarização dos educandos com as novas tecnologias da informação e da comunicação (TIC) e a consequente apropriação dessas tecnologias, as quais os situam numa “atmosfera digital”.
[5º§] Esses múltiplos letramentos constituem fator de inserção político-social, uma vez que possibilitam o desenvolvimento de capacidades necessárias à atuação consciente e crítica dos educandos em diferentes esferas da sociedade e à sua adaptação bem-sucedida a um mundo em constante transformação. Os multiletramentos devem ser associados à compreensão de que os textos, escritos ou orais, são construções ideológicas que revelam uma maneira de entender o mundo. O letramento crítico se dá no momento em que os indivíduos se tornam capazes de contrapor a sua visão de mundo a outras, tornando-se uma prática sociocultural efetiva, que os prepara para a cidadania participativa e contribui para a sua formação integral, ajudando a justificar o papel social da educação.


* Vice-reitora do UniBH e ** Diretora de desenvolvimento acadêmico do UniBH Fonte: Jornal Estado de Minas, 14 jun. 2016 – Caderno Opinião – texto adaptado.
De acordo com o texto 2, é finalidade da educação no século 21, EXCETO:
  • A Criar oportunidades para a formação integral dos educandos.
  • B Priorizar a formação de indivíduos empoderados e autônomos.
  • C Estimular o desenvolvimento de capacidades críticas dos discentes.
  • D Instrumentalizar os alunos para interagir em contextos multiculturais.
  • E Privilegiar os conteúdos técnicos nos campos de atuação profissional.
20

INSTRUÇÃO: A questão deve ser respondida com base no texto 1. Leia-o atentamente, antes de responder essa questão.

TEXTO 1

Um mundo sem utopias

Jaime Pinsky**

[1º§] O processo civilizatório se desenvolve desde que existe o ser humano. A descoberta do fogo, a invenção da roda, a domesticação de animais, a elaboração de deuses, a estruturação das cidades foram marcos na história da humanidade. Mas, depois da fala, dificilmente encontraremos fatores civilizatórios mais importantes do que a criação, a racionalização e a universalização da palavra escrita. Por meio dela, o homem se tornou capaz não apenas de produzir cultura como de guardá-la de modo eficiente e de, mais ainda, transmiti-la aos contemporâneos e às gerações seguintes.

[2º§] Com a escrita, tornava-se mais fácil apresentar descobertas, descrever invenções, divulgar técnicas, expor ideias, confessar fraquezas, compartilhar sentimentos. Praticada, inicialmente, apenas por elites, a escrita espalhava com muita parcimônia o saber acumulado, uma vez que o conservadorismo dos detentores do poder bloqueava a democratização dos avanços na cultura material e imaterial.

[3º§] Com os papiros e pergaminhos, inicialmente, e mais tarde com o papel e, mais ainda, com a imprensa de tipos móveis, a cultura, no sentido de patrimônio acumulado, passou a alcançar um número cada vez maior de pessoas, democratizando o saber e dando oportunidades a uma parcela importante da população. Sem a palavra escrita, em geral, e sem o livro, em particular, a história não teria sido a mesma.

[4º§] Ao longo do século 19, nos países mais desenvolvidos, as pessoas foram aprendendo a ler e a escrever. A desvalorização do trabalho braçal, substituído por máquinas, o crescimento do setor de serviços, o aumento da produtividade no campo, o crescimento das cidades: o mundo parecia caminhar para uma realidade sonhada pelos utopistas.

[5º§] Ao ler livros, ao escrever cartas, ao redigir o resultado de reflexões complexas, os cidadãos compartilhavam ideias e sentimentos, tão mais densos quanto mais habilitados estivessem nas técnicas da escrita e da leitura. Era permitido sonhar com uma sociedade universal de gente alfabetizada com oportunidades de ascensão social determinadas apenas pelos seus méritos. Não por acaso é o momento das grandes utopias igualitárias.

[6º§] Já no século 21, as utopias parecem coisas de um passado remoto. Mesmo não gostando do mundo como está, parece que desistimos de mudá-lo. Vivemos ou em sociedades consumistas, ou burocráticas, ou fundamentalistas. Fingimos que a felicidade pode ser encontrada comprando mercadorias, obedecendo a regras, ou acreditando em um improvável mundo pós-morte.

[7º§] Jogamos no lixo milhares de anos de avanço civilizatório e nos transformamos em meros consumidores de softwares. Estamos perdendo a habilidade de ler textos complexos, nos conformamos com a pobreza da linguagem das redes sociais.

[8º§] Em nome da interatividade, sentimo-nos qualificados a ser banais. Sem leituras sérias, abdicamos do patrimônio cultural da humanidade, arduamente construído ao longo de milênios.
Não precisamos sequer de um Grande Irmão¹ para ordenar a queima de livros: queimamos nossas estantes, por inúteis. E nem as substituímos por livros digitais, já que vamos deixar o saber apenas para os criadores de software².

**JAIME PINSKY, historiador, professor titular da Unicamp e diretor da Editora Contexto.

Fonte: Jornal Folha de São Paulo, 24 ago. 2015 - http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2015/08/1672306-um-mundo-sem-utopias.shtml, texto adaptado.

Vocabulário de apoio:

1- Grande irmão: expressão usada pelo escritor George Orwell para definir o controle exercido pelo regime totalitário em seu romance 1984 (escrito em 1948). Naquela história, os trabalhadores são manipulados a tal ponto que existe uma complexa “polícia do pensamento” que a todos vigia por meio de câmaras filmadoras. Pensar “errado” é um crime passível das mais violentas torturas. O correto, naquele romance, é “não pensar”.

Fonte: http://www.unioeste.br/projetos/observatorio/texto_grande_irmao.asp, acesso em 28/09/2016.

2- Software: conjunto de componentes lógicos de um computador ou sistema de processamento de dados; programa, rotina ou conjunto de instruções que controlam o funcionamento de um computador; suporte lógico.
Na conclusão, o autor
  • A reitera as ideias apresentadas no 1º parágrafo.
  • B confirma o valor da escrita digital no 1º parágrafo.
  • C contesta a ideia de cultura presente na introdução.
  • D refuta o valor da escrita explicitado no parágrafo inicial.
  • E desconstrói a visão sobre o humano apresentado na tese.

Noções de Informática

21

Os serviços de __________ permitem que os arquivos de um usuário sejam salvos remotamente, compartilhados com outras pessoas e acessados a partir de diferentes computadores.


Qual termo/expressão preenche corretamente a lacuna da assertiva?

  • A navegação
  • B troca de mensagens
  • C pesquisa em páginas
  • D segurança da informação
  • E armazenamento de dados em nuvem
22
No sítio de busca do Google, na Internet, acessível em www.google.com.br, para encontrar as páginas que contenham as palavras prédio mais alto do mundo e que não contenham a palavra Dubai, um usuário deve digitar no campo de busca
  • A prédio mais alto do mundo -Dubai
  • B "prédio mais alto do mundo" not Dubai
  • C prédio mais alto do mundo exceto Dubai
  • D "prédio mais alto do mundo" excluir Dubai
  • E prédio mais alto do mundo que não está em Dubai
23

A seguinte planilha foi elaborada no Microsoft Excel.


            


O conteúdo da célula C1 pode ter sido gerado pela função indicada em

  • A =COLAR(A1;B1)
  • B =COPIAR(A1;B1)
  • C =JUNTAR(A1;B1)
  • D =JUNTAR(A1+B1)
  • E =CONCATENAR(A1;B1)
24
O Microsoft Office e o LibreOffice possuem programas com os quais um usuário pode elaborar planilhas. No Microsoft Office, esse aplicativo é o Microsoft Excel e, no LibreOffice, é o
  • A Calc.
  • B Plan.
  • C Excel.
  • D Writer.
  • E Impress.
25

Com relação aos sistemas operacionais Linux e Windows, avalie as afirmações abaixo e marque (V) para verdadeiro ou (F) para falso.


( ) Os sistemas Linux e Windows podem estar instalados, ao mesmo tempo, em um único computador.

( ) O gerenciador de arquivos do Windows utiliza a combinação de teclas Ctrl+X como atalho de teclado para a operação de recortar um arquivo ou uma pasta.

( ) A compactação de um arquivo, utilizando o gerenciador de arquivos do Linux, move automaticamente para a Lixeira o arquivo descompactado.


De acordo com as afirmações, a sequência correta é

  • A V, V, F.
  • B F, V, F.
  • C V, F, F.
  • D F, F, V.
  • E F, V, V.

Redação Oficial

26
Segundo o Manual de Redação da Presidência da República, o memorando é uma modalidade de comunicação entre unidades administrativas de um mesmo órgão que deve necessariamente pautar-se pela
  • A demonstração de procedimentos e pela conferência de dados.
  • B evocação de instrumentos legislativos e pela conduta discreta.
  • C homogeneidade de hierarquia entre o remetente e o destinatário.
  • D simplicidade de procedimentos burocráticos e pela agilidade.
  • E fundamentação de informações através de documentos legais.
27

Respeitosamente e Atenciosamente são, respectivamente, fechos para comunicações que têm como finalidade

  • A introduzir o texto e saudar o signatário.
  • B arrematar o texto e saudar o signatário.
  • C introduzir o texto e saudar o destinatário.
  • D arrematar o texto e saudar o destinatário.
28

Analise as afirmativas abaixo com relação ao emprego dos pronomes de tratamento e assinale (V) para verdadeiro ou (F) para falso:


( ) Em comunicações oficiais, o tratamento Digníssimo deve ser usado para os cargos do poder legislativo e judiciário.

( ) É correto o emprego do vocativo Senhor às autoridades dos cargos de Senador, Juiz, Ministro e Governador.

( ) É costume o uso do termo Doutor para alguns bacharéis, embora não seja uma forma de tratamento, e sim um título acadêmico.

( ) Vossa Excelência é o pronome de tratamento de uso consagrado na comunicação oficial com o prefeito e demais autoridades do poder executivo.


A sequência correta é

  • A F, V, V, F.
  • B V, F, F, F.
  • C V, F, F, V.
  • D F, V, V, V.
29

Considerando os documentos oficiais, indicados por Guimarães (2000), relacione os modelos às respectivas aplicações:


1. Ata

2. Atestado

3. Aviso

4. Certidão

5. Certificado


( ) Representa afirmação escrita e assinada sobre a veracidade de um fato.

( ) Usado em declarações de cunho legal, calcadas em livros e papéis oficiais.

( ) Aplicado para registro de fatos ou ocorrências e resoluções tomadas numa reunião.

( ) Transmitido por autoridade competente com instruções, requisições, comunicações e providências.

( ) Comprovação de fato de que se tem conhecimento adquirido, em razão do cargo ou função exercidos.


A sequência correta é

  • A 1, 2, 5, 4, 3.
  • B 2, 4, 1, 3, 5.
  • C 3, 1, 4, 5, 2.
  • D 4, 5, 3, 2, 1.
30

Antes da redação de uma mensagem, é necessário um processo de configuração mental da comunicação que requer uma autoanálise e um planejamento do que se pretende expressar (GUIMARÃES, 2000). Um dos pontos básicos a serem observados nesse processo é a

  • A definição de uma causa clara e plausível.
  • B busca por método correto de fechamento.
  • C concentração no que realmente se quer saber.
  • D compreensão sobre os temas e os fechamentos expostos.
Voltar para lista