Resolver o Simulado Secretaria de Estado da Educação de Santa Catarina (SED-SC) - Professor - FUNRIO - Nível Superior

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Português

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Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.


Os intelectuais e a escrita


    Poderia uma função social para os intelectuais − quer dizer, poderiam os próprios intelectuais − ter existido antes da invenção da escrita? Dificilmente. Sempre houve uma função social para xamãs, sacerdotes, magos e outros servos e senhores de ritos, e é de supor que também para aqueles que hoje chamaríamos de artistas. Mas como existir intelectuais antes da invenção de um sistema de escrita e de números que precisava ser manipulado, compreendido, interpretado, aprendido e preservado? Entretanto, com o advento desses modernos instrumentos de comunicação, cálculo e, acima de tudo, memória, as exíguas minorias que dominavam essas habilidades provavelmente exerceram mais poder social durante uma época do que os intelectuais jamais voltaram a exercer.
    Os que dominavam a escrita, como nas primeiras cidades das primeiras economias agrárias da Mesopotâmia, puderam se tornar o primeiro “clero”, classe de governantes sacerdotais. Até os séculos XIX e XX, o monopólio da capacidade de ler e escrever no mundo alfabetizado e a instrução necessária para dominá-la também implicavam um monopólio de poder, protegido da competição pelo conhecimento de línguas escritas especializadas, ritual ou culturalmente prestigiosa.
    De outro lado, a pena jamais teve mais poder do que a espada. Os guerreiros sempre conquistaram os escritores, mas sem estes últimos não poderia ter havido nem Estados, nem grandes economias, nem, menos ainda, os grandes impérios históricos do mundo antigo.

(Adaptado de: HOBSBAWM, Eric. Tempos fraturados. São Paulo: Companhia das Letras, 2013, p. 226-227)

São exemplos de uma mesma função sintática os elementos sublinhados na frase:

  • A Sempre houve uma função social para xamãs, sacerdotes, magos e outros servos.
  • B Mas como existir intelectuais antes da invenção da escrita?
  • C Os que dominavam a escrita puderam se tornar o primeiro clero.
  • D O monopólio da capacidade de ler e escrever no mundo alfabetizado e a instrução necessária para dominá-lo implicavam um monopólio de poder.
  • E Os guerreiros sempre conquistaram os escritores, mas sem estes últimos jamais poderia ter havido Estados.
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Atenção: Leia abaixo o Capítulo I do romance Dom Casmurro, de Machado de Assis, para responder à questão.

Uma noite destas, vindo da cidade para o Engenho Novo, encontrei num trem da Central um rapaz aqui do bairro, que eu conheço de vista e de chapéu. Cumprimentou-me, sentou-se ao pé de mim, falou da lua e dos ministros, e acabou recitando-me versos. A viagem era curta, e os versos pode ser que não fossem inteiramente maus. Sucedeu, porém, que como eu estava cansado, fechei os olhos três ou quatro vezes; tanto bastou para que ele interrompesse a leitura e metesse os versos no bolso.

– Continue, disse eu acordando.

– Já acabei, murmurou ele.

– São muito bonitos.

Vi-lhe fazer um gesto para tirá-los outra vez do bolso, mas não passou do gesto; estava amuado. No dia seguinte entrou a dizer de mim nomes feios, e acabou alcunhando-me Dom Casmurro. Os vizinhos, que não gostam dos meus hábitos reclusos e calados, deram curso à alcunha, que afinal pegou. Nem por isso me zanguei. Contei a anedota aos amigos da cidade, e eles, por graça, chamam-me assim, alguns em bilhetes: “Dom Casmurro, domingo vou jantar com você.” – “Vou para Petrópolis, dom Casmurro; a casa é a mesma da Renânia; vê se deixas essa caverna do Engenho Novo, e vai lá passar uns quinze dias comigo.” – “Meu caro dom Casmurro, não cuide que o dispenso do teatro amanhã; venha e dormirá aqui na cidade; dou-lhe camarote, dou-lhe chá, dou-lhe cama; só não lhe dou moça.

Não consultes dicionários. Casmurro não está aqui no sentido que eles lhe dão, mas no que lhe pôs o vulgo de homem calado e metido consigo. Dom veio por ironia, para atribuir-me fumos de fidalgo. Tudo por estar cochilando! Também não achei melhor título para a minha narração; se não tiver outro daqui até ao fim do livro, vai este mesmo. O meu poeta do trem ficará sabendo que não lhe guardo rancor. E com pequeno esforço, sendo o título seu, poderá cuidar que a obra é sua. Há livros que apenas terão isso dos seus autores; alguns nem tanto.

(ASSIS, Machado de. Dom Casmurro. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 79-80.)

...como eu estava cansado, fechei os olhos três ou quatro vezes... (1° parágrafo)


Em relação à oração que a sucede, a oração destacada expressa sentido de

  • A causa.
  • B comparação.
  • C consequência.
  • D proporção.
  • E conclusão.
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Em todas as frases a seguir foram sublinhados o adjetivo e o termo substantivo a que ele se refere e com que concorda; assinale a frase em que essa referência está indicada corretamente.

  • A “Ser marido é um trabalho de tempo integral.”
  • B “A cachaça de Minas é das mais saborosas do país.”
  • C “Os maridos das mulheres de que gostamos são sempre uns imbecis.”
  • D “É preciso realmente que um homem morra para que outros possam apurar o seu justo valor.”
  • E “Há quem esteja disposto a morrer para fazer com que morram os seus inimigos.”
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Assinale a frase em que a forma sublinhada está corretamente grafada.

  • A “Sabe-se lá por quê, quando faço a barba no banho, se tento cantarolar um motivo breve e atual, me corto.”
  • B “Marido e mulher amavam os hóspedes, porquê sem eles acabavam brigando.”
  • CPor que amou muito, Madalena teve seus pecados perdoados.”
  • D “Eis os crimes porque os homens devem ser punidos por Deus.”
  • E “Às vezes somos castigados sem saber porquê.”
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“O homem nunca poderá ser igual a um animal: ou se eleva e torna-se melhor, ou se precipita e torna-se muito pior”.
Sobre as ocorrências do vocábulo se nesse pensamento, assinale a afirmativa correta.

  • A A primeira ocorrência mostra valor diferente da terceira.
  • B Todas as ocorrências possuem valor diferente.
  • C Todas as ocorrências exemplificam reciprocidade.
  • D Todas as ocorrências mostram valor de reflexividade.
  • E A segunda ocorrência tem valor diferente das demais.
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Assinale a frase em que o se pode ter não só o valor de reciprocidade mas também o de reflexividade

  • A “Nas grandes coisas, os homens se mostram como lhes convém se mostrar; nas pequenas mostram-se como são”.
  • B “Pelas roupas rasgadas mostram-se os vícios menores; as vestes de cerimônia e as peles escondem todos eles”.
  • C “É preciso sempre desculpar-se por ter agido bem – nada fere mais do que isso”.
  • D “Os maiores males sempre se infiltraram na vida dos homens sob a ilusória aparência do bem”.
  • E “Ao lermos os grandes filósofos, temos a impressão de que todos se conheciam muito bem”.
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Assinale a opção que apresenta a frase em que a forma verbal sublinhada está corretamente acentuada.

  • A “Nas grandes coisas, os homens se mostram como lhes convém se mostrar; nas pequenas mostram-se como são”.
  • BDêem-nos as coisas supérfluas da vida e dispensaremos o necessário”.
  • C “O envelhecimento ocorre apenas dos 25 aos 30 anos. O que se obtêm até esse momento é o que se conservará para sempre”.
  • D “Quase todos os jovens mantém a própria opinião em situações polêmicas”.
  • E “O velho detêm a sabedoria de gerações”.
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Uma vez que o organismo humano sofre influência do circuito claro-escuro, desvendar esse mecanismo torna a medicina capaz de fazer intervenções em pessoas que possam ter disfunções nesse sistema.
(Disponível em: g1.globo.com/ciencia-e-saude)
A primeira oração do período acima exprime noção de
  • A finalidade.
  • B consequência.
  • C causa.
  • D concessão.
  • E temporalidade.
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                                 [Gestos e palavras]


      Uma vez eu estava em Londres numa sala comum da classe média inglesa: a lareira acesa, todo mundo com sua taça de chá, a família imersa naquela naturalidade (chega a parecer representação) com que os ingleses aceitam a vida. Os ingleses, diz o poeta Pessoa, nasceram para existir!

      A certa altura um garoto de uns dez anos começou a contar uma história de rua, animou-se e começou a gesticular. Só comecei a perceber o que se passava quando notei que aquele doce sorriso mecânico, estampado em cada rosto de todas as pessoas da família, sumiu de repente, como se uma queda de voltagem interior houvesse afetado o sorriso coletivo. Olhos de avó, mãe, tias e tios concentraram-se em silêncio sobre o menino que continuava a narrativa com uma inocência maravilhosa. Diante disso, uma das senhoras falou para ele com uma voz sem inflexões: “Desde quando a gente precisa usar as mãos para conversar?”

      Vi deliciado o garoto recolher as mãos e se esforçar para transmitir o seu conto com o auxílio exclusivo das palavras. O sorriso de todos iluminou de novo a sala: a educação britânica estava salva.

      Imaginemos um garoto italiano de dez anos que fosse coarctado* pela família em seus gestos meridionais. Seria uma crueldade, uma afetação pedagógica, uma amputação social. Daí cheguei à conclusão óbvia: os ingleses educam os filhos para que eles venham a ser ingleses, os italianos, para que venham a ser italianos.

*Coarctar: reduzir-se a limites mais estritos; restringir, estreitar

(CAMPOS, Paulo Mendes. O amor acaba. São Paulo: Companhia das Letras, 2013, p. 209-210) 

Observam-se as normas que regem o emprego dos sinais de crase e de pontuação em:

  • A Não há dúvida, de que o autor do texto recorre à estereótipos culturais em sua narrativa a qual não faltam elementos de humor.
  • B Quando se assiste à cenas familiares, marcadas pelo conservadorismo, vê-se logo, quão divertido é quebrar os protocolos.
  • C O que será? – pensou o autor que parecia ter levado às pessoas a calarem-se diante de uma narrativa tão animada.
  • D Não sem propósito, atribui o autor às crianças italianas características de comunicação que não se permitem às inglesas.
  • E O garoto inglês advertido pela senhora, desistiu da ênfase dos gestos e passou aquela que se dá nos limites do discurso verbal.
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                                             Leis vivas


      “Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades”, disse Camões num de seus sonetos. Um jurista certamente endossará esse verso: mudam as leis com o tempo, e mudam de acordo com a dinâmica das vontades e das necessidades humanas. Se as sociedades fossem estáveis e se imobilizassem no tempo, os costumes, os valores e as leis que os regessem seriam sempre os mesmos. Mas o dinamismo da história está permanentemente exigindo atualizações, quando não reviravoltas radicais de princípios. Por isso os códigos caminham: para o ajuste permanente entre o que vai mudando nos costumes e o que deve ir mudando nas leis.

      Lembremos que as mudanças não ocorrem apenas no correr do tempo; atuam também nas relações entre as pessoas, entre os segmentos e as classes sociais. Assim é que, além de se fazer viva na corrente do tempo, a legislação deve se provar viva também nas cadeias horizontais em que indivíduos e grupos se relacionam. Os efeitos de uma mesma lei podem ser diferentes quando aplicada em condições e sujeitos distintos. Em vista das várias classes sociais e várias culturas de um país, podem acusar-se aqui e ali práticas e consequências diversas na administração dos mesmos direitos.

      A atenção dos legisladores para alguma mobilidade essencial dos valores e dos costumes é uma exigência intrínseca à sua função. Cabe-lhes interpretar ao mesmo tempo com prudência e maleabilidade as alterações de paradigmas, para que as leis não percam o passo com o sentido das mudanças − que Camões tão bem expressou − nos regimes do tempo histórico e das vontades humanas.

                                                               (MOREYRA, Felipe de Assis, inédito)  

Há emprego de voz passiva e pleno atendimento às normas de concordância na frase:

  • A O sentido das mudanças que Camões expressou dizem respeito a uma dinâmica implacável a que se submete os eventos naturais e históricos.
  • B Se necessárias mudanças deixam de haver na legislação, esta acaba pecando pelo anacronismo e pela ineficácia de seus dispositivos.
  • C Sendo exigida dos legisladores a sensibilidade para formular leis justas, eles devem estar atentos à mobilidade dos valores e costumes sociais.
  • D Não são desejáveis, nos textos dos instrumentos legais, o brilho das figuras retóricas; o que importa é a objetividade da formulação.
  • E A linguagem da poesia, por meio de imagens, pode ser persuasiva; mas a elas não devem curvar-se, em seu específico ofício, o legislador austero.
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Justiça social-Justiça ecológica


Entre os muitos problemas que assolam a humanidade, dois são de especial gravidade: a injustiça social e a injustiça ecológica. Ambos devem ser enfrentados conjuntamente se quisermos pôr em rota segura a humanidade e o planeta Terra.

A injustiça social é coisa antiga, derivada do modelo econômico que, além de depredar a natureza, gera mais pobreza que pode gerenciar e superar. Ele implica grande acúmulo de bens e serviços de um lado à custa de clamorosa pobreza e miséria de outro. Os dados falam por si: há um bilhão de pessoas que vive no limite da sobrevivência com apenas um dólar ao dia. E há 2,6 bilhões (40% da humanidade) que vive com menos de dois dólares diários. As consequências são perversas. Basta citar um fato: contam-se entre 350-500 milhões de casos de malária com um milhão de vítimas anuais, evitáveis.

Essa antirrealidade foi por muito tempo mantida invisível para ocultar o fracasso do modelo econômico capitalista feito para criar riqueza para poucos e não bem-estar para a humanidade.

A segunda injustiça, a ecológica, está ligada à primeira. A devastação da natureza e o atual aquecimento global afetam todos os países, não respeitando os limites nacionais nem os níveis de riqueza ou de pobreza. Logicamente, os ricos têm mais condições de adaptar-se e mitigar os efeitos danosos das mudanças climáticas. Face aos eventos extremos, possuem refrigeradores ou aquecedores e podem criar defesas contra inundações que assolam regiões inteiras. Mas os pobres não têm como se defender. Sofrem os danos de um problema que não criaram. Fred Pierce, autor de "O terremoto populacional" escreveu no New Scientist de novembro de 2009: "os 500 milhões dos mais ricos (7% da população mundial) respondem por 50% das emissões de gases produtores de aquecimento, enquanto 50% dos países mais pobres (3,4 bilhões da população) são responsáveis por apenas 7% das emissões".

Esta injustiça ecológica dificilmente pode ser tornada invisível como a outra, porque os sinais estão em todas as partes, nem pode ser resolvida só pelos ricos, pois ela é global e atinge também a eles. A solução deve nascer da colaboração de todos, de forma diferenciada: os ricos, por serem mais responsáveis no passado e no presente, devem contribuir muito mais com investimentos e com a transferência de tecnologias e os pobres têm o direito a um desenvolvimento ecologicamente sustentável, que os tire da miséria.

Seguramente, não podemos negligenciar soluções técnicas. Mas sozinhas são insuficientes, pois a solução global remete a uma questão prévia: ao paradigma de sociedade que se reflete na dificuldade de mudar estilos de vida e hábitos de consumo. Precisamos da solidariedade universal, da responsabilidade coletiva e do cuidado por tudo o que vive e existe (não somos os únicos a viver neste planeta nem a usar a biosfera). É fundamental a consciência da interdependência entre todos e da unidade Terra e humanidade. Pode-se pedir às gerações atuais que se rejam por tais valores se nunca antes foram vividos globalmente? Como operar essa mudança que deve ser urgente e rápida?

Talvez somente após uma grande catástrofe que afligiria milhões e milhões de pessoas, poder-se-ia contar com esta radical mudança, até por instinto de sobrevivência. A metáfora que me ocorre é esta: nosso pais é invadido e ameaçado de destruição por alguma força externa. Diante desta iminência, todos se uniriam, para além das diferenças. Como numa economia de guerra, todos se mostrariam cooperativos e solidários, aceitariam renúncias e sacrifícios a fim de salvar a pátria e a vida. Hoje a pátria é a vida e a Terra ameaçadas. Temos que fazer tudo para salvá-las.

Fonte: BOFF, Leonardo. Correio Popular, 2013 Disponível em:<http://correio.rac.com.br/_conteudo/2013/11/blogs/leonardo_boff/117011-justica-social-justicaecologica.html> Acesso em: 16 maio 18. 

Há uma locução verbal em:

  • A “Pode-se pedir”
  • B “[...] Basta citar um fato]”
  • C “[...] não têm como se defender [...]”
  • D “Ambos devem ser enfrentados[...]”
  • E “Sofrem os danos [...] que não criaram”
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Justiça social-Justiça ecológica


Entre os muitos problemas que assolam a humanidade, dois são de especial gravidade: a injustiça social e a injustiça ecológica. Ambos devem ser enfrentados conjuntamente se quisermos pôr em rota segura a humanidade e o planeta Terra.

A injustiça social é coisa antiga, derivada do modelo econômico que, além de depredar a natureza, gera mais pobreza que pode gerenciar e superar. Ele implica grande acúmulo de bens e serviços de um lado à custa de clamorosa pobreza e miséria de outro. Os dados falam por si: há um bilhão de pessoas que vive no limite da sobrevivência com apenas um dólar ao dia. E há 2,6 bilhões (40% da humanidade) que vive com menos de dois dólares diários. As consequências são perversas. Basta citar um fato: contam-se entre 350-500 milhões de casos de malária com um milhão de vítimas anuais, evitáveis.

Essa antirrealidade foi por muito tempo mantida invisível para ocultar o fracasso do modelo econômico capitalista feito para criar riqueza para poucos e não bem-estar para a humanidade.

A segunda injustiça, a ecológica, está ligada à primeira. A devastação da natureza e o atual aquecimento global afetam todos os países, não respeitando os limites nacionais nem os níveis de riqueza ou de pobreza. Logicamente, os ricos têm mais condições de adaptar-se e mitigar os efeitos danosos das mudanças climáticas. Face aos eventos extremos, possuem refrigeradores ou aquecedores e podem criar defesas contra inundações que assolam regiões inteiras. Mas os pobres não têm como se defender. Sofrem os danos de um problema que não criaram. Fred Pierce, autor de "O terremoto populacional" escreveu no New Scientist de novembro de 2009: "os 500 milhões dos mais ricos (7% da população mundial) respondem por 50% das emissões de gases produtores de aquecimento, enquanto 50% dos países mais pobres (3,4 bilhões da população) são responsáveis por apenas 7% das emissões".

Esta injustiça ecológica dificilmente pode ser tornada invisível como a outra, porque os sinais estão em todas as partes, nem pode ser resolvida só pelos ricos, pois ela é global e atinge também a eles. A solução deve nascer da colaboração de todos, de forma diferenciada: os ricos, por serem mais responsáveis no passado e no presente, devem contribuir muito mais com investimentos e com a transferência de tecnologias e os pobres têm o direito a um desenvolvimento ecologicamente sustentável, que os tire da miséria.

Seguramente, não podemos negligenciar soluções técnicas. Mas sozinhas são insuficientes, pois a solução global remete a uma questão prévia: ao paradigma de sociedade que se reflete na dificuldade de mudar estilos de vida e hábitos de consumo. Precisamos da solidariedade universal, da responsabilidade coletiva e do cuidado por tudo o que vive e existe (não somos os únicos a viver neste planeta nem a usar a biosfera). É fundamental a consciência da interdependência entre todos e da unidade Terra e humanidade. Pode-se pedir às gerações atuais que se rejam por tais valores se nunca antes foram vividos globalmente? Como operar essa mudança que deve ser urgente e rápida?

Talvez somente após uma grande catástrofe que afligiria milhões e milhões de pessoas, poder-se-ia contar com esta radical mudança, até por instinto de sobrevivência. A metáfora que me ocorre é esta: nosso pais é invadido e ameaçado de destruição por alguma força externa. Diante desta iminência, todos se uniriam, para além das diferenças. Como numa economia de guerra, todos se mostrariam cooperativos e solidários, aceitariam renúncias e sacrifícios a fim de salvar a pátria e a vida. Hoje a pátria é a vida e a Terra ameaçadas. Temos que fazer tudo para salvá-las.

Fonte: BOFF, Leonardo. Correio Popular, 2013 Disponível em:<http://correio.rac.com.br/_conteudo/2013/11/blogs/leonardo_boff/117011-justica-social-justicaecologica.html> Acesso em: 16 maio 18. 

Talvez somente após uma grande catástrofe que afligiria milhões e milhões de pessoas, poder-se-ia contar com esta radical mudança”.


Assinale a opção que apresenta a circunstância expressa pelo advérbio no período apresentado:

  • A Lugar
  • B Modo
  • C Dúvida
  • D Afirmação
  • E Intensidade
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Justiça social-Justiça ecológica


Entre os muitos problemas que assolam a humanidade, dois são de especial gravidade: a injustiça social e a injustiça ecológica. Ambos devem ser enfrentados conjuntamente se quisermos pôr em rota segura a humanidade e o planeta Terra.

A injustiça social é coisa antiga, derivada do modelo econômico que, além de depredar a natureza, gera mais pobreza que pode gerenciar e superar. Ele implica grande acúmulo de bens e serviços de um lado à custa de clamorosa pobreza e miséria de outro. Os dados falam por si: há um bilhão de pessoas que vive no limite da sobrevivência com apenas um dólar ao dia. E há 2,6 bilhões (40% da humanidade) que vive com menos de dois dólares diários. As consequências são perversas. Basta citar um fato: contam-se entre 350-500 milhões de casos de malária com um milhão de vítimas anuais, evitáveis.

Essa antirrealidade foi por muito tempo mantida invisível para ocultar o fracasso do modelo econômico capitalista feito para criar riqueza para poucos e não bem-estar para a humanidade.

A segunda injustiça, a ecológica, está ligada à primeira. A devastação da natureza e o atual aquecimento global afetam todos os países, não respeitando os limites nacionais nem os níveis de riqueza ou de pobreza. Logicamente, os ricos têm mais condições de adaptar-se e mitigar os efeitos danosos das mudanças climáticas. Face aos eventos extremos, possuem refrigeradores ou aquecedores e podem criar defesas contra inundações que assolam regiões inteiras. Mas os pobres não têm como se defender. Sofrem os danos de um problema que não criaram. Fred Pierce, autor de "O terremoto populacional" escreveu no New Scientist de novembro de 2009: "os 500 milhões dos mais ricos (7% da população mundial) respondem por 50% das emissões de gases produtores de aquecimento, enquanto 50% dos países mais pobres (3,4 bilhões da população) são responsáveis por apenas 7% das emissões".

Esta injustiça ecológica dificilmente pode ser tornada invisível como a outra, porque os sinais estão em todas as partes, nem pode ser resolvida só pelos ricos, pois ela é global e atinge também a eles. A solução deve nascer da colaboração de todos, de forma diferenciada: os ricos, por serem mais responsáveis no passado e no presente, devem contribuir muito mais com investimentos e com a transferência de tecnologias e os pobres têm o direito a um desenvolvimento ecologicamente sustentável, que os tire da miséria.

Seguramente, não podemos negligenciar soluções técnicas. Mas sozinhas são insuficientes, pois a solução global remete a uma questão prévia: ao paradigma de sociedade que se reflete na dificuldade de mudar estilos de vida e hábitos de consumo. Precisamos da solidariedade universal, da responsabilidade coletiva e do cuidado por tudo o que vive e existe (não somos os únicos a viver neste planeta nem a usar a biosfera). É fundamental a consciência da interdependência entre todos e da unidade Terra e humanidade. Pode-se pedir às gerações atuais que se rejam por tais valores se nunca antes foram vividos globalmente? Como operar essa mudança que deve ser urgente e rápida?

Talvez somente após uma grande catástrofe que afligiria milhões e milhões de pessoas, poder-se-ia contar com esta radical mudança, até por instinto de sobrevivência. A metáfora que me ocorre é esta: nosso pais é invadido e ameaçado de destruição por alguma força externa. Diante desta iminência, todos se uniriam, para além das diferenças. Como numa economia de guerra, todos se mostrariam cooperativos e solidários, aceitariam renúncias e sacrifícios a fim de salvar a pátria e a vida. Hoje a pátria é a vida e a Terra ameaçadas. Temos que fazer tudo para salvá-las.

Fonte: BOFF, Leonardo. Correio Popular, 2013 Disponível em:<http://correio.rac.com.br/_conteudo/2013/11/blogs/leonardo_boff/117011-justica-social-justicaecologica.html> Acesso em: 16 maio 18. 

Hoje a pátria é a vida e a Terra ameaçadas. Temos que fazer tudo para salvá-las.”


Ao ligar as duas orações destacadas com um conectivo, a relação semântica original está mantida na seguinte opção:

  • A Hoje a pátria é a vida e a Terra ameaçadas e temos que fazer tudo para salvá-las.
  • B Hoje a pátria é a vida e a Terra ameaçadas, pois temos que fazer tudo para salvá-las.
  • C Hoje a pátria é a vida e a Terra ameaçadas, contudo temos que fazer tudo para salvá-las.
  • D Hoje a pátria é a vida e a Terra ameaçadas, no entanto, temos que fazer tudo para salvá-las.
  • E Hoje a pátria é a vida e a Terra ameaçadas, logo, temos que fazer tudo para salvá-las.
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Justiça social-Justiça ecológica


Entre os muitos problemas que assolam a humanidade, dois são de especial gravidade: a injustiça social e a injustiça ecológica. Ambos devem ser enfrentados conjuntamente se quisermos pôr em rota segura a humanidade e o planeta Terra.

A injustiça social é coisa antiga, derivada do modelo econômico que, além de depredar a natureza, gera mais pobreza que pode gerenciar e superar. Ele implica grande acúmulo de bens e serviços de um lado à custa de clamorosa pobreza e miséria de outro. Os dados falam por si: há um bilhão de pessoas que vive no limite da sobrevivência com apenas um dólar ao dia. E há 2,6 bilhões (40% da humanidade) que vive com menos de dois dólares diários. As consequências são perversas. Basta citar um fato: contam-se entre 350-500 milhões de casos de malária com um milhão de vítimas anuais, evitáveis.

Essa antirrealidade foi por muito tempo mantida invisível para ocultar o fracasso do modelo econômico capitalista feito para criar riqueza para poucos e não bem-estar para a humanidade.

A segunda injustiça, a ecológica, está ligada à primeira. A devastação da natureza e o atual aquecimento global afetam todos os países, não respeitando os limites nacionais nem os níveis de riqueza ou de pobreza. Logicamente, os ricos têm mais condições de adaptar-se e mitigar os efeitos danosos das mudanças climáticas. Face aos eventos extremos, possuem refrigeradores ou aquecedores e podem criar defesas contra inundações que assolam regiões inteiras. Mas os pobres não têm como se defender. Sofrem os danos de um problema que não criaram. Fred Pierce, autor de "O terremoto populacional" escreveu no New Scientist de novembro de 2009: "os 500 milhões dos mais ricos (7% da população mundial) respondem por 50% das emissões de gases produtores de aquecimento, enquanto 50% dos países mais pobres (3,4 bilhões da população) são responsáveis por apenas 7% das emissões".

Esta injustiça ecológica dificilmente pode ser tornada invisível como a outra, porque os sinais estão em todas as partes, nem pode ser resolvida só pelos ricos, pois ela é global e atinge também a eles. A solução deve nascer da colaboração de todos, de forma diferenciada: os ricos, por serem mais responsáveis no passado e no presente, devem contribuir muito mais com investimentos e com a transferência de tecnologias e os pobres têm o direito a um desenvolvimento ecologicamente sustentável, que os tire da miséria.

Seguramente, não podemos negligenciar soluções técnicas. Mas sozinhas são insuficientes, pois a solução global remete a uma questão prévia: ao paradigma de sociedade que se reflete na dificuldade de mudar estilos de vida e hábitos de consumo. Precisamos da solidariedade universal, da responsabilidade coletiva e do cuidado por tudo o que vive e existe (não somos os únicos a viver neste planeta nem a usar a biosfera). É fundamental a consciência da interdependência entre todos e da unidade Terra e humanidade. Pode-se pedir às gerações atuais que se rejam por tais valores se nunca antes foram vividos globalmente? Como operar essa mudança que deve ser urgente e rápida?

Talvez somente após uma grande catástrofe que afligiria milhões e milhões de pessoas, poder-se-ia contar com esta radical mudança, até por instinto de sobrevivência. A metáfora que me ocorre é esta: nosso pais é invadido e ameaçado de destruição por alguma força externa. Diante desta iminência, todos se uniriam, para além das diferenças. Como numa economia de guerra, todos se mostrariam cooperativos e solidários, aceitariam renúncias e sacrifícios a fim de salvar a pátria e a vida. Hoje a pátria é a vida e a Terra ameaçadas. Temos que fazer tudo para salvá-las.

Fonte: BOFF, Leonardo. Correio Popular, 2013 Disponível em:<http://correio.rac.com.br/_conteudo/2013/11/blogs/leonardo_boff/117011-justica-social-justicaecologica.html> Acesso em: 16 maio 18. 

Os conectivos, além de ligar palavras ou partes da frase, podem apresentar sentido específico.


Assinale a opção cujo conectivo grifado contém traço de sentido conclusivo:

  • A “possuem refrigeradores ou aquecedores”
  • B Após uma grande catástrofe que afligiria, pois, milhões.
  • C “os ricos têm mais condições de adaptar-se e mitigar os efeitos”
  • D A solução deve nascer de todos, no entanto, os ricos devem colaborar mais.
  • E “dificilmente pode ser tornada invisível nem pode ser resolvida só pelos ricos”.
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Justiça social-Justiça ecológica


Entre os muitos problemas que assolam a humanidade, dois são de especial gravidade: a injustiça social e a injustiça ecológica. Ambos devem ser enfrentados conjuntamente se quisermos pôr em rota segura a humanidade e o planeta Terra.

A injustiça social é coisa antiga, derivada do modelo econômico que, além de depredar a natureza, gera mais pobreza que pode gerenciar e superar. Ele implica grande acúmulo de bens e serviços de um lado à custa de clamorosa pobreza e miséria de outro. Os dados falam por si: há um bilhão de pessoas que vive no limite da sobrevivência com apenas um dólar ao dia. E há 2,6 bilhões (40% da humanidade) que vive com menos de dois dólares diários. As consequências são perversas. Basta citar um fato: contam-se entre 350-500 milhões de casos de malária com um milhão de vítimas anuais, evitáveis.

Essa antirrealidade foi por muito tempo mantida invisível para ocultar o fracasso do modelo econômico capitalista feito para criar riqueza para poucos e não bem-estar para a humanidade.

A segunda injustiça, a ecológica, está ligada à primeira. A devastação da natureza e o atual aquecimento global afetam todos os países, não respeitando os limites nacionais nem os níveis de riqueza ou de pobreza. Logicamente, os ricos têm mais condições de adaptar-se e mitigar os efeitos danosos das mudanças climáticas. Face aos eventos extremos, possuem refrigeradores ou aquecedores e podem criar defesas contra inundações que assolam regiões inteiras. Mas os pobres não têm como se defender. Sofrem os danos de um problema que não criaram. Fred Pierce, autor de "O terremoto populacional" escreveu no New Scientist de novembro de 2009: "os 500 milhões dos mais ricos (7% da população mundial) respondem por 50% das emissões de gases produtores de aquecimento, enquanto 50% dos países mais pobres (3,4 bilhões da população) são responsáveis por apenas 7% das emissões".

Esta injustiça ecológica dificilmente pode ser tornada invisível como a outra, porque os sinais estão em todas as partes, nem pode ser resolvida só pelos ricos, pois ela é global e atinge também a eles. A solução deve nascer da colaboração de todos, de forma diferenciada: os ricos, por serem mais responsáveis no passado e no presente, devem contribuir muito mais com investimentos e com a transferência de tecnologias e os pobres têm o direito a um desenvolvimento ecologicamente sustentável, que os tire da miséria.

Seguramente, não podemos negligenciar soluções técnicas. Mas sozinhas são insuficientes, pois a solução global remete a uma questão prévia: ao paradigma de sociedade que se reflete na dificuldade de mudar estilos de vida e hábitos de consumo. Precisamos da solidariedade universal, da responsabilidade coletiva e do cuidado por tudo o que vive e existe (não somos os únicos a viver neste planeta nem a usar a biosfera). É fundamental a consciência da interdependência entre todos e da unidade Terra e humanidade. Pode-se pedir às gerações atuais que se rejam por tais valores se nunca antes foram vividos globalmente? Como operar essa mudança que deve ser urgente e rápida?

Talvez somente após uma grande catástrofe que afligiria milhões e milhões de pessoas, poder-se-ia contar com esta radical mudança, até por instinto de sobrevivência. A metáfora que me ocorre é esta: nosso pais é invadido e ameaçado de destruição por alguma força externa. Diante desta iminência, todos se uniriam, para além das diferenças. Como numa economia de guerra, todos se mostrariam cooperativos e solidários, aceitariam renúncias e sacrifícios a fim de salvar a pátria e a vida. Hoje a pátria é a vida e a Terra ameaçadas. Temos que fazer tudo para salvá-las.

Fonte: BOFF, Leonardo. Correio Popular, 2013 Disponível em:<http://correio.rac.com.br/_conteudo/2013/11/blogs/leonardo_boff/117011-justica-social-justicaecologica.html> Acesso em: 16 maio 18. 

Esta injustiça ecológica dificilmente pode ser tornada invisível como a outra, porque os sinais estão em todas as partes, nem pode ser resolvida só pelos ricos, pois ela é global e atinge também a eles”:


Assinale a opção em que a palavra sublinhada pertence à mesma classe gramatical do vocábulo em negrito no trecho destacado.

  • A Tudo são flores.
  • BTodos por um”
  • C Cada um sabe de si.
  • D A mesma pessoa esteve aqui.
  • E Os outros ainda não chegaram?

Pedagogia

16

Para garantir a autonomia didático-científica das universidades, caberá aos seus colegiados de ensino e pesquisa decidir, dentro dos recursos orçamentários disponíveis, sobre:


I – criação, expansão, modificação e extinção de cursos e ampliação e diminuição de vagas;

II – elaboração da programação dos cursos;

III – programação das pesquisas e das atividades de extensão;

IV – contratação e dispensa de professores e planos de carreira docente


Estão CORRETOS os itens em qual das alternativas abaixo?

  • A I, II e III.
  • B I e III.
  • C I e II.
  • D apenas o III.
  • E I, II, III e IV.
17

Os cursos à distância poderão aceitar transferência, aproveitamento de estudos e certificações totais ou parciais, realizadas ou obtidas pelos estudantes em cursos presenciais, da mesma forma que os cursos presenciais em relação aos cursos à distância, conforme legislação.


Sobre a referida afirmativa podemos dizer que a mesma:

  • A não procede, pois se trata de regimes de estudos diferentes com normativas próprias.
  • B são vedados os referidos procedimentos, pois não estão previstos na legislação brasileira.
  • C os referidos procedimentos estão previstos na legislação brasileira e devem ser desenvolvidos pelas Instituições de Educação Superior.
  • D Os cursos à distância somente poderão aceitar transferência, realizadas ou obtidas pelos estudantes em cursos presenciais, da mesma forma que os cursos presenciais em relação aos cursos a distância.
  • E Os cursos a distância poderão apenas ofertar certificações totais ou parciais realizadas ou obtidas pelos estudantes em cursos presenciais, da mesma forma que os cursos presenciais em relação aos cursos a distância, conforme legislação.
18
A ausência de protocolo do pedido de recredenciamento no prazo devido caracterizará irregularidade administrativa e a instituição de Educação Superior ficará:
  • A impedida de solicitar aumento de vagas em cursos de graduação, de admitir novos estudantes e de criar novos cursos e polos de educação a distância, quando for o caso; e ficará sujeita a processo administrativo de supervisão, nos termos da lei.
  • B impedida de solicitar aumento de vagas em cursos de graduação apenas presencial, poderá admitir novos estudantes em regime à distância e de criar novos cursos e polos de educação a distância, quando for o caso; Porém ficará sujeita a processo administrativo de supervisão, nos termos da lei.
  • C impedida de solicitar aumento de vagas em cursos de graduação, de admitir novos estudantes e de criar novos cursos e polos de educação a distância pelo prazo de 3 anos, e ficará sujeita a processo administrativo de supervisão, nos termos da lei.
  • D impedida de expedir diplomas e ficará sujeita a processo administrativo de supervisão, nos termos da lei.
  • E impedida de receber recursos da União até que regularize o processo, nos termos da lei.
19

O sistema federal de ensino compreende:


I - as instituições federais de ensino superior - IFES;

II - as IES criadas e mantidas pela iniciativa privada;

III - os órgãos federais de educação superior.


Estão CORRETOS os itens em qual das alternativas abaixo?

  • A I, II e III.
  • B apenas o I.
  • C apenas o II.
  • D apenas o III.
  • E II e III.
20

“Instrumento de planejamento e gestão, que considera a identidade da IES no âmbito da sua filosofia de trabalho, da missão a que se propõe, das estratégias para atingir suas metas e objetivos, da sua estrutura organizacional, do Projeto Pedagógico Institucional, observando as diretrizes pedagógicas que orientam suas ações e as atividades acadêmicas e científicas que desenvolve ou visa a desenvolver”.

(Instrumento de Avaliação de Cursos de Graduação, presencial e a distância, revisado em outubro/2017, p. 54).


O excerto se refere ao conceito do:

  • A Projeto Pedagógico Institucional (PPI).
  • B Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI).
  • C Projeto Pedagógico de Curso (PPC).
  • D Plano Estratégico Administrativo e Financeiro (PEAF).
  • E Plano Institucional de Ações Científicas e de Extensão (PIACE).
21

A avaliação externa in loco realizada pelo Inep poderá ser dispensada, por decisão do Secretário de Regulação e Supervisão da Educação Superior do Ministério da Educação, após análise documental, mediante despacho fundamentado, conforme regulamento a ser editado pelo Ministério da Educação, para IES que apresentem:


I – Conceito Institucional (CI) igual ou superior a três;

II - inexistência de processo de supervisão;

III - oferta de cursos na mesma área de conhecimento pela instituição.


Estão CORRETOS os itens em qual das alternativas abaixo?

  • A apenas o I.
  • B apenas o II.
  • C apenas o III.
  • D I, II e III.
  • E II e III.
22
A oferta de cursos de graduação em Direito, Medicina, Odontologia, Psicologia e Enfermagem, inclusive em universidades e centros universitários, depende de autorização do Ministério da Educação, após prévia manifestação do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil e do Conselho Nacional de Saúde. No tocante ao reconhecimento dos referidos Cursos, a normatização brasileira possibilita:
  • A O reconhecimento de cursos de graduação em Direito, Medicina, Odontologia, Psicologia e Enfermagem será submetido à manifestação, em caráter opinativo, do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, no caso de curso de Direito, e do Conselho Nacional de Saúde, nos cursos de Medicina, Odontologia, Psicologia e Enfermagem.
  • B O reconhecimento de cursos de graduação em Direito, Medicina, Odontologia, Psicologia e Enfermagem não será submetido à manifestação do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, no caso de curso de Direito, e ao Conselho Nacional de Saúde, nos cursos de Medicina, Odontologia, Psicologia e Enfermagem.
  • C O reconhecimento de cursos de graduação em Direito, Medicina, Odontologia, Psicologia e Enfermagem será submetido à manifestação, em caráter de aprovação, do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, no caso de curso de Direito, e do Conselho Nacional de Saúde, nos cursos de Medicina, Odontologia, Psicologia e Enfermagem.
  • D O reconhecimento de cursos de graduação em Direito, Medicina, Odontologia, Psicologia e Enfermagem será submetido à manifestação, em caráter complementar e de igualdade com os órgãos do Sistema Federal de Ensino, ao Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, no caso de curso de Direito, e ao Conselho Nacional de Saúde, nos cursos de Medicina, Odontologia, Psicologia e Enfermagem.
  • E O reconhecimento de cursos de graduação em Direito, Medicina, Odontologia, Psicologia e Enfermagem será submetido apenas ao Ministério da Educação.
23
As competências para as funções de regulação, supervisão e avaliação no sistema federal de ensino serão exercidas por quais órgãos? Marque a opção CORRETA.
  • A pelo Conselho Superior das Instituições de Educação superior (IES), pelo Conselho Nacional de Educação - CNE, pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira - Inep e pela Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior – Conaes.
  • B pelo Ministério da Educação, pelo Fórum Nacional de Educação - FNE, pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e pela Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior – Conaes.
  • C pelo Ministério da Educação, pelo Conselho Nacional de Educação - CNE, pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira - Inep e pela Comissão de Avaliação da Educação Superior – Conaes.
  • D pelo Ministério da Educação, pelo Conselho Nacional de Educação - CNE, pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira - Inep e pela Comissão Própria de Avaliação das IES - CPA.
  • E pelo Ministério da Educação, pelo Conselho Nacional de Educação - CNE, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e pela Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior – Conaes.
24
É notório no período pós-LDB/1996 uma forte expansão da Educação Superior no Brasil, em especial, no âmbito da graduação, com destaque para as matrículas no setor privado com fins lucrativos. Considerando os estudos de abordagem crítica (CHAVES, 2016; GUIMARÃES, 2017), sobre a expansão da educação superior nos marcos das políticas neoliberais, marque a alternativa que demonstra o que esse crescimento tem representado.
  • A Inclusão com justiça social, pois os jovens das camadas populares passaram a ter uma educação de qualidade que os capacitou para o mercado de trabalho.
  • B Oportunidade de formação em nível superior, uma vez que a iniciativa privada detém a maior infraestrutura física para as demandas da educação superior.
  • C Acesso e permanência nos cursos de graduação, isso porque a assistência estudantil é uma alternativa que tem sido ampliada no setor privado que oferta a educação superior.
  • D Igualdade de oportunidades educacionais, na medida em que o conjunto da população (setores excluídos e grupos empresariais) foi beneficiada com a expansão da educação superior.
  • E Ampliação do acesso da população à educação superior, no entanto, sob a influência dos grupos empresariais e da valorização de seu capital, bem como visando atender as demandas mercadológicas.
25
A heterogeneidade institucional é característica da educação superior brasileira e pode ser verificada do ponto de vista da sua natureza administrativa, constituição jurídica de sua mantenedora e por sua organização acadêmica. A descrição CORRETA da diversificação universitária (natureza administrativa, constituição jurídica e acadêmica, respectivamente) está presente na alternativa?
  • A públicas, privadas e filantrópicas; as instituições privadas podem ser classificadas como: fundação, associação civil ou sociedade civil de direito privado (com fins lucrativos e confessional); Universidades, Centros Universitários, Institutos Federais de Ciência e Tecnologia e Faculdades.
  • B públicas e privadas; as instituições privadas podem ser classificadas como: fundação, associação civil ou sociedade civil de direito privado (com ou sem fins lucrativos; laica, confessional ou filantrópica); Universidades, Centros Universitários, Institutos Federais de Ciência e Tecnologia, Centros Federais de Educação Tecnológicas e Faculdades.
  • C públicas, privadas e associativas; as instituições privadas podem ser classificadas como: fundação, associação civil ou sociedade civil de direito privado (com ou sem fins lucrativos; laica); Universidades, Centros Universitários, Institutos Federais de Ciência e Tecnologia, Centros Federais de Educação Tecnológicas e Faculdades Isoladas por área do conhecimento.
  • D públicas e privadas; as instituições privadas podem ser classificadas como: associação civil ou sociedade civil de direito privado (com fins lucrativos; laica ou confessional); Universidades, Centros Universitários, Institutos Federais de Ciência e Tecnologia e Faculdades.
  • E públicas, privadas e confessionais; as instituições privadas podem ser classificadas como: associação civil ou sociedade civil de direito privado (com ou sem fins lucrativos e laica); Universidades, Centros Universitários, Institutos Federais de Ciência e Tecnologia, Centros Federais de Educação Tecnológicas e Faculdades.
26
Dentre os princípios do ensino previstos no artigo 3º da LDB 9394/1996, bem como no artigo 206 da CF/1988, está o pluralismo de ideias e concepções pedagógicas. Sobre esse princípio é CORRETO afirmar que:
  • A O espaço escolar e o ensino nele ministrado devem contemplar em sua organização didático-científica os conceitos de heterogeneidade cultural, tendo em vista os vínculos entre educação e diversidade.
  • B A organização didático-pedagógica do fazer educativo nos diferentes níveis de ensino deve respeitar as ideias dominantes do seu tempo histórico, como elemento imprescindível para atualização do estudante.
  • C A pluralidade cultural e ideológica do estudante são aspectos previstos no currículo escolar. Cabe ao professor contribuir com a seleção do conhecimento socialmente útil utilizando para isso uma concepção pedagógica que melhor atenda aos objetivos da instituição de ensino.
  • D O pluralismo de ideias, atualmente, é fortemente marcado pela forma de organização da sociedade. As instituições de ensino devem considerar a estrutura do Estado e sua forma de organização, tendo em vista socializar com o estudante os conhecimentos que ele deverá dominar para adquirir seu pleno desenvolvimento e para o exercício de atividade produtiva.
  • E O binômio igualdade e diversidade estão presentes no princípio em tela, o tratamento a ser dado a essas duas dimensões da vida em sociedade requer da escola e, sobretudo, do professor a capacidade de lidar com as múltiplas interpretações da realidade em seus aspectos culturais, políticos e econômicos, sem perder o horizonte de uma formação unilateral.
27

Sobre os cursos de pós-graduação considere as assertivas a seguir:


I - A oferta da pós-graduação está tipificada em cursos stricto sensu e cursos lato sensu;

II - Os órgãos federais que custeiam a pósgraduação são: Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes);

III - Dentre as características da pós-graduação está a ênfase em estudos avançados que apresentam dois grandes focos: capacitação de profissionais para atuarem em diferentes setores e a formação de pesquisadores para o desenvolvimento do País;

IV - A oferta dos cursos de pós-graduação tem crescido nos últimos anos no Brasil, tal crescimento ocorre de maneira uniforme em todas as regiões do País, fato que contribui para o enfrentamento das desigualdades educacionais.


Os itens CORRETOS da questão apresentada estão dispostos na alternativa:

  • A Somente os itens I e II estão corretos.
  • B Somente os itens III e IV estão corretos.
  • C Somente os itens II, III e IV estão corretos.
  • D Somente os itens I e III estão corretos.
  • E Todos os itens estão corretos.
28

Sobre os cursos sequenciais considere as assertivas abaixo:


I - Pautam-se nas concepções de democratização, flexibilização e diversificação de oferta de programas educacionais, em conformidade com as exigências da sociedade e do setor socioeconômico;

II - Representam uma inovação, pois a legislação anterior não os contemplava;

III - São considerados de nível superior e oferecem formação em um campo limitado do saber, contemplando, portanto, uma formação específica por meio de uma formação pontual;

IV - Podem ser oferecidos a partir de duas modalidades: Cursos Sequenciais Presenciais e de Complementação de Estudos Presenciais.


Os itens CORRETOS estão dispostos na alternativa?

  • A Somente os itens I, II e III estão corretos.
  • B Somente os itens I e III estão corretos.
  • C ) Somente os itens II, III e IV estão corretos.
  • D Somente os itens II e IV estão corretos.
  • E Todos os itens estão corretos.
29
De grande abrangência e importância para estruturação da educação nacional, o Plano Nacional de Educação (PNE) para o período de 2014 a 2024, instituído pela Lei n°. 13.005/2014, apresenta um total de vinte metas que se desdobram em estratégias de operacionalização a serem cumpridas num prazo de dez anos. No PNE em vigência as Metas 12, 13 e 14 tratam da educação superior.
A Meta 14 objetiva elevar gradualmente o número de matrículas na pós-graduação stricto sensu, de modo a atingir a titulação anual de 60 mil mestres e 25 mil doutores. Sobre o cenário atual da pós-graduação no Brasil é CORRETO afirmar que:
  • A apresenta assimetrias regionais em termos de oferta de vagas em programas de mestrado e doutorado, que acentuam as desigualdades educacionais do País.
  • B a Coordenação de Pessoal de Nível Superior (CAPES) disponibiliza apoio técnico e financeiro para as IES que pretendem criar novos programas de mestrado e doutorado, como estratégia de ampliação de oportunidades nesse setor.
  • C há baixo número de mestres e doutores formados no Brasil, isso requer aumentar a oferta e qualidade dos cursos já existentes e a criação de novos. Para tanto, o estímulo do governo federal nesse cenário tem sido via ampliação de investimentos e fortalecimento dos cursos presenciais.
  • D o mestrado profissional tem apresentado crescimento, pois além de atender melhor as demandas de capacitação profissional também estão isentos da regulação da CAPES, questão que favorece a criação de novos cursos e programas.
  • E a formação de profissionais/pesquisadores em nível de mestrado e doutorado é um aspecto estratégico para o desenvolvimento social do País, com ênfase nas áreas de inovação e tecnologia.
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De grande abrangência e importância para estruturação da educação nacional, o Plano Nacional de Educação (PNE) para o período de 2014 a 2024, instituído pela Lei n°. 13.005/2014, apresenta um total de vinte metas que se desdobram em estratégias de operacionalização a serem cumpridas num prazo de dez anos. No PNE em vigência as Metas 12, 13 e 14 tratam da educação superior.
A Meta 13 do PNE (2014-2024) trata da elevação da qualidade da educação superior e da ampliação da proporção de mestres e doutores do corpo docente em efetivo exercício. Sobre as Estratégias dessa Meta está CORRETA a alternativa:
  • A Adoção do ENEM; formação; currículo; pesquisa e PROUNI.
  • B Autoavaliação; pesquisa; PROUNI; ampliação da iniciação científica e REUNI.
  • C Formação; consórcio entre as IES; iniciação científica; currículo e Residência Pedagógica.
  • D Adoção do ENEM; Residência Pedagógica; pesquisa; Avaliação (SINAES) e REUNI.
  • E Avaliação (SINAES); adoção do ENEM; formação; autoavaliação e ampliação do ENADE.
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De grande abrangência e importância para estruturação da educação nacional, o Plano Nacional de Educação (PNE) para o período de 2014 a 2024, instituído pela Lei n°. 13.005/2014, apresenta um total de vinte metas que se desdobram em estratégias de operacionalização a serem cumpridas num prazo de dez anos. No PNE em vigência as Metas 12, 13 e 14 tratam da educação superior.
A Meta 12 do PNE (2014-2024) trata da elevação da taxa (bruta e líquida) de matrícula na educação superior da população de dezoito a vinte e quatro anos. Sobre a Meta 12 é CORRETO afirmar que:
  • A o seu cumprimento por parte do setor público garantirá 100% de atendimento à população na idade de dezoito a vinte e quatro anos.
  • B a ampliação das vagas dar-se-á no ensino presencial e a seleção dos estudantes ocorrerá por meio da nota obtida no ENEM.
  • C traz como uma de suas estratégias a ampliação das Ações Afirmativas, exclusivamente, para o grupo étnico-racial.
  • D uma das estratégias dessa Meta pretende fomentar a oferta de educação superior pública e gratuita para a formação de professores para a Educação Básica.
  • E as novas vagas a serem criadas devem ser exclusivamente no segmento público.
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O Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES), instituído pela Lei 10.861/2004, avalia as instituições, os cursos e o desempenho dos estudantes. O processo de avaliação abrange aspectos como: ensino, pesquisa, extensão, responsabilidade social, gestão da instituição e corpo docente. As informações obtidas podem ser analisadas a partir de quatro indicadores de qualidade.


Marque a alternativa que apresenta corretamente esses indicadores.

  • A Conceito Geral Institucional (CGI); Conceito ENEM; Conceito ENADE e Índice Geral de Cursos (ICG).
  • B Conceito de Desempenho Docente (CDD); Conceito ENEM; Conceito Preliminar de Cursos (CPC) e Índice Geral de Cursos (ICG).
  • C Índice Geral de Cursos (ICG); Conceito ENADE; Conceito Preliminar de Cursos (CPC); Indicador de Diferença entre os Desempenhos Observado e Esperado (IDD).
  • D Conceito ENADE; Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB); Índice Geral de Cursos (ICG) e Indicador de Diferença entre os Desempenhos Observado e Esperado (IDD).
  • E Conceito Geral Institucional (CGI); Conceito ENADE; Índice Geral de Cursos (ICG) e Conceito Preliminar de Cursos (CPC).
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A LDB 9394/1996 define as incumbências da União, Estados, Municípios e estabelecimentos de ensino na organização da educação nacional (nos artigos de 8 a 12). Sobre a incumbência da União é CORRETO afirmar.
  • A elabora e executar políticas e planos educacionais, em consonância com as diretrizes e planos nacionais de educação, integrando e coordenando as suas ações e dos demais entes federados.
  • B coleta, analisa e dissemina informações sobre a educação e define planos de ações estratégicas.
  • C garante a oferta da educação básica e superior, inclusive formulando políticas e cooperando técnica e financeiramente com os demais entes federados.
  • D legisla sobre a matéria educacional e fiscaliza o cumprimento da legislação no território brasileiro.
  • E financia a educação superior, subsidiando a iniciativa privada que atua nesse setor, bem como legislar sobre a educação no território nacional.
34
Em consonância com o Estatuto e o Regimento Geral, a Administração da UNIFAP é responsabilidade dos órgãos normativos, deliberativos e consultivos” (PDI, 2015-2019). Assim, a estrutura de governança da UNIFAP é composta por quais órgãos? Marque a opção CORRETA.
  • A Conselho Superior (CONSU), Conselho Diretor (CONDIR), Auditoria Interna (AUDINT), Comissão Própria de Avaliação (CPA), Colegiados de Cursos, Procuradoria Jurídica (PROJUR).
  • B Conselho Superior (CONSU), Diretórios e Centro Acadêmicos, Auditoria Interna (AUDINT), Comissão Própria de Avaliação (CPA), Ouvidoria, Procuradoria Jurídica (PROJUR).
  • C Conselho Diretor (CONDIR), Auditoria Interna (AUDINT), Comissão Própria de Avaliação (CPA), Ouvidoria, Procuradoria Jurídica (PROJUR).
  • D Conselho Superior (CONSU), Conselho Diretor (CONDIR), Auditoria Interna (AUDINT), Comissão Própria de Avaliação (CPA), Ouvidoria, Procuradoria Jurídica (PROJUR).
  • E Conselho Superior (CONSU), Conselho das Reitorias, Auditoria Interna (AUDINT), Ouvidoria, Procuradoria Jurídica (PROJUR).
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A Universidade Federal do Amapá desenvolve o programa de assistência estudantil, Pró-estudante UNIFAP, que sistematiza dentro da instituição os auxílios estudantis, cuja fonte de financiamento é liberada a partir do? Marque a alternativa CORRETA.
  • A Fundo Nacional da Educação Superior (FUNDES).
  • B Fundo de Ciência e Tecnologia (FUNCITE).
  • C Plano de Acesso e Permanência Estudantil (PAPE).
  • D Plano Nacional de Assistência Estudantil (PNAES).
  • E Plano Pró-estudante Universal (PPEU).

Ciência Política

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Jovens que eram parte da elite brasileira e que estudaram na Europa, principalmente na França e que tiveram contato com as ideias positivistas, influenciaram principalmente o setor militar, através das escolas de formação de oficiais. No nascimento da República, ideias positivistas estiveram presentes como ideologia política na fase de formação da República, deixando marcas permanentes na sociedade brasileira. Marque a questão que corresponde à herança positivista no Brasil.

  • A Partidos políticos, feriados nacionais e Hino Nacional.
  • B Casamento civil, forças armadas e partidos políticos.
  • C Ideias republicanas, criação de universidades e escolas militares.
  • D Feriados nacionais, casamento civil e a frase ordem e progresso na Bandeira do Brasil.
  • E Forças armadas, feriados nacionais e Hino Nacional.
37

Donald Pierson, autor de trabalhos como Cruz das Almas: a Brazilian Village (1951) e O Homem no Vale do São Francisco (1972) e importante sociólogo estrangeiro na Escola Livre de Sociologia e Política de São Paulo, teve como referência teórica a:

  • A Escola Francesa de Sociologia
  • B Escola de Manchester
  • C Escola de Chicago
  • D Escola Culturalista de Sociologia
  • E Escola de Frankfurt
38

Causalidade e imputação são descritos por Hans Kelsen como princípios

  • A inerentes, respectivamente, às ciências naturais e sociais.
  • B ambos independentes dos atos de um ser humano.
  • C idênticos, pois ambos descrevem a normatividade jurídica.
  • D resultantes da junção entre fatos, valores e normas.
  • E de hierarquização relacional entre as normas jurídicas.
39

Habermas desenvolve em seu livro “Direito e Democracia” uma fundamentação do Estado Democrático de Direito, que leva em conta tanto um mundo pós-convencional quanto a necessidade de limitar as mazelas provocadas pelo poder econômico e político. Leia as afirmações sobre “Direito e Democracia”. I) Não se pode ter nem manter um Estado de direito sem democracia radical. II) O direito tem sua legitimidade esgotada no cumprimento legal para criação de leis. III) Com o direito democrático busca-se recuperar e conservar uma solidariedade social. IV) A possibilidade de justificar o direito moderno a partir das ideias de direitos humanos e do princípio da soberania do povo releva que se trata de elementos concorrentes. Assinale a alternativa que apresenta somente as afirmações CORRETAS de acordo com a posição de Habermas.

  • A I e IV
  • B I e III
  • C I, II e IV
  • D III e IV
  • E II e III
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Ao discutir a Filosofia Política de Maquiavel fica mais fácil compreender as manobras políticas contemporâneas. O filósofo ao discorrer sobre o “Principado Civil” (O Príncipe, cap. IX), debatendo os cuidados que se deve ter tendo em vista a forma como chegou ao poder, afirma: I) o principado é causado pelo povo ou pelos poderosos, conforme haja oportunidade de agir para uma ou outra destas partes; II) o povo vendo que não pode resistir aos poderosos, volta a atenção a um, e o elege príncipe, para poder defender-se com a autoridade dele; III) aquele que atinge o principado com a ajuda dos poderosos consegue manter-se com mais facilidade no poder; IV) aquele que chega ao principado com o favor popular, acha-se só, e tem em torno de si ou nenhum ou pouquíssimos que não estão preparados para obedecê-lo; V) do povo inimigo o príncipe nunca pode estar seguro, por serem muitos, ao passo que pode defender-se contra os poderosos, por serem poucos. Estão CORRETAS as afirmativas:

  • A I, II, III e IV
  • B V, I, II e III
  • C IV, V, I e II
  • D III, IV, V e I
  • E II, III, IV e V
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A Filosofia Política quando discutida com os estudantes é de grande valia para desenvolver o espírito de cidadania. Um clássico desta discussão é a obra “O Príncipe” de Maquiavel [...]. No Capítulo VIII o filósofo trata “Dos que chegaram ao principado pelos crimes”. Segundo o pensamento do autor qual das afirmações abaixo está CORRETA em relação ao tema em tela?

  • A Ao conquistar um Estado, precisa o conquistador ter em mente o mal que terá que executar continuamente, embora tenha que parecer bom.
  • B Um príncipe deve, sobretudo, viver com os súditos, de modo que nenhum fato, bom ou mau, o faça mudar, pois, chegando a adversidade, não haverá tempo para o mal.
  • C O príncipe deve conquistar os homens com vantagens dadas de uma só vez, pois o bem que fizer irá favorecê-lo, de modo que todos lhe serão gratos.
  • D Se bem usadas, as crueldades, que no princípio do governo podem ir aumentando paulatinamente, poderão com o tempo ir se extinguindo até desaparecer totalmente.
  • E O príncipe deve estar sempre pronto a praticar ofensas, pois a confiança em seus súditos poderá ser sua ruína.
42

Considerando acontecimentos políticos recentes no Brasil, assinale a afirmação verdadeira.

  • A A Ex-Presidente Dilma Rousseff continua residindo em Brasília.
  • B O Deputado Eduardo Cunha está licenciado da Câmara dos Deputados.
  • C No caso de impedimento do Presidente Michel Temer, o primeiro na linha sucessória é o Senador Renan Calheiros.
  • D A emenda constitucional do teto que limita os gastos públicos foi promulgada pelo Congresso Nacional em dezembro de 2016.
43

Atualmente, conflitos em diversas regiões do mundo, como a guerra da Síria, têm gerado grande número de refugiados para outros países. Diante desse contexto, o Brasil

  • A tem impedido que organizações não governamentais auxiliem refugiados, em razão das leis internacionais.
  • B propôs que a relocação dos refugiados para seus países de origem seja efetuada antes do cessar-fogo.
  • C tem desenvolvido tendências conservadoras expulsando refugiados e(ou) impedindo sua entrada no país.
  • D tem sido solidário com os refugiados sírios por meio de sua política para refugiados, considerada exemplar por organismos internacionais.
  • E tem reagido por vias diplomáticas e por meio de intervenção militar, no sentido de solucionar o conflito sírio.
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Tendência do processo de globalização, a formação de grandes blocos regionais sofreu abalo em 2016 com o início do processo de saída

  • A da Rússia, do grupo composto por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul (BRICS).
  • B de Portugal, da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.
  • C dos Estados Unidos da América, do Tratado Norte-americano de Livre Comércio (NAFTA).
  • D da Grã-Bretanha, da União Europeia.
  • E da Venezuela, do Mercado Comum do Sul (MERCOSUL).
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Recentemente, o governo colombiano convocou a população para referendar, por meio do voto, um acordo de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC). Ao final da apuração do referendo, os colombianos mostraram-se contrários à proposta governamental. Originalmente as FARC associaram-se, ideologicamente, ao

  • A socialismo.
  • B coletivismo.
  • C liberalismo.
  • D conservadorismo.
  • E anarquismo.
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