Resolver o Simulado CCV-UFC

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Português

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TEXTO 3


NÃO SOMOS ESCRAVOS DE NENHUM SENHOR

Dríade Aguiar


“(...) Como editora da Mídia NINJA, não sei colocar em palavras a dor que sentia a cada vez que entrava na página e via o post fixado com a foto de um rapaz negro com a Máscara de Flandres, uma cena tão antiquada quanto torturosamente atual. Esse post chegou a mais de 130 mil compartilhamentos, mais de 15 milhões de pessoas alcançadas – o alcance de quem fura a bolha ao focar sua linguagem para mais de 50% dos brasileiros, a população negra.

Alegorias, fantasias, décimos e quesitos à parte, a agremiação de São Cristóvão, o quilombo da favela, termina aclamada como Campeã do Povo. (...)”


O trecho sublinhado aparece isolado entre vírgulas, porque se trata de:

  • A um aposto recapitulativo ou resumidor.
  • B uma locução adverbial.
  • C um vocativo.
  • D um aposto comparativo.
  • E ocução verbal.
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A palavra que precisa ser acentuada graficamente para estar correta quanto às normas em vigor está destacada na seguinte frase:

  • A Todo escritor de novela tem o desejo de criar um personagem inesquecível.
  • B Os telespectadores veem as novelas como um espelho da realidade.
  • C Alguns novelistas gostam de superpor temas sociais com temas políticos.
  • D Para decorar o texto antes de gravar, cada ator rele sua fala várias vezes.
  • E Alguns atores de novela constroem seus personagens fazendo pesquisa.
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                   A era do descartável: seu lixo diz muito sobre você


      Imagine se um dia todos os lixeiros de sua cidade decidirem não trabalhar. O caos será generalizado, se a greve se prolongar e, talvez só assim, esses profissionais serão valorizados pela população. O serviço social da limpeza urbana é imensurável: trata-se de saúde, segurança e conforto público.

      De uns anos para cá, o poder aquisitivo das famílias brasileiras tem aumentado. Ao consumir mais, produzimos mais lixo . Fato ! Em 2013, foram três milhões de toneladas a mais em relação ao ano anterior – o que significa um aumento de 4,1%. O Brasil é o quinto país que mais produz lixo no mundo.

      Frequentemente vejo – no trabalho, na faculdade, na rua – pessoas jogando embalagens descartáveis com a maior naturalidade. Já faz parte do cotidiano: ficou com sede? Passa lá na copa do escritório, saca um copo descartável, toma um gole de água e… LIXO! Daqui uma hora a história se repete. A naturalidade destes hábitos e a quantidade de lixo que produzimos dizem muito sobre nós.

      Somos seres que vivem em uma correria louca, onde a comida rápida e pronta é praticamente essencial, onde sobra pouco tempo para refletir e até mesmo para colocar em prática aquilo que acreditamos, onde o consumo é muito valorizado e lavar um copo é desnecessário.

      Conheci, há dois anos, uma mulher na faixa dos trinta que morava sozinha. Ela trabalhava durante o dia e frequentava a academia três vezes por semana. Quando fui à casa dela, logo me alertou: não tem pratos, talheres ou copos. “É tudo de plástico, para eu não precisar lavar!”, explicou. Fiquei um tanto quanto chocada.

      Com a mesma naturalidade e nesta mesma época, descartei por alguns meses os copos do café que comprava diariamente ao lado da faculdade, no Starbucks. “O copo é feito de papel e pode ser facilmente reciclado”, pensava eu. Depois de um período, o hábito começou a me incomodar – e não foi pouco. Até tentei levar uma caneca, mas era muito pesada e ocupava muito espaço em minha bolsa. Minha presença na lojinha passou a ser evento mais raro.

      Este ano resolvi experimentar uma composteira caseira. Aqueles minhocários práticos, pensados para quem vive como nós: na correria, sem espaço e etc. Estou adorando a experiência. Tudo que é  lixo orgânico jogo lá. Tenho um professor que jura que suas minhocas comem até carne. Eu nunca tentei. Mas parece mágica: nada de cheiro ruim ou de demora. Em alguns meses seu adubo está pronto. Como matéria seca, que é preciso colocar em proporção aos orgânicos, recorto a caixa de pizza em pedacinhos – e, assim, reciclo sua embalagem em casa mesmo. Então, se é para pedir comida em casa, eu já sei: pizza do restaurante ao lado.

      Alguns podem pensar: “Besteira, a prefeitura recolhe o lixo, recicla e dá destino correto. Por que iria me esforçar tanto para reduzir meu lixo?”. Aí, meu amigo, vai de cada um. Mas a reflexão é importante (...).

PS: os três famosos “Rs” da sustentabilidade são claros: reduza, reutilize, recicle. A opção da reciclagem é ótima, mas é a última medida a ser tomada.

Jéssica Miwa (Disponível em: thegreensestpost.com) Acesso em 14/03/2018.

A oração destacada em: “Somos seres QUE VIVEM EM UMA CORRERIA LOUCA” classifica-se como:

  • A subordinada substantiva apositiva.
  • B subordinada substantiva predicativa.
  • C subordinada adjetiva restritiva.
  • D coordenada sindética explicativa.
  • E coordenada sindética aditiva.
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As questão abaixo refere-se ao texto seguinte − parte do prefácio de um livro de sociologia em que o autor se dedicou ao estudo da cultura popular.


[Linguagens e culturas]


    Este livro estuda as modificações que se deram na cultura das classes populares ao longo das últimas décadas, de modo especial aquelas que podem ser atribuídas à influência das publicações de massa. Creio que obteríamos resultados muito semelhantes caso tomássemos como exemplos algumas outras formas de comunicação, como o cinema, o rádio ou a televisão.

    Penso que tenho sempre tentado dirigir-me principalmente ao “leitor comum” sério ou “leigo inteligente” de qualquer classe social. Não significa isto que eu tenha tentado adotar qualquer tom de voz específico, ou que tenha evitado o uso de quaisquer termos técnicos, para só empregar expressões banais. Escrevi tão claramente quanto o permitiu a minha compreensão do assunto, e apenas usei termos técnicos quando me pareceram susceptíveis de se tornarem úteis e sugestivos.

    O “leigo inteligente” é uma figura vaga, e a popularização uma tarefa perigosa; mas parece-me que aqueles de nós que consideram uma urgente necessidade escrever para ele devem continuar a tentá-lo. Porque um dos mais nefastos aspectos da nossa condição cultural é a divisão entre a linguagem dos peritos e o nível extraordinariamente baixo daquela utilizada nos órgãos de comunicação de massa.

(Adaptado de: HOGGART, Richard. As utilizações da cultura. Trad. de Maria do Carmo Cary. Lisboa: Editorial Presença, 1973.)

O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se de modo a concordar com o elemento sublinhado na frase:

  • A As modificações da cultura popular (constituir) o centro da preocupação desse livro de Richard Hoggart.
  • B O autor do livro deseja que a linguagem de seus estudos (propiciar) aos seus leitores revelações sobre a cultura das classes populares.
  • C A popularização preocupa o autor porque muitos estudos se tornam simplórios devido à simplificação excessiva a que se (submeter).
  • D O pesquisador acredita que um dos mais negativos aspectos da nossa civilização está no abismo que (permear) as linguagens.
  • E Quem estuda os diferentes níveis de manifestações culturais propõe-se a reconhecer os distintos valores com os quais se (instituir) uma cultura complexa.
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Nas décadas subsequentes, vários estudos correlacionaram os hábitos dos pacientes como fatores de risco para doenças cardiovasculares. Sedentarismo, tabagismo, obesidade, entre outros, aumentam drasticamente as chances de enfarte. 

Com relação à quantidade de artigos no trecho, há

  • A cinco.
  • B três.
  • C quatro.
  • D dois.
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                                Mobilidade urbana


      Ao longo dos últimos anos a expressão mobilidade urbana – soma das condições e dos critérios oferecidos para a livre circulação das pessoas numa cidade − tem sido empregada para identificar um dos desafios dos grandes centros urbanos. Trata-se de um conceito mais complexo do que parece: não se reduz a uma simples questão de trânsito, diz respeito ao modo e à qualidade de vida das pessoas, à dinâmica instituída em seu cotidiano. Trata-se, enfim, de considerar uma política pública para qualificar os espaços em que os indivíduos se movimentam.

      O desafio está, sobretudo, em escolher os usos do território urbano, em privilegiar este ou aquele meio de transporte, em administrar os rumos e as concentrações de passageiros. Essa escolha não se faz sem pressupostos: o que, de fato, se pretende instituir? A livre circulação dos automóveis? O favorecimento do transporte coletivo? A velocidade máxima em canais de uso regulamentado? Faixas para ciclistas? Calçadões para pedestres? Espaços ambientais interligados? Linhas subterrâneas? A política implicada nesta ou naquela escolha diz muito das convicções de quem administra o espaço das grandes cidades. Como este é fatalmente limitado, e tende a receber um número sempre crescente de usuários, há que se encontrar medidas que otimizem seu uso e favoreçam a mobilidade de quem se considere seu usuário preferencial. Não é à toa que medidas tomadas para a implementação prática da mobilidade urbana provocam polêmicas ácidas, quando não conflitos mais graves, entre setores da população.

      Como regra geral, o poder público deve se envolver sobretudo com o que seja coletivo, o que atenda à parte maior da população, visando criar condições dignas para sua mobilidade. O transporte de massas não pode ser sacrificado em nome do transporte individual. A primazia do automóvel tem infligido enormes custos à qualidade de vida da maioria dos que habitam as grandes cidades.

                                                                              (Argemiro Diaféria, inédito

O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se de modo a concordar com o elemento sublinhado na frase:

  • A Se não se (considerar) os efeitos práticos desse novo planejamento urbano, a cidade tornar-se-á um caos em que todos estaremos mergulhados.
  • B A administração de algumas pequenas cidades, de modo bisonho, (simular) problemas de mobilidade urbana para encontrar soluções desnecessárias.
  • C É preciso que se (cobrar) do poder público medidas gerenciais que garantam uma aceitável qualidade de vida para a maioria da população.
  • D Transitar em espaços ambientais ou amplos calçadões não (constituir) privilégios, mas condições dignas de mobilidade urbana.
  • Eresoluções que não (caber) ao poder público tomar sem antes averiguar quais sejam os reais interesses da maior parte dos cidadãos.
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TEXTO – Sem tolerância com o preconceito
Átila Alexandre Nunes, O Globo, 23/01/2018 (adaptado)
Diante do número de casos de preconceito explícito e agressões, somos levados ao questionamento se nossa sociedade corre o risco de estar tornando-se irracionalmente intolerante. Ou, quem sabe, intolerantemente irracional. Intolerância é a palavra do momento. Da religião à orientação sexual, da cor da pele às convicções políticas.
O tamanho desse problema rompeu fronteiras e torna-se uma praga mundial. Líderes políticos, em conluio com líderes religiosos, ignoram os conceitos de moral, ética, direitos, deveres e justiça. As redes sociais assumiram um papel cruel nesse sistema. Se deveriam servir para mostrar indignação, mostram, muitas vezes, um preconceito medieval.
No campo da religiosidade, o fanatismo se mostra cada dia mais presente no Rio de Janeiro. No último ano, foram registradas dezenas de casos de intolerância religiosa por meio da Secretaria de Estado de Direitos Humanos. Um número ainda subnotificado, pois, muitas ocorrências que deveriam ser registradas como “intolerância religiosa” são consideradas brigas de vizinhos.
A subnotificação desses casos é um dos maiores entraves na luta contra a intolerância religiosa. O registro incorreto e a descrença de grande parte da população na punição a esse tipo de crime colaboram para maquiar o retrato dos ataques promovidos pelo fanatismo religioso em nossa sociedade. A perseguição às minorias religiosas está cada vez mais organizada com braços políticos e até de milícias armadas como o tráfico de drogas.
No último ano recebemos denúncias de ataques contra religiões de matriz africana praticados pelo tráfico de drogas, que não só destruíam terreiros, como também proibiam a realização de cultos em determinada região, segundo o desejo do chefe da facção local.
Não podemos regredir a um estado confessional. A luta de agora pela liberdade religiosa é um dever de todos para garantir o cumprimento da Constituição Federal. Quando uma pessoa de fé é humilhada, agredida ou discriminada devido à sua crença, ela tem seus direitos humanos e constitucionais violados. Hoje, falase muito sobre intolerância religiosa, mas, muito mais do que sermos tolerantes, precisamos aprender a respeitar a individualidade e as crenças de cada um.
Até porque, nessa toada, a intolerância irracional ganha terreno, e nós vamos ficando cada vez mais irracionalmente intolerantes com aquilo que não deveríamos ser. Numa sociedade onde o preconceito se mostra cada dia mais presente, a única saída é a incorporação da cultura do respeito. Preconceito não se tolera, se combate.

“Até porque, nessa toada, a intolerância irracional ganha terreno, e nós vamos ficando cada vez mais irracionalmente intolerantes com aquilo que não deveríamos ser”. A forma verbal “deveríamos ser” forma uma locução verbal como os vocábulos abaixo:

  • A queremos ser;
  • B mandamos ser;
  • C deixemos ser;
  • D vimos ser;
  • E ouvimos ser.
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      Se determinado efeito, lógico ou artístico, mais fortemente se obtém do emprego de um substantivo masculino apenso a substantivo feminino, não deve o autor hesitar em fazê-lo. Quis eu uma vez dar, em uma só frase, a ideia – pouco importa se vera ou falsa – de que Deus é simultaneamente o Criador e a Alma do mundo. Não encontrei melhor maneira de o fazer do que tornando transitivo o verbo “ser”; e assim dei à voz de Deus a frase:

      – Ó universo, eu sou-te,

      em que o transitivo de criação se consubstancia com o intransitivo de identificação.

      Outra vez, porém em conversa, querendo dar incisiva, e portanto concentradamente, a noção verbal de que certa senhora tinha um tipo de rapaz, empreguei a frase “aquela rapaz”, violando deliberadamente e justissimamente a lei fundamental da concordância.

      A prosódia, já alguém o disse, não é mais que função do estilo.

      A linguagem fez-se para que nos sirvamos dela, não para que a sirvamos a ela.

                     (Fernando Pessoa. A língua portuguesa, 1999. Adaptado)

Assinale a alternativa que atende à norma-padrão de colocação pronominal.

  • A A prosódia, já disse-o alguém, não é mais que função do estilo.
  • B Se consubstancia o transitivo de criação com o intransitivo de identificação na frase: – Ó universo, eu sou-te.
  • C Tendo referido-me a Deus simultaneamente como o Criador e a Alma do mundo, recorri à frase: – Ó universo, eu sou-te.
  • D Sirvamo-nos da linguagem para quaisquer efeitos, sejam eles lógicos ou artísticos.
  • E Para expressar minha ideia, juntariam-se o transitivo de criação com o intransitivo de identificação na frase.
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TEXTO - Ressentimento e Covardia


Tenho comentado aqui na Folha em diversas crônicas, os usos da internet, que se ressente ainda da falta de uma legislação específica que coíba não somente os usos mas os abusos deste importante e eficaz veículo de comunicação. A maioria dos abusos, se praticados em outros meios, seriam crimes já especificados em lei, como a da imprensa, que pune injúrias, difamações e calúnias, bem como a violação dos direitos autorais, os plágios e outros recursos de apropriação indébita.

No fundo, é um problema técnico que os avanços da informática mais cedo ou mais tarde colocarão à disposição dos usuários e das autoridades. Como digo repetidas vezes, me valendo do óbvio, a comunicação virtual está em sua pré-história.

Atualmente, apesar dos abusos e crimes cometidos na internet, no que diz respeito aos cronistas, articulistas e escritores em geral, os mais comuns são os textos atribuídos ou deformados que circulam por aí e que não podem ser desmentidos ou esclarecidos caso por caso. Um jornal ou revista é processado se publicar sem autorização do autor um texto qualquer, ainda que em citação longa e sem aspas. Em caso de injúria, calúnia ou difamação, também. E em caso de falsear a verdade propositadamente, é obrigado pela justiça a desmentir e dar espaço ao contraditório.

Nada disso, por ora, acontece na internet. Prevalece a lei do cão em nome da liberdade de expressão, que é mais expressão de ressentidos e covardes do que de liberdade, da verdadeira liberdade. (Carlos Heitor Cony, Folha de São Paulo, 16/05/2006 – adaptado) 

“No fundo, é um problema técnico que os avanços da informática mais cedo ou mais tarde colocarão à disposição dos usuários e das autoridades”.


O acento grave indicativo da crase empregado nesse segmento é devido ao mesmo fator da seguinte frase:

  • A À noite, todos os gatos são pardos;
  • B Pagar à vista é coisa rara hoje em dia;
  • C Entregou o livro à aluna;
  • D Saiu à procura da namorada;
  • E Ficava contente à proporção que superava os obstáculos.
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TEXTO - Ressentimento e Covardia


Tenho comentado aqui na Folha em diversas crônicas, os usos da internet, que se ressente ainda da falta de uma legislação específica que coíba não somente os usos mas os abusos deste importante e eficaz veículo de comunicação. A maioria dos abusos, se praticados em outros meios, seriam crimes já especificados em lei, como a da imprensa, que pune injúrias, difamações e calúnias, bem como a violação dos direitos autorais, os plágios e outros recursos de apropriação indébita.

No fundo, é um problema técnico que os avanços da informática mais cedo ou mais tarde colocarão à disposição dos usuários e das autoridades. Como digo repetidas vezes, me valendo do óbvio, a comunicação virtual está em sua pré-história.

Atualmente, apesar dos abusos e crimes cometidos na internet, no que diz respeito aos cronistas, articulistas e escritores em geral, os mais comuns são os textos atribuídos ou deformados que circulam por aí e que não podem ser desmentidos ou esclarecidos caso por caso. Um jornal ou revista é processado se publicar sem autorização do autor um texto qualquer, ainda que em citação longa e sem aspas. Em caso de injúria, calúnia ou difamação, também. E em caso de falsear a verdade propositadamente, é obrigado pela justiça a desmentir e dar espaço ao contraditório.

Nada disso, por ora, acontece na internet. Prevalece a lei do cão em nome da liberdade de expressão, que é mais expressão de ressentidos e covardes do que de liberdade, da verdadeira liberdade. (Carlos Heitor Cony, Folha de São Paulo, 16/05/2006 – adaptado) 

A palavra do texto que NÃO segue o mesmo processo de formação que as demais é:

  • A ressentimento;
  • B covardia;
  • C legislação;
  • D importante;
  • E veículo.
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Texto I – Do que as pessoas têm medo?


A geração pós-1980 e início de 1990 só conhece os tempos militares pelos livros de História e pelas séries da TV. Para a maioria dela, as palavras “democracia” e “liberdade” têm sentido diferente daquele para quem conheceu a falta desses direitos e as consequências de brigar por eles. Se hoje é possível existir redes sociais; se é possível que pessoas se organizem em grupos ou movimentos e digam ou escrevam o que querem e o que pensam, devem-se essas prerrogativas a quem no passado combateu as arbitrariedades de uma ditadura violenta, a custo muito alto.

A liberdade não é um benefício seletivo. Não existe numa sociedade quando alguns indivíduos têm mais liberdade que outros, ou quando a de uns se sobrepõe à de outros.

É fundamental para a evolução das sociedades compreender que o status quo das culturas está sempre se modificando, e que todas as modificações relacionadas aos costumes de cada época precisaram quebrar paradigmas que pareciam imutáveis. Foi assim com a conquista do voto da mulher, com a trajetória até o divórcio e para que a “desquitada” deixasse de ser discriminada. Foi assim, também, com outros costumes: o comprimento das saias, a introdução do biquíni, a inclusão racial, as famílias constituídas por união estável, o primeiro beijo na TV e tantas outras mudanças que precisaram vencer os movimentos conservadores até conseguirem se estabelecer. Hoje, ninguém se importa em ver um casal se beijando numa novela (desde que o casal seja formado por um homem e uma mulher). Há pouco mais de 60 anos, o primeiro beijo na TV, comportado, um encostar de lábios, foi um escândalo para a época.

A questão do momento é se existe limite para a expressão da arte.

                                    Simone Kamenetz, O Globo, 18/10/2017. (Adaptado) 

Foi assim com a conquista do voto da mulher, com a trajetória até o divórcio e para que a ´desquitada´ deixasse de ser discriminada.”


Esse período do terceiro parágrafo do texto tem a função de

  • A valorizar a ascensão político-social da mulher.
  • B demonstrar a luta das mulheres ao longo do tempo.
  • C exemplificar modificações nos costumes de uma época.
  • D explicar a que tipos de mudanças o texto se refere.
  • E esclarecer afirmações pouco claras feitas anteriormente.
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Texto I – Do que as pessoas têm medo?


A geração pós-1980 e início de 1990 só conhece os tempos militares pelos livros de História e pelas séries da TV. Para a maioria dela, as palavras “democracia” e “liberdade” têm sentido diferente daquele para quem conheceu a falta desses direitos e as consequências de brigar por eles. Se hoje é possível existir redes sociais; se é possível que pessoas se organizem em grupos ou movimentos e digam ou escrevam o que querem e o que pensam, devem-se essas prerrogativas a quem no passado combateu as arbitrariedades de uma ditadura violenta, a custo muito alto.

A liberdade não é um benefício seletivo. Não existe numa sociedade quando alguns indivíduos têm mais liberdade que outros, ou quando a de uns se sobrepõe à de outros.

É fundamental para a evolução das sociedades compreender que o status quo das culturas está sempre se modificando, e que todas as modificações relacionadas aos costumes de cada época precisaram quebrar paradigmas que pareciam imutáveis. Foi assim com a conquista do voto da mulher, com a trajetória até o divórcio e para que a “desquitada” deixasse de ser discriminada. Foi assim, também, com outros costumes: o comprimento das saias, a introdução do biquíni, a inclusão racial, as famílias constituídas por união estável, o primeiro beijo na TV e tantas outras mudanças que precisaram vencer os movimentos conservadores até conseguirem se estabelecer. Hoje, ninguém se importa em ver um casal se beijando numa novela (desde que o casal seja formado por um homem e uma mulher). Há pouco mais de 60 anos, o primeiro beijo na TV, comportado, um encostar de lábios, foi um escândalo para a época.

A questão do momento é se existe limite para a expressão da arte.

                                    Simone Kamenetz, O Globo, 18/10/2017. (Adaptado) 

Um dos conselhos para uma boa escrita é que as frases de um texto tenham a mesma organização sintática numa enumeração.

No fragmento “Se hoje é possível existir redes sociais; se é possível que pessoas se organizem em grupos...”, para que as duas frases tenham a mesma organização, a mudança adequada seria:

  • A a primeira frase deveria ser “Se é possível que existam redes sociais”.
  • B a primeira frase deveria ser “Se é possível a existência de redes sociais”.
  • C a segunda frase deveria ser “se é possível a organização de pessoas em grupos”.
  • D a segunda frase deveria ser “se é possível que pessoas sejam organizadas em grupos”.
  • E a segunda frase deveria ser “se é possível pessoas organizando-se em grupos”.
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Texto I – Do que as pessoas têm medo?


A geração pós-1980 e início de 1990 só conhece os tempos militares pelos livros de História e pelas séries da TV. Para a maioria dela, as palavras “democracia” e “liberdade” têm sentido diferente daquele para quem conheceu a falta desses direitos e as consequências de brigar por eles. Se hoje é possível existir redes sociais; se é possível que pessoas se organizem em grupos ou movimentos e digam ou escrevam o que querem e o que pensam, devem-se essas prerrogativas a quem no passado combateu as arbitrariedades de uma ditadura violenta, a custo muito alto.

A liberdade não é um benefício seletivo. Não existe numa sociedade quando alguns indivíduos têm mais liberdade que outros, ou quando a de uns se sobrepõe à de outros.

É fundamental para a evolução das sociedades compreender que o status quo das culturas está sempre se modificando, e que todas as modificações relacionadas aos costumes de cada época precisaram quebrar paradigmas que pareciam imutáveis. Foi assim com a conquista do voto da mulher, com a trajetória até o divórcio e para que a “desquitada” deixasse de ser discriminada. Foi assim, também, com outros costumes: o comprimento das saias, a introdução do biquíni, a inclusão racial, as famílias constituídas por união estável, o primeiro beijo na TV e tantas outras mudanças que precisaram vencer os movimentos conservadores até conseguirem se estabelecer. Hoje, ninguém se importa em ver um casal se beijando numa novela (desde que o casal seja formado por um homem e uma mulher). Há pouco mais de 60 anos, o primeiro beijo na TV, comportado, um encostar de lábios, foi um escândalo para a época.

A questão do momento é se existe limite para a expressão da arte.

                                    Simone Kamenetz, O Globo, 18/10/2017. (Adaptado) 

Apesar de bem escrito, o primeiro parágrafo do texto apresenta uma incorreção, segundo a norma padrão.
Assinale a opção que a apresenta.

  • A O segmento “Para a maioria dela” deveria ser substituído por “Para a maioria delas”.
  • B O segmento “têm sentido diferente” deveria ser substituído por “têm sentidos diferentes”.
  • C O segmento “a falta desses direitos” deveria ser substituído por “a falta desse direito”.
  • D O segmento “É possível existir” deveria ser substituído por “É possível existirem”.
  • E O segmento “devem-se essas prerrogativas” deveria ser substituído por “deve-se essas prerrogativas”.
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No texto 1A1BBB,

  • A o vocábulo “constante” (ℓ.8) foi empregado para qualificar o termo “aspecto” (ℓ.6).
  • B a expressão “sobre a”, nas linhas 13 e 15, tem o sentido de a respeito da.
  • C o trecho “Quando nos referimos” (ℓ.1) tem o mesmo sentido de Caso nos refiramos.
  • D o vocábulo “logo” (ℓ.2) tem o sentido adverbial de imediatamente.
  • E o termo “lugar” (ℓ.5) foi empregado para delimitar parte de um espaço ou região.
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No texto 1A1AAA, as relações sintático-semânticas do período “Embora fosse temido, o apagamento era necessário, assim como o esquecimento também o é para a memória” (ℓ. 20 e 21) seriam preservadas caso a conjunção “Embora” fosse substituída por

  • A Por conseguinte.
  • B Ainda que.
  • C Consoante.
  • D Desde que.
  • E Uma vez que.
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                   Texto I – Há sempre o inesperado


Quem não nasceu de novo por causa de um inesperado?

Iniciei-me no exílio antropológico quando – de agosto a novembro de 1961 – fiz trabalho de campo entre os índios gaviões no sul do Pará. Mas, como os exilados também se comunicam, solicitei a uma respeitável figura do último reduto urbano que visitamos, uma cidadezinha na margem esquerda do rio Tocantins, que cuidasse da correspondência que Júlio César Melatti, meu companheiro de aventura, e eu iríamos receber. Naquele mundo sem internet, telefonemas eram impossíveis e cartas ou pacotes demoravam semanas para ir e vir.

Recebemos uma rala correspondência na aldeia do Cocal. E, quando chegamos à nossa base, no final da pesquisa, descobrimos que nossa correspondência havia sido violada.

Por quê? Ora, por engano, respondeu o responsável, arrolando em seguida o inesperado e ironia que até hoje permeiam a atividade de pesquisa de Brasil. Foi quando soubemos que quem havia se comprometido a cuidar de nossas cartas não acreditava que estávamos “estudando índios”. Na sua mente, éramos bons demais para perdermos tempo com uma atividade tão inútil quanto estúpida. Éramos estrangeiros disfarçados – muito provavelmente americanos – atrás de urânio e outros metais preciosos. Essa plausível hipótese levou o nosso intermediário ao imperativo de “conferir” a correspondência.

Mas agora que os nossos rostos escalavrados pelo ordálio do trabalho de campo provavam como estava errado, ele, pela primeira vez em sua vida, acreditou ter testemunhado dois cientistas em ação.

Há sempre o inesperado.

                      Roberto da Matta. O GLOBO. Rio de Janeiro, 18/10/2017 

Assinale a opção que apresenta o segmento do texto em que a conjunção e tem valor adversativo (oposição), e não aditivo (adição).

  • A “... meu companheiro de aventuras, e eu iríamos receber”.
  • B “... demoravam semanas para ir e vir”.
  • CE quando chegamos à nossa base...”.
  • D “... arrolando em seguida o inesperado e a ironia...”.
  • E “... atrás de urânio e outros metais preciosos”.
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A correção gramatical e os sentidos do texto 1A1BBB seriam mantidos caso se inserisse uma vírgula logo após

  • A “alertas” (ℓ.28).
  • B “também” (ℓ.3).
  • C “tempo” (ℓ.10).
  • D “lista” (ℓ.15).
  • E “processo” (ℓ.22).
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O texto 1A1BBB é construído sobre uma série de dicotomias conceituais, isto é, de pares de noções opostas entre si, a exemplo do formado pelos termos

  • A “mudança” (ℓ.4) e “reiteração” (ℓ.5).
  • B “ao longo do tempo” (ℓ.10) e “alterações cumulativas” (ℓ. 10 e 11).
  • C “contingência” (ℓ. 20) e “acidente” (ℓ. 21).
  • D “Desigualdade” (ℓ.20) e “concentração” (ℓ.25).
  • E “disciplina” (ℓ.1) e “ciência” (ℓ.4).
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No texto 1A1AAA, o termo “o” — em “Ela o é por definição” (ℓ.15) — remete ao elemento

  • A “O que faz com que a memória se torne seletiva” (ℓ.13).
  • B “o mundo atual” (ℓ.14).
  • C “a memória” (ℓ.13).
  • D “seletiva” (ℓ.13).
  • E “um funil poderoso” (ℓ. 15 e 16).
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No texto 1A1AAA, ao utilizar a expressão “Isso sem contar” (ℓ.8), a autora sugere que “os processos de evocação de memórias, planejamento para o futuro e imaginação” (ℓ. 8 a 10) fazem parte do conjunto de

  • A ações cerebrais cujo funcionamento depende do processamento conjunto de estímulos externos.
  • B processos necessários à construção de registros duradouros dos estímulos recebidos pelo cérebro a cada momento.
  • C dados necessários para que o cérebro construa uma imagem do indivíduo e do ambiente que o cerca.
  • D atividades internas desempenhadas pelo cérebro, ao mesmo tempo que este recebe estímulos externos.
  • E estímulos advindos do cérebro de um indivíduo, imprescindíveis para a formação de novas memórias.

História

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Agência criada pelo então presidente Juscelino Kubitschek, em 19 de setembro de 1956, por meio de lei, com a finalidade exclusiva de gerenciar e coordenar a construção da capital do Brasil no Planalto Central.


A definição apresentada descreve a

  • A Terracap.
  • B Novacap.
  • C Construcap.
  • D Caesb.
  • E Codeplan.
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Leia o fragmento.


O Brasil é o único país que, além de combinar a proporcionalidade, o multipartidarismo e o “presidencialismo imperial”, organiza o Executivo com base em grandes coalizões. A esse traço peculiar da institucionalidade concreta brasileira chamarei, à falta de melhor nome, “presidencialismo de coalizão”.


ABRANCHES, S. Henrique. O presidencialismo de coalizão: o dilema institucional brasileiro. Dados, 31 (1), 1988, p. 21-22.


De acordo com o texto, o presidencialismo brasileiro é caracterizado

  • A pelo empenho das forças políticas nacionais para promover o fortalecimento partidário.
  • B pelo afrouxamento das alianças regionais para garantir a sustentação política nacional.
  • C pela busca de acordos interpartidários para obter apoio nas iniciativas governamentais.
  • D pelo emprego do autoritarismo para impor decisões unilaterais aos partidos políticos.
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Em 2018, a atual Constituição Brasileira faz trinta anos. Promulgada em 5 de outubro de 1988, tornou-se o principal símbolo

  • A do resgate da democracia e dos avanços na conquista da cidadania.
  • B da organização do Poder Executivo e da adoção do parlamentarismo.
  • C da centralização governamental e da dissolução do sistema partidário.
  • D do início da estrutura federalista e da criação da autonomia dos estados.
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Na primeira reunião ministerial, Geisel anunciou que as altas taxas de crescimento da economia seriam a “prioridade número um” do governo. O presidente não associou a busca do crescimento a nenhum projeto de mudança do regime. Pisou no acelerador para manter o curso. A recessão era vista muito mais como um perigo político do que como uma probabilidade econômica.

(Elio Gaspari, A ditadura derrotada. Adaptado)


No entender do autor, o governo Geisel

  • A buscou a legitimação política e social por meio de grandes sucessos na área econômica.
  • B contou com uma ampla base de sustentação social, advinda de suas consultas regulares à população brasileira.
  • C conseguiu manter o mesmo ritmo de desenvolvimento do seu antecessor, da época do “Milagre Econômico”.
  • D desconsiderou a importância da política nas suas relações com os diversos setores da sociedade.
  • E distribuiu os resultados do processo intenso da industrialização brasileira com medidas de conteúdos socialistas.
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Os nacionalistas defendiam o desenvolvimento baseado na industrialização, enfatizando a necessidade de se criar um sistema econômico autônomo, independente do sistema capitalista internacional. Os adversários dos nacionalistas sustentavam uma postura de rígido combate à inflação, através do controle da emissão de moeda e de equilíbrio dos gastos do governo.

(Boris Fausto, História do Brasil. Adaptado)


O texto refere-se a duas propostas de desenvolvimento econômico presentes e atuantes durante o governo de Getúlio Vargas, de 1951 a 1954. As duas tendências divergiam, também, quanto

  • A à questão da política industrial, estando os antinacionalistas mais propensos à valorização monetária como forma de incrementar as exportações.
  • B à política internacional, pregando os nacionalistas a adesão ao bloco capitalista como forma de se conseguir empréstimos monetários no exterior.
  • C ao papel do Estado na economia, manifestando-se os nacionalistas favoráveis aos investimentos estatais em áreas econômicas estratégicas.
  • D à estrutura sindical, procurando os antinacionalistas mobilizar a classe operária por meio da política de controle da inflação.
  • E à estrutura democrática do governo, postulando os nacionalistas a necessidade da instauração de uma ditadura esclarecida e economicamente progressista.
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A primeira Constituição republicana (1891) concedia o direito de voto aos brasileiros masculinos com mais de 21 anos, excetuando-se, entre outros, os praças militares e os analfabetos. Estabeleceu o voto direto e universal, suprimindo-se o censo econômico. Em decorrência dessa norma e de outros mecanismos constitucionais, a Primeira República brasileira caracterizou-se pela

  • A vigência de um processo democrático abrangente, favorecendo o acesso eleitoral à maioria da população.
  • B eleição do presidente da República em dois turnos, observando-se a presença de eleitores culturalmente qualificados.
  • C liberdade efetiva concedida aos votantes, restringindo-se o exercício do poder moderador do presidente da República.
  • D adoção do regime parlamentarista, ampliando o peso do voto popular na constituição do poder legislativo.
  • E conjugação de rotina eleitoral de base democrática com controle político, considerando-se as pressões de poderes locais sobre o eleitorado.
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Em uma incursão pela região goiana, por volta de 1820, o médico naturalista austríaco Johaan Emmanuel Pohl relata:


“O mais remoto povoado nesta capitania, para o lado sudeste, é o de Caldas Novas, que se limita já com grande floresta onde vivem os Caiapós. Contudo, próximo daqui, acha-se um refúgio de negros escravos fugidos de São Paulo, os quais erigiram um verdadeiro arraial, fortificado com pontes e fossos. O número deles é tão considerável que se evita agredi-los. Os arredores desse arraial chamado Quilombo, devem ser auríferos e os negros fazem comércio em Cuiabá”.

POHL apud MACHADO, Maria Conceição Sarmento Padial. Capital e trabalho no processo de urbanização. Fragmentos de Cultura, Goiânia, v. 16, n. 11/12, nov./dez. 2006, p. 922.


Em seu relato, do início do século XIX, o médico austríaco observa em Caldas Novas

  • A a demarcação de reservas para os índios e de quilombos para os negros.
  • B o predomínio de comerciantes negros que abasteciam as fazendas da região.
  • C o isolamento das tribos indígenas em decorrência da chegada dos negros africanos.
  • D a presença dos primeiros habitantes da região e dos escravos fugitivos de outras localidades.
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O período da ditadura militar no Brasil ocorreu entre os anos de 1964 a 1985, mas somente em 1989 foram realizadas novas eleições diretas para a Presidência da República. Analise as alternativas a seguir e assinale a que NÃO apresenta um dos Presidentes do Brasil durante o Regime Militar.

  • A Artur da Costa e Silva.
  • B Castelo Branco.
  • C João Goulart.
  • D Ernesto Geisel.
  • E João Figueiredo.
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Um setor importante com o advento da República foi o dos militares que estiveram a frente dos dois primeiros governos republicanos. Marque a alternativa correta sobre o que podemos destacar deste período:

  • A Os militares formavam um grupo coeso e homogêneo.
  • B A Marinha e o Exército eram forças aliadas na defesa da consolidação republicana.
  • C Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto tinham as mesmas concepções políticas positivistas.
  • D O traço marcante desse período foi a ideia de um Executivo forte.
  • E Os militares defendiam, unanimemente, o liberalismo.
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Com relação aos fatores que contribuíram no processo de crise final do império brasileiro e, consequentemente, com o advento da república, analise as proposições abaixo e, em seguida, assinale a alternativa que apresenta a resposta correta.


I. O conjunto de incidentes entre a Marinha e o Governo Imperial.

II. A intensificação da campanha abolicionista, que a acanhada Lei do Ventre Livre não conseguiu amenizar.

III. O monopólio da elite cafeeira paulista, ao longo do Segundo Reinado, no cargo da presidência do Conselho.

IV. Os conflitos entre as ordens do Papa católico e as determinações do Imperador, relativas a questões da Igreja Católica no Brasil.

  • A Somente I e III estão corretas.
  • B Somente II e III estão corretas.
  • C Somente I e II estão corretas.
  • D Somente II e IV estão corretas.
  • E Somente III e IV estão corretas.
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