Resolver o Simulado FUNRIO - Nível Médio

0 / 60

Noções de Informática

1

Um usuário do editor de textos MS Word 2010 deseja adicionar uma nota de rodapé a um documento.
As teclas de atalho para essa operação são

  • A ALT + CTRL+ F
  • B ALT + CTRL + G
  • C CTRL + ENTER
  • D CTRL + SHIFT + A
2

Em uma planilha do MS Excel 2010 em português, uma função para selecionar um valor entre 254 valores que se baseie em um número de índice é a função

  • A BDCONTAR
  • B ESCOLHER
  • C CORRESP
  • D DATA
3

Um usuário da versão mais atual do Mozilla Thunderbird em português, utilizando-se das funções de pesquisar e filtrar, deseja localizar um texto na mensagem atual.
As teclas de atalho para essa operação são CTRL +

  • A A
  • B C
  • C F
  • D J
4

Um usuário da versão atual do Mozilla Firefox em português, operando em ambiente MS Windows, precisa imprimir a página atual.
As teclas de atalho para essa operação são CTRL +

  • A A
  • B P
  • C S
  • D X
5

No sistema operacional MS Windows 7 em português, a pasta que contém toda estrutura do sistema operacional é a pasta

  • A /Acessórios
  • B /Documentos
  • C /Usuários
  • D /Windows
6

O sistema operacional Microsoft Windows 10, ao ser instalado, designa como navegador web padrão o:

  • A Chrome.
  • B Firefox.
  • C Opera.
  • D Edge.
  • E Cortana.
7

Considere a URL apresentada a seguir:

http://www.rondonia.ro.gov.br/2017/01/151332/

Nessa URL, a parte representada pela sequência de caracteres ‘http’ significa:

  • A o endereço do servidor.
  • B a porta de comunicação.
  • C o arquivo que será acessado.
  • D o tipo de permissão de acesso.
  • E o protocolo de comunicação.
8

Um certificado digital é um documento digital composto por diversos dados que pode ser emitido para pessoas, empresas, serviços (por exemplo, um site web). Nesse sentido, um certificado digital pode ser homologado para diferentes usos, tais como:

  • A Verificação de vírus e Criptografia.
  • B Criptografia e Assinatura Digital.
  • C Compressão de dados e Verificação de vírus.
  • D Assinatura digital e Verificação de vírus.
  • E Criptografia e Compressão de dados.
9

No Microsoft Excel 2010 em português o recurso executa a seguinte função:

  • A une duas ou mais células adjacentes horizontais ou verticais formando uma única célula maior que é exibida em várias colunas ou linhas.
  • B realça as células de seu interesse enfatizando valores e visualizando os dados usando barras de dados, escalas de cor e conjuntos de ícones baseados em critérios específicos.
  • C formata rapidamente um conjunto de células escolhendo um dos estilos pré-definidos.
  • D converte um intervalo de células em tabela, escolhendo um estilo de tabela pré-definido.
  • E especifica linhas e colunas a serem repetidas em cada linha impressa.
10

No Microsoft Word 2010 o ícone tem a função de executar o seguinte comando:

  • A colocar o texto selecionado em ordem alfabética ou numérica.
  • B colocar o texto selecionado em minúsculas.
  • C iniciar uma lista com marcadores.
  • D colocar o texto selecionado em maiúsculas.
  • E alterar o conjunto de estilos e cores.
11

Em uma instalação padrão do Windows 10 em português, um arquivo com extensão ‘txt’ é associado automaticamente ao utilitário:

  • A Internet Explorer.
  • B Adobe Reader.
  • C Paint.
  • D Bloco de Notas.
  • E OneNote.
12

Um usuário do sistema operacional Microsoft Windows 10 pretende criar arquivos com os nomes listados em I, II e III abaixo:

I. ListadeC@digos.txt

II. Usu*rios123.txt

III. Sistema(38).txt

É(São) nome(s) de arquivo(s) válido(s) no Windows 10:

  • A I, apenas.
  • B II e III, apenas.
  • C I e III, apenas.
  • D II, apenas.
  • E I, II e III.
13

Considere as assertivas abaixo sobre a organização de arquivos e pastas no sistema operacional Microsoft Windows 10:

I – Uma pasta pode conter outras pastas.

II – Uma pasta pode conter um limite de apenas 255 arquivos.

III – Não é possível criar uma pasta na ‘Área de Trabalho’.

Está (ao) correta(s) a(s) afirmativa(s):

  • A I, II e III.
  • B I, apenas.
  • C II, apenas.
  • D III, apenas.
  • E I e II, apenas.
14

Assinale a alternativa que contém apenas códigos maliciosos capazes de alterar e remover arquivos do computador.

  • A Backdoor e Worm.
  • B Vírus e Trojan.
  • C Spyware e Worm.
  • D Bot e Rootkit.
  • E Vírus e Worm.
15
O serviço de correio eletrônico (e-mail) utiliza diversos protocolos, tais como o SMTP, o POP3 e o IMAP. Quando se deseja enviar e ler e-mails diretamente do servidor sem baixá-los para um computador local devem ser utilizados, respectivamente, os seguintes protocolos:
  • A POP3 e IMAP.
  • B IMAP e SMTP.
  • C SMTP e IMAP.
  • D POP3 e SMTP.
  • E SMTP e POP3.
16

Um aplicativo utilizado para trabalhar com redes sociais é o

  • A Twitter.
  • B MS Excel.
  • C Libre Office.
  • D Trojan Horse.
  • E Notepad.
17

Um dispositivo utilizado tanto para saída como entrada de dados em computadores é a/o

  • A impressora.
  • B mouse.
  • C hard disk.
  • D teclado.
  • E microfone.
18

Os navegadores da internet trabalham, principalmente, com o protocolo de rede denominado

  • A Apple.
  • B Spyware.
  • C Thunderbird.
  • D Spx.
  • E Http.
19

As teclas de atalho do Google Chrome, para abrir uma nova guia comum, são CTRL +

  • A F.
  • B M.
  • C S.
  • D T.
  • E Z.
20

Para iniciar uma apresentação, a partir do slide atual, utilizando o Impress do LibreOffice versão 4.4.1.2 deve-se pressionar

  • A as teclas Ctrl e L (Ctrl+L).
  • B a tecla F12.
  • C a tecla F5.
  • D as teclas Shift e F2 (Shift+F12).
  • E as teclas Shift e F5 (Shift+F5).

Português

21

TEXTO I


Diante da dor dos outros


    Ser um expectador de calamidades ocorridas em outro país é uma experiência moderna essencial, a dádiva acumulada durante mais de um século e meio graças a esses turistas profissionais e especializados conhecidos pelo nome de jornalistas. Agora, guerras são também imagens e sons na sala de estar. As informações sobre o que se passa longe de casa, chamadas de "notícias", sublinham conflito e violência - Se tem sangue, vira manchete, reza o antigo lema dos jornais populares e dos plantões jornalísticos de chamada rápida na tevê - aos quais se reage com compaixão, ou indignação, ou excitação, ou aprovação, à medida que cada desgraça se apresenta.

    Já no fim do século XIX, discutia-se a questão de como reagir ao incessante crescimento do fluxo de informações sobre as agonias da guerra. Em 1899, Gustave Moynier, primeiro presidente do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, escreveu: Sabemos agora o que acontece todo dia, em todo o mundo. As informações transmitidas pelos jornalistas diários põem, por assim dizer, aqueles que sofrem nos campos de batalha diante dos olhos dos leitores, em cujos ouvidos seus gritos ressoam. Moynier pensava no crescente número de baixas entre combatentes de todas as partes em conflito, cujos sofrimentos deviam ser minorados pela Cruz Vermelha, de forma imparcial. O poder letal dos exércitos em guerra havia sido elevado a um a nova m agnitude em razão das arm as introduzidas pouco depois da Guerra da Crimeia (1854-56), como o rifle de municiar pela culatra e a metralhadora. Mas, embora as agonias do campo de batalha houvessem se tornado presentes como nunca antes para aqueles que apenas leriam a respeito do assunto na imprensa, era um óbvio exagero afirmar, em 1899, que as pessoas sabiam o que acontecia "todo dia em todo o mundo". E, embora hoje os sofrimentos vividos em guerras distantes, de fato, tomem de assalto nossos olhos e ouvidos no instante mesmo em que ocorrem, afirmar tal coisa ainda constitui um exagero. Aquilo que em jargão jornalístico se chama de "mundo" - deem-nos 22 minutos e nós lhes daremos o mundo, repete uma rede de rádio várias vezes por dia - é (ao contrário do mundo) um lugar muito pequeno, tanto geográfica como tematicamente, e o que se julga digno de conhecer a seu respeito deve ser transmitido de forma compacta e enfática.

    A consciência do sofrimento que se acumula em um elenco seleto de guerras travadas em terras distantes é algo construído. Sobretudo na forma como as câmeras registram, o sofrimento explode, é compartilhado por muita gente e depois desaparece de vista. Ao contrário de um relato escrito - que, conforme sua complexidade de pensamento, de referências e de vocabulário, é oferecido a um número maior ou menor de leitores -, uma foto só tem uma língua e se destina potencialmente a todos.


SONTAG, Susan. Diante da dor dos outros. Trad. Rubens Figueiredo. São Paulo: Companhia das Letras, 2003.

O emprego da preposição destacada no trecho aqueles que sofrem nos campos de batalha diante dos olhos dos leitores, em cujos ouvidos seus gritos ressoam, deve-se a uma recomendação da norma culta da língua no que diz respeito à

  • A colocação pronominal.
  • B concordância nominal.
  • C classe gramatical.
  • D regência verbal.
22

TEXTO I


Anotações sobre uma pichação


    Faz provavelmente uns dois anos que topei com a frase pela primeira vez, num muro qualquer da cidade. Em pouco tempo, era impossível deixar de vêla. Da noite para o dia, como uma infecção, onde houvesse um tapume, muro, parede, empena ou porta de ferro, ela aparecia: Não fui eu.

    É certo que, pichada num muro de Estocolmo, os sentidos que ganharia seriam outros, e não há dificuldade em imaginar que conteúdos ela traria à tona em Berlim. História e geografia aqui são determinantes. O passado é tudo.

    Minha hipótese é de que, no Brasil, a frase é imediatamente lida como um protesto de inocência. A um brasileiro não ocorrerá interpretá-la como manifestação de modéstia, como recusa de um crédito indevido – Não, essa honra não me cabe, ou Não, o mérito não é meu. Como violência, desigualdade e desordem formam a teia de nossa existência cívica, o que se insinua nas entrelinhas de Não fui eu não é a virtude, mas o delito.

    Delito dos outros, no caso. A transferência de ônus é o que parece dar força ao enunciado, na medida em que fundamenta uma verdade incômoda sobre nossa condição de cidadãos brasileiros. Como tantos de nós, o autor está tirando o corpo fora.

Ignora-se a identidade do autor dessa frase com a qual o carioca convive há anos e que continua a se disseminar pelas superfícies da cidade. Numa reportagem de 2017 da Veja Rio, ele afirma que se manterá no anonimato: “Se a pichação funciona como uma assinatura que reivindica a autoria, meu trabalho é uma assinatura que nega a própria autoria. Comecei a me interessar pela potência poética que surgia disso e pelas diferentes leituras que a frase poderia ter na rua.”

    Fez bem. Não sendo enunciada por ninguém em particular, a frase pertence a qualquer um. A sensação difusa de que ela exprime um éthos*, de que essas três palavras falam de nós, é uma confirmação de que, dado o alheamento geral, o melhor mesmo é jogar a toalha e ir cuidar da vida.

(*Éthos: palavra com origem grega, que significa "caráter moral")


SALLES, João Moreira. Revista PIAUÍ, 2018. (Adaptado)

Sobre a sintaxe do período Numa reportagem de 2017 da Veja Rio, ele afirma que se manterá no anonimato, deve-se afirmar que a oração sublinhada é o

  • A sujeito.
  • B objeto direto.
  • C complemento nominal.
  • D agente da passiva.
23

TEXTO I


Diante da dor dos outros


    Ser um expectador de calamidades ocorridas em outro país é uma experiência moderna essencial, a dádiva acumulada durante mais de um século e meio graças a esses turistas profissionais e especializados conhecidos pelo nome de jornalistas. Agora, guerras são também imagens e sons na sala de estar. As informações sobre o que se passa longe de casa, chamadas de "notícias", sublinham conflito e violência - Se tem sangue, vira manchete, reza o antigo lema dos jornais populares e dos plantões jornalísticos de chamada rápida na tevê - aos quais se reage com compaixão, ou indignação, ou excitação, ou aprovação, à medida que cada desgraça se apresenta.

    Já no fim do século XIX, discutia-se a questão de como reagir ao incessante crescimento do fluxo de informações sobre as agonias da guerra. Em 1899, Gustave Moynier, primeiro presidente do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, escreveu: Sabemos agora o que acontece todo dia, em todo o mundo. As informações transmitidas pelos jornalistas diários põem, por assim dizer, aqueles que sofrem nos campos de batalha diante dos olhos dos leitores, em cujos ouvidos seus gritos ressoam. Moynier pensava no crescente número de baixas entre combatentes de todas as partes em conflito, cujos sofrimentos deviam ser minorados pela Cruz Vermelha, de forma imparcial. O poder letal dos exércitos em guerra havia sido elevado a um a nova m agnitude em razão das arm as introduzidas pouco depois da Guerra da Crimeia (1854-56), como o rifle de municiar pela culatra e a metralhadora. Mas, embora as agonias do campo de batalha houvessem se tornado presentes como nunca antes para aqueles que apenas leriam a respeito do assunto na imprensa, era um óbvio exagero afirmar, em 1899, que as pessoas sabiam o que acontecia "todo dia em todo o mundo". E, embora hoje os sofrimentos vividos em guerras distantes, de fato, tomem de assalto nossos olhos e ouvidos no instante mesmo em que ocorrem, afirmar tal coisa ainda constitui um exagero. Aquilo que em jargão jornalístico se chama de "mundo" - deem-nos 22 minutos e nós lhes daremos o mundo, repete uma rede de rádio várias vezes por dia - é (ao contrário do mundo) um lugar muito pequeno, tanto geográfica como tematicamente, e o que se julga digno de conhecer a seu respeito deve ser transmitido de forma compacta e enfática.

    A consciência do sofrimento que se acumula em um elenco seleto de guerras travadas em terras distantes é algo construído. Sobretudo na forma como as câmeras registram, o sofrimento explode, é compartilhado por muita gente e depois desaparece de vista. Ao contrário de um relato escrito - que, conforme sua complexidade de pensamento, de referências e de vocabulário, é oferecido a um número maior ou menor de leitores -, uma foto só tem uma língua e se destina potencialmente a todos.


SONTAG, Susan. Diante da dor dos outros. Trad. Rubens Figueiredo. São Paulo: Companhia das Letras, 2003.

Moynier pensava no crescente número de baixas entre combatentes de todas as partes em conflito, cujos sofrimentos deviam ser minorados pela Cruz Vermelha, de forma imparcial.
Sobre o emprego do pronome relativo cujos, nesse período, é CORRETO afirmar que ele indica que os sofrimentos pertencem
  • A a Moynier.
  • B às partes.
  • C aos combatentes.
  • D aos conflitos.
24

TEXTO I


Diante da dor dos outros


    Ser um expectador de calamidades ocorridas em outro país é uma experiência moderna essencial, a dádiva acumulada durante mais de um século e meio graças a esses turistas profissionais e especializados conhecidos pelo nome de jornalistas. Agora, guerras são também imagens e sons na sala de estar. As informações sobre o que se passa longe de casa, chamadas de "notícias", sublinham conflito e violência - Se tem sangue, vira manchete, reza o antigo lema dos jornais populares e dos plantões jornalísticos de chamada rápida na tevê - aos quais se reage com compaixão, ou indignação, ou excitação, ou aprovação, à medida que cada desgraça se apresenta.

    Já no fim do século XIX, discutia-se a questão de como reagir ao incessante crescimento do fluxo de informações sobre as agonias da guerra. Em 1899, Gustave Moynier, primeiro presidente do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, escreveu: Sabemos agora o que acontece todo dia, em todo o mundo. As informações transmitidas pelos jornalistas diários põem, por assim dizer, aqueles que sofrem nos campos de batalha diante dos olhos dos leitores, em cujos ouvidos seus gritos ressoam. Moynier pensava no crescente número de baixas entre combatentes de todas as partes em conflito, cujos sofrimentos deviam ser minorados pela Cruz Vermelha, de forma imparcial. O poder letal dos exércitos em guerra havia sido elevado a um a nova m agnitude em razão das arm as introduzidas pouco depois da Guerra da Crimeia (1854-56), como o rifle de municiar pela culatra e a metralhadora. Mas, embora as agonias do campo de batalha houvessem se tornado presentes como nunca antes para aqueles que apenas leriam a respeito do assunto na imprensa, era um óbvio exagero afirmar, em 1899, que as pessoas sabiam o que acontecia "todo dia em todo o mundo". E, embora hoje os sofrimentos vividos em guerras distantes, de fato, tomem de assalto nossos olhos e ouvidos no instante mesmo em que ocorrem, afirmar tal coisa ainda constitui um exagero. Aquilo que em jargão jornalístico se chama de "mundo" - deem-nos 22 minutos e nós lhes daremos o mundo, repete uma rede de rádio várias vezes por dia - é (ao contrário do mundo) um lugar muito pequeno, tanto geográfica como tematicamente, e o que se julga digno de conhecer a seu respeito deve ser transmitido de forma compacta e enfática.

    A consciência do sofrimento que se acumula em um elenco seleto de guerras travadas em terras distantes é algo construído. Sobretudo na forma como as câmeras registram, o sofrimento explode, é compartilhado por muita gente e depois desaparece de vista. Ao contrário de um relato escrito - que, conforme sua complexidade de pensamento, de referências e de vocabulário, é oferecido a um número maior ou menor de leitores -, uma foto só tem uma língua e se destina potencialmente a todos.


SONTAG, Susan. Diante da dor dos outros. Trad. Rubens Figueiredo. São Paulo: Companhia das Letras, 2003.

No período E, embora hoje os sofrimentos vividos em guerras distantes, de fato, tom em de assalto nossos olhos e ouvidos no instante mesmo em que ocorrem, afirmar tal coisa ainda constitui um exagero, a oração sublinhada pode ser reescrita, sem alterar o sentido pretendido pelo seu enunciador, da seguinte forma:

  • A porque hoje os sofrimentos vividos em guerras distantes, de fato, tomam de assalto nossos olhos e ouvidos no instante em que ocorrem.
  • B apesar de hoje os sofrimentos vividos em guerras distantes, de fato, tomarem de assalto nossos olhos e ouvidos no instante mesmo em que ocorrem.
  • C à medida em que hoje os sofrimentos vividos em guerras distantes, de fato, tomam de assalto nossos olhos e ouvidos no instante mesmo em que ocorrem.
  • D se hoje os sofrimentos vividos em guerras distantes, de fato, tomassem de assalto nossos olhos e ouvidos no instante mesmo em que ocorrem.
25

TEXTO I


Diante da dor dos outros


    Ser um expectador de calamidades ocorridas em outro país é uma experiência moderna essencial, a dádiva acumulada durante mais de um século e meio graças a esses turistas profissionais e especializados conhecidos pelo nome de jornalistas. Agora, guerras são também imagens e sons na sala de estar. As informações sobre o que se passa longe de casa, chamadas de "notícias", sublinham conflito e violência - Se tem sangue, vira manchete, reza o antigo lema dos jornais populares e dos plantões jornalísticos de chamada rápida na tevê - aos quais se reage com compaixão, ou indignação, ou excitação, ou aprovação, à medida que cada desgraça se apresenta.

    Já no fim do século XIX, discutia-se a questão de como reagir ao incessante crescimento do fluxo de informações sobre as agonias da guerra. Em 1899, Gustave Moynier, primeiro presidente do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, escreveu: Sabemos agora o que acontece todo dia, em todo o mundo. As informações transmitidas pelos jornalistas diários põem, por assim dizer, aqueles que sofrem nos campos de batalha diante dos olhos dos leitores, em cujos ouvidos seus gritos ressoam. Moynier pensava no crescente número de baixas entre combatentes de todas as partes em conflito, cujos sofrimentos deviam ser minorados pela Cruz Vermelha, de forma imparcial. O poder letal dos exércitos em guerra havia sido elevado a um a nova m agnitude em razão das arm as introduzidas pouco depois da Guerra da Crimeia (1854-56), como o rifle de municiar pela culatra e a metralhadora. Mas, embora as agonias do campo de batalha houvessem se tornado presentes como nunca antes para aqueles que apenas leriam a respeito do assunto na imprensa, era um óbvio exagero afirmar, em 1899, que as pessoas sabiam o que acontecia "todo dia em todo o mundo". E, embora hoje os sofrimentos vividos em guerras distantes, de fato, tomem de assalto nossos olhos e ouvidos no instante mesmo em que ocorrem, afirmar tal coisa ainda constitui um exagero. Aquilo que em jargão jornalístico se chama de "mundo" - deem-nos 22 minutos e nós lhes daremos o mundo, repete uma rede de rádio várias vezes por dia - é (ao contrário do mundo) um lugar muito pequeno, tanto geográfica como tematicamente, e o que se julga digno de conhecer a seu respeito deve ser transmitido de forma compacta e enfática.

    A consciência do sofrimento que se acumula em um elenco seleto de guerras travadas em terras distantes é algo construído. Sobretudo na forma como as câmeras registram, o sofrimento explode, é compartilhado por muita gente e depois desaparece de vista. Ao contrário de um relato escrito - que, conforme sua complexidade de pensamento, de referências e de vocabulário, é oferecido a um número maior ou menor de leitores -, uma foto só tem uma língua e se destina potencialmente a todos.


SONTAG, Susan. Diante da dor dos outros. Trad. Rubens Figueiredo. São Paulo: Companhia das Letras, 2003.

A repetição do slogan Deem-nos 22 minutos e nós lhes daremos o mundo pela rede de rádio é um recurso publicitário que visa

  • A persuadir o público a ser fiel aos programas daquela rádio.
  • B limitar o tempo de sintonia do ouvinte naquela estação de rádio.
  • C convocar o público a interagir criticamente com os locutores da rádio.
  • D facultar ao ouvinte o direito de escolha entre diferentes redes radiofônicas.
26

TEXTO I


Diante da dor dos outros


    Ser um expectador de calamidades ocorridas em outro país é uma experiência moderna essencial, a dádiva acumulada durante mais de um século e meio graças a esses turistas profissionais e especializados conhecidos pelo nome de jornalistas. Agora, guerras são também imagens e sons na sala de estar. As informações sobre o que se passa longe de casa, chamadas de "notícias", sublinham conflito e violência - Se tem sangue, vira manchete, reza o antigo lema dos jornais populares e dos plantões jornalísticos de chamada rápida na tevê - aos quais se reage com compaixão, ou indignação, ou excitação, ou aprovação, à medida que cada desgraça se apresenta.

    Já no fim do século XIX, discutia-se a questão de como reagir ao incessante crescimento do fluxo de informações sobre as agonias da guerra. Em 1899, Gustave Moynier, primeiro presidente do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, escreveu: Sabemos agora o que acontece todo dia, em todo o mundo. As informações transmitidas pelos jornalistas diários põem, por assim dizer, aqueles que sofrem nos campos de batalha diante dos olhos dos leitores, em cujos ouvidos seus gritos ressoam. Moynier pensava no crescente número de baixas entre combatentes de todas as partes em conflito, cujos sofrimentos deviam ser minorados pela Cruz Vermelha, de forma imparcial. O poder letal dos exércitos em guerra havia sido elevado a um a nova m agnitude em razão das arm as introduzidas pouco depois da Guerra da Crimeia (1854-56), como o rifle de municiar pela culatra e a metralhadora. Mas, embora as agonias do campo de batalha houvessem se tornado presentes como nunca antes para aqueles que apenas leriam a respeito do assunto na imprensa, era um óbvio exagero afirmar, em 1899, que as pessoas sabiam o que acontecia "todo dia em todo o mundo". E, embora hoje os sofrimentos vividos em guerras distantes, de fato, tomem de assalto nossos olhos e ouvidos no instante mesmo em que ocorrem, afirmar tal coisa ainda constitui um exagero. Aquilo que em jargão jornalístico se chama de "mundo" - deem-nos 22 minutos e nós lhes daremos o mundo, repete uma rede de rádio várias vezes por dia - é (ao contrário do mundo) um lugar muito pequeno, tanto geográfica como tematicamente, e o que se julga digno de conhecer a seu respeito deve ser transmitido de forma compacta e enfática.

    A consciência do sofrimento que se acumula em um elenco seleto de guerras travadas em terras distantes é algo construído. Sobretudo na forma como as câmeras registram, o sofrimento explode, é compartilhado por muita gente e depois desaparece de vista. Ao contrário de um relato escrito - que, conforme sua complexidade de pensamento, de referências e de vocabulário, é oferecido a um número maior ou menor de leitores -, uma foto só tem uma língua e se destina potencialmente a todos.


SONTAG, Susan. Diante da dor dos outros. Trad. Rubens Figueiredo. São Paulo: Companhia das Letras, 2003.

O texto de Susan Sontag vale-se de estratégias argumentativas com vistas a defender seu ponto de vista sobre o modo como se dá o registro e a transmissão, pelos jornalistas, do sofrimento humano em situações de conflito e violência.
Entre essas estratégias, verifica-se no Texto I, a presença de

  • A pergunta retórica.
  • B dados estatísticos.
  • C definições de conceitos.
  • D citação de opinião alheia.
27

TEXTO I


Diante da dor dos outros


    Ser um expectador de calamidades ocorridas em outro país é uma experiência moderna essencial, a dádiva acumulada durante mais de um século e meio graças a esses turistas profissionais e especializados conhecidos pelo nome de jornalistas. Agora, guerras são também imagens e sons na sala de estar. As informações sobre o que se passa longe de casa, chamadas de "notícias", sublinham conflito e violência - Se tem sangue, vira manchete, reza o antigo lema dos jornais populares e dos plantões jornalísticos de chamada rápida na tevê - aos quais se reage com compaixão, ou indignação, ou excitação, ou aprovação, à medida que cada desgraça se apresenta.

    Já no fim do século XIX, discutia-se a questão de como reagir ao incessante crescimento do fluxo de informações sobre as agonias da guerra. Em 1899, Gustave Moynier, primeiro presidente do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, escreveu: Sabemos agora o que acontece todo dia, em todo o mundo. As informações transmitidas pelos jornalistas diários põem, por assim dizer, aqueles que sofrem nos campos de batalha diante dos olhos dos leitores, em cujos ouvidos seus gritos ressoam. Moynier pensava no crescente número de baixas entre combatentes de todas as partes em conflito, cujos sofrimentos deviam ser minorados pela Cruz Vermelha, de forma imparcial. O poder letal dos exércitos em guerra havia sido elevado a um a nova m agnitude em razão das arm as introduzidas pouco depois da Guerra da Crimeia (1854-56), como o rifle de municiar pela culatra e a metralhadora. Mas, embora as agonias do campo de batalha houvessem se tornado presentes como nunca antes para aqueles que apenas leriam a respeito do assunto na imprensa, era um óbvio exagero afirmar, em 1899, que as pessoas sabiam o que acontecia "todo dia em todo o mundo". E, embora hoje os sofrimentos vividos em guerras distantes, de fato, tomem de assalto nossos olhos e ouvidos no instante mesmo em que ocorrem, afirmar tal coisa ainda constitui um exagero. Aquilo que em jargão jornalístico se chama de "mundo" - deem-nos 22 minutos e nós lhes daremos o mundo, repete uma rede de rádio várias vezes por dia - é (ao contrário do mundo) um lugar muito pequeno, tanto geográfica como tematicamente, e o que se julga digno de conhecer a seu respeito deve ser transmitido de forma compacta e enfática.

    A consciência do sofrimento que se acumula em um elenco seleto de guerras travadas em terras distantes é algo construído. Sobretudo na forma como as câmeras registram, o sofrimento explode, é compartilhado por muita gente e depois desaparece de vista. Ao contrário de um relato escrito - que, conforme sua complexidade de pensamento, de referências e de vocabulário, é oferecido a um número maior ou menor de leitores -, uma foto só tem uma língua e se destina potencialmente a todos.


SONTAG, Susan. Diante da dor dos outros. Trad. Rubens Figueiredo. São Paulo: Companhia das Letras, 2003.

O sofrimento provocado pelas guerras gera no público diferentes reações, no entanto, segundo a autora do texto, Susan Sontag, a consciência diante da dor do outro, vítima de calamidades em diferentes partes do mundo, é resultado da

  • A transmissão de informações sobre conflitos em tempo real num a sucessão de imagens vertiginosas.
  • B imparcialidade dos jornalistas focados apenas em transmitir a notícia com o maior grau de impacto.
  • C seleção e montagem de imagens chocantes registradas pelos profissionais dos meios de comunicação.
  • D experiência moderna de empatia por parte do público diante da letalidade da guerra.
28

TEXTO I


Diante da dor dos outros


    Ser um expectador de calamidades ocorridas em outro país é uma experiência moderna essencial, a dádiva acumulada durante mais de um século e meio graças a esses turistas profissionais e especializados conhecidos pelo nome de jornalistas. Agora, guerras são também imagens e sons na sala de estar. As informações sobre o que se passa longe de casa, chamadas de "notícias", sublinham conflito e violência - Se tem sangue, vira manchete, reza o antigo lema dos jornais populares e dos plantões jornalísticos de chamada rápida na tevê - aos quais se reage com compaixão, ou indignação, ou excitação, ou aprovação, à medida que cada desgraça se apresenta.

    Já no fim do século XIX, discutia-se a questão de como reagir ao incessante crescimento do fluxo de informações sobre as agonias da guerra. Em 1899, Gustave Moynier, primeiro presidente do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, escreveu: Sabemos agora o que acontece todo dia, em todo o mundo. As informações transmitidas pelos jornalistas diários põem, por assim dizer, aqueles que sofrem nos campos de batalha diante dos olhos dos leitores, em cujos ouvidos seus gritos ressoam. Moynier pensava no crescente número de baixas entre combatentes de todas as partes em conflito, cujos sofrimentos deviam ser minorados pela Cruz Vermelha, de forma imparcial. O poder letal dos exércitos em guerra havia sido elevado a um a nova m agnitude em razão das arm as introduzidas pouco depois da Guerra da Crimeia (1854-56), como o rifle de municiar pela culatra e a metralhadora. Mas, embora as agonias do campo de batalha houvessem se tornado presentes como nunca antes para aqueles que apenas leriam a respeito do assunto na imprensa, era um óbvio exagero afirmar, em 1899, que as pessoas sabiam o que acontecia "todo dia em todo o mundo". E, embora hoje os sofrimentos vividos em guerras distantes, de fato, tomem de assalto nossos olhos e ouvidos no instante mesmo em que ocorrem, afirmar tal coisa ainda constitui um exagero. Aquilo que em jargão jornalístico se chama de "mundo" - deem-nos 22 minutos e nós lhes daremos o mundo, repete uma rede de rádio várias vezes por dia - é (ao contrário do mundo) um lugar muito pequeno, tanto geográfica como tematicamente, e o que se julga digno de conhecer a seu respeito deve ser transmitido de forma compacta e enfática.

    A consciência do sofrimento que se acumula em um elenco seleto de guerras travadas em terras distantes é algo construído. Sobretudo na forma como as câmeras registram, o sofrimento explode, é compartilhado por muita gente e depois desaparece de vista. Ao contrário de um relato escrito - que, conforme sua complexidade de pensamento, de referências e de vocabulário, é oferecido a um número maior ou menor de leitores -, uma foto só tem uma língua e se destina potencialmente a todos.


SONTAG, Susan. Diante da dor dos outros. Trad. Rubens Figueiredo. São Paulo: Companhia das Letras, 2003.

Se tem sangue, vira manchete, reza o antigo lema dos jornais populares e dos plantões jornalísticos.
A escolha e o uso do verbo rezar, neste enunciado do texto, têm por objetivo
  • A condicionar a criação de manchetes jornalísticas à violência.
  • B apresentar o que é prescrito como preceito dos jornais populares.
  • C enfatizar a função de entretenimento de jornais populares.
  • D evidenciar o esforço dos jornalistas na cobertura das guerras.
29

TEXTO I


Anotações sobre uma pichação


    Faz provavelmente uns dois anos que topei com a frase pela primeira vez, num muro qualquer da cidade. Em pouco tempo, era impossível deixar de vêla. Da noite para o dia, como uma infecção, onde houvesse um tapume, muro, parede, empena ou porta de ferro, ela aparecia: Não fui eu.

    É certo que, pichada num muro de Estocolmo, os sentidos que ganharia seriam outros, e não há dificuldade em imaginar que conteúdos ela traria à tona em Berlim. História e geografia aqui são determinantes. O passado é tudo.

    Minha hipótese é de que, no Brasil, a frase é imediatamente lida como um protesto de inocência. A um brasileiro não ocorrerá interpretá-la como manifestação de modéstia, como recusa de um crédito indevido – Não, essa honra não me cabe, ou Não, o mérito não é meu. Como violência, desigualdade e desordem formam a teia de nossa existência cívica, o que se insinua nas entrelinhas de Não fui eu não é a virtude, mas o delito.

    Delito dos outros, no caso. A transferência de ônus é o que parece dar força ao enunciado, na medida em que fundamenta uma verdade incômoda sobre nossa condição de cidadãos brasileiros. Como tantos de nós, o autor está tirando o corpo fora.

Ignora-se a identidade do autor dessa frase com a qual o carioca convive há anos e que continua a se disseminar pelas superfícies da cidade. Numa reportagem de 2017 da Veja Rio, ele afirma que se manterá no anonimato: “Se a pichação funciona como uma assinatura que reivindica a autoria, meu trabalho é uma assinatura que nega a própria autoria. Comecei a me interessar pela potência poética que surgia disso e pelas diferentes leituras que a frase poderia ter na rua.”

    Fez bem. Não sendo enunciada por ninguém em particular, a frase pertence a qualquer um. A sensação difusa de que ela exprime um éthos*, de que essas três palavras falam de nós, é uma confirmação de que, dado o alheamento geral, o melhor mesmo é jogar a toalha e ir cuidar da vida.

(*Éthos: palavra com origem grega, que significa "caráter moral")


SALLES, João Moreira. Revista PIAUÍ, 2018. (Adaptado)

Sobre a redação do trecho Ignora-se a identidade do autor dessa frase com a qual o carioca convive há anos, é CORRETO afirmar que a(s)

  • A construção sintática está de acordo com a norma padrão da língua.
  • B regras de colocação pronominal não foram devidamente seguidas.
  • C regência verbal empregada está em desacordo com a norma padrão.
  • D concordância do verbo haver é aceitável somente na linguagem informal.
30

TEXTO I


Anotações sobre uma pichação


    Faz provavelmente uns dois anos que topei com a frase pela primeira vez, num muro qualquer da cidade. Em pouco tempo, era impossível deixar de vêla. Da noite para o dia, como uma infecção, onde houvesse um tapume, muro, parede, empena ou porta de ferro, ela aparecia: Não fui eu.

    É certo que, pichada num muro de Estocolmo, os sentidos que ganharia seriam outros, e não há dificuldade em imaginar que conteúdos ela traria à tona em Berlim. História e geografia aqui são determinantes. O passado é tudo.

    Minha hipótese é de que, no Brasil, a frase é imediatamente lida como um protesto de inocência. A um brasileiro não ocorrerá interpretá-la como manifestação de modéstia, como recusa de um crédito indevido – Não, essa honra não me cabe, ou Não, o mérito não é meu. Como violência, desigualdade e desordem formam a teia de nossa existência cívica, o que se insinua nas entrelinhas de Não fui eu não é a virtude, mas o delito.

    Delito dos outros, no caso. A transferência de ônus é o que parece dar força ao enunciado, na medida em que fundamenta uma verdade incômoda sobre nossa condição de cidadãos brasileiros. Como tantos de nós, o autor está tirando o corpo fora.

Ignora-se a identidade do autor dessa frase com a qual o carioca convive há anos e que continua a se disseminar pelas superfícies da cidade. Numa reportagem de 2017 da Veja Rio, ele afirma que se manterá no anonimato: “Se a pichação funciona como uma assinatura que reivindica a autoria, meu trabalho é uma assinatura que nega a própria autoria. Comecei a me interessar pela potência poética que surgia disso e pelas diferentes leituras que a frase poderia ter na rua.”

    Fez bem. Não sendo enunciada por ninguém em particular, a frase pertence a qualquer um. A sensação difusa de que ela exprime um éthos*, de que essas três palavras falam de nós, é uma confirmação de que, dado o alheamento geral, o melhor mesmo é jogar a toalha e ir cuidar da vida.

(*Éthos: palavra com origem grega, que significa "caráter moral")


SALLES, João Moreira. Revista PIAUÍ, 2018. (Adaptado)

Para maior clareza de um texto, seja ele oficial ou não, recomenda-se que os termos das orações estejam, preferencialmente, na ordem direta.
Dos trechos a seguir, o único que seguiu rigorosamente tal recomendação foi

  • A “Numa reportagem de 2017 da Veja Rio, ele afirma ...”
  • B “A um brasileiro não ocorrerá interpretá-la como manifestação de modéstia...”
  • C “A transferência de ônus é o que parece dar força ao enunciado...”
  • D “Em pouco tempo, era impossível deixar de vê-la.”
31

TEXTO I


Anotações sobre uma pichação


    Faz provavelmente uns dois anos que topei com a frase pela primeira vez, num muro qualquer da cidade. Em pouco tempo, era impossível deixar de vêla. Da noite para o dia, como uma infecção, onde houvesse um tapume, muro, parede, empena ou porta de ferro, ela aparecia: Não fui eu.

    É certo que, pichada num muro de Estocolmo, os sentidos que ganharia seriam outros, e não há dificuldade em imaginar que conteúdos ela traria à tona em Berlim. História e geografia aqui são determinantes. O passado é tudo.

    Minha hipótese é de que, no Brasil, a frase é imediatamente lida como um protesto de inocência. A um brasileiro não ocorrerá interpretá-la como manifestação de modéstia, como recusa de um crédito indevido – Não, essa honra não me cabe, ou Não, o mérito não é meu. Como violência, desigualdade e desordem formam a teia de nossa existência cívica, o que se insinua nas entrelinhas de Não fui eu não é a virtude, mas o delito.

    Delito dos outros, no caso. A transferência de ônus é o que parece dar força ao enunciado, na medida em que fundamenta uma verdade incômoda sobre nossa condição de cidadãos brasileiros. Como tantos de nós, o autor está tirando o corpo fora.

Ignora-se a identidade do autor dessa frase com a qual o carioca convive há anos e que continua a se disseminar pelas superfícies da cidade. Numa reportagem de 2017 da Veja Rio, ele afirma que se manterá no anonimato: “Se a pichação funciona como uma assinatura que reivindica a autoria, meu trabalho é uma assinatura que nega a própria autoria. Comecei a me interessar pela potência poética que surgia disso e pelas diferentes leituras que a frase poderia ter na rua.”

    Fez bem. Não sendo enunciada por ninguém em particular, a frase pertence a qualquer um. A sensação difusa de que ela exprime um éthos*, de que essas três palavras falam de nós, é uma confirmação de que, dado o alheamento geral, o melhor mesmo é jogar a toalha e ir cuidar da vida.

(*Éthos: palavra com origem grega, que significa "caráter moral")


SALLES, João Moreira. Revista PIAUÍ, 2018. (Adaptado)

Para concluir o seu texto, no último parágrafo, observa-se que o autor

  • A optou exclusivamente pela conotação.
  • B usou somente a linguagem formal.
  • C fez uso de personificação e metonímia.
  • D empregou a linguagem coloquial.
32

TEXTO I


Anotações sobre uma pichação


    Faz provavelmente uns dois anos que topei com a frase pela primeira vez, num muro qualquer da cidade. Em pouco tempo, era impossível deixar de vêla. Da noite para o dia, como uma infecção, onde houvesse um tapume, muro, parede, empena ou porta de ferro, ela aparecia: Não fui eu.

    É certo que, pichada num muro de Estocolmo, os sentidos que ganharia seriam outros, e não há dificuldade em imaginar que conteúdos ela traria à tona em Berlim. História e geografia aqui são determinantes. O passado é tudo.

    Minha hipótese é de que, no Brasil, a frase é imediatamente lida como um protesto de inocência. A um brasileiro não ocorrerá interpretá-la como manifestação de modéstia, como recusa de um crédito indevido – Não, essa honra não me cabe, ou Não, o mérito não é meu. Como violência, desigualdade e desordem formam a teia de nossa existência cívica, o que se insinua nas entrelinhas de Não fui eu não é a virtude, mas o delito.

    Delito dos outros, no caso. A transferência de ônus é o que parece dar força ao enunciado, na medida em que fundamenta uma verdade incômoda sobre nossa condição de cidadãos brasileiros. Como tantos de nós, o autor está tirando o corpo fora.

Ignora-se a identidade do autor dessa frase com a qual o carioca convive há anos e que continua a se disseminar pelas superfícies da cidade. Numa reportagem de 2017 da Veja Rio, ele afirma que se manterá no anonimato: “Se a pichação funciona como uma assinatura que reivindica a autoria, meu trabalho é uma assinatura que nega a própria autoria. Comecei a me interessar pela potência poética que surgia disso e pelas diferentes leituras que a frase poderia ter na rua.”

    Fez bem. Não sendo enunciada por ninguém em particular, a frase pertence a qualquer um. A sensação difusa de que ela exprime um éthos*, de que essas três palavras falam de nós, é uma confirmação de que, dado o alheamento geral, o melhor mesmo é jogar a toalha e ir cuidar da vida.

(*Éthos: palavra com origem grega, que significa "caráter moral")


SALLES, João Moreira. Revista PIAUÍ, 2018. (Adaptado)

O emprego das aspas no Texto I justifica-se pelo fato de se terem usado fragmentos que representam um(a)

  • A citação indireta.
  • B discurso indireto.
  • C discurso direto.
  • D citação popular.
33

TEXTO I


Anotações sobre uma pichação


    Faz provavelmente uns dois anos que topei com a frase pela primeira vez, num muro qualquer da cidade. Em pouco tempo, era impossível deixar de vêla. Da noite para o dia, como uma infecção, onde houvesse um tapume, muro, parede, empena ou porta de ferro, ela aparecia: Não fui eu.

    É certo que, pichada num muro de Estocolmo, os sentidos que ganharia seriam outros, e não há dificuldade em imaginar que conteúdos ela traria à tona em Berlim. História e geografia aqui são determinantes. O passado é tudo.

    Minha hipótese é de que, no Brasil, a frase é imediatamente lida como um protesto de inocência. A um brasileiro não ocorrerá interpretá-la como manifestação de modéstia, como recusa de um crédito indevido – Não, essa honra não me cabe, ou Não, o mérito não é meu. Como violência, desigualdade e desordem formam a teia de nossa existência cívica, o que se insinua nas entrelinhas de Não fui eu não é a virtude, mas o delito.

    Delito dos outros, no caso. A transferência de ônus é o que parece dar força ao enunciado, na medida em que fundamenta uma verdade incômoda sobre nossa condição de cidadãos brasileiros. Como tantos de nós, o autor está tirando o corpo fora.

Ignora-se a identidade do autor dessa frase com a qual o carioca convive há anos e que continua a se disseminar pelas superfícies da cidade. Numa reportagem de 2017 da Veja Rio, ele afirma que se manterá no anonimato: “Se a pichação funciona como uma assinatura que reivindica a autoria, meu trabalho é uma assinatura que nega a própria autoria. Comecei a me interessar pela potência poética que surgia disso e pelas diferentes leituras que a frase poderia ter na rua.”

    Fez bem. Não sendo enunciada por ninguém em particular, a frase pertence a qualquer um. A sensação difusa de que ela exprime um éthos*, de que essas três palavras falam de nós, é uma confirmação de que, dado o alheamento geral, o melhor mesmo é jogar a toalha e ir cuidar da vida.

(*Éthos: palavra com origem grega, que significa "caráter moral")


SALLES, João Moreira. Revista PIAUÍ, 2018. (Adaptado)

A modalização diz respeito à expressão das intenções e pontos de vista do enunciador.
Delito dos outros, no caso. A transferência de ônus é o que parece dar força ao enunciado, na medida em que fundamenta uma verdade incômoda sobre nossa condição de cidadãos brasileiros. Como tantos de nós, o autor está tirando o corpo fora.
Nesse parágrafo, observa-se uma marca de modalização para se fazer uma suposição. Assinale tal marca.

  • A “está tirando”
  • B “delito dos outros”.
  • C “transferência de ônus”
  • D “parece dar força”.
34

TEXTO I


Anotações sobre uma pichação


    Faz provavelmente uns dois anos que topei com a frase pela primeira vez, num muro qualquer da cidade. Em pouco tempo, era impossível deixar de vêla. Da noite para o dia, como uma infecção, onde houvesse um tapume, muro, parede, empena ou porta de ferro, ela aparecia: Não fui eu.

    É certo que, pichada num muro de Estocolmo, os sentidos que ganharia seriam outros, e não há dificuldade em imaginar que conteúdos ela traria à tona em Berlim. História e geografia aqui são determinantes. O passado é tudo.

    Minha hipótese é de que, no Brasil, a frase é imediatamente lida como um protesto de inocência. A um brasileiro não ocorrerá interpretá-la como manifestação de modéstia, como recusa de um crédito indevido – Não, essa honra não me cabe, ou Não, o mérito não é meu. Como violência, desigualdade e desordem formam a teia de nossa existência cívica, o que se insinua nas entrelinhas de Não fui eu não é a virtude, mas o delito.

    Delito dos outros, no caso. A transferência de ônus é o que parece dar força ao enunciado, na medida em que fundamenta uma verdade incômoda sobre nossa condição de cidadãos brasileiros. Como tantos de nós, o autor está tirando o corpo fora.

Ignora-se a identidade do autor dessa frase com a qual o carioca convive há anos e que continua a se disseminar pelas superfícies da cidade. Numa reportagem de 2017 da Veja Rio, ele afirma que se manterá no anonimato: “Se a pichação funciona como uma assinatura que reivindica a autoria, meu trabalho é uma assinatura que nega a própria autoria. Comecei a me interessar pela potência poética que surgia disso e pelas diferentes leituras que a frase poderia ter na rua.”

    Fez bem. Não sendo enunciada por ninguém em particular, a frase pertence a qualquer um. A sensação difusa de que ela exprime um éthos*, de que essas três palavras falam de nós, é uma confirmação de que, dado o alheamento geral, o melhor mesmo é jogar a toalha e ir cuidar da vida.

(*Éthos: palavra com origem grega, que significa "caráter moral")


SALLES, João Moreira. Revista PIAUÍ, 2018. (Adaptado)

No segundo parágrafo do texto, o autor faz uma afirmação hipotética cujo recurso gramatical usado, na sua construção, é o emprego do seguinte tempo verbal:

  • A presente do indicativo.
  • B futuro do pretérito do indicativo.
  • C presente do subjuntivo.
  • D futuro do subjuntivo.
35

TEXTO I


Anotações sobre uma pichação


    Faz provavelmente uns dois anos que topei com a frase pela primeira vez, num muro qualquer da cidade. Em pouco tempo, era impossível deixar de vêla. Da noite para o dia, como uma infecção, onde houvesse um tapume, muro, parede, empena ou porta de ferro, ela aparecia: Não fui eu.

    É certo que, pichada num muro de Estocolmo, os sentidos que ganharia seriam outros, e não há dificuldade em imaginar que conteúdos ela traria à tona em Berlim. História e geografia aqui são determinantes. O passado é tudo.

    Minha hipótese é de que, no Brasil, a frase é imediatamente lida como um protesto de inocência. A um brasileiro não ocorrerá interpretá-la como manifestação de modéstia, como recusa de um crédito indevido – Não, essa honra não me cabe, ou Não, o mérito não é meu. Como violência, desigualdade e desordem formam a teia de nossa existência cívica, o que se insinua nas entrelinhas de Não fui eu não é a virtude, mas o delito.

    Delito dos outros, no caso. A transferência de ônus é o que parece dar força ao enunciado, na medida em que fundamenta uma verdade incômoda sobre nossa condição de cidadãos brasileiros. Como tantos de nós, o autor está tirando o corpo fora.

Ignora-se a identidade do autor dessa frase com a qual o carioca convive há anos e que continua a se disseminar pelas superfícies da cidade. Numa reportagem de 2017 da Veja Rio, ele afirma que se manterá no anonimato: “Se a pichação funciona como uma assinatura que reivindica a autoria, meu trabalho é uma assinatura que nega a própria autoria. Comecei a me interessar pela potência poética que surgia disso e pelas diferentes leituras que a frase poderia ter na rua.”

    Fez bem. Não sendo enunciada por ninguém em particular, a frase pertence a qualquer um. A sensação difusa de que ela exprime um éthos*, de que essas três palavras falam de nós, é uma confirmação de que, dado o alheamento geral, o melhor mesmo é jogar a toalha e ir cuidar da vida.

(*Éthos: palavra com origem grega, que significa "caráter moral")


SALLES, João Moreira. Revista PIAUÍ, 2018. (Adaptado)

O texto Anotações sobre uma pichação é do tipo argumentativo. Realizando-se uma atenta leitura, pode-se inferir que a tese defendida pelo autor, em relação à frase Não fui eu, no Brasil, apresenta implicitamente a ideia de

  • A assunção de um feito.
  • B isenção de uma virtude.
  • C exclusão de um crime.
  • D responsabilização por um delito.
36

TEXTO


                                     NATAL NA BARCA


Não quero nem devo lembrar aqui por que me encontrava naquela barca. Só sei que em redor tudo era silêncio e treva. E que me sentia bem naquela solidão. Na embarcação desconfortável, tosca, apenas quatro passageiros. Uma lanterna nos iluminava com sua luz vacilante: um velho, uma mulher com uma criança e eu.

O velho, um bêbedo esfarrapado, deitara-se de comprido no banco, dirigira palavras amenas a um vizinho invisível e agora dormia. A mulher estava sentada entre nós, apertando nos braços a criança enrolada em panos. Era uma mulher jovem e pálida. O longo manto escuro que lhe cobria a cabeça dava-lhe o aspecto de uma figura antiga.

A palavra “aspecto” aparece no texto grafada com CT, mas a grafia moderna já mostra a forma “aspeto” como correta; a palavra do texto que mostra uma outra grafia também correta, mantendo-se o mesmo sentido, é:

  • A comprido / cumprido.
  • B vizinho / visinho.
  • C bêbedo / bêbado.
  • D invisível / invizível.
  • E vacilante / vassilante.
37

TEXTO


                                     NATAL NA BARCA


Não quero nem devo lembrar aqui por que me encontrava naquela barca. Só sei que em redor tudo era silêncio e treva. E que me sentia bem naquela solidão. Na embarcação desconfortável, tosca, apenas quatro passageiros. Uma lanterna nos iluminava com sua luz vacilante: um velho, uma mulher com uma criança e eu.

O velho, um bêbedo esfarrapado, deitara-se de comprido no banco, dirigira palavras amenas a um vizinho invisível e agora dormia. A mulher estava sentada entre nós, apertando nos braços a criança enrolada em panos. Era uma mulher jovem e pálida. O longo manto escuro que lhe cobria a cabeça dava-lhe o aspecto de uma figura antiga.

“O velho, um bêbedo esfarrapado, deitara-se de comprido no banco, dirigira palavras amenas a um vizinho invisível”; a forma verbal “dirigira” pode ser adequadamente substituída por:

  • A foi dirigir.
  • B tinha ido dirigir.
  • C dirigia.
  • D havia dirigido
  • E dirigiu.
38

TEXTO


                                     NATAL NA BARCA


Não quero nem devo lembrar aqui por que me encontrava naquela barca. Só sei que em redor tudo era silêncio e treva. E que me sentia bem naquela solidão. Na embarcação desconfortável, tosca, apenas quatro passageiros. Uma lanterna nos iluminava com sua luz vacilante: um velho, uma mulher com uma criança e eu.

O velho, um bêbedo esfarrapado, deitara-se de comprido no banco, dirigira palavras amenas a um vizinho invisível e agora dormia. A mulher estava sentada entre nós, apertando nos braços a criança enrolada em panos. Era uma mulher jovem e pálida. O longo manto escuro que lhe cobria a cabeça dava-lhe o aspecto de uma figura antiga.

O segmento abaixo em que os dois termos do texto não podem trocar de posição entre si é:

  • A “Não quero nem devo” / Não devo nem quero.
  • B “apertando nos braços a criança enrolada em panos” / apertando em panos a criança enrolada nos braços.
  • C “Na embarcação desconfortável, tosca” / Na embarcação tosca, desconfortável.
  • D “O longo manto escuro” / O escuro manto longo.
  • E “dirigira palavras amenas a um vizinho invisível e agora dormia” / dirigira a um vizinho invisível palavras amenas.
39

TEXTO


                                     NATAL NA BARCA


Não quero nem devo lembrar aqui por que me encontrava naquela barca. Só sei que em redor tudo era silêncio e treva. E que me sentia bem naquela solidão. Na embarcação desconfortável, tosca, apenas quatro passageiros. Uma lanterna nos iluminava com sua luz vacilante: um velho, uma mulher com uma criança e eu.

O velho, um bêbedo esfarrapado, deitara-se de comprido no banco, dirigira palavras amenas a um vizinho invisível e agora dormia. A mulher estava sentada entre nós, apertando nos braços a criança enrolada em panos. Era uma mulher jovem e pálida. O longo manto escuro que lhe cobria a cabeça dava-lhe o aspecto de uma figura antiga.

Na frase “O velho, um bêbedo esfarrapado...”, o adjetivo velho aparece substantivado; a frase abaixo em que o termo sublinhado está no mesmo caso é:

  • A “E me sentia bem naquela solidão”
  • B “Era uma mulher jovem e pálida”.
  • C “...dava-lhe o aspecto de uma figura antiga”.
  • D "A mulher estava sentada entre nós”.
  • E “...dirigira palavras amenas a um vizinho invisível”.
40

TEXTO


                                     NATAL NA BARCA


Não quero nem devo lembrar aqui por que me encontrava naquela barca. Só sei que em redor tudo era silêncio e treva. E que me sentia bem naquela solidão. Na embarcação desconfortável, tosca, apenas quatro passageiros. Uma lanterna nos iluminava com sua luz vacilante: um velho, uma mulher com uma criança e eu.

O velho, um bêbedo esfarrapado, deitara-se de comprido no banco, dirigira palavras amenas a um vizinho invisível e agora dormia. A mulher estava sentada entre nós, apertando nos braços a criança enrolada em panos. Era uma mulher jovem e pálida. O longo manto escuro que lhe cobria a cabeça dava-lhe o aspecto de uma figura antiga.

Num texto descritivo são muito frequentes os adjetivos; entre as opções abaixo, assinale aquela em que o adjetivo representa predominantemente uma opinião do observador:

  • A embarcação desconfortável.
  • B vizinho invisível.
  • C bêbedo esfarrapado.
  • D mulher pálida.
  • E longo manto.

Raciocínio Lógico

41

João escolhe dois números do conjunto {1,2,..., 17} tais que o produto desses dois números seja igual à soma dos 15 números restantes.
Sobre os dois números escolhidos, pode-se afirmar que

  • A um deles é um quadrado perfeito.
  • B a soma deles é um quadrado perfeito.
  • C a soma deles é um número primo.
  • D os dois são números primos.
42

Considere estas afirmações,
I. Se Caio estuda, então Renan vai ao futebol. II. Se Renan vai ao futebol, então Cainã não vai ao show.
Assinale a alternativa CORRETA.

  • A Se Renan vai ao futebol, então Caio estuda.
  • B Se Cainã vai ao show, então Renan vai ao futebol.
  • C Se Caio estuda, então Cainã vai ao show.
  • D Se Cainã vai ao show, então Caio não estuda.
43

Se não é verdade que Pedro fala japonês ou russo, avalie se as afirmativas a seguir são falsas (F) ou verdadeiras (V):


✓ Pedro não fala japonês, mas pode falar russo.

✓ Pedro não fala russo.

✓ Pedro só fala russo se não falar japonês.


As afirmativas são respectivamente:

  • A V, V e V.
  • B V, F e F.
  • C F, V e F.
  • D F, F e V.
  • E V, F e V.
44

Uma expressão consiste numa informação que não cabe julgar se é falsa ou verdadeira. As sentenças são orações com sujeito (o termo a respeito do qual se declara algo) e predicado (o que se declara sobre o sujeito). No caso de uma sentença é possível o julgamento sobre o que está sendo nela declarado, como sendo falso ou verdadeiro. Nesta relação há sentenças e expressões.
1. Três mais quatorze é menor que dezessete. 2. Salvador é capital do Estado da Bahia. 3. O cantor de rock. 4. A idade de Jesus. 5. A quinta parte de um número. 6. O triplo de 15 é maior que 44.
É CORRETO afirmar que, nessa relação, são sentenças apenas os itens de números

  • A 2, 3, 4 e 5.
  • B 3, 4 e 5.
  • C 2, 3 e 4.
  • D 1, 2 e 6.
45

Observe a série lógica seguir.


A7 – C19 – F31– J43 – ...


Logo, o próximo termo é

  • A J53.
  • B K54.
  • C O55.
  • D P57.
46

Observe aos cinco primeiros termos da sequência abaixo:


18, 23, 29, 36, 44, ...


O décimo termo dessa sequência é o:

  • A 86
  • B 92.
  • C 94.
  • D 97.
  • E 99.
47

Se não é verdade que todo rei é vilão então é verdade que:

  • A nenhum rei é vilão.
  • B ao menos um rei não é vilão.
  • C algum vilão não é rei.
  • D nenhum vilão é rei.
  • E quem não é rei não é vilão.
48

Numa urna há bolas numeradas de 20 até 31 e nenhum número está repetido. Se sortearmos uma bola dessa urna, a probabilidade de que um número menor do que 23 seja sorteado é igual a:

  • A 20%.
  • B 22%.
  • C 25%.
  • D 28%.
  • E 33%.
49

De um grupo de quatro homens e três mulheres será formada uma comissão com dois homens e duas mulheres. O número de diferentes comissões que podem ser formadas é igual a:

  • A 18.
  • B 24.
  • C 30.
  • D 36.
  • E 42.
50

Se não é verdade que “todo ladrão é mau” então é verdade que:

  • A todo ladrão é bom.
  • B nenhum ladrão é mau.
  • C quem não é ladrão é bom.
  • D ao menos um ladrão não é mau.
  • E quem não é ladrão não é bom.
51

Capitu é mais baixa que Marilu e é mais alta que Lulu. Lulu é mais alta que Babalu mas é mais baixa que Analu. Marilu é mais baixa que Analu. Assim, a mais alta das cinco é:

  • A Analu.
  • B Babalu.
  • C Capitu.
  • D Lulu.
  • E Marilu.
52

Um campeonato de basquete será disputado por 15 equipes e cada uma jogará com cada uma das demais duas vezes. Esse campeonato terá então a seguinte quantidade de jogos:

  • A 60.
  • B 105.
  • C 120.
  • D 210.
  • E 420.
53
A negação da frase “Toda criança gosta de brincar” é:
  • A Nenhuma criança gosta de brincar
  • B Algumas crianças gostam de brincar.
  • C Quase todas as crianças gostam de brincar.
  • D Muitas crianças gostam de brincar.
  • E Ao menos uma criança não gosta de brincar.
54

Observe a sequência: 4, 5, 9, 14, 23, ... O próximo termo é o:

  • A 37.
  • B 38.
  • C 39.
  • D 40.
  • E 41.
55

Tenho 43 anos e sou o mais velho de cinco irmãos. Nosso irmão mais novo tem 39 anos e todos temos idades diferentes. A soma das idades dos meus quatro irmãos é igual a:

  • A 161.
  • B 162.
  • C 163.
  • D 164.
  • E 165.
56

Um campeonato de basquete será disputado por 15 equipes e cada uma jogará com cada uma das demais duas vezes. Esse campeonato terá então a seguinte quantidade de jogos:

  • A 60.
  • B 105.
  • C 120.
  • D 210.
  • E 420.
57

Observe a sequência: 323, 317, 311, 305,... O próximo termo é o:

  • A 290.
  • B 293.
  • C 295.
  • D 299.
  • E 301.
58

Sempre que vai ao cinema, Maria come pipoca e bebe suco de laranja. Hoje Maria não foi ao cinema. Assim:

  • A Maria não comeu pipoca.
  • B Maria não bebeu suco de laranja.
  • C Maria não comeu pipoca mas pode ter bebido algum suco que não de laranja.
  • D Maria comeu pipoca e bebeu suco de laranja.
  • E Maria pode ter comido pipoca ou bebido suco de laranja.
59

Observe a sequência: 324, 321, 318, 315, ... O próximo termo é o:

  • A 314.
  • B 313.
  • C 312.
  • D 311.
  • E 310.
60

Tenho 43 anos e sou o mais velho de cinco irmãos. Nosso irmão mais novo tem 39 anos e todos temos idades diferentes. A soma das idades dos meus quatro irmãos é igual a:

  • A 161.
  • B 162.
  • C 163.
  • D 164.
  • E 165.
Voltar para lista