Resolver o Simulado Professor - UFMT - Nível Superior

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Libras

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Strobel (2007) em seus estudos sobre as re - presentações das identidades Surdas, afirma que:

“... a representação “surda” tem procu - rado abrir um espaço igualitário para o povo surdo, procurando respeitar suas identidades e sua legitimação como gru - po com diferencial linguístico e cultural.” (STROBEL, 2007, p. 34 in QUADROS, PERLIN (Org.). Estudos Surdos II. 1 ed. Petrópolis: Editora Arara Azul, 2009.

Nesse mesmo contexto, Perlin (1998, p. 53) afirma que os Estudos Culturais, ao focalizarem a representação da Identidade Surda devem:

  • A Considerar a concepção clínico patológica da surdez como fundamental para o desenvolvi - mento global do surdo, já que sua condição biológica, como a de alguém a quem falta a audição, deve servir como premissa para se pensar em meios de suprir essa falta.
  • B Afastar-se da noção de corpo danificado, para se chegar a uma representação da alteridade cultural que simplesmente vai indicar a identidade surda.
  • C Compreender que os surdos necessitam ter a reais oportunidades de aprenderem a se com - portar como ouvintes, a fim de utilizar seus re - síduos auditivos e a oralidade, para que tenham condições de incluir-se pedagógica e social - mente, com equiparidade de oportunidades .
  • D Corroborar para que os surdos tornem-se conscientes de sua condição de deficientes, para que os ouvintes possam compreender a necessidade de acolhê-los e ajudá-los.
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De acordo com Skliar (1998, p. 15) o que significa o termo ouvintismo? in: SKLIAR, C. (org.) A surdez: um olhar sobre as diferenças. Porto Alegre: Mediação, 1998.

Assinale a alternativa CORRETA:

  • A Um conjunto de representações no qual o ouvinte reconhece o surdo como sujeito essencialmente visual.
  • B Um conjunto de representações dos ouvintes, a partir do qual o surdo está obrigado a olhar- -se e narra-se como se fosse ouvinte.
  • C Um conjunto de representações dos ouvintes no qual impera uma visão sócio antropológica da surdez, que desconsidera o surdo como incapaz.
  • D Um conjunto de representações dos ouvintes que considera os surdos como pertencentes à Comunidade Surda, com cultura e língua próprias.
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No texto de Lopes (2007) ela aborda conceitos muito discutidos na comunidade Surda, entre eles comunidade, mesmidade, identidade, escola especial e escola de surdos, nos fazendo entender a importância e as dificuldades de estar em com+unidade, ela resgata Bauman (2003) que discorre sobre comunidade dizendo que:
[...] mais do que uma ilha de “entendimento natural”, ou um “círculo aconchegante” onde se pode depor as armas e parar de lutar, a comunidade realmente existente se parece com uma fortaleza sitiada, continuamente bombardeada por inimigos (muitas vezes invisíveis) de fora e freqüentemente assolada pela discórdia interna [...] (Bauman, 2003, p. 19, apud LOPES, M. C. Surdez & Educação. Belo Horizonte: Autêntica, 2007, p. 74).
Sabendo que os indivíduos Surdos não são únicos, com diferentes características, mas que estão unidos por [...] elos subjetivos capazes de marcar e fortalecer identidades [...] (p. 75), Perlin (1998) (in: SKLIAR, C. (org.) A surdez: um olhar sobre as diferenças. Porto Alegre: Mediação, 1998), descreve algumas “Identidades Surdas”, título de seu capítulo.
Dentre essas identidades aponte quais das identificações abaixo está coerente com a identidade surda de transição:

  • A São os surdos que nasceram ouvintes, e que com o tempo se tornaram surdos. É uma espécie de uso de identidades diferentes em diferentes momentos [...].
  • B [...] a identidade surda apresentada por aqueles surdos que vivem sob uma ideologia ouvintista latente que trabalha para socializar os surdos de maneira compatível com a cultura dominante.
  • C Elas estão presentes onde os surdos vivem se manifestam a partir da hegemonia dos ouvintes [...] permite ver um surdo “consciente” ou não de ser surdo, porém, vítima da ideologia ouvintista que segue determinado seus comportamentos e aprendizados.
  • D Estão presentes na situação dos surdos que foram mantidos sob o cativeiro da hegemônica experiência ouvinte e que passam para a comunidade surda [...].
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Perlin (1998, p. 62 a 67) aborda diferentes facetas de Identidades Surdas e demonstra que existe uma heterogeneidade, que permite classificá-las, nomeá-las e descrevê-las. Ao dissertar sobre cada uma delas e suas características a autora nos traz depoimentos reais. O depoimento a seguir foi dado pela própria autora:
“Isso não é tão fácil de ser entendido, surge a implicação entre ser surdo, depender de sinais, e o pensar em português, coisas bem diferentes que sempre estarão em choque. Assim, você sente que perdeu aquela parte de todos os ouvintes e você tem pelo meio a parte surda. Você não é um, você é duas metades.” (PERLIN, G.T.T. Identidades surdas. In: SKLIAR, C. (org.) A surdez: um olhar sobre as diferenças. Porto Alegre: Mediação, 1998. p. 64)
Escolha a alternativa CORRETA que revele qual o tipo de Identidade Surda é caracterizada pelo depoimento acima, de acordo com Perlin (1998).

  • A Identidade Surda Incompleta.
  • B Identidade Surda Flutuante.
  • C Identidade Surda Híbrida.
  • D Identidade Surda de Transição.
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Aprender a língua brasileira de sinais há muito tem sido discutido por teóricos e professores surdos e ouvintes. Muito se fala do contato direto e frequente com usuários fluentes para aprender a língua. Gesser (in: GESSER, A. O ouvinte e a surdez: sobre ensinar e aprender a Libras. 1ª ed. São Paulo: Parábola Editorial, 2012.) apresenta dentro de sua obra as Crenças sobre aprender a Libras citando, por exemplo, a urgência em se comunicar e a carência de escolas para aprender a língua de sinais. Considerando a língua de sinais enquanto disciplina curricular, o artigo 3, do capítulo 2 do Decreto Federal nº 5.626/05 determina que esta disciplina seja inserida nos cursos de graduação como obrigatória em alguns cursos e optativa em outros. O artigo 9, parágrafo único, define quais cursos devem iniciar a inclusão da Libras como disciplina curricular.


Assinale a resposta CORRETA.

  • A Educação Especial, Fonoaudiologia, Pedagogia e Letras.
  • B Educação Especial, Fonoaudiologia, Pedagogia e Medicina.
  • C Fonoaudiologia, Pedagogia, Medicina e Direito.
  • D Fonoaudiologia, Pedagogia, Letras e Direito.
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Segundo QUADROS, R. M. de & KARNOPP, L. Língua de sinais brasileira: estudos linguísticos. ArtMed: Porto Alegre, 2004. estudos comparativos com a ASL (Língua de Sinais Americana), principalmente em Stokoe (1965) e Klima e Bellugi (1979) define os mesmos parâmetros na Língua Brasileira de Sinais (Libras), dividindo-os em parâmetros principais (ou primários) e aqueles que, inicialmente, não foram considerados como um parâmetro distinto (ou secundários). Assinale com V as alternativas verdadeiras e com F as alternativas falsas.
( ) Parâmetros Primários da Libras: configuração da(s) mão(s) (CM); Ponto de Articulação (PA) e; Componentes Não-Manuais.
( ) Parâmetros Secundários da Libras: configuração da(s) mão(s) (CM); Ponto de Articulação (PA); Disposição das Mãos + Orientação da(s) Mão(s) + Região de Contato.
( ) Parâmetros Primários da Libras: configuração da(s) mão(s) (CM); Ponto de Articulação (PA); Movimento (M).
( ) Parâmetros Secundários da Libras: Disposição das Mãos + Orientação da(s) Mão(s) + Região de Contato e; Componentes Não-Manuais.
( ) Parâmetros Secundários da Libras: Ponto de Articulação (PA); Movimento (M) e; Componentes Não-Manuais.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.

  • A V F F F V
  • B F V V F F
  • C F F V V F
  • D F F V F V
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Analise o trecho de FERNANDES, E. (Org.). Surdez e bilingüismo. 1. ed. Porto Alegre: Mediação, 2005:
Os surdos querem aprender na língua de sinais, ou seja, a língua de sinais é a privilegiada como língua de instrução. O significado disso vai além da questão puramente lingüística. Situa-se, sim, no campo político. Os surdos estão se afirmando como grupo social com base nas relações de diferença. Como diferentes daqueles que se consideram iguais, ou seja, os ouvintes, os surdos buscam estratégias de resistência e de auto-afirmação. São eles que sabem sobre a língua de sinais, são eles que sabem ensinar os surdos, são eles que são visuais-espaciais. Com base nisso, a questão da língua passa a ser também um instrumento de poder nas relações com as crianças e alunos surdos. Sendo a língua de sinais brasileira a língua de instrução, os professores surdos (e/ou instrutores surdos) são os que mais dominam a língua. Quando são professores, são os mais indicados para garantirem o processo de aquisição da língua. (p. 31)

Considerando que as pessoas Surdas têm prioridade para ministrar a disciplina de Libras, conforme garantido no Decreto Federal nº 5.626/05, Capítulo III Da formação do professor de Libras e do Instrutor de Libras, Art. 7º, §1º, aponte qual(is) deve(m) ser o(s) perfil(is) profissional(is) e a titulação das pessoas Surdas para ocupar o cargo de docente de Libras no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia São Paulo (IFSP).

I. Professor de Libras, usuário dessa língua com curso de pós-graduação ou com formação superior e certificado de proficiência em Libras, obtido por meio de exame promovido pelo Ministério da Educação;
II. Instrutor de Libras, usuário dessa língua com formação de nível médio e com certificado obtido por meio de exame de proficiência em Libras, promovido pelo Ministério da Educação;
III. Professor ouvinte bilíngüe: Libras - Língua Portuguesa, com pós-graduação ou formação superior e com certificado obtido por meio de exame de proficiência em Libras, promovido pelo Ministério da Educação.
IV. Profissional surdo, com competência para realizar a interpretação de línguas de sinais de outros países para a Libras, para atuação em cursos e eventos.

Assinale a alternativa CORRETA:

  • A As afirmativas I e II estão corretas.
  • B As afirmativas II e III estão corretas.
  • C As afirmativas III e IV estão corretas.
  • D As afirmativas I e IV estão corretas.
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De acordo com Vieira-Machado (2010): O surdo bilíngue, que é uma invenção cultural do nosso tempo, fruto dos movimentos políticos, passa a ser a nossa obsessão. O que antes fazia parte dos movimentos de resistência passa a ser regra, ganha políticas educacionais “maiores” e leis que afirmam o surdo bilíngue. (VIEIRA-MACHADO, L. M. da C.. SER BILÍNGUE: estratégias de sobrevivência dos sujeitos surdos na sociedade contemporânea. in: VIEIRA-MACHADO, L. M. Costa; LOPES, M. C. (Org.). Educação de surdos: políticas, língua de sinais, comunidade e cultura surda. Santa Cruz do Sul: EDUNISC, 2010. p. 51)

A partir do destaque pode-se considerar que, nos últimos 16 anos o Brasil vem mudando a forma de educação dispensada a pessoas Surdas, priorizando a educação bilíngue. Aponte, dentre os documentos legais abaixo, qual das alternativas denomina, especificamente, o conceito de escolas ou classes de educação bilíngue


  • A Lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002.
  • B Lei nº 12.319, de 1º de setembro de 2010.
  • C Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015.
  • D Decreto nº 5.626, de 22 de dezembro de 2005.
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De acordo com a Lei Federal nº 13.146, de 6 de julho de 2015 (também conhecida como Lei Brasileira de Inclusão - LBI) no capítulo IV que trata DO DIREITO À EDUCAÇÃO, artigo 28, qual a formação necessária do profissional Tradutor e Intérprete de Libras para atuar na Educação Básica?
Assinale a alternativa CORRETA.

  • A Nível superior e curso de tradução e interpretação em Libras.
  • B Nível médio e certificado de proficiência na Libras.
  • C Nível superior e certificado de proficiência na Libras.
  • D Nível médio e curso de tradução e interpretação em Libras.
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Lunardi (1998), aborda vários conceitos acerca da educação de Surdos e dentre eles explora as ideias de ouvintismo curricular e currículo ouvintizado. Dessa forma, leia o trecho abaixo e escolha a alternativa que completa a afirmação da autora, ao tratar sobre o currículo e seus desafios:


Nos encontramos frente a uma possibilidade de construir um currículo que “celebre a diferença”, uma educação que contemple as diversidades culturais e, portanto, da possibilidade de construir uma educação que permita aos/as surdos/as serem agentes de sua própria educação, ou seja, estamos falando de uma... (LUNARDI, M.L., Cartografando Estudos Surdos: currículo e relações de poder. (in: SKLIAR, C. (Org). A surdez: um olhar sobre as diferenças. Porto Alegre: Mediação, 1998. p. 165)


Aponte a resposta CORRETA:

  • A Educação Bilíngue.
  • B Educação Bicultural.
  • C Educação Multicultural.
  • D Educação Inclusiva.
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Ao tratar sobre a aquisição do Português como segunda língua, Freire afirma que: “o processo de ensino/aprendizagem também precisa ser entendido a partir de uma perspectiva sócio-interacional. (1999, p. 26).

Assinale a alternativa CORRETA com base nos itens a seguir que, segundo a autora são características da visão sócio-interacional:


I. Entende a aprendizagem de uma segunda língua como um processo de aquisição de novos hábitos linguísticos através de uma rotina de estímulo do professor – resposta do aluno e reforço/avaliação do professor.


II. O conhecimento é entendido como sendo construído através da interação por aprendizes e pares mais competentes.


III. Deve ocorrer um esforço conjunto de resolução de tarefas, explorando o nível real e potencial do aluno, conforme as ideias Vygotskianas.


IV. Define o conhecimento como sendo construído por todas as partes envolvidas.


Escolha a alternativa CORRETA:

  • A Apenas os itens II e IV estão corretos.
  • B Apenas os itens I, II e III estão corretos.
  • C Apenas os itens II, III e IV estão corretos.
  • D Todas os itens I, II, III e IV estão corretos.
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O ensino de Libras para ouvintes ganhou grande ênfase com as publicações da Lei nº 10.436/02 e do Decreto nº 5.626/05 incorporando inicialmente essa disciplina em alguns cursos de licenciaturas e um de bacharelado.

Diferente do ensino da Língua Portuguesa, que utiliza-se de uma metodologia de língua materna, a Libras deve ser ensinada na perspectiva metodológica de ensino de segunda língua (L2). Gesser (2012) discorre em seu capítulo “Ensinar Libras para ouvintes” (in: GESSER, A. O ouvinte e a surdez: sobre ensinar e aprender a Libras. 1ª ed. São Paulo: Parábola Editorial, 2012), sobre alguns conteúdos, como, por exemplo, hábitos culturais, elementos gramaticais, vocabulário, uso de espaço na sinalização, elementos de expressão facial e corporal e datilologia.

Considerando as estratégias e conteúdos apresentados pela autora, a datilologia é algo recorrente nas aulas de Libras, tendo algumas funções. Com base nos itens de I a IV, selecione qual alternativa correta que está de acordo com a autora paras funções da datilologia no ensino de Libras para ouvintes:


I. Soletrar nomes próprios de pessoas ou lugares;

II. Acrônimos;

III. Siglas e palavras inexistentes em sinais;

IV. Sinais de pontuação (vírgula, ponto final, interrogação etc.).


Escolha a alternativa CORRETA:

  • A Apenas os itens I e III estão corretos.
  • B Apenas os itens I e II estão corretos.
  • C Apenas os itens I, III e IV estão corretos.
  • D Todos os itens I, II, III e IV estão corretos.

Pedagogia

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No recente documento da Base Nacional Comum Curricular é indicado que a Educação Infantil e o Ensino Fundamental de Ciências precisam promover interações nas quais as crianças possam investigar e explorar seu entorno e ampliar seus conhecimentos do mundo físico e sociocultural. Para tanto, devem ser explorados os elementos característicos de um processo de investigação em ciências. Os elementos do processo investigativo da Ciência, que podem ser explorados pelo professor a partir de situações-problema do cotidiano, bem como sua principal função, estão contidos em:

  • A Fazer observações, manipular objetos, propor hipóteses, levantar dados, consultar fontes para buscar respostas às suas indagações. A principal função desses elementos é permitir a tomada de decisões fundamentadas.
  • B Reconhecer numerais cardinais e ordinais, identificar formas geométricas de acordo com as cores solicitadas, formular hipóteses, pintar desenhos de animais da região. A principal função é ampliar os elementos de participação social.
  • C Manipular objetos e classificá-los de acordo com regras estabelecidas, identificar os fenômenos atmosféricos, os animais e as plantas da região pelo nome científico. A principal função é formar futuros cientistas.
  • D Demonstrar controle e adequação do uso de seu corpo em brincadeiras e jogos, explorar habilidades manuais para desenhar, pintar, rasgar, folhear, entre outros. A principal função é permitir uma participação fundamentada na sociedade.
  • E Contar oralmente objetos em contextos diversos, levantar hipóteses e dados, copiar ou desenhar a partir de textos de divulgação científica, manter a sala de aula organizada e limpa. A principal função é formar futuros cientistas.
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Um poema, uma charge, um verbete colhido da web.com, artigos da legislação ambiental brasileira, versos avulsos de poemas e de canção – são os textos reunidos nas questões de números 21 a 27. Dos exercícios feitos a partir dessa reunião, destacam-se práticas pedagógicas que dizem respeito.

  • A à compreensão dos efeitos de sentido provocados pelos usos de recursos linguísticos em textos pertencentes a um mesmo gênero.
  • B ao apagamento das condições de produção e recepção de textos pertencentes a diferentes gêneros, que circulam nas diferentes esferas/campos de atividade humana.
  • C à desconsideração da perspectiva dialógica da linguagem, o que confirma a centralidade do discurso e do sujeito.
  • D à centralidade da tradição normativa no ensino e aprendizagem da língua portuguesa, para o que se confirma a prioridade dada à análise sintática das frases, independentemente da atenção ao contexto de produção do texto.
  • E à ampliação do repertório de experiências do aluno, no encorajamento à observação do sentido que emerge da comparação entre diferentes gêneros.
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Na Educação Escolar Quilombola, a Educação de Jovens e Adultos (EJA) deve

  • A incentivar o estudo das tecnologias modernas aos alunos trabalhadores acima de 30 anos de idade.
  • B priorizar a aprendizagem de conhecimentos práticos das populações quilombolas urbanas.
  • C atender às realidades socioculturais e aos interesses das comunidades quilombolas, vinculando-se a seus projetos de vida.
  • D desenvolver um ensino voltado à formação técnica e tecnológica, vinculando-o ao mercado de trabalho.
  • E facilitar os estudos da educação formal do ensino médio, visando compensar os alunos de sua defasagem cultural.
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Com relação à autonomia dos povos indígenas na escolha dos modos de educação de suas crianças, as propostas pedagógicas para os povos que optaram pela Educação Infantil devem:
I. proporcionar uma relação viva com os conhecimentos, crenças, valores, concepções de mundo e as memórias de seu povo. II. reafirmar a identidade étnica e a língua materna como elementos de constituição das crianças. III. adequar calendário, agrupamentos etários e organização de tempos, atividades e ambientes de modo a atender às demandas de cada povo indígena. IV. compatibilizar a educação tradicional oferecida nas escolas urbanas com as práticas socioculturais da comunidade.
Está correto o que se afirma em

  • A I, III e IV, apenas.
  • B II, III e IV, apenas.
  • C I, II e IV, apenas.
  • D I, II e III, apenas.
  • E I, II, III e IV.
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Na reunião pedagógica de uma creche municipal discutiu-se a matrícula de uma criança de 2 anos de idade, filha de uma “garota de programa” de 17 anos de idade. Um grupo de educadoras defendeu a posição de que a creche deveria atender primeiro, filhos de pais trabalhadores. Você defende que a criança seja matriculada porque o ECA

  • A estabelece que as crianças e os adolescentes gozam de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da proteção integral de que trata essa Lei.
  • B garante o atendimento da criança de 0 a 3 anos, quando a família não tem condições de cuidar.
  • C estabelece que a decisão de matricular ou não uma criança é do Conselho Escolar que previamente precisa notificar o Conselho Tutelar da região da escola.
  • D não tem amparo legal para obrigatoriedade da matrícula e, além disso é o diretor a autoridade máxima da escola.
  • E não prevê casos de excepcionalidade como este, devendo a Secretaria da Educação do Município decidir o acesso ou não da criança na escola.
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Manoel tem 8 anos de idade e tem deficiência auditiva, porém o diretor da escola onde o pai foi procurar vaga não o matriculou, alegando que não possuíam turmas especiais. Seus pais continuaram com dificuldades para matricular seu filho também em outras escolas, que tinham a mesma situação.
Diante do exposto, é correto afirmar que

  • A há uma contradição na legislação, no que se refere ao atendimento de crianças e adolescentes com deficiência, pois o ECA estabelece que este atendimento deve considerar a realidade da escola, posto que o Estado não pode suprir integralmente as necessidades desse grupo em todas elas.
  • B as escolas não são obrigadas a atender, uma vez que o ECA prevê o atendimento educacional especializado apenas na educação infantil.
  • C o direito ao acesso no ensino fundamental está garantido na Constituição Federal, mas o ECA não prevê este direito para crianças com deficiência.
  • D o ECA estabelece que é dever do Estado atender crianças e adolescentes com deficiência na rede pública de ensino e, na falta de turmas especiais, fica sob responsabilidade da família prover o atendimento especializado.
  • E as escolas devem atender Manoel, uma vez que o ECA prevê o atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino.
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O Plano Nacional de Educação no Tema Alfabetização da população de 15 anos ou mais apresenta metas para a erradicação do analfabetismo absoluto e para a redução do analfabetismo funcional. Analfabetismo absoluto e analfabetismo funcional são, respectivamente:

  • A não saber ler e escrever e incapacidade de compreender textos de diversos gêneros textuais, até mesmo os mais simples e mais comuns no cotidiano.
  • B a condição de quem nunca foi à escola e do autodidata que apresenta dificuldade na leitura de textos impressos.
  • C escrever com muitos erros, ler com dificuldade e falta de compreensão do que lê.
  • D resultados de uma escolarização precária em que a maioria não aprende a ler e, os que aprendem, não entendem o que leem.
  • E a ausência de habilidades e competências de leitura e escrita dos que nunca foram à escola e dos que foram escolarizados, mas não aprenderam.
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Segundo a UNESCO, o planejamento é um processo que deve ser contínuo, englobar operações interdependentes e estar sujeito a revisões e modificações, uma vez que as condições podem ser alteradas, obstáculos revelados e interpretações modificadas. O plano, por sua vez, não se confunde com o planejamento porque

  • A é a partir do plano já estabelecido que o planejamento tem início ao revelar os obstáculos da realidade no cotidiano escolar.
  • B ele é o instrumento que registra as decisões e estabelece uma coerência entre meios e fins, servindo de referência para a ação.
  • C o planejamento muda o tempo todo por diversas interveniências produzidas no ambiente escolar e o plano não.
  • D ele estabelece com precisão o que deve ser feito, por quem e em quanto tempo, para atingir os objetivos propostos.
  • E ele é feito por especialistas competentes que antecipam fatores intervenientes, devidamente previstos e com alternativas de solução encaminhadas.

Português

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Marque a opção em que a palavra NÃO apresenta dígrafo.
  • A Campo.
  • B Cachorro.
  • C Quero.
  • D Quase.
  • E Nascer.
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Analise as afirmativas a seguir e marque em qual das opções a palavra melhor funciona como advérbio.
  • A Conheço isso melhor que você.
  • B Ela é muito melhor que vocês.
  • C Não há nada melhor que um dia após o outro.
  • D Viva em paz que você terá vida melhor.
  • E Esse auditório é melhor que o outro.
23
Leia as afirmativas a seguir e marque a opção CORRETA em que o verbo é pronominal.
  • A Eu me cortei.
  • B Ele se dá ares de importância.
  • C Banhou-se nas águas do rio.
  • D Marília vestiu-se com capricho.
  • E Eu me arrependi do que fiz.
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Em qual das opções a seguir temos um sujeito oracional?
  • A Havia poucos ingressos à venda.
  • B Era primavera.
  • C Roubaram minha carteira.
  • D Cumpre trabalharmos bastante.
  • E Mande-as entrar.
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                              Conversa sobre o liberalismo


      O liberalismo promoveu uma ideia curiosa: para fazer a felicidade de todos (ou, ao menos, da maioria), não seria necessário decidir qual é o bem comum e, logo, impor aos cidadãos que se esforçassem para realizá-lo. Seria suficiente que cada um se preocupasse com seus interesses e seu bem-estar. Essa atitude espontânea garantiria o melhor mundo possível para todos. Afinal, nenhum malandro seria tolo a ponto de perseguir seu interesse particular de maneira excessiva, pois isso comprometeria o bem-estar dos outros e produziria conflitos que reverteriam contra o suposto malandro.

      Ora, o liberalismo, aparentemente, pegou pra valer. Não paro de encontrar pessoas convencidas de que, cuidando só de seus interesses, elas, no mínimo, não fazem mal a ninguém. O caso seguinte ilustra o que digo.

      Converso com o moço que dirige o táxi. Falamos de perspectivas políticas. Ele está indignado com a corrupção das altas e das baixas esferas da política, convencido de que, não fossem os ladrões, o país avançaria e resolveríamos todos os nossos problemas. Concordo, mas aponto que, mesmo calculando generosamente, o dinheiro que some na corrupção não seria suficiente para mudar o Brasil. Sem dúvida, deve ser bem inferior ao dinheiro que o governo deixa de arrecadar por causa da sonegação banal: rendas não declaradas, notas fiscais que só aparecem sob pedido e por aí vai. Pergunto-lhe então quanto ele paga de Imposto de Renda. Ganho a famosa resposta: “Não adianta pagar, porque nada volta para a gente.” Alego que não adianta esperar que algo volte se a gente não paga.

(Adaptado de: CALLIGARIS, Contardo. Terra de ninguém. São Paulo: Publifolha, 2004, p. 252-253)

Há ocorrência de forma verbal na voz passiva e pleno atendimento às normas de concordância na frase:

  • A Costuma ocorrer com frequência, conforme a argumentação do autor do texto, distorções graves quanto ao que se entende por liberalismo.
  • B Não é dado a ninguém presumir que seus interesses pessoais, em todos os casos, haja de coincidir com os de seus semelhantes.
  • C Por que razão esperar que sejamos aquinhoados de um conjunto de benefícios que nada fizemos por merecer?
  • D Os impostos de renda dos sonegadores não poderão reverter em investimentos capazes de gerar benefícios públicos.
  • E O motorista de táxi acabou por fornecer ao autor argumentos que o deixou convencido da justeza de sua teoria sobre os liberais de ocasião.
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Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo, do escritor e crítico profissional de literatura e teatro Décio de Almeida Prado.


                                         Vocação de escritor


      Os escritores, como os oficiais das forças armadas, são promovidos, seja por merecimento, seja por antiguidade. Alguns impõem-se ao público e aos seus pares em poucos golpes de audácia e talento. São os escritores natos, de vocação imperiosa e irresistível. Outros - e talvez seja este o meu caso - crescem na estima da classe intelectual graças à continuidade de um trabalho de muitos e muitos anos. Escrevem por força do ofício, mas é possível que preferissem permanecer como leitores inveterados.

      Quando vejo e revejo a minha vida, que já vai longa, passam-me pela memória várias imagens, as mais antigas às vezes, mais nítidas que as recentes. Verifico então, não sem surpresa, que fiz muitas coisas com as quais não contava e deixei de fazer outras tantas que planejara, é verdade que no plano superficial da vontade, não das forças mais profundas da personalidade.

      Na minha meninice, sonhei muito em ser poeta. Depois, já na adolescência, na hora difícil de optar por uma profissão, desejei ser médico, como meu pai, casando, de certo modo, clínica e literatura. Já no fim dos estudos superiores, na falta de melhor, tentei ser professor de filosofia, matéria que, apesar de não ter “a cabeça metafísica”, ensinei por bastante tempo em colégios estaduais, sem qualquer proveito para Aristóteles e Kant, mas com imenso prazer pessoal e alguma aquiescência dos alunos. Não podia imaginar que, levado, certa vez, a escrever uma crítica de teatro, estava definindo, para sempre, o meu futuro. Confesso que tenho orgulho em haver contribuído, na medida das minhas forças, para que o teatro saísse da posição humilhante de primo pobre que ocupava entre as artes literárias brasileiras.

(Adaptado de: PRADO, Décio de Almeida. Seres, coisas, lugares. São Paulo: Companhia das Letras, 1997, 181-182)

O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se de modo a concordar com o elemento sublinhado em:

  • A Não (faltar) ao autor, a despeito de suas vocações aparentes, bastante ânimo para reerguer o prestígio do teatro nacional.
  • B Quando a alguém não (ocorrer) atender seus impulsos primeiros, é possível que venha a atender sua vocação essencial.
  • C Diante das condições que (atravessar), naqueles anos, o teatro nacional, não hesitou o autor em buscar redimi-lo.
  • D Seria preciso que o (recomendar) amigos para a função de crítico teatral para que o autor efetivamente se consagrasse nesse trabalho.
  • E Aos alunos de colégio (brindar) o professor com suas aulas sobre Kant e Aristóteles, de modo modesto, segundo ele mesmo confessa.
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       Brasil fabricará medicamentos a partir da biodiversidade do país


      Para desenvolver a indústria farmacêutica do Brasil, nada melhor do que trabalhar com aquilo que temos de melhor: dono da maior fauna e flora do planeta, o país ainda tem milhares de espécies vegetais não catalogadas e que podem contribuir para a fabricação de medicamentos responsáveis pelo tratamento de diferentes enfermidades.

      Em uma parceria inédita, o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) somou esforços com o Aché Laboratórios e a empresa Phytobios para encontrar moléculas de plantas que podem contribuir para remédios destinados às áreas de oncologia e dermatologia. O acordo foi assinado na última segunda-feira (11 de dezembro), durante um evento no auditório do CNPEM, em Campinas.

      Com investimento planejado de R$ 10 milhões, as primeiras expedições comandadas pela Phytobios já reuniram exemplares de diferentes espécies vegetais que serão analisados no Laboratório Nacional de Biociências (LNBio), que faz parte do CNPEM. “A expedição em busca das espécies é algo bastante complexo: temos de ter um cuidado enorme para não danificar o meio ambiente durante as coletas, além de preservar o material vegetal encontrado”, afirma Cristina Ropke, CEO da Phytobios. “Temos de coletar plantas na época em que elas estão floridas ou frutificadas para que um botânico especialista naquela família as identifique de maneira apropriada.”

      À frente de projetos como o Sirius — maior projeto científico e tecnológico em desenvolvimento no Brasil —o CNPEM conta com equipamentos capazes de realizar a análise das moléculas e mapear suas potencialidades para o tratamento de enfermidades como o combate a diferentes tipos de câncer.

(Disponível em: http://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2017/12/brasil-fabricara-medicamentos-partir-da-biodiversidade-do-pais. html.)

O uso do acento grave em “À frente de projetos como o Sirius — maior projeto científico e tecnológico em desenvolvimento no Brasil [...]” (4º§) é de uso obrigatório. Indique, a seguir, o fragmento em que o acento grave foi empregado INCORRETAMENTE.
  • A “Primeiro smartphone com leitor de digitais integrado à tela vai ser chinês.”
  • B “Florianópolis vive hoje o temor de que 2017 termine com notícias semelhantes às que estrearam o ano.”
  • C “Uma garota de 9 anos teve o cabelo cortado à força por duas tias e duas primas no último fim de semana.”
  • D “Todo o atendimento ao público será realizado de segunda à domingo conforme determinado anteriormente.”
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O liberalismo é uma importante teoria política e econômica que exprime os anseios da burguesia. Surge em oposição ao absolutismo dos reis e à teoria econômica do mercantilismo, defendendo os direitos da iniciativa privada e restringindo o mais possível as atribuições do Estado. Locke foi o primeiro teórico liberal.

Presenciou na Inglaterra as lutas pela deposição dos Stuarts, tendo se refugiado na Holanda por razões políticas. De lá regressa quando, vitoriosa a Revolução de 1688, Guilherme de Orange é chamado para consolidar a nova monarquia parlamentar inglesa. (Maria Lúcia de Arruda Aranha in História da Educação).

As expressões “defendendo” e “restringindo”, utilizadas no texto, referem-se a(o):

  • A gerúndio.
  • B imperativo.
  • C pretérito perfeito.
  • D subjuntivo.
  • E futuro do pretérito.
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Aldrovando Cantagalo veio ao mundo em virtude dum erro de gramática. Durante sessenta anos de vida terrena pererecou como um peru em cima da gramática. E morreu, afinal, vítima dum novo erro de gramática. Mártir da gramática, fique este documento da sua vida como pedra angular para uma futura e bem merecida canonização.

Havia em Itaoca um pobre moço que definhava de tédio no fundo de um cartório.

Escrevente. Vinte e três anos. Magro. Ar um tanto palerma. Ledor de versos lacrimogêneos e pai duns acrósticos dados à luz no “Itaoquense”, com bastante sucesso.

Vivia em paz com as suas certidões quando o frechou venenosa seta de Cupido. Objeto amado: a filha mais moça do coronel Triburtino, o qual tinha duas, essa Laurinha, do escrevente, então nos dezessete, e a do Carmo, encalhe da família, vesga, madurota, histérica, manca da perna esquerda e um tanto aluada.

Triburtino não era homem de brincadeira. Esguelara um vereador oposicionista em plena sessão da câmara e desd’aí se transformou no tutu da terra. Toda gente lhe tinha um vago medo; mas o amor, que é mais forte que a morte, não receia sobrecenhos enfarruscados nem tufos de cabelos no nariz.

Ousou o escrevente namorar-lhe a filha, apesar da distância hierárquica que os separava. Namoro à moda velha, já se vê, pois que nesse tempo não existia a gostosura dos cinemas. Encontros na igreja, à missa, troca de olhares, diálogos de flores – o que havia de inocente e puro. Depois, roupa nova, ponta de lenço de seda a entremostrar-se no bolsinho de cima e medição de passos na rua d’Ela, nos dias de folga. Depois, a serenata fatal à esquina, com o

Acorda, donzela...

Sapecado a medo num velho pinho de empréstimo. Depois, bilhetinho perfumado.

Aqui se estrepou...

Escrevera nesse bilhetinho, entretanto, apenas quatro palavras, afora pontos exclamativos e reticências:

Anjo adorado!

Amo-lhe!

Para abrir o jogo bastava esse movimento de peão. Ora, aconteceu que o pai do anjo apanhou o bilhetinho celestial e, depois de três dias de sobrecenho carregado, mandou chamá-lo à sua presença, com disfarce de pretexto – para umas certidõesinhas, explicou.

Apesar disso, o moço veio um tanto ressabiado, com a pulga atrás da orelha. Não lhe erravam os pressentimentos. Mas o pilhou portas aquém, o coronel trancou o escritório, fechou a carranca e disse:

- A família Triburtino de Mendonça é a mais honrada desta terra, e eu, seu chefe natural, não permitirei nunca – nunca, ouviu? – que contra ela se cometa o menor deslize.

Parou. Abriu uma gaveta. Tirou de dentro o bilhetinho cor-de-rosa, desdobrou-o.

- É sua esta peça de flagrante delito?

O escrevente, a tremer, balbuciou medrosa confirmação.

- Muito bem! Continuou o coronel em tom mais sereno. Ama, então, minha filha e tem a audácia de o declarar... Pois agora…

O escrevente, por instinto, ergueu o braço para defender a cabeça e relanceou os olhos para a rua, sondando uma retirada estratégica.

- ... é casar! Concluiu de improviso o vingativo pai.

O escrevente ressuscitou. Abriu os olhos e a boca, num pasmo. Depois, tornando a si, comoveu-se e, com lágrimas nos olhos disse, gaguejante:

- Beijo-lhe as mãos, coronel! Nunca imaginei tanta generosidade em peito humano! Agora vejo com que injustiça o julgam aí fora!…

Velhacamente o velho cortou-lhe o fio das expansões.

- Nada de frases, moço, vamos ao que serve: declaro-o solenemente noivo de minha filha!

E voltando-se para dentro, gritou:

- Do Carmo! Venha abraçar o teu noivo!

O escrevente piscou seis vezes e, enchendo-se de coragem, corrigiu o erro.

- Laurinha, quer o coronel dizer…

O velho fechou de novo a carranca.

- Sei onde trago o nariz, moço. Vassuncê mandou este bilhete à Laurinha dizendo que ama- “lhe”. Se amasse a ela deveria dizer amo-“te”. Dizendo “amo-lhe” declara que ama a uma terceira pessoa, a qual não pode ser senão a Maria do Carmo. Salvo se declara amor à minha mulher (…).


(LOBATO, Monteiro. O Colocador de Pronomes. In: PINTO, Edith Pimentel (org.). O Português do Brasil: textos críticos e teóricos II - 1920-1945 – Fontes para a teoria e a história. São Paulo: Edusp, [1924] 1981, p. 51-79.)

Assinale a opção que corresponde à descrição temporal do verbo sublinhado em “Esguelara um vereador oposicionista em plena sessão da câmara...”.

  • A O tempo verbal expressa um fato ocorrido num momento anterior ao atual, mas que não foi completamente terminado.
  • B O tempo verbal manifesta ação pretérita concluída antes de outra ação do passado ter se iniciado.
  • C A locução verbal destacada é formada pela terceira pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo, eliminando-se a terminação – AM e adicionando o sufixo adequado.
  • D O verbo neste tempo deve formar-se com o verbo auxiliar “ter” (ou “haver” na linguagem formal) no pretérito imperfeito, seguido do particípio passado do verbo principal.
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As regras de concordância estão respeitadas na frase:

  • A Entender a língua e eliminar o preconceito linguístico pode ser visto como um dos objetivos centrais do Atlas linguístico do Amapá.
  • B Em um atlas linguístico registra-se as diversas formas de falar do povo de uma região geograficamente definida.
  • C A diversidade de variantes linguísticas justificam-se pelas diferentes formas de colonização no território brasileiro.
  • D São possíveis que muitas maneiras diferentes de se comunicar sejam registradas em uma única região do Brasil.
  • E O “Atlas Linguístico do Brasil” fez com que fosse lançado uma série de publicações de atlas regionais e estaduais por todo o país.
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